segunda-feira, 21 de outubro de 2013

OS TRADICIONAIS BARES DE JUIZ DE FORA E SUAS HISTÓRIAS

Bares locais mantêm as portas abertas por décadas e presenciam diferentes momentos históricos da cidade

Por JÚLIA PESSÔA
Tradicionais cenários de comemorações e belos encontros, bem como de desilusões e agruras, os bares certamente ocupam um lugar cativo na memória afetiva e cultural do brasileiro. Em Juiz de Fora, muitos deles, que mantêm as portas abertas e os balcões em plena atividade há mais de 40 anos, possuem, entre cervejas, tradições e petiscos, um papel importante como testemunhas e agentes do curso da história local. A Tribuna percorreu alguns deles, puxou a cadeira e rendeu-se ao bom papo de quem acompanha o passar do tempo por trás do balcão.
Com 84 anos de existência, o Pró-Copão, famoso por sua culinária de boteco, é o ancião da cidade, além de ser um dos mais antigos do país. Fundado em 1929 por italianos, o coroa enxutíssimo nunca fechou as portas, mudou de endereço ou trocou de nome. A alcunha do bar, aliás, faz menção a "Procópio", como se fosse seu aumentativo, alusão ao bairro onde está instalado desde o primeiro dia de funcionamento, o Mariano Procópio. Da porta do boteco, seus administradores acompanharam o lento deslocamento das atividades econômicas e sociais do bairro para o Centro de Juiz de Fora.
Em 1955, o casal de portugueses Antônio e Albertina Alves adquiriu o estabelecimento e, desde então, ele permanece na família, sendo agora administrado pelo filho Sérgio, com o apoio da esposa Maria Cristina e a filha Bárbara, que já se garante como timoneira do negócio na próxima geração.
Criado entre o balcão e as mesas, Sérgio viveu diferentes momentos históricos no Pró-Copão, a ditadura militar e diversas trocas monetárias. "No tempo da inflação galopante, o valor da cerveja chegava a variar do início da noite para a hora de fechar a conta, então muita gente já pagava um determinado número de garrafas para garantir o preço da hora em que chegou."
No Centro, o quase sessentão Bar do Futrica, aberto em 1957 por aquele que lhe empresta o apelido, Geraldo Vieira, tem como marca registrada a pizza grega, deliciosa massa folhada coberta por queijo do reino ralado, invenção de seu fundador. Negócio de família, o bar, situado na Galeria Hallack, também é tradicional ponto de encontro de amantes do futebol -inclusive de botão, batizando um time da modalidade -, mantendo um famoso bolão do Campeonato Brasileiro.
Para Sidney, filho de Futrica, que toca a casa ao lado do irmão Ademir, uma das lembranças históricas mais marcantes foi o dia da instauração do golpe militar em 1964. "Tivemos que fechar as portas com os fregueses aqui dentro e permanecemos por horas no bar, até que os militares liberassem a saída das pessoas" recorda ele, contando também as tradições do próprio estabelecimento, como as mesas, que levam o nome dos netos dele e de Ademir, em um total de seis. "E para por aí!", brinca Rondinely, filho de Sidney.


Um pé na tradição e outro na inovação

Exalando nostalgia, o Boi na Curva, no Eldorado, com 47 anos de existência, une o charme peculiar dos botequins de bairro aos sinais dos tempos. Aberto como mercearia em 1966 por Lair Rocha, o estabelecimento foi dando prioridade às atividades como bar, com a queda na procura pelas pequenas vendas devido ao boom dos supermercados a partir dos anos 80.
Da época de Seu Lair, permanecem na casa um baleiro em pleno funcionamento e algumas dezenas de garrafas de colecionador, que decoram até hoje a casa, nomeada Boi na Curva por causa da iguaria à base de mandioca e carne de boi, sucesso absoluto junto a outros caldos, carros-chefes do cardápio.
Entre os panelões borbulhantes que liberam os mais diversos aromas, o filho do fundador, Cristiam, fala sobre as transformações no entorno do bar desde a época em que, pequenino, não alcançava o balcão, até os dias de hoje, em que comanda os negócios da casa. "Antes, o bar marcava o fim da rua e o início de uma trilha de terra que dava em fazendas. O Eldorado foi crescendo aqui em volta e hoje é completamente integrado ao resto da cidade, que foi estabelecendo elos com os bairros pouco a pouco", observa ele, que incorporou novidades ao negócio, como a fabricação de sua premiada cerveja artesanal.
O Bar do Nonô, no Bom Pastor, fundado em 1956, também testemunhou todo o crescimento do bairro, impulsionado pela fábrica de cobertores São Vicente, que deu à casa seu primeiro nome, Mercearia São Vicente. "Na época, o comércio era cheio destas casas que eram tudo: bar, açougue, padaria, e ajudei muito meu pai a fazer entregas aqui na região, ainda criança", conta Onofre de Souza, filho de Nonô.
Deste tempo, mantêm-se uma engenhoca para pegar artigos em prateleiras altas, útil até hoje, e uma antiga caixa registradora, ainda na memória de clientes como Vittorio Caruso, de 77 anos, que bate ponto na casa "todos os dias, graças a Deus", como ele mesmo diz entre um gole de cerveja e uma garfada na farta porção de joelho de porco.

