sábado, 3 de julho de 2021

10º BATALHÃO DE MONTANHA REALIZA FORMATURA DO DIA DOS PEACEKEEPERS

 


Juiz de Fora (MG) – Foi realizada no dia 1º de junho, a formatura alusiva ao Dia Internacional dos Peacekeepers das Nações Unidas, transcorrido no último dia 29 de maio. 

A solenidade contou com as presenças do Assessor Especial do Departamento Geral do Pessoal, General de Divisão Luiz Carlos Pereira Gomes, em visita a Guarnição de Juiz de Fora, do Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, General de Brigada João Felipe Dias Alves e militares de diversos contingentes e missões de paz que o Exército Brasileiro participou.


O Comandante do 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (10º BIL Mth), Coronel Luis Felipe Moraes Daltro Campos, dirigiu-se a tropa realizando uma alocução da Ordem do Dia, em homenagem aos Peacekepers. Ao final da cerimônia, foi realizado o desfile do grupamento Boina-Azul, homen
ageando os militares que se empenharam em manter a paz por todo o mundo.

Fonte e fotos: 10º Btl Inf L Mth

Novos Escaladores Militares do 4º GAC L Mth

 


No dia 17 de junho, foi realizada a solenidade de conclusão de mais um Estágio Básico de Combatente de Montanha (EBCM) conduzido pelo 10º BIL Mth.


Trinta e quatro Soldados incorporados este ano no 4° GAC L Mth concluíram o EBCM 2021/5, estando agora aptos a operar em terreno montanhoso.


Paciência, humildade e perseverança!

ARTILHARIA, MONTANHA!


Fonte e fotos: 4ª Bda Inf L Mth


quarta-feira, 30 de junho de 2021

Homens ou ideias? - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Domingo passado (27.06.21), o Parlatório SA (grupo com empresários, comunicadores, militares, acadêmicos, juízes, políticos, embaixadores…) promoveu uma live sobre o tema O FUTURO DE UMA NAÇÃOPor um Brasil mais justo e próspero ( https://youtu.be/D8oTK-buZwc ).

Sob a curadoria do ex-presidente Michel Temer, foi convidado o comunicador Luciano Huck que se dispôs a responder perguntas sobre vários temas da agenda mundial, com foco no nosso país.

Meio ambiente, economia, educação, defesa, relações internacionais, política foram alguns dos assuntos iluminados na troca de ideias.

Chamou atenção o conhecimento diversificado do Luciano, que caminhou nos vários pontos de reflexão com uma postura equilibrada e inovadora.

Destaco a sua crença na “defesa de ideias e não de homens”, quando inquirido sobre a possibilidade de apoiar um nome para se posicionar no bloco de partida, como uma opção nessa corrida eleitoral, com potencial para competir contra os extremos já em aquecimento.

A concepção é animadora. É natural que muitos estejam irmanados nessa postura em defesa de propostas, ao sonhar com uma avançada Ágora contemporânea.

Sofre-se com a política patrimonialista e arcaica – recordemos José Lins do Rego em sua obra MENINO DE ENGENHO – levada adiante na base do relho por velhos e até novos “senhores de engenho” que se acreditam detentores do pátrio poder de vida ou de morte de seus eleitores.

Ocorre, a meu juízo, que ambientes políticos nos quais a sociedade discute propostas, ao revés de apaixonar-se por homens, exige educação acadêmica que permita ao indivíduo discernir entre uma promessa fútil e passageira, daquela com vigor conceitual e possibilidade efetiva de concretizar-se.

Esse atributo não o possuímos. Somos mal-educados!

Eis uma das razões para continuarmos nos deparando nas eleições com projetos antípodas, fora de moda, que têm por base o culto narcotizado a um líder – salvador da pátria -, característica indissociável de regimes autoritários.

Com a experiência de comunicador exitoso, demonstrou a importância de transformar propostas complexas em ideias simples, que se ajeitem ao nível cognitivo da maior parcela do eleitorado.

