quarta-feira, 9 de junho de 2021

10º BATALHÃO DE MONTANHA REALIZA FORMATURA DO DIA DOS PEACEKEEPERS

 


Foi realizada no dia 1º de junho, a formatura alusiva ao Dia Internacional dos Peacekeepers das Nações Unidas, transcorrido no último dia 29 de maio. A solenidade contou com as presenças do Assessor Especial do Departamento Geral do Pessoal, General de Divisão Luiz Carlos Pereira Gomes, em visita a Guarnição de Juiz de Fora, do Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, General de Brigada João Felipe Dias Alves e militares de diversos contingentes e missões de paz que o Exército Brasileiro participou.


O Comandante do 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (10º BIL Mth), Coronel Luis Felipe Moraes Daltro Campos, dirigiu-se a tropa realizando uma alocução da Ordem do Dia, em homenagem aos Peacekepers. Ao final da cerimônia, foi realizado o desfile do grupamento Boina-Azul, homenageando os militares que se empenharam em manter a paz por todo o mundo.

Fonte: 10º BIL Mth

Fotos: Sd Mazini

4ª BRIGADA DE MONTANHA COMEMORA O DIA DA INFANTARIA

 


A 4ª Brigada de Montanha comemorou o dia da arma de Infantaria com a realização de formaturas no 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (10º  BIL Mth), 11º Batalhão de Infantaria de Montanha (11º BI Mth), 12º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (12º  BIL Mth) e 32º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (32º  BIL Mth), nas quais o Brigadeiro Antônio de Sampaio, Patrono da Arma, foi homenageado.


Durante a semana foram realizadas ainda várias atividades desportivas militares, como a Prova de Tiro Prático, Orientação e Prova Infante de Pedra.

Fonte e fotos: 4ª Bda Inf L Mth

segunda-feira, 7 de junho de 2021

domingo, 6 de junho de 2021

Os símbolos nacionais são de todos - Por Otávio Santana do Rêgo Barros


"Só aqueles que não conhecem a história estão fadados a repeti-la" (George Santayana)

Na última quinta-feira, eu e minha esposa, como de hábito, caminhávamos de manhã cedo. O sol maravilhoso de Brasília nos aquecia. O céu azulíssimo. O clima seco e uma brisa refrescante nos estimularam a aumentarmos o trajeto.

Da calçada víamos as mesas ao ar livre das cafeterias. Delicioso cardápio, servido em estruturas prontas para as exigências sanitárias impostas pela covid-19.

A mudança de percurso nos fez observar que na fachada de um prédio se destacavam duas bandeiras do Brasil penduradas na varanda, talvez revelando uma família orgulhosa de ser brasileira.

Muito legal! Seria bom que esse gesto fosse uma rotina em muitos outros lares. Afinal, símbolos unem coletividades, moldam comportamentos, emulam superações. E não olvidemos quão intenso são os desafios a serem superados em nosso país.

Uma pena! Fora de competições de futebol, quando os brasileiros se tornam os mais patriotas seres da terra, vestir-se de verde amarelo, cantar o hino nacional e enrolar a bandeira no corpo passou a ser gestual identificador de um grupo ideológico.

Não poderia ser assim. Os símbolos nacionais são de todos. São de negros, pardos, amarelos, brancos, qualquer cor de pele. São dos ricos, da classe média, dos remediados, dos que passam fome e dos que nem fome passam. São dos de direita, de centro, dos socialistas, dos de esquerda, dos sem coloração partidária.

Envergar o "auriverde pendão da minha terra" no intuito de marcar posição política é até admissível, mas se usado radicalmente tende a indicar uma apropriação indevida de um bem imaterial que pertence aos brasileiros.

No futuro, gostaria de observar outras bandeiras do Brasil penduradas em varandas e pensar: ali mora um brasileiro que se orgulha do seu país. Em quem ele vota? Não sei. Não importa. Não podemos caminhar como sonâmbulos rumo ao precipício, puxados pela mão de inescrupulosos.

Urge uma mudança de comportamento. Aplacaria a sede de enfrentamento político-ideológico de momento. "Diferenças não necessariamente significam conflito, e conflito não necessariamente significa violência" (Huntington). Somos todos um Brasil. Somos todos um único povo, uma única nação.

