segunda-feira, 13 de agosto de 2012

RAPAZ DE 18 ANOS É MORTO EM FESTA NA CIDADE DO SOL EM JUIZ DE FORA/MG


As rixas entre jovens fizeram mais uma vítima em Juiz de Fora. Na noite de domingo (12), Diego Lima de Abreu Alcântara, 18 anos, foi assassinado com um tiro no tórax, em uma festa no Bairro Cidade do Sol, na Zona Norte. De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, ele estaria com um casal de amigos, ambos de 19 anos, quando teriam entrado em atrito com dois rapazes, 17 e 18, apontados pela PM como os agressores. Durante a briga, que a esta altura já havia envolvido mais de 20 pessoas, um dos suspeitos teria sacado um revólver e efetuado vários disparos.
Diego foi socorrido por uma unidade do Samu, mas não resistiu ao ferimento e morreu. O casal também foi levado para o hospital, a moça com uma perfuração nas costas e o rapaz, no abdômen. Os dois suspeitos fugiram, mas foram alcançados pelos policiais em um posto de combustíveis na Avenida JK, e conduzidos à delegacia de plantão. Uma arma foi apreendida, além de três cartuchos deflagrados e outros três intactos, e dois celulares. Após o registro inicial, uma quarta vítima, um adolescente de 16 anos, também deu entrada no HPS com um tiro na mão. A perícia esteve no local e realizou os trabalhos de praxe. A Polícia Civil vai investigar o caso.

Atuando na campanha, vice-prefeito de Belo Horizonte não consegue devolver salário



O vice-prefeito de Belo Horizonte e presidente do Diretório Municipal do PT, Roberto Carvalho, enviou ofício na sexta-feira (10) para a Secretaria Municipal de Governo solicitando a devolução do seu salário (R$ 12.783,60 bruto) relativo a julho, mas não conseguiu.
Desde o início do mês passado, com o início da campanha eleitoral, Carvalho assumiu a coordenação da candidatura de Patrus Ananias (PT) e tenta se licenciar do cargo. “Acabei recebendo o salário e pedi o estorno do valor. Não tive saída”, afirmou Carvalho.
Principal protagonista e articulador da candidatura própria no PT, que acabou resultando no rompimento com PSB e lançamento da candidatura Patrus, Carvalho solicitou, por meio de ofício, que o prefeito Marcio Lacerda (PSB) --que disputa a reeleição-- o liberasse para a campanha eleitoral, sem remuneração.
Os dois são rompidos politicamente desde o início do mandato, em 2009, e a situação se agravou após o rompimento entre as legendas.

Imagens da corrida pela Prefeitura de Belo Horizonte

Foto 75 de 78 - 10.ago.2012 - O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, candidato à reeleição pelo PSB, discursa durante encontro com os presidentes e representantes dos 19 partidos da coligação BH Segue em Frente, que apoia sua candidatura Mais Vander Bras/divulgação/PSB
Lacerda não respondeu à solicitação de Carvalho e encaminhou o pedido à Câmara Municipal de Belo Horizonte. A Casa, por sua vez, comandada por tucanos, publicou no Diário Oficial do Município que o vice não poderia se licenciar, pois não tem tarefas ou atribuições para tanto.
“O senhor vice-prefeito não se encontra presente no exercício de qualquer cargo na administração municipal --o que somente se verificaria na hipótese de ausência ou impedimento do prefeito-- e não lhe competindo, no momento, tarefas ou atribuições das quais possa se licenciar”, diz a decisão publicada.
“Disseram que a licença não está prevista na Lei Orgânica do município. Portanto, fiz o comunicado e estou pedindo o estorno do salário depositado [última terça-feira (7)]”, afirma Carvalho.

Top 10: os melhores e piores momentos dos Jogos Olímpicos na TV


  • Reprodução
    Ana Paula Padrão, na bancada da Record, no Estádio Olímpico, diz que está apresentando o "Jornal da Globo"
    Ana Paula Padrão, na bancada da Record, no Estádio Olímpico, diz que está apresentando o "Jornal da Globo"
1. O tiro n´água: Anunciado como atração do SporTV, Galvão Bueno acabou tendo uma participação desastrada. Mal-humorado, reclamou dos melhores momentos da festa de abertura, protagonizou uma briga antológica no ar com Renato Mauricio Prado e acabou ofuscando os bons narradores oficiais da emissora.