Luciano Huck recordou o ex-governador Franco Montoro que, mesmo formulando conceitos bem estruturados de política partidária, se dirigia ao público repetindo o mantra de campanha baseado em poucas ideias.

O complexo ficava guardado para os gabinetes.

O fácil subia nos palanques.

Quando se discute o caminho para uma opção a esses mundos que se apresentam como candidatos, a lição de comunicação do Franco Montoro pode servir de exemplo.

Construir uma proposta de governança moderna, cujo objetivo é uma mudança radical no “país do futuro”, mas comunicá-la como se estivesse sentado em uma mesa de bar assistindo a uma partida de futebol do seu time preferido.

Que se reconheça, os extremos são hábeis em fazer uso dessa comunicação de mesa de bar, mas falta-lhes projeto de nação. Resta projeto pessoal e do et caterva.

A imprensa tem pressa em divulgar um nome como furo jornalístico. Os partidos receiam antecipar-se na corrida e queimar o seu camisa dez escolhido.

A massa, nem aí para esse mundão obscuro de interesses, está focada na sobrevivência econômica e sanitária.

Um fio de esperança é capaz de capturá-la. A se mostrar compreensível e alcançável, ela o abraçará com entusiasmo e marchará em bloco para a mudança.

Está estafada da mesmice, mas sozinha não encontrará o caminho para fugir deste labirinto. É nossa responsabilidade lançarmos o barbante que a ampare no retorno à sanidade.

Homens ou ideias? Melhor homens com ideias!

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros. General de Divisão R1

terça-feira, 29 de junho de 2021

ALISTAMENTO MILITAR PRORROGADO

 Informamos que o Decreto n° 10.731, de 28 de junho de 2021, prorroga o prazo para a apresentação obrigatória para o alistamento militar devido ao enfrentamento da pandemia da covid-19.



VEREADOR MAURICIO DELGADO E A LEI DE ANISTIA (IPTU) - ASSISTA

 


segunda-feira, 28 de junho de 2021

Um mestre de obra irresponsável - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Talvez o leitor já tenha enfrentado a irritante tarefa de acompanhar uma obra para reforma de seu imóvel. Um sofrer constante com a incapacidade técnica ou conto do vigário se o mestre de obra escolhido não é um técnico responsável.

Aquele sujeito que foge do firmado em contrato, que escolhe auxiliares bisonhos, que admite paredes desalinhadas, que não se incomoda com vazamentos no banheiro ou portas empenadas que não fecham.

Tem até aquele que contesta o projeto de engenharia e arquitetura não obedecendo o rigor técnico da planta cuidadosamente desenhada. 

Chega o dia da entrega da obra, você não sabe se chora de alegria quando a recebe inacabada, ou se ri por se livrar das dores de cabeça que o péssimo mestre de obras te impôs.

O ambiente político brasileiro se assemelha a uma obra contratada pela sociedade e assinada em ato público formal ao depositarmos o voto de confiança na urna eletrônica. 

No pacto exigimos que o escolhido se comprometa a colimar seu trabalho de aperfeiçoar o país, o estado ou o município para o bem da comunidade.

Lastimosamente, esses mestres de obra e auxiliares escolhidos vêm demonstrando serem irresponsáveis profissionais. Sabe aquela conversa mole para fechar logo o contrato e depois vir com um rosário de desculpas para não entregar a obra nas condições previstas, pelo preço ajustado e no prazo contratual? É bem assim.

Nossos políticos se acostumaram a construir muros com argamassa de péssima qualidade. Ninguém os cobra mesmo! Ademais esses obstáculos impedem a comunicação entre o eleitor e o eleito. Uma proteção covarde usada para não dar conta de suas ações.

Melhor seria edificarem pontes que unissem margens, antes inalcançáveis, para permitir a procura de solução para as arestas políticas. Mas isso lhes põe medo. Não se acostumaram a dialogar, apenas a mandar.

