terça-feira, 26 de janeiro de 2021

PREFEITURA DE JF PUBLICA NOVO DECRETO SOBRE RESTRIÇÕES DEVIDO AO COVID 19

 


Veja abaixo a divisão por cada etapa

Faixa roxa

Esta etapa é a mais restritiva do programa, onde será imposto o "lockdown". No decreto, não foi detalhado quais estabelecimentos podem ou não funcionar nesta faixa.

Faixa vermelha

É a etapa antes do "lockdown", faixa em que Juiz de Fora está atualmente. Nela, são permitidos os funcionamentos dos seguintes setores:

  • Agricultura, pecuária, aquicultura, horticultura, laticínios e floricultura;
  • Supermercados, minimercados, mercearias, armazéns e postos de combustíveis;
  • Padarias, açougues, lojas de conveniência e similares;
  • Farmácias e drogarias;
  • Comércio varejista de bebidas (sem consumo no local);
  • Restaurantes (sem self service), lanchonetes e serviços ambulantes de alimentação;
  • Bares e outros estabelecimentos especializados (sem consumo no local);
  • Bancos e lotéricas;
  • Comércio atacadista;
  • Atividades de segurança, vigilância, limpeza e teleatendimento;
  • Reparo e manutenção de equipamentos de informática e comunicação;
  • Setor de construção civil e imobiliárias;
  • Indústrias;
  • Artigos esportivos e jogos eletrônicos;
  • Serviços de saúde;
  • Comércio varejista de tecidos, artigos de cama, mesa e banho, móveis, eletrodomésticos, entre outros;
  • Comércio varejista de vestuário, calçados e acessórios;
  • Comércio varejista de livros, discos e jornais;
  • Serviços de telecomunicação e publicidade;
  • Ensino curricular 100% EAD;
  • Salões de beleza e estética;
  • Academias de ginástica.

Faixa laranja

É a faixa intermediária do programa. Além das atividades permitidas na vermelha, esta etapa também autoriza o funcionamento de mais dois setores.

  • Atividades esportivas e clubes sociais;
  • Formação de condutores.

Faixa amarela

Nesta etapa, também está autorizado o funcionamento dos seguintes setores:

  • Agenciamento de viagens e serviços de reservas;
  • Atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental;
  • Ensino extracurricular.

Faixa verde

Esta é a última faixa do programa, a menos restritiva. Veja abaixo o que pode funcionar nesta etapa:

  • Bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, com entretenimento;
  • Aluguel de objetos pessoais e domésticos;
  • Discotecas, danceterias, salões de dança e similares;
  • Exploração de jogos de sinuca, bilhar, eletrônicos e outros;
  • Bufê para eventos e recepções;
  • Produção teatral, musical, de espetáculos de dança e similares;
  • Eventos;
  • Cinema;
  • Agências matrimoniais;
  • Atividades de sauna e banho;
  • Ensino curricular (educação infantil, ensino fundamental e médio).

https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2021/01/26/prefeitura-publica-decreto-que-regulamenta-atividades-economicas-sociais-durante-a-pandemia-de-covid-19.ghtml

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

A virtude do equilíbrio - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

Folha de Pernambuco 25 Jan 2021

A semana que passou foi pródiga em fatos que servem de alerta à madura diplomacia brasileira quanto à condução de nossos interesses nas relações com países e organizações multilaterais.

Iniciamos a campanha de imunização contra o Coronavírus com as vacinas da empresa chinesa SINOVAC, então disponíveis em território nacional, contratadas antecipadamente pelo governo paulista e encampadas pelo governo federal.

Problemas com a China, a Índia e outros países, nos campos diplomáticos, comerciais, ideológicos e políticos, impactaram sobremaneira o deslanchar da imunização.

Persiste uma sensação de desamparo por escassez de vacinas e por falta de insumos para produzi-las. Até agora, os agentes do processo decisório mais se parecem com vendedores de produtos farmacêuticos, oferecendo amostra grátis de seus produtos.

