sábado, 8 de maio de 2021

UM MINUTO DE SILÊNCIO - POR OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS

 


Diálogo entre dois repositores e um cliente no supermercado:

- Rapaz acho que vai demorar pra vacina chegar lá no posto de saúde. Não vejo a hora para tomar a minha dose 

- Você tá maluco cara. O homem que é o homem disse que não vai tomar. Eu não vou tomar. Dizem que pode matar. Sabia?

- Será?

O cliente, ouvindo a conversa, se intromete:

- Olha senhor, se o homem pegar a doença, ele tem os melhores médicos, o melhor remédio, o melhor equipamento e, se piorar, tem até um avião pronto para levá-lo imediatamente aos melhores hospitais de São Paulo. 

- O senhor, se pegar a doença, corre o risco de ir para uma fila espera, aguardar o atendimento em uma cadeira desconfortável, sentir falta de ar sem oxigénio disponível, descobrir que não há leito para se internar e, caso se interne e tenha que ir para a UTI, ser intubado sem as drogas para a sedação. Sabia?  

- Preste bem atenção. O cemitério está cheio de gente sabida como senhor. A propósito, ponha a sua máscara.

Esse inusitado diálogo não é uma ficção. Ocorreu em Brasília, presenciado por pessoa de minha relação pessoal. 

O exemplo arrasta, para o bem ou para o mal. Dá uma tristeza profunda. É inacreditável. É surrealista o que está acontecendo! A esperança por dias melhores vem acompanhada da vacinação em massa.

Ocorre que atitudes semelhantes vêm sendo adotadas, não apenas por pessoas humildes e pouco esclarecidas, que precisam dolorosamente se expor para sobreviver, mas também por gente com conhecimento suficiente para entender a importância da cobertura vacinal. 

Infelizmente, deu-se nessas pessoas um curto-circuito cognitivo, um verdadeiro apagão, provocado por questões pseudoideológicas.

Por mais que se busque entender as decisões de caráter pessoal que possam impactar no jogo da ambição política, há limites éticos e morais que governantes precisam aceitar. E já foram extrapolados de muito.

Etéreo é o poder. Para Santo Agostinho existem duas realidades: uma temporária e outra eterna. Uma que trata do fato, outra da moral. Os que vivem em realidade amoral deviam reler Dom Helder Câmara: “Eles pensam que o povo não pensa. Mas o povo pensa”.  E como pensa!

No livro Novas Utopias (Carlos Pereira - Luminus,2007), o autor reflexiona sobre Dom Helder e, em dado momento, expõe o pensamento do pastor sobre as verdades inadiáveis: “não é fácil admitir um erro, muito difícil, porém, é sair dele depois que se sustenta, de toda forma, uma mentira ou engano.”

Diante de tamanha tragédia, essa máxima precisa ser afrontada. Será preciso coragem moral para que os mandatários admitam mentiras e enganos. Talvez isso os salve no juízo final! 

Na quinta-feira (29.abr.21) ultrapassamos a mórbida marca de 400.000 mortes provocadas pela COVID-19. Ressalte-se, com a pandemia ainda fogosa suficiente para novos recordes. 

Continuamos tratando o tsunami sanitário como um show mambembe, com falácias improvisadas e artistas despreparados. Evito de propósito apontar o dedo em casos concretos. O leitor tem seus exemplos pessoais e saberá identificá-los.

Alguns gestores querem transformar o sacrifico imposto à população em palanque eleitoral, sem medir se a cota do rio de perdas já ultrapassou o limite de segurança social. O povo pensa, viu...

A propósito, na CPI da COVID-19 instaurada na semana passada pelo Senado Federal para avaliar o combate à pandemia, não há santos, há pecadores capitais. Em ambos os lados.

Cuidem-se, vacinem-se e protejam-se, afinal, nós queremos viver e chegar aos 100 anos.

Pelas vítimas ceifadas na pandemia, um minuto de silencio!

Paz e Bem! 