É inacreditável que esses agentes políticos se encastelem em seus palácios sem pontes e se fechem em salões sem portas. Que administrem com base nos sussurros venais e nas fofocas escutadas nos cafezinhos de corredor.

Diante da incapacidade de compreenderem a arte de governar (verdadeira ciência), não custa relembrar-lhes a história dos três porquinhos.

As casas do bonachão e do preguiçoso não resistiram ao sopro do lobo astuto, hoje representado pela opinião pública.

Somente o porquinho diligente que erigiu a sua casa em terreno firme, com fundações profundas e material confiável dominará a narrativa positiva. 

A opinião pública não verá razão para derribá-lo. Reconhece que esse gestor público trabalha desinteressado de ganhos pessoais e busca abrigar a sociedade contra as tempestades do ambiente político, psicossocial e econômico.

Isso se espera de um político decente. Respeito a toda sociedade, a que lhe concedeu o voto e a que lhe negou o voto. 

Não se trata de sonhar com o inalcançável. Trata-se de exigir ética, respeito e retidão de caráter a esses mestres de obra. 

De exigir que se comprometam a entregar o que foi firmado no contrato. O que foi defendido em seus projetos de governo, em suas plataformas políticas.

Analisemos as últimas eleições e avaliemos os mestres de obra a quem conferimos poder pelo voto. Eles foram coerentes com o defendido em suas propagandas, honestos em propósitos, atentos aos problemas da sociedade? 

Os meus não foram.

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão R1

domingo, 27 de junho de 2021

Gen Bda Alcides Valeriano, mineiro de Juiz de Fora, é promovido a Gen Div

 



Parabéns Gen Bda Alcides ao posto de Gen Div e sucesso à frente da Subchefia da 5ª Seção do estado Maior do Exército em Brasília/DF.


sábado, 26 de junho de 2021

E LÁ SE VAI MAIS UM AMIGO, MORREU ÁUREO FORTUNA

 O ex-presidente do Tupi, Áureo Fortuna, morreu no início da noite desta sexta-feira, em São Paulo. O advogado, que comandou o Galo entre 2008 e 2013, estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, e morreu por conta de uma infecção. Ele lutava contra um câncer. As informações foram confirmadas por um familiar. 

O velório deve acontecer a partir das 9h30, na capela 2 do Cemitério Parque da Saudade. Por volta das 15h30, o corpo deve ser cremado.

Foto: Divulgação/TV Integração


Áureo Fortuna enfrentava um câncer há algum tempo. Ele foi internado em meados de março e ficou durante cerca de três meses no CTI do Hospital Sírio e Libanês. Nos últimos dias, ele demonstrou evolução no quadro, foi para o quarto, mas foi acometido por uma infecção e faleceu na noite desta sexta-feira.

Áureo Carneiro Fortuna foi presidente do Tupi entre os anos de 2008 e 2013. Nos dois triênios, ele se tornou o mandatário com mais títulos importantes na história carijó, com as conqustas da Série D do Campeonato Brasileiro de 2011 e da Taça Minas Gerais de 2008, além dos títulos do Mineiro do Interior, em 2008 e 2012. No último ano da gestão dele, o Tupi conquistou o acesso da Série D para a Série C, em 2013. 

A família de Áureo Fortuna tinha sangue carijó. Áureo Carneiro Gomes era avô de Aurinho, como era conhecido, e presidiu o Tupi em dois mandatos, nos biênios de 1943-1944 e 1949-1950. Irmã de Áureo, Myrian Fortuna sucedeu o ex-dirigente na presidência, nos triênios de 2014-2016 e 2017-2019.

https://ge.globo.com/mg/zona-da-mata-centro-oeste/futebol/times/tupi/noticia/morre-aureo-fortuna-presidente-que-conquistou-os-titulos-mais-importantes-da-historia-do-tupi.ghtml

Vá em paz meu amigo, missão cumprida.