As divergências políticas precisam ser tratadas como divergências políticas, nunca como vinganças figadais que exigem o emprego da lei de talião. Ou pior, nenhuma lei, apenas a vontade irrefreável de títeres das bolhas digitais.

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros, General de Divisão R1

sexta-feira, 4 de junho de 2021

O pica-fumo - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Existe uma presunção equivocada de que o Exército Brasileiro é responsável direto por qualquer comportamento inesperado dos seus membros.

Uma historieta. Há mais de meio século, os deslocamentos militares eram realizados a cavalo. A tropa costumava fumar charuto ou cigarro de palha nas marchas hipomóveis administrativas.

O mais jovem oficial do Regimento de Cavalaria era responsável por picar o fumo de rolo e prepará-lo para seu comandante e alguns oficiais superiores.

Anos se foram, as cargas de cavalaria ficaram no passado, mas as tradições seguem vivazes nos homens de bota. Quando queremos alcunhar os mais jovens e inexperientes não titubeamos: Oh! Pica-fumo.

A formação militar se aperfeiçoou. A chegada dos egressos das escolas é comemorada nos quartéis, não pelo fato de que o aspirante será o responsável por picar o fumo dos superiores, mas em razão de o oficial trazer o oxigênio do profissionalismo e da renovação espiritual na crença de servir absorvidos na ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS (AMAN).

Após a conclusão da AMAN, equivalente ao nível superior, vem um período de aplicação dos conhecimentos. É um momento ainda de formação, embora, aos poucos, os encargos exijam mais competência e serenidade.

Dez anos após o recebimento da espada, o capitão é matriculado na ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS (ESAO), similar ao mestrado, habilitando-se a exercer as funções de oficial intermediário.

O ciclo se reinicia com o aproveitamento do explorado no campo e na sala de aula em funções típicas, lá no corpo de tropa, para onde segue o maduro capitão.

Em curto espaço de tempo, a preparação para enfrentar um desafio de fôlego. Passar no concorrido concurso da respeitada ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME), onde lhes são impregnados conceitos em nível estratégico e se lhes estimula a discordância leal pela troca fluida de ideias sobre a conjuntura política-militar. Iguala-se ao doutorado.

ECEME é um divisor de águas para a oficialidade. Apenas a quarta parte das turmas de formação consegue diplomar-se.

Novo ciclo, e os oficiais com o estado-maior são enviados aos grandes comandos para assessorarem os generais na gestão operacional, administrativa e da logística militar. No ápice da carreira meritória, chega o momento do comando de batalhões, regimentos, grupos, parques e depósitos.

Nessa fase, alguns são selecionados para compartilhar suas experiências em outros países como instrutores, adidos militares, observadores ou comandantes de tropa de paz e até assistentes sêniores no comando de forças de países amigos.

Quase ao final da longa jornada, são indicados para os cursos de altos estudos de política, administração e estratégia na busca de uma visão holística da realidade brasileira e mundial.

Oficiais passam quase um terço de suas vidas profissionais em ambiente de aperfeiçoamento intelectual. São poucas carreiras que possuem esse perfil. Aplicam esses conhecimentos, nos dois terços restantes, em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), Operações Subsidiárias, Operações de Paz, Operações de Defesa da Pátria, dentre outras.

A promoção a general é feita por mérito e escolha. O processo avalia 35 anos da carreira do coronel proposto. Um dado aos leitores, de 400 Cadetes que se formam na AMAN, tão somente 16 recebem as estrelas de oficial general.

Eis a marcha vigorosa pela qual um jovem com 16 anos terá de enfrentar até ser escolhido, com cerca de 51 anos de idade, para a promoção ao mais alto círculo hierárquico. É um desafio sacerdotal.

Essa trajetória deve ser conhecida de todos, a fim de que equivocadas generalizações não tinjam de dúvidas a competência da oficialidade do Exército de Caxias.

O estamento militar está assestado na preparação dos seus recursos humanos, na defesa dos pilares da hierarquia e da disciplina, na lealdade à constituição e na certeza de que servidão maior não há do que sujeitar-se à coletividade em nome do Estado.

Os que promovem ressalvas ao Exército meditem sobre isso. Os erros e acertos devem ser contabilizados exclusivamente na caderneta de alterações do oficial responsável.