2. A mãe de todas as gafes: Mal terminou a cerimônia de abertura, Ana Paula Padrão, toda feliz, deu início à apresentação do “Jornal da Record”, de dentro do Estádio Olímpico, em Londres. “Você está assistindo o ‘Jornal da Globo’ ao vivo”, disse, para espanto geral. Na tentativa de explicar, saiu-se ainda pior: culpou o fuso horário pela gafe.

3. O narrador apressadinho: No final dos 200 m borboleta, o narrador Rafael Ribeiro, da Record, comemorou a vitória de Michael Phelps quando ele bateu em primeiro lugar nos 100 m. “E ele vem para o ouro! Michael Phelps!”, gritou Ribeiro, logo se dando conta que a prova não havia terminado. “Ainda não! Tem mais 100 metros”, corrigiu-se. Phelps terminou em segundo.

4. O vexame: O Twitter suspendeu a conta de um jornalista inglês, do “The Independent”, depois que ele fez críticas duras à transmissão que a rede americana NBC estava fazendo dos Jogos. Uma dia depois, a empresa devolveu a conta ao jornalista e se desculpou.

5. Troféu Sobriedade: Coube ao veterano Alvaro José narrar a mais inesperada das medalhas de ouro do Brasil, a do ginasta Arthur Zanetti. "O Brasil tem um novo herói olímpico", disse, ciente da importância do feito, mas sem se esgoelar.

6. Mancada de “especialista”: Encerrada a luta final de Esquiva Falcão, contra o japonês Ryoto Murata, o comentarista Acelino de Freitas, o Popó, pediu a palavra e, vendendo confiança, avisou ao público da Record: “Venceu com dois ou três pontos de vantagem”. Esquiva perdeu por 13 a 12 e ficou com a medalha de prata.

7. Comentarista-torcedor: O que mais teve na tela da Record foi ex-atleta encarregado de comentar as competições, mas preferindo torcer. “A gente precisa forçar o saque”, dizia Virna durante os jogos do vôlei feminino, como se fizesse parte do time, não da equipe de transmissão.

8. O “poeta” da bola: Numa de suas brigas mais famosas, Romário disse: “Pelé calado é um poeta”. Como comentarista de futebol da Record, o Baixinho foi o próprio Pacheco (torcedor-símbolo da Copa de 82). Na final contra o México, disse que o lateral brasileiro Rafael merecia “um esporro” por uma jogada errada que fez e decretou o fim da era Mano Menezes. “É muito fraco”.

9. A melhor resposta: Esperança na equipe brasileira de atletismo, Ana Claudia Lemos decepcionou com o quinto tempo nas eliminatórias dos 200 m rasos. “O que você achou da sua participação?”, perguntou o repórter do SporTV logo depois da prova. “Uma merda”, resumiu Ana Claudia. Para piorar a situação, o comentarista de atletismo, Andre Domingos, e o narrador Roby Porto, recriminaram a atleta.

10. Apatia olímpica: Limitada por não dispor dos direitos de transmissão, a Globo fez uma cobertura protocolar do evento. Só se referiu às competições no passado, para não promover as disputas que ainda iriam ocorrer. Na véspera da abertura, o “Globo Esporte” falou até de sumô para não ter que divulgar a festa alheia. Para quem se diz parceira dos esportes olímpicos brasileiros, deixou muito a desejar.

MUSEU MILITAR DO COMANDO MILITAR DO SUL


TIVE A HONRA DE SER O COMANDANTE DA LINHA DE FOGO - CLF - DA 3ª BATERIA DE OBUSES, DO 25º GRUPO DE ARTILHARIA DE CAMPANHA, GRUPO LEITE DE CASTRO, EM BAGÉ/RS, EM 1983 E AINDA USÁVAMOS O OBUSEIRO 105MM MONOFLEXA, HOJE NO MUSEU. UMA PENA, POIS SÃO MUITO MELHORES QUE OS BIFLEXAS USADOS ATUALMENTE.

Sucateado, Exército não teria como responder a guerra, dizem generais


Série de reportagens do G1 mostra situação de militares e riscos ao país.


Plano para reequipar tropas, assinado por Lula em 2008, pouco avançou.