Entendo apropriado trazer-lhes uma passagem de Tucídides, o “Diálogo Meliano”, parte da grande obra “A Guerra do Peloponeso.”

Os atenienses decidiram impor o seu jugo sobre a cidade de Mélia, uma aliada dos espartanos. Com uma grande armada, aportaram na costa da Ilha de Melos, desembarcaram e acamparam em local protegido. Nesse ínterim, enviaram emissários para tratar de um “acordo impositivo” junto aos mélios.

Os locais, cientes do poder com qual se defrontavam, procuraram demover os rivais de suas atitudes hostis: “se vencermos na discussão por ser justa a nossa causa, e então nos recusarmos a ceder, será a guerra para nós; se nos deixarmos convencer, será a servidão.”

Os atenienses expuseram de forma direta as suas pretensões: “[...] deveis saber tanto quanto nós que direito é uma questão que só faz sentido nas relações entre iguais em poder. No mundo real, o forte faz o que lhe convém, e o fraco o que lhe compete.”

Em última cartada, os melianos trouxeram à discussão o apoio que lhes proveriam os espartanos, com base na honra e nos laços étnicos, em caso de ataque contra aquela cidade. 

Disse-lhes, ironicamente, o emissário ateniense: “quanto a vossa opinião a respeito dos lacedemônios (espartanos) e a vossa firme confiança em que por uma questão de honra eles viriam socorrê-los, embora apreciando a vossa ingenuidade, nós não invejamos a vossa insensatez.”

Os embaixadores helênicos se retiram proferindo o discurso final: “a julgar pelo resultado de vossas deliberações, parece-nos que sois os únicos a considerar os eventos futuros mais certos que os presentes diante de vossos olhos; vossos desejos fazem ver o irreal como se já estivesse acontecendo.”

Os atenienses cercaram e capturaram a cidade de Mélia, mataram todos os homens adultos e escravizaram todas as mulheres e crianças, e os honrados espartanos nada fizeram em socorro aos melianos, deixando-os à própria sorte.

O mundo atual relembra, em parte, a bipolaridade Atenas-Esparta, em que a busca por hegemonia, agora capitaneada por China e Estados Unidos, arrasta países de menor poder para as suas zonas de influência. Poucos conseguem posicionar-se de forma independente e agir segundo seus interesses.

Ao Brasil, por sua potencialidade, cabe encontrar espaço entre as nações e assumir, em esforço endógeno, uma posição de equilíbrio, ainda que inicialmente instável, diante de outras potências e sobretudo dos dois polos aglutinadores geopolíticos.

Os atenienses defendiam que se nos é dada a oportunidade de escolher entre a guerra e a salvação, não se apegue à alternativa menos promissora. “Aqueles que não cedem diante de seus iguais, que agem como convém em relação aos mais fortes, e são moderados diante dos mais fracos, procedem corretamente”. 

A nossa política externa deve encaixar-se, conforme cada situação, entre essas possibilidades, naturalmente não se apegando à opção da insensatez.  

Uma velha piada, conhecida em salões vitorianos, para desanuviar o artigo. Versa sobre a diferença entre o diplomata, o militar e a dama. 

Se o diplomata diz sim é talvez, se diz talvez é não e se diz não, não é diplomata. 

Se o militar diz sim é sim, se diz não é não e se diz talvez, não é militar. 

Se a dama diz não é talvez, se diz talvez é sim e se diz sim, não é uma dama.

Há diplomatas dizendo não.

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

ARMAS EM FUNERAL - SGT R/1 PAULO ROBERTO DOS SANTOS

 





domingo, 24 de janeiro de 2021

ARMAS EM FUNERAL - GEN DIV NIALDO NEVES DE OLIVEIRA BASTOS

 


O Centro de Comunicação Social do Exército informa, com profundo pesar, o falecimento do General de Divisão NIALDO Neves de Oliveira Bastos, antigo Chefe deste Centro, no dia 21 de janeiro de 2021, na cidade de Campinas (SP). 

