sábado, 17 de abril de 2021

GRUPOS DE ARTILHARIA REALIZAM ESTÁGIO DE PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO DE FOGOS

 


No período de 29 de março a 8 de abril, os Grupos de Artilharia de Campanha do Comando Militar do Sudeste e da 5ª Divisão de Exército receberam adestramento no Estágio de Planejamento e Coordenação de Fogos (EPCF). Coordenado pelo Comando da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5), que tem em seu comando o Gen Bda Luciano Batista de Lima, a atividade empregou cartas topográficas e o sistema informatizado “Comando e Controle em Combate”.

Na primeira etapa do estágio, o Comando da AD/5 empregou a plataforma do Portal do Preparo do Comando de Operações Terrestres para disponibilizar o material didático, nivelar o conhecimento dos participantes e apresentar a documentação que foi utilizada para o planejamento inicial dos Grupos de Artilharia de Campanha.


A segunda fase do EPCF foi caracterizada pela execução do Exercício Salomão da Rocha, no qual os Grupos de Artilharia de Campanha, inseridos em uma situação tática, empregaram seus meios para realizar o apoio de fogo à manobra estabelecida, buscando soluções doutrinárias para os problemas militares simulados que foram formulados pelo Comando da AD/5.

O EPCF adestrou os Grupos de Artilharia de Campanha nos trabalhos de planejamento e coordenação de fogos, empregando meios que permitiram acompanhar a evolução do combate, a fim de desenvolver a doutrina e capacitar as unidades para a transmissão do conhecimento adquirido no âmbito de suas respectivas Grandes Unidades.

Participaram do Estágio de Planejamento e Coordenação de Fogos os seguintes Grupos de Artilharia de Campanha da 5ª Divisão de Exército e do Comando Militar do Sudeste: 5º GAC AP (Curitiba-PR); 15º GAC AP (Lapa-PR); 26º GAC (Guarapuava-PR); 28º GAC (Criciúma-SC); 2º GAC L (Itu-SP); 12º GAC (Jundiaí-SP) e 20º GAC L (Barueri-SP).

Fonte/fotos: Comando da AD/5

10º BATALHÃO DE MONTANHA - FUTUROS SARGENTOS INICIAM FORMAÇÃO

 No dia 9 de abril, foi iniciado o Curso de Formação e Graduação de Sargentos  (CFGS) no 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (10º BIL Mth), que está entre as 13 Unidades Escolares Tecnológicas do Exército onde o primeiro ano da formação ocorre. A solenidade contou com 82 alunos, 51 dos quais do sexo feminino, de diversas regiões do país. 


A formatura foi presidida pelo comandante do 10º BIL Mth e diretor de ensino do CFGS, Tenente-Coronel Luis Felipe Moraes Daltro Campos.


A cerimônia militar iniciou com a abertura simbólica dos portões do quartel, realizada pela aluna Lívia Pfaff Moraes, de 18 anos, a mais jovem da turma, acompanhada pelo adjunto de comando do 10º BIL Mth, Subtenente Resende


Na sequência, os alunos adentraram o Pátio Tudo pela Pátria marchando ao som da canção "Avante Camaradas” e, em seguida, receberam do Comandante, dos instrutores e dos monitores do curso as boinas de cor azul-ferrete.


Primeiro ano

O primeiro ano de formação no CFGS, realizado no 10º BIL Mth ou em outra Unidade Escolar Tecnológica do Exército, abrange a formação individual do combatente militar, bem como o aprendizado técnico e prático das funções do sargento. Após o primeiro ano, as alunas podem optar por seguir para Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), no Rio de Janeiro, ou para o Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), em Taubaté (SP). Para os homens, há uma terceira opção, a Escola de Sargentos das Armas (ESA), em Três Corações (MG).

Segundo ano

Na Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), são formados os sargentos de Manutenção de Comunicações; Intendência; Material Bélico – Manutenção de Viatura Auto, Manutenção de Armamento e Mecânico Operador; Topografia; Saúde e Música. No Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), são formados os sargentos de Aviação – Manutenção e Apoio. E na Escola de Sargentos das Armas (ESA), são formados os militares de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações.

Após o segundo ano, os alunos têm o Estágio Profissional Supervisionado.

