sábado, 17 de julho de 2021

QUEM TEM RAZÃO ? - POR OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS

 


Jornal do Commercio Recife - 18.07.21

11ª Bda Inf L - Bandeira do Brasil, inauguração novo mastro


 Inauguração do mastro de 35 metros no Corpo da Guarda da Anhanguera da 11ª Bda Inf L. Agora nossa bandeira será vista durante o dia e noite por todos que passarem pelo complexo viário Anhanguera/Rod D. Pedro. Previsão de troca a cada 30 dias, a semelhança do que ocorre na Praça dos Três Poderes em Brasília

quarta-feira, 14 de julho de 2021

4º GRUPO DE ARTILHARIA DE MONTANHA REALIZA DOAÇÃO DE SANGUE

 


No dia 7 de julho, militares voluntários do 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, realizaram doação de sangue no Hemocentro Regional de Juiz de Fora.

A doação tem como objetivo manter o estoque de sangue do Hemocentro e despertar nos doadores o espírito de solidariedade. Segue o cronograma da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, responsável pela coordenação das doações, e faz parte da campanha institucional do Exército Brasileiro sob o slogan “Ajudar está no nosso sangue”.

Fonte: 4º GAC L Mth

A BANALIZAÇÃO DA LITURGIA - POR OTÁVIO SANTANA DO REGO BARROS

 FOLHA DE PERNAMBUCO - 12 DE JULHO DE 2021



Ascensão e queda de um mito

 


Nós, que somos liberais, conservadores e adeptos da direita democrática, estamos vivendo hoje sentimentos contraditórios. Para livrar o país da praga lulopetista, botamos no poder o que havia na prateleira eleitoral em 2018.

- E o que havia na prateleira eleitoral em 2018?

Um candidato a presidente da República egresso do meio militar, onde se notabilizara (e dali fora expelido) por ato de indisciplina. Ingressando na carreira política, primeiro como vereador, e depois como deputado federal, o ex-capitão Jair Messias Bolsonaro não produziu, ao longo de quase 30 anos de atividade, um único documento legislativo digno de nota. Em compensação, protagonizou cenas de baixaria explícita, em confronto com adversários, e entronizou, no rendoso mundo da política, os três filhos adultos e uma ex-esposa. Isso, sem falar na multidão de parentes e apaniguados, abrigada em funções de gabinete – alguns, no papel de fantasma. Nesse ínterim, pulou de partido em partido (PTB, PFL, PP, PSC, e PSL, segundo a Wikipédia) e pautou a atuação parlamentar na defesa de interesses corporativos, praticando uma espécie de sindicalismo militar. Atualmente, no cargo de Presidente da República, encontra-se sem partido, à espreita de uma sigla de aluguel, que o acolha com carta branca e porteiras fechadas, para se lançar à reeleição em 2022.

O grande mérito do indisciplinado capitão, talvez o único na sua carreira política, foi trazer ao proscênio a ideologia da direita, que nos últimos tempos vivia acabrunhada, murcha, envergonhada de si mesma, vendo a esquerda crescer e ocupar todos os espaços. Foi esse filão, pronto para eclodir à luz do sol, que Bolsonaro soube explorar, por cálculo ou por instinto.

A original trajetória do capitão rumo à Presidência foi impulsionada pelas malfeitos cometidos pela esquerda, em especial pelo ramo lulopetista, que governou o país por 14 anos, deixando pelo caminho um rastro interminável de corrupção. Mas não só da temática anticorrupção alimentou-se o bolsonarismo. As contradições da esquerda, no que se refere aos costumes, desempenharam também papel crucial no processo. Num país como o Brasil, de maioria amplamente conservadora, o ativismo revolucionário e iconoclasta de minorias agressivas, em particular aquelas de fundamento sexualista, toleradas, senão francamente incentivadas pela esquerda, geraram a justa repulsa da população, que se traduziu em apoio ao capitão Bolsonaro, paladino da moral e dos bons costumes, o Mito, como passou a ser chamado pelos adeptos; campeão também do patriotismo, dos símbolos e das cores nacionais, burramente desprezadas pela esquerda, que as trocara pelo vermelho da internacional socialista. Apoio, aliás, muito justificável, quando se sabe que, nos países em que a esquerda detém poder absoluto, tal tolerância inexiste, pelo contrário, qualquer ativismo, quando não pautado estritamente na rígida política oficial, é reprimido ferozmente pelas forças governamentais.