Nascido em 30 de junho de 1934, em Aquidauana (MS), o General NIALDO foi declarado aspirante a oficial da Arma de Artilharia em 1955, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). 

Como oficial superior, foi o primeiro colocado da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) no ano de 1969 e comandou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas, de 1981 a 1983. 

Promovido a oficial-general, exerceu inúmeras funções de destaque, tais como Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Nordeste, Comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, Comandante da 1ª Região Militar, Comandante da 2ª Divisão de Exército e Vice-Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa. 

Neste momento de consternação, a família militar expressa as mais sinceras condolências aos familiares e amigos desse notável cidadão e chefe militar. 

Os atos fúnebres ocorrerão no dia 22 de janeiro, das 11h às 14h, no cemitério Nossa Senhora da Conceição (Amarais), na cidade de Campinas, sendo restrita aos familiares.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

UMA JUSTA HOMENAGEM A UM GRANDE SOLDADO - GEN EX MIOTTO

 





O PODER DA VONTADE - POR OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS

 


No alvorecer da terça-feira, 6 de junho de 1944, tropas aliadas desembarcavam em solo europeu, em extensa faixa de praia na região da Normandia, território francês.

Era o primeiro passo da marcha em direção à vitória na Segunda Guerra Mundial. Antes, porém, muitas vidas foram ceifadas e equipamentos destruídos nas batalhas em direção à Berlim.

No dia 25 de agosto de 1944, as tropas aliadas entravam na “cidade luz” sob os aplausos dos parisienses aliviados, mas ainda contidos, com a libertação do jugo nazifascista.

Até a vitória final, em 8 de maio de 1945, os aliados tiveram que estabelecer um corredor logístico nunca antes imaginado em operações de guerra.

Havia um esforço conjunto de diversos países, incluído o Brasil, em debelar definitivamente a maldade, a hipocrisia e a insensatez representadas por Hitler, Mussolini e outros. Resultado: a vitória inconteste dos aliados ante o inimigo atroz.

Hoje à tarde (19 Jan 2021), durante o telejornal, assisti o alívio da população de Niterói, materializado nas palmas e gritos de apoio a um comboio, conduzindo uma parcela da vacina contra a COVID-19. É possível que a cena tenha se repetido em outros lugares.

Essa alegria, tomada as devidas precauções, assemelha-se àquela parisiense quando da libertação de sua capital. A alegria da esperança!

Todas aquelas operações exigiram planejamento operacional, logístico, de inteligência, de comunicação social, de assuntos civis etc. para que pudessem lograr êxito. E mais que tudo isso, firmeza de propósito dos comandantes.

Quando os primeiros homens desembarcaram nas praias de Omaha, Juno, Sword, Utah e Gold eles tinham confiança de que seriam apoiados. Seguiram em frente.  Ainda assim, somente onze meses depois, e após dezenas de milhares de vidas, os nazistas estavam derrotados.

Imaginem se as tropas que avançavam em direção à Paris não recebessem o suprimento na quantidade e adequação devida, das dotações de combustível, alimentação e munição.

Estamos diante de uma grande operação de guerra, com o inimigo invisível firmemente estabelecido no nosso dia a dia, a nos infligir baixas da ordem de mil vidas a cada jornada.

Já sabemos o único instrumento capaz de combatê-lo.  O armamento mais sofisticado que a ciência cooperativa mundial desenvolveu: as vacinas certificadas.

Nós não queremos mais perdas de gente brasileira, se por acaso as vacinas esperadas com tanta ansiedade não cheguem a cada posto de saúde de nosso imenso país por planejamento ineficiente.

Estão ocorrendo atrasos preocupantes na disponibilização dos imunizantes. Para a população não interessa a razão desse problema. Só lhe interessa a vacina aplicada em seu braço. E ponto final! As escusas que já não se sustentam.

