quinta-feira, 25 de março de 2021

A MÍSTICA - POR OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS

 


Diversas forças armadas, mundo afora, possuem em suas estruturas organizacionais agrupamentos de tropas e equipamentos destinados ao cumprimento de missões com características distintas das convencionais.

Seus integrantes são reconhecidos por suas habilidades técnicas, disposição inabalável de cumprimento do dever e, não raras vezes, pela aceitação do sacrifício de suas próprias vidas.

Os mais aficionados estudiosos do tema os conhecem como tropas especiais. Apenas como referência, citamos os SEALS nos Estados Unidos, os SAS no Reino Unido, os SPETSNAZ na Rússia, os GUERRA NA SELVA e os FORÇAS ESPECIAIS no Brasil. E, de uma maneira geral, os paraquedistas em todas as forças armadas.

Esses grupos adquirem as capacidades física, emocional e intelectual que os habilitam a serem infiltrados na retaguarda inimiga em missões pontuais, isoladas, que exijam muita determinação, audácia e adestramento, em benefício do conjunto.

O resgate de reféns em Entebe, por forças israelenses; a operação “Market Garden”, na Segunda Guerra Mundial; e o sacrifício francês em Dien Bien Phu são exemplos clássicos de operações desenvolvidas por esses especialistas.

No Rio de Janeiro, uma cobertura televisiva maciça, mostrou ao público mundial a Brigada de Infantaria Paraquedista executando o cerco e o investimento aos complexos do Alemão e da Penha, na crise de segurança pública em 2010.

Essas tropas incorporam uma mística cunhada e preservada ao longo do tempo com o intuito de potencializar o espírito de corpo e, ao mesmo tempo, gerar instabilidade nos potenciais adversários.

Os ingleses, quando da operação de retomada das Ilhas Malvinas, em 1982, sobressaíram a incorporação de batalhões Gurkhas no desembarque, ressaltando a habilidade desses lendários soldados no emprego das facas Kukry, particularmente durante os combates aproximados. Mística centenária que gerou receio aos adversários instalados nas trincheiras geladas da região.

Depreende-se, portanto, que essas organizações não podem nem devem abdicar de treinamento contínuo, severo e aplicado para o cumprimento de seus propósitos operacionais. Não há tempo para tergiversações não profissionais.

O ajuntamento de pessoas no último domingo (21.03.21), ao longo da avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, identificados pelos meios de comunicação como paraquedistas em desfile para homenagear autoridade, não pode ser relacionado às tropas especiais brasileiras e às suas místicas.

Eram cidadãos, no exercício dos seus direitos de ir e vir, ainda que afrontando normas sanitárias legais vigentes na ocasião, que decidiram pelo pitoresco encontro dominical. 

Que se afaste de pronto qualquer tentativa de relacioná-los com o Exército Brasileiro.

O Exército é uma instituição de Estado e constantemente assevera esse conceito para mais amalgamá-lo junto à população brasileira. Ele não referendou, nem referendará atitudes que afrontem, por seu posicionamento, a estabilidade, a legalidade e a legitimidade junto à nação brasileira. Age, como consequência dessa postura, no total acatamento aos ditames constitucionais.

A política do Exército vem prevalecendo sobre a política no Exército com a firme e sensível condução dos atuais chefes militares, herdeiros de nobres tradições e sólidos exemplos. 

Acredito, em foro íntimo, que declarações políticas que tentem tragar a Instituição, sofrem claro e forte repúdio da maioria de seus integrantes, já imunizados contra essa cantilena, em especial nos momentos tão sensíveis pelos quais o país ultrapassa de crise pandêmica.

Estaremos sempre prontos a compartilhar com a sociedade o nosso preparo técnico-profissional reconhecido, de há muito, como politicamente isento e socialmente abrangente. Prisioneiros de um único adágio: serviremos com grandeza ao povo brasileiro.

Paz e bem! 