Memória de gerações

Verdadeiro historiador da boemia local, o carismático Abílio Moreira, proprietário do tradicional bar que carrega seu nome há 44 anos, conta que presenciou o nascimento de várias famílias desde que abriu as portas na Rua Fonseca Hermes. "Daqui do balcão, vi casais que começavam a sair juntos aqui, iniciaram um namoro e hoje voltam casados, com filhos e algumas vezes netos", relata ele, enquanto não descuida de suas panelas. "Senão perco o ponto", justifica.
Modesto, Abílio diz que nunca soube cozinhar muito, mas é desmentido pelas premiações que decoram as paredes do bar. Entre os quitutes mais famosos, está o fígado com jiló, combinação que é marca registrada da casa e conquista mesmo os que torcem o nariz para os ingredientes, preparados na peculiar cozinha "ao vivo e em cores", como Abílio costuma dizer. "É bom, porque os clientes vêm a preparação do prato, e eu não perco a conversa nem o bochicho".
Incorporado ao cenário de uma das regiões da cidade, o singular Bar du Léo - que, a propósito, não se chamava Leonardo - é indissociável à imagem das mesinhas dispostas na Praça Ministrinho, no Jardim Glória, cercada de árvores e, em alguns dias, pequenos micos, que transitam entre os clientes. "Passamos a usar a praça há 38 anos, e existem vários clientes que dizem que sugeriram a ideia a meu pai, mas nunca vamos saber quem foi, de fato", diverte-se Rita de Cássia Vicente, filha de Avelino Vicente, apelidado de Léo desde a infância e falecido há seis anos.
Com 50 anos completos este ano, o Bar du Léo é hoje mantido pelas filhas do fundador e por sua esposa, rainha absoluta da cozinha desde a abertura da casa, que ainda vende artigos de mercearia. "Quando abrimos, também entregávamos pão de casa em casa, desde a Rua São Sebastião, no Centro, até aqui no Jardim Glória, além de cerca de 300 litros de leite por dia. O São Pedro, onde moro hoje, mal existia, e hoje é independente, e nós mudamos também: hoje o forte é o bar. Vi tudo isso trabalhando aqui ", conta Dona Lecy, matriarca da família, em plena atividade aos 77 anos.
Cliente assíduo do Bar Sparta, fundado em 1955, José Luiz Britto Bastos lembra-se de sua infância, no tempo em que o bonde ainda passava na porta da casa, pela Rua São Mateus. "Os picolés ainda eram mantidos em salmoura, a rua era de paralelepípedos, mas certas coisas não mudam, como os deliciosos petiscos da estufa", brinca. Administrado pela família de Edson de Almeida desde 1984, o bar também imprimiu seu nome no esporte local. "Temos mais de 200 troféus conquistados por torneios de futebol disputados pelo Sparta Futebol Clube", conta Edson, polindo orgulhosamente o brasão do time.


Amizades atemporais


Com um álbum de fotografias à mão, Valdir Vilela relembra vários momentos do Bar do Chinelato, fundado em 1960, que carrega o sobrenome de seu sogro e do qual está à frente há dez anos. Hoje funcionando no São Pedro, o Chinelato rodou por diversos pontos da cidade, mas nunca suspendeu as atividades, assim como manteve a tradição de sempre carregar os clientes, ou melhor, amigos, para os novos endereços.
Entre as várias histórias que o fundador contava, o genro diverte-se com uma em especial. "Tinha um garçom que usava dentadura, e o Chinelato, muito cuidadoso, não deixava ele se aproximar da cozinha, com medo de que ela caísse nas panelas", diz Valdir, que sempre trabalha usando chapéu e diverte a clientela com mensagens irreverentes escritas em plaquinhas.
Remetendo ao aprazível ambiente caseiro, a decoração do bar inclui um artefato que chama atenção: a bengala de um frequentador diário do bar, doada pela família depois de seu falecimento. A memória de Chinelato também continua viva na cozinha, hoje comandada por sua filha Tânia, que mantém guardado a sete chaves o segredo de um molho criado pelo pai há mais de 40 anos. "Herdei dele o gosto pela cozinha e a vontade de experimentar, inventar receitas novas."
De poucas palavras, Vicente de Paula Fontes, "vulgo Bigode", como diz o próprio, empresta o apelido a um dos bares mais famosos da cidade, o Bar do Bigode e Xororó, aberto em 1965, responsável pelo burburinho diário na Rua Oswaldo Aranha e famoso pelo torresmo- de ponta, tira ou à pururuca.
"No início, eu ia para a cozinha, hoje fico olhando as coisas aqui, conta ele, sem abrir mão da cervejinha com os clientes de longa data, num espaço "só para VIPs" atrás do balcão. Na parede, uma placa com as inscrições "Cantinho do Waltencyr C. Erhardt" marca a história da própria casa, eternizando a ruptura dos limites entre clientela e aqueles atrás do balcão: "Foi o meu primeiro cliente, um amigo do coração."