Assinada em 2008, a Estratégia Nacional de Defesa (END) prevê o reaparelhamento das Forças Armadas do país em busca de desenvolvimento e projeção internacional, mirando a conquista de um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, poucas medidas previstas no decreto tiveram avanços desde então.
infografico_exercito_END_versaofinal_300 (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Exército, que possui o maior efetivo entre as três Forças (são 203,4 mil militares), está em situação de sucateamento. Segundo relato de generais, há munição disponível para cerca de uma hora de guerra.
G1 publica, ao longo da semana, uma série de reportagens sobre a situação do Exército brasileiro quatro anos após o decreto da END, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram ouvidos oficiais e praças das mais diversas patentes - da ativa e da reserva -, além de historiadores, professores e especialistas em segurança e defesa. O balanço mostra o que está previsto e o que já foi feito em relação a fronteiras, defesa cibernética, artilharia antiaérea, proteção da Amazônia, defesa de estruturas estratégicas, ações de segurança pública, desenvolvimento de mísseis, atuação em missões de paz, ações antiterrorismo, entre outros pontos considerados fundamentais pelos militares.

O Exército usa o mesmo fuzil, o FAL, fabricado pela empresa brasileira Imbel, há mais de 45 anos. Por motivos estratégicos, os militares não divulgam o total de fuzis que possuem em seu estoque, mas mais de 120 mil unidades teriam mais de 30 anos de uso.

Carros, barcos e helicópteros são escassos nas bases militares. O índice de obsolescência dos meios de comunicações ultrapassa 92% - sendo que mais de 87% dos equipamentos nem pode mais ser usado, segundo documento do Exército ao qual o G1teve acesso. Até o início de 2012, as fardas dos soldados recrutas eram importadas da China e desbotavam após poucas lavadas.
A Estratégia Nacional de Defesa elencou entre os pontos-chave a proteção da Amazônia, o controle das fronteiras e o reaparelhamento da tropa, com o objetivo de obter mobilidade e rapidez na resposta a qualquer risco. Defesa cibernética e recuperação da artilharia antiaérea também estão entre os fatores de preocupação.

Um centro de defesa contra ataques virtuais começou a ser instalado pelo Exército em 2010, em Brasília, mas ainda é enxuto e não conseguiu impedir ataques a uma série de páginas do governo durante a Rio+20, em junho deste ano.
O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), iniciativa que busca vigiar mais de 17 mil quilômetros de divisas com 10 países, começará a ser implantado ainda em 2012, com um teste na fronteira do Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia.