Autoridades, façam-nas chegar!

A solidariedade do povo brasileiro se encarregará de promover o sucesso dessa marcha para a vitória. Contará com o apoio em transporte, hospitalar e segurança de suas Forças Armadas. Terá o escrutínio das organizações de controle e adesão de entidades civis, todos, enfim.

Vamos precisar nos unir para conseguirmos carrear até nós os insumos e as vacinas já disponíveis. Sem eles, apenas nos restará um fio esgarçado de esperança.

A pandemia continuará a nos impactar após a cessação de sua transmissibilidade. Será preciso desde já elaborar um plano que aponte um caminho seguro a seguir.

 A economia capengando, os empregos em baixa, os empresários receosos e o governo sem foco.  Serão aspectos com os quais nós nos acostumaremos a conviver em próximos anos. E ressalte-se, mundo afora. Quanto mais pronto tenhamos injetado a arma da vacina, mais breve será nosso emergir da incerteza.

“Nada está tanto em nosso poder quanto a própria vontade”, assim nos estimula Santo Agostinho, portanto assumamos prontamente uma atitude que possa promover, em futuro próximo, um sopro de expectativa positiva por uma vida melhor.

Paz e Bem

Otávio Santana do Rêgo Barros é general do Exército e ex-porta-voz da presidência da República.


Meu comentário;  Gen Div RÊGO BARROS, além do carisma pessoal e de seu alto grau de relacionamento social é escritor de estilo fácil e de agradável leitura. Aborda um tema de conhecimento público geral, discorrendo sobre ele de forma de fácil interpretação e de conclusão com raciocínio lógico.

Paulo Cezar Rossi - Juiz aposentado

ARMAS EM FUNERAL - GEN EX GERALDO ANTONIO MIOTTO

 





Comentário:

O Gen Miotto foi meu Cmt no CMS, quando sai de JF e passei o Comando da 4ª Bda Inf Mth. Um Soldado, Cmt, líder nato é grande amigo. Aprendi muito com ele. Um chefe militar diferenciado, humano e com elevado espírito profissional. Um chefe de família exemplar, um cidadão dedicado ao seu País e que honrou a farda até mesmo quando não mais vestia, na reserva. Uma grande perda para a família, para os amigos, para o Exército Brasileiro e para o Brasil.

Gen Div Leite - ESG/Brasília


É com profunda tristeza e pesar que recebi a notícia do falecimento do General de Exército Geraldo Antonio Miotto, exemplo de líder militar, do início ao fim de sua impecável carreira no Exército Brasileiro.

Em quase cinco décadas de serviço, demonstrou invulgar competência, retidão e espírito patriótico. Exerceu sua liderança com alto sentido de responsabilidade por onde passou, com destaque para seus dois últimos cargos: Comandante Militar da Amazônia e Comandante Militar do Sul.
Em nome do Ministério da Defesa, apresento meus mais sinceros sentimentos à família do general Miotto, ao mesmo tempo em que agradeço pelos inestimáveis serviços prestados à Nação.

Fernando Azevedo e Silva
Ministro da Defesa

O falecimento do nosso querido amigo Gen Mioto representa uma irreparável perda para todos nós, que tivemos o privilégio de privar do seu convívio e da sua amizade. Foi meu vice-chefe no Departamento Geral do Pessoal. Uma figura humana extraordinária. Uma inteligência ímpar, não só no aspecto intelectual, mas também no emocional e no espiritual. 
Que Deus o receba em Sua Glória  e proporcione conforto à sua digníssima família.
Gen Div Médico R1 Túlio Fonseca Chebli


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

TRANSPARÊNCIA - POR WILSON REZATO

 


Transparência

Desde a antiguidade, a política é entendida como um conceito primordial da busca por uma sociedade melhor. O cidadão é, também, parte integrante desta busca e deve estar sempre atento às ações dos governantes, acompanhando e cobrando uma atuação eficiente para o bem estar da população. Para que isso aconteça, entra em pauta a palavra transparência, para que o cidadão possa se informar sobre a real situação de sua cidade, estado ou país.

