terça-feira, 19 de janeiro de 2021

NOTA DE REPÚDIO DO COMANDO DO EXÉRCITO À EDITORA-CHEFE DA REVISTA ÉPOCA

 


Brasília-DF, 18 de janeiro de 2021. 

Senhora Ana Clara Costa, Editora-Chefe da Revista Época.

Incumbiu-me o Senhor Comandante do Exército Brasileiro de expressar indignação e o mais veemente repúdio ao texto de autoria de Luiz Fernando Vianna, publicado nesse veículo de imprensa em 17 de janeiro de 2021. 

A argumentação apresentada pelo articulista revela ignorância histórica e irresponsabilidade, não compatíveis com o exercício da atividade jornalística. Atribuir a morte de brasileiros a uma Instituição de Estado, cuja história se confunde com a da própria Nação, nas lutas pela manutenção de sua integridade, caracteriza comportamento leviano e possivelmente criminoso. 

Afirmações dessa natureza, motivadas por sentimento de ódio e pelo desprezo pelos fatos, além de temerárias, atentam contra a própria liberdade de imprensa, um dos esteios da democracia, pela qual o Exército combateu nos campos de batalha da II Guerra Mundial e por cuja preservação tem se notabilizado em missões de paz em todos os continentes. 

Cabe ressaltar que, durante a pandemia, o Exército, junto às demais Forças Armadas e a diversas agências, tem-se empenhado exatamente em preservar vidas. 

Para isso, vem empregando seus homens e mulheres por todo o território nacional, particularmente em áreas inóspitas, onde se constitui na única presença do Estado, realizando atendimentos médicos, aumentando estoques de sangue por meio de milhares de doações, transportando e entregando medicamentos e equipamentos, montando instalações, desinfetando áreas públicas, enfim, estendendo a Mão Amiga a uma sociedade que lhe atribui os mais altos índices de credibilidade. 

Por fim, o Exército Brasileiro exige imediata e explícita retratação dessa publicação, de modo a que a Revista Época afaste qualquer desconfiança de cumplicidade com a conduta repugnante do autor e de haver-se transformado em mero panfleto tendencioso e inconsequente. 

General de Divisão Richard Fernandez Nunes 

Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

ESPERANÇA - POR ALEXIS VALDÉS

 


OLHEM QUE BELEZA DE POEMA 


Quando a tempestade passar

E se amassem os caminhos

e sejamos sobreviventes

de um naufrágio coletivo.


Com o coração choroso

e o destino abençoado

Nós nos sentiremos felizes

Só por estar vivo.


E nós daremos um abraço

ao primeiro desconhecido

e louvaremos a sorte

de manter um amigo.


E aí nós vamos lembrar

tudo o que perdemos

e de uma vez aprenderemos

tudo o que não aprendemos.


Não teremos mais inveja

pois todos terão sofrido.

Não teremos mais desídia.

Seremos mais compassivos.


Valerá mais o que é de todos.

Que o jamais conseguido

Seremos mais generosos.

E muito mais comprometidos


Vamos entender o quão frágil

o que significa estar vivo

Sentiremos empatia

por quem está e quem se foi.


Sentiremos falta do velho

que pedia uma esmola no mercado,

que você não sabia o nome dele

e sempre esteve ao seu lado.

E talvez o velho pobre

Era Deus disfarçado.


Você nunca perguntou o nome

Porque você estava com pressa.

E tudo será um milagre

E tudo será um legado

E a vida será respeitada,

a vida que ganhamos.


Quando a tempestade passar

Eu te peço Deus, desculpe.

que nos tornes melhores,

como você sonhava com a gente.


