Faleceu na manhã de hoje nosso amigo Dr. Bellei.
O corpo se encontra no cemitério Parque da Saudade até às 14h, com sepultamento na cidade de Bicas/MG às 15h.
Aos familiares e amigos nossos sentimentos
Vá em paz meu amigo, missão cumprida.
O corpo se encontra no cemitério Parque da Saudade até às 14h, com sepultamento na cidade de Bicas/MG às 15h.
Aos familiares e amigos nossos sentimentos
Vá em paz meu amigo, missão cumprida.
Dia após dia procurando abrigos,
e me vejo sozinho, sem amigos
aguardando o meu dia de Finados.
A vida que nos dá os seus recados,
que maltrata, que fere, dá castigos,
mostrará aos jovens que os mais antigos
também podem e devem ser amados.
Ela fará ver aos jovens de agora
que, no futuro, a sua ingratidão
terá uma paga muito cruel e forte.
E, lembrando-se dos velhos de outrora
Como eles, solitários estarão,
abandonados, esperando a morte.
Feliz aniversário para mim...
Soneto escrito a duas mãos, por mim e nosso saudoso Cláudio Coelho, em 30 de janeiro de 1992, em Cabo Frio, dia do aniversário do Cláudio. Hoje me lembrei dele, pois é meu aniversário e faço desse soneto o meu presente solitário.
A força das banquisas que estrangulavam o costado do Endurance há nove meses, aprisionado no Mar de Weddell, rompeu o madeirame do navio, assinando a sua sentença de morte.
A voz resignada do comandante da expedição, embora cheia de convicção, ordenou: “Está acabado, rapazes. Acho que está na hora de desembarcar.”
Passariam à deriva cerca de cinco meses, enfrentando temperaturas de –37ºC, até que o derretimento da placa os obrigasse a lançar três pequenos barcos (Caird, Wills e Docker) em águas gélidas e agitadas rumo a uma terra firme que doravante os abrigasse.
Alcançaram a Ilha Elephant, em 9 de abril de 1916, após uma travessia em mar encapelado, cheia de perigos a cada nova onda. Velas e remos foram a força motora. O pedaço de terra era um rochedo inabitável, coberto de excrementos de aves e animais marinhos. Como relata Alfred Lansing em sua obra, A incrível viagem de Shackleton, “terra sólida, inafundável, irremovível, abençoada.”
Tão logo Shackleton identificou a impossibilidade de sobreviverem naquelas condições, organizou mais uma corajosa jornada, cujo intento era alcançar uma ilha habitada que tivesse meios de resgatar toda a tripulação.
Os que ficaram não se sentiam abandonados, tinham plena confiança de que seu comandante os salvaria. Ele inflamava a alma de seus homens. Napoleão afirmava: “Um líder é um negociante de esperanças.”
No dia 24 de abril de 1916, o “Chefe”, como Shackleton era chamado, reuniu os cinco tripulantes mais aptos e se lançaram no Caird para atravessarem a mais perigosa das águas do Atlântico Sul, a temida passagem do Drake.
Shackleton reuniu as últimas energias para empreender essa pernada. Ao final da marcha, encontrou um grupo de pescadores de baleias que veio ao seu encontro quando os viram descer a ravina escorregadia barbados, sujos, maltrapilhos, magérrimos e com profundas olheiras.
- Eu sou Shackleton.
Não podiam acreditar!
Mais três meses e várias tentativas, Ernest pessoalmente resgatava os últimos 22 homens, jamais desesperançados, na Ilha Elephant.
A saga da tripulação do Endurance, inspirada por Sir Ernest Shackleton, é, sem dúvida, um dos maiores exemplos de liderança do mundo moderno.
O nosso Endurance está prestes a ter o seu costado rompido. Não estamos organizados! A jornada que teremos de enfrentar para sairmos da crise é perigosa e cheia de obstáculos. Estamos quase sem combustível e pouquíssima alimentação.
É hora de descobrir um líder com as características do “Chefe”. Que tenha, sobretudo, condições morais de cativar a tripulação. Que seja humilde, aceite críticas, identifique os desafios, planeje soluções para, como ocorreu à tripulação daquele navio, resgatar a nossa sociedade.