A transparência, portanto, deve ser mais do que uma ação de qualquer governo. Ela tem que ser um princípio fundamental da administração pública.

Wilson Rezato - Político e empresário no ramo da Construção Civil

NOTA DE REPÚDIO DO COMANDO DO EXÉRCITO À EDITORA-CHEFE DA REVISTA ÉPOCA

 


Brasília-DF, 18 de janeiro de 2021. 

Senhora Ana Clara Costa, Editora-Chefe da Revista Época.

Incumbiu-me o Senhor Comandante do Exército Brasileiro de expressar indignação e o mais veemente repúdio ao texto de autoria de Luiz Fernando Vianna, publicado nesse veículo de imprensa em 17 de janeiro de 2021. 

A argumentação apresentada pelo articulista revela ignorância histórica e irresponsabilidade, não compatíveis com o exercício da atividade jornalística. Atribuir a morte de brasileiros a uma Instituição de Estado, cuja história se confunde com a da própria Nação, nas lutas pela manutenção de sua integridade, caracteriza comportamento leviano e possivelmente criminoso. 

Afirmações dessa natureza, motivadas por sentimento de ódio e pelo desprezo pelos fatos, além de temerárias, atentam contra a própria liberdade de imprensa, um dos esteios da democracia, pela qual o Exército combateu nos campos de batalha da II Guerra Mundial e por cuja preservação tem se notabilizado em missões de paz em todos os continentes. 

Cabe ressaltar que, durante a pandemia, o Exército, junto às demais Forças Armadas e a diversas agências, tem-se empenhado exatamente em preservar vidas. 

Para isso, vem empregando seus homens e mulheres por todo o território nacional, particularmente em áreas inóspitas, onde se constitui na única presença do Estado, realizando atendimentos médicos, aumentando estoques de sangue por meio de milhares de doações, transportando e entregando medicamentos e equipamentos, montando instalações, desinfetando áreas públicas, enfim, estendendo a Mão Amiga a uma sociedade que lhe atribui os mais altos índices de credibilidade. 

Por fim, o Exército Brasileiro exige imediata e explícita retratação dessa publicação, de modo a que a Revista Época afaste qualquer desconfiança de cumplicidade com a conduta repugnante do autor e de haver-se transformado em mero panfleto tendencioso e inconsequente. 

General de Divisão Richard Fernandez Nunes 

Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

ESPERANÇA - POR ALEXIS VALDÉS

 


OLHEM QUE BELEZA DE POEMA 


Quando a tempestade passar

E se amassem os caminhos

e sejamos sobreviventes

de um naufrágio coletivo.


Com o coração choroso

e o destino abençoado

Nós nos sentiremos felizes

Só por estar vivo.


E nós daremos um abraço

ao primeiro desconhecido

e louvaremos a sorte

de manter um amigo.


E aí nós vamos lembrar

tudo o que perdemos

e de uma vez aprenderemos

tudo o que não aprendemos.


Não teremos mais inveja

pois todos terão sofrido.

Não teremos mais desídia.

Seremos mais compassivos.


Valerá mais o que é de todos.

Que o jamais conseguido

Seremos mais generosos.

E muito mais comprometidos


Vamos entender o quão frágil

o que significa estar vivo

Sentiremos empatia

por quem está e quem se foi.


Sentiremos falta do velho

que pedia uma esmola no mercado,

que você não sabia o nome dele

e sempre esteve ao seu lado.

E talvez o velho pobre

Era Deus disfarçado.


Você nunca perguntou o nome

Porque você estava com pressa.

E tudo será um milagre

E tudo será um legado

E a vida será respeitada,

a vida que ganhamos.