Segundo o general Walmir Almada Schneider Filho, do Estado-Maior do Exército, a Força criou 245 projetos para tentar atingir os objetivos da Estratégia Nacional de Defesa. Ele afirma que os recursos, porém, chegam aos poucos.
Nos últimos 10 anos, a percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) investido em defesa gira em torno de 1,5%, segundo números do Ministério da Defesa - em 2011, o valor foi de R$ 61,787 bilhões. Durante a crise econômica, entre 2003 e 2004, o índice chegou a 1,43%. O maior percentual foi registrado em 2009, quando 1,62% do PIB foram destinados para o setor.
Em 2012, o Exército receberá cerca de R$ 28,018 bilhões, mas 90% serão destinados ao pagamento de pessoal. Desde 2004, varia entre 9% e 10% o montante disponível para custos operacionais e investimentos.
A ideia do ministro da Defesa, Celso Amorim, é elevar gradativamente os gastos com defesa para a média dos demais países dos Brics (Rússia, Índia e China), que é de 2,4%. Segundo afirmou em audiência no Senado, o objetivo é fazer o Brasil ter maior peso no cenário internacional.
“Nós perdemos nossa capacidade operacional, sabemos dessa defasagem. A obsolescência é grande. Por isso, um dos nossos projetos busca a recuperação da capacidade operacional. Até 2015, devemos receber R$ 10 bilhões só para isso”, afirma o general Schneider Filho, responsável pelos estudos da END no Estado-Maior do Exército.
Posso lhe afirmar que possuímos munição para menos de uma hora de combate"
General Maynard Santa Rosa
Falta munição
Dois generais da alta cúpula, que passaram para a reserva recentemente, afirmaram aoG1 que o Brasil não tem condições de reagir a uma guerra. “Posso lhe afirmar que possuímos munição para menos de uma hora de combate”, diz o general Maynard Marques de Santa Rosa, ex-secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa.
exercito_especial_soldado_barco_300 (Foto: Tahiane Stochero/G1)Guerreiro de selva patrulha rio na Amazônia durante
ação militar em 2012 (Foto: Tahiane Stochero/G1)
“A quantidade de munição que temos sempre foi a mínima. Ela quase não existe, principalmente para pistolas e fuzis. Nossa artilharia, carros de combate e grande parte do armamento foram comprados nas décadas de 70, 80. Existe uma ideia errada de que não há ameaça. Mas se ela surgir, não vai dar tempo de atingir a capacidade para reagir”, alerta o general Carlos Alberto Pinto Silva, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), que coordena todas as tropas do país.
“Nos últimos anos, o Exército só tem conseguido adquirir o mínimo de munição para a instrução. Os sistemas de guerra eletrônica (rádio, internet e celular), a artilharia e os blindados são de geração tecnológica superada. Mais de 120 mil fuzis têm mais de 30 anos de uso. Não há recursos de custeio suficientes”, diz Santa Rosa. Ele deixou o Exército em fevereiro de 2010, demitido por Lula após chamar a Comissão da Verdade, que investiga casos de desaparecidos políticos na Ditadura, de “comissão da calúnia”.
Nós perdemos nossa capacidade operacional, sabemos dessa defasagem. A obsolescência é grande"
General Walmir Almada Schneider Filho
Segundo o Livro Branco, documento que reúne dados sobre a defesa nacional, o Exército possui 71.791 veículos blindados, a maioria deles comprados há mais de 30 anos. Apenas um é do modelo novo, o Guarani, entregue em 2012 e que ainda está em avaliação. Um contrato inicial de R$ 41 milhões foi fechado para a aquisição dos primeiros 16 novos carros de combate. No último dia 7, um novo contrato foi assinado para a aquisição de outras 86 viaturas Guarani, ao custo de R$ 240 milhões.
"Nenhuma nação pode abrir mão de ter um Exército forte, que se prepara intensivamente para algo que espera que nunca ocorra. A população tem que entender que é preciso ter essa capacidade ociosa, sempre, para estar pronto para dar uma resposta se um dia for necessário", defende o general Fernando Vasconcellos Pereira, diretor do Departamento de Educação e Cultura do Exército.
Riscos e ameaças
Para saber quais equipamentos, tecnologias e armas precisam ser compradas e que outras mudanças são necessárias, o Exército criou o Grupo Lins, que reúne uma equipe para prever cenários de conflitos ou crises - internos ou externos - em que a sociedade e os políticos possam exigir a atuação dos militares até 2030.
O objetivo é antever problemas, sejam econômicos, sociais, de segurança pública ou de calamidade, e saber quais treinamentos devem ser dados aos soldados até lá.
soldados_treinamento_engatinham_300 (Foto: Tahiane Stochero/G1)Soldados recrutas fazem teste de resistência em
treinamento no Exército (Foto: Exército/Divulgação)
Nesses cenários, a Amazônia e as fronteiras estão entre as maiores preocupações. O texto revisado da Estratégia Nacional de Defesa, entregue pelo governo ao Congresso Nacional em 17 de julho, destaca "a ameaça de forças militares muito superiores na região amazônica”.
Difícil – e necessário – é para um país que pouco trato teve com guerras convencer-se da necessidade de defender-se para poder construir-se"
Trecho da Estratégia Nacional de Defesa
Para impedir qualquer ataque, o Exército prepara o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que, através de um conjunto de sensores, radares e câmeras, permitirá a visualização de tudo o que ocorre nas fronteiras em tempo real. Os equipamentos facilitarão a repressão ao tráfico de drogas e armas, ao contrabando e aos crimes ambientais. A previsão é de que o sistema esteja totalmente operando em 2024.
O alto valor que o governo pretende passar para o Sisfron - R$ 12 bilhões até 2030 – movimentou o mercado nacional e fez com que empresas se unissem buscando soluções para vencer a licitação em andamento. Entre as interessadas estão Odebrecht, Andrade Gutierrez e Embraer, que fizeram parcerias com grandes indústrias do setor.
Para o historiador e criador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Geraldo Cavanhari, o Exército está em transformação e precisa se adequar para os inimigos do futuro. “O inimigo, seja interno ou externo, agora está extremamente bem armado. Por enquanto, não temos ameaças explícitas, mas temos que cuidar da nossa casa e estar preparados para responder, caso seja necessário”.
O general da reserva Carlos Alberto Pinto Silva diz que o problema continua sendo o orçamento. "Um coronel argentino me disse que eles aprenderam na guerra nas Malvinas que, se não existe a capacidade mínima de responder, não dá tempo para adquirir. Não adianta chorar depois”, afirma.
Mudança de percepção

Estudioso da área, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ronaldo Fiani entende que a abertura democrática e a criação do Mercosul provocaram mudanças na forma da população conceber a proteção do país, Consequentemente, foram feitos cortes nos investimentos militares. “O fim da ditadura e a união dos países latinos fez com que houvesse enfoque em integração, com diminuição do investimento na área militar", explica.