Shackleton estava convencido de que a única chance daquele grupo era permanecerem juntos. E assim os manteve. Venceram o mortal desafio.
Dividir é sentença de morte. O líder que estimula a divisão da sociedade é um parvo. E, lastimosamente, estamos sendo estimulados e divididos por posturas egocentristas.
A propósito, a missão da equipe era cruzar a pé o continente Antártico, considerado a última fronteira da humanidade. Tarefa não cumprida. Que importa?
Estavam todos vivos ao término da desafiadora jornada glacial.
Quem dera tivéssemos um Shackleton!
General da Reserva do Exército
Até os 11 anos de idade estudou em sua cidade natal. Após aprovação em concurso público, ingressou no Colégio Militar de Fortaleza, em regime de internato, onde, posteriormente, e fruto de muita dedicação aos estudos, seguiu para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (1974), e Academia Militar das Agulhas Negras (1977), sendo declarado Oficial do Exército da Arma de Infantaria em dezembro de 1980.
O Gen Paulo Sérgio comandou o 10º Batalhão de Infantaria em Juiz de Fora/MG, em 2003.
Na formatura de conclusão do Estágio, pai e filho receberam o gorro cinza e o distintivo de Escalador Militar e agora estão aptos a atuar em ambiente operacional de baixa e média montanha e a ultrapassar obstáculos verticais e horizontais em vias equipadas por especialistas.
O ST PINNA ingressou no Exército como recruta no 4º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada em 1994 e foi aprovado no concurso da Escola de Sargentos das Armas (EsSA) em 1998. Seguindo seus passos, o soldado PINNA incorporou no ano de 2020, também no 4º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado e está em preparação para o concurso as Escola de Sargentos das Armas.
http://www.4bdainflmth.eb.mil.br/index.php/pai-e-filho-realizam-juntos-o-estagio-basico-do-combatente-de-montanha
Eventos ocorridos há 57 anos, assim como todo acontecimento histórico, só podem ser compreendidos a partir do contexto da época.
O século XX foi marcado por dois grandes conflitos bélicos mundiais e pela expansão de ideologias totalitárias, com importantes repercussões em todos os países.
Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo, contando com a significativa participação do Brasil, havia derrotado o nazi-fascismo. O mapa geopolítico internacional foi reconfigurado e novos vetores de força disputavam espaço e influência.
A Guerra Fria envolveu a América Latina, trazendo ao Brasil um cenário de inseguranças com grave instabilidade política, social e econômica. Havia ameaça real à paz e à democracia.
Os brasileiros perceberam a emergência e se movimentaram nas ruas, com amplo apoio da imprensa, de lideranças políticas, das igrejas, do segmento empresarial, de diversos setores da sociedade organizada e das Forças Armadas, interrompendo a escalada conflitiva, resultando no chamado movimento de 31 de março de 1964.
As Forças Armadas acabaram assumindo a responsabilidade de pacificar o País, enfrentando os desgastes para reorganizá-lo e garantir as liberdades democráticas que hoje desfrutamos.
Em 1979, a Lei da Anistia, aprovada pelo Congresso Nacional, consolidou um amplo pacto de pacificação a partir das convergências próprias da democracia. Foi uma transição sólida, enriquecida com a maturidade do aprendizado coletivo. O País multiplicou suas capacidades e mudou de estatura.
O cenário geopolítico atual apresenta novos desafios, como questões ambientais, ameaças cibernéticas, segurança alimentar e pandemias. As Forças Armadas estão presentes, na linha de frente, protegendo a população.
A Marinha, o Exército e a Força Aérea acompanham as mudanças, conscientes de sua missão constitucional de defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, e seguros de que a harmonia e o equilíbrio entre esses Poderes preservarão a paz e a estabilidade em nosso País.
O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil. Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março.
WALTER SOUZA BRAGA NETTO
Ministro de Estado da Defesa
Na terça-feira (23.03.2021), após sete anos de um rumoroso processo, cercado de todo tipo de interesse e revirado pelo avesso na opinião pública, com indiciamento, denúncia, condenação e cumprimento da pena pelo réu, a corte suprema encontrou motivos para considerar a tramitação processual tecnicamente incorreta.