Alexis Valdés - Cuba

domingo, 17 de janeiro de 2021

Voltar a viver de forma plena - Por Wilson Rezato

 


As perspectivas na economia brasileira ficaram agora mais claras com os dados revelados hoje pelo IBGE. A divulgação oficial da inflação de 2020, que veio apenas para confirmar o que a população já sente a cada ida ao supermercado, além de mostrar os efeitos de um ano atípico em todos os sentidos, aponta para um período que exigirá muito trabalho da equipe econômica do Governo Federal. O aumento da inflação (IPCA 2020 = 4,52%), além da composição de indicadores para o mercado e para os ajustes que precisam ser feitos, foi especialmente agravada por conta dos alimentos, muitos com elevação na casa dos dois dígitos percentuais, criando um obstáculo a mais. Isso penaliza diretamente o cidadão, que está lidando, ao mesmo tempo, com o achatamento nos seus rendimentos ou com o desemprego e uma alta de preços que há muito não se via no Brasil.

A saúde é e precisa continuar a ser prioridade, e a vacina que tanto esperamos precisa vir acompanhada de um grande projeto para recuperação da economia, para que possamos crescer, gerar novas oportunidades e viver de forma lena.

Não à estupidez - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Estou cansado, mas quem não está? As notícias sobre os números alarmantes do coronavírus e sobre a preparação letárgica para a vacinação não são alvissareiras. 

Desde o primeiro caso de COVID-19 assistimos a um bate-cabeça em todas as instâncias da administração pública. Ademais, uma antecipação grotesca de disputas eleitorais.

A “verdade” hoje é fluida. Logo, os interesses prioritários da sociedade exigem transparência das autoridades por meio de uma comunicação profissional. A comunicação sobre o tema vacina é amadora. Esperanças por dias melhores se evaporam, na crescente desconfiança da imunização.

Vejamos o exemplo do Instituto Butantã, referência acadêmica, tendo que se “virar nos trinta” para atender a três santos: o governo federal, o governo estadual e a empresa SINOVAC.

Em função de interesses diversos, o Butantã antecipou dados, ainda que verdadeiros, dissociados do padrão usado para pesquisas mundo afora.

Cobrado pela imprensa, pela academia, pela sociedade (escoimo os extremistas, esses criticariam mesmo que fosse estrondoso sucesso) precisou vir a público outra vez e apresentar a chamada taxa de eficácia geral. Aquela no “limiar da aceitação” pela OMS. Para leigos, foi um balde de água fria.

Com a população impactada pela desinformação das mídias sociais, do WhatsApp, de pronunciamentos levianos de autoridades vamos ter dificuldade em convencê-la a imunizar-se, especialmente a parcela mais simples e menos intelectualizada.

Vimos, ainda, ideológicos obtusos que se comportavam como hoolingans em final de campeonato, a torcer desbragadamente para que o índice de eficácia do Butantã ficasse abaixo do considerado aceitável pela OMS.

Domingo passado, na TV aberta, um senhor destroçado por perdas de pessoas queridas afirmou: “são duas situações, antes de acontecer (a perda) e depois”. Ele teve perdas, eu tive perdas, muito tiveram perdas.

A COVID não é brincadeira, ela mata, ela deixa sequelas, ela muda o nosso psicológico. Não há fórmula mágica para contê-la. Ou tomamos a vacina (de qualquer instituto) que seja certificada; ou partimos para um lockdown que não aguentamos mais; ou vamos para a galera ver o mundo acabar, deitados no barranco da insensatez e hipocrisia.

“Eu não tenho nada contra os estúpidos, e sim contra a estupidez” (Jacques du Lorens). Aceitem, se quiserem, os estúpidos, mas não comprem a sua estupidez. A escolha é sua.  

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General da Reserva e ex-porta-voz da Presidência da República

ATÉ BREVE CEL ALEXANDRE ROBERTO DA SILVA

Cap Sergio, Asp Guarçoni, Cel Roberto, este editor, Antonelle Gomes e juiz Paulo Rossi

No ultimo dia 12 de janeiro o Cel Alexandre Roberto da Silva transmitiu o comando do do 4º Grupo de Artilharia Leve de Montanha, Grupo Marquês de Barbacena, ao Ten Cel Rodrigo Coutinho, em uma solenidade restrita ao publico interno, familiares dos comandantes substituído e substituto e antigos comandantes.