Fonte: 10º BIL Mth -Fotos: Sd Wendell

quinta-feira, 15 de abril de 2021

CABO JOSÉ MARIA NICODEMOS VENCEU MAIS UMA BATALHA

 


No dia 15 de abril de 2021, o ex-combatente JOSÉ MARIA DA SILVA NICODEMOS, de 98 anos, que integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB), recebeu alta do Hospital Geral de Juiz de Fora após recuperar-se da COVID-19. 

O nosso herói da FEB foi internado no dia 19 de março do corrente ano e permaneceu por 28 dias na “Ala COVID” do hospital. 


O ex-pracinha José Maria participou da tomada de Montese, há 76 anos, no Teatro de Operações da Itália durante a II Guerra Mundial e hoje venceu mais uma batalha, agora contra o novo coronavírus.


terça-feira, 13 de abril de 2021

Audácia da esperança - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


“Esperança! Esperança diante das dificuldades. Esperança diante das incertezas. A audácia da esperança!” São excertos do discurso de Barack Obama que eletrizou a convenção democrata de 2004. É isso: esperança. Conquistá-la é um esforço individual custoso se estamos mergulhados na caverna.

Este fim de semana, na ânsia de construir esperança, reli o sociólogo Manuel Castells, em sua obra O Poder da Comunicação. Buscava compreensão para os desafios que a sociedade brasileira enfrenta, tais como a avassaladora pandemia, a inepta falta de gestão dos poderes e o descaso dos indivíduos. Combinação dantesca.

A obra trata das relações de poder, base organizadora da sociedade. Segundo Castells, elas são construídas na mentalidade das pessoas por meio de processos de comunicação. Deseja influenciar, transforme a mente das pessoas. Construa boas mensagens. Atento: “a mensagem só é eficaz se o receptor está pronto para ela e se o mensageiro é identificável e confiável.”

Os meios de difusão são velhos conhecidos. A credibilidade ainda reside nos tradicionais, mas a idílica imprensa, sem inclinações políticas, está em extinção. No conflito entre cognição e emoção, as pessoas tendem a escolher a informação alinhada à decisão que estão propensas a tomar. O cérebro político é emocional. Indivíduos são “avarentos cognitivos” (Popkin, 1991).

Tudo isso serviu como pano de fundo para analisar a futura campanha eleitoral. São três agrupamentos. Um ligado ao ex-presidente Lula, um ligado ao atual presidente e um terceiro que aglutinaria atores mais ao centro, críticos das extremidades ideológicas.

Como a sociedade decidirá entre esses ajuntamentos? As pessoas votam no candidato que provoca os bons sentimentos e não naquele que apresenta os bons argumentos, portanto, a resposta à pergunta: com o emocional.

O novel agrupamento precisa martelar na opinião pública uma narrativa propositiva que reúna um número maior de ideias virtuosas. Nas palavras de Lakoff, “a batalha política é uma batalha de enquadramento”. É preciso ser ágil diante dela.

Seria utópico incentivar mudança de comportamento dos contendores da próxima ronda eleitoral? Obrigá-los ao debate aberto sobre políticas públicas. A mostrar sua visão de como tratarão os problemas e as soluções acordadas. Nada de histrionismos!

No processo decisório dos governos atual e anteriores, é fácil encontrar desvios comportamentais e de gestão. Esses ainda precisarão ficar às claras. É outra boa temática na púbere política que se almeja. As campanhas são momentos decisivos do processo de escolha. Mas a construção de uma candidatura é labor de informação e difusão de emoções.

As imagens relevantes moldam a mente do público, sendo difícil de alterar. O mais importante é o caráter, como o candidato se apresenta e como é realmente (sem os marqueteiros). A menos que algum evento realmente dramático ocorra próximo do momento da tomada de decisão, é isso que prevalece.

Uma pesquisa antiga relata que as pessoas destacam como as mais importantes características esperadas em candidatos: honestidade, inteligência e independência. Uma campanha que valorize a capacidade do candidato sob esses três pontos e que, ao mesmo tempo, ilumine ações contrárias em seus rivais, favorecerá aquele que seja portador mais claro desses predicados.

A grama do estádio foi trocada. A tática é conhecida. O novo deixou de ser novo. Será preciso que o velho super-herói vista uma nova capa. A antiga esgarçou. A kriptonita do poder está perdendo energia.

A imprensa há de ficar atenta. Seu trabalho na cobertura das autoridades detentoras do poder, por vezes, serve de palco para as ideias que reforcem as características dos personagens políticos. A ironia é que, à medida que a instituição da mídia desempenha seu papel na propagação de fatos desabonadores, ela enfrenta o risco de perder a legitimidade ante parte de seu público.