Assim, as coisas evoluíam na surdina, sem que se tivesse uma visão clara do sentimento coletivo que ebulia no íntimo da nação, até que chegou o ano eleitoral de 2018. Para descrédito e chacota de muitos, Bolsonaro cometeu a audácia de se lançar candidato a presidente da República, sem tempo de TV, sem verba eleitoral e sem um partido minimamente organizado. Contra tudo e contra todos, o Mito foi eleito com 57 milhões de votos e por pouco não ganhou no 1º turno. Oh!

Despeitados atribuem a vitória do capitão à facada que o tirou da campanha, a poucos dias do 1º turno. Conversa de derrotado. Quem elegeu Bolsonaro foi a miopia da esquerda, turbinada pela corrupção lulopetista.  Nós, da direita envergonhada, saímos resolutos do armário e entronamos Jair Messias Bolsonaro no cargo máximo da República para o que desse e viesse. Assim alcançamos a meta colimada, que era expulsar a esquerda do governo e da boca do cofre. Mas a que preço!

Bolsonaro levantou a bandeira da direita, mas o fez de maneira destrambelhada, como é do seu estilo, sem observar limites nem medir consequências. Lamentavelmente o Mito não hesitou em destampar também a banda carcomida da extrema-direita, dando-lhe visibilidade e cargos importantes no governo. Na verdade, tal descaminho era previsível, dado o seu temperamento autoritário, impulsivo, arrogante e pouco afeito à ordem democrática. Ególatra, ele se acha ungido pelos deuses, com a missão divina de salvar o Brasil, e não consegue perceber a dinâmica social que o levou ao poder. Alheio à majestade do cargo a que foi guindado, ele insiste em praticar as baixarias de sempre, na tola suposição de que assim manterá vivo o clima que o elegeu. Ledo engano. Sua conduta, contrária à índole pacífica do povo brasileiro, o afasta cada vez mais do sucesso eleitoral em 2022, que ele persegue a todo custo, a qualquer preço. Mas nem o primarismo intelectual que o caracteriza o impede de perceber que esse leite escorre por entre os seus dedos. Então ele adota a tática do confronto com os outros Poderes e tenta cooptar os militares para essa batalha inglória, sabe Deus com que malévolas intenções. Pois saiba ele que não logrará êxito, se a iniciativa resvalar para aventuras antidemocráticas.

Não se diga por aí que este é o desabafo de um bolsonarista arrependido. Primeiro porque não sou e nunca fui bolsonarista e segundo porque não me arrependo do meu voto em 2018, que alijou a esquerda do poder, por breve período que tenha sido.

https://clabitt.blogspot.com/2021/07/ascensao-e-queda-do-bolsonarismo.html

domingo, 11 de julho de 2021

ARMAS EM FUNERAL - EX-COMBATENTE NILTON DUIN

 


Juiz de Fora se despede hoje de mais um herói, nosso Nilton Duin cumpriu sua missão e foi convocado para a próxima junto ao Senhor das Armas.

Sepultamento amanhã, 12 de julho, às 9h30, cemitério municipal.


Vá em paz.

Missão cumprida.

Montanha!


GEN ALCIDES COMEMORA OS 86 ANOS DE SUA MÃE EM JUIZ DE FORA

 


Depois de um longo período sem vir a Juiz de Fora, devido sua missão nos Estados Unidos, o Gen Bda Alcides Valeriano, proposto para promoção a general de divisão, está na cidade neste final de semana onde veio rever parentes e amigos, tendo como principal e agradável missão de comemorar os 86 anos da senhora sua mãe Anna de Lourdes Camargo Faria e 18 anos de seu sobrinho Ricardo Gabriel Bastos do Nascimento.