Otávio Santana do Rêgo Barros 

General de Divisão do Exército Brasileiro

sexta-feira, 7 de maio de 2021

4º GAC L Mth realiza acampamento do NPOR


No período de 26 a 30 de abril, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, realizou o Acampamento da Instrução Individual Básica (IIB) para os alunos do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR) e soldados incorporados no corrente no ano.


O exercício teve como objetivos coroar a formação do Combatente Básico ao avaliar a conquista dos objetivos individuais da instrução e atuar na área afetiva. Por meio de instruções práticas, os alunos e soldados puderam empregar o conhecimento adquirido, passando pelas oficinas de pista de cordas, transposição de curso d’água, progressão diurna e noturna, fortificação, camuflagem, tiro de ação rápida, orientação diurna e noturna, mensageiro, higiene e primeiros socorros (HPPS), bivaque e silenciamento de sentinela. No decorrer das instruções, foram desenvolvidos conteúdos atitudinais como: autoconfiança, cooperação, coragem, disciplina, entusiasmo profissional, equilíbrio emocional, iniciativa, rusticidade e resistência.



Encerrando o exercício, os militares executaram uma marcha de 12 km e em seguida participaram da formatura em que receberam a boina cinza, símbolo da Brigada de Montanha, materializando a conclusão do Período Básico da formação militar.



Fotos e fonte: Comunicação Social da Brigada de Montanha

segunda-feira, 3 de maio de 2021

NÃO CLIQUE ACEITAR - POR OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS

 


Informação é poder. Compreender esse aforismo e aplicá-lo nas diversas situações da vida reforça a influência do indivíduo e, como consequência, lhe abre possibilidades de aquisição de mais poder. Um círculo virtuoso: “Poder – Conhecimento – Poder.”

Na Segunda Guerra Mundial, as agências de inteligência da Alemanha criaram um sistema de criptografia que, em condições normais para a época, era quase inexpugnável. Os aliados – sob a coordenação do matemático inglês Alan Turing – reuniram suas melhores inteligências para vencer o desafio de desvendá-lo.

O ENIGMA – codinome da máquina nazista –, após anos, foi quebrado em 1943 e o acesso ao seu código constituiu-se em um dos mais importantes fatores para a vitória aliada.

Se desejarem aprofundar esse tema tão interessante, recomendo o livro Enigma (BIBLIEX, 1978), de Frederick WilliamWinterbotham.

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Desde então, máquinas ultrassofisticadas são idealizadas em mentes brilhantes, desenhadas em pranchetas digitais do AutoCAD®️, construídas em laboratórios secretos e postas em operação para o resguardo de dados a proteger.Entre profissionais da inteligência não se imagina o trânsito de mensagens sensíveis sem a devida proteção ao conteúdo e aos interlocutores.

Infelizmente, ainda viceja no ambiente de poder (governamental, empresarial, científico etc.) amadorismo no trato de informações sigilosas, sejam elas pessoais ou institucionais.

Esta semana tivemos um exemplo gritante de como não se deve manusear conhecimentos que tragam debilidade à estrutura de poder.

Foi a divulgação de uma lista com 23 itens de assuntos que preocupam o governo na sua defesa diante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19. Um caso clássico, a ser estudado à luz de lucerna, sobre falta de cuidado no trato de temas delicados. Erro Crasso!

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Não há, na verdade, grandes novidades no documento vazado (fica, entretanto, uma interrogação para a contra-inteligência do governo: como, quando, por que, por quem e com que finalidade). O seu conhecimento facilitará as ações investigativas por parte dos senadores integrantes do colegiado, particularmente os opositores ao governo.

A preocupação com proteção de dados nunca foi um assunto de mesa de bar em nossa sociedade, de espírito bonachão e despreocupada com o futuro do país. Tampouco a sua efetiva aplicação.

Clicamos no primeiro “aceito” que aparecer na tela, com preguiça de ler os termos de condições de uso em inúmeros aplicativos. Usamos os programas de mensagens instantâneas dos smartphones, achando que estamos protegidos em nossa intimidade. Enviamos e-mails confidenciais em contas públicas (recordem-se da senadora Hillary Clinton que precisou justificar-se por ter enviado mensagens oficiais, valendo-se de um aparelho BlackBerry não criptografado). Falamos ao celular com estardalhaço e muita parolice todo tipo de assunto.