Por fim, se partidos levados ao poder pelo “voto de protesto” reproduzem a mesma negligência pela decência pública, acrescenta-se cinismo a uma cidadania já estafada. Parafraseando Obama, há um vento favorável a nos guiar nesta encruzilhada da história brasileira. Podemos fazer escolhas certas e enfrentar os desafios juntos. É mister praticar o pensamento crítico. Não se deixar levar pela baixa rasância das mídias sociais. Exercitar a mente e fugir do mundo culturalmente poluído.

Paz e Bem!

General da Reserva do Exército

BRIGADA DE MONTANHA FAZ CAMPANHA DE DOAÇÃO DE ALIMENTOS

 

Os produtos arrecadados serão destinados a Sopa dos Pobres e ao Apostolado Santa Edwiges.

Seja solidário aos que foram atingidos pela pandemia e precisam de ajuda. Se cada um doar um pouco, muito serão os atendidos.


segunda-feira, 12 de abril de 2021

29º GAC AP SE DESPEDE DO COMANDANTE DA AD/3

 


No dia 7 de abril, o 29º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (29º GAC AP) apresentou as despedidas ao Comandante da Artilharia Divisionária da 3ª Divisão de Exército (AD/3), General de Brigada Sérgio Rezende de Queiroz, em virtude de sua nomeação para o Ministério da Defesa.


Foi realizada uma formatura no Pátio de Formaturas Marechal Floriano Peixoto, em seguida foi realizada, no auditório, uma conversa com os oficiais, Subtenentes e sargentos do Grupo, coroando sua última visita como Comandante da AD/3 a esta tradicional Unidade de Artilharia do Exército Brasileiro.

Fonte: 29° GAC AP

Foto: Cb Alves e Sd Sousa

4º GAC L MTH APOIA FORMAÇÃO DE SARGENTOS TEMPORÁRIOS DO 10º BI L MTH

 


No dia 7 de abril, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, realizou a instrução de observação e condução do tiro de Artilharia para os alunos do Curso de Formação de Sargentos Temporários (CFST) do 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha.


A atividade teve como objetivos capacitar os militares a realizar o pedido de tiro, a observação e a condução do tiro de Artilharia. Foram ministradas instruções de nivelamento onde os militares conheceram os materiais e suas características, necessários para a condução, observação e correção do tiro. No terreno reduzido do Grupo, os alunos do CFST solicitaram, observaram e conduziram, por meio de simulação, o tiro de Artilharia.


Fonte: 4º GAC L Mth

Fotos: 2º Sgt Barela e Sd Santos

Esperança não se esgota - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Poeta modernista, pernambucano de boa cepa, paulista e carioca por necessidade familiar, Manuel Bandeira foi o inspirador deste pequeno artigo, no qual me valho de um paralelismo para ilustrar o sombrio (insensato) momento que vivenciamos em nosso País e ainda assim declarar esperanças de um novo amanhecer.

- “Vou-me embora pra Pasárgada; Lá sou amigo do rei; Lá tenho a mulher que eu quero; Na cama que escolherei” [...].

Para contextualizar, a cidade de Pasárgada, alvo dos devaneios literários do poeta, foi erigida no Império Aquemênida, na época de Ciro II, sendo elevada à condição de primeira capital persa. 

Tendo Manuel Bandeira lido acerca de maravilhas daquela urbe, tomou-a como fonte de inspiração para simbolizar, na sua mente em ebulição criativa e constante, ainda que tristonha, um lugar maravilhoso, refúgio ideal para escapar-se a uma realidade cruel.

- “Vou-me embora pra Pasárgada; Aqui não sou feliz; Lá a existência é uma aventura; De tal modo inconsequente” [...]. 

Uma pandemia sem controle, média de morte às 3.000 almas, falta de oxigênio para respirar, gente capaz de debochar, falta de drogas para acalmar e intubados a resfolegar. Vou-me embora...

- Vou-me embora pra Pasárgada; Em Pasárgada tem tudo; É outra civilização; Tem um processo seguro” [...]. 

Aqui imploramos ajoelhados por vacina, orçamento responsável, estabilidade institucional, políticos decorosos, juízes vendados, empresários generosos, gente temente e coerente. Vou-me embora...

