sábado, 31 de julho de 2021

Quem tutela a República? - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


O cenário político brasileiro parece um perigoso descer de uma serra com trechos sinuosos, o freio do ônibus falhando, os passageiros amedrontados e o condutor incapaz de controlar o iminente desastre.

A boa notícia: há espaços para evitar o mal maior. É necessário buscarmos as áreas de escape institucionais, direcionar o veículo para uma delas, torcendo que a caixa de areia o contenha sem maiores danos.

A extremada polarização, fortalecida pela ascensão de líderes de perfil socialmente belicosos, permitiu a alguns desses condottieres abandonarem a saudável sensatez e decidirem descer a serra da governabilidade, acelerando com o “pé na tábua”. Resultado presumido: um desastre.

Acidentes de grandes proporções são causados por desacertos, dos pequenos e imperceptíveis, aos facilmente detectáveis. Envolvem os conceitos de imperícia, imprudência ou negligência.

Se o agente do poder se comporta como um condutor negligente, não possui as competências de um perito e os responsáveis pelo assessoramento são imprudentes nas ações preventivas ou corretivas chega-se na próxima curva da estrada com o veículo tombando sobre a confiança perdida e a esperança frustrada. Combustíveis conhecidos para soluções autoritárias.

Nessa aventura sui generis, ouve-se que operadores psicológicos, tentados por influências de toda ordem, estariam buscando a tutela da República, a fim de auferirem ganhos desalinhados com os padrões éticos que se esperaria em homens de bem.

Alguns analistas incluem o estamento militar como histórico tutelador dos destinos da Nação. Coerente com os ventos pretéritos que sopravam em nossa direção e alinhados com as demandas da sociedade fomos atores determinantes dos processos políticos.

Entretanto, seria inadequado um paralelismo entre o passado e o presente, para apontar que a Instituição Forças Armadas se movimenta atualmente como agente de tutela da Nação. Se há tutela, a Instituição não é a responsável pela atrofia do fragilizado poder.

Afirmou Samuel Huntington em O Soldado e o Estado: “a menos que seja criado um novo equilíbrio, a contínua ruptura das relações entre civis e militares não pode ajudar, mas prejudicar a dimensão do profissionalismo futuro.”

Desde então, o mundo mudou, e muito. Todavia, o pensamento do professor permanece atual ao valorizar como máxima do relacionamento o equilíbrio.

As informações fluem instantaneamente e as pessoas acessam prontamente as notícias que podem ajudá-las a conformar as suas opiniões.

A maioria reconhece as Forças Armadas com outro perfil. Profissionais, com foco insistente em cumprir o determinado na Constituição. Ainda assim, é inquestionável a necessidade de colocar-se na agenda pública a discussão séria sobre Segurança e Defesa.

Portanto, a manutenção da narrativa de responsabilizar as Forças Armadas pela dolosa viagem serra abaixo não contribui para a solução dos problemas do Brasil.

Se há imperícia, imprudência ou negligência, representadas por disfunções na condução da gestão do país, o natural e legal é enquadrar categoricamente o funcionário inábil. O voto é o maior antídoto.

Esse caminho já o trilhamos algumas vezes – a peregrinação exige temperança, com derrotas e vitórias – e sabemos como vencê-lo legal e democraticamente.

Não carece temer. Carece firmeza de propósito e coragem moral. O importante: que haja paz para edificarmos um país promissor para as gerações futuras. E sem confrontações acerbadas! De birrentos, estamos fartos.

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros. General de Divisão R1

sexta-feira, 30 de julho de 2021

4º GAC L MTH - Entrega de kits de alimentação para PROFESP

 


No dia 23 de julho, o 4° GAC L Mth, por meio do Programa Forças no Esporte (PROFESP), realizou a entrega de kits alimentação para as famílias beneficiadas do Programa em Juiz de Fora-MG. 