Como profissional de uma área na qual a informação correta, na hora certa, da fonte certa poupa vidas dos meus compatriotas, fico amolado com o nível elementar de utilização de ferramentas protetivas por gestores de alto nível e com as atitudes equivocadas na abordagem com assuntos confidenciais.

A CPI, fato de momento, vai gerar fricção em âmbito político. Que assim o seja. Discutir a pandemia é inquestionável.

Mas, quando se tratar de defesa da soberania nacional (leilão 5G, acordos de comércio, acordos tecnológicos, venda de estatais, planos militares …) e da construção do futuro seguro de paz e prosperidade para o país, não se pode hesitar. Acione-se a sirena de alerta e reconstrua-se o escudo de proteção!

Paz e Bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão do Exército

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Bem vindos ao Instagram Oficial do 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha. 

Para frente e para o alto 

ARTILHARIA, MONTANHA!

terça-feira, 27 de abril de 2021

Não atrapalhem - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Morei algumas vezes na cidade do Rio de Janeiro — a maravilhosa — e tenho ótimas recordações desses períodos que a vida profissional concedeu a mim e a minha família. Gostávamos de ir ao teatro. Quando o tempo permitia, elegíamos uma peça em cartaz e fazíamos o programa cultural de fim de semana. O da Gávea estava entre os preferidos. Apreciávamos o trabalho dos artistas que subiam ao palco solitariamente e se submetiam ao crivo da atenta plateia daqueles espetáculos. Monólogos exigem muito dos intérpretes. Demanda atenção redobrada nos ensaios e na execução do texto. Os sucesso ou fracasso está ligado à capacidade de entrar, sem pedir licença, na mente e no coração de seus ouvintes. Alcançar isso é uma arte. Se um indivíduo possui esse dom e se propõe a usá-lo em benefício da sociedade, emoldure-o, eis um líder inspirador.

Essa liderança pode abarcar vários setores da vida humana (artistas, empresários, religiosos, militares, cientistas, professores ... e até políticos). Diante do que se assiste pela imprensa, tratar do comportamento dos políticos passa a ser uma catarse. O desafortunado momento de crise sanitária aguda, a lembrança afetiva de monólogos teatrais e a leitura de um pequeno trabalho do Yuval Harari: “Na batalha contra o coronavírus, faltam líderes à humanidade” me fizeram retomar o tema liderança.

A propósito, hoje (27 de abril), após lamentável crise de liderança e gestão dos governantes, inicia-se a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, sob a batuta do Senado Federal. A sociedade espera efetividade! Para a sorte da humanidade, alguns países com habilidosos “condottieres” estão enxergando a planície além do cimo da montanha. A vastidão plana e descortinada à frente está semeada de boas expectativas.

Outros países, lastimosamente, não. Nesses rincões, a complexidade da pandemia transformou os detentores do poder em vigias sonolentos de faróis marítimos apagados durante uma tempestade bravia. Para esses mandatários, o poder afrodisíaco (expressão cunhada por Henry Kissinger) parece ter-lhes inebriado a ponto de escancarar suas insensibilidades morais. Serão responsabilizados pelo naufrágio dos navios que se chocarem nos arrecifes pontiagudos durante a borrasca.

No texto, Harari defende que o verdadeiro antídoto para epidemias é a cooperação e que a melhor defesa contra os patógenos é a informação. Informação que precisa ser gerada por especialistas confiáveis e difundida por atores qualificados.

Atores que, como em um monólogo de sucesso, precisam entrar sem pedir licença no imaginário de seus ouvintes, seguidores ou não. O público, mesmo o mais humilde, consegue entender nuances se apresentadas com honestidade.

Em seu livro Dez lições para o mundo pós-pandemia (Intrínseca, 2020), o jornalista Fareed Zakaria cita o Brasil como antiexemplo de combate à pandemia. A razão, alega ele, alguns de seus dirigentes questionarem abusivamente as recomendações dos agentes de saúde e, em alguns casos, se recusarem a acatá-las. Uma questão de mau exemplo. Isso dificultou o enfrentamento do assombroso desafio que teima em não ceder.