Abaixo-assinado para retirada de monumento da praça de São Mateus

20 de Outubro de 2013 - 07:00


Por Cíntia Charlene

Um monumento localizado na Praça Jarbas de Lery Santos, no Bairro São Mateus, região Sul, tem tirado o sono de moradores da região. Trata-se de mais uma área de lazer que sofre as consequências da má utilização do espaço público, tornando-se alvo constante de problemas envolvendo a violência. Preocupados com a situação, moradores do entorno organizaram um abaixo-assinado, que já tem cerca de 500 adesões, reivindicando a demolição do monumento, instalado na Administração Mello Reis (1975 a 1981). "Fomos na Divisão de Patrimônio Cultural (Dipac), e nos informaram que não é uma obra tombada pelo município. O lugar está sendo usado como lixeira, esconderijo para drogas, dormitório para moradores de rua e local para prática de sexo", desabafa um morador do entorno. Ele conta que chegou a ir à Empav para pedir providências, mas nada foi feito. A comunidade foi orientada a fazer um abaixo-assinado. "Ao documento, anexamos fotos do local e uma declaração da Dipac. Algo precisa ser feito."
A Tribuna esteve na praça e comprovou o uso inadequado do monumento. Um homem que passava nas imediações, usou o equipamento urbano como banheiro em plena luz do dia. A reportagem também constatou sujeira e odor desagradável. A moradora de um apartamento que fica em frente à área de lazer conta que presencia situações constrangedoras. "À noite, acordamos com as pessoas mexendo no local. Durante o dia, a movimentação continua. No fim de semana é ainda pior, as crianças ficam expostas ao frequentarem a área, já que eles não respeitam ninguém. Não podemos nem chegar na janela."
Na avaliação de outro morador, a situação é preocupante já que usuários de drogas utilizam o espaço. "Moro aqui há quatro anos, e, à noite, a praça fica ainda mais perigosa. Uma das razões de uma vizinha do primeiro andar, que tinha um apartamento de frente, ter se mudado, é que não aguentava mais o cheiro ruim. O imóvel está disponível para aluguel há mais de três meses."
Iluminação e policiamento
Além das queixas referentes ao monumento, os moradores reclamam da falta de iluminação e policiamento na praça, o que agrava a sensação de insegurança. "Às vezes, um policial passa, mas é só", afirma um vizinho do espaço. A síndica de um dos prédios localizados na praça conta que, à noite, alguns moradores entram pela garagem, com medo de sofrerem abordagem ou retaliação. "Meu filho foi abordado por um dos elementos, só depois que ele mostrou que não tinha nada nos bolsos é que foi liberado."
A Empav informa, por meio da assessoria de comunicação, que a praça foi revitalizada em maio passado. Na ocasião, a área foi pintada e os passeios recompostos. Rampas de acesso foram implantadas, e também foram realizadas a capina e a poda das árvores. Em relação à iluminação, a empresa antecipa que a troca das lâmpadas deve ser feita nos próximos meses, sem precisar uma data. Já quanto à solicitação de demolição do monumento, o órgão informa que a decisão é de competência da Secretaria de Governo. A pasta espera a entregue do abaixo- assinado para avaliar as providências a serem tomadas.
Em relação ao policiamento na região, o comandante da 32ª Companhia da PM, capitão Ricardo Schafer, afirma que a Polícia Militar trabalha "de maneira pró-ativa", mantendo policiamento constante na praça e nos arredores. "A partir do momento que somos acionados, vamos ao local para fazer uma averiguação. O policiamento nos bairros São Mateus e Alto dos Passos já foi reforçado. Não existe demanda para aumentarmos o efetivo no local. Inclusive, os crimes na região diminuíram."
Ponto de encontro
Moradores do bairro avaliam que a praça tornou-se mal vista pela população da cidade, em virtude de acontecimentos negativos, como assaltos e tráfico de drogas, contribuindo para que as pessoas se afastem do local. "Queremos que a nossa praça seja usada como espaço de lazer, queremos que haja mais atrações culturais, e que as pessoas frequentem o espaço sem receio," defende um morador. "Os espaços públicos existem para serem ocupados. Eles permitem o encontro do diferente, do diverso. Permitem que as pessoas se encontrem, dialoguem. As ruas, as praças, os espaços de lazer são essenciais para a cidade. A própria cidade é pública, vai além da lógica do privado," defende a coordenadora no Núcleo de Geografia, Espaço e Ação da UFJF, Clarice Cassab.
Para o professor de Filosofia da UFJF Joares Gomes Sofiste, retirar o monumento não irá resolver os problemas enfrentados pela população. "Em um contexto geral, a solução é mobilizar o Poder Público para que o problema seja resolvido e não retirar o monumento. Trata-se de um problema social. Retirar a pessoa que está dormindo ali, por exemplo, não resolve. Ela vai sair dali e vai para outro lugar. Uma alternativa seria cercar o monumento e não demoli-lo."

Visão realista da Amazônia e suas Ongs. General Eduardo V.Boas



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General Eduardo Villas Boas
19/10/2013
'País trata a Amazônia como colônia', diz comandante militar
LUCAS REIS
DE MANAUS
Folhaonline

Para o comandante militar da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia é como uma colônia do Brasil. "Ela não está integrada ao país e, portanto, não há conhecimento de sua realidade e potencial", diz o general Eduardo Villas Bôas, 61, desde 2011 à frente de 19 mil homens e 9.300 km de fronteiras.

Em entrevista na sede do comando, em Manaus, ele citou a ausência estatal na floresta, criticou a política indigenista oficial, alertou sobre a ação de ONGs na região e aprovou, com ressalvas, o programa Mais Médicos.

Evitou, porém, bater de frente com o governo federal, principalmente quando o assunto eram os índios. "Quando digo que há dois problemas na política indigenista do país, não faço críticas ao governo. Somos nós. Nós temos esse problema", disse.

Também evitou falar sobre a Comissão da Verdade, que apura a violação dos direitos humanos na ditadura militar.