Quando a tempestade passar

Eu te peço Deus, desculpe.

que nos tornes melhores,

como você sonhava com a gente.


Alexis Valdés - Cuba

domingo, 17 de janeiro de 2021

Voltar a viver de forma plena - Por Wilson Rezato

 


As perspectivas na economia brasileira ficaram agora mais claras com os dados revelados hoje pelo IBGE. A divulgação oficial da inflação de 2020, que veio apenas para confirmar o que a população já sente a cada ida ao supermercado, além de mostrar os efeitos de um ano atípico em todos os sentidos, aponta para um período que exigirá muito trabalho da equipe econômica do Governo Federal. O aumento da inflação (IPCA 2020 = 4,52%), além da composição de indicadores para o mercado e para os ajustes que precisam ser feitos, foi especialmente agravada por conta dos alimentos, muitos com elevação na casa dos dois dígitos percentuais, criando um obstáculo a mais. Isso penaliza diretamente o cidadão, que está lidando, ao mesmo tempo, com o achatamento nos seus rendimentos ou com o desemprego e uma alta de preços que há muito não se via no Brasil.

A saúde é e precisa continuar a ser prioridade, e a vacina que tanto esperamos precisa vir acompanhada de um grande projeto para recuperação da economia, para que possamos crescer, gerar novas oportunidades e viver de forma lena.

Não à estupidez - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Estou cansado, mas quem não está? As notícias sobre os números alarmantes do coronavírus e sobre a preparação letárgica para a vacinação não são alvissareiras. 

Desde o primeiro caso de COVID-19 assistimos a um bate-cabeça em todas as instâncias da administração pública. Ademais, uma antecipação grotesca de disputas eleitorais.

A “verdade” hoje é fluida. Logo, os interesses prioritários da sociedade exigem transparência das autoridades por meio de uma comunicação profissional. A comunicação sobre o tema vacina é amadora. Esperanças por dias melhores se evaporam, na crescente desconfiança da imunização.

Vejamos o exemplo do Instituto Butantã, referência acadêmica, tendo que se “virar nos trinta” para atender a três santos: o governo federal, o governo estadual e a empresa SINOVAC.

Em função de interesses diversos, o Butantã antecipou dados, ainda que verdadeiros, dissociados do padrão usado para pesquisas mundo afora.

Cobrado pela imprensa, pela academia, pela sociedade (escoimo os extremistas, esses criticariam mesmo que fosse estrondoso sucesso) precisou vir a público outra vez e apresentar a chamada taxa de eficácia geral. Aquela no “limiar da aceitação” pela OMS. Para leigos, foi um balde de água fria.

Com a população impactada pela desinformação das mídias sociais, do WhatsApp, de pronunciamentos levianos de autoridades vamos ter dificuldade em convencê-la a imunizar-se, especialmente a parcela mais simples e menos intelectualizada.

Vimos, ainda, ideológicos obtusos que se comportavam como hoolingans em final de campeonato, a torcer desbragadamente para que o índice de eficácia do Butantã ficasse abaixo do considerado aceitável pela OMS.

Domingo passado, na TV aberta, um senhor destroçado por perdas de pessoas queridas afirmou: “são duas situações, antes de acontecer (a perda) e depois”. Ele teve perdas, eu tive perdas, muito tiveram perdas.

A COVID não é brincadeira, ela mata, ela deixa sequelas, ela muda o nosso psicológico. Não há fórmula mágica para contê-la. Ou tomamos a vacina (de qualquer instituto) que seja certificada; ou partimos para um lockdown que não aguentamos mais; ou vamos para a galera ver o mundo acabar, deitados no barranco da insensatez e hipocrisia.

“Eu não tenho nada contra os estúpidos, e sim contra a estupidez” (Jacques du Lorens). Aceitem, se quiserem, os estúpidos, mas não comprem a sua estupidez. A escolha é sua.  