Sociedade, o corpo institucional do seu Exército está vigilante para cumprir as obrigações legais diante da nação com integral e obstinada abnegação. Tudo mais é afronta à racionalidade. Ou bisonhice de pica-fumo.

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros. General de Divisão R1

LEILÃO DE VIATURAS MILITARES EM JUIZ DE FORA

 


EXÉRCITO BRASILEIRO - NOTA OFICIAL


Acerca da participação do General de Divisão EDUARDO PAZUELLO em evento realizado na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general.

Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General PAZUELLO.


Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado.

  

Brasília-DF, 3 de junho de 2021

 

 CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO

segunda-feira, 31 de maio de 2021

4ª BRIGADA DE MONTANHA - Lançamento da Revista "MONTANHA"

 


No dia 19 de maio, no Quartel-General da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, foi realizado o lançamento oficial da Revista "MONTANHA!". 

Em sua primeira edição, a revista MONTANHA! traz um resgate histórico dos feitos daqueles que ao longo dos anos, passaram pela Brigada de Montanha e contribuíram para a sua consolidação como única tropa do Exército Brasileiro vocacionada para o emprego nesse ambiente operacional. A revista apresenta ainda as organizações militares que integram a Brigada e destaca as principais atividades realizadas em 2020. 


Durante a cerimônia de lançamento, o General Felipe, comandante da Brigada de Montanha, destacou a qualidade do trabalho realizado, reconhecendo o esforço e dedicação de todos aqueles que participaram da elaboração da revista, e fez a entrega solene de exemplares aos seguintes representantes dos patrocinadores, como agradecimento ao apoio prestado: Cel R1 Lajoia, da POUPEx; o Sr Eduardo Viana, da Arcelor Mittal; e o Sr Lucas Gibran, da Atalaia Calçados. "NOSSO GRITO DE GUERRA É MONTANHA!"

Fonte: 4ª Bda Inf L Mth

PARABÉNS JUIZ DE FORA, 171 ANOS

 


Os limites da obediência - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


O que a sociedade brasileira espera dos militares de nossas Forças Armadas?


Os conflitos políticos de momento assumiram um nível preocupante para a manutenção da estabilidade e da paz social do país.

Nesse contexto, as relações entre a sociedade civil e o poder militar vêm sendo colocadas como aditivos aos desafios cotidianos.

O comportamento e a formação militares são prioritariamente cartesianos. Não obstante, nos últimos anos absorveram traços mais robustos das ciências humanas e sociais.

A Academia Militar das Agulhas Negras, escola de formação da oficialidade do Exército, como qualquer organização militar, é um mundo de quietude severa. Reina dentro de seus muros normas rígidas de comportamento com base na ética, na disciplina e na moral.

Não faltar à verdade. Não prevaricar. Não roubar. Fortalecer o espírito de corpo. Não abandonar companheiros feridos em campo de batalha e muitos outros “mandamentos” estão grafados a cinzel nas decenárias paredes de mármore da Real Academia. Quem disso destoa, não pode chamar-se de militar.

O professor Samuel Huntington, conselheiro de segurança no governo americano de Jimmy Carter, aponta a lealdade e a obediência como as mais altas virtudes militares. De fato, são atributos indissociáveis da cultura militar. Mas, segundo ele, quais serão os limites da obediência?

Essa obediência é incondicional? Ou se subordina às atribuições diretamente relacionadas com a atividade de exercer, a nome da sociedade, a violência institucional do Estado?

Em sua análise, Huntington certifica que as instituições democráticas americanas nunca geraram um vácuo de poder. Quase sempre o controle civil sobre o militar esteve claro no relacionamento entre esses dois atores sociais.

O vácuo, físico, intelectual ou moral, do agente controlador foi fator coincidente na história do desvio do soldado da sua atividade precípua. O que pode trazer o efeito colateral da corrupção lato sensu. Da corrupção moral, a genitora de todas as outras corrupções. Todas insuportáveis.

É importante que se consolide em nosso país a crença de que o profissionalismo militar está indelevelmente atrelado ao efetivo controle civil na defesa nacional.

Dentre os atores que atuam nesse processo, o posto honorífico de comandante supremo das Forças Armadas precisa ser respeitado por quem o exerce.