O PROFESP é desenvolvido pelo Ministério da Defesa, com o objetivo de ajudar jovens e crianças, melhorando a qualidade de vida e promovendo a inclusão social destes, por meio de contraturno escolar, atividades culturais, esportivas e de reforço escolar nas organizações militares. 


Foram tomadas todas as medidas de prevenção para se evitar a contaminação pelo Covid-19.

Fonte: Comunicação Social 4º GAC L Mth

Para frente e para o alto! 

ARTILHARIA, MONTANHA!

4 GAC L MTH - Visita do Diretor de Educação Técnica Militar

  


No dia 21 de julho, o Diretor de Educação Técnica Militar, General de Brigada Alexandre Oliveira Cantanhede Lago, realizou sua primeira visita ao Curso de Formação e Graduação de Sargentos (CFGS) do 4° Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth).


A atividade iniciou com uma palestra proferida pelo Gen Cantanhede aos instrutores, monitores e alunos do CFGS, e, na sequência, percorreu as instalações do curso e visitou o Espaço Cultural do Grupo de Montanha.


Fonte: Comunicação Social 4º GAC L Mth

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Comandante da 4ª Brigada de Montanha ministra aula inaugural do CEPE/ADESG 2021

 


No dia 27 de julho, o Gen FELIPE, Comandante da 4ª Brigada de Montanha, ministrou a aula inaugural do Curso de Estudo de Política e Estratégia, da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra 2021 (CEPE/ADESG), com o tema "Exército Brasileiro, fator de integração nacional/Inovações Tecnológicas."


Esse é o 30º Curso realizado pela ADESG/Delegacia de Juiz de Fora, tendo cerca de 20 alunos matriculados, todos profissionais de nível superior de diversas áreas. Por motivo de prevenção à pandemia do COVID-19, a palestra foi gravada, no auditório do Comando da Brigada, e será disponibilizada em ambiente virtual somente para os alunos do referido curso. 


                    "NOSSO GRITO DE GUERRA É MONTANHA!"


Fonte e fotos: Comunicação Social da 4ª Brigada de Montanha

4ª Brigada de Montanha realiza doações de agasalhos

 


Como parte das atividades da semana de seu 113º Aniversário, a 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha realizou a Campanha do Agasalho, em que foram recebidas 896 peças, dentre cobertores e peças de roupas ofertadas pelos militares da guarnição de Juiz de Fora e pelos cidadãos juizforanos.


No dia 27 de julho, o material arrecadado foi entregue às instituições Resgatando Vidas e Projeto Ser Luz como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.


A campanha consistiu de uma ação voluntária que reafirma o espírito de solidariedade e cooperação dos integrantes da Brigada de Montanha nesse momento de rigoroso inverno por que passa a nossa cidade.


"AJUDAR ESTÁ EM NOSSAS MÃOS!”


Fonte e fotos: Comunicação Social 4ª Bda Inf L Mth

terça-feira, 27 de julho de 2021

AD/5 - PASSAGEM DE COMANDO

 


No  dia 22 de julho, foi realizada a solenidade de transmissão do cargo de Comandante da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5), do General de Brigada Luciano Batista de Lima para o Coronel Cezar Carriel Benetti.

 

A cerimônia foi presidida pelo General de Divisão Carlos José Russo Assumpção Penteado, Comandante da 5ª Divisão de Exército (5ª DE), e contou com a presença de Generais da 5ª DE, da 5ª Região Militar (5ª RM) e Antigo Comandante da AD/5, além de Comandantes de Organizações Militares e veteranos.
 

O Comandante da 5ª DE realizou a leitura da referência elogiosa consignada ao General Lima,  ressaltando seu trabalho na coordenação da Gestão do Preparo dos Grupos de Artilharia de Campanha, bem como na condução de estudo destinado à modernização do material de emprego militar da Arma de Artilharia.
 