As fotos registram os alegres momentos

Dona Anna

Os primos Marco Saçço e Gen Alcides

Ricardo Gabriel e seus pais

Ricardo e o tio Gen Alcides

Ricardo com os tios Anna Lucia e Gen Alcides

sábado, 10 de julho de 2021

COMANDO DA 4ª BRIGADA DE INFANTARIA DE MONTANHA - NOTA OFICIAL

 


Com relação à matéria veiculada pela revista Piauí abordando um suposto desvio de recursos destinados à compra de vacinas para serviços de lavagem de roupas, o Comando da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha informa que desde o começo da pandemia vem desenvolvendo inúmeras ações de combate à propagação do vírus e prevenção de contaminação de seu público interno e externo, bem como de apoio à população em geral. 

São exemplos mais marcantes dessas ações: a manutenção de um estrito controle e triagem das entradas de suas organizações militares; rígido controle diário dos efetivos dos quarteis, com largo emprego de leitos para isolamento de militares infectados durante os períodos mais críticos; a realização de atividades de descontaminações de locais públicos, como hospitais, creches, asilos e mercados; apresentações de suas bandas de música em ações de alento; e campanhas de doações de alimentos e agasalhos para os mais afetados. 

Dentro desse contexto, todo o recurso recebido por meio do Termo de Execução Descentralizada destinou-se rigorosamente para ações de apoio às atividades acima citadas.

Gen Bda João Felipe Dias Alves, comandante da 4ª Bda Inf L Mth

Finep/MCTI assina convênio com a Universidade de Caxias do Sul

 

Ministro do MCTI, Marcos Pontes, e o presidente da República, Jair Bolsonaro, assistiram à assinatura de convênio entre Finep e UCS. Na foto, ainda, Waldemar Barroso, presidente da Finep, e Evaldo Kuiava, reitor da UCS. 


A Finep vai destinar cerca de R$ 1,8 milhão em recursos não reembolsáveis do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para apoio a projeto da Universidade de Caxias do Sul – UCS, que tem por objetivo utilizar o grafeno na criação de curativos com atividade antimicrobiana, anti-inflamatória e anti-oxidante, para aplicação em afecções cutâneas e odontológicas.

O presidente da Finep, Waldemar Barroso, e o reitor da UCS, Evaldo Antonio Kuiava, assinaram, hoje, convênio entre as instituições, na abertura da 1ª Feira Brasileira do Grafeno, no campus da universidade - com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), astronauta Marcos Pontes.

O projeto, intitulado “Desenvolvimento de nanocompósitos poliméricos contendo grafeno funcionalizado para aplicação em tratamento cutâneo e medicina regenerativa” foi selecionado no âmbito da Chamada Pública Finep/MCTI Materiais Avançados e Minerais Estratégicos, destinada a apoiar novas metas ambiciosas e desafiadoras em programas ou projetos de P,D&I em Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) brasileiras.

O desenvolvimento de produtos que atendam a funções específicas dos organismos humanos e animais sem resultar em incompatibilidades com os tecidos biológicos é um dos maiores desafios da área de biomateriais. E o grafeno, devido às suas propriedades (leveza, maleabilidade, condutibilidade térmica e elétrica, dentre outras) tem sido amplamente estudado na engenharia de tecidos e medicina regenerativa, aplicado como substrato, revestimento, enchimento de compósitos, aditivo ou modificador de propriedades, além de outras aplicações. Nos curativos, o grafeno e seus derivados irão otimizar as propriedades anti-inflamatória, antimicroiana e anti-oxidante, sem gerar incompatibilidade mecânica com tecidos vivos.

A equipe da UCS prioriza, nas pesquisas, o uso de compostos naturais brasileiros ou deles derivados, de forma a potencializar o uso e a manutenção da nossa biodiversidade. Os curativos poderão ser destinados a uso geral ou específico em tratamentos dermatológicos e rotina ou clínicos, bem como em odontológicos.