A Reserva Ativa, tão presente em solenidades, dessa vez não pode participar.

Durante seu comando o Cel Roberto sempre teve como um dos seus principais objetivos manter um estreito laço com a Res Atv, elo de extrema importância junto a sociedade brasileira e no nosso caso especifico junto a população de Juiz de Fora.


Sabedores de sua enorme tristeza de não poder se despedir dos seus amigos da Res Atv, reunimos um grupo de amigos em minha residência, na ultima sexta-feira, 15 de janeiro, para nos despedirmos do Cel Roberto, poucos amigos, mas não deixamos de dar um "até breve" ao chefe e amigo.

Estiveram presentes além deste editor que é 1º Ten R/2 Art,  o juiz aposentado Paulo Cezar Rossi, Cap R/2 Art Sérgio Carneiro, Asp R/2 Art Arthur Guarçoni, primeiro colocado no curso do NPOR de 2020, colunista Caca Salermo e meu afilhado Antonelle Gomes da Rocha sempre presentes nas reuniões com a Res Atv em nossa residência

Asp Guarçoni e juiz Paulo Rossi

Para marcar a forma como o Cel Roberto tratou a todos nós durante o seu comando entregamos a ele o diploma de "Pescador de Amigos", que foi-lhe entregue pelo mais antigo e o mais moderno representantes da Res Atv presentes.


Como forma de agradecimento o Cel Roberto presenteou a todos com o livro que comemora os 90 anos de criação do 4º GAC L Mth.





Obrigado Cel Roberto pelo prestigio a todos nós que durante seu comando no 4º GAC L Mth e em sua estada em nossa querida e acolhedora Juiz de Fora.

Em breve nos reencontraremos.

Cel Roberto fixa residência em Brasília e terá um ano de estudos na Escola Superior de Guerra.

Ao amigo e "eterno" comandante, sua esposa Ten Joana e filhas desejamos pleno sucesso na nova missão que hora se inicia.

Missão cumprida!

Para frente e para o alto.



sábado, 16 de janeiro de 2021

4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha - Passagem de Comando


A solenidade de passagem de comando do Grupo iniciou com a inauguração do retrato na galeria dos ex-comandantes, ocasião em que o comandante sucedido recebeu o distintivo de comando e a insígnia de comando, e entregou o capacete e os equipamentos de montanha ao comandante sucessor, mantendo a tradição da “mística da montanha”. 




A formatura foi presidida pelo comandante da 1ª Divisão de Exército, General de Divisão Kleber Nunes de Vasconcellos, e a transmissão do cargo foi conduzida pelo comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, General de Brigada João Felipe Dias Alves. 




Após a formatura foi servido um coquetel, preparado pela equipe de aprovisionamento, para os oficiais, subtenentes, sargentos e convidados, quando o comandante sucedido aproveitou para entregar o livro de 90 anos do 4º GAC L Mth as autoridades presentes. 



Encerrando suas atividades, o comandante sucedido se despediu, individualmente, de todos os oficiais, subtenentes, sargentos do Grupo e recebeu a última continência da “Guarda Marquês”.




Fonte e fotos: Com Soc 4º GAC L MTH

Comentário:

São homens da estatura do Cel ART ALEXANDRE ROBERTO que confere ao EB a respeitabilidade e a certeza de que a ordem pública, social e política, tem nesta instituição o depósito maior da certeza. Aos comandantes substituído e substituto nossa aplauso, um pelo comando altamente salutar e ao outro a certeza que sua competência funcional o fará, a semelhança dos comandantes anteriores, mais um marco de realização nesta OM.

Paulo Rossi - Juiz aposentado

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

PASSAGEM DE COMANDO DO 2º BPM E 27º BPM

 


BATALHÃO D. PEDRO II TEM NOVO COMANDANTE

 


Na manhã do dia 06 de janeiro de 2021, o 32º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha - “Batalhão Dom Pedro II” realizou a cerimônia de Passagem de Comando do Coronel de Infantaria Allan Danilo Paiva Salazar para o Tenente-Coronel de Infantaria Eduardo Teixeira Costa Mattos.