Segundo aquele soberano tribunal, teria ocorrido um equivocado ato administrativo. Anule-se, pois, tudo. É como se nada do que foi realizado houvesse acontecido.
As centenas de milhares de papéis (terabytes de dados arquivados em servidores) contendo investigações, diligências, apreensões, oitivas, acareações, recursos, agravos, sentenças, prisões - isso não aconteceu?
As demandas das bancas de advogados contratadas a peso de ouro para encontrar filigranas jurídicas que inviabilizassem o processo - isso não aconteceu?
O réu passou 580 dias encarcerado por decisão judicial confirmada em todas as instâncias recursais, até na própria corte suprema - isso não aconteceu?
Empresários, políticos, funcionários públicos, empresas, consórcios graciosamente devolveram bilhões de reais surrupiados dos cofres públicos. Crimes confessados a centenas nas delações premiadas, instrumento eficaz de combate à corrupção - isso não aconteceu?
A canetada que promoveu a anulação dos atos, promoveu também um tsunami na corrida eleitoral de 2022, ao fazer ressurgir do ostracismo mais um candidato em condições de enfrentar o atual mandatário. Mas deixa sem resposta o estrago da decisão pretérita que impediu o então ficha suja de concorrer ao pleito anterior. O que certamente mexeria nas composições partidárias.
Não dá para acreditar.
Cinéfilo que sou, viajo em um roteiro ficcional. Nessa hipotética película, a justiça devolveria os autos às partes com uma chave para a ignição da máquina do tempo (como em “De volta para o futuro”, filme estrelado por Michael J. Fox) que levaria os envolvidos ao passado, culpados ou inocentes, para reconstruírem a verdade conforme O Grande Irmão determinasse.
Afinal, como na icônica obra 1984 de George Orwell, se o passado não agradou, se reconstrói. Há sempre especialistas nas linhas de produção do recontar a história. E se esse novo passado não for do agrado, reescreva-se outra uma vez!
Paz e Bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros
General de Divisão R1
Seus integrantes são reconhecidos por suas habilidades técnicas, disposição inabalável de cumprimento do dever e, não raras vezes, pela aceitação do sacrifício de suas próprias vidas.
Os mais aficionados estudiosos do tema os conhecem como tropas especiais. Apenas como referência, citamos os SEALS nos Estados Unidos, os SAS no Reino Unido, os SPETSNAZ na Rússia, os GUERRA NA SELVA e os FORÇAS ESPECIAIS no Brasil. E, de uma maneira geral, os paraquedistas em todas as forças armadas.
Esses grupos adquirem as capacidades física, emocional e intelectual que os habilitam a serem infiltrados na retaguarda inimiga em missões pontuais, isoladas, que exijam muita determinação, audácia e adestramento, em benefício do conjunto.
O resgate de reféns em Entebe, por forças israelenses; a operação “Market Garden”, na Segunda Guerra Mundial; e o sacrifício francês em Dien Bien Phu são exemplos clássicos de operações desenvolvidas por esses especialistas.
No Rio de Janeiro, uma cobertura televisiva maciça, mostrou ao público mundial a Brigada de Infantaria Paraquedista executando o cerco e o investimento aos complexos do Alemão e da Penha, na crise de segurança pública em 2010.
Essas tropas incorporam uma mística cunhada e preservada ao longo do tempo com o intuito de potencializar o espírito de corpo e, ao mesmo tempo, gerar instabilidade nos potenciais adversários.
Os ingleses, quando da operação de retomada das Ilhas Malvinas, em 1982, sobressaíram a incorporação de batalhões Gurkhas no desembarque, ressaltando a habilidade desses lendários soldados no emprego das facas Kukry, particularmente durante os combates aproximados. Mística centenária que gerou receio aos adversários instalados nas trincheiras geladas da região.
Depreende-se, portanto, que essas organizações não podem nem devem abdicar de treinamento contínuo, severo e aplicado para o cumprimento de seus propósitos operacionais. Não há tempo para tergiversações não profissionais.