Burocracia, crises financeiras e déficit fiscal também são entraves para maior disponibilidade de recursos. “A única forma dos militares receberem mais investimentos é se integrando à pesquisa acadêmica e às empresas, como ocorre nos países desenvolvidos", diz Fiani.
exercito_especial_general_indios_para_300 (Foto: Tahiane Stochero/G1)General José Carlos de Nardi cumprimenta índios
durante visita ao Pará  (Foto: Tahiane Stochero/G1)
O general Walmir Almada Schneider Filho concorda com o professor. “No primeiro mundo, o povo tem a mentalidade de que defesa e desenvolvimento caminham juntos e complementam-se. Um impulsiona o outro. Nós não queremos chegar neste patamar [de país voltado para a guerra], mas criar uma mentalidade de defesa, para que o povo discuta o assunto", diz.
A base da defesa nacional é a identificação da Nação com as Forças Armadas e das Forças Armadas com a Nação. Isso exige que a Nação compreenda serem inseparáveis as causas do desenvolvimento e da defesa"
Trecho da Estratégia Nacional de Defesa
“Eu acho que a redução dos investimentos tem relação com o período militar e a própria mentalidade da população, que vê como melhor alternativa aplicar os recursos em outro setor fundamental, como saúde, educação, etc", acrescenta Schneider Filho.

"Não há um palmo sobre o território brasileiro que não esteja sob a responsabilidade de uma tropa do Exército. Somos a organização mais presente em todo o território e que tem meios de chegar o quanto antes em qualquer situação. Por isso, assumimos cada vez mais responsabilidades e temos que ter capacidade para atuar em situações de emergência”, diz o general José Fernando Yasbech, também do Estado-Maior do Exército.
Yasbech se refere aos múltiplos empregos do Exército em ações civis dentro do país, como as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), como a Constituição determina o emprego militar em casos graves de segurança pública. Além disso, o militares são convocados para o apoio em caso de enchentes, abertura de estradas, construção de pontes, distribuição de ajuda humanitária, apoio em eleições, combate à dengue e à aftosa, entre outros.
Proteger

Em 2012, mais uma linha de atuação está sendo aberta: os militares serão responsáveis pela defesa e proteção de infraestruturas estratégicas do país, como hidrelétricas, usinas nucleares, indústrias essenciais e centros financeiros e de telecomunicações a partir da criação do projeto Proteger. O programa terá recursos na casa dos R$ 9,6 bilhões e reunirá órgãos públicos dos estados e informações necessárias para prevenir, conter ou reprimir ataques ou acidentes nesses locais.
Se o Brasil quiser ocupar o lugar que lhe cabe no mundo, precisará estar preparado para defender-se não somente das agressões, mas também das ameaças"
Trecho da Estratégia Nacional de Defesa
São mais de seis mil infraestruturas estratégicas existentes no país, sendo que 364 estão entre as mais críticas, conforme levantamento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
exercito_especial_cabana_cancela_300 (Foto: Tahiane Stochero/G1)Pelotão de fronteira no Pará conta com apenas 9
horas diárias de luz (Foto: Tahiane Stochero/G1)
"O trabalho será tanto no sentido de prevenir acidentes nessas estruturas como também de identificar riscos e, eventualmente, contê-los", diz o general José Fernando Yasbech, que responde pelo projeto.
O trabalho começará no Paraná, com a implementação de um centro de ação conjunta com polícia, Bombeiros e Defesa Civil para defender a Usina de Itaipu.

“O reaparelhamento das Forças Armadas vai além de apenas dizer que um país pacifista está tomando uma atitude de se tornar mais bélico. O emprego dos militares tem sido bem diferente nos últimos anos, seja em ações de defesa civil, de segurança pública, de apoio aos órgãos estaduais. E isso demanda alterações estruturais profundas na política, na mentalidade da população e em investimentos”, diz Iberê Pinheiro Filho, mestre em Relações Internacionais e estudioso da Estratégia Nacional de Defesa.