Otávio Santana do Rêgo Barros 

General de Divisão R1

10º BATALHÃO DE INFANTARIA LEVE DE MONTANHA COMEMORA ANIVERSÁRIO DE 272 ANOS

 


Em 17 de março, no 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (10º BIL Mth), ocorreu a formatura em que foi comemorado o aniversário de 272 anos de criação da 5ª organização militar mais antiga do Exército Brasileiro, comandada pelo Tenente-Coronel Luis Felipe Moraes Daltro Campos.


A solenidade foi presidida pelo Chefe do Departamento-Geral do Pessoal (DGP), General de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, em visita de orientação técnica (VOT) à Guarnição de Juiz de Fora, e contou ainda com a presença do Comandante Militar do Leste, General de Exército José Eduardo Pereira, do Comandante da 1ª Divisão de Exército, General de Divisão Kleber Nunes de Vasconcellos, do Comandante da 4ª Região Militar, General de Divisão Jorge Antônio Smicelato, do Gerente do Projeto EB S@úde, General de Divisão R1 Altair José Polsin, e do Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, General de Brigada João Felipe Dias Alves. 


Todo o evento seguiu as normas e recomendações adotadas para o combate e prevenção à covid-19.


Fonte: 10º BIL Mth

Fotos: 3º Sgt Patrocínio e Sd Wendell

terça-feira, 23 de março de 2021

VOCÊ CONHECE O GEN SILVA E LUNA? NÃO? ENTÃO CONHEÇA, VAI SE EMOCIONAR.

 

Rubens Fraulini/Itaipu Internacional/Reprodução


ARMAS EM FUNERAL - SUBTEN PAULO CAMPISSI


Nos deixou hoje, 
vítima de um infarto fulminante em sua residência, o nosso querido e estimado amigo ST Paulo Campissi , um eterno apaixonado pelo 4º GAC L Mth, onde prestou seus excelentes serviços como chefe da Oficina Mecânica por muitos anos.

Campissi era de uma alegria a toda prova, tudo poderia estar desmoronando que ele estava otimista e confiante.



Vai deixar muita saudade àqueles, assim como eu, que tiveram a honra e o prazer de trabalhar e conviver com ele.

Mas, segue para sua nova morada feliz, pois vai se reencontrar com sua amada esposa e amiga inseparável, nossa querida amiga Terezinha, que nos deixou em 2009. Onde estava Paulo Campissi, lá estava a Terezinha...


Vá em paz meu amigo, missão cumprida.

O sepultamento estará ocorrendo hoje às 17h, no cemitério Parque da Saudade, sem velório.



segunda-feira, 22 de março de 2021

EFEITO BACKFIRE - POR OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS

 


Há poucos dias, recebi indicação para leitura do artigo “Por que você não deveria argumentar com radicais – o efeito backfire (blogs.unicamp.br/covid-19/) produzido pelo cientista político Davi Carvalho da UNICAMP. Gostei!

Trata-se de um trabalho na área da psicologia social no qual o autor discorre sobre a dificuldade de convencer pessoas extremadas a mudar de posição.

Pesquisas acadêmicas revelam que esses indivíduos, ao serem confrontados com uma realidade da qual discordam, tendem a assumir um comportamento mais radical em defesa de suas ideias. “As pessoas frequentemente ignoram informações novas que as contradigam, argumentam contra ou descartam suas fontes para manter crenças já existentes”. (David Redlawsk)

A reação psicológica ficou conhecida como efeito backfire. O autor esclarece que “não é fruto de ignorância ou burrice”, trata-se de um reflexo do chamado raciocínio motivado - forma de pensar na qual elegemos tão somente as evidências que nos confortam para chegar-se a uma conclusão à qual já tínhamos optado de antemão.

A teoria ajuda a compreender as defesas apaixonadas de posições polarizadas com as quais parte de povo acredita e declara amor ou ódio aos agrupamentos políticos de ocasião. 