Só assim, quando houver a exigência de instalação de uma estrutura de guerra, seja ela interna ou externa, essa autoridade estará respaldada para definir as diretivas no nível mais alto da política de Estado.

Eventual interferência nos níveis subalternos do processo decisório não produzirá o efeito desejado. Será apenas “um manda o outro obedece” sem aprofundamento na liturgia e na missão dos respectivos deveres hierárquicos.

O que a sociedade brasileira espera dos militares de nossas Forças Armadas?

Os sistemas de preparo, emprego e ensino de cada uma das forças se adequaram a promover especialização dos seus recursos humanos, movidos por elevado senso de responsabilidade e atuando em ambiente de companheirismo essencial quando se aceita entregar a vida para sobrevivência Nação.

A unidade de comando, fundamental para o desempenho legal e imparcial dos comandantes, tem sido alvo de ataque aos pilares da hierarquia e da disciplina com possibilidade de rachar os círculos castrenses de forma vertical e até horizontal.

O agente político das Forças Armadas é o Estado. A estrutura hierárquica na qual as Forças Armadas estão inseridas tem no topo da pirâmide o Estado, suportado por seu povo e por suas leis.

À sociedade como um todo exigir-se-á firmeza de atitude para assegurar o dever implícito das Forças Armadas, clarificados no artigo 142, da Constituição Federal.

É preciso reforçar o muro que separa o estamento militar dessas pendengas políticas-partidárias-pessoais.

A segurança do Estado vem em primeiro lugar. Objetivos exógenos, pessoais ou ideológicos, que possam fazer fraquejar essa segurança, que ao fim e ao cabo também é uma garantia social, não devem ser perseguidos.

Como emulação: “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever” (Almirante Barroso, na Batalha de Riachuelo). Nós também!

Paz e Bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros. General de Divisão R1

A estreita senda da racionalidade - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


A ampliação da crise política será o destino inevitável do Brasil nos próximos meses? Dependerá de nossas atitudes como cidadãos.

Entretanto, é inquestionável que ela se encorpa diariamente, tendo entre suas principais causas o tribalismo digital que tomou de emboscada a nossa sociedade nos últimos anos.

Tucídides, autor da clássica obra A Guerra do Peloponeso (435 a.C), demonstrou que o desencadear de um conflito se dá à medida que os contendores deixam de avaliar com a razão e avançam emotivamente rumo à colisão de vontades, à busca da hegemonia. Os estudiosos da história geral alcunharam essa circunstância como “Armadilha de Tucídides.”

O professor Graham Allison, diretor do Belf Center for Science and International Affairs, em um estudo na Universidade de Harvard, elaborou uma lista com dezesseis situações, posteriores ao ano de 1500, nas quais estados em ascensão buscaram romper a supremacia pretérita de outros estados — reafirmando a Armadilha de Tucídides —, culminando com guerras que cobraram em sangue, economia e bem-estar social aos seus envolvidos.

Mostra-se compatível estabelecer um paralelo e identificar a mesma armadilha no nosso ambiente político, com possibilidade de irromper-se um conflito social de dimensão não avaliável em médio espaço de tempo, dada à polarização vigente e ao maniqueísmo que tomou conta de parte dos grupos antípodas (estados em disputa).

O projeto do professor Allison demonstra, ainda bem, que nem sempre se chega às vias de fato. Para se evitar o conflito, devemos pelejar firme e sobriamente já no atual momento.

Há poucos dias escrevi um artigo de título: A atitude profissional das Forças Armadas, no qual asseverei acreditar que o caminhar desse embate não se tornaria uma crise em nível institucional. Defendi que os sistemas de freios e contrapesos ajustaria a temperatura.

Não se passaram trinta dias, e a tromba d’água que se formou na cabeceira do rio do ambiente político, potencializada pela gestão sanitária e as investigações decorrentes, faz-me rever esse posicionamento e ponderar que a senda da institucionalidade está se tornando estreita com riscos de dificuldades mais adiante.

A ganância pela manutenção do status quo de poder, contrária aos princípios mais salutares da alternância de poder das democracias maduras, vem promovendo aflições em muitos estamentos da sociedade.

Intenta-se estabelecer uma ligação emocional entre as deliberações do Executivo e a Instituição de Estado: Forças Armadas. Mas não há exclusividade de ator principal. Do mesmo modo há uma interferência em outras instituições respeitadas por seu passado asseado e ajustadas à missão constitucional: Polícia Federal, Receita Federal, Diplomacia, dentre outras.