O principal momento da solenidade foi caracterizado quando os Comandantes Sucedido e Sucessor assumiram posições de  destaque e realizaram o ato solene da passagem de comando, marcado pelas  palavras de entrega e assunção do Comando da Artilharia  Divisionária Marechal Setembrino de Carvalho.

Após a formatura, foi realizada uma breve cerimônia, na qual o Comandante Sucedido foi agraciado com lembranças institucionais da 5ª DE, da 5ª RM e da AD/5. 

Na sequência, o General Lima realizou a entrega dos produtos comemorativos dos 75 anos da AD/5 ao General Abreu Moraes, Antigo Comandante, e aos oficiais que exerceram o cargo de Comandante Interino da AD/5. 

Encerrando as atividades, o General Abreu Moraes conduziu o brinde do copo d'água, relembrando momentos históricos e as tradições da Arma de Mallet.

O Coronel Benetti assume o Comando Interino da AD/5, cujo cargo será transmitido ao General de Brigada André Luiz Ísola. O General Lima assumirá a Diretoria de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social do Exército, em Brasília-DF.

Fonte; Comunicação Social AD/5

segunda-feira, 26 de julho de 2021

4ª Brigada de Montanha - Abertura do Seminário de Operações em Montanha

 


No dia 19 de julho, teve início o Seminário de Operações em Montanha, conduzido pela 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha. Após as boas-vindas a todos os participantes, a abertura foi realizada no auditório do Comando da Brigada pelo Gen Bda R1 EDUARDO PAIVA MAURMANN, Mth UNO 02. 


Em seguida, o Gen FELIPE, Cmt Bda Mth, realizou a primeira palestra, com a apresentação do Projeto Brigada de Montanha 2030. Na sequência, o Cel DOS ANJOS, do Centro de Doutrina do Exército, apresentou o processo de confecção do Manual de Campanha. Encerrando os trabalhos da manhã, o TC COSTA MATTOS, Cmt 32º BIL Mth, realizou a Ambientação Operacional, onde puderam ser ressaltadas as particularidades do ambiente de montanha e suas influências sobre as operações militares.


No período da tarde, o Cel SÉRGIO MATOS, Cmt 11º BIMth ministrou a palestra sobre o tema "Sensores de Inteligência, Reconhecimento, Vigilância e Aquisição de Alvos (IRVA) orgânicos da Bda Mth", que orientou os debates dos grupos de trabalho no restante da jornada.


"NOSSO GRITO DE GUERRA É MONTANHA!"

APRONTO OPERACIONAL DA 4ª BRIGADA DE MONTANHA

 


No dia 21 de julho, o Gen Ex JOSÉ EDUARDO Pereira, Comandante Militar do Leste assistiu a uma demonstração do Apronto Operacional da Força-Tarefa Montanha 32. 


A FT Mth é a síntese das capacidades da Brigada de Montanha, integrando todas as funções de combate em uma Força-Tarefa valor Batalhão. 


É organizada de acordo com os princípios do FAMES em um grupamento de forças de constituição variável e flexível, constituído em função dos fatores da decisão para cada situação. 


Após a apresentação, o Cmt Mil L, percorreu as frações e verificou de perto o preparo e aprestamento individual e coletivo da tropa acompanhado do Gen Div SMICELATO, Cmt 4ª RM; Gen Div VASCONCELLOS, Cmt 1ª DE; Gen TRATZ, Chefe do Centro de Doutrina do Exército; Gen CANTANHEDE, Diretor de Educação Técnica Militar; e Gen FELIPE, Comandante da Brigada de Montanha.


A Força-Tarefa Montanha se mantém preparada de forma permanente, atendendo a um rodízio de prontidão da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, de forma a assegurar a capacidade de pronta resposta. É particularmente equipada e adestrada para operar no ambiente operacional de montanha, mas pelas suas capacidades pode cumprir qualquer missão de combate como tropa de infantaria leve.


"NOSSO GRITO DE GUERRA É MONTANHA!"

