Em nome do senhor Gen Bda Nagy, nosso comandante, cumprimento a todos integrantes de nossa Brigada de Montanha.
Para frente e para o alto.
Montanha!
Em nome do senhor Gen Bda Nagy, nosso comandante, cumprimento a todos integrantes de nossa Brigada de Montanha.
Para frente e para o alto.
Montanha!
Entre os colaboradores do CEEEx está o professor Antônio Jorge Ramalho da Rocha, da Universidade de Brasília (UnB), que integrou a mesa redonda com o tema: “O papel do CEEEx no desenvolvimento do pensamento estratégico no Brasil”. O professor Ramalho destacou o papel do Centro como think tank. “Eu acho que todos temos que nos unir em torno de uma reflexão sobre os interesses do Brasil, da nação brasileira. O que significa promover uma maior coesão na sociedade brasileira. No que diz respeito às Forças Armadas, entender que não é pensar o Exército, a Marinha e a Força Aérea separados, que hoje a guerra é de maneira conjunta. Então a interoperabilidade é chave nesse processo. É muito importante que a gente comece a olhar para o futuro discernindo qual é o cenário de possível emprego das Forças e trabalhar de forma a aumentar a capacidade de emprego do recurso militar nas Relações Internacionais, tendo em vista, também, a Base Logística de Defesa”, colabora o professor.
THINK TANK
Segundo a ENAP, Escola Nacional de Administração Pública, think tanks são instituições que desempenham um papel de advocacy para políticas públicas, além de terem a capacidade de explicar, mobilizar e articular os atores. Atuam em diversas áreas, como segurança internacional, globalização, governança, economia internacional, questões ambientais, informação e sociedade, redução de desigualdades e saúde. Elas produzem pesquisas, análises e recomendações que contribuem para um ambiente de conhecimento, permitindo, inclusive, que os formadores de políticas públicas tenham ferramentas para tomar decisões mais embasadas, além de ter um papel importante na disseminação de conhecimento à sociedade. Esse é o papel do Centro de Estudos Estratégicos do Exército (CEEEx), que completa 20 anos neste ano.
Fonte: CComSEx
(Carta ao Rei de Portugal, por Moniz Barreto)
Esta semana fui convidado para a cerimônia de passagem para reserva de um antigo comandado. Evento simples, realizado em um auditório do Quartel-General do Exército, com a presença de civis, militares, antigos chefes e familiares do homenageado, cobriu-se de simbolismos e reavivou, mais uma vez, a chama dos valores e tradições que ornam a profissão das armas.
Em suas palavras de agradecimento, o militar sobrevoou a apaixonada carreira, iniciada há quase 40 anos, quando ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército com apenas 14 anos de idade. Falou emocionado dos desafios profissionais, das conquistas, das frustrações, das amizades construídas, da família constituída, das experiências múltiplas vividas e deixou uma mensagem aos ouvintes atentos: “Afasto-me consciente do dever cumprido, devedor inconteste da instituição e esperançoso que o país se supere e prossiga no caminho da paz e do bem-estar sociais”. Suas palavras lembraram o general Osório, um dos mais importantes líderes militares na história do Exército brasileiro que afirmou: “A farda não abafa o cidadão no peito do soldado”.
O militar referendou o sentimento de cidadão soldado reinante nos profissionais das armas — de ontem, de hoje e de sempre —, que é forjado desde as escolas de formação e amalgamado ao longo da carreira militar. Uma carreira, tão nobre quanto tantas outras, que difere das demais pelas características que impõe ao profissional e aos seus familiares.
O militar rodou o Brasil de ponta a ponta, morou em outro país de cultura diametralmente distinta, teve uma filha em uma cidade, o filho em outra, a esposa não conseguiu se fixar no mercado de trabalho, mas, a despeito do turbilhão, reconheceu-se um devedor da sociedade a quem se curva em sinal pronto de respeito.
Foi guerreiro e administrador, foi aluno e instrutor, liderou e foi liderado, uma mistura simbólica das atividades castrenses das quais se incubem os homens e mulheres das armas nos tempos modernos. Como ele, a cada ano, centenas de outros militares ao deixarem a farda física que os veste sentem as mesmas alegrias de um objetivo conquistado e as mesmas tristezas de um adeus sem volta.