Algumas ações ou omissões do governo expõem essas organizações ao escrutínio crítico, com viés negativo, resultando como consequência uma possível repulsa da sociedade.

Não é aceitável, sob nenhum aspecto, transformar a centenária Instituição Exército Brasileiro, nascida nas ravinas dos Montes Guararapes pelo amálgama das três raças e detentora de altos índices de confiabilidade, em uma estrutura de apoio político pessoal.

Sempre se orgulharam, as Forças Armadas Brasileiras, de seu profissionalismo e servidão ao povo brasileiro. Continuarão se orgulhando, por certo.

Prontidão e Vigilância! esse é o lema. Substantivos sublinhados na intenção dos comandantes de ontem, de hoje e de sempre.

Construiu-se, nos últimos anos, uma base muito sólida de profissionalismo nos homens e mulheres de farda, cuja argamassa dificilmente será abalada.

As ideias de legalidade, legitimidade e estabilidade permanecem iluminando o caminho. E as Forças Armadas, ao toque diário de clarim na alvorada, reforçam a sua isenção racional.

Quanto ao caso do oficial-general que participou de carreata política, infringindo, em tese, a legislação disciplinar, tenhamos confiança na sobriedade temperada com firmeza de nossos comandantes.

Paz e Bem!

segunda-feira, 24 de maio de 2021

24 DE MAIO - DIA DA INFANTARIA

 


Em nome dos chefes e amigos Gen Bda Felipe, comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, Brigada 31 de Março, e do Cel Daltro, comandante do 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha, Batalhão Marechal Guilherme Xavier de Souza, cumprimentamos todos os irmãos da arma de Infantaria, a Rainha das Armas.



sábado, 22 de maio de 2021

Feliz aniversário dona Maria das Neves de Morais Dias!


Completou 95 anos, no ultimo dia 19 de maio, nossa querida dona Maria das Neves de Morais Dias, genitora do nosso amigo Ten Sérgio Morais.


Nossos parabéns!


Um mal menor, ainda é um mal - Por Otávio Santana do Rêgo Barros


Não se trata de arrependimento. É a constatação de um erro. Em 2013, ventos da mudança sopraram fortes em nossa sociedade. Cresceu o sentimento de que a velha política, a corrupção entranhada e a ineficiência de governos seriam varridas para o lixo da história. 

O governo aboletado no trono àquela época respirava dificuldades. Desperdiçara a bonança das commodities em maus projetos e em apoios ideológicos ultrapassados.

Simples vinte centavos agitaram multidões com colorações de todos os matizes. Gente ordeira, gente bagunceira e gente arruaceira. 

A continuação, um impeachment (mais um), um governo de transição e a eleição de novo grupo político de direita supostamente antenado com os anseios da sociedade do século 21.

Consumado o transpasso da faixa - com fidalguia pelo antecessor - o governo iniciou uma hipotética batalha do bem contra o mal que ainda o faz sangrar. 

A coletividade perplexa diante de brigas infantis, conchavos espúrios, novas verdades e, sobretudo, com a quebra de contrato assinado em 2018 (a tese do “novo” está se desmilinguindo) se pergunta onde errou.

Perante os desacertos no atual grupo de mando e da perspectiva de ressurgimento daqueles que provocaram tanta ansiedade por mudanças, frustradas até o momento, vale esclarecer.

 Não se trata de arrependimento. Afinal, nos dispusemos a encarar as aleivosias pretéritas. A transformação estava madura.

Constatação de erro sim, ao reconhecer que precisaremos saltar outra vez no precipício da incerteza de uma escolha eleitoral, rejeitando os maus políticos que não justificaram em faina o voto confiado de suas respectivas maiorias.

Recorde-se Hanna Arendt ao afirmar que não pode haver partidos acima de todos os outros partidos. É contra essa luta odienta e irracional que se peleja. 

Quando se infringe o direito de uma única pessoa, infringem-se os direitos de todas as pessoas, mesmo daquelas que se coloquem ao lado do violador.

Os direitos vêm sendo atacados. É consequência do recuo gradual nas questões morais que leva à irreverência de gestores apaixonados pelo cinismo anárquico.