- “E quando eu estiver mais triste; Mais triste de não ter jeito; Quando de noite me der; Vontade de me matar” [...]. 

Meus verdadeiros amigos lá estarão, meus princípios prevalecerão, minhas esperanças reviverão, e todos se ajudarão. Vou-me embora...

Lá em Pasárgada, ou seja lá aonde o destino me levar, não precisarei ser amigo do rei, o rei nem mesmo me conhece, ainda assim serei respeitado, e ainda assim respeitarei.

Seria difícil, quiçá uma utopia, viver-se em harmonia? “Deixe está, a vida é isso e o mundo dá tantas voltas” (lembrei-me da música do Dorgival Dantas). E continuará dando.

Se não realizamos, apenas sonhamos. 

Afinal, “a esperança é o bem que mais se consome e aquele que menos se esgota” (Octave Feuillet).

Paz e Bem! 

Otávio Santana do Rêgo Barros 

General de Divisão R1

4º GAC L MTH REALIZA TIRO DE INSTRUÇÃO BÁSICO

 


No dia 6 de abril, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, finalizou o rodízio da instrução preparatória para o tiro (IPT) e do tiro de instrução básico (TIB) para os soldados incorporados no corrente ano.


A atividade teve como finalidade lapidar a formação do combatente básico no que tange ao emprego individual e coletivo de seu armamento, numa situação de combate, bem como o emprego em proveito da Força. Além disso, juntamente com a instrução de guarda do quartel, a execução da IPT e do TIB garantem ao militar habilitação para os serviços internos da Unidade, coroando, assim, o internato e as instruções de armamento, munição e tiro ministradas no período.

Fonte/fotos: 4º GAC L Mth

quinta-feira, 8 de abril de 2021

NOTA DE FALECIMENTO - DEISILÉIA MOURA, FILHA DO AMIGO DENIZIO DO MATADOURO


O velório será hoje, a partir das 19h, no Cemitério Municipal, capela 06, sepultamento amanhã, às 10h30, na mesma necrópole.

Aos amigos Denizio, Cida, seu irmão Diogo, seu esposo Fabiano, familiares e amigos os nossos sentimentos por irreparável perda.

Vá em paz querida Deizi, que Deus a receba em seus braços.



MINISTÉRIO DA DEFESA - NOTA DE ESCLARECIMENTO

 


Matéria da Folha manipula, omite e distorce ao dizer que hospitais militares estão ociosos O Ministério da Defesa (MD) informa que a matéria "Hospitais das Forças Armadas reservam vagas para militares e deixam até 85% de leitos ociosos sem atender civis", publicada em 6 de abril, no portal da Folha de S. Paulo, contém graves manipulações, incorreções, omissões e inverdades, que levam o leitor à completa desinformação. 

Ao contrário do que induz o título da matéria, a grande maioria dos hospitais militares está com quase todos os leitos de UTI ocupados. Na realidade, muitos hospitais militares têm frequentemente removido pacientes para outras regiões para evitar o colapso. Assim como os hospitais civis, a situação varia de acordo com cada região. Os números são críticos e evoluem diariamente. 

A reportagem deliberadamente usou dados de hospitais pequenos, com poucos leitos, recursos limitados e de alguns que sequer possuem UTI. 

No caso do Exército, a matéria afirmou que os leitos clínicos estão ociosos nos hospitais em Florianópolis-SC, Curitiba-PR, Marabá-PA e em Juiz de Fora-MG. No entanto, a reportagem omitiu que os leitos de UTI, dessas mesmas unidades, estão totalmente ocupados. No Paraná, no Pará e na Zona da Mata Mineira a ocupação é de, respectivamente, de 117%, 133% e 500%. Em Santa Catarina, não há leitos de UTI. 

No caso da Força Aérea, o Esquadrão de Saúde de Guaratinguetá, também alvo da reportagem, está instalado dentro de uma escola de formação da FAB. Ele possui sete leitos de enfermaria Covid-19 para atender 3.000 militares, sendo que desse total 1.300 alunos estudam em regime de internato. Já os esquadrões de saúde de Curitiba-PR e de Lagoa Santa-MG possuem, respectivamente, seis e 13 leitos de enfermaria. Ressalta-se que essas unidades não dispõem de estrutura para internação de longa permanência e também não possuem disponibilidade de UTI. 