Mais leve e mais forte do mundo

O grafeno é uma das formas alotrópicas do carbono, assim como o diamante, o carvão e o grafite (do qual é derivado), caracterizando-se pela organização hexagonal dos átomos. Trocando em miúdos, ele tem a capacidade de se apresentar sob formas diferentes. Foi isolado pela primeira vez em 2004, na Inglaterra, pelos cientistas Andre K. Geim e Konstantin S. Novoselov, em uma pesquisa que ganhou o Prêmio Nobel de Física.

Tem elevada transparência, é leve, maleável, resistente ao impacto e à flexão, ótimo condutor térmico e elétrico, em meio a inúmeras vantagens mais. Ganhou fama e é, hoje, considerado o material mais leve e forte do mundo, 200 vezes mais resistente do que o aço, superando mesmo o nobre diamante. Uma folha de grafeno de 1m² pesa 0,0077 gramas, mas, pasmem, é capaz de suportar até 4 quilos.

É também o material mais fino que existe — tem a espessura de um átomo ou 1 milhão de vezes menor que um fio de cabelo. Sua elevadíssima condutividade elétrica se deve ao fato de os elétrons se moverem em seu interior sem, praticamente, nenhuma resistência e, aparentemente, sem massa.

As propriedades mecânicas, elétricas, térmicas, ópticas do grafeno superam materiais convencionais em diversas aplicações. Além disso, tais qualidades podem ser combinadas em um único material, componente ou sistema.

Assim, diante desse crème de la crème dos materiais, as aplicações são promissoras tanto para o aperfeiçoamento de tecnologias existentes, quanto para a criação daquelas disruptivas.

(Com informações da Universidade de Caxias do Sul)


http://www.finep.gov.br/noticias/todas-noticias/6356-finep-assina-convenio-com-a-universidade-de-caxias-do-sul-para-apoio-a-projeto-de-desenvolvimento-de-curativos-a-partir-do-grafeno

REZATO 43 ANOS, ORGULHO DE JUIZ DE FORA

 


Neste dia especial, 8 de julho, a empresa que fundamos em 1978 completa 43 anos trabalhando em Juiz de Fora. Desde o primeiro dia, dediquei grande parte do meu tempo ao trabalho,  com muitos desafios, dificuldades e obstáculos, sempre vencidos com determinação e vontade de realizar.


Em momentos difíceis, como os que estamos vivendo há 16 meses, e sabendo que temos muito a percorrer, reconhecemos ainda mais a importância de poder, dia após dia, exercer uma atividade profissional digna, que garante o sustento das famílias de todos os colaboradores. Graças a Deus, olhamos para nossa história e vemos o quanto fizemos e ainda podemos fazer para contribuir com a melhoria continuada na vida de tanta gente, gerando oportunidades de trabalho durante tanto tempo.

Assim vamos continuar, trabalhando todos os dias e caminhando, para que possamos, em breve, estar celebrando tempos melhores.

Wilson Rezato 

Parabéns amigos Wilson e Vinicius por tudo que fizeram, fazem e continuarão fazendo por uma Juiz de Fora mais bonita e feliz.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

ACIDENTE DO RS - NOTA OFICIAL DO CMS

 


Transgressão, faltar a verdade - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


A senda da virtude é estreita - Por OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS


 Se gritar pega ladrão,

não fica um meu irmão.
(Ary do Cavaco)

Não havia euforia, a felicidade era administrada a conta-gotas, mas, resilientes, navegávamos tentando encontrar a rota para a ilha da Utopia, o mundo ideal de Thomas Morus. A luz do farol brilhava e, mesmo longe, já se podia enxergá-la. Talvez estivéssemos maduros para afrontar Vianna Moog, em sua obra Bandeirantes e Pioneiros, dando as costas para o mar e nos voltando para o nosso país.

Romper com o padrão de uma sociedade viciada na sinecura, na vida exclusivamente como soma de privilégios e direitos, nunca de trabalhos, responsabilidades e deveres. Havia um sentimento de que chegara o momento de reescrevermos a história do país e de sua sociedade perante o mundo; do aprimoramento de seus valores e costumes, e de sua política em lato sensu.

