sábado, 17 de abril de 2021

GRUPOS DE ARTILHARIA REALIZAM ESTÁGIO DE PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO DE FOGOS

 


No período de 29 de março a 8 de abril, os Grupos de Artilharia de Campanha do Comando Militar do Sudeste e da 5ª Divisão de Exército receberam adestramento no Estágio de Planejamento e Coordenação de Fogos (EPCF). Coordenado pelo Comando da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5), que tem em seu comando o Gen Bda Luciano Batista de Lima, a atividade empregou cartas topográficas e o sistema informatizado “Comando e Controle em Combate”.

Na primeira etapa do estágio, o Comando da AD/5 empregou a plataforma do Portal do Preparo do Comando de Operações Terrestres para disponibilizar o material didático, nivelar o conhecimento dos participantes e apresentar a documentação que foi utilizada para o planejamento inicial dos Grupos de Artilharia de Campanha.


A segunda fase do EPCF foi caracterizada pela execução do Exercício Salomão da Rocha, no qual os Grupos de Artilharia de Campanha, inseridos em uma situação tática, empregaram seus meios para realizar o apoio de fogo à manobra estabelecida, buscando soluções doutrinárias para os problemas militares simulados que foram formulados pelo Comando da AD/5.

O EPCF adestrou os Grupos de Artilharia de Campanha nos trabalhos de planejamento e coordenação de fogos, empregando meios que permitiram acompanhar a evolução do combate, a fim de desenvolver a doutrina e capacitar as unidades para a transmissão do conhecimento adquirido no âmbito de suas respectivas Grandes Unidades.

Participaram do Estágio de Planejamento e Coordenação de Fogos os seguintes Grupos de Artilharia de Campanha da 5ª Divisão de Exército e do Comando Militar do Sudeste: 5º GAC AP (Curitiba-PR); 15º GAC AP (Lapa-PR); 26º GAC (Guarapuava-PR); 28º GAC (Criciúma-SC); 2º GAC L (Itu-SP); 12º GAC (Jundiaí-SP) e 20º GAC L (Barueri-SP).

Fonte/fotos: Comando da AD/5

10º BATALHÃO DE MONTANHA - FUTUROS SARGENTOS INICIAM FORMAÇÃO

 No dia 9 de abril, foi iniciado o Curso de Formação e Graduação de Sargentos  (CFGS) no 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (10º BIL Mth), que está entre as 13 Unidades Escolares Tecnológicas do Exército onde o primeiro ano da formação ocorre. A solenidade contou com 82 alunos, 51 dos quais do sexo feminino, de diversas regiões do país. 


A formatura foi presidida pelo comandante do 10º BIL Mth e diretor de ensino do CFGS, Tenente-Coronel Luis Felipe Moraes Daltro Campos.


A cerimônia militar iniciou com a abertura simbólica dos portões do quartel, realizada pela aluna Lívia Pfaff Moraes, de 18 anos, a mais jovem da turma, acompanhada pelo adjunto de comando do 10º BIL Mth, Subtenente Resende


Na sequência, os alunos adentraram o Pátio Tudo pela Pátria marchando ao som da canção "Avante Camaradas” e, em seguida, receberam do Comandante, dos instrutores e dos monitores do curso as boinas de cor azul-ferrete.


Primeiro ano

O primeiro ano de formação no CFGS, realizado no 10º BIL Mth ou em outra Unidade Escolar Tecnológica do Exército, abrange a formação individual do combatente militar, bem como o aprendizado técnico e prático das funções do sargento. Após o primeiro ano, as alunas podem optar por seguir para Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), no Rio de Janeiro, ou para o Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), em Taubaté (SP). Para os homens, há uma terceira opção, a Escola de Sargentos das Armas (ESA), em Três Corações (MG).

Segundo ano

Na Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), são formados os sargentos de Manutenção de Comunicações; Intendência; Material Bélico – Manutenção de Viatura Auto, Manutenção de Armamento e Mecânico Operador; Topografia; Saúde e Música. No Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), são formados os sargentos de Aviação – Manutenção e Apoio. E na Escola de Sargentos das Armas (ESA), são formados os militares de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações.

Após o segundo ano, os alunos têm o Estágio Profissional Supervisionado.

Fonte: 10º BIL Mth -Fotos: Sd Wendell

quinta-feira, 15 de abril de 2021

CABO JOSÉ MARIA NICODEMOS VENCEU MAIS UMA BATALHA

 


No dia 15 de abril de 2021, o ex-combatente JOSÉ MARIA DA SILVA NICODEMOS, de 98 anos, que integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB), recebeu alta do Hospital Geral de Juiz de Fora após recuperar-se da COVID-19. 

O nosso herói da FEB foi internado no dia 19 de março do corrente ano e permaneceu por 28 dias na “Ala COVID” do hospital. 


O ex-pracinha José Maria participou da tomada de Montese, há 76 anos, no Teatro de Operações da Itália durante a II Guerra Mundial e hoje venceu mais uma batalha, agora contra o novo coronavírus.


terça-feira, 13 de abril de 2021

Audácia da esperança - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


“Esperança! Esperança diante das dificuldades. Esperança diante das incertezas. A audácia da esperança!” São excertos do discurso de Barack Obama que eletrizou a convenção democrata de 2004. É isso: esperança. Conquistá-la é um esforço individual custoso se estamos mergulhados na caverna.

Este fim de semana, na ânsia de construir esperança, reli o sociólogo Manuel Castells, em sua obra O Poder da Comunicação. Buscava compreensão para os desafios que a sociedade brasileira enfrenta, tais como a avassaladora pandemia, a inepta falta de gestão dos poderes e o descaso dos indivíduos. Combinação dantesca.

A obra trata das relações de poder, base organizadora da sociedade. Segundo Castells, elas são construídas na mentalidade das pessoas por meio de processos de comunicação. Deseja influenciar, transforme a mente das pessoas. Construa boas mensagens. Atento: “a mensagem só é eficaz se o receptor está pronto para ela e se o mensageiro é identificável e confiável.”

Os meios de difusão são velhos conhecidos. A credibilidade ainda reside nos tradicionais, mas a idílica imprensa, sem inclinações políticas, está em extinção. No conflito entre cognição e emoção, as pessoas tendem a escolher a informação alinhada à decisão que estão propensas a tomar. O cérebro político é emocional. Indivíduos são “avarentos cognitivos” (Popkin, 1991).

Tudo isso serviu como pano de fundo para analisar a futura campanha eleitoral. São três agrupamentos. Um ligado ao ex-presidente Lula, um ligado ao atual presidente e um terceiro que aglutinaria atores mais ao centro, críticos das extremidades ideológicas.

Como a sociedade decidirá entre esses ajuntamentos? As pessoas votam no candidato que provoca os bons sentimentos e não naquele que apresenta os bons argumentos, portanto, a resposta à pergunta: com o emocional.

O novel agrupamento precisa martelar na opinião pública uma narrativa propositiva que reúna um número maior de ideias virtuosas. Nas palavras de Lakoff, “a batalha política é uma batalha de enquadramento”. É preciso ser ágil diante dela.

Seria utópico incentivar mudança de comportamento dos contendores da próxima ronda eleitoral? Obrigá-los ao debate aberto sobre políticas públicas. A mostrar sua visão de como tratarão os problemas e as soluções acordadas. Nada de histrionismos!

No processo decisório dos governos atual e anteriores, é fácil encontrar desvios comportamentais e de gestão. Esses ainda precisarão ficar às claras. É outra boa temática na púbere política que se almeja. As campanhas são momentos decisivos do processo de escolha. Mas a construção de uma candidatura é labor de informação e difusão de emoções.

As imagens relevantes moldam a mente do público, sendo difícil de alterar. O mais importante é o caráter, como o candidato se apresenta e como é realmente (sem os marqueteiros). A menos que algum evento realmente dramático ocorra próximo do momento da tomada de decisão, é isso que prevalece.

Uma pesquisa antiga relata que as pessoas destacam como as mais importantes características esperadas em candidatos: honestidade, inteligência e independência. Uma campanha que valorize a capacidade do candidato sob esses três pontos e que, ao mesmo tempo, ilumine ações contrárias em seus rivais, favorecerá aquele que seja portador mais claro desses predicados.

A grama do estádio foi trocada. A tática é conhecida. O novo deixou de ser novo. Será preciso que o velho super-herói vista uma nova capa. A antiga esgarçou. A kriptonita do poder está perdendo energia.

A imprensa há de ficar atenta. Seu trabalho na cobertura das autoridades detentoras do poder, por vezes, serve de palco para as ideias que reforcem as características dos personagens políticos. A ironia é que, à medida que a instituição da mídia desempenha seu papel na propagação de fatos desabonadores, ela enfrenta o risco de perder a legitimidade ante parte de seu público.

Por fim, se partidos levados ao poder pelo “voto de protesto” reproduzem a mesma negligência pela decência pública, acrescenta-se cinismo a uma cidadania já estafada. Parafraseando Obama, há um vento favorável a nos guiar nesta encruzilhada da história brasileira. Podemos fazer escolhas certas e enfrentar os desafios juntos. É mister praticar o pensamento crítico. Não se deixar levar pela baixa rasância das mídias sociais. Exercitar a mente e fugir do mundo culturalmente poluído.

Paz e Bem!

General da Reserva do Exército

BRIGADA DE MONTANHA FAZ CAMPANHA DE DOAÇÃO DE ALIMENTOS

 

Os produtos arrecadados serão destinados a Sopa dos Pobres e ao Apostolado Santa Edwiges.

Seja solidário aos que foram atingidos pela pandemia e precisam de ajuda. Se cada um doar um pouco, muito serão os atendidos.


segunda-feira, 12 de abril de 2021

29º GAC AP SE DESPEDE DO COMANDANTE DA AD/3

 


No dia 7 de abril, o 29º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (29º GAC AP) apresentou as despedidas ao Comandante da Artilharia Divisionária da 3ª Divisão de Exército (AD/3), General de Brigada Sérgio Rezende de Queiroz, em virtude de sua nomeação para o Ministério da Defesa.


Foi realizada uma formatura no Pátio de Formaturas Marechal Floriano Peixoto, em seguida foi realizada, no auditório, uma conversa com os oficiais, Subtenentes e sargentos do Grupo, coroando sua última visita como Comandante da AD/3 a esta tradicional Unidade de Artilharia do Exército Brasileiro.

Fonte: 29° GAC AP

Foto: Cb Alves e Sd Sousa

4º GAC L MTH APOIA FORMAÇÃO DE SARGENTOS TEMPORÁRIOS DO 10º BI L MTH

 


No dia 7 de abril, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, realizou a instrução de observação e condução do tiro de Artilharia para os alunos do Curso de Formação de Sargentos Temporários (CFST) do 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha.


A atividade teve como objetivos capacitar os militares a realizar o pedido de tiro, a observação e a condução do tiro de Artilharia. Foram ministradas instruções de nivelamento onde os militares conheceram os materiais e suas características, necessários para a condução, observação e correção do tiro. No terreno reduzido do Grupo, os alunos do CFST solicitaram, observaram e conduziram, por meio de simulação, o tiro de Artilharia.


Fonte: 4º GAC L Mth

Fotos: 2º Sgt Barela e Sd Santos

Esperança não se esgota - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Poeta modernista, pernambucano de boa cepa, paulista e carioca por necessidade familiar, Manuel Bandeira foi o inspirador deste pequeno artigo, no qual me valho de um paralelismo para ilustrar o sombrio (insensato) momento que vivenciamos em nosso País e ainda assim declarar esperanças de um novo amanhecer.

- “Vou-me embora pra Pasárgada; Lá sou amigo do rei; Lá tenho a mulher que eu quero; Na cama que escolherei” [...].

Para contextualizar, a cidade de Pasárgada, alvo dos devaneios literários do poeta, foi erigida no Império Aquemênida, na época de Ciro II, sendo elevada à condição de primeira capital persa. 

Tendo Manuel Bandeira lido acerca de maravilhas daquela urbe, tomou-a como fonte de inspiração para simbolizar, na sua mente em ebulição criativa e constante, ainda que tristonha, um lugar maravilhoso, refúgio ideal para escapar-se a uma realidade cruel.

- “Vou-me embora pra Pasárgada; Aqui não sou feliz; Lá a existência é uma aventura; De tal modo inconsequente” [...]. 

Uma pandemia sem controle, média de morte às 3.000 almas, falta de oxigênio para respirar, gente capaz de debochar, falta de drogas para acalmar e intubados a resfolegar. Vou-me embora...

- Vou-me embora pra Pasárgada; Em Pasárgada tem tudo; É outra civilização; Tem um processo seguro” [...]. 

Aqui imploramos ajoelhados por vacina, orçamento responsável, estabilidade institucional, políticos decorosos, juízes vendados, empresários generosos, gente temente e coerente. Vou-me embora...

- “E quando eu estiver mais triste; Mais triste de não ter jeito; Quando de noite me der; Vontade de me matar” [...]. 

Meus verdadeiros amigos lá estarão, meus princípios prevalecerão, minhas esperanças reviverão, e todos se ajudarão. Vou-me embora...

Lá em Pasárgada, ou seja lá aonde o destino me levar, não precisarei ser amigo do rei, o rei nem mesmo me conhece, ainda assim serei respeitado, e ainda assim respeitarei.

Seria difícil, quiçá uma utopia, viver-se em harmonia? “Deixe está, a vida é isso e o mundo dá tantas voltas” (lembrei-me da música do Dorgival Dantas). E continuará dando.

Se não realizamos, apenas sonhamos. 

Afinal, “a esperança é o bem que mais se consome e aquele que menos se esgota” (Octave Feuillet).

Paz e Bem! 

Otávio Santana do Rêgo Barros 

General de Divisão R1

4º GAC L MTH REALIZA TIRO DE INSTRUÇÃO BÁSICO

 


No dia 6 de abril, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, finalizou o rodízio da instrução preparatória para o tiro (IPT) e do tiro de instrução básico (TIB) para os soldados incorporados no corrente ano.


A atividade teve como finalidade lapidar a formação do combatente básico no que tange ao emprego individual e coletivo de seu armamento, numa situação de combate, bem como o emprego em proveito da Força. Além disso, juntamente com a instrução de guarda do quartel, a execução da IPT e do TIB garantem ao militar habilitação para os serviços internos da Unidade, coroando, assim, o internato e as instruções de armamento, munição e tiro ministradas no período.

Fonte/fotos: 4º GAC L Mth