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Exame de consciência - Por Otávio Santana do Rêgo Barros


 Leio jornais diariamente. Um saudável exercício de contato com a realidade. Reconheço no jornalismo profissional uma fidedigna fonte para a formação de opinião. Embora me considere “digital”, ainda aprecio o periódico em papel, o folhear das páginas, a tinta impregnada nos dedos.

Na semana passada, fiz um levantamento nas capas dos principais jornais com foco na exposição das Forças Armadas, em especial do Exército Brasileiro, que denotasse prejuízo à imagem da instituição. Não foi uma surpresa a quantidade de citações, em vista dos últimos eventos trazidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o envolvimento de agentes públicos e privados no combate à covid-19.

Contabilizei 23 chamadas de capa. A pesquisa se ateve àquelas que continham a palavra militar, general, coronel, Ministério da Saúde, Ministério da Defesa ou o nome de alguma das Forças. Há muitos anos não se tem uma fotografia tão desfavorável e insistentemente divulgada nos mais diversos meios de imprensa.
Uma crise de imagem se caracteriza por uma ampla exposição negativa durante muitos dias. Vive-se, portanto, uma crise de elevada temperatura e claros reflexos para a confiabilidade da instituição. Não há como fugir de enfrentar com postura firme e responsabilidade institucional essa saraivada de más notícias que ofende a imagem da Força e que se alastra pela opinião pública.

A imprensa não é a rainha absoluta da verdade. Acerta e erra, mas é fundamental para a fortaleza da democracia e para alertar os desvios de toda ordem. Criticar a imprensa não cicatrizará a ferida aberta nesse par de anos. Afinal, “jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade” (Randolph Hearst). É importante saber conviver nesse ambiente e auferir ensinamentos da relação. Tornamo-nos atores de um processo opinativo.

O Exército é uma grife poderosa. É, portanto, notícia! Alguns desejam pôr-se a seu lado, usá-lo despudoradamente e ainda tirar uma “selfie” por interesse pessoal. Assim, é preciso alijar esses operadores e estancar a hemorragia que suga a crença genuína incorporada na população e que desassossega a alma da instituição.

O marechal Castello Branco defendia o afastamento das Forças Armadas do ambiente político-partidário. Criou regras que impediam o “ir e vir” de quadros entre os quartéis e esses ambientes. Sua postura reposicionou a instituição na linha mestra de agente de Estado.

Em um exame de consciência institucional, talvez fosse momento de, humildemente, restabelecer a exitosa estratégia do “Grande Mudo”. Empregada durante anos, mostrou-se valiosa para ultrapassarmos o bastião ideológico de Humaitá — metáfora do período pós-governo militar —, uma alusão à épica marcha do Chaco na Guerra da Tríplice Aliança.

Chegamos vigorosos ao século 21. Envolvemos os contendores. Sobrevivemos às vicissitudes. Conquistamos índices de aceitação que giram em torno de 75% de credibilidade. Nós somos profissionais em avaliar conjunturas com racionalidade. Não seremos ludibriados por maganos que desejam incorporar o nosso prestígio.
Deixaremos um robusto legado às futuras gerações por nos afastarmos deste imbróglio político-pessoal-partidário. Falta-lhe compreensão, à classe política, de nossos mais caros atributos. Quando dizemos sim, é sim. Quando dizemos não, é não. Por conseguinte, não devemos buscar adaptação ao ambiente carbônico que os envolve.

Uma parte dessa classe tem-nos enxergado como peões — sacrificáveis — no tabuleiro de um jogo de interesses. Não o somos! Sempre estivemos prontos para participar do processo de construção do país, desde que nossos movimentos se alinhassem com o regramento constitucional. O agir assim é dever contido em nosso juramento de soldado, evocado com emoção nos primeiros dias da caserna: “… cuja honra, integridade e instituições defenderei, com o sacrifício da própria vida”.