O movimento tomou corpo, envolveu muitas pessoas, culminando com a ascensão de um projeto que visava debelar a corrupção entranhada em nosso dia a dia, fortalecer a iniciativa privada, aliviando encargos do Estado e, por fim, abdicar dos conchavos espúrios para gerir o governo. Em pouco tempo, uma a uma, as pernas desse tamborete foram sendo quebradas, a ponto de ser impossível reconhecê-las no momento em que vivemos.

O sonho sonhado pela sociedade não é mais palpável. Encontra-se invisível aos nossos olhos. Estamos tateando no escuro da frustração (o farol apagou), ao vermos as ansiedades cidadãs ficarem alijadas no meio da travessia. Não há tempo a desperdiçar. Uma outra ronda eleitoral, como uma borrasca, se aproxima rapidamente. Concentremo-nos na análise da perna do banquinho etiquetada como corrupção. A meu juízo, a mais deletéria.

Segundo o Dicionário Houaiss: a corrupção é o ato ou efeito de subornar uma ou mais pessoas em causa própria ou alheia, com o oferecimento de benefício. É lastimável que o combate à corrupção tenha sido alijado em troca de interesses não bem identificados. Era a pedra angular do sentimento que se formou no entorno da população. Corrupção se combate com decisão inflexível, com mudanças de costumes, com exemplos vindos do topo da pirâmide social e atitudes dos detentores do poder legal. Corrupção não se combate com fingimento, com mentiras, inação ou leniência.

Ela a observa no transporte público lotado e em péssimo estado, na carência de creches que assegurem às mães um local digno para seus filhos, na falta de remédio no Sistema Único de Saúde (SUS) por desvio de verba (aquele pixuleco) na licitação, na suposta tentativa de compras de vacinas com um plus para os negociadores, nos casos do petrolão, mensalão e rachadinha.

Miguel de Cervantes indicou um nobre caminho aos gestores: “...a senda da virtude é muito estreita, e o caminho do vício largo e espaçoso [...] porque o do vício, dilatado e espaçoso, acaba na morte, e o da virtude, apertado e íngreme, acaba em vida, e não em vida que tenha termo, mas na vida eterna”.
Seria magnífico que nossos políticos cobiçassem apenas a vida eterna. Infelizmente, não é o que nos acostumamos a ver. Para pôr-se em linha de batalha organizada contra tudo isso, é preciso encontrar um projeto honesto que vocalize uma proposta simplificada de comunicação e toque o coração da população.

Os já aboletados nas pontas da gangorra eleitoral se ajudam. Trabalham para desconstruir quem demonstre coragem para interferir na brincadeira egoísta do eu e tu. Na proposta do comunicar com simplicidade, uma das mensagens que costuma funcionar é identificar prontamente quem é o corrupto, quem é o decente. Quem vai correr se gritar pega ladrão, quem vai ficar, por nada dever.

Paz e bem!

General de Divisão R1

NÃO PODEMOS SAIR DA FILA, ENTÃO VAMOS VIVER...

 


sábado, 3 de julho de 2021

10º BATALHÃO DE MONTANHA REALIZA FORMATURA DO DIA DOS PEACEKEEPERS

 


Juiz de Fora (MG) – Foi realizada no dia 1º de junho, a formatura alusiva ao Dia Internacional dos Peacekeepers das Nações Unidas, transcorrido no último dia 29 de maio. 

A solenidade contou com as presenças do Assessor Especial do Departamento Geral do Pessoal, General de Divisão Luiz Carlos Pereira Gomes, em visita a Guarnição de Juiz de Fora, do Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, General de Brigada João Felipe Dias Alves e militares de diversos contingentes e missões de paz que o Exército Brasileiro participou.


O Comandante do 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (10º BIL Mth), Coronel Luis Felipe Moraes Daltro Campos, dirigiu-se a tropa realizando uma alocução da Ordem do Dia, em homenagem aos Peacekepers. Ao final da cerimônia, foi realizado o desfile do grupamento Boina-Azul, homen
ageando os militares que se empenharam em manter a paz por todo o mundo.