Com os números de mortes e infecções crescendo e gritando impiedosamente nos ouvidos da população, vamos precisar envolver mais especialistas para administrarem as questões pandêmicas sem viés ideológico. Atribua-se à ciência o dever de proteger a humanidade.

Como arremata Zakaria, ao avaliar as lideranças mundiais, a alternativa impensável na era moderna é: “Governar por instinto e celebrar a ignorância. Até onde isso foi tentado recentemente os resultados foram desanimadores”.

O próximo monólogo sobre a existência humana, seja qual for o teatro ou ator principal, deverá trazer ao respeitável público uma mensagem de equilíbrio, baseada no conhecimento provado dos especialistas e na necessidade de sobreviver da maioria das pessoas. Essas, aceitando as orientações, aqueles, escutando com humildade as tribulações da massa.

Infere-se, da profusão de estudos acadêmicos, que outras pandemias se farão presentes no caminho da humanidade. Precisaremos acender as luzes dos faróis. Os faroleiros, se não quiserem ajudar, que não atrapalhem!

Paz e Bem!

General da Reserva do Exército

segunda-feira, 26 de abril de 2021

TODAS AS SUAS AFLIÇÕES EM UM VIDEO

 


NOTA DE FALECIMENTO - PAULO AUGUSTO DE MELLO

 





4ª Brigada de Infantaria Leve - Montanha - Vídeo institucional

 



4° GAC L Mth realiza formatura alusiva ao Dia do Exército


No dia 19 de abril de 2021, no quartel do 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha, comandado pelo Ten Cel Rodrigo Coutinho, foi realizada a formatura da Guarnição de Juiz de Fora alusiva ao Dia do Exército. A data remonta à Batalha dos Guararapes, ocorrida em abril de 1648, quando brancos, negros e índios derrotaram as tropas holandesas de ocupação. A vitória conseguida nesta batalha é cercada de importância por ter sido o prelúdio da construção da identidade do Brasil como nação soberana.


Na solenidade, o comandante da Brigada de Montanha, Gen Felipe,  procedeu a entrega das seguintes condecorações: Medalha Ordem do Mérito Militar (Grau Oficial) ao 1º Ten QAO SAMUEL DE AZEVEDO SANTOS do 4º D Sup; Medalha Ordem do Mérito Militar (Grau Cavaleiro) ao 1º Ten QAO MARCUS VINICIUS DETONI DE SOUZA e Ten QAO DENILSON GOMES DE OLIVEIRA, ambos do 4º CGCFEx, S Ten Sau RENATO FERNANDES DE SOUZA do HGeJF e S Ten Cav RONI RIBEIRO BALDANZA do CMJF;



 A Medalha Exército Brasileiro (MEB) à Senhora ANA PAULA FRACETTI DE OLIVEIRA NASCIMENTO



O Diploma de Colaborador Emérito do Exército foi entregue ao Dr CIL FARNE GUIMARÃES, Procurador-Chefe da Procuradoria Seccional da União em Juiz de Fora e ao Cel NEIR ADRIANO DE SOUZA, Comandante da 4ª Região de Polícia Militar de Minas Gerais.


Oração do Combatente de Montanha, conduzida pelo Ten Augusto

O evento contou com a presença de representações de todas as Organizações Militares da guarnição de Juiz de Fora e atendeu a todas as medidas de prevenção à pandemia da COVI-19.


Fonte e fotos: Comunicação Social 4ª Bda Inf L Mth

domingo, 25 de abril de 2021

NOTA DE FALECIMENTO - PAULO DURÃES


 NOTA DE FALECIMENTO:

É com profundo pesar que comunico o falecimento do nosso presidente da Liga de Futebol de Juiz de Fora, PAULO CESAR DURÃES LUIZ, vítima de complicações da Covid-19. A LIGA DE FUTEBOL DE JUIZ DE FORA DECRETA LUTO OFICIAL POR 07 DIAS. Aguardamos novas informações dos familiares. Nesse momento hipotecamos nossa solidariedade, e sentimentos aos familiares e amigos.