Estive na ponte sobre o Riacho Itororó (Paraguai), local de uma das batalhas da dezembrada. Sentado na margem escarpada daquele curso d’água pude aquilatar a energia que empreendeu Caxias para impulsionar os seus comandados contra o inimigo entrincheirado. Ouve-se, hoje, o brado do alquebrado soldado: “Sigam-me os que forem brasileiros!”. Do outro lado da ponte, o bem de nosso país. Entre nós e o objetivo há um obstáculo. Sobrepujemo-lo!

Paz e bem!

General de Divisão R1*

sábado, 17 de julho de 2021

QUEM TEM RAZÃO ? - POR OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS

 


Jornal do Commercio Recife - 18.07.21

11ª Bda Inf L - Bandeira do Brasil, inauguração novo mastro


 Inauguração do mastro de 35 metros no Corpo da Guarda da Anhanguera da 11ª Bda Inf L. Agora nossa bandeira será vista durante o dia e noite por todos que passarem pelo complexo viário Anhanguera/Rod D. Pedro. Previsão de troca a cada 30 dias, a semelhança do que ocorre na Praça dos Três Poderes em Brasília

quarta-feira, 14 de julho de 2021

4º GRUPO DE ARTILHARIA DE MONTANHA REALIZA DOAÇÃO DE SANGUE

 


No dia 7 de julho, militares voluntários do 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, realizaram doação de sangue no Hemocentro Regional de Juiz de Fora.

A doação tem como objetivo manter o estoque de sangue do Hemocentro e despertar nos doadores o espírito de solidariedade. Segue o cronograma da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, responsável pela coordenação das doações, e faz parte da campanha institucional do Exército Brasileiro sob o slogan “Ajudar está no nosso sangue”.

Fonte: 4º GAC L Mth

A BANALIZAÇÃO DA LITURGIA - POR OTÁVIO SANTANA DO REGO BARROS

 FOLHA DE PERNAMBUCO - 12 DE JULHO DE 2021



Ascensão e queda de um mito

 


Nós, que somos liberais, conservadores e adeptos da direita democrática, estamos vivendo hoje sentimentos contraditórios. Para livrar o país da praga lulopetista, botamos no poder o que havia na prateleira eleitoral em 2018.

- E o que havia na prateleira eleitoral em 2018?

Um candidato a presidente da República egresso do meio militar, onde se notabilizara (e dali fora expelido) por ato de indisciplina. Ingressando na carreira política, primeiro como vereador, e depois como deputado federal, o ex-capitão Jair Messias Bolsonaro não produziu, ao longo de quase 30 anos de atividade, um único documento legislativo digno de nota. Em compensação, protagonizou cenas de baixaria explícita, em confronto com adversários, e entronizou, no rendoso mundo da política, os três filhos adultos e uma ex-esposa. Isso, sem falar na multidão de parentes e apaniguados, abrigada em funções de gabinete – alguns, no papel de fantasma. Nesse ínterim, pulou de partido em partido (PTB, PFL, PP, PSC, e PSL, segundo a Wikipédia) e pautou a atuação parlamentar na defesa de interesses corporativos, praticando uma espécie de sindicalismo militar. Atualmente, no cargo de Presidente da República, encontra-se sem partido, à espreita de uma sigla de aluguel, que o acolha com carta branca e porteiras fechadas, para se lançar à reeleição em 2022.

O grande mérito do indisciplinado capitão, talvez o único na sua carreira política, foi trazer ao proscênio a ideologia da direita, que nos últimos tempos vivia acabrunhada, murcha, envergonhada de si mesma, vendo a esquerda crescer e ocupar todos os espaços. Foi esse filão, pronto para eclodir à luz do sol, que Bolsonaro soube explorar, por cálculo ou por instinto.