Fonte e fotos: 10º Btl Inf L Mth

Novos Escaladores Militares do 4º GAC L Mth

 


No dia 17 de junho, foi realizada a solenidade de conclusão de mais um Estágio Básico de Combatente de Montanha (EBCM) conduzido pelo 10º BIL Mth.


Trinta e quatro Soldados incorporados este ano no 4° GAC L Mth concluíram o EBCM 2021/5, estando agora aptos a operar em terreno montanhoso.


Paciência, humildade e perseverança!

ARTILHARIA, MONTANHA!


Fonte e fotos: 4ª Bda Inf L Mth


quarta-feira, 30 de junho de 2021

Homens ou ideias? - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Domingo passado (27.06.21), o Parlatório SA (grupo com empresários, comunicadores, militares, acadêmicos, juízes, políticos, embaixadores…) promoveu uma live sobre o tema O FUTURO DE UMA NAÇÃOPor um Brasil mais justo e próspero ( https://youtu.be/D8oTK-buZwc ).

Sob a curadoria do ex-presidente Michel Temer, foi convidado o comunicador Luciano Huck que se dispôs a responder perguntas sobre vários temas da agenda mundial, com foco no nosso país.

Meio ambiente, economia, educação, defesa, relações internacionais, política foram alguns dos assuntos iluminados na troca de ideias.

Chamou atenção o conhecimento diversificado do Luciano, que caminhou nos vários pontos de reflexão com uma postura equilibrada e inovadora.

Destaco a sua crença na “defesa de ideias e não de homens”, quando inquirido sobre a possibilidade de apoiar um nome para se posicionar no bloco de partida, como uma opção nessa corrida eleitoral, com potencial para competir contra os extremos já em aquecimento.

A concepção é animadora. É natural que muitos estejam irmanados nessa postura em defesa de propostas, ao sonhar com uma avançada Ágora contemporânea.

Sofre-se com a política patrimonialista e arcaica – recordemos José Lins do Rego em sua obra MENINO DE ENGENHO – levada adiante na base do relho por velhos e até novos “senhores de engenho” que se acreditam detentores do pátrio poder de vida ou de morte de seus eleitores.

Ocorre, a meu juízo, que ambientes políticos nos quais a sociedade discute propostas, ao revés de apaixonar-se por homens, exige educação acadêmica que permita ao indivíduo discernir entre uma promessa fútil e passageira, daquela com vigor conceitual e possibilidade efetiva de concretizar-se.

Esse atributo não o possuímos. Somos mal-educados!

Eis uma das razões para continuarmos nos deparando nas eleições com projetos antípodas, fora de moda, que têm por base o culto narcotizado a um líder – salvador da pátria -, característica indissociável de regimes autoritários.

Com a experiência de comunicador exitoso, demonstrou a importância de transformar propostas complexas em ideias simples, que se ajeitem ao nível cognitivo da maior parcela do eleitorado.

Luciano Huck recordou o ex-governador Franco Montoro que, mesmo formulando conceitos bem estruturados de política partidária, se dirigia ao público repetindo o mantra de campanha baseado em poucas ideias.

O complexo ficava guardado para os gabinetes.

O fácil subia nos palanques.

Quando se discute o caminho para uma opção a esses mundos que se apresentam como candidatos, a lição de comunicação do Franco Montoro pode servir de exemplo.

Construir uma proposta de governança moderna, cujo objetivo é uma mudança radical no “país do futuro”, mas comunicá-la como se estivesse sentado em uma mesa de bar assistindo a uma partida de futebol do seu time preferido.

Que se reconheça, os extremos são hábeis em fazer uso dessa comunicação de mesa de bar, mas falta-lhes projeto de nação. Resta projeto pessoal e do et caterva.

A imprensa tem pressa em divulgar um nome como furo jornalístico. Os partidos receiam antecipar-se na corrida e queimar o seu camisa dez escolhido.

A massa, nem aí para esse mundão obscuro de interesses, está focada na sobrevivência econômica e sanitária.

Um fio de esperança é capaz de capturá-la. A se mostrar compreensível e alcançável, ela o abraçará com entusiasmo e marchará em bloco para a mudança.