Carl Sagan afirmou que as crenças não se baseiam em evidências, mas em uma profunda necessidade de acreditar. Acreditar em qualquer coisa embalada com laço colorido nas cores de preferência.

Quando posturas reacionárias tomam o rumo de escolhas políticas, como soe acontecer no Brasil, adentra-se em um campo de batalha onde os digladiadores, se sobreviverem, sairão com sequelas irreversíveis.

O fato novo – possibilidade de o ex-presidente Lula concorrer às eleições do próximo ano – agitou os grupos a favor e contra, empurrando-os ainda mais para os polos de suas posturas políticas e ideológicas.

Do baralho eleitoral, os valetes que despontam mais robustos são o atual e o ex-presidente. Natural que o sejam, trazem a força do cargo associado ao uso da caneta executiva ou do emocional de tempos passados.

É fácil desfiar um rosário de maus feitos e atribui-los a cada um deles, às vezes aos dois ao mesmo tempo. Segundo a teoria, seria “tiro no pé”. Apenas reforçaria o raciocínio motivado de cada grupo, já antecipadamente decidido por lutar pelo sufrágio de seus mitos.

O professor Carvalho ilumina uma possibilidade de enfrentar a tese inicial e prefiro usá-la como tábua de salvação. Convencer os indecisos, valendo-se de argumentação qualificada. 

As últimas pesquisas de intenção de voto (verdade que perderam, no mundo todo, parte da confiabilidade) trazem uma disputa cabeça a cabeça entre os dois preferidos. Ressalve-se, o somatório das intenções desses valetes, não ultrapassa a quantidade de intenções atribuídas aos outros contendores. Para tratar apenas de matemática...

Muitas pessoas que no último pleito depositaram suas esperanças naquele que refletia as aspirações de contestação ao governo da esquerda estão órfãs pelas posturas tomadas pelo governo da direita. 

Procedimentos iguais, sinal trocado!

Elas aceitariam de bom grado alguém que assuma o papel de aglutinador, que as acolha com projetos equilibrados e que as faça voltar a ter esperança.

Se essa tese que se avoluma em parte da sociedade encaminhar-se de forma adequada, aparecerão outros valetes para qualificar a disputa democrática, dignos de cooptar a predileção dos não impactados pelo raciocínio motivado.

Nobres valetes, tomem como estímulo o pensamento de Gandhi: “se tiver fé em que serei capaz de fazê-la, adquirirei certamente a capacidade de realizá-la, mesmo se não a possuía ao começar.”

Tenham fé. Vocês são capazes. Nos acreditamos!

Paz e Bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão R1

A GENTE VAI EMBORA E FICA TUDO AÍ. ASSISTA AO VIDEO, VAI SE EMOCIONAR

 




domingo, 21 de março de 2021

ARMAS EM FUNERAL - SGT ADALBERTO FRANCISCO SANT'ANA

 

Sgt Adalberto, no ano de 2019, foi o mestre da banda e em um vídeo em Passo Fundo, que viralizou no país inteiro, em homenagem aos pracinhas demonstrou o grande companheiro que era!




sábado, 20 de março de 2021

SEIS MESES SEM MINHA MÃE MANOELINA DA SILVA

 


Bom dia.


Hoje completam exatos seis meses da partida de minha mãe, Manoelina da Silva.


Muitas saudades, mas sem tristezas, pois cumpriu, com louvor, seu papel no plano terrestre e agora está em seu merecido descanso eterno, ao lado do nosso Criador.


Foi uma guerreira.


O que não tinha de estatura física, tinha de moral, perseverança e vontade de lutar e vencer. E venceu.


Foi pai e mãe ao mesmo tempo, só eu sei como se sacrificou por mim.


Se não sou mais na vida e porque não ouvi todos os seus ensinamentos como deveria.