sexta-feira, 25 de junho de 2021

CEL PIMENTEL, EX-COMANDANTE DO 10º BIL MTH, É PROMOVIDO A GEN BDA

 Nossos parabéns ao chefe e amigo Cel Carlos Pimentel, ex-comandante do 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha, pela merecida promoção ao posto de Gen Bda. O trio está formado, pai e irmão já são Gen Bda, agora o amigo

Cel Pimentel, seu pai e seu irmão.





segunda-feira, 21 de junho de 2021

INFORMATIVO DA AD/5 - 007/2021

 


Solenidade marca o Dia da Arma de Artilharia e os 75 anos da AD/5

 


Curitiba (PR) - No dia 16 de junho, a Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5) realizou a solenidade em comemoração ao Dia da Artilharia e aos 75 anos da AD/5, que tem em seu comando o Gen  Bda Luciano Batista de Lima.


A cerimônia foi presidida pelo General de Divisão Carlos José Russo Assumpção Penteado, Comandante da 5ª Divisão de Exército (5ª DE), e contou com a participação de antigos Comandantes da AD/5, veteranos e Comandantes de Organizações Militares.


As leituras alusivas ao Dia da Arma de Artilharia e ao 75º aniversário de criação da AD/5 enalteceram as trajetórias profissionais e os exemplos deixados pelo Marechal Emílio Luís Mallet e pelo Marechal Fernando Setembrino de Carvalho, Patronos da Artilharia e da AD/5, respectivamente.


Dentre as passagens que marcaram a solenidade, merecem destaque a entoação do Poema "Se" (de autoria do General Magarinos), a presença da espada do Marechal Setembrino de Carvalho, o soar do sino de bronze que homenageou os artilheiros do passado e os tiros de salva executados na canção da Artilharia.


Encerrando a formatura, as tropas da Bateria de Comando da AD/5 e do 15º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado desfilaram em continência ao Comandante da 5ª DE.

Fonte: Comando da AD/5

sábado, 19 de junho de 2021

Cuidado com a tirania da presunção - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


O mundo parou para acompanhar as notícias sobre o assassinato consumado na manhã de sexta-feira, de 22 de novembro de 1963, na cidade de Dallas, Texas.

O presidente dos Estados Unidos da América, John Kennedy, fora atingido por um disparo de fuzil contra sua cabeça vindo a falecer horas depois.

Na realpolitik, a cadeira do homem mais poderoso do planeta não poderia ficar vacante. O mundo livre dependia das decisões de quem a ocupasse, para livre manter-se.

Estados Unidos e União Soviética disputavam o domínio dos corações e mentes no período alcunhado pelo escritor George Orwell de “Guerra Fria.”

Pronto o vice-presidente Lyndon Johnson se fez presente para dar luzes às ações de superação da crise, assumindo o papel de liderança consentida, conquistada com movimentos precisos, falas objetivas e sincera humildade.

É sobre seu estilo de liderança estimuladora que trataremos. Uma emulação aos nossos gestores, particularmente do campo político, tão carentes desse atributo.

Inabilidade política, falta de capacidade para planejar, falta de modos, vaidade como combustível são alguns dos deméritos que nos ofendem diante dos desafios sociais, econômicos e principalmente sanitários trazidos pelo surgimento do Sars-Cov-2 da Covid-19.

Quando nos debruçamos sobre os presidentes americanos, algumas figuras surgem naturalmente: Abraham Lincoln, Franklin Delano Roosevelt, Ronald Reagan e, mais recentemente, Barack Obama.

Quase nunca a imagem de Lyndon Johnson nos vem espontaneamente. Embora esse homem tenha sido responsável pela aprovação da lei dos direitos civis, um marco dos direitos humanos, que permitiu aos negros o efetivo direito ao voto e à sociedade o enfrentamento do segregacionismo tão impactante naquele momento.

Sua longa experiência legislativa lhe indicava que deveria construir pontes tanto junto aos democratas, quanto aos republicanos.