Está estafada da mesmice, mas sozinha não encontrará o caminho para fugir deste labirinto. É nossa responsabilidade lançarmos o barbante que a ampare no retorno à sanidade.

Homens ou ideias? Melhor homens com ideias!

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros. General de Divisão R1

terça-feira, 29 de junho de 2021

ALISTAMENTO MILITAR PRORROGADO

 Informamos que o Decreto n° 10.731, de 28 de junho de 2021, prorroga o prazo para a apresentação obrigatória para o alistamento militar devido ao enfrentamento da pandemia da covid-19.



VEREADOR MAURICIO DELGADO E A LEI DE ANISTIA (IPTU) - ASSISTA

 


segunda-feira, 28 de junho de 2021

Um mestre de obra irresponsável - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Talvez o leitor já tenha enfrentado a irritante tarefa de acompanhar uma obra para reforma de seu imóvel. Um sofrer constante com a incapacidade técnica ou conto do vigário se o mestre de obra escolhido não é um técnico responsável.

Aquele sujeito que foge do firmado em contrato, que escolhe auxiliares bisonhos, que admite paredes desalinhadas, que não se incomoda com vazamentos no banheiro ou portas empenadas que não fecham.

Tem até aquele que contesta o projeto de engenharia e arquitetura não obedecendo o rigor técnico da planta cuidadosamente desenhada. 

Chega o dia da entrega da obra, você não sabe se chora de alegria quando a recebe inacabada, ou se ri por se livrar das dores de cabeça que o péssimo mestre de obras te impôs.

O ambiente político brasileiro se assemelha a uma obra contratada pela sociedade e assinada em ato público formal ao depositarmos o voto de confiança na urna eletrônica. 

No pacto exigimos que o escolhido se comprometa a colimar seu trabalho de aperfeiçoar o país, o estado ou o município para o bem da comunidade.

Lastimosamente, esses mestres de obra e auxiliares escolhidos vêm demonstrando serem irresponsáveis profissionais. Sabe aquela conversa mole para fechar logo o contrato e depois vir com um rosário de desculpas para não entregar a obra nas condições previstas, pelo preço ajustado e no prazo contratual? É bem assim.

Nossos políticos se acostumaram a construir muros com argamassa de péssima qualidade. Ninguém os cobra mesmo! Ademais esses obstáculos impedem a comunicação entre o eleitor e o eleito. Uma proteção covarde usada para não dar conta de suas ações.

Melhor seria edificarem pontes que unissem margens, antes inalcançáveis, para permitir a procura de solução para as arestas políticas. Mas isso lhes põe medo. Não se acostumaram a dialogar, apenas a mandar.

É inacreditável que esses agentes políticos se encastelem em seus palácios sem pontes e se fechem em salões sem portas. Que administrem com base nos sussurros venais e nas fofocas escutadas nos cafezinhos de corredor.

Diante da incapacidade de compreenderem a arte de governar (verdadeira ciência), não custa relembrar-lhes a história dos três porquinhos.

As casas do bonachão e do preguiçoso não resistiram ao sopro do lobo astuto, hoje representado pela opinião pública.

Somente o porquinho diligente que erigiu a sua casa em terreno firme, com fundações profundas e material confiável dominará a narrativa positiva. 

A opinião pública não verá razão para derribá-lo. Reconhece que esse gestor público trabalha desinteressado de ganhos pessoais e busca abrigar a sociedade contra as tempestades do ambiente político, psicossocial e econômico.

Isso se espera de um político decente. Respeito a toda sociedade, a que lhe concedeu o voto e a que lhe negou o voto. 

Não se trata de sonhar com o inalcançável. Trata-se de exigir ética, respeito e retidão de caráter a esses mestres de obra. 

De exigir que se comprometam a entregar o que foi firmado no contrato. O que foi defendido em seus projetos de governo, em suas plataformas políticas.

Analisemos as últimas eleições e avaliemos os mestres de obra a quem conferimos poder pelo voto. Eles foram coerentes com o defendido em suas propagandas, honestos em propósitos, atentos aos problemas da sociedade? 

Os meus não foram.

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão R1