Peço a todos que a conheceram e tiveram a alegria de sua convivência que, na medida do possível, faça uma oração por ele nesse dia, que certamente ela ficará muito feliz por tamanho carinho dos que aqui ficaram.


Muito obrigado e que Deus abençoe a todos.






COMUNICADO IMPORTANTE DO VEREADOR MAURICIO DELGADO À POPULAÇÃO DE JF

 


CARTA ABERTA AO GOVERNADOR ROMEU ZEMA, À PREFEITA MARGARIDA SALOMÃO E À POPULAÇÃO EM GERAL DE JUIZ DE FORA. 

No último ano o mundo foi assolado pela pandemia do Novo Coronavírus, o que impactou o convívio social de forma globalizada, não sendo diferente em nossa cidade. 

No início, as autoridades competentes tomaram medidas de restrições para evitar o contágio e promover o distanciamento social, dentre elas a suspensão e/ou limitação de vários setores comerciais e empresariais. 

Durante este período convivemos com a abertura e o fechamento dessas atividades, entre as quais me incluo, pois, como todos sabem, sou proprietário de um restaurante há 27 anos, onde sempre trabalhei para tirar o sustento da minha família. 

Na última eleição, coloquei meu nome à disposição da sociedade de Juiz de Fora para o cargo de vereador, sendo eleito com 4106 votos, dos quais muito me honro. 

Assumindo o mandato, encontramos a cidade na onda vermelha, com restrições de boa parte das atividades comerciais. Diante deste quadro, iniciamos a nossa caminhada trabalhando sempre em prol do retorno das atividades com os devidos protocolos sanitários que o “novo normal” nos exige, sempre respeitando a proteção à vida. 

Quando ainda podíamos nos reunir participamos de debates, buscando sempre viabilizar a flexibilização e retorno seguro das atividades. 

Na Reunião plenária do dia 15/01/2021, em pronunciamento na Tribuna, alertei a todos sobre as dificuldades que estariam por vir com a manutenção daquele quadro, citando a falta de políticas públicas por parte dos gestores executivos, no sentido de amenizar o sofrimento da população, chegando a afirmar categoricamente que “vai faltar comida na mesa”. 

Nosso mandato seguiu tentando de todas as formas o diálogo em prol do retorno das atividades. 

Em fevereiro fizemos requerimento solicitando o cancelamento do ponto facultativo do carnaval, o que foi atendido pelo Executivo Municipal e, depois, acompanhado pelo Governo do Estado. Mas, para espanto, o Sindicato do Comércio de Juiz de Fora foi contra esta medida, e, com isso, o comércio fechou durante o carnaval, o que, consequentemente, possibilitou festas clandestinas, eventos e viagens, causando aglomerações, justamente o que não poderia ocorrer neste caótico momento de desordem sanitária que nos compromete. 

Como era de se esperar, as consequências vieram, pois, assim como ocorreu nos dias seguintes à última campanha eleitoral e nos feriados que finalizaram o ano, após o carnaval o setor comercial foi novamente convocado para assumir a responsabilidade e pagar a conta, o que, certamente, ocorrerá outra vez após o feriado da semana santa, se nenhuma medida preventiva for tomada. 

No último dia 07, nossa cidade entrou em Lockdown através de um decreto do Executivo Municipal, sem qualquer previsibilidade e aviso à população e aos empresários, o que acarretou muitos prejuízos, dado que várias atividades não poderiam ser interrompidas de forma abrupta, sem critérios técnicos. 

A título de exemplo, o posto de gasolina ficou “esquecido”. No dia posterior, mediante novo decreto, outras atividades ficaram mais uma vez “esquecidas”, o que foi prontamente questionado por este Vereador, como, por exemplo, o funcionamento das cirúrgicas, que só não foram fechadas por minha intervenção junto à Secretaria de Governo, pois, como dito, o decreto não a contemplava. 