Em virtude das medidas de prevenção para o enfrentamento à Pandemia de COVID-19, a solenidade foi realizado internamente, sem a presença de convidados, restrita aos envolvidos no evento.

Inicialmente, houve a recepção às autoridades pela Guarda do Quartel e, em seguida, ocorreu a Inauguração do Retrato e da assinatura do Comandante Substituído, na Galeria de Retrato dos Ex-Comandantes e Galeria de Assinatura, respectivamente. A entrega do Distintivo de Comando ao Comandante da Unidade sucedido foi realizado pelo General João Felipe Dias Alves, Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha.


Logo em seguida, foram feitas a leitura da exoneração e nomeação dos Comandantes sucedido e sucessor; as palavras de despedidas do Coronel Allan e da referência elogiosa consignada pelo Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha.


Finalmente, ocorreu a transmissão do cargo, presidida pelo General Felipe e, na sequência, a revista à tropa pelos Comandantes sucedido e sucessor.


Prestigiaram o evento com suas presenças o Senhor General de Divisão Kleber Nunes de Vasconcellos, Comandante da 1ª Divisão de Exército – “Divisão Mascarenhas de Moraes”; eternos Comandantes da Unidade; Oficiais Comandantes das Unidades sediadas em Belo Horizonte, Juiz de Fora e Rio de Janeiro; e familiares dos Comandantes sucedido e sucessor.

Fonte: 32º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha

IMBEL ENTREGA LOTES DE MUNIÇÃO PARA MORTEIRO PESADO NO 4º D SUP

 


Na última semana de dezembro de 2020, o 4º Depósito de Suprimento recebeu lotes de munição 120 mm AE PR dos contratos nº 121/2018 e 149/2019, que foram firmados entre a Força Terrestre e a IMBEL e que tinham como prazo limite os meses de julho de 2021 e março de 2022.

A referida munição é empregada no Morteiro Pesado 120 mm  Raiado, que dota, principalmente, os Batalhões de Infantaria Blindados (BIB), os Regimentos de Carros de Combate (RCC), os Regimentos de Cavalaria Blindados (RCB) e os Regimentos de Cavalaria Mecanizados (R C Mec).

O Morteiro Pesado 120mm Raiado é um armamento desenvolvido e fabricado pelo Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro, sendo composto de três partes principais: tubo-canhão raiado, reparo com trem de rolamento e placa-base. Utiliza qualquer tipo de munição 120 mm para morteiros de alma lisa ou raiada de padrão internacional. Com munição pré-raiada e propulsão adicional, atinge cerca de 13 km de alcance.

A referida atividade permitirá o encerramento dos contratos supramencionados e, assim, a reposição dos estoques estratégicos, garantindo a continuidade no adestramento da tropa.

Fonte: CCOMSEx

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Armas em Funeral - Gen Bda R/1 Carlos Roberto Pinto de Souza


Faleceu nesta segunda (11), em Curitiba, o general da reserva Carlos Roberto Pinto de Souza, responsável pela área dentro do Inep que coordena a elaboração do Enem. Ele tinha 59 anos.

O Gen tinha doutorado em Altos Estudos Militares e foi Comandante do Centro de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro.


sábado, 9 de janeiro de 2021

Concurso da Imbel terá vaga para Juiz de Fora

 


Juiz de Fora será uma das cidades de lotação dos aprovados do próximo concurso da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel). Aguardado para 2020, o edital do certame será divulgado no próximo ano, mas algumas informações já foram adiantadas. 

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi escolhida como banca organizadora da seleção, que deve contemplar vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. 

A remuneração prevista varia entre R$1.275,46 e R$5.331,47. Além de Juiz de Fora, as cidades de Itajubá, Majé, Rio de Janeiro e Piquete receberão os candidatos aprovados. 

O número de vagas do concurso ainda não foi divulgado.