Espelhou-se no ex-presidente Franklin Roosevelt, um promotor de união entre extremos, buscando a confiança mútua, condição fundamental nesses momentos.

Focou uma agenda doméstica enxuta, apresentando-a à nação apoiado no púlpito do Congresso – uma clara deferência – quebrando o protocolo de comunicar tais declarações a partir do salão oval da Casa Branca.

Definiu com clareza os atos a aprovar, evitando abordar temas simplórios que sugassem energia preciosa. Queria produzir um “momentum” que impulsionaria outras novas propostas.

Usava histórias para fixar os pontos mais fortes da narrativa e pessoalmente dialogava com editores dos grandes jornais para colher percepção e envolvê-los na apresentação do projeto junto a opinião pública.

Definia com precisão quem teria de convencer no Congresso ainda que fosse um adversário. Como prova do acerto de estratégia, Everett Dirksen, político oponente, defendeu a aprovação da lei dos direitos civis ao subir à tribuna declamando Victor Hugo: “mais forte que qualquer exército é uma ideia cujo momento chegou.”

Sabendo o limite de suas ações, compreendia a sensibilidade de não se envolver em uma área sob a qual não teria ingerência (independência de poderes) ou não fora convidado a opinar.

Aglutinava apoiadores por meio de ideias, os ferramentava para defendê-las, mas nunca os convencia pela imposição do cargo. Os convencia com base em argumentos dialogados. Não em propostas do tipo: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Muitas vezes atribuiu o sucesso das empreitadas a outros atores, ainda que soubesse a importância da sua figura, para conseguir harmonia na agenda política.

Sabia respeitar o cargo. Não se lhe tomava tempo com coisas que não merecessem a dignidade que o mandato lhe impunha.

Outras considerações sobre Lyndon Johnson poderiam ser postas à mesa para avaliação dos leitores e comparação com os condutores de nosso ambiente político.

Fica uma sensação de desesperança ao não identificarmos uma liderança nacional que ao mínimo tangencie o perfil descrito neste artigo.

É angustiante sermos conduzidos indefesos rumo ao abismo da hipocrisia, da intolerância, da insensatez e da tirania da presunção, essa mais perigosa para o país ante a possibilidade de transformar-se em tirania política.

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros. General de Divisão R1

Presidente do STM defende Pazuello e elogia Bolsonaro: “É um democrata”

 General Luis Carlos Gomes Mattos afirma que não há hipótese de retrocesso institucional e diz que a oposição está esticando demais a corda

Luis Carlos Gomes Mattos - Cristiano Mariz/VEJA



Rafael Moraes Moura

O general Mattos tinha 16 anos quando ingressou na escola de cadetes do Exército, em abril de 1964, dias depois do golpe militar. Hoje, aos 73 anos, preside o Superior Tribunal Militar (STM), corte responsável por julgar crimes cometidos por integrantes das Forças Armadas. No cargo desde março, ele diz que se impôs duas missões. A primeira é conseguir um assento no Conselho Nacional de Justiça, órgão que, entre outras coisas, investiga acusações contra magistrados. A segunda, talvez a mais complicada, é trabalhar para reduzir o “ranço” que ainda existe em relação aos militares. Ex-comandante da Amazônia, o general é um atento observador da cena política. Orgulhoso de sua farda, não vê exagero algum na participação de seus colegas no governo. Muito pelo contrário. Segundo ele, os militares são profissionais corretos, competentes, honestos e, por isso, agregam credibilidade e confiabilidade. Nesta entrevista a VEJA, Mattos defende o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, elogia o presidente Jair Bolsonaro, afirma que o receio de um retrocesso institucional é usado como discurso daqueles que, na verdade, não têm apreço algum pela democracia e critica a maneira como se faz oposição ao Planalto. A seguir os principais trechos.
Com cinquenta anos de carreira militar, como o senhor avalia a imagem do Exército hoje?
Eu vou lhe responder com as pesquisas. O povo é quem mostra nesses levantamentos a credibilidade do Exército. Veja que a credibilidade não caiu. A que se deve isso? Eu vou dizer: é simplesmente porque a gente procura fazer as coisas de maneira correta. Talvez haja um ou outro desvio de comportamento, mas isso a Justiça resolve. Para isso tem a Justiça Militar, para isso tem o Regulamento Disciplinar do Exército, que pune eventuais transgressões. As Forças Armadas, por formação, se conduzem de maneira séria.