Na semana passada o Governador do estado incluiu nossa cidade na onda roxa do programa Minas Consciente, medida impositiva que a cidade teria que acatar, determinando, inclusive, toque de recolher das 20 horas às 05 horas do dia seguinte. 

Neste compasso de espera ficamos sem saber quais atividades estariam autorizadas a funcionar, sendo que o programa do estado contemplava mais atividades que o decreto da Prefeitura de Juiz de Fora, que seguia em sua dificuldade de informar e esclarecer a população e o setor comercial. 

Agora, segunda-feira (15/03/2021), por volta das 19 horas, fomos surpreendidos com um novo decreto do executivo municipal, novamente sem qualquer aviso prévio à população, determinando várias medidas de execução imediata, dentre elas o recolhimento dos coletivos públicos durante o toque de recolher, o que ocasionou um grande caos a vários trabalhadores que ficaram, após uma árdua jornada, sem o transporte para voltarem a seus lares. 

Na reunião plenária de terça-feira, questionei sobre a retirada dos ônibus, pois o decreto municipal estaria em desacordo com a determinação do “Minas Consciente”, uma vez que a retirada dos coletivos ocasiona mais aglomerações, contrariando a ideia de não proliferação do vírus, sem contar que limitava o direito de ir e vir e que nem todos teriam dinheiro para pagar transportes individuais, afetando diretamente os mais vulneráveis. 

Ressalto que nesta reunião foi aprovado requerimento de minha autoria e outros colegas, solicitando que a Prefeitura ampliasse o prazo para pagamentos dos tributos municipais, dada a preocupação que temos com a situação das atividades empresarias de nossa cidade, que, de novo, estaria compelida a pagar pela ineficiência dos poderes executivos de todas as esferas. 

Na ocasião também foi aprovado um pedido de informações sobre qual seria a essencialidade do estacionamento da área azul, uma vez que os estacionamentos particulares não foram autorizados a funcionarem. 

Portanto, seguirei firme no propósito de buscar o diálogo com os poderes executivos que são os responsáveis por estas restrições impostas ao comércio e às atividades empresariais em geral, sempre respeitando os códigos sanitários, é preciso conviver com este “novo normal”, buscar saídas, seguir protocolos que permitam a volta das atividades ora restritas. 

Precisamos aprender com os erros que foram cometidos, solicitamos diálogo para achar soluções e evitar que daqui a pouco, após a reabertura, voltemos a fechar. 

Desejamos organização e comunicação com todos os setores, não podemos centralizar decisões que afetam a vida de todos, em que os que estão com seus salários garantidos ficam tomando decisões para aqueles que precisam lutar pelo seu ganha pão de todo dia. 

Queremos diálogo aberto com toda a sociedade e unir forças para vencermos este inimigo invisível. 

Termino esta carta agradecendo aos profissionais da saúde, sobretudo pelo amor que doam e fazem neste momento de extrema dificuldade, disponibilizando, inclusive, meu mandato, “Para Juntos Fazermos Mais” em busca de diálogos para encontrarmos saídas para vencermos a Pandemia. 

Mauricio Delgado 

Vereador

sexta-feira, 19 de março de 2021

O Pedalinho - Por Otávio Santana do Rêgo Barros


Uma das diversões mais aprazíveis para casais apaixonados é curtir a vista arrebatadora da lagoa Rodrigo de Freitas desfrutando-a em pedalinhos.

O esforço para movê-los demonstra cumplicidade. Quando um dos parceiros se cansa, o outro redobra suas energias para compensar a força dirigida aos pedais.

A nossa sociedade não vem demonstrando cumplicidade para pedalar os barquinhos neste lago da pandemia. Egoísta, pensa como Benjamin Disraeli: “minha ideia de pessoa agradável é a de quem concorda comigo.”