Procurado para comentar a atual situação do Exército, o ex-ministro de Assuntos Estratégicos Roberto Mangabeira Unger, que escreveu o texto da Estratégia Nacional de Defesa, disse que se considerava "moralmente impedido de falar" devido à "relação íntima e especial com as ações e tarefas de que tratará a reportagem".
"Direi apenas o que escrevi na dedicatória de um livro que dei à biblioteca do Exército, por mãos do general que a comanda: o Exército brasileiro é a mais importante instituição do Brasil", afirmou Mangabeira Unger ao G1.
Já o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, que também assinou a END em 2008, disse que não iria comentar a situação, pois não ocupa mais o cargo.
exercito_especial_tenente_costas_barcos_620 (Foto: Tahiane Stochero/G1)Tenente caminha entre barcos antigos usados para deslocamento em rios do AP (Foto: Tahiane Stochero/G1)http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/08/sucateado-exercito-nao-teria-como-responder-guerra-dizem-generais.html

21º GAC - CONVITE


Homem compra TV pelo site Amazon.com e recebe rifle semiautomático

Site coloca etiqueta na caixa com endereço errado e americano recebe encomenda por engano.



As compras na web estão ganhando cada vez mais adeptos exatamente pela facilidade de receber o produto em casa. Mas imagina abrir o pacote e dar de cara com uma arma? Pois é, isso aconteceu nos Estados Unidos.
Seth Horvitz, morador de Washington, nos EUA, comprou uma TV de alta definição com tela plana no site Amazon.com e ao abrir a caixa se deparou com um rifle estilo militar, Sig Sauer SIG716.

Armas proibidas: um legado de dor e sofrimento
Assustado, o americano contatou a polícia imediatamente, que ficou um pouco confusa já que nunca tinha visto nada parecido. Em entrevista à televisão local Fox 5, Horvitz contou que quando viu algumas partes de metal dentro da caixa, pensou:
— Talvez seja a base da TV ou alguma outra parte dela. Mas, quando percebi que era um rifle de ataque levei um choque. Não acreditei no que estava vendo.
Após abrir a encomenda, o homem comprovou que o destino era uma loja de armas na Pensilvânia, nos EUA. Porém, era seu nome que estava na etiqueta de envio.
Um porta-voz do Departamento Metropolitano de Polícia de Washington disse que o caso continua sendo investigado.

Dois sargentos do Exército e seus carros turbinados


Tuning' exige tempo e paciência para gastar e regularizar as modificações.
Detalhes como escapamento cromado e TV no porta-malas fazem a diferença.

Montana tunada (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)
Militar diz que já deixou de viajar para turbinar a Montana. (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)
O sargento do Exército Daniel Gonçalves Tomazelli diz ter gastado em torno de R$ 78 mil para turbinar sua picape Montana, colocando detalhes que vão desde escapamento cromado a um telão dentro do porta-malas simplesmente para jogar videogame. A prática é conhecida como “tuning” e, além de dinheiro, exige tempo para que os donos deixem seus carros impecáveis. Muitas vezes são obrigados a fazer sacrifícios.

“Já deixei de viajar no Carnaval só esperando ela ficar pronta. Quando estava modificando, era minha prioridade”, disse Tomazelli ao G1. Ele conta que é apaixonado por carros e desde criança queria ter um carro modificado. “Desde uns dez anos que eu sonho com isso”, relata.
Montana tunada 4 (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)
Interior da Montana todo personalizado por
Tomazelli (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)
Quando comprou e começou a mexer na Montana em 2008, a família foi contra. “Depois eles perceberam que não ia ter jeito de me desanimar”, fala o sargento.

“Logo que comprei já mudei a cor. Depois personalizei internamente. Os bancos, volante, pedal, som, tapete, manopla, entre outras coisas. Depois instalei a suspensão a ar, troquei as rodas para um modelo mais esportivo, modifiquei as portas para lambo door – tipo asa de gaivota –, instalei um vídeo game, telão na tampa traseira e turbo”, explicou.

O problema de gastar com peças novas, segundo ele, é que todas as mudanças exigem uma regularização e cada regularização exige uma ida ao Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS).
Montana tunada 5 (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)
Portas 'asas de gaivota' são um dos destaques
do veículo (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)
“Nós encontramos muitos empecilhos. Mudança de cor, suspensão, turbo. Tudo tem que ser legalizado. Alguns diziam que o gasto não compensava, mas quem gosta sempre me deu força”, diz Tomazelli.