A CPI da Pandemia vem dissecando a atuação do general Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde e já é dado como certo que o relatório final vai responsabilizar Bolsonaro e o ex-ministro pela maior crise sanitária da história do país. Isso não contradiz o que o senhor acabou de afirmar?
Não tenho a menor dúvida de que a CPI não vai abalar em nada, porque nada tem a ver com as Forças Armadas. A CPI está lá no Senado. As Forças Armadas continuam fazendo e cumprindo sua missão, inclusive ajudando a combater essa pandemia de Covid-19, disponibilizando grandes efetivos, distribuindo material.

Não incomoda ver um general da ativa sendo interrogado pelo Congresso na condição de investigado, ter o sigilo quebrado e provavelmente ser indiciado?
Lógico que isso me incomoda, especialmente a forma como as coisas acontecem. Vejo uma falta de respeito. Eu sempre respeitei as pessoas. Não como militar, mas como gente, como homem. Pazuello foi muito preciso e objetivo nas respostas. Não sei se eu seria. Na minha opinião, ele não vai ser acusado de nada. E, se acontecer, isso não vai abalar as Forças Armadas. Eu conheço o general Pazuello. Não tenho dúvidas da competência e honestidade dele. Quebraram o seu sigilo. A família do Pazuello é rica. Ele não está no Exército por necessidade, está por gosto.

O senhor subiria num palanque ao lado do presidente da República?
Não, não subiria. Primeiro, estou na ativa. Também sou ministro de um tribunal superior. Não iria a nada que fosse político-partidário. O único palanque que eu subiria é no Sete de Setembro para assistir ao desfile, se eu fosse convidado.
“O presidente Bolsonaro é um democrata, fala com o palavreado do povo, mas nada disso com a intenção de quebrar as estruturas, destruir as instituições, dar um golpe”

O general Pazuello não só subiu no palanque como discursou, o que o regulamento disciplinar proíbe, e não foi punido por isso. 
Isso é atribuição do comandante do Exército. O comandante, embora eu seja mais antigo que ele, tem precedência hierárquica sobre mim. Ele tomou uma decisão e deve ter os seus motivos. Eu respeito a decisão dele, não tenho comentário nenhum.

Fala-se muito em uma ameaça de retrocesso democrático. Esse risco existe?
De jeito nenhum. Muito pelo contrário. O presidente Bolsonaro é um democrata, fala com o palavreado do povo, mas nada disso com a intenção de quebrar as estruturas, destruir as instituições, dar um golpe.

O senhor tem certeza sobre as convicções democráticas do presidente da República? O presidente Bolsonaro passou quantos anos no Legislativo?
É um político que entrou na política, como outros entraram, pelo voto. Além disso, todos os poderes estão funcionando normalmente. Outro absur­do que dizem por aí é que as Forças Armadas foram capturadas pelo governo. Não fomos capturados por ninguém. Nós passamos quantos anos em governos de esquerda? As Forças Armadas se mantiveram fiéis ao presidente, que é o comandante em chefe das forças, seja ele de que ideologia for.

O presidente é acusado por opositores de ter um comportamento genocida durante a pandemia do coronavírus. O senhor concorda?
É um exagero, lógico. Que culpa o presidente tem da Covid? Como é que nós vamos culpá-lo? Ele tomou todas as providências cabíveis. Veja bem, às vezes o presidente toma uma providência e lá no final da fila o camarada não faz aquilo que era para ser feito. Se eu lhe dou um dinheiro para você fazer X, e você vai e faz Y, como eu posso ser responsabilizado por X?