O ajuntamento de pessoas no último domingo (21.03.21), ao longo da avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, identificados pelos meios de comunicação como paraquedistas em desfile para homenagear autoridade, não pode ser relacionado às tropas especiais brasileiras e às suas místicas.
Eram cidadãos, no exercício dos seus direitos de ir e vir, ainda que afrontando normas sanitárias legais vigentes na ocasião, que decidiram pelo pitoresco encontro dominical.
Que se afaste de pronto qualquer tentativa de relacioná-los com o Exército Brasileiro.
O Exército é uma instituição de Estado e constantemente assevera esse conceito para mais amalgamá-lo junto à população brasileira. Ele não referendou, nem referendará atitudes que afrontem, por seu posicionamento, a estabilidade, a legalidade e a legitimidade junto à nação brasileira. Age, como consequência dessa postura, no total acatamento aos ditames constitucionais.
A política do Exército vem prevalecendo sobre a política no Exército com a firme e sensível condução dos atuais chefes militares, herdeiros de nobres tradições e sólidos exemplos.
Acredito, em foro íntimo, que declarações políticas que tentem tragar a Instituição, sofrem claro e forte repúdio da maioria de seus integrantes, já imunizados contra essa cantilena, em especial nos momentos tão sensíveis pelos quais o país ultrapassa de crise pandêmica.
Estaremos sempre prontos a compartilhar com a sociedade o nosso preparo técnico-profissional reconhecido, de há muito, como politicamente isento e socialmente abrangente. Prisioneiros de um único adágio: serviremos com grandeza ao povo brasileiro.
Paz e bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros
General de Divisão R1
Trata-se de um trabalho na área da psicologia social no qual o autor discorre sobre a dificuldade de convencer pessoas extremadas a mudar de posição.
Pesquisas acadêmicas revelam que esses indivíduos, ao serem confrontados com uma realidade da qual discordam, tendem a assumir um comportamento mais radical em defesa de suas ideias. “As pessoas frequentemente ignoram informações novas que as contradigam, argumentam contra ou descartam suas fontes para manter crenças já existentes”. (David Redlawsk)
A reação psicológica ficou conhecida como efeito backfire. O autor esclarece que “não é fruto de ignorância ou burrice”, trata-se de um reflexo do chamado raciocínio motivado - forma de pensar na qual elegemos tão somente as evidências que nos confortam para chegar-se a uma conclusão à qual já tínhamos optado de antemão.
A teoria ajuda a compreender as defesas apaixonadas de posições polarizadas com as quais parte de povo acredita e declara amor ou ódio aos agrupamentos políticos de ocasião.
Carl Sagan afirmou que as crenças não se baseiam em evidências, mas em uma profunda necessidade de acreditar. Acreditar em qualquer coisa embalada com laço colorido nas cores de preferência.
Quando posturas reacionárias tomam o rumo de escolhas políticas, como soe acontecer no Brasil, adentra-se em um campo de batalha onde os digladiadores, se sobreviverem, sairão com sequelas irreversíveis.
O fato novo – possibilidade de o ex-presidente Lula concorrer às eleições do próximo ano – agitou os grupos a favor e contra, empurrando-os ainda mais para os polos de suas posturas políticas e ideológicas.
Do baralho eleitoral, os valetes que despontam mais robustos são o atual e o ex-presidente. Natural que o sejam, trazem a força do cargo associado ao uso da caneta executiva ou do emocional de tempos passados.
É fácil desfiar um rosário de maus feitos e atribui-los a cada um deles, às vezes aos dois ao mesmo tempo. Segundo a teoria, seria “tiro no pé”. Apenas reforçaria o raciocínio motivado de cada grupo, já antecipadamente decidido por lutar pelo sufrágio de seus mitos.
O professor Carvalho ilumina uma possibilidade de enfrentar a tese inicial e prefiro usá-la como tábua de salvação. Convencer os indecisos, valendo-se de argumentação qualificada.