Para coroar a força de vontade de quem pratica o tuning e dispende de anos e anos de investimentos no carro, há competições que premiam o veículo mais turbinado. Tomazzelli já venceu dois, ainda que não faça as mudanças para isso. “Tunei por hobbie, não pensava em participar de competições. Gosto mesmo é de dar umas voltas nos finais de semana”, explicou.

A Montana fica guardada em uma garagem de revenda de carros. O sargento diz que não abre mão de seu “xodó”. “Aqui eles cuidam muito bem dela, muito melhor do que ficaria lá em casa”, afirma.


Montana tunada 3 (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)
Segundo Tomazelli, cerca de R$ 78 mil foram gastos para tunar Montana (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)
Mantendo as características
Outro tipo de hobbie envolvendo carros e modificações é o “Custom”. O segundo sargento do Exército Clédison Júnior Pereira Lima, 37 anos, é adepto desse tipo de prática. “Há uma diferença do tuning e do custom. Quando a pessoa tuna um carro, ela modifica a estética do veículo, altera mais por beleza. Já a customização é quando a pessoa melhora o carro com peças originais, com modelos mais fortes, para melhorar o desempenho do veículo”, explica.

Ele sempre gostou de mexer em carros. “Para deixá-los diferentes dos demais”, disse. Lima comprou a caminhonete em 2004, mas começou a investir nela em 2009. “Deixei ela parada cerca de dois anos. Em 2011 ela ficou pronta, do jeito que eu queria”, afirmou.

Sem contar com o valor do veículo, em torno dos R$ 25 mil, o militar diz ter gastado cerca de R$ 55 mil com peças e acessórios para a Ranger. “Para mim compensou. Fiz para agradar, não para o comércio. Já recebi algumas propostas, mas não pensei em vender na época. Quando você quer vender, ninguém quer comprar. Ai quando você não quer, aparecem várias propostas”, brinca.

Diferentemente de Tomazzelli, o hobby de Lima parece não agradar a todos de sua família. Ele conta que teve que fazer um acordo com sua mulher para evitar conflitos. “Prometi que não iria mais comprar carro nenhum para modificar”, disse. Ele conta que muitas vezes passou o mês sem dinheiro por conta dos investimentos no "custom". “Gastei o dinheiro no primeiro dia e passei os outros 29 sem nada”, afirmou.

Essas dificuldades não impedem e nunca vão fazer com que o segundo sargento perca o que ele chama de mania. “É um vírus, que infecta a gente e não tem como fugir mais”, brincou.

Lima já teve outras sete Ranges, dois Opalas, três Caravans, um Gol, três Voyages, um 147, um fusca, uma Mercedes 280S e "carrinhos normais" como Corolla, Strada Adventure e um Punto.
Ranger customizada (Foto: Clédison Júnior/Arquivo Pessoal)
Oitava Ranger de Lima custou R$ 55 mil para ser customizada (Foto: Clédison Júnior/Arquivo Pessoal)
http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2012/08/louco-por-veiculos-investe-r-78-mil-para-turbinar-caminhonete-em-ms.html

COLUNA CACÁ SALERMO - 13.08.12




RÁPIDAS

No último dia 7 de agosto, o general do Exército Adriano Pereira Junior, comandante Militar do Leste, esteve em Juiz de Fora para sua despedida, já que em breve entregará o comando do CML. A solenidade ocorreu nas dependências do 4º Grupo de Artilharia de Campanha, Grupo Marquês de Barbacena, onde o general Adriano foi recebido pelo tenente coronel Augusto Pompeu de Souza Perez, seu comandante. Adriano foi recebido com honras militares pelo comandante da 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, Brigada 31 de Março, o general de Brigada Otávio Santana do Rêgo Barros...

Já se encontra no ar o site da XXV Corrida Duque de Caxias, promovida pelo Exército Brasileiro, Realizada pela 4ª Brigada de Infantaria Motorizada e executada pelo 4º Grupo de Artilharia de Campanha. A corrida tem o apoio da coluna Cacasalermo.com e Acontecendo. Entre no site (www.corridaduquedecaxias.com.br) e faça a inscrição. Vagas limitadas...


Dia 18 às 20h, o presidente José Maria Veloso e o relações públicas Luiz Eduardo Schmitz, recebem para churrasco em comemoração aos 62 anos de criação do Esporte Clube São Carlos...

O carnavalesco da Real Grandeza, Aloísio Costa, já terminou os pilotos das fantasias para o carnaval 2013, agora entra na fase de confecção...