"Cada militar tem uma opinião sobre isso. É um assunto sensível. Se a gente ficar expressando, traz prejuízo tanto para o Exército quanto para o governo federal."

General Eduardo Villas Bôas, comandante militar da Amazônia

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Folha - Brasília sabe o que acontece na Amazônia?

General Villas Bôas - Na parte da defesa até sabe. O que ocorre é que, em pleno século 21, o país não completou sua expansão interna. Temos metade do nosso território a ser ocupado, integrado à dinâmica da sociedade. A Amazônia, como não está integrada ao país, não há conhecimento no sul da sua realidade, seu potencial. É como se fosse uma colônia do Brasil. Ela não é analisada, interpretada, estudada e compreendida numa visão centrada da própria Amazônia. Isso nos coloca numa posição periférica.

Quais são as principais necessidades da população local?

As reais necessidades da população da Amazônia chegam ao centro-sul de maneira distorcida. Com isso, monta-se uma base de conhecimento desfocada, com soluções não apropriadas. A população, principalmente no interior, não tem necessidades básicas atingidas. Em grande parte, não há nenhuma presença do governo do Estado. Em algumas áreas as Forças Armadas são essa única presença.

O material humano e financeiro atual do comando militar é suficiente para monitorá-la?

Não é suficiente. A partir da Estratégia Nacional de Defesa, em 2008, a Amazônia virou prioridade. Mas só de fronteira temos 11 mil km. E nossa capacidade de vigilância está basicamente restrita ao fator humano. Monitorar toda essa área só será possível com tecnologia incorporada, cujo sistema de monitoramento está em desenvolvimento e custará R$ 10 bilhões até 2020. Desde 1999, o Exército tem poder de polícia na faixa de fronteira [150 km de largura], isso estabeleceu nova responsabilidade. Outro aspecto é a grande vulnerabilidade que o país todo tem. Estamos no século 21 e um país da nossa dimensão não tem um satélite. Não vamos ter autonomia total enquanto não tivermos nossos satélites. Por isso este projeto está no Ministério da Defesa.

Concorda com a demarcação de novas terras indígenas?

A discussão é importante. Veja o que aconteceu na Raposa/Serra do Sol [cujos não indígenas foram retirados]. Foi feita demarcação, e as estruturas econômicas tiveram que sair. Hoje os índios têm dificuldades para encontrar alternativas viáveis. O que a iniciativa privada proporcionava ali, o governo tem dificuldade de proporcionar. A participação do Congresso é importante, pois viabiliza a participação de outros setores. Eu acho positivo, sim. Os índios, coitados, ficam prisioneiros de duas vertentes: o interesse econômico e a fundamentalismo ambientalista.

Como o sr. avalia a política indigenista brasileira?

Há dois problemas. E não estou fazendo críticas ao governo. Somos nós, Brasil. Primeiro, os órgãos que atuam na Amazônia, nessas questões típicas, ambiental e indígena, têm estrutura deficiente. O governo trabalha para ampliar, mas ainda é carente. O segundo aspecto é que a política indigenista é muito geopolítica. Ela se resume praticamente a delimitar as terras e os índios ficam confinados nelas. Seria interessante que a delimitação fosse seguida de outro tipo de programa que desse sustentação à vida dos índios. Por maior que seja a terra, a vida do índio não se viabiliza. Os recursos naturais vão se esgotando. Nossa política está muito homogênea do ponto de vista de não reconhecer diferentes níveis de aculturação das comunidades.

Qual é o papel das ONGs estrangeiras na Amazônia?

Além de tudo que representa, a Amazônia tem um papel muito grande na integração sul-americana. Ela abriga a solução para alguns dos grandes problemas que afligem a humanidade, como água, energia renovável, biodiversidade, mudança climática. Isso justifica toda essa pressão em torno da Amazônia que faz a opinião pública internacional. Nesta semana, o governo está passando leis no Congresso estabelecendo mecanismos de controle mais rígidos sobre as ONGs do ponto de vista da movimentação financeira. Não é o caso de estigmatizar as ONGs, elas vieram preencher espaços e atender necessidades da população que nem o primeiro nem o segundo setores têm capacidade de atender. Mas há coisas fora de controle, e a gente fica numa insegurança, não sabe quem são, quais os objetivos. E muitas vezes [elas] atuam no sentido contrário aos interesses do governo brasileiro.

Pode citar um exemplo?

Veja a dificuldade para asfaltar a BR-319 [que liga Manaus e Porto Velho. Em 2009, o braço brasileiro da ONG americana Conservation Strategy Fund divulgou estudo afirmando que a reforma da estrada traria prejuízo]. É uma rodovia que já existiu, não gerou desflorestamento, não houve prejuízo ambiental. Mas o governo não consegue fazer... é um absurdo. Manaus está conectada à Venezuela, mas não ao restante do Brasil. É extremamente difícil viabilizar a recuperação dessa rodovia, são forças que realmente têm capacidade de intervir e inibir isso. E muito por causa do fundamentalismo ecológico. Não se faz omelete sem quebrar o ovo, se vou lançar um gasoduto, alguma árvore vou derrubar. É uma visão pragmática.

Qual é a sua opinião sobre o programa Mais Médicos?