Mas parece claro que o governo federal demorou para comprar vacinas contra a Covid-19. 
Só vou fazer uma pergunta: você compraria, com seu CPF, alguma coisa que ainda está sendo cientificamente estudada? Você colocaria o seu CPF numa compra de bilhões? Veja que é uma decisão difícil. Eu acho que ele não demorou. Toda autoridade tem responsabilidade jurídica. Eu tomo uma decisão do tribunal, mas se eu tomar uma decisão errada, o meu CPF é que está lá, e eu vou responder como pessoa física. Quem vai sofrer as consequências sou eu.

Qual a avaliação que o senhor faz do governo Bolsonaro?
Houve alguma acusação de corrupção contra o presidente Bolsonaro? Ele se elegeu para combater a corrupção. E de todas as maneiras estão tentando atribuir alguma coisa a ele e não conseguiram até agora. Deviam deixar o presidente governar, mas não deixam. Quem critica Bolsonaro faz isso de manhã, de tarde, de noite. Tudo atribuem ao presidente. Tudo de errado. Será que você aguentaria isso? Que reação eu teria? Não sei. E alguma coisa boa atribuem? O Brasil está crescendo, a economia está crescendo, mesmo com todas as dificuldades. Não tenho dúvida de que estão esticando demais a corda.

Quem está esticando demais a corda?
De maneira geral, todos aqueles que são contra o governo… porque a política é assim: tem gente contra e tem gente a favor. Quem está contra logicamente vai esticar essa corda, como se diz, até que ela arrebente. Esses, na verdade, são os que não têm muito apreço pela democracia, os que defendem ditaduras e apoiam ditadores. Quando a corda vai arrebentar? Isso eu não sei.

O que seria exatamente arrebentar a corda?
Tomar uma medida fora da Constituição. Não tenho dúvida de que estão esticando, para ver até onde se pode ir. Tenho a certeza de que nós já suportamos muito. Nós saímos dos governos militares com a maior credibilidade institucional no país. Por quê? Porque aplicamos e não desviamos o pouco que recebemos. Essa verdade incomoda muita gente, porque, apesar de tudo o que falaram dos militares — “autoritário, ditador” —, nós continuamos e vamos continuar cumprindo a nossa missão.

A Lei de Segurança Nacional, herdada do regime militar, está sendo contestada no Supremo Tribunal Federal e em discussão pelo Congresso. Ela precisa de reparos?
A Lei de Segurança Nacional permanece, até o momento, em nosso ordenamento jurídico. Há, de fato, a discussão sobre se ela está ou não completamente alinhada aos cânones constitucionais, inclusive com ação no STF. É importante destacar que deve existir o ordenamento legal que discipline e controle o comportamento do cidadão diante de situações que ponham em risco a segurança nacional. Não podemos viver em um mundo de sonhos em que pensemos que, de alguma maneira, a segurança nacional não pode ser afetada.

A polarização que se avizinha nas eleições do ano que vem preocupa?
Vivemos em um Brasil que tem a sua democracia consolidada, onde os poderes e as instituições vêm cumprindo o seu papel. Exerceremos o direito democrático do voto e, certamente, prevalecerá a vontade da população brasileira. O povo brasileiro tem de saber votar.

O que significa “saber votar”?
Votar nas pessoas que vão responder às necessidades do país. Aí você me pergunta: “Quais?”. Vou lhe dar um exemplo do que estou dizendo. O Brasil precisa de infraestrutura. O ministro Tarcísio (Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura, capitão da reserva) está fazendo isso. Está fazendo as estradas, que outros governos começaram e não acabaram. Está fazendo ferrovia, que outros governos pagaram e o dinheiro sumiu. É nisso que o eleitor precisa estar atento. Um governo que faça as coisas sem corrupção.
“Outro absurdo que dizem por aí é que as Forças Armadas foram capturadas pelo governo. Não fomos capturados por ninguém. Nós passamos quantos anos em governos de esquerda?”