A matéria mostra ainda todo o seu viés, tendencioso e desonesto, ao mencionar que as Forças Armadas “contrariam os princípios da dignidade humana e violam o dever constitucional do Estado de oferecer acesso à saúde de forma universal”. O jornalista deliberadamente ignora e omite todas as ações que as Forças Armadas vêm realizando há mais de um ano, em apoio abnegado à população brasileira, desde o início da pandemia.

O sistema de saúde das Forças Armadas possui caraterísticas específicas para atender militares que estão na linha de frente, atuando em todo o território nacional, nos inúmeros apoios diuturnos, como transporte de material, insumos, e, agora na vacinação dos brasileiros. A reportagem omitiu também que os hospitais militares não fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e que atendem 1,8 milhão de usuários da família militar (militares da ativa, inativos, dependentes e pensionistas), em sua maioria idosos, que contribuem de forma compulsória todos os meses para os fundos de saúde das Forças Armadas.

Mesmo com seu sistema de saúde fortemente pressionado, com carência de recursos e de pessoal, os profissionais de saúde militares também estão fortemente engajados nas Operações Covid-19 e Verde Brasil-2. As Forças Armadas seguem atendendo à população civil, especialmente as comunidades indígenas e ribeirinhas, tanto na Amazônia como no Pantanal, realizando evacuação de pacientes nas regiões mais críticas, transportando toneladas de oxigênio, medicamentos e suprimentos, transportando, montando e operando hospitais de campanha, além de, em parceria com a academia e com a indústria, fabricando respiradores.

Apesar de os dados do HFA e dos hospitais militares estarem disponíveis para acesso público na internet, a matéria insinua que há falta de transparência. Mesmo após a pasta ter respondido a todas as informações solicitadas dentro do prazo acordado, a reportagem ignorou que os leitos dos hospitais são operacionais e de alta rotatividade. Logo, ocupados tanto por pacientes com Covid-19, quanto por pacientes oncológicos e em pós-operatório.

O MD lamenta que assunto de tamanha gravidade seja objeto de matéria que induz a sociedade brasileira à desinformação.

 Reiteramos que as Forças Armadas atuam na atual pandemia, com extrema dedicação, no limite de suas capacidades, sempre com total transparência e prontidão, preservando e salvando vidas.

terça-feira, 6 de abril de 2021

NPOR DO 4º GRUPO DE ARTILHARIA DE MONTANHA REALIZA DIA VERDE


No dia 30 de março, o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR) do 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, realizou o primeiro “Dia Verde” do ano.


Ao longo do dia, os alunos do NPOR receberam instruções de armamento, munição e tiro; de abrigos; participaram das instruções preparatórias para o tiro (IPT) e realizaram o tiro instrução básico (TIB). Na parte da noite, os instruendos complementaram o TIB e encerraram a jornada em campanha com o pernoite em bivaques.

O “Dia Verde” teve a finalidade de habilitar os alunos a empregar o armamento individual, aprimorar o aprestamento operacional, bem como reforçar os atributos da área afetiva, como a rusticidade e espírito de corpo. 

Fonte: 4º GAC L Mth

Fotos: Sgt Barela e Sd Santos

Aspirantes do NPOR 1954 Juiz de Fora - Assista o vídeo

 


NOVO COMANDANTE DO EXÉRCITO, CONHEÇA-O

 


O novo comandante do Exército, Gen Ex Paulo Sergio assume oficialmente hoje.

Quem é o novo comandante?

O Centro de Comunicação Social do Exército informa que o General de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira assumirá o Comando do Exército, conforme indicação do Sr Ministro de Estado da Defesa, ratificada pelo Sr Presidente da República nesta data.


Ao ser nomeado para o cargo de Comandante do Exército, o General de Exército (Gen Ex) Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira exercia o cargo de Chefe do Departamento-Geral do Pessoal (DGP), situado em Brasília-DF.


O Gen Ex Paulo Sérgio nasceu na cidade de Iguatu, estado do Ceará, em 28 de agosto de 1958, e é filho de José Adolfo de Oliveira (in memorian)  e Lindalva Nogueira de Oliveira.


Foi promovido ao posto atual em 31 de março de 2018.


Oriundo do Colégio Militar de Fortaleza, foi incorporado às fileiras do Exército em 4 de março de 1974, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas-SP.


Em 1977, ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), sediada em Resende - RJ, tendo sido declarado Aspirante a Oficial da Arma de Infantaria em 15 de dezembro de 1980.