As últimas pesquisas de intenção de voto (verdade que perderam, no mundo todo, parte da confiabilidade) trazem uma disputa cabeça a cabeça entre os dois preferidos. Ressalve-se, o somatório das intenções desses valetes, não ultrapassa a quantidade de intenções atribuídas aos outros contendores. Para tratar apenas de matemática...
Muitas pessoas que no último pleito depositaram suas esperanças naquele que refletia as aspirações de contestação ao governo da esquerda estão órfãs pelas posturas tomadas pelo governo da direita.
Procedimentos iguais, sinal trocado!
Elas aceitariam de bom grado alguém que assuma o papel de aglutinador, que as acolha com projetos equilibrados e que as faça voltar a ter esperança.
Se essa tese que se avoluma em parte da sociedade encaminhar-se de forma adequada, aparecerão outros valetes para qualificar a disputa democrática, dignos de cooptar a predileção dos não impactados pelo raciocínio motivado.
Nobres valetes, tomem como estímulo o pensamento de Gandhi: “se tiver fé em que serei capaz de fazê-la, adquirirei certamente a capacidade de realizá-la, mesmo se não a possuía ao começar.”
Tenham fé. Vocês são capazes. Nos acreditamos!
Paz e Bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros
General de Divisão R1
Sgt Adalberto, no ano de 2019, foi o mestre da banda e em um vídeo em Passo Fundo, que viralizou no país inteiro, em homenagem aos pracinhas demonstrou o grande companheiro que era!
No último ano o mundo foi assolado pela pandemia do Novo Coronavírus, o que impactou o convívio social de forma globalizada, não sendo diferente em nossa cidade.
No início, as autoridades competentes tomaram medidas de restrições para evitar o contágio e promover o distanciamento social, dentre elas a suspensão e/ou limitação de vários setores comerciais e empresariais.
Durante este período convivemos com a abertura e o fechamento dessas atividades, entre as quais me incluo, pois, como todos sabem, sou proprietário de um restaurante há 27 anos, onde sempre trabalhei para tirar o sustento da minha família.
Na última eleição, coloquei meu nome à disposição da sociedade de Juiz de Fora para o cargo de vereador, sendo eleito com 4106 votos, dos quais muito me honro.
Assumindo o mandato, encontramos a cidade na onda vermelha, com restrições de boa parte das atividades comerciais. Diante deste quadro, iniciamos a nossa caminhada trabalhando sempre em prol do retorno das atividades com os devidos protocolos sanitários que o “novo normal” nos exige, sempre respeitando a proteção à vida.
Quando ainda podíamos nos reunir participamos de debates, buscando sempre viabilizar a flexibilização e retorno seguro das atividades.
Na Reunião plenária do dia 15/01/2021, em pronunciamento na Tribuna, alertei a todos sobre as dificuldades que estariam por vir com a manutenção daquele quadro, citando a falta de políticas públicas por parte dos gestores executivos, no sentido de amenizar o sofrimento da população, chegando a afirmar categoricamente que “vai faltar comida na mesa”.
Nosso mandato seguiu tentando de todas as formas o diálogo em prol do retorno das atividades.
Em fevereiro fizemos requerimento solicitando o cancelamento do ponto facultativo do carnaval, o que foi atendido pelo Executivo Municipal e, depois, acompanhado pelo Governo do Estado. Mas, para espanto, o Sindicato do Comércio de Juiz de Fora foi contra esta medida, e, com isso, o comércio fechou durante o carnaval, o que, consequentemente, possibilitou festas clandestinas, eventos e viagens, causando aglomerações, justamente o que não poderia ocorrer neste caótico momento de desordem sanitária que nos compromete.
Como era de se esperar, as consequências vieram, pois, assim como ocorreu nos dias seguintes à última campanha eleitoral e nos feriados que finalizaram o ano, após o carnaval o setor comercial foi novamente convocado para assumir a responsabilidade e pagar a conta, o que, certamente, ocorrerá outra vez após o feriado da semana santa, se nenhuma medida preventiva for tomada.
No último dia 07, nossa cidade entrou em Lockdown através de um decreto do Executivo Municipal, sem qualquer previsibilidade e aviso à população e aos empresários, o que acarretou muitos prejuízos, dado que várias atividades não poderiam ser interrompidas de forma abrupta, sem critérios técnicos.