A Liga Independente das Escolas de Samba de Juiz de Fora, realizou na noite do dia 10 de agosto uma festa na quadra da Real Grandeza onde foi sorteado a ordem dos desfiles do carnaval 2013. Entre algumas presenças Antonelle Gomes da Rocha, Luiz Eduardo Schmitz, Beth Mello, o presidente da Liga Paulo Mancini, Fernando Luiz Baldioti com Cristina, Fabinho Esteves, o Rei Momo Marcelo Portela, entre outros...

domingo, 12 de agosto de 2012

Custódio Mattos inaugura comitê central


Por: Tribuna
Nem mesmo a partida final do futebol nas Olimpíadas afastou os militantes da missão de recepcionar o atual prefeito e candidato à reeleição Custódio Mattos (PSDB) no lançamento do comitê central de campanha. Por volta das 10h30, o político chegou para efetivar a abertura do local, considerado estratégico para o envolvimento da população com a campanha tucana. A entrada de Custódio no espaço localizado na parte baixa da Rua Halfeld, no Centro, contou com foguetório e saudação de apoiadores. 

O vice Eduardo Freitas (PDT) foi o primeiro a falar e destacou o objetivo de transformar Juiz de Fora em referência para o país. Já para Custódio, a oportunidade foi de agradecer a presença dos militantes e reforçar o que vem fazendo à frente da Prefeitura, comparando seu trabalho com o de outras gestões. "Em três anos e meio fiz o dobro do que foi feito nos oito anos anteriores", disse o candidato, afirmando que ao percorrer, em campanha, as regiões da cidade pedirá que aos moradores que também façam essa relação.

Durante o evento, Custódio ainda revelou uma nova faceta ao tentar se contrapor ao discurso de renovação adotado pelos oposicionistas. "Minha candidatura não se trata de um projeto pessoal. Não sou um político tradicional e cada vez acredito mais em pessoas e em projetos, e não em partidos. Nesta eleição faremos a comparação de projetos (de governo). A Prefeitura de Juiz de Fora não é cabide de emprego nem escada para projetos pessoais", disse o candidato, reforçando um discurso que, apesar de combater o personalismo político, não estimula o fortalecimento partidário.

A novidade do comitê tucano, que funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h, é a possibilidade de que os militantes utilizem a "lan 45", uma espécie de lan-house, com dez computadores que podem ser usados por apoiadores que desejam atuar ativamente na campanha pela internet. O espaço fica no mezanino do comitê, onde as pessoas poderão se comunicar pela rede e receberão orientações de uma equipe para o uso de ferramentas e materiais disponibilizados.

TRIBUNA DE MINAS - 12.08.12


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FELIZ DIA DOS PAIS AO NOSSOS LEITORES


DEMOROU: Cobrança sobre noitadas gera crise com Ronaldinho no Galo


Ronaldinho Gaúcho em entrevista coletiva após sua contratação pelo Atlético-MG Fabiano Rocha (04-06-2012) / Extra

RIO - Ronaldinho Gaúcho se envolveu numa confusão com o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, mas não foi afastado da equipe que enfrenta o Vasco, neste domingo, às 16h, em Belo Horizonte, no confronto entre os dois melhores times do campeonato (veja tabela do Brasileirão). O meia teve uma áspera discussão numa reunião convocada pelo dirigente com os atletas do clube, na noite de sexta-feira, para fazer cobranças sobre excessos cometidos extracampo por alguns deles. No mesmo dia, Ronaldinho chegou atrasado à concentração dos jogadores.

A discussão ocorreu num encontro convocado de última hora por Kalil para informar aos jogadores sobre a volta da concentração dois dias antes das partidas. O presidente se queixou de uma briga que se se tornou pública envolvendo o zagueiro Réver e o atacante Danilinho na madrugada de quinta-feira para sexta, em Sete Lagoas, depois da vitória sobre o Coritiba por 1 a 0. Os dois atletas se envolveram numa confusão com torcedores na saída do parque de exposições da cidade.

Em tom ríspido, Kalil teria reclamado de excessos em noitadas e exigido comprometimento do time, para não prejudicar o desempenho no Campeonato Brasileiro. O dirigente teria inclusive usado palavrões. Ao ser citado pos Kalil e cobrado de maneira mais direta, Ronaldinho reagiu, segundo reportagem do site do “Estado de Minas”. 

A discussão então se tornou mais violenta, com ambos tendo elevado a voz. Alguns jogadores pediram calma aos dois. Kalil então teria tido a decisão de afastar o jogador da partida deste domingo.