Se me perguntar quais são os dois principais problemas da Amazônia, eu diria que é logística e médico. Nós fazemos atendimento à população civil e até a índios. No interior não tem médico. Realmente é uma necessidade. Mas acho que eles têm que pensar na parte de estrutura, condições de trabalho. Pois acho que as mesmas realidades que causam a saída dos médicos brasileiros desses municípios poderão causar a não permanência do médico estrangeiro. A gente visita município que não tem estrutura de saúde. O programa é necessário, mas é importante que não fique restrito somente à colocação dos médicos.

Em 2005, o então comandante do Exército, general Albuquerque, disse 'o homem tem direito de tomar café, almoçar e jantar, mas isso não está acontecendo [no Exército]'. A realidade atual mudou?

Mudou muito. O problema é que o passivo do Exército era muito grande, foram décadas de carência. Desde 2005, estamos recebendo muito material, e agora é que estamos chegando a um nível de normalidade e começamos a ter visibilidade. Não discutimos mais se vai faltar comida, combustível, não temos mais essas preocupações.

O senhor tem acompanhado a Comissão da Verdade?

Como profissional e militar, me interesso, sim. Mas na minha instância, institucionalmente, não há nenhuma implicação para nós.

http://www.caieiraspress.com.br/noticias.php?acao=mostra&id=1846

General de brigada aponta os desafios das fronteiras do Amazonas

O general de brigada Sérgio Luiz Duarte está desde fevereiro na região da ‘Cabeça do Cachorro’ no comando da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, conhecida também por ‘Brigada Ararigboia’
[ i ]No comando da ‘Brigada Ararigboia’, o general Sérgio Luiz Duarte está na ‘região da Cabeça do Cachorro’ para defender a soberania nacional.
Manaus - Com 38 anos de Exército, o general de brigada Sérgio Luiz Duarte, 54, está desde fevereiro do ano passado no comando da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, conhecida também por ‘Brigada Ararigboia’. Para o comandante, o Estado Brasileiro devia estar mais presente na região de fronteira.
O general Duarte comanda uma brigada que atende três municípios do extremo noroeste do Estado, São Gabriel da Cachoeira e Barcelos, mas ele é natural de Niterói, no Rio de Janeiro, e sua família reside em Brasília. Ele gosta de mostrar em público uma simpatia e bom humor incomum entre os militares de alta patente.
Ao recepcionar a equipe do PortalD24AM em São Gabriel da Cachoeira, perguntou de primeira: “Quem tem problema em viajar de helicóptero ou dormir em acampamento no meio da floresta? Se tiver, não tem problema porque vão ter que fazer tudo isto de qualquer jeito”, brincou, antes de abrir um simpático sorriso.
Qual o maior desafio do Exército aqui na Amazônia, especialmente numa região de fronteira?
A questão da logística, porque esta em uma área inóspita onde não temos estradas, só temos portos e aeroportos, então a grande dificuldade é a logística de se manter e ajudar o restante da população no desenvolvimento. Logística e comunicação são dificuldades que estamos superando, fruto de muito trabalho e muita parceria.
Há alguma dificuldade para combater os crimes que ocorrem na fronteira?
Estamos numa região praticamente toda coberta de selva com rios e muitos afluentes pequenos, muitos igarapés, então é impossível você conseguir fiscalizar toda a fronteira, mas nossa atuação é muito intensa. Os ilícitos são sempre em escala reduzida, em escala grande é muito difícil porque fazemos intervenção e neste ponto é muito importante todo o apoio que recebemos sempre da população indígena.
Esta população, por confiar no braço forte e na mão amiga do Exército Brasileiro, nos alerta porque estamos aqui na região Ianomami, no pelotão de Maturacá e qualquer novidade ou algo estranho que eles encontrem, sempre nos procuram.
Gostaria que o senhor explicasse como é esta relação com  os indígenas.
É a melhor possível. Já é uma característica do Exército Brasileiro incluir nos quadros militares pessoas na própria região, então, isto é muito notório nesta região, na ‘Cabeça da Cachorro’, onde praticamente todos os nossos soldados são nativos da região. Por isto, o relacionamento com os indígenas é excelente e eles se sentem muito honrados em ter os seus filhos juntos conosco.
Esta é uma região muito isolada, há dificuldades em se trazer militares para cá?
Pelo contrário, todos do comando da brigada somos voluntários. Então, não há ninguém que não queira estar aqui. Estamos aqui pelo espírito de cumprimento da missão por estarmos fazendo algo muito útil para o País e viemos sempre voluntários e orgulhosos. Dificuldades têm, pois estamos longe de nossas famílias e pela distância ficamos muito tempo sem visitar nossos familiares, mas isto não esmorece a vontade e a satisfação e, invariavelmente, todos quando vão embora, partem com lágrimas nos olhos.
O que o governo federal poderia fazer para melhorar a ação do Exército aqui na fronteira?
Ainda há um desconhecimento muito grande sobre a região Amazônica e menos ainda a região da ‘Cabeça do Cachorro’, então, o que pedimos e apoiamos é que sempre o Estado esteja aqui. E está vindo, com as limitações que nós falamos antes em relação à logística e meios para chegar aqui.
Os batalhões possuem locais para que os órgãos federais estejam presentes?
Sim, temos o Pavilhão de Terceiros, que não é ocupado por nenhum militar e foram feitos para que os órgãos que queiram estar permanentemente aqui, para ocupar estas instalações, a alimentação é por nossa conta e toda a segurança para que eles venham. As instituições sabem disto e até enviam pessoas para cá, mas, por restrições que não cabem a mim comentar, nem sempre enviam.
Está acontecendo nesses dias a ‘Operação Curare’. Como está se desenvolvendo essa operação que faz parte da operação Águia?
É uma operação no âmbito da Brigada onde fazemos uma intensificação do patrulhamento da faixa de fronteira, especialmente. São meios da própria Brigada, fluviais e (com a participação de) efetivo de mais de 1.100 homens e contamos com o apoio de meios do Comando Militar da Amazônia (CMA) de onde recebemos helicópteros e a Companhia de Forças Especiais e também com meios da Brigada de Infantaria Paraquedistas do Rio de Janeiro, que se juntou à nossa brigada nesta grande operação.
Quando iniciou a operação e em que fase ela está neste momento?
Ela teve uma parte inicial que foi de inteligência e agora está na fase com mais visibilidade. Estamos no meio da primeira semana (a entrevista foi feita na quinta-feira) e não costumamos dizer quando elas terminam porque a operação vai se prolongando. Existe, logicamente, um tempo em que os meios retornarão para Manaus e a operação é continuada, mas o esforço principal está sendo feito nestas duas primeiras semanas.
Qual o balanço até o momento?
Não podemos fazer o balanço em termos de material apreendido, mas de patrulhamento. Nós já patrulhamos três mil quilômetros a pé e com voadeira, além de meios aéreos. Hoje, já estamos com mais de 100 horas voadas. Quando se deparam como uma pista ou clareira no meio da floresta, vamos lá e fazemos o patrulhamento, este é o grande objetivo da operação. É importante dizer que não envolve apenas só o município de São Gabriel da Cachoeira, temos também um batalhão em Barcelos.