É mesmo difícil compreender as servidões e as grandezas militares àqueles que nunca romperam a marcha, ao toque de clarim, tão logo o sol desponta no horizonte. E não vai aqui nenhuma crítica, nenhum apontar de dedos, nenhuma soberba, apenas constatação das diferenças dos mundos e da forma como encará-las. Contudo, o desconhecer pela incompreensão não legitima as críticas difusas que o estamento militar está a sofrer fruto do ambiente de chafurdo em que se meteu a sociedade brasileira nos últimos anos.
No momento em que a santidade das instituições antes imaculadas é questionada, que lideranças civis e militares são atacadas à luz do dia ou à sorrelfa das mídias digitais, que os parâmetros de comportamento social são postos à prova, é hora de questionar a quem interessa a desordem.
Lembrando Spinoza: “Não rir, não chorar, apenas entender”. Certamente a desordem não interessa aos esclarecidos, aos que têm expectativas ordeiras e aos que pensam o futuro como bem a ser construído a muitas mãos, em benefício de muitas mãos. É necessário combater a emoção exacerbada e a razão rasteira dos que conhecem o mundo pela sombra bruxuleante do pensar de outros que nunca encontraram a luz.
Em alusão ao Mito da Caverna, alegoria escrita por Platão na obra A República, será preciso que destemidos tenham coragem e abandonem a escuridão das bolhas maniqueístas para serem aquecidos pela luz desinfetante do sol. Que pensem sem o corrimão das ideias extremadas e duvidem de suas certezas absolutas. Por fim, na montagem do grande quebra-cabeça cuja imagem mostrará uma sociedade brasileira integrada, assegurarem que as Forças armadas não poderão ser gangorra para disputas ou reconstruções ideológicas.
O sepultamento será nesta quarta-feira no Cemitério Parque da Saudade, onde o corpo está sendo velado. Júlio deixa viúva, Niúcia Camargo, dois filhos, sete netos e quatro bisnetos.
Vá em paz meu mestre e amigo, foi uma dadiva de Deus ter convivido com o amigo desde a década de 70.
Missão cumprida.
Com argumentação de viés ideológico, justificou o fim das Forças Armadas pela suposta participação nas disputas políticas recentes, sem, contudo, oferecer sustentação histórica aos seus argumentos.
Cometeu, ainda, o equívoco de confundir o papel maior da instituição com ações isoladas de alguns de seus integrantes.
É compreensível diante do ambiente maniqueísta que se formou nos últimos anos, que cidadãos discordem, concordem, ou simplesmente não considerem enxergar o dia a dia segundo uma lógica sustentada em fatos.
Inegável, a instituição sofreu abalos em sua imagem.
Todavia, como chegou a defender o articulista, abdicar de proteção à nossa soberania, oferecendo em troca apenas a boa vontade dos antagonistas, certamente é ingenuidade dos que desconhecem a dinâmica de poder que veste as nações mundo afora.
Não sendo vozes solitárias, esses pensadores, ao tomarem como exemplo a Costa Rica e Islândia, países que não possuem forças armadas constituídas formalmente e defenderem essa decisão como cabível ao nosso país, precisam debruçar-se com afinco sobre a história do mundo.
Há poucos anos não se imaginaria a Alemanha, que desde a Segunda Guerra mundial assumiu atitude não belicista na busca de cicatrizar as feridas do nazismo, pudesse dar uma guinada em sua política externa e decidisse fortalecer suas forças armadas, estimando um gasto médio de cerca de 2% do PIB para a área de defesa já a partir de 2024.
Não se imaginaria que o Japão, único país a sofrer um ataque ao seu território com bombas atômicas e conviver com as sequelas dessa catástrofe, avaliasse reformular sua constituição para transformar suas forças de defesa, capacitando-as a projetar poder, em consórcio com outros países, sobre a região do Indo-Pacífico.
Não se imaginaria que um conflito com características de guerra entre tribos, ainda que insertado de novas e avançadas tecnologias, pudesse eclodir mais uma vez na Europa, envolvendo diretamente a Rússia e a Ucrânia, e levasse outros países a se digladiarem à semelhança da guerra fria.
Não se imaginaria que a República Popular da China, por meio de seu crescimento econômico incomparável, se alçasse à qualificação de potência mundial capaz de rivalizar-se com a águia americana em todos os campos do poder e disputar hegemonia nos quatro cantos do planeta.
Que a Índia, a Turquia, o Irã se fortalecessem ao nível de potências regionais capazes de influir no equilíbrio de forças nos seus entornos geopolíticos.