O senhor, que é do Paraná, acompanhou a Lava-Jato, como todo brasileiro. Considera que houve exageros na operação? A Lava-Jato apresentou resultados que foram bons para o país, mostrou problemas que existiam e que eram encobertos. Ela foi um avanço para o Brasil.
Um dos alvos principais da Lava-Jato, o ex-presidente Lula, que chegou a ser preso, agora se apresenta como candidato à Presidência da República. Repito: o brasileiro precisa saber votar.

A possibilidade da volta de um governo considerado de esquerda preocupa as Forças Armadas?
Não. Tivemos governos ditos de esquerda desde Fernando Henrique Cardoso. As Forças Armadas continuarão a cumprir sua missão da mesma maneira, independentemente de quem for eleito. Muita gente pode não querer, mas a vontade do povo vai ser respeitada.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse que os brasileiros vieram da selva. Como o senhor interpretou essa declaração?
Você já foi à Argentina nos últimos tempos? A Argentina era um país rico, e hoje está enfrentando de tudo. Então, o presidente fazer uma declaração dessas não me incomoda. É só olhar para dentro da casa dele. Eu não gostaria que o meu país estivesse enfrentando os problemas que eles estão enfrentando. Eu estive lá no ano passado, fui a um show de tango. Está tudo muito diferente de antes. É triste.


https://veja.abril.com.br/paginas-amarelas/presidente-do-stm-defende-pazuello-e-elogia-bolsonaro-e-um-democrata/

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Do Caminho Novo à Velha Avenida - Uma homenagem de Carlos Cunha

 

Mamão e Carlos Fernando, que homenageia o amigo em EP que será lançado em 9 de julho (Foto: Natália Elmôr/Divulgação)

Do Caminho Novo à Velha Avenida (Armando Fernandes Aguiar Mamão/Toinho Gomes/Carioca)


ARMAS EM FUNERAL - CEL R1 ALUÍZIO RODRIGUES CARNEIRO

 


Ao amigo e irmão Cap R2 Art Sergio Carneiro os nossos sentimentos pela passagem de seu tio Cel R1 Carneiro. Receba nosso abraço de conforto. Extensivo aos familiares e amigos.



quarta-feira, 16 de junho de 2021

4º GRUPO DE ARTILHARIA DE MONTANHA COMEMORA O DIA DA ARTILHARIA


O 4° Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), Grupo Marquês de Barbacena, que tem como seu atual comandante o Ten Cel Rodrigo Coutinho, realizou diversas atividades para comemorar o dia da Artilharia no período de 7 a 11 de junho de 2021. Foram programados eventos para cada dia da semana.



As atividades se iniciaram com os cultos religiosos, na segunda-feira. 



No dia seguinte, os integrantes do Grupo de Montanha realizaram um treinamento físico militar centralizado, com a presença do Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha (4ª Bda Inf L Mth), Brigada 31 de Março, General de Brigada João Felipe Dias Alves


No dia 9 de junho, foi realizada uma pista de orientação, com a participação de representantes das organizações militares da Brigada de Montanha e das unidades da guarnição de Juiz de Fora. 


No dia 10 de junho, dia da Artilharia, os alunos do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva realizaram a entrega de cobertores e agasalhos, arrecadados na “Campanha Artilheiro Solidário”, à Sociedade São Vicente de Paula. 


Além disso, uma representação do 4º GAC L Mth participou da Solenidade da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército, comemorativa à data, na guarnição do Rio de Janeiro. 



No dia 11 de junho, encerrando as atividades, o 4º GAC L Mth conduziu a solenidade do dia da Artilharia, na guarnição de Juiz de Fora, que foi presidida pelo General Felipe.

Fonte: 4º GAC L Mth