ELEIÇÕES NO CENTRO INDUSTRIAL DE JUIZ DE FORA - CONVOCAÇÃO

CIRCULAR
     ELEIÇÕES CIJF- 2013

Juiz de Fora, 21 de Outubro de 2013.

Prezado Associado,

Estaremos realizando no dia 22 de Outubro de 2013, das 14:00 horas ás 19:00 horas na sede do Centro Industrial de Juiz de Fora, situada na Avenida Barão do Rio Branco, 2337-13ºandar – Centro, as Eleições para a Nova Diretoria  do Quadriênio 2013/2017.

Comunicamos que há registro de somente uma chapa inscrita, encabeçada pelo Empresário Leomar Pereira Delgado.

Informamos que é imprescindível para participação no pleito, que o Associado deverá estar em dia com a instituição até o dia 30 de setembro de 2013.

A sua presença é importante e certamente qualificará ainda mais o processo eleitoral.

Cordialmente.                                        


Aurélio Marangon Sobrinho
Presidente do Centro Industrial de Juiz de Fora

100 ANOS DO TEN R/2 VINÍCIUS DE MORAIS

A AORE/Recife rende homenagem àquele que talvez tenha sido o Oficial R/2 do Exército Brasileiro que alcançou o maior destaque no Brasil e no mundo, por sua atuação na vida civil. De um talento e competência invejáveis, que o tornaram imortal em sua poesia e música, o diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro, o Ten R/2 Inf Marcus Vinicius da Cruz e Mello Moraes, ou apenas VINÍCIUS DE MORAES, completaria na última sexta-feira (19/10) seu centésimo aniversário.

Formado na Tu 1933 Inf do CPOR/Rio de Janeiro, logo cedo pôde aprender e incorporar os valores da caserna, que o acompanhariam intimamente pelo resto de sua vida.

'O Poetinha', como era chamado, tornou-se mais um grande valor dos nossos valores. Mais um grande orgulho da nossa Reserva, com o mesmo passado de formação militar que grava a história de vida de todos os legítimos herdeiros dos ideais de Correia Lima.

 Entre 1931 e 1933, enquanto terminava seu curso de Direito, Vinicius entrou para o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), completando o Curso de Oficial da Reserva em 1933, mesmo ano em que publicou seu primeiro livro, O Caminho Para a Distância.

Viva os 100 anos do Ten R/2 Vinícius de Moraes!

19/10/1913 - 09/07/1980 (66 anos)


Com o grupo de alunos do CPOR, do lado da moça com violão, 1931 - CPOR/RJ

Ao centro com amigos do CPOR/RJ


MUSEU MARIANO PROCÓPIO - MUSICA NO PARQUE


Os ministros campeões de voos em jatinhos da FAB


No primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios, Pepe Vargas, José Eduardo Cardozo, Ideli Salvatti e Marco Antonio Raupp decolaram mais de quarenta vezes em três meses, quase uma viagem a cada dois dias