A original trajetória do capitão rumo à Presidência foi impulsionada pelas malfeitos cometidos pela esquerda, em especial pelo ramo lulopetista, que governou o país por 14 anos, deixando pelo caminho um rastro interminável de corrupção. Mas não só da temática anticorrupção alimentou-se o bolsonarismo. As contradições da esquerda, no que se refere aos costumes, desempenharam também papel crucial no processo. Num país como o Brasil, de maioria amplamente conservadora, o ativismo revolucionário e iconoclasta de minorias agressivas, em particular aquelas de fundamento sexualista, toleradas, senão francamente incentivadas pela esquerda, geraram a justa repulsa da população, que se traduziu em apoio ao capitão Bolsonaro, paladino da moral e dos bons costumes, o Mito, como passou a ser chamado pelos adeptos; campeão também do patriotismo, dos símbolos e das cores nacionais, burramente desprezadas pela esquerda, que as trocara pelo vermelho da internacional socialista. Apoio, aliás, muito justificável, quando se sabe que, nos países em que a esquerda detém poder absoluto, tal tolerância inexiste, pelo contrário, qualquer ativismo, quando não pautado estritamente na rígida política oficial, é reprimido ferozmente pelas forças governamentais.

Assim, as coisas evoluíam na surdina, sem que se tivesse uma visão clara do sentimento coletivo que ebulia no íntimo da nação, até que chegou o ano eleitoral de 2018. Para descrédito e chacota de muitos, Bolsonaro cometeu a audácia de se lançar candidato a presidente da República, sem tempo de TV, sem verba eleitoral e sem um partido minimamente organizado. Contra tudo e contra todos, o Mito foi eleito com 57 milhões de votos e por pouco não ganhou no 1º turno. Oh!

Despeitados atribuem a vitória do capitão à facada que o tirou da campanha, a poucos dias do 1º turno. Conversa de derrotado. Quem elegeu Bolsonaro foi a miopia da esquerda, turbinada pela corrupção lulopetista.  Nós, da direita envergonhada, saímos resolutos do armário e entronamos Jair Messias Bolsonaro no cargo máximo da República para o que desse e viesse. Assim alcançamos a meta colimada, que era expulsar a esquerda do governo e da boca do cofre. Mas a que preço!

Bolsonaro levantou a bandeira da direita, mas o fez de maneira destrambelhada, como é do seu estilo, sem observar limites nem medir consequências. Lamentavelmente o Mito não hesitou em destampar também a banda carcomida da extrema-direita, dando-lhe visibilidade e cargos importantes no governo. Na verdade, tal descaminho era previsível, dado o seu temperamento autoritário, impulsivo, arrogante e pouco afeito à ordem democrática. Ególatra, ele se acha ungido pelos deuses, com a missão divina de salvar o Brasil, e não consegue perceber a dinâmica social que o levou ao poder. Alheio à majestade do cargo a que foi guindado, ele insiste em praticar as baixarias de sempre, na tola suposição de que assim manterá vivo o clima que o elegeu. Ledo engano. Sua conduta, contrária à índole pacífica do povo brasileiro, o afasta cada vez mais do sucesso eleitoral em 2022, que ele persegue a todo custo, a qualquer preço. Mas nem o primarismo intelectual que o caracteriza o impede de perceber que esse leite escorre por entre os seus dedos. Então ele adota a tática do confronto com os outros Poderes e tenta cooptar os militares para essa batalha inglória, sabe Deus com que malévolas intenções. Pois saiba ele que não logrará êxito, se a iniciativa resvalar para aventuras antidemocráticas.

Não se diga por aí que este é o desabafo de um bolsonarista arrependido. Primeiro porque não sou e nunca fui bolsonarista e segundo porque não me arrependo do meu voto em 2018, que alijou a esquerda do poder, por breve período que tenha sido.

https://clabitt.blogspot.com/2021/07/ascensao-e-queda-do-bolsonarismo.html

domingo, 11 de julho de 2021

ARMAS EM FUNERAL - EX-COMBATENTE NILTON DUIN

 


Juiz de Fora se despede hoje de mais um herói, nosso Nilton Duin cumpriu sua missão e foi convocado para a próxima junto ao Senhor das Armas.