A título de exemplo, o posto de gasolina ficou “esquecido”. No dia posterior, mediante novo decreto, outras atividades ficaram mais uma vez “esquecidas”, o que foi prontamente questionado por este Vereador, como, por exemplo, o funcionamento das cirúrgicas, que só não foram fechadas por minha intervenção junto à Secretaria de Governo, pois, como dito, o decreto não a contemplava.
Na semana passada o Governador do estado incluiu nossa cidade na onda roxa do programa Minas Consciente, medida impositiva que a cidade teria que acatar, determinando, inclusive, toque de recolher das 20 horas às 05 horas do dia seguinte.
Neste compasso de espera ficamos sem saber quais atividades estariam autorizadas a funcionar, sendo que o programa do estado contemplava mais atividades que o decreto da Prefeitura de Juiz de Fora, que seguia em sua dificuldade de informar e esclarecer a população e o setor comercial.
Agora, segunda-feira (15/03/2021), por volta das 19 horas, fomos surpreendidos com um novo decreto do executivo municipal, novamente sem qualquer aviso prévio à população, determinando várias medidas de execução imediata, dentre elas o recolhimento dos coletivos públicos durante o toque de recolher, o que ocasionou um grande caos a vários trabalhadores que ficaram, após uma árdua jornada, sem o transporte para voltarem a seus lares.
Na reunião plenária de terça-feira, questionei sobre a retirada dos ônibus, pois o decreto municipal estaria em desacordo com a determinação do “Minas Consciente”, uma vez que a retirada dos coletivos ocasiona mais aglomerações, contrariando a ideia de não proliferação do vírus, sem contar que limitava o direito de ir e vir e que nem todos teriam dinheiro para pagar transportes individuais, afetando diretamente os mais vulneráveis.
Ressalto que nesta reunião foi aprovado requerimento de minha autoria e outros colegas, solicitando que a Prefeitura ampliasse o prazo para pagamentos dos tributos municipais, dada a preocupação que temos com a situação das atividades empresarias de nossa cidade, que, de novo, estaria compelida a pagar pela ineficiência dos poderes executivos de todas as esferas.
Na ocasião também foi aprovado um pedido de informações sobre qual seria a essencialidade do estacionamento da área azul, uma vez que os estacionamentos particulares não foram autorizados a funcionarem.
Portanto, seguirei firme no propósito de buscar o diálogo com os poderes executivos que são os responsáveis por estas restrições impostas ao comércio e às atividades empresariais em geral, sempre respeitando os códigos sanitários, é preciso conviver com este “novo normal”, buscar saídas, seguir protocolos que permitam a volta das atividades ora restritas.
Precisamos aprender com os erros que foram cometidos, solicitamos diálogo para achar soluções e evitar que daqui a pouco, após a reabertura, voltemos a fechar.
Desejamos organização e comunicação com todos os setores, não podemos centralizar decisões que afetam a vida de todos, em que os que estão com seus salários garantidos ficam tomando decisões para aqueles que precisam lutar pelo seu ganha pão de todo dia.
Queremos diálogo aberto com toda a sociedade e unir forças para vencermos este inimigo invisível.
Termino esta carta agradecendo aos profissionais da saúde, sobretudo pelo amor que doam e fazem neste momento de extrema dificuldade, disponibilizando, inclusive, meu mandato, “Para Juntos Fazermos Mais” em busca de diálogos para encontrarmos saídas para vencermos a Pandemia.
Mauricio Delgado
Vereador
O esforço para movê-los demonstra cumplicidade. Quando um dos parceiros se cansa, o outro redobra suas energias para compensar a força dirigida aos pedais.
A nossa sociedade não vem demonstrando cumplicidade para pedalar os barquinhos neste lago da pandemia. Egoísta, pensa como Benjamin Disraeli: “minha ideia de pessoa agradável é a de quem concorda comigo.”
Prefere dirigir aqueles bate-bates (carrinhos elétricos) para descarregar seus instintos raivosos, chocando-se uns contra outros, como uma batalha de Kursk (maior enfrentamento de blindados da segunda guerra mundial, com cerca de 500.000 mortos).