Felipe Frazão
Ministros Marco Antonio Raupp,  Ideli Salvatti, Pepe Vargas e José Eduardo Cardozo
Ministros Marco Antonio Raupp,  Ideli Salvatti, Pepe Vargas e José Eduardo Cardozo (Cristiano Mariz e Elza Fiúza/ABr e David Alves/MDA e Ueslei Marcelino/Reuters)
Praticamente dia sim, dia não eles estão voando. Os ministros Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), José Eduardo Cardozo (Justiça), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia) foram os campões de viagens em jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) nos últimos três meses – de 12 de julho a 12 de outubro.
Em 93 dias, Vargas usou as aeronaves 43 vezes - quase um voo a cada dois dias. Cardozo, por sua vez, viajou 42 vezes. Ideli e Raupp decolaram 41 vezes cada. O quarteto destaca-se entre o primeiro escalão presidencial pela frequência com que requisitam aviões da FAB para se deslocar, seja por causa das agendas de trabalho ou para voltar de Brasília para suas casas nos respectivos estados. Nesses dois casos o uso das aeronaves é legal.
No ranking, logo abaixo deles, aparece a ministra Marta Suplicy (Cultura), com 33 requisições à Aeronáutica. Missões em geral, a serviço dos Poderes Executivo e Legislativo, somam 35 voos.
O site de VEJA analisou os dados de registro de voos de autoridades disponíveis no site da FAB. A Aeronáutica passou a divulgar parte das informações sobre os voos pela primeira vez em meados de julho, após a descoberta da chamada farra dos jatinhos. A Controladoria-Geral da União recomendou ao Ministério da Defesa a publicação dos dados.
À época, o ministro Garibaldi Alves (Previdência Social) e os presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foram flagrados usando jatinhos para fins particulares – o que é considerado irregular. Garibaldi requisitou aeronave para assistir à final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha, no Rio de Janeiro. Henrique Alves deu carona a familiares que também foram ver a partida no Rio. Renan foi a um casamento na Bahia.
Mesmo após o episódio, a FAB ainda mantém sigilo sobre a identidade dos passageiros transportados e não revela o custo da hora de voo das autoridades. "Como os modelos utilizados para apoiar as autoridades são os mesmos utilizados em outros esquadrões da Força Aérea, de emprego eminentemente militar, o custo de operação é considerado um dado estratégico para a segurança nacional", diz a FAB. Questionados pela reportagem, nenhum dos ministérios soube dizer quanto desembolsou com os deslocamentos de seus ministros.
Legislação - O voo de autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, é legal. Um decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), no entanto, prevê que a viagem deve ser justificada. Ministros de estado e chefes do Legislativo federal são autorizados a usar as aeronaves “por motivo de segurança, emergência médica, em viagens a serviço e para o local de residência permanente”.
Em geral, os ministros dizem que as viagens são parte da rotina normal das pastas e que respeitam as regras do decreto presidencial 4.244, de 2002, quando decidem usar jatinhos da FAB. O argumento foi usado, por exemplo, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Secretaria de Relações Institucionais.
"O ministro Marco Antonio Raupp utiliza as aeronaves da FAB em estrita conformidade com a legislação. A utilização ocorre preponderantemente para encontros de trabalho, em instituições sediadas em diferentes estados e com as quais o ministério executa seus programas, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento à ciência e à tecnologia, entidades empresariais voltadas para a inovação tecnológica e órgãos públicos da área", disse a assessoria do ministro.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Relações Institucionais disse que "todos os voos da ministra Ideli Salvatti estão de acordo com o decreto”. Ideli tem percorrido estados brasileiros para encontros com gestores federais e prefeitos. No dia 4, por exemplo, esteve em Boa Vista (RR) pela manhã e em Macapá (AP), à tarde, segundo consta em sua agenda pública.