Defenda-se o pensamento: “uma escolha do que se julga ‘um mal menor’ é ainda uma escolha simplesmente de um mal (Hannah Arendt).

A opção não pode se transformar em dilema. Uma escolha de Sofia. Seremos, sempre, forçados democraticamente a enfrentá-la. 

Deixemos o dilema para os grupos radicalizados e autofágicos. Encontremos em nossa consciência não maniqueísta a opção aos males menores que parecem teimar em renascer das cinzas.

Paz e Bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão do Exército

GRUPO DE MONTANHA REALIZA ENTREGA DE KITS DE ALIMENTAÇÃO


No dia 14 de maio, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, dando continuidade ao Programa Forças no Esporte (PROFESP), realizou a entrega de kits de alimentação para as famílias beneficiadas pelo programa em Juiz de Fora.


O PROFESP é o desdobramento do Programa Segundo Tempo, no âmbito do Ministério da Defesa (MD), com a finalidade de reduzir riscos sociais e fortalecer a cidadania, a inclusão e a integração social dos beneficiados.


Foram tomadas todos as medidas de prevenção para se evitar a contaminação pela covid-19.

Fonte: 4º GAC L Mth

Fotos: Sgt Delvivo

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Semana difícil para Natasha - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Madame Natasha suspirou profundamente ao relembrar o quanto tivera que se superar nessa semana cansativa.

Sua mansão, com vista para o lago, na área mais nobre de Brasília, fora palco de uma peregrinação política em busca de bastidores, de informações sigilosas que emparedassem os inimigos.

Os últimos eventos na capital federal e os rumores de que a canoa está furada e fazendo água alvoroçaram os locadores do poder, sempre os primeiros a pularem diante do soçobrar de remadores vaidosos (enfraquecidos e míopes quanto à efemeridade do poder).

Ela precisou encontrar sutilmente uma frase misteriosa para cada cliente e com isso manter a sua credibilidade inatacável de leitora do futuro. Sussurrava enigmática:

- Ao final da batalha no cerrado, meu filho, o mal se ajoelhará diante do bem.

- Só a viagem final desta vida mesquinha é certa, tudo mais são negócios.

Madame Natasha chegou a estudar psicologia, mas abandonou o curso ao não ver perspectiva de enriquecer sem trabalhar. Contudo, guardou o mais importante: pessoas acreditam naquilo que, diante mão, já se convenceram. A charlatã joga com as debilidades humana para se sustentar na ribalta.

Os ouvintes bebem dos seus prenúncios, ajustando-os àquilo que anseiam encontrar: um seguro caminho para não sair da bolha dos apaniguados (mesmo que trilhado pelo grupo adversário). Lealdade é coisa de fracos.

O espetáculo mórbido que a comissão parlamentar de inquérito sobre a COVID-19 vem apresentando à sociedade é um exemplo do baixo nível político e do mau-caratismo de alguns personagens do poder.

Os profanadores da verdade nem se alteraram diante do polígrafo, são profissionais da tergiversação. Declarações insolentes e desrespeitosas são protegidas por uma feição impávida que costumamos chamar de “cara de paisagem” ou “cara de pau”. Uma quase certeza paira no ar: a secular impunidade.

É um circo de péssima qualidade, no qual a politicalha ainda sobrevive em virtude da falta de arrojo da sociedade para alijá-la. Daí, seus atores se transmutam como camaleão, a cada legislatura, conforme a cor do ambiente lhes exija naquele momento.

A folha de papel sulfite afixada à frente da bancada da CPI, indicando o número 425.711 (mortos!), foi um tapa na cara da sociedade indignada. Perplexa, ainda teve que assistir, durante os intervalos das arguições, a uma briga de galo (aquilo nada mais é que uma rinha à moda antiga).

A comissão deveria ter o papel de ser o farol, de ser o verbo do princípio. Deveria apontar e marcar indelevelmente a ferro em brasa os ineptos gestores - em todos os níveis -, seus asseclas descerebrados e seus apoiadores entorpecidos.

Entretanto, não nos enganemos. Naquela rinha há poucos santos e muitos pecadores capitais. Que cobiçam, que não amam e que não respeitam.