O edital oferta a oportunidade de para formação de cadastro de reserva para cargos de todos os níveis de escolaridade. As remunerações podem chegar até R$ 5.331,47.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

4º GAC L MTH - COMUNICAÇÃO DE PASSAGEM DE COMANDO

 




Nota do editor: A solenidade é um evento exclusivo para o público interno, sendo vedada a presença de convidados devido a prevenção adotada ao combate ao Covid 19.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Não esmoreça, tenente. - Por Otávio Santana do Rêgo Barros


 "Corridinha mixuruca, que não dá nem pra cansar. Eu aqui nesse passinho, volta ao mundo quero dar!"

Gritos de guerra são tradicionais nas corridas militares. O sistema de preparação para o combate considera os aspectos psicomotores combinados com os cognitivos como essenciais para atingimento da higidez física e mental.

Servem também para instruir, de forma simbólica, que os objetivos, quando definidos, devem ser buscados insistentemente em qualquer ação a que combatentes se predisponham encarar.

Os puxadores de canção sentem a disposição da tropa e a estimula em uma batida ritmada de pés e mãos. O líder do grupo vai à frente para controlar a passada e evitar que os menos capacitados fiquem para trás e não concluam a atividade junto com todo o grupo.

Lembro-me do tenente Brian (saudoso comandante de pelotão) correndo com a alunada pelas ladeiras do Jardim Chapadão, bairro de Campinas, São Paulo, na época em que eu cursava a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EspCEx).

Findo o impensável ano de 2020 — qualquer qualificação demeritória ainda será amena — e já nos primeiros dias de 2021 iniciamos, sociedade brasileira, uma corrida em forma.

Consideremos, figurativamente, que o Brasil é um pelotão que atravessou há pouco a linha de partida, os fogos de artifício do ano-novo (ainda bem, foram poucos), e saiu para uma longa e dura corrida de obstáculos sem definição da linha de chegada.

Sabemos que os puxadores da contagem estão desafinados e arrítmicos, e os líderes não se preocupam com a coesão, olvidando a retaguarda de sua tropa. Parecem correr sozinhos.

Portanto, estamos sem faróis a definir nossos rumos, desunidos emocionalmente e despreparados em organização.

Se assim persistir, enfrentaremos uma “Lurdinha” — temida metralhadora alemã empregada na Segunda Guerra Mundial — em um campo aberto semelhante àquele de Monte Castelo. Uma carnificina para nós, pracinhas contemporâneos.

Na preparação para o concurso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), desafiador obstáculo acadêmico na carreira do oficial, havia um livro ao qual todos compulsávamos, cujo título era Espaços Geográficos (BIBLIEX - Tiago Castro de Castro).

A obra apresentava um passo a passo, ajudando a sistematizar as respostas às questões proposta pela banca examinadora. Treinava-nos a colocar no papel pautado o conhecimento adquirido nas muitas horas de preparação.

Digamos que nos fosse imposta uma questão da servidão citar: Considerando os campos do poder, quais os principais desafios a serem enfrentados pelo Brasil ao longo ano que se inicia?

É fácil esquematizar a tese. Os obstáculos são de conhecimento da maioria da população, que os sente na pele.

— O flagelo do desemprego, com mais de 14 milhões de desempregados;

— A luz amarela da inflação, efeito econômico desconhecido pelas novas gerações;

— A questão ambiental, agenda inconteste dos países que lideram as democracias ocidentais;

— Os desafios para a agroindústria, como fiel da balança de pagamentos;

— A readaptação ao multilateralismo, que crescerá com a vitória do presidente Joe Biden, nas eleições americanas;

— A falta de planejamento integrado, a prejudicar a sinergia de ações;

— A comunicação rasa, dificultando a compreensão por parte da maioria da população

— O nó de górdio do relacionamento diplomático do Brasil com o mundo, que precisará ser desfeito; e

— O combate implacável à pandemia do novo coronavírus. Dentre outros.

Nada tão complicado de deduzir-se para organizar o pelotão neste início de corrida.