Liga de Futebol de Juiz de Fora


Paulo foi sepultado no cemitério Parque da Saudade..


A diretoria do Esporte Clube São Carlos deseja a todos os familiares e amigos os mais sinceros sentimentos por perda tão significante para todos nós.

Vá em paz amigo Paulo e muito obrigado por tudo que fez em prol do EC São Carlos.


Rafael Teles David - Presidente



sábado, 24 de abril de 2021

PASSAGEM DE COMANDO DA ARTILHARIA DIVISIONÁRIA DA 3ª DE

 


Mensagem do Comandante do Exército


"Caros comandados, Soldados de Caxias!

Dirijo-me pela primeira vez a todos vocês como Comandante do Exército, cargo que assumi, no último dia 20 de abril, com enorme sentimento de honra e consciente da grande responsabilidade a mim delegada."


Sucesso comandante.

Sua Reserva Pró-Ativa estará sempre atenta e forte.

Fé na missão.



sexta-feira, 23 de abril de 2021

Brigada de Montanha arrecada três toneladas de alimentos para instituições de JF

 

Foto: Cb De Paula

Após pouco mais de duas semanas de arrecadação de alimentos, a 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha) entregou, nesta sexta-feira (23), três toneladas de alimentos para a Sopa dos Pobres e o Apostolado Santa Edwiges. A finalização da campanha solidária marca o encerramento da Semana do Exército, tradicional pelas ações filantrópicas em todo o território brasileiro. 

De acordo com o tenente-coronel Marcelo Ferreira, que atuou na coordenação da campanha, foram arrecadados 3.258 quilos de alimentos entre os dias 6 e 22 de abril. “(Durante a semana comemorativa) o Exército, em todo o país, realiza diversas ações dessa natureza. Aqui em Juiz de Fora, da mesma forma, planejamos essa atividade estendendo a ‘mão amiga’ do Exército à sociedade juiz-forana”, afirma o militar.

Segundo Ferreira, o cenário de pandemia da Covid-19, que fragiliza ainda mais a parcela vulnerável da população, também ajuda a sensibilizar e atrair mais doações. “Aproveitando o espírito solidário da população de Juiz de Fora, abrimos a campanha para a sociedade como um todo”, explica.

A Sopa dos Pobres e o Apostolado Santa Edwiges são entidades parceiras da 4ª Brigada de Infantaria Leve, de acordo com o tenente-coronel, mas o Exército mantém as portas abertas para apoiar outras instituições da mesma natureza. “Em outras campanhas, é certo que podemos fechar essa parceria com outras instituições, tendo em vista o belo papel que todas elas desempenham”, aponta.

https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/23-04-2021/exercito-arrecada-tres-toneladas-de-alimentos-para-instituicoes-de-jf.html

Eu me recuso - Por Otávio Santana do Rêgo Barros


“Não há nada tão desesperador como não ter uma nova esperança.”

 (Nicolau Maquiavel)


“Eu me recuso a ficar trabalhando com este cenário [...]. Não é possível que o Brasil não consiga sair dessa armadilha populista. Populismo de esquerda, populismo de direita. [...] repetindo os erros do passado.” 

Essa foi a resposta da economista Elena Landau a uma instigadora pergunta sobre as circunstâncias políticas na qual estamos imersos. O questionamento foi promovido pelos apresentadores do programa Manhattam Connection da TV Cultura, exibido em 14 de abril de 2021 (https://youtu.be/ni2NWUQq2TM).

Quem viveu os desacertos da esquerda, com suas paixões arrebatadoras fixadas em um espelho retrovisor que refletia uma história já acabada, entende o desabafo da entrevistada. 

Quem vive os sobressaltos da direita, colimada em posturas que não se amoldam ao espírito apaziguador do brasileiro contemporâneo, sofre do mesmo desalento da economista.

Os dois principais contendores, monopolizados pelo escantilhão dos analistas políticos, e seus partidários continuarão dicotômicos. 