Prefere dirigir aqueles bate-bates (carrinhos elétricos) para descarregar seus instintos raivosos, chocando-se uns contra outros, como uma batalha de Kursk (maior enfrentamento de blindados da segunda guerra mundial, com cerca de 500.000 mortos).

Às vezes, o rapaz responsável pela atração precisa vir acudir quando o engarrafamento de carrinhos impede que se movam em qualquer direção. 

Estando neste picadeiro insensato de bate-bates, como as autoridades poderão ajudar a desfazer o caos sanitário que se abateu sobre o País? 

Os gestores precisarão sair das suas cabines de controle, de onde nada veem, ou apenas enxergam por meio das mídias sociais, e descer ao chão no dia a dia das portas dos hospitais, das UPAs, dos transportes público lotados e organizar com coração e razão o esforço de guerra contra esse flagelo.

A organização passa por entender onde reside o principal desafio para conter o avanço descontrolado da pandemia. A análise do problema é a primeira ação a ser desencadeada.

Muito estudiosos iluminam dificuldades pontuais como se um único carrinho elétrico, se removido do entulho de tantos outros carrinhos, pudesse resolver a questão. Desastres de avião não ocorrem apenas como resultado de uma única causa.

Por certo, cada análise é importante e contribui para o intento de curar o problema: falta de vacinas contratadas, logística de distribuição ineficaz, desemprego em alta, impossibilidade de distanciamento entre as pessoas, egoísmo social crescente, contestação ao uso de máscaras, falta de gestores hospitalares, implemento de novos leitos etc.

Completado um ano de tanto sofrimento, percebe-se que o maior problema é falta de uma comunicação que toque de fato o íntimo de cada pessoa.

Que mensagem passa um ídolo do futebol ao participar de evento ilegal proibido por norma sanitária municipal, ainda que tenha emitido um pálido pedido de desculpas?

Que mensagem passam os gestores incapazes de definir parâmetros técnicos para conter a pandemia, demonstrando apenas preocupação com a permanência no poder? 

Não somos uma democracia semelhante à americana, na qual os governos federativos têm forte independência e inegável ação sobre os seus cidadãos. Aqui, o poder central tem predominância e, por isso mesmo, precisa agir em casos de desequilíbrio da federação, comunicando a decisão e liderando pelo exemplo.

Se nos países cuja população tem melhor capacidade de lidar com a desinformação os confrontos acontecem, quem dirá em Terra de Santa Cruz tão carente de educação, única ferramenta que permitiria discernir fatos de fofocas? 

Somos engolfados pelo paradigma da informação. O excesso de informação leva à desinformação. Ressalve-se, esse problema não é exclusividade nossa. 

Quantas mensagens recebemos diariamente em grupos e cremos como verazes? Quem se preocupa em checar o fato quando ele parece afrontar a realidade de seu entorno? 

Se não percebe, isso é uma censura disfarçada! Você recebe apenas aquilo que o censor – quem organiza e distribui a informação - identificar como interessante para a tese defendida pelo grupo. Se você é indolente, se você é ingênuo será sempre passageiro e nunca condutor.

Chega de divisão maniqueísta. Sentemos lado a lado no pedalinho de nosso destino como Povo, e empurremos com entusiasmo nossos pés para girar as lâminas da embarcação. O barco da frente que dite a voga.

Se o timoneiro demonstrar habilidade, senso de organização e liderança, vamos atrás. Ao contrário, substitua-se aquele que aponta o caminho equivocado, elegendo-se outro capaz de guiar-nos.

Paz e bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General da Reserva do Exército

terça-feira, 16 de março de 2021

11º BIL MTH INICIA CURSO BÁSICO DE MONTANHISMO EM SÃO JOÃO DEL REY (MG)

 


No dia 26 de fevereiro, o 11º Batalhão de Infantaria de Montanha (11º BI Mth) do Exército Brasileiro, por intermédio de seu Centro de Instrução de Operações em Montanha (CIOpMth), iniciou a condução do Curso Básico de