Às vezes, o rapaz responsável pela atração precisa vir acudir quando o engarrafamento de carrinhos impede que se movam em qualquer direção.
Estando neste picadeiro insensato de bate-bates, como as autoridades poderão ajudar a desfazer o caos sanitário que se abateu sobre o País?
Os gestores precisarão sair das suas cabines de controle, de onde nada veem, ou apenas enxergam por meio das mídias sociais, e descer ao chão no dia a dia das portas dos hospitais, das UPAs, dos transportes público lotados e organizar com coração e razão o esforço de guerra contra esse flagelo.
A organização passa por entender onde reside o principal desafio para conter o avanço descontrolado da pandemia. A análise do problema é a primeira ação a ser desencadeada.
Muito estudiosos iluminam dificuldades pontuais como se um único carrinho elétrico, se removido do entulho de tantos outros carrinhos, pudesse resolver a questão. Desastres de avião não ocorrem apenas como resultado de uma única causa.
Por certo, cada análise é importante e contribui para o intento de curar o problema: falta de vacinas contratadas, logística de distribuição ineficaz, desemprego em alta, impossibilidade de distanciamento entre as pessoas, egoísmo social crescente, contestação ao uso de máscaras, falta de gestores hospitalares, implemento de novos leitos etc.
Completado um ano de tanto sofrimento, percebe-se que o maior problema é falta de uma comunicação que toque de fato o íntimo de cada pessoa.
Que mensagem passa um ídolo do futebol ao participar de evento ilegal proibido por norma sanitária municipal, ainda que tenha emitido um pálido pedido de desculpas?
Que mensagem passam os gestores incapazes de definir parâmetros técnicos para conter a pandemia, demonstrando apenas preocupação com a permanência no poder?
Não somos uma democracia semelhante à americana, na qual os governos federativos têm forte independência e inegável ação sobre os seus cidadãos. Aqui, o poder central tem predominância e, por isso mesmo, precisa agir em casos de desequilíbrio da federação, comunicando a decisão e liderando pelo exemplo.
Se nos países cuja população tem melhor capacidade de lidar com a desinformação os confrontos acontecem, quem dirá em Terra de Santa Cruz tão carente de educação, única ferramenta que permitiria discernir fatos de fofocas?
Somos engolfados pelo paradigma da informação. O excesso de informação leva à desinformação. Ressalve-se, esse problema não é exclusividade nossa.
Quantas mensagens recebemos diariamente em grupos e cremos como verazes? Quem se preocupa em checar o fato quando ele parece afrontar a realidade de seu entorno?
Se não percebe, isso é uma censura disfarçada! Você recebe apenas aquilo que o censor – quem organiza e distribui a informação - identificar como interessante para a tese defendida pelo grupo. Se você é indolente, se você é ingênuo será sempre passageiro e nunca condutor.
Chega de divisão maniqueísta. Sentemos lado a lado no pedalinho de nosso destino como Povo, e empurremos com entusiasmo nossos pés para girar as lâminas da embarcação. O barco da frente que dite a voga.
Se o timoneiro demonstrar habilidade, senso de organização e liderança, vamos atrás. Ao contrário, substitua-se aquele que aponta o caminho equivocado, elegendo-se outro capaz de guiar-nos.
Paz e bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros
General da Reserva do Exército
No dia 1º de março, foram iniciadas as atividades curriculares com o cerimonial de entrada no curso, momento em que foram observadas as condições de aprestamento do material e do armamento individual. Em seguida, o turno de alunos foi formalmente apresentado ao Regimento Tiradentes durante a formatura matinal da organização militar.
O curso tem duração de seis semanas, sendo a fase de orientação a primeira etapa. Seu objetivo é formar o militar “Guia de Cordada”, que conduz equipes de escaladores por vias de difícil acesso e de elevado grau de dificuldade, além de equipar as vias para o escalador militar ultrapassá-las. O 11º BI Mth dedica-se ao montanhismo militar há 41 anos e é a única grande unidade vocacionada a atuar no ambiente operacional de montanha.