— Pelotão! Corrida no mesmo lugar! Reagrupar! Ordenaria um bom tenente.

Um que liderasse de fato pelo exemplo. Que soubesse o quanto a intrepidez impensada, a irresponsabilidade, a vaidade e o pouco planejamento não são companheiros para o sucesso de seu pelotão.

“O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever!” A frase do Almirante Barroso, enunciada na Batalha de Riachuelo, serve de emulação a todos nós.

Paremos de atribuir responsabilidade apenas aos tradicionais Poderes configurados por Montesquieu. O povo, por primeiro, que assuma seu quinhão em direitos e deveres conquistados no amadurecimento da sociedade.

Ainda de Montesquieu, um pensamento para que se estabeleça como dogma: “a liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem.” Fora delas, é anarquia. Fora delas, do tenente ao recruta mais bisonho, é transgressão, quiçá, crime.

Somos parte da argamassa na construção de um mundo melhor. Podemos ser o líder e o puxador de cantos de nosso pelotão: a nossa consciência cidadã. E dentro da lei.

Paz e bem!

*Otávio Santana do Rêgo Barros é general e ex-porta-voz da Presidência da República


NOTA DE FALECIMENTO - EDUARDO CARLOS PEREIRA, NOSSO QUERIDO TAZINHO


Comunicamos o falecimento do amigo, diretor da Escola de Samba Real Grandeza e antigo diretor do E.C. São Carlos, Eduardo Carlos de Carvalho Pereira, conhecido carinhosamente por Tazinho.

O velório será a partir da tarde de hoje, no cemitério municipal, na capela sete, com sepultamento na mesma necrópole amanhã às 15h.

Aos familiares e amigos os nossos sentimentos.


Nota ES Real Grandeza

O Grêmio Recreativo Assistencial Cultural Escola de Samba Real Grandeza, com imenso pesar comunica o falecimento do seu Conselheiro Nato e Diretor, Carlos Eduardo de Carvalho Pereira "Tazinho'. O corpo está sendo velado no Cemitério Municipal e o enterro nesta quarta-feira, dia 6 janeiro, 15 horas. Por muitos anos dedicou seu tempo e trabalho pela Real Grandeza, era um vibrante Realense. O Presidente Luiz Carlos Masson, diretores, conselheiros, componentes e funcionários, estão consternados com a partida do "Tazinho" pra outro plano. Descanse em paz e condolências a família. Fernando Luiz Baldioti - Diretor de Comunicação da Real Grandeza.

domingo, 3 de janeiro de 2021

ARMAS EM FUNERAL - GEN BDA R/1 MÁRIO DE OLIVEIRA SEIXAS

 


É com muito pesar que informamos o falecimento do General de Brigada R1 Mário de Oliveira Seixas, na noite do dia 31 de dezembro de 2020, acometido por um infarto.

O General Seixas realizou todos os cursos regulares da carreira, além de ser formado em Engenharia de Telecomunicações pelo Instituto Militar de Engenharia. No exterior, cursou o British Army Staff College e a Defense School of Language.

Foi Comandante da 2ª Companhia de Comunicações Blindada, à época sediada em Jundiaí/SP, de 1975 a 1976. Entre 1987 e 1988, foi Comandante do 1° Batalhão de Comunicações Divisionário, no Rio de Janeiro/RJ. De abril de 1996 a janeiro de 1998, comandou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas/SP. Finalmente, como Oficial-General, foi Diretor de Material de Comunicações, Eletrônica e Informática, de dezembro de 1998 a abril de 2000, em Brasília/DF, e Comandante da 11ª Brigada de Infantaria Blindada, Brigada Anhanguera, atual 11ª Brigada de Infantaria Leve, no período de abril de 2000 a novembro de 2002.

Já na Reserva, assumiu o cargo de Secretário de Segurança Pública na Prefeitura Municipal de Campinas, no período de janeiro de 2005 a agosto de 2009.

Fonte: Comunicação Social EsPCEx