Sepultamento amanhã, 12 de julho, às 9h30, cemitério municipal.


Vá em paz.

Missão cumprida.

Montanha!


GEN ALCIDES COMEMORA OS 86 ANOS DE SUA MÃE EM JUIZ DE FORA

 


Depois de um longo período sem vir a Juiz de Fora, devido sua missão nos Estados Unidos, o Gen Bda Alcides Valeriano, proposto para promoção a general de divisão, está na cidade neste final de semana onde veio rever parentes e amigos, tendo como principal e agradável missão de comemorar os 86 anos da senhora sua mãe Anna de Lourdes Camargo Faria e 18 anos de seu sobrinho Ricardo Gabriel Bastos do Nascimento.

As fotos registram os alegres momentos

Dona Anna

Os primos Marco Saçço e Gen Alcides

Ricardo Gabriel e seus pais

Ricardo e o tio Gen Alcides

Ricardo com os tios Anna Lucia e Gen Alcides

sábado, 10 de julho de 2021

COMANDO DA 4ª BRIGADA DE INFANTARIA DE MONTANHA - NOTA OFICIAL

 


Com relação à matéria veiculada pela revista Piauí abordando um suposto desvio de recursos destinados à compra de vacinas para serviços de lavagem de roupas, o Comando da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha informa que desde o começo da pandemia vem desenvolvendo inúmeras ações de combate à propagação do vírus e prevenção de contaminação de seu público interno e externo, bem como de apoio à população em geral. 

São exemplos mais marcantes dessas ações: a manutenção de um estrito controle e triagem das entradas de suas organizações militares; rígido controle diário dos efetivos dos quarteis, com largo emprego de leitos para isolamento de militares infectados durante os períodos mais críticos; a realização de atividades de descontaminações de locais públicos, como hospitais, creches, asilos e mercados; apresentações de suas bandas de música em ações de alento; e campanhas de doações de alimentos e agasalhos para os mais afetados. 

Dentro desse contexto, todo o recurso recebido por meio do Termo de Execução Descentralizada destinou-se rigorosamente para ações de apoio às atividades acima citadas.

Gen Bda João Felipe Dias Alves, comandante da 4ª Bda Inf L Mth

Finep/MCTI assina convênio com a Universidade de Caxias do Sul

 

Ministro do MCTI, Marcos Pontes, e o presidente da República, Jair Bolsonaro, assistiram à assinatura de convênio entre Finep e UCS. Na foto, ainda, Waldemar Barroso, presidente da Finep, e Evaldo Kuiava, reitor da UCS. 


A Finep vai destinar cerca de R$ 1,8 milhão em recursos não reembolsáveis do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para apoio a projeto da Universidade de Caxias do Sul – UCS, que tem por objetivo utilizar o grafeno na criação de curativos com atividade antimicrobiana, anti-inflamatória e anti-oxidante, para aplicação em afecções cutâneas e odontológicas.

O presidente da Finep, Waldemar Barroso, e o reitor da UCS, Evaldo Antonio Kuiava, assinaram, hoje, convênio entre as instituições, na abertura da 1ª Feira Brasileira do Grafeno, no campus da universidade - com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), astronauta Marcos Pontes.

O projeto, intitulado “Desenvolvimento de nanocompósitos poliméricos contendo grafeno funcionalizado para aplicação em tratamento cutâneo e medicina regenerativa” foi selecionado no âmbito da Chamada Pública Finep/MCTI Materiais Avançados e Minerais Estratégicos, destinada a apoiar novas metas ambiciosas e desafiadoras em programas ou projetos de P,D&I em Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) brasileiras.