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General da Reserva e ex-porta-voz da Presidência da República

ATÉ BREVE CEL ALEXANDRE ROBERTO DA SILVA

Cap Sergio, Asp Guarçoni, Cel Roberto, este editor, Antonelle Gomes e juiz Paulo Rossi

No ultimo dia 12 de janeiro o Cel Alexandre Roberto da Silva transmitiu o comando do do 4º Grupo de Artilharia Leve de Montanha, Grupo Marquês de Barbacena, ao Ten Cel Rodrigo Coutinho, em uma solenidade restrita ao publico interno, familiares dos comandantes substituído e substituto e antigos comandantes.

A Reserva Ativa, tão presente em solenidades, dessa vez não pode participar.

Durante seu comando o Cel Roberto sempre teve como um dos seus principais objetivos manter um estreito laço com a Res Atv, elo de extrema importância junto a sociedade brasileira e no nosso caso especifico junto a população de Juiz de Fora.


Sabedores de sua enorme tristeza de não poder se despedir dos seus amigos da Res Atv, reunimos um grupo de amigos em minha residência, na ultima sexta-feira, 15 de janeiro, para nos despedirmos do Cel Roberto, poucos amigos, mas não deixamos de dar um "até breve" ao chefe e amigo.

Estiveram presentes além deste editor que é 1º Ten R/2 Art,  o juiz aposentado Paulo Cezar Rossi, Cap R/2 Art Sérgio Carneiro, Asp R/2 Art Arthur Guarçoni, primeiro colocado no curso do NPOR de 2020, colunista Caca Salermo e meu afilhado Antonelle Gomes da Rocha sempre presentes nas reuniões com a Res Atv em nossa residência

Asp Guarçoni e juiz Paulo Rossi

Para marcar a forma como o Cel Roberto tratou a todos nós durante o seu comando entregamos a ele o diploma de "Pescador de Amigos", que foi-lhe entregue pelo mais antigo e o mais moderno representantes da Res Atv presentes.


Como forma de agradecimento o Cel Roberto presenteou a todos com o livro que comemora os 90 anos de criação do 4º GAC L Mth.





Obrigado Cel Roberto pelo prestigio a todos nós que durante seu comando no 4º GAC L Mth e em sua estada em nossa querida e acolhedora Juiz de Fora.

Em breve nos reencontraremos.

Cel Roberto fixa residência em Brasília e terá um ano de estudos na Escola Superior de Guerra.

Ao amigo e "eterno" comandante, sua esposa Ten Joana e filhas desejamos pleno sucesso na nova missão que hora se inicia.

Missão cumprida!

Para frente e para o alto.



sábado, 16 de janeiro de 2021

4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha - Passagem de Comando


A solenidade de passagem de comando do Grupo iniciou com a inauguração do retrato na galeria dos ex-comandantes, ocasião em que o comandante sucedido recebeu o distintivo de comando e a insígnia de comando, e entregou o capacete e os equipamentos de montanha ao comandante sucessor, mantendo a tradição da “mística da montanha”. 




A formatura foi presidida pelo comandante da 1ª Divisão de Exército, General de Divisão Kleber Nunes de Vasconcellos, e a transmissão do cargo foi conduzida pelo comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, General de Brigada João Felipe Dias Alves. 




Após a formatura foi servido um coquetel, preparado pela equipe de aprovisionamento, para os oficiais, subtenentes, sargentos e convidados, quando o comandante sucedido aproveitou para entregar o livro de 90 anos do 4º GAC L Mth as autoridades presentes. 



Encerrando suas atividades, o comandante sucedido se despediu, individualmente, de todos os oficiais, subtenentes, sargentos do Grupo e recebeu a última continência da “Guarda Marquês”.




Fonte e fotos: Com Soc 4º GAC L MTH

Comentário:

São homens da estatura do Cel ART ALEXANDRE ROBERTO que confere ao EB a respeitabilidade e a certeza de que a ordem pública, social e política, tem nesta instituição o depósito maior da certeza. Aos comandantes substituído e substituto nossa aplauso, um pelo comando altamente salutar e ao outro a certeza que sua competência funcional o fará, a semelhança dos comandantes anteriores, mais um marco de realização nesta OM.