Que a Finlândia e Suécia, países tradicionalmente neutros diante dos polos de poder aglutinadores que se formaram após a Segunda Guerra mundial, buscassem agora alinhamento à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em postura desafiadora ao urso russo.
Que a Austrália, o Reino Unido e os Estados Unidos (AUKUS) conformassem um pacto militar para deter a expansão da China ao Sul do Pacífico, incluindo pacotes de compras e cessão de equipamentos militares da última geração.
Que a África, no passado alvo de interesses colonialistas das potências hegemônicas, se tornasse outra vez ringue para disputas em um neocolonialismo do século 21 e, diante de suas fragilidades, alguns países entregassem sua segurança a milícias armadas, apoiadas ou não por estados consolidados.
Que a América do Sul, ainda que perifericamente, se transformasse em palco das disputas globais.
Que a Região Amazônica, com suas imensas riquezas sustentadas na biodiversidade de seu bioma, muitas ainda desconhecidas, continuasse a ser alvo de interesses externos difusos e paradoxalmente pouco conhecida internamente.
Atlântico Sul, Antártida, espaço sideral, espaço eletromagnético, espaço cibernético, os ambientes de incerteza se multiplicam.
Portanto, esse sobrevoo sobre a geopolítica do mundo moderno já nos habilita a responder à provocação: Forças Armadas … pra quê?
Para dissuadir antagonistas. Para preservar nossos valores. Para sustentar nossas tradições. Para sermos respeitado em mundo fricativo. Para defender, enfim, nossas riquezas, nossos interesses, nossa gente, nossa soberania.
Robert de Saint-Jean afirmou que “a paz é o tempo em que se dizem tolices; a guerra, o tempo em que as tolices são pagas.”
Antes que tolices ditas nos façam ir à guerra, vamos tratar de nos preparar com resiliência e profissionalismo.
*General de divisão da Reserva
Luiz Ayrão é o autor da famosa música A Nossa Canção, cantada e difundida por Roberto Carlos, porém quando Deus nos inspira, Ele consegue melhorar o que já era muito bom. Ouça como ficou linda, principalmente a 2ª parte. É de arrepiar
O Exército vai aposentar os atuais coturnos, confeccionados em lona e couro. Os tradicionais ‘boots’ serão substituídos por calçados mais modernos, de couro hidrofugado (nobuck).
Portaria publicada nesta sexta-feira determina que o uso dos novos modelos será obrigatório a partir de janeiro de 2027.
https://www.montedo.com.br/2023/06/16/exercito-adotara-novos-coturnos-a-partir-de-2027/
Após receber a titulação, o General Lima agradeceu o reconhecimento e destacou a ampla responsabilidade diante da homenagem. "Hoje tive a alegria de vir aqui para obter a honraria e minha visão desse Estado e tudo que vivi aqui, como o drama das queimadas e o pesadelo da Covid-19, me faz ter ainda mais orgulho por ser agora um cidadão acreano. O Exército Brasileiro, junto ao governo e o povo do Acre, combateu esses problemas com muita energia. Fomos o local que mais distribuiu cestas básicas. Não foi uma missão fácil, mas o Acre tem alma e um povo que possui orgulho da sua bandeira", pontuou.
O General Lima ainda destacou que o Acre, mesmo sendo um estado jovem, possui grande potencial sendo um lugar com enormes possibilidades de desenvolvimento. "Me coloco como verdadeiro cidadão acreano mesmo antes de receber essa honraria, pois tenho sonhos e projetos a serem desenvolvidos aqui. Me sinto honrado por tudo", afirmou.
Perfil do General Lima
Luciano Batista concluiu doutorado em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e Mestrado em Operações Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército Brasileiro.
Na área de Relações Internacionais dedica-se ao estudo sobre: Política Externa Brasileira, Teoria das Relações Internacionais, Política Externa dos EUA e Comércio Internacional, com experiência durante dois anos como Chefe da Comissão do Exército Brasileiro em Washington (CEBW) e responsável pelas aquisições internacionais do Exército Brasileiro.
Em 2019 e 2020 foi Comandante da 17° Brigada de Infantaria de Selva em Porto Velho, sendo responsável pelo comando das unidades do Exército Brasileiro nos Estados de Rondônia, Acre e Sul do Amazonas.