São poucas as esperanças da comissão ter um relatório justo com absolvição aos inocentes e severa punição aos culpados. Nós nunca fomos brindados com um “The End” que nos deixasse de alma lavada em pretéritas CPIs. Os finais foram rotineiramente infelizes, decepcionantes e amorais.

Talvez devêssemos consultar Madame Natasha para que, do alto de sua sabedoria, ela nos contasse algo que não fosse mais outra empulhação ou lorota de político. Uma opção aos extremos, quem sabe?

A propósito, caro leitor, Madame Natasha é uma ficção com muito de nossa realidade.

Paz e Bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão do Exército

NOVOS SOLDADOS DO 10º BATALHÃO DE MONTANHA RECEBEM A BOINA CINZA


O 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (10º BIL Mth) realizou a formatura de entrega da Boina Cinza aos recrutas incorporados neste ano. A solenidade marcou o encerramento do período de Instrução Individual Básica e foi realizada no término do campo básico. O Exercício foi realizado no período 3 a 7 de maio, a atividade deu inicio com um apronto operacional, na sequência, foram realizadas diversas instruções práticas, tais como: pista de orientação, progressão no terreno, camuflagem, pista do mensageiro e primeiros socorros em combate.


Foi realizada, ainda, uma marcha de doze quilômetros, encerrando assim, o primeiro exercício de longa duração da formação do Recruta. Ao término dessas atividades, ocorreu a cerimônia de entrega da Boina Cinza, presidida pelo Comandante do 10º BIL Mth, o Coronel Luis Felipe Moraes Daltro Campos.


Todas as atividades desenvolvidas no Campo da Instrução Individual Básica seguiram os protocolos e determinações, do Comando do Exército Brasileiro e dos Órgãos de Saúde quanto à prevenção e combate à Covid-19.

A Boina Cinza é um símbolo da tropa de Montanha do Exército Brasileiro, cujo lema: "Paciência, Humildade e Perseverança", norteiam sua conduta.

Fonte: 10º BIL Mth

2ª Reunião de Comando da Brigada de Montanha

 


A 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha realizou, no dia 13 de maio, a 2ª Reunião de Comando de 2021. A atividade iniciou no Centro de Operações Sapucaia, com a presença de todos os Comandantes das Organizações Militares da Brigada de Montanha, além dos Comandantes das OM sediadas na Guarnição: o Colégio Militar de Juiz de Fora, o Hospital Geral de Juiz de Fora, o 4º Depósito de Suprimentos e o 4° Centro de Gestão, Contabilidade e Finanças do Exército.


Na reunião foram tratados assuntos de interesse da Brigada, repassadas diretrizes do escalão superior e emitidas novas diretrizes do Comandante, alinhando planejamentos do ano de instrução e de desenvolvimento de atividades operacionais e administrativas. 



Encerrando a reunião a Cordada do Comando, integrada pelo Comandante da 4ª Bda Inf L Mth, o Chefe de Estado-Maior e todos os Comandantes de OM da Brigada de Montanha, realizaram a escalada do Morro do Cristo, acompanhando o encerramento de mais um Estágio Básico do Combatente de Montanha que estava sendo conduzido pelo 10º BIL Mth.



Fonte: Com Soc 4ª Bda Mth

terça-feira, 18 de maio de 2021

AOS VELHINHOS SEM JUIZO

 


Querem que a gente tenha juízo? 

Como isso é possível??

Desde pequenos vimos o Tarzan andando nu. 

Cinderela chegava meia noite. 

Pinóquio mentia pra caramba. 

Aladim era ladrão. 

Batman dirigia a 320km/h. 

Branca de Neve morava com 7 homens e o Popeye fumava uma ervinha muito estranha e ficava loucão! 

Cascão não tomava banho.

Cebolinha falava tudo errado.

Monica baixava o pau nos meninos.

Magali era gulosa. 

Mickey nunca casou com a Minnie. 

Pato Donald, também não casou com a Margarida, não trabalhava e os três sobrinhos sempre faltavam as aulas.

Tio Patinhas era pão duro.  

Gastão vivia da sorte. 

Dick vigarista vivia de falcatruas. 

Esses foram os exemplos que tivemos desde pequenos...

E depois querem que tenhamos juízo!

E ainda cantávamos Atirei o pau no gato e o lobo mau comia a vovozinha.