O que lidera a esquerda aponta o dedo para as elites como responsáveis pelo burburinho social - às vezes provocado por ela mesma -, em discurso aglutinador para suas bases eleitorais. 

O que se qualifica como direita vislumbra os adversários como encarniçados inimigos renascidos das sombras, em discurso monossilábico para energizar seus psilitos ideológicos.

A aura envolvente do poder os enfeitiçou desde o primeiro dia dos seus mandatos. Olhar fixo e obcecado em um ponto de luz quatro anos adiante, imaginando o que fazer para lograr êxito na conquista do futuro pleito eleitoral.

Ainda que cada pessoa seja única em sua personalidade, o governante deve regular sua postura com base em atributos como sobriedade, humildade, respeito às instituições, resiliência, defesa da coisa pública e servidão incondicional ao povo.

Deve afastar-se dos histrionismos inconvenientes. Na ribalta do poder seu público é a sociedade, toda ela, a que lhe concedeu o votou e a que não lhe concedeu.

Um bom exemplo de atitude a ser absorvida pelos gestores políticos vem das palavras de Abraham Lincoln ao abordar a governabilidade: “com sentimento público, nada pode fracassar, sem ele, nada pode ter sucesso.”  

Um chefe de poder não deve abstrair-se da realidade diária e entrar em um mundo paralelo para ficar brincando de mocinho e bandido, de pega ladrão, de pique-esconde. Nem sempre será visto como o mocinho, muitas vezes incorporará o papel de vilão. 

Não é sequer engraçado. Afronta a liturgia e a nobreza do cargo.

Como sociedade em constante evolução, precisamos encontrar uma maneira de aliviar o maniqueísmo dos preconceitos ideológicos, da obliteração emocional e do antolho intelectual. 

Exaurem cada cidadão sugando a seiva da bem-aventurança. Potencializam as agruras da caminhada diária do indivíduo em busca de suplantar os obstáculos da sobrevivência. 

A existência insalubre, economicamente deficitária, socialmente dependente e agora infelizmente violentada de forma dantesca pela incontrolável pandemia do coronavírus são fatores desencorajadores.

Como asseverado por William Young, “crescer significa mudar e mudar envolve riscos”. Precisamos crescer a fim de libertar-se das mazelas seculares que nos acompanham. 

Logo, vamos ter que nos arriscar! Nos arriscar na procura de uma opção que nos encha novamente de esperanças. As que se apresentam, para muitos, perderam o brilho. Ouço muitas pessoas afirmando que não existe tal opção. Eu tenho esperança.

É mandatório encontrar um líder inspirador – ele já está por aí - que se apresente e consiga infundir um senso de propósito e significado de vida às pessoas.

Paz e Bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão

NOTA DE FALECIMENTO - ANTONIO CARLOS ESTEVÃO


Triste notícia nesta noite. Faleceu Antônio Carlos Estevão, o querido Toninho, incansável presidente do Abrigo Santa Helena e do Ceprom.

Solidariedade à família.

Colunista Cesar Romero



quinta-feira, 22 de abril de 2021

COMANDO DO EXÉRCITO - NOTA DE ESCLARECIMENTO

 


Acerca do conteúdo da nota publicada e, posteriormente, atualizada no endereço eletrônico https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/ex-comandante-edson-pujol-diz-que-eduardo-pazuello-ferrou-o-exercito.html, sob o título  “Ex-comandante, Edson Pujol diz que Eduardo Pazuello ferrou o Exército”,  o Centro de Comunicação Social do Exército esclarece que o Gen Ex EDSON LEAL PUJOL não teve nenhum diálogo com o Gen PAZUELLO nem jamais fez qualquer tipo de comentário, juízo de valor, crítica ou sugestão sobre o tema vacinas, nem sobre outros aspectos do trabalho do General PAZUELLO  à frente do Ministério da Saúde. 

A conduta do Gen LEAL PUJOL esteve sempre pautada pela ética, discrição e transparência durante os mais de dois anos em que exerceu o cargo de Comandante do Exército Brasileiro. A nota descreve diálogo e comportamento que não existiram, absolutamente inverossímeis e incompatíveis com o perfil e as atitudes do Gen LEAL PUJOL  durante seus cinquenta anos de serviço dedicados à Força e ao Brasil.