O desenvolvimento de produtos que atendam a funções específicas dos organismos humanos e animais sem resultar em incompatibilidades com os tecidos biológicos é um dos maiores desafios da área de biomateriais. E o grafeno, devido às suas propriedades (leveza, maleabilidade, condutibilidade térmica e elétrica, dentre outras) tem sido amplamente estudado na engenharia de tecidos e medicina regenerativa, aplicado como substrato, revestimento, enchimento de compósitos, aditivo ou modificador de propriedades, além de outras aplicações. Nos curativos, o grafeno e seus derivados irão otimizar as propriedades anti-inflamatória, antimicroiana e anti-oxidante, sem gerar incompatibilidade mecânica com tecidos vivos.

A equipe da UCS prioriza, nas pesquisas, o uso de compostos naturais brasileiros ou deles derivados, de forma a potencializar o uso e a manutenção da nossa biodiversidade. Os curativos poderão ser destinados a uso geral ou específico em tratamentos dermatológicos e rotina ou clínicos, bem como em odontológicos.

Mais leve e mais forte do mundo

O grafeno é uma das formas alotrópicas do carbono, assim como o diamante, o carvão e o grafite (do qual é derivado), caracterizando-se pela organização hexagonal dos átomos. Trocando em miúdos, ele tem a capacidade de se apresentar sob formas diferentes. Foi isolado pela primeira vez em 2004, na Inglaterra, pelos cientistas Andre K. Geim e Konstantin S. Novoselov, em uma pesquisa que ganhou o Prêmio Nobel de Física.

Tem elevada transparência, é leve, maleável, resistente ao impacto e à flexão, ótimo condutor térmico e elétrico, em meio a inúmeras vantagens mais. Ganhou fama e é, hoje, considerado o material mais leve e forte do mundo, 200 vezes mais resistente do que o aço, superando mesmo o nobre diamante. Uma folha de grafeno de 1m² pesa 0,0077 gramas, mas, pasmem, é capaz de suportar até 4 quilos.

É também o material mais fino que existe — tem a espessura de um átomo ou 1 milhão de vezes menor que um fio de cabelo. Sua elevadíssima condutividade elétrica se deve ao fato de os elétrons se moverem em seu interior sem, praticamente, nenhuma resistência e, aparentemente, sem massa.

As propriedades mecânicas, elétricas, térmicas, ópticas do grafeno superam materiais convencionais em diversas aplicações. Além disso, tais qualidades podem ser combinadas em um único material, componente ou sistema.

Assim, diante desse crème de la crème dos materiais, as aplicações são promissoras tanto para o aperfeiçoamento de tecnologias existentes, quanto para a criação daquelas disruptivas.

(Com informações da Universidade de Caxias do Sul)


http://www.finep.gov.br/noticias/todas-noticias/6356-finep-assina-convenio-com-a-universidade-de-caxias-do-sul-para-apoio-a-projeto-de-desenvolvimento-de-curativos-a-partir-do-grafeno

REZATO 43 ANOS, ORGULHO DE JUIZ DE FORA

 


Neste dia especial, 8 de julho, a empresa que fundamos em 1978 completa 43 anos trabalhando em Juiz de Fora. Desde o primeiro dia, dediquei grande parte do meu tempo ao trabalho,  com muitos desafios, dificuldades e obstáculos, sempre vencidos com determinação e vontade de realizar.


Em momentos difíceis, como os que estamos vivendo há 16 meses, e sabendo que temos muito a percorrer, reconhecemos ainda mais a importância de poder, dia após dia, exercer uma atividade profissional digna, que garante o sustento das famílias de todos os colaboradores. Graças a Deus, olhamos para nossa história e vemos o quanto fizemos e ainda podemos fazer para contribuir com a melhoria continuada na vida de tanta gente, gerando oportunidades de trabalho durante tanto tempo.

Assim vamos continuar, trabalhando todos os dias e caminhando, para que possamos, em breve, estar celebrando tempos melhores.

Wilson Rezato 

Parabéns amigos Wilson e Vinicius por tudo que fizeram, fazem e continuarão fazendo por uma Juiz de Fora mais bonita e feliz.