Além dos Cursos de Formação, de Aperfeiçoamento, de Altos Estudos Militares e de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, realizou o Curso de Operações na Selva e os Estágios de Escalador Militar, de Operações Psicológicas e de Comunicação Social.


Durante a sua carreira militar, serviu em unidades de Infantaria, como o 15º Batalhão de Infantaria Motorizado (BI Mtz), em João Pessoa-PB; 71º BI Mtz, em Garanhuns-PE; e 2º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), em Belém-PA. Foi instrutor da AMAN em três oportunidades, onde exerceu diferentes funções, com destaque para a de Comandante do Curso de Infantaria daquela Academia. Foi, também, Subcomandante do 2º BIS, em Belém-PA e Comandante do 10º Batalhão de Infantaria Leve - Montanha, em Juiz de Fora–MG.


Ainda como oficial superior, exerceu as funções de: Oficial de Estado-Maior da 12ª Região Militar, em Manaus-AM; Adido de Defesa, Naval, do Exército e Aeronáutico do Brasil, no México; Chefe da Seção de Promoções de Oficiais da Diretoria de Avaliação e Promoções - DAProm e Subdiretor de Avaliação e Promoções, em Brasília-DF; e Chefe da Seção de Comunicação Social do Comando da 10ª Região Militar, em Fortaleza-CE.


Como Oficial General, exerceu os cargos de Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste, em Campo Grande - MS; Comandante da 16Brigada de Infantaria de Selva, em Tefé-AM; Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia e Comandante da 12ª Região Militar, em Manaus-AM; Subchefe de Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa e Subchefe de Organismos Americanos do mesmo Ministério, em Brasília-DF; Comandante Logístico do Hospital das Forças Armadas, também em Brasília-DF; Comandante Militar do Norte, em Belém-PA; e Chefe do Departamento-Geral do Pessoal.


Dentre as condecorações com que foi agraciado, destacam-se: a Ordem do Mérito Militar; a Ordem do Mérito Naval, a Ordem do Mérito Aeronáutico, a Ordem do Mérito Judiciário Militar, a Ordem do Mérito do Ministério Público Militar, a Medalha Militar de Ouro, com Passador de Platina, a Medalha do Pacificador, a Medalha da Vitória, a Medalha Santos Dumont, o Distintivo de Comando Dourado e a Medalha de Serviço Amazônico, com Passador de Prata.


O General Paulo Sérgio é casado com a Sra Maria das Neves Paiva França de Oliveira. O casal possui três filhos, dois netos e uma neta.


Imagens do Gen Paulo Sérgio, ainda como Ten Cel, quando o comandou o 10º BIL Mth, em Juiz de Fora/MG.


Nosso comandante e sua esposa Maria, Carlos Henrique e o Ten QAO Reis

Gen Santana, comandante da 4ª Bda Inf L Mth, Dr. Paulo Rossi e nosso comandante

Dr Paulo Rossi recebendo das mãos do nosso comandante o diploma de amigo do Batalhão

Nosso comandante, integrante do 10º BIL Mth e o atual Cel R/1 Jaqueira, na época SubCmt do Batalhão

Fotos gentilmente cedidas por nossos amigos

Exército Brasileiro na vacinação contra a COVID-19, em Porto Alegre.


 


segunda-feira, 5 de abril de 2021

Ensinamentos estoicos - Por Otávio Santana do Rêgo Barros


 “Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.” (Georg Lichtenberg)

Ao retomar a obra O POVO CONTRA A DEMOCRACIA – por que nossa liberdade corre perigo e como salvá-la, de Yascha Mounk, encontrei uma passagem que me pareceu casada com as circunstâncias políticas deste momento.

Nero, no apogeu de seu poder, passou a humilhar e matar rivais, incluindo até parentes na macabra chacina. A mãe, o irmão e uma longa fila de políticos renomados foram vítimas de suas anomalias mentais.

Incontrolável, voltou suas aleivosias para o senador Floro, destacado membro de uma família romana. Ordenou-lhe que dançasse em seus jogos (pão e circo sempre), o que seria uma afronta moral sem precedentes para o político.

O dilema: caso se submetesse à ordem, legitimaria o insano governo. Caso se recusasse, o imperador mandaria matá-lo. 