Paulo Rossi - Juiz aposentado

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

PASSAGEM DE COMANDO DO 2º BPM E 27º BPM

 


BATALHÃO D. PEDRO II TEM NOVO COMANDANTE

 


Na manhã do dia 06 de janeiro de 2021, o 32º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha - “Batalhão Dom Pedro II” realizou a cerimônia de Passagem de Comando do Coronel de Infantaria Allan Danilo Paiva Salazar para o Tenente-Coronel de Infantaria Eduardo Teixeira Costa Mattos.

Em virtude das medidas de prevenção para o enfrentamento à Pandemia de COVID-19, a solenidade foi realizado internamente, sem a presença de convidados, restrita aos envolvidos no evento.

Inicialmente, houve a recepção às autoridades pela Guarda do Quartel e, em seguida, ocorreu a Inauguração do Retrato e da assinatura do Comandante Substituído, na Galeria de Retrato dos Ex-Comandantes e Galeria de Assinatura, respectivamente. A entrega do Distintivo de Comando ao Comandante da Unidade sucedido foi realizado pelo General João Felipe Dias Alves, Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha.


Logo em seguida, foram feitas a leitura da exoneração e nomeação dos Comandantes sucedido e sucessor; as palavras de despedidas do Coronel Allan e da referência elogiosa consignada pelo Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha.


Finalmente, ocorreu a transmissão do cargo, presidida pelo General Felipe e, na sequência, a revista à tropa pelos Comandantes sucedido e sucessor.


Prestigiaram o evento com suas presenças o Senhor General de Divisão Kleber Nunes de Vasconcellos, Comandante da 1ª Divisão de Exército – “Divisão Mascarenhas de Moraes”; eternos Comandantes da Unidade; Oficiais Comandantes das Unidades sediadas em Belo Horizonte, Juiz de Fora e Rio de Janeiro; e familiares dos Comandantes sucedido e sucessor.

Fonte: 32º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha

IMBEL ENTREGA LOTES DE MUNIÇÃO PARA MORTEIRO PESADO NO 4º D SUP

 


Na última semana de dezembro de 2020, o 4º Depósito de Suprimento recebeu lotes de munição 120 mm AE PR dos contratos nº 121/2018 e 149/2019, que foram firmados entre a Força Terrestre e a IMBEL e que tinham como prazo limite os meses de julho de 2021 e março de 2022.

A referida munição é empregada no Morteiro Pesado 120 mm  Raiado, que dota, principalmente, os Batalhões de Infantaria Blindados (BIB), os Regimentos de Carros de Combate (RCC), os Regimentos de Cavalaria Blindados (RCB) e os Regimentos de Cavalaria Mecanizados (R C Mec).

O Morteiro Pesado 120mm Raiado é um armamento desenvolvido e fabricado pelo Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro, sendo composto de três partes principais: tubo-canhão raiado, reparo com trem de rolamento e placa-base. Utiliza qualquer tipo de munição 120 mm para morteiros de alma lisa ou raiada de padrão internacional. Com munição pré-raiada e propulsão adicional, atinge cerca de 13 km de alcance.

A referida atividade permitirá o encerramento dos contratos supramencionados e, assim, a reposição dos estoques estratégicos, garantindo a continuidade no adestramento da tropa.

Fonte: CCOMSEx

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Armas em Funeral - Gen Bda R/1 Carlos Roberto Pinto de Souza


Faleceu nesta segunda (11), em Curitiba, o general da reserva Carlos Roberto Pinto de Souza, responsável pela área dentro do Inep que coordena a elaboração do Enem. Ele tinha 59 anos.

O Gen tinha doutorado em Altos Estudos Militares e foi Comandante do Centro de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro.