segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

TV INTEGRAÇÃO NO HAITI - Primeiros bastidores..


Publicado em 27/01/2013 às 18:46
de Juiz de Fora

Nossa equipe saiu de Juiz de Fora às 4 horas da tarde rumo ao Rio de Janeiro: eu, Luciano Teixeira, e o repórter cinematográfico Humberto Campos. O voo saiu de madrugada, às 2h37 da manhã. Chegamos as 6h30 na Cidade do Panamá, na América Central

O convite para irmos ao Haiti aconteceu em outubro, durante uma reportagem que estávamos fazendo no Décimo Batalhão de Infantaria em Juiz de Fora. Cobríamos o treinamento das tropas de Minas Gerais que iriam para o Haiti. Cerca de 500 militares de 5 cidades: Juiz de Fora, São João del-Rei, Santos Dumont, Belo Horizonte e Montes Claros.
Nas matérias que foram mostradas no MGTV falamos da expectativa do pessoal que embarcaria em novembro. No mesmo mês cobrimos o embarque das tropas no Rio de Janeiro e mostramos a despedida das famílias.
Dar continuidade a essa cobertura foi um dos nossos objetivos no Haiti. Passamos 15 dias com os militares, vivendo nas mesmas moradias e condições. Na chegada fomos recebidos pelo pessoal da comunicação.
No Haiti nossa equipe cobriu o dia-a-dia dos soldados brasileiros na missão do exército, que é chamada de Minustah. Chegamos ao país no dia 8, um pouco antes dos 3 anos do terremoto, que aconteceu no dia 12 de janeiro de 2010.
Lá cobrimos a cerimônia no Palácio Nacional, a sede do governo haitiano, e fizemos uma entrevista com o presidente do Haiti, Michel Martelly. Percorremos toda a capital Porto Príncipe, conversamos com os haitianos nas ruas, mostramos como o país está se recuperando. Também fomos para o interior do país mostrar a natureza e as belíssimas praias .
No fim fizemos uma série especial para a Rede Integração que começa nesta segunda no MGTV 2. Edição.
“Haiti, um país em reconstrução”.
A ida
Nossa equipe saiu de Juiz de Fora às 4 horas da tarde rumo ao Rio de Janeiro: eu, Luciano Teixeira, e o repórter cinematográfico Humberto Campos. O vôo saiu de madrugada, às 2h37 da manhã. Chegamos as 6h30 na Cidade do Panamá, na América Central. São 7 horas de viagem (tem o fuso horário!)! Lá foram 6 horas de espera até a conexão com o vôo que nos levou a Porto Príncipe.
Essa foi a primeira viagem internacional do nosso cinegrafista. Já eu fui conhecer meu décimo quinto país, mas foi como se fosse a primeira vez. Isso porque realizei um sonho: o de trabalhar na cobertura de uma região em conflito. Desde 2009 quando me especializei neste assunto em Barcelona na Espanha esperei por essa chance. Expectativa de “marinheiro de primeira viagem”.
A chegada
Depois de 16 horas de viagem desembarcamos em Porto Príncipe e fomos recebidos pelo pessoal do Brabat 2, o segundo batalhão do exército brasileiro na capital haitiana. Logo na chegada encaramos um trânsito pesado e o que chamou a atenção foi o barulho das buzinas.
Chegamos ao quartel e ficamos hospedados num container. Mas não pense que ele era ruim. Tinha ar condicionado, telefone pra falar direto com o Brasil e internet “wi-fi”. O único problema era tomar banho frio, o que todos fazem no exército. No começo a gente estranha um pouco, mas depois se acostuma. O segredo é molhar a cabeça e os pés primeiro... Mas não é muito difícil, ainda mais no inverno deles, de 35 graus!!!
Bem nosso objetivo aqui com esse blog é contar um pouco dos bastidores. Por isso vou deixar durante estes dias alguns detalhes das matérias que irão ao ar. 
Amanhã estaremos no estúdio do MG TV 1. Edição contando mais curiosidades. É a partir de meio-dia, não percam!
E à noite, a partir das 19h10, começa a série no MG TV 2. Edição. Pra quem quer ver um pouco mais dos bastidores postei umas fotos da viagem lá no facebook, segue o link:
Grande abraço!
Luciano Teixeira
http://megaminas.globo.com/coluna/artigo/primeiros-bastidores

PARABÉNS BASILEU TAVARES - EM JUIZ DE FORA CONSTRUÇÃO COLETIVA DE AÇÕES PREVENTIVAS

Ações preventivas podem evitar grandes tragédias.Acreditando nessa politica participativa, desde que assumimos a Secretaria de Atividades Urbanas- SAU, estamos convidando e realizando encontros com esse propósito. 

Assim foram realizadas reuniões com a Polícia Militar e com o Corpo de Bombeiros, com a Liga e com as Escolas de Samba, com o sindicato dos Clubes e presidentes, com o sindicato dos hotéis, bares e restaurantes e outras entidades representativas. 

Já prevista a reunião com os estabelecimentos que promovem shows e eventos noturnos. 

Coletivamente construímos ações que assegurem o direito a diversão com alegria e com segurança. 

Que nossos jovens não paguem com a vida o que poderia ser uma grande confraternização.


Toda solidariedade aos familiares e amigos das vítimas do incêndio em Santa Maria.


BASILEU TAVARES - SECRETÁRIO DE ATIVIDADES URBANAS DE JUIZ DE FORA

NOTÍCIAS DA PJF - Fiscalização realiza ação em parceria com a PM na Feira Livre da Avenida Brasil

A fiscalização da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) realizou ação educativa neste domingo, 27, na Feira da Avenida Brasil. Em parceria com a Polícia Militar (PM), equipes da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) ocuparam as cabeceiras da Ponte dos Poderes, que liga a Avenida à Rua São Sebastião a fim coibir o comércio dos ambulantes que ocupam a passagem com barracas.

“Recebemos denúncias de cidadãos que vêm à feira no domingo e não conseguem atravessar a ponte por causa da ocupação irregular dos ambulantes. As pessoas estão com medo de alguma coisa acontecer, como por exemplo, alguém cair no Rio Paraibuna porque o espaço fica muito pequeno por causa das barracas que são colocadas na passagem”, explica a supervisora de Fiscalização da Regional Leste, Elaine Maria de Oliveira Scheffer.

Os fiscais chegaram cedo ao local e já encontraram ambulantes na ponte preparando as barracas para o comércio ilegal. “Tivemos algumas resistências, mas nada grave, até porque contamos com o apoio da PM para esta ação e recebemos o apoio da população. Pretendemos ter um grupo de fiscais toda semana sempre atentos para qualquer situação que esteja fora dos parâmetros legais na ponte”, completa a supervisora.

Segundo o fiscal de posturas João Victor Calais, os materiais vendidos são variados. “Temos registros do comércio de CDs, cintos, cachorros, passarinhos, óculos, entre outros. Esses ambulantes não são licenciados e ainda estão obstruindo a passagem de pedestres pela ponte”, afirma João.

Quem circulava pelo local aprovou a ação. “Toda semana venho à feira e é esse tumulto na hora de ir para o outro lado. Já demorei mais de 20 minutos para atravessar a ponte, isso é inaceitável. Esperamos que essa atenção da equipe de fiscalização continue, porque o perigo de atravessar a ponte é grande”, enfatiza o aposentado de 56 anos Wilson Avelino.

* Outras informações com a assessoria de comunicação da Secretaria de Atividades Urbanas, pelo telefone 3690-7201.

SECRETARIA DE ATIVIDADES URBANAS

REAL GRANDEZA - CARNAVAL 2013


PASSARELA DO SAMBA

G.R.A.C.E.S. REAL GRANDEZA

HISTÓRICO
A Real Grandeza foi fundada em 31 de março de 1966, a partir de uma divergência na diretoria da Escola de Samba Feliz Lembrança. Um grupo de foliões dissidentes decidiu formar um bloco carnavalesco sem grandes responsabilidades competitivas e organizou um futebol à fantasia.
Em 1967, a recém-empossada administração do prefeito Itamar Franco não teve tempo para organizar o carnaval oficial do município. Sem titubear, 25 componentes da nova agremiação subiram a Rua Halfeld, exibindo suas fantasias nas cores azul, branco e vermelho, promovendo um bem humorado desfile informal. 
Em 2012, com o enredo “Perfume, fonte de desejos sintonia de humor, amor e paz”, a agremiação foi vice-campeã do grupo principal. No Carnaval 2013, desfilando pelo Grupo A, defende o título de campeã da folia com o enredo “Paulinho da Viola... Foi um rio que passou em minha vida...”
RESUMO DO ENREDO
A Real Grandeza chega à Passarela do Samba em 2013 para defender o enredo “Paulinho da Viola... e um rio que passou em minha vida...”. A agremiação promete encantar os foliões com uma homenagem a um dos mais talentosos artistas da MPB. Paulo César Batista de Faria, mais conhecido como Paulinho da Viola, é cantor, compositor e violinista. Nascido em 1942, no Rio de Janeiro, foi parceiro de nomes ilustres do samba carioca, como Cartola, Elton Medeiros eCandeia, entre outros. Destaca-se como cantor e compositor de samba, mas também compõe choros. Amante do carnaval, mantem relação estreita com a Portela e a Mangueira.
Em seu desfile, a Real vai relembrar grandes sucessos do músico, vascaíno de coração, como "Coração Leviano" e "Foi um Rio que Passou em Minha Vida". Outras paixões e fontes de inspiração do artista também foram incluídos no enredo.
FICHA TÉCNICA
Nome da escola: G.R.A.C.E.S. Real Grandeza
Reduto da escola: Avenida Sete, Bairro Costa Carvalho Bairro, Olga Burnier, Vitorino Braga e adjacências
Endereço da quadra: Avenida Brasil 1.220 - Costa Carvalho
Cores da escola: Azul, vermelho, branco e amarelo
Presidente: Luiz Carlos Masson
Enredo: Paulinho da Viola... e um rio que passou em minha vida...
Autores do enredo: Diretoria da Real
Carnavalesco: Aloísio Costa
Figurinista: Aloísio Costa
Alegorista: Antônio Carlos Cerezo
Número de componentes: 900
Componentes da bateria: 100
Mestres de bateria: Jansen, Alexandre Hungaro, Gilson e Carlinhos
Porta-bandeira: Mayara Mello
Mestre-sala: Arlem (Neném)
Samba: Paulinho da Viola...e um rio que passou em minha vida...
Autores do samba: Edynel, Zezé do Pandeiro e Betinho do Cavaco
Intérpretes do samba: Marcão Melodia, Ailton Jacaré, Gugu e Ronaldo Golfinho
Alas: Zicartola (Comissão de Frente); Violão; Paulinho; Coração Leviano; Disco de Ouro; Portela; Mangueira; Marinheiro (infantil); Chevalier (França); Rio de Janeiro; Vasco da Gama; Águias da Portela (baianas); Pandeiro e Cavaco; Margaridas (bateria)
Destaques: 22
Alegorias: Viola; Música; Sucessos; Portela; Tripé: Pandeiros 
LETRA DO SAMBA

Paulinho da Viola... e um rio que passou em minha vida...

Autores: Edynel, Zezé do Pandeiro e Betinho do Cavaco
A “relíquia...”
Que enobrece o cancioneiro nacional. “Tá legal”
Mexe com os “sentimentos”
Faz o meu sonho se tornar “Real”
O rio que vai passar em minha vida
Traz a “Portela” tão querida
Daí nossa gente deita e rola
É motivo de honra e prazer, meu coração ter você
“Paulinho da Viola”
Sem preconceito, sem mania de passado
Todo instrumento é usado para um devido fim (bis)
Se o samba é mensageiro da alegria
Tem que ter cavaco, pandeiro e tamborim
“Chevalier...”
Da “ordem das artes e das letras”
Reverenciado a francesa
No “Zicartola” a semente germinou
Provando ser poeta de “Real Grandeza”
Nem sei se é causa ou efeito
A cruz de malta no peito
Sua paixão encanta e me faz cantar
Não sou eu quem me navega
Ora quem me navega é o mar (bis)
Laiá...
Laiá, laiá, laiá, laiá,
A relíquia...
http://www.pjf.mg.gov.br/carnaval/escolas.php?escola=real-grandeza

Correios: festa custou R$ 15,5 mi sem licitação

Instituição respeitada no passado, os Correios chegam aos 350 anos com corpinho de 350, com direito a “plástica”: a festa comemorada há dias em cinco capitais, custou R$15,5 milhões sem licitação. A “Parada Musical” com Paralamas do Sucesso, Plebe Rude e outras bandas, teve como estrela principal no Rio a inevitável Preta Gil, cuja profissão de filha de Gilberto Gil lhe rende uma alegada “popularidade”


No popular

Com o objetivo de “popularizar a cultura”, a ECT confiou o evento à Trade Network Participação, escolhida por “notória especialização”

Celebridade

A ECT não divulgou o cachê dos artistas, nas festas do Dia do Carteiro. E o País só tem a celebrar os atrasos na entrega da correspondência

Correio ‘jovem’

A Trade Network incorporou a Geo Eventos, ligada à Rede Globo. Os Correios patrocinam o festival de rock Lollapalooza, da Geo.

http://www.claudiohumberto.com.br/principal/




Militar perde a vida ao tentar resgatar amigos dentro de boate


Tenente carioca morreu asfixiado após retornar ao local do incêndio


Militar perde a vida ao tentar resgatar amigos dentro de boate Reprodução/Facebook

Foto: Reprodução / Facebook
O instinto incontrolável de ajudar os amigos acabou custando a vida de Leonardo Machado de Lacerda, 28 anos, tenente da Cavalaria do Exército. Há cinco anos morando no Rio Grande do Sul, o carioca estava na Boate Kiss quando o desespero tomou contas de todos que tentavam escapar da asfixia causada pela fumaça que vitimou mais de 200 pessoas num dos mais trágicos incêndios da história do país.
Em meio ao pânico e gritaria, Lacerda chegou a tirar um amigo do estabelecimento e não hesitou em retornar para tentar resgatar outros que ficaram lá dentro. A ansiedade em salvar os colegas, porém, acabou encerrando a trajetória de um jovem apaixonado pelo serviço militar.
— Uma das maiores paixões dele eram carros blindados, ele estava muito feliz com a transferência para Santa Maria — conta o médico Carlos Sparta, 26 anos, que trabalhou ao lado de Lacerda em Rosário do Sul.
Nascido no Rio de Janeiro, o jovem mudou-se para o Rio Grande do Sul em 2008 para trabalhar no Exército. Permaneceu em Rosário do Sul até dezembro de 2012, quando recebeu a notícia da transferência para a cidade da região Central do Estado.
— Estive com ele há 15 dias no Rio de Janeiro, na praia de Copacabana, quando ele me falou das perspectivas de trabalhar na nova unidade. Ele gostava muito do Rio Grande do Sul — conta Lacerda.
Ao saber da notícia da tragédia pela televisão na manhã de domingo, o médico imediatamente se preocupou com o amigo e tentou entrar em contato pelo celular.
— Chamou várias vezes e nada. Leonardo foi um grande companheiro, que sempre esteve ao lado dos amigos nas horas mais difíceis, até mesmo no momento que lhe custou a vida — disse, emocionado, o amigo.
O corpo de Lacerda foi reconhecido ontem em Santa Maria pelos pais, que moram no Rio de Janeiro.


Veja onde aconteceu
 
Imagem: Arte ZH

A boate

Localizada na Rua Andradas, no centro da cidade da Região Central, a boate Kiss costumava sediar festas e shows para o público universitário da região. A casa noturna é distribuída em três ambientes - além da área principal, onde ficava o palco, tinha uma pista de dança e uma área vip. De acordo com o comando da Brigada Militar, a danceteria estava com o plano de prevenção de incêndios vencido desde agosto de 2012. 

Clique na imagem abaixo para ver a boate antes e depois do incêndio
A festa

Chamada de "Agromerados", a festa voltada para estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) começou às 23h de sábado. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia. Segundo informações do site da casa noturna, os ingressos custavam R$ 15 e as atrações eram as bandas "Gurizadas Fandangueira", "Pimenta e seus Comparsas", além dos DJs Bolinha, Sandro Cidade e Juliano Paim. 


http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/01/militar-perde-a-vida-ao-tentar-resgatar-amigos-dentro-de-boate-4025144.html

DESPERDÍCIO DE DINHEIRO PÚBLICO - POVS são retirados ou desocupados


27 de Janeiro de 2013 - 07:00


Moradores e comerciantes reclamam da medida, mas PM explica que o patrulhamento móvel tem se mostrado mais eficiente

Por Guilherme Arêas
Os Postos de Observação e Vigilância (POVs) da Polícia Militar estão sendo desocupados aos poucos. A estrutura que ficava no Parque Halfeld, no Centro, foi retirada no final de 2012. Já as que ainda se mantêm de pé no Alto dos Passos, Zona Sul, e no Manoel Honório, Zona Leste, não são ocupadas por policiais o tempo todo. A situação tem causado insatisfação em comerciantes e moradores do entorno, mas a polícia explica que o patrulhamento móvel tem se mostrado mais eficiente, embora os POVs que ainda existem sirvam como ponto de policiamento eventual. Entre 2005 e 2006, eles foram implantados como uma das principais estratégias para garantir segurança à população. Havia expectativa, inclusive, de ampliação do projeto, totalizando nove postos. Um ano depois, no entanto, começaram a ser subutilizados, até culminar na remoção da base do Parque Halfeld, que, pelo projeto original, deveria funcionar 24 horas por dia.
No Alto dos Passos há certo sentimento de frustração. "Os próprios empresários locais ajudaram a custear esse posto quando ele foi lançado. A comunidade achou que poderia contar com ele para sempre. Não esperávamos esse abandono tão rápido", diz um comerciante que acompanha o POV desde a instalação. Na época, as estruturas foram instaladas ao custo médio de R$ 16 mil cada.
Na tarde do dia 2 de janeiro, quando a reportagem esteve no bairro da Zona Sul, não havia policial dentro do posto, mas um PM fazia o patrulhamento em uma viatura, logo ao lado. O comandante da 32ª Companhia da PM, responsável pela Zona Sul, capitão Ricardo França, disse que, quando não há policial no posto, é possível que o militar de serviço esteja realizando o patrulhamento em outras ruas do bairro. "O morador não tem condições de acompanhar todo esse trabalho. Quando ele olha, vê que o posto está vazio, mas o policial está ali, fazendo o policiamento nas imediações", explica o comandante. Ele reconhece que os POVs deixaram de ser prioridade, mas isso ocorreu em detrimento de outras estratégias, que se mostraram mais eficientes. Ainda assim, não há previsão para que a estrutura do Alto dos Passos seja retirada.
"A todo momento, fazemos análise daquilo que pode ser mais viável para cada caso. Os estudos hoje mostram que o policiamento fixo não traz para a comunidade a segurança que ela espera. Não que seja totalmente ineficiente, mas novas modalidades de policiamento vão surgindo e se mostrando mais exitosas." Por essa razão, segundo França, os POVs continuam sendo usados como um dos pontos-base dos patrulhamentos de rotina.

PM aposta em base comunitária móvel

No Parque Halfeld, onde o POV foi retirado, a reação não foi das melhores. "Pelo menos oito meses antes de ser retirado, a gente já quase não via policiais lá. Mas pelo menos dava alguma segurança", disse um comerciante. "Seria bom ter o posto para as pessoas terem uma referência física de onde encontrar a polícia, caso aconteça alguma ocorrência no Centro, que é um lugar de muito movimento. Às vezes, depender só do 190 não dá", opina uma vendedora que trabalha nas imediações. No dia 2 de janeiro, quando a reportagem esteve na praça, uma equipe da PM estava de prontidão ao lado de onde antes funcionava o POV.
Conforme o assessor de comunicação do 2º Batalhão da PM, tenente Marcelo Alves, após a retirada do POV do Parque Halfeld, foi feito o lançamento da Base Comunitária Móvel no local, bem como da Patrulha da Praça, uma iniciativa do batalhão com o objetivo de realizar policiamento preventivo e com repressão qualificada nas praças públicas da região central. "Vale ressaltar que, além da região central, outros bairros da área do 2º BPM também serão contemplados por este tipo de policiamento, onde a Base Comunitária Móvel se fará presente, aliada a outros tipos de policiamento que já são feitos em toda área."
Ainda segundo o tenente, o POV do Bairro Manoel Honório, por enquanto, será mantido por ser considerado um ponto estratégico. A aposta da polícia na Base Comunitária Móvel se deve ao fato de que a estratégia "busca realizar um policiamento geral personalizado de acordo com a necessidade de cada comunidade, utilizando-se dos conhecimentos dos próprios militares e do auxílio da comunidade para identificar, analisar, responder e avaliar os problemas policiais contemporâneos de segurança pública, interferindo diretamente na qualidade de vida da comunidade". 
Projeto inacabado
Inspirados nos postos utilizados em Belo Horizonte, os POVs em Juiz de Fora estavam previstos para serem instalados ainda nas esquinas das avenidas Itamar Franco e Rio Branco, Brasil e Rio Branco, Rua São Sebastião e Avenida Francisco Bernardino, além da Praça da Estação, Largo Riachuelo e nos bairros São Pedro e Benfica. Os POVs apresentam estrutura blindada e campo de visão de 360 graus. No início, foram disponibilizados rádios transmissores e um binóculos de longo alcance nos três postos instalados.
http://www.tribunademinas.com.br/cidade/povs-s-o-retirados-ou-desocupados-1.1221740

ALÔ PREFEITURA - Degradação de praças afasta comunidade


27 de Janeiro de 2013 - 07:00


Mato alto, brinquedos quebrados e iluminação deficitária impedem a frequência às áreas de lazer

Por DANIELA ARBEX

Quadras tomadas pelo mato alto, brinquedos quebrados e falta de iluminação. A realidade de abandono das praças de Juiz de Fora tem afastado a população dos espaços públicos e transformado locais esquecidos em alvos de vandalismo e até mesmo cenários da violência que tem vitimado um número crescente de adolescentes e adultos na cidade. O descaso com as áreas coletivas e de socialização são um alerta de que o principal patrimônio das cidades, o ser humano, não vem sendo respeitado.
Um exemplo de degradação de área de lazer é a praça do Jardim do Sol, localizado na Zona Sudeste, região que ocupa o segundo lugar no ranking de crimes violentos cometidos em 2012. No local, as luminárias estão quebradas ou submersas em água, os gradis encontram-se estragados, a quadra tem ferragem aparente, o travessão está sem redes e a base para basquete sem cesta. No parque infantil, além da sujeira, chama a atenção o fato de apenas um balanço ter resistido à falta de manutenção. O mato alto invade a quadra e parte da área que deveria estar sendo utilizada por crianças.
O estudante Felipe de Souza, 16 anos, lamenta as condições do único espaço aberto do bairro. "Tentamos usar a quadra, mas corremos risco de nos machucar, pois a ferragem está aparecendo. Antes a escola municipal do bairro utilizava esta quadra. Hoje não há condições para isso."
A esteticista Gisele Costa, 44, mãe de um adolescente, 13, também se ressente da falta de atenção do Poder Público. "A Prefeitura precisa oferecer opções de lazer para a população. Hoje a nossa praça está sendo usada para venda de droga. O problema é também dos moradores, que não cuidam desse lugar."
No Parque Burnier, na mesma região, a situação é ainda mais grave. A vegetação cresceu no terreno usado como campo de futebol, tornando difícil sua utilização e provocando seu abandono. Juliana Rezende, 22, mãe de um bebê de 8 meses e de um menino de 5 anos, afirma que proibiu o filho mais velho de usar o local. "Hoje ele brinca na rua e, por mais de uma vez, quase foi atropelado. Algumas vezes, o próprio pessoal do bairro faz a limpeza. É um absurdo que tenha chegado neste ponto."
Ainda na Zona Sudeste, a praça do Vitorino Braga é outra que carece de mais atenção. Embora os equipamentos públicos estejam menos degradados do que nas duas áreas anteriores, o mato invadiu um dos campos de futebol, causando contraste com o outro campo e com a pista de skate existentes no mesmo endereço. O presidente da ONG Unibairros, Paulo Cezar de Oliveira, conta que tem tentado manter a praça em movimento, com atividades promovidas pela entidade que dirige, cuja porta principal fica de frente para a área. Além de aulas de capoeira e música, oferecidas a 70 crianças da região, a ONG disponibiliza reforço escolar, ações culturais e esportivas.
"Também realizamos trabalho com os grafiteiros, a fim de impedir a pichação da praça. Chegamos a promover mutirões de limpeza. Não quero empurrar toda a responsabilidade da situação para uma Administração que está chegando agora, mas o fato é que a Prefeitura precisa fazer a parte dela, porque a comunidade está cada vez mais distante da praça. Os moradores querem um lugar salubre e seguro para frequentar." Outra questão que estaria contribuindo para esse afastamento é o tráfico de drogas, com utilização de crianças e adolescentes.
O professor da Faculdade de Comunicação da UFJF e do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Wedencley Alves é enfático ao dizer que o exemplo de cuidado com o patrimônio deve partir do Poder Público, maior responsável pela manutenção dos espaços de lazer. 
Levantamento
O secretário de Governo, José Sóter Figueirôa, informou que está sendo feito um levantamento da situação das praças e adotadas iniciativas preliminares com o trabalho de poda de árvore e corte de grama. "O plano de Governo de Bruno Siqueira tem três grande prioridades: saúde, mobilidade urbana e o combate à violência. Evidentemente que a praça tem um papel estratégico e importante para as comunidades. No entanto, nós encontramos o setor de parques e jardins da Empav totalmente desestruturado. Nosso primeiro trabalho está sendo o de organização do setor."
Figuerôa afirma está sendo feito um estudo para que a gestão das praças seja da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a execução pela Empav. No próximo ano, a Prefeitura ainda pretende implantar a Praça de Esporte e Cultura, cujo trabalho envolve um conjunto de ações articuladas e integradas com a educação, assistência social e esporte e cultura. "Temos muito trabalho a fazer."

Realidades diferentes na Cidade Alta

Na Cidade Alta, situações diferentes podem ser observadas. Na praça de São Pedro, bairro onde três jovens foram baleados nos últimos meses, além da falta de capina, há problemas com a iluminação e com as grades da quadra, que estão danificadas. O lixo também vem sendo descartado irregularmente no local. Morador da área há mais de 40 anos, o cozinheiro Alexandre Lanzimar, critica a falta de manutenção e diz que a frequência de público tem diminuído. "Além de não termos acesso a lazer, a violência tem afastado as pessoas daqui. À noite, ninguém mais fica na praça."
Na mesma região, a praça do Caiçaras é o oposto da localizada no bairro vizinho. Construída há um ano, ela é um bom exemplo de que um espaço bem cuidado pode aproximar as pessoas. No dia 16 de janeiro, às 17h30, mais de 30 pessoas da comunidade realizavam atividades diferentes na área. Além do futebol, envolvendo cerca de dez adolescentes disputando a partida e outro grupo acompanhando o jogo na arquibancada, a pista de skate era utilizada por crianças, e as mesas de jogos por meninas de idades variadas. 
Ponto de encontro
Apesar da reclamação de alguns moradores em relação à iluminação e à sujeira provocada por animais, o local tornou-se ponto de encontro e de lazer. Coincidentemente, nenhuma vítima de crime violento ocorrido na cidade nos últimos 12 meses é do Caiçaras. Rafael da Silva, 19 anos, era um dos rapazes que participavam do jogo de futebol. Auxiliar de cozinha, ele tinha acabado de retornar para casa após mais um dia de trabalho. "É bom chegar e ter alguma opção de lazer, poder jogar bola e usar a praça", comentou.
O professor Wedencley Alves avalia que Juiz de Fora, como outras cidades brasileiras, não é pensada como espaço social. "Tradicionalmente, (a cidade) é pensada apenas para alguns, o que certamente resultará em problemas para todos.
Nas áreas em que a população tem maior poder aquisitivo há mais cuidado com os espaços públicos do que nas pobres. E, quanto maior é o abandono de um local, menor é a condição de se cobrar cuidados em relação à ele. Na cidade de alguns, uma parcela da população acaba sendo varrida para debaixo do tapete, sem acesso não só a serviços básicos de saúde e educação, mas de lazer e cultura. Quando o indivíduo percebe que não está sendo beneficiado em nada, que o Poder Público lhe deu as costas, é evidente que passa a não se identificar com a cidade", explica.
Na opinião do especialista, que desenvolve projetos de pesquisa sobre juventude e violência, o resultado disso é a perda da autoestima de uma comunidade e uma profunda falta de reconhecimento do local onde se vive. "Se um lugar é mal cuidado, abandonado pelas autoridades e pela sociedade, deixa de ser cuidado pela comunidade. Quando grupos sociais se vêem diante da falta de motivação e de estima, podem ter reações menos comprometidas com a integridade do patrimônio", destaca.
Wedencley reforça que modelos de exclusão tendem a impactar os modos de expressão da juventude.
Conforme o especialista, no momento em que a juventude se expressa pela violência é sinal de que estão faltando outros modos possíveis de expressão. "Numa cidade vista como lugar de silenciamento, formas marginais de expressão podem surgir. A abertura para o diálogo se dá também pela forma como ela (a cidade) é administrada. Ao se priorizar grades e cercas, há uma recusa ao contato humano e à integração social." 

Especialista critica 'modelos de exclusão'

Wedencley Alves é enfático ao dizer que o exemplo de cuidado com o patrimônio deve partir do Poder Público, maior responsável pela manutenção dos espaços de lazer. Segundo ele, Juiz de Fora, como outras cidades brasileiras, não é pensada como espaço social. "Tradicionalmente, é pensada apenas para alguns, o que resultará em problemas para todos. Nas áreas em que a população tem maior poder aquisitivo há mais cuidado com os espaços públicos do que nas pobres. E, quanto maior é o abandono de um local, menor é a condição de se cobrar cuidados em relação à ele. Na cidade de alguns, uma parcela da população acaba sendo varrida para debaixo do tapete, sem acesso não só a serviços básicos de saúde e educação, mas de lazer e cultura. Quando o indivíduo percebe que não está sendo beneficiado em nada, que o Poder Público lhe deu as costas, é evidente que passa a não se identificar com a cidade", explica.
Na opinião do especialista, que desenvolve projetos de pesquisa sobre juventude e violência, o resultado disso é a perda da autoestima de uma comunidade e uma profunda falta de reconhecimento do local onde se vive. "Se um lugar é mal cuidado, abandonado pelas autoridades e pela sociedade, deixa de ser cuidado pela comunidade. Quando grupos sociais se vêem diante da falta de motivação e de estima, podem ter reações menos comprometidas com a integridade do patrimônio", destaca. Wedencley reforça que modelos de exclusão tendem a impactar os modos de expressão da juventude. 
Segundo José Sóter Figuerôa, está sendo feito um estudo para que a gestão das praças seja feita pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a execução pela Empav. No próximo ano, a Prefeitura ainda pretende implantar a Praça de Esporte e Cultura, cujo trabalho envolve um conjunto de ações articuladas e integradas com a educação, assistência social e esporte e cultura. "Temos muito trabalho a fazer."
http://www.tribunademinas.com.br/cidade/degradac-o-de-pracas-afasta-comunidade-1.1221753

ANIVERSÁRIO DE MINHA AFILHADA LAÍS LIMA MENINI




ALÔ PREFEITURA - Transparência não chega a salários


27 de Janeiro de 2013 - 07:00


Nem PJF nem Câmara divulgam em seus portais os valores pagos aos servidores, conforme prevê legislação, que vigora desde maio passado

Por FERNANDA SANGLARD

A Câmara Municipal e a Prefeitura de Juiz de Fora ainda estão atrasadas em relação ao cumprimento da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011) que vigora desde 16 de maio do ano passado. Até o momento, nenhuma das duas instâncias divulga nos links de transparência disponíveis em seus sites os gastos com o funcionalismo. Por conta disso, o cidadão comum ainda não tem acesso aos salários dos servidores públicos do Legislativo e Executivo. Enquanto o novo Parlamento pretende estudar como a divulgação pode ser adotada, o Município está levantando a situação das nomeações para poder organizar as informações, mas a assessoria de comunicação diz que o objetivo é facilitar o acesso. Enquanto isso não ocorre nas duas esferas, a população ainda precisa fazer requerimentos formais e encaminhar aos setores responsáveis para conseguir esse tipo de informação pública.
Tanto tempo depois da vigência da lei, o fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco, diz ficar estarrecido com a quantidade de instituições que ainda não cumprem a norma no quesito gasto com pessoal. Ele reforça que a transparência referente aos salários "é extremamente importante, até mesmo sob o ponto de vista da racionalização das despesas". Para reforçar a necessidade de divulgação, o economista e especialista em contas públicas explica que, no país, existem 9,4 milhões de servidores públicos pagos pelos governos municipais, estaduais e federal, conforme estudo divulgado em 2011 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "O time de burocratas cresceu 30,2% entre 2003 e 2010. As despesas com pessoal nas três esferas de governo representam 14% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2012, gastamos R$ 204,4 bilhões com salários e encargos sociais na esfera federal, valor cinco vezes maior do que o destinado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)."
Mas a lista de motivos apresentada pelo representante do Contas Abertas não para por aí. Fundador da entidade civil que reúne pessoas interessadas em fiscalizar o dispêndio público, Castello Branco destaca que a publicação dos salários dos servidores já é feita em diversos locais e considera "sem fundamento" a justificativa de que a atitude corresponda a invasão de privacidade ou eventuais riscos para os funcionários. Na mesma linha, o cientista político e professor da Faculdade de Comunicação da UFJF Paulo Roberto Figueira Leal diz que somente conhecendo quanto é pago, a sociedade consegue avaliar se há excessos ou procedimentos que mereçam discussão pública. Para ele, servidor nenhum deve se envergonhar do padrão salarial que tem, "se for alguém que cumpre com suas tarefas".
"Desde 2009, a Prefeitura de São Paulo divulga nomes, cargos e salários de todos os seus servidores, sem que se tenha notícia de violências específicas em relação a esse segmento. O site da Casa Branca, nos Estados Unidos, divulga nomes, cargos e remuneração anual de todos os funcionários. Vários países na Europa e na América do Sul fazem o mesmo. Invasão de privacidade seria saber o que o servidor faz com o seu salário. Mas saber quanto os funcionários federais, estaduais ou municipais recebem da administração pública é um direito de todos os cidadãos. Em uma empresa privada, o proprietário sabe quanto ganha cada um dos seus empregados. No caso do Estado, os patrões somos nós", compara Castello Branco.

Belo Horizonte e Uberlândia já fornecem dados

Enquanto em Juiz de Fora nem a Câmara nem a Prefeitura têm previsão de quando o valor pago a cada servidor será divulgado, entre as cidades mineiras com mais de 500 mil habitantes - o que inclui, além de Juiz de Fora, Belo Horizonte, Contagem e Uberlândia - apenas Contagem vive situação parecida (ver quadro), sem disponibilizar nos sítios eletrônicos dos dois poderes as despesas detalhadas com pessoal. No entanto, a assessoria da Prefeitura de Contagem afirma que, em breve, o município vai se enquadrar na legislação, e a previsão é que, a partir de 5 de fevereiro, as informações já estejam disponíveis para consulta no site da instituição.
Na capital, a prefeitura divulga nominalmente a remuneração dos "agentes políticos" - como secretários de Governo e o próprio prefeito. Já a lista dos salários dos agentes públicos de carreira não revela o nome dos servidores, informando apenas a vinculação com o setor municipal e o número de matrícula. A Câmara de Belo Horizonte e a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ainda não adotaram a medida, mas a ALMG garante que, no próximo dia 8 de fevereiro, vai começar o processo de divulgação dos salários, no entanto, a informação não vai conter os nomes dos servidores.
Já em Uberlândia, a realidade é outra. O Executivo divulga todas as despesas, inclusive gastos com pessoal, desde que seja digitado o nome ou o CPF do funcionário, e o Poder Legislativo publica a folha de pagamento nominal de todos os cargos. O Governo estadual também serve de exemplo e revela, no Portal da Transparência, mantido pela Controladoria-Geral do Estado, informações detalhadas dos gastos públicos. Desde que a Lei 12.527 entrou em vigor, a controladoria recebeu via portal mais de 1.200 pedidos de acesso à informação, tendo respondido, até o fim de 2012, cerca de 90% das solicitações.
Na opinião do fundador e secretário-geral do Contas Abertas, Gil Castello Branco, "sem dúvida, o ponto mais polêmico da Lei de Acesso à Informação foi a divulgação dos salários", mas ele defende que o ideal é o repasse das informações com o maior detalhamento possível. "A divulgação que se pretende é a mais completa, inclusive por nome, porque não se pode informar as coisas pela metade. Sem detalhamento é difícil comparar cargos, carreiras e verificar discrepâncias."

'É preciso quebrar a cultura do segredo'

Na avaliação do cientista político Paulo Roberto Figueira Leal, por enquanto, a Lei de Acesso à Informação surtiu melhor resultado no âmbito federal. Gil Castello Branco, do Contas Abertas, concorda, mas aponta que até mesmo em entidades federais há dificuldades. "No primeiro dia de vigência da lei, solicitei informação sobre as viagens de ministros do Supremo Tribunal Federal ao exterior, e a resposta que obtive foi que a lei não havia sido regulamentada pelo Supremo, como ainda não foi, o que é um mau exemplo." Para Paulo Roberto, esse tempo já poderia ter sido superado. "Acho que os impedimentos de acesso à informação representam mais um mecanismo de proteção e manutenção de caixas pretas do que propriamente um impedimento logístico. Efetivar essa divulgação passa pela vontade política de cumprir a lei."
Castello Branco destaca ainda a dificuldade imposta por alguns órgãos. "Enquanto em alguns a informação é cifrada, descumprindo a função da transparência, já que o interessado tem que escavar para conseguir a informação, em outros, quem solicita informação passa por constrangimentos. No caso do Senado, é preciso fazer cadastro prévio para cada consulta, e o servidor que teve o salário consultado tem acesso aos dados de quem solicitou. Por conta disso, já recebemos denúncias de pessoas ameaçadas por funcionários do Congresso", denuncia.
Nesse sentido, o secretário-geral do Contas Abertas pondera que as restrições ao cumprimento da lei eram esperadas devido ao modelo de gestão pública adotado no Brasil até então, mas defende que a sociedade civil invista na cobrança de sua implantação. "O que falta para a efetivação em todas as instâncias e esferas de poder não é a questão operacional, mas quebrar a cultura do segredo, do sigilo, que vigorou por muito tempo." A população deve entender, na visão de Castello Branco, que o burocrata é apenas o gestor da informação, e a sociedade é a proprietária. "É preciso inverter a ideia de que informação é poder, porque informação é um direito. Informação deve ser regra e o sigilo, a exceção."

15 estados sem regulamentação

Levantamento do Fórum de Direitos de Acesso a Informações Públicas, até o mês passado, aponta que 15 estados ainda não haviam concluído a regulamentação da Lei 12.527. Entre as 12 unidades que já regulamentaram (incluindo o Distrito Federal), metade - Ceará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e São Paulo - não inseriu a exigência de divulgação dos salários. Isso quer dizer que, até os primeiros dias deste ano, das 27 unidades da federação, apenas seis estabeleceram e cumpriram esse critério. No caso de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin teria determinado aos órgãos que publicassem a remuneração, mas a ordem não consta no decreto.
A experiência de Minas Gerais pode ser vista como bem-sucedida nesse aspecto, já que desde 30 de julho do ano passado a remuneração nominal tem espaço no Portal da Transparência estadual, apesar de alguns funcionários terem conseguido, na Justiça, o direito de não terem os nomes publicados, sob alegação de que isso poderia ferir "o direito constitucional à segurança e à inviolabilidade da intimidade e da vida privada".
http://www.tribunademinas.com.br/politica/transparencia-n-o-chega-a-salarios-1.1221697

Cinquenta Tons de Cinza - Boa semana.

Quatro homens costumavam ir pescar juntos há anos. Este ano, a mulher do Osvaldo bateu o pé e disse que ele não ia. 

Profundamente desapontado, ele telefonou e contou aos companheiros, que não poderia ir. 

Dois dias depois, os demais colegas chegaram ao local do acampamento e, muito surpresos, lá encontraram o Osvaldo, descansando já com a barraca armada. 

- Osvaldo, como você conseguiu convencer a 'patroa' a deixá-lo vir? 

- Bem, ontem à noite, depois que terminou de ler "Cinquenta Tons de Cinza", minha mulher me arrastou para o quarto. Na cama, havia algemas e cordas! Ela me mandou algemá-la e amarrá-la à cama e depois disse: 

- Agora você pode fazer tudo o que quiser"... 

Foi aí que eu vim pescar!