Comandou também a Artilharia Divisionária da 5° Divisão de Exército em Curitiba e foi Diretor de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social do Exército Brasileiro em Brasília.
https://sgc.com.br/noticia/1/373216/general-luciano-lima-recebe-o-titulo-de-cidadao-acreano
Você pode fazê-lo, a seu critério e juízo, de duas formas:
- adquirindo o Convite Individual ou a Mesa para comparecer e prestigiar o evento, nos locais indicados no Convite, ou
- fazendo uma doação, no valor também ao seu critério e juízo, a ser depositado na Conta do Abrigo pelo PIX 21609045/0001-38. Essa sua generosa doação será revertida nas aquisições de gêneros e materiais necessários, reduzindo assim os custos e ampliando os recursos e lucros auferidos com o evento. Para fins de controle, solicita-se que o amigo nos informe sobre sua contribuição.
Atenciosamente,
José Mauro Cupertino
Diretor Voluntário.
Empresas de consultoria não oferecem orientações para hipóteses de guerras ou projeção de poder a países preocupados com sua soberania.
A resposta ao questionamento inaugurado no início deste artigo é óbvia: construindo-as resilientemente e reavaliando-as constantemente.
O processo é desgastante, acadêmico, custoso, gerencial, técnico e envolve atores diversos com visão de futuro e experiência pretérita certificada.
A linha mestre que baliza essa construção começa em uma grande estratégia de Estado, que abarque todos os campos do poder dessa nação.
No Brasil, nos falta um documento balizador com essas características, o que dificulta alinhar soluções aos muitos desafios que a sociedade precisa enfrentar.
Todavia, o Governo brasileiro, desde a década de 1990, já elabora documentos no campo da defesa nacional, para suprir a deficiência da falta de um planejamento em mais alto nível.
A Política Nacional de Defesa, a Estratégia Nacional de Defesa e o Livro Branco de Defesa são documentos consolidados e revisados periodicamente, embora não recebam a devida atenção do Congresso Nacional, responsável, a nome da sociedade, por avaliar os textos.
"Defesa não dá voto", afirma com frequência, o ex-Ministro de Estado da Defesa, Raul Jungmann.
Subordinadas a esses documentos basilares, foram publicadas a Política Militar de Defesa e a Estratégia Militar de Defesa, sementes para incubação de um pensamento gerador de ações consistentes, dissuasórias e desenvolvimentistas, que colaborem com o resguardo da soberania nacional.
No âmbito da Força Terrestre, o Estado-Maior do Exército (EME) está envolvido, neste momento, na certificação de um novo ciclo de planejamento, a ser aprovado pela alta administração, que abarca o quadriênio 2024-2027.
Alinhadas com diretivas do Ministério da Defesa, as fases constituintes são claramente observadas, com ações definidas, atribuição de responsabilidade e indicação de recursos.
Como parte desse denso esboço, o Centro de Estudos Estratégicos do Exército, think tank ligado ao EME, cooperou na elaboração do cenário prospectivo para 2040, indo além do ciclo temporal de quatro anos, gerando uma concepção operacional para o Exército Brasileiro.
Agora, prepara-se para indicar aos decisores na Força, quais os melhores equipamentos, desdobramentos e doutrinas a serem buscados paulatinamente para o atingimento das capacidades militares requeridas no médio horizonte temporal.
Antes mesmo de fechar o estudo, já se antecipa a necessidade de oferecer ao Estado brasileiro ferramentas que operem eficazmente nos domínios eletromagnético, cibernético, aeroespacial, sincronizadas com os tradicionais ambientes da terra, mar e ar.
Ainda que de forma incipiente, a inteligência artificial, vetor cada dia mais estudado e testado pelas grandes potências, se incorpora também às nossas preocupações com segurança.
A guerra tridimensional está, há muito, obsoleta. Às dimensões humana (homem e suas decisões) e física (material e terreno) somou-se a informacional (inteligência impactada pela avalanche de dados) para atuarem em conjunto, visando a obtenção de vantagens em ambientes operacionais multidomínio.
Os profissionais das armas sabem que a pouca percepção de antagonismos externos, fruto de uma história pacífica, não colabora para reforçar o tema nas discussões do dia a dia na opinião pública.
Por isso, conscientes de sua responsabilidade, apontam o holofote ao problema, insistem na solução e esperam a compreensão pelo mundo político e pela sociedade em geral do enorme desafio que se afigura.
Há muito em jogo para um país, como o Brasil, com tamanha dimensão, potencialidade, riqueza e interesses. Colocar a trava na porta depois que a casa foi arrombada é ingenuidade.
Otávio Santana do Rêgo Barros, general de Divisão da Reserva