Centro de Comunicação Social do Exército

O Professor Destino - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

- Majestade, disse o conselheiro, fazendo uma genuflexão exagerada, meus cumprimentos! Brilhante o discurso hoje de manhã para a plebe ignara. 

- Concordo inteiramente com o senhor. A massa só estará imune à doença após o vírus circular. Esse negócio de isolamento é coisa dos bárbaros encarnados.

- Se me permitir majestade, relembrarei aos demais conselheiros um exemplo histórico: a “peste escura”. Como consequência do elevado número de vidas ceifadas, a “velha região” se tornou mais rica e poderosa. Ótima referência para o nosso reino.

 - Sob sua liderança cintilante, defenderei nos fóruns internacionais a inexorabilidade da morte.

O diálogo fictício (plausível de ter ocorrido...) foi adaptado aos desafios de gestão no enfrentamento à pandemia da COVID-19. Perdeu-se o senso de realidade. Bebeu-se do cálice envenenado da subserviência. A vaidade consumiu os gestores. A população está incapaz de aquilatar o perigo ao descuidar-se da autoproteção. 

É a demência social

O diálogo enriqueceria um roteiro do gênero distópico. O livro entraria na lista dos mais vendidos, rivalizando-se com Fahrenheit 451 (Ray Bradbury) ou Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley).

De volta à realidade. 

Na semana que se findou, perplexos, fomos impactados pelas notícias sobre decisões judiciais egressas da mais alta corte, envolvendo o Senado Federal.  Por discussões na formação da comissão para investigar a COVID (a gestão ordinária do governo central). Pela discussão se os entes estaduais e municipais deveriam ser parte do escopo da CPI (por que não?).

 Todos, quase nos olvidamos do mais importante: A VIDA!

Convivemos com a falta de kit de intubação e oxigênio. De vacinas e insumos farmacêuticos ativos (IFA) em atraso. Um número inaceitável de vidas ceifadas. 

A crescente incapacidade de a sociedade indignar-se, não contribui para o firme enfrentamento dos desafios ora presentes na vida de nosso povo. As situações estranhas, antes inconcebíveis, vão se normalizando. Para alguns, as mortes estão se transformando em estatísticas.

Sabe aquela história do passarinho carregando no bico um pouco de água para ajudar a apagar um incêndio na floresta, ambiente de sua sobrevivência? 

Somos incompetentes para colaborar ou vamos entrar em campo, mesmo que sejamos minúsculos para o tamanho da catástrofe? 

O pouco é muito, quando se soma a outros poucos.

Sou oficial general, com experiência em operações de ajuda humanitária (comandei o batalhão de força de paz no Haiti) e em operações de combate ao crime organizado (comandei a força de pacificação nos complexos do Alemão e da Penha). 

Mesmo nas mais perigosas e desafiadoras situações, sempre observei uma atitude de cooperação das pessoas atingidas por fenômenos indomáveis da natureza, como no terremoto em Porto Príncipe, ou pela insanidade social das favelas, sob domínio do crime organizado e das milícias. 

Esqueçamos o egoísmo – às vezes nem percebido - e busquemos o entendimento desarmado de nossa sociedade. “É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã” (Pais e Filhos - Legião Urbana). Somos do bem!

A falta de educação social e de bancos escolares potencializa o comportamento da nossa gente. A falta de uma liderança inspiradora ajuda a piorar o cenário.

O Brasil está aprisionado no labirinto de sua própria história? Não! Onde está o barbante que nos tirará desse inferno astral? Encontremos!

Há um dever de casa a ser respondido por todos e que será cobrado pelo Professor Destino. Mestre duro e sobre o qual não temos domínio. É o dever de agir como cidadão responsável ao tecer a rede¬ social que nos protegerá, acaso tenhamos que saltar do trapézio da insensatez.

Paz e Bem!

Hoje, 19 de abril, Dia do Exército Brasileiro – Embrião em Guararapes. #ObrigadoSoldado.

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão R1