Vôos em 93 dias

Com que frequência e como autoridades usam jatinhos da Força Aérea Brasileira
Vôos requisitados à FAB817
Vôos para casa66
Vôos compartilhados41
Vôos privê28
As cerimônias de entregas de benesses a prefeitos, como repasses de recursos federais, assinaturas de convênios e encontros para firmar programas ministeriais e participação em eventos estão por trás de boa parte dos voos em jatinhos da FAB.
Primeiro colocado no ranking de voos, Pepe Vargas afirmou que viaja muito porque é responsável por entregar máquinas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pelo lançamento dos planos safra da Agricultura Familiar e do Semiárido.
“Para realizar essas entregas e lançar os planos, o ministro viaja semanalmente por todo o país. As entregas foram intensificadas, principalmente para a região do Semiárido, como uma forma de amenizar os problemas provocados pela seca. Sendo assim, o ministro Pepe Vargas precisa, em muitos casos, viajar de dois a três estados em uma semana – há casos em que ele entrega máquinas em dois estados num único dia”, disse a assessoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Voo do eu sozinho – Na maioria das vezes, Vargas costuma levar diretores e assessores do ministério e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Mas ele também é o campeão, ao lado do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), de voos privê.  Entre julho e outubro, Vargas e Carvalho voaram sozinhos em aviões da FAB seis vezes cada - três vezes mais que os ministros Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) e Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores), que aparecem com duas viagens cada.
Carvalho sempre requisitou os jatos por causa de compromissos da Secretaria-Geral. Três deles ocorreram em sequência no dia 12 de setembro. Carvalho viajou a Cusco, no Peru, para uma palestra da Organização Ibero-americana da Juventude (OIJ), ao lado da secretária nacional da Juventude, a petista Severine Macedo - então presidente da OIJ. Mas voltou sozinho. Em avião da FAB, o ministro fez os trajetos Cusco-Manaus (AM) e Manaus-Fortaleza (CE) pela manhã. Na capital cearense, participou do encontro religioso promovido pela Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas) - cujo tema era "Caminhos do reino de Deus para crianças e adolescentes". E voltou à noite, também sozinho, de Fortaleza para Brasília.
Vargas, porém, sempre esteve a caminho de Caxias do Sul (RS), onde mora com a esposa e filhas, em três de suas viagens solo. O titular do Desenvolvimento Agrário diz cumprir “rigorosamente” as normas em vigor. Ele afirma voltar para casa sozinho, em jatos da FAB, quando “não tem agenda oficial” e “o ritmo de trabalho ou o horário do deslocamento fogem dos horários de voos comerciais”. Vargas também diz que opta por voos convencionais “quando os compromissos do ministério permitem que ele se ausente durante o período de deslocamento”.
A Secretaria de Políticas para Mulheres afirmou que Eleonora participa de cerimônias de assinaturas de termos de adesão a programas federais nos estados e municípios e que a “complexidade da agenda exige deslocamentos nem sempre possíveis com o uso de voos comerciais”.
Os aviões que transportam ministros, secretários e chefes do Legislativo e do Judiciário fazem parte do Grupo de Transporte Especial da FAB - diretamente vinculado ao gabinete do comandante da Aeronáutica. A assessoria de imprensa da FAB disse ao site de VEJA que os esquadrões possuem dezessete aeronaves para esta função, todas com capacidade entre cinco e cinquenta passageiros. Quando não estão em operação, os aviões são usados para treinos de formação de pilotos e transporte de órgãos, a pedido do Ministério da Saúde, conforme a Aeronáutica.
A FAB coloca à disposição dos ministros dois Embraer E-145 (um de cinquenta e outro de 36 lugares), dois E-135 (ambos de catorze assentos), seis E-135 BJ (doze lugares cada), três E-120 (dois com doze assentos e um com 27), além de três Learjet L-35 e um L-55 (todos com cinco lugares).
Tivesse a FAB uma frota comercial, os jatinhos que decolam somente com um passageiro dariam prejuízo à companhia. Caso fretasse um jatinho Learjet 35 (de oito pessoas) na Líder Aviação, uma das empresas mais antigas do ramo no país, o ministro Pepe Vargas gastaria 70 000 reais no percurso de Brasília a Caxias do Sul (RS) e 88 000 reais, para ida e volta.
Lar – O presidente da Câmara (catorze voos), o ministro da Justiça (dez voos) e o presidente do Congresso Nacional (nove) foram os que mais usaram os aviões para retornarem aos seus estados.
A pasta da Justiça disse que "os assessores que acompanham o ministro Cardozo em viagens são os que têm responsabilidade direta sobre os assuntos mais importantes e urgentes da semana". Cardozo também se desloca com seguranças. Procuradas, as presidências do Senado e da Câmara não responderam aos questionamentos do site de VEJA. Assessores de Henrique Alves dizem que ele tem sido rigoroso ao requisitar jatinhos à FAB e que também cumpre agendas políticas nos finais de semana em Natal (RN). Renan costuma levar mais três pessoas toda semana quando faz a rota Brasília – Maceió (AL) - os nomes, no entanto, não são divulgados.
José Eduardo Cardozo foi o ministro que mais compartilhou aeronaves com outras autoridades públicas – dez vezes no total, sendo cinco delas enquanto regressava para casa, em São Paulo.
Partilhar voos é uma das recomendações para economia de recursos previstos no decreto presidencial que regulamentou o uso dos jatinhos. Abaixo de Cardozo, estão os ministros Guilherme Afif Domingos (Secretaria da Micro e Pequena Empresa), com oito voos, Eleonora Menicucci, com sete – ambos residentes em São Paulo; e o ministro Marco Antonio Raupp, seis vezes, que mora em São José dos Campos, no interior paulista.
Ao todo, autoridades do Executivo e do Legislativo brasileiro requisitaram aviões da FAB 817 vezes em 93 dias, de 12 de julho a 12 de outubro deste ano - média de pelo menos oito voos diários ao redor do país.

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - 21.10.13

Patrícia Hargreaves Surerus


Cap Wilmar Etibrão



Falha no Facebook afeta usuários em todo o mundo

Problema impede atualização de página e publicação de fotos.
Conversas, troca de senha e 'curtir' também têm falhas.

Do G1, em São Paulo

Facebook apresenta problemas na manhã desta segunda-feira (21) (Foto: Reprodução/Facebook)Facebook apresenta problemas na manhã
desta segunda-feira (21) (Foto: Reprodução
/Facebook)
O Facebook apresenta falhas para alguns usuários em todo o mundo nesta segunda-feira (21), impedindo o acesso, atualização de status, publicação de senhas, curtir mensagens e bate-papo com amigos. O problema acontece tanto no PC quanto nos aplicativos para celulares e smartphones da rede social.
Usuários também afirmam não conseguir alterar senha e outras configurações de segurança do site.
Até o momento, o Facebook ainda não se manifestou sobre o que está ocasionando os problemas. Ao tentar realizar qualquer atividade no site, a mensagem "Ocorreu um erro. Por favor, tente novamente em alguns minutos" aparece.
O problema parece ocorrer em todo o mundo. Usuários da Índia, de países da Europa e dos Estados Unidos comentam sofrer de falhas similares de conexão.

ACIDENTE COM CAMINHÃO DE GÁS AGORA A POUCO EM JUIZ DE FORA - RISCO DE EXPLOSÃO



ATENÇÃO RISCO DE EXPLOSÃO!!!

Informações de Gabriele Zaquine


Um caminhão de gás colidiu com um poste, na descida do morro da Privilege.

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O Risco de pegar fogo é grande, pois no gerador está acontecendo algumas explosões, e se começar a vazar gás, pode explodir. 

Procurem outras rotas!!!


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