Floro consultou Agripino, conhecido filósofo estoico, cuja doutrina defendia que homens sábios eram capazes de superar quaisquer adversidades, desde que fossem resignados aos horrores da vida e seus reflexos no indivíduo.

Era esperado um conselho na linha do enfrente o tirano, não se preocupe com o que lhe advirá após fazer a coisa certa.

Não foi isso que Agripino lhe disse. Ao contrário, afirmou que a decisão já não fazia diferença. “Vá participar dos jogos!”

Floro quedou-se desconcertado: “Então por que você também não participa?”

“Porque nem sequer cogitei essa possibilidade”, explicou Agripino. “Quem se rebaixa a considerar essa circunstância já está prestes a perder o caráter. Será a vida preferível à morte? Sim. Será um prazer preferível à dor? Claro que sim. Você me dirá: ‘se eu não participar do trágico espetáculo ele vai cortar a minha cabeça!’. Vá então e participe dos jogos, mas eu não vou.”

É uma visão difícil de ser acatada no mundo moderno. Conforme os estoicos preconizavam, a exclusiva maneira de deter controle total sobre o seu destino é tornar-se indiferente (uma forma de egoísmo?).

O estoicismo recolheu-se aos bancos escolares, que me perdoem os filósofos aderentes à prática. Não sei se existem. Difícil ficar indiferente às coisas, mesmo que fujam ao nosso controle. Permanecer insensível enquanto o entorno colapsa como um prédio em implosão, não deve ser o padrão a ser seguido por pessoas de bem.  Talvez a cínicos e sociopatas, como afirmou Mounk.

No entanto, existe um importante conceito propugnado pelos estoicos. Nunca faremos a coisa (supostamente) apropriada se sempre tentarmos calcular o resultado provável dos nossos atos. Seremos covardes ao não abrirmos uma nova janela?

Quando nos deparamos com perigos reais, os estímulos psicológicos do viver em sociedade – nossa zona de conforto - nos levam à inércia ou à aquiescência. 

- Vou protestar, mas que diferença vai fazer?

- Vou denunciar, mas como vou prover a minha família sem trabalho?

- Vou enfrentar, mas o que fazer se a horda adversária me perseguir?

Agripino, reafirma Mounk, asseverava a postura válida ainda hoje: se esperarmos o perigo iminente para sopesar quais os riscos que estaremos dispostos a correr, é provável que no momento decisivo ficaremos servos de nossa fragilidade humana.

Como cidadãos de uma sociedade enferma é preciso definir prontamente “a coisa certa”, para quando a coragem for mais necessária e mais difícil de obtê-la, ao esbarrar em uma resolução inesperada e arriscada, saibamos o que fazer.

Concluo.

Meu profundo respeito aos substituídos Ministro da Defesa, Fernando Azevedo; Comandante da Marinha, Ilques Barbosa; Comandante do Exército, Edson Leal Pujol; e Comandante da Aeronáutica, Antonio Carlos Bermuzez. 

“Obrigado Soldado!” 

Vocês fizeram a coisa certa. Faltaram aos jogos.

Paz e Bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General da Reserva do Exército

sábado, 3 de abril de 2021

NOTA DE FALECIMENTO - DELEGADO CARLOS ALBERTO BELLEI


Faleceu na manhã de hoje nosso amigo Dr. Bellei.

O corpo se encontra no cemitério Parque da Saudade até às 14h, com sepultamento na cidade de Bicas/MG às 15h.

Aos familiares e amigos nossos sentimentos

Vá em paz meu amigo, missão cumprida.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

SESSENTA E DOIS ANOS SÃO PASSADOS E EIS-ME AQUI...


Sessenta e poucos anos são passados.

Dia após dia procurando abrigos,

e me vejo sozinho, sem amigos

aguardando o meu dia de Finados.


A vida que nos dá os seus recados,

que maltrata, que fere, dá castigos,

mostrará aos jovens que os mais antigos

também podem e devem ser amados.


Ela fará ver aos jovens de agora

que, no futuro, a sua ingratidão

terá uma paga muito cruel e forte.


E, lembrando-se dos velhos de outrora

Como eles, solitários estarão,

abandonados, esperando a morte.


Feliz aniversário para mim...


Soneto escrito a duas mãos, por mim e nosso saudoso Cláudio Coelho, em 30 de janeiro de 1992, em Cabo Frio, dia do aniversário do Cláudio. Hoje me lembrei dele, pois é meu aniversário e faço desse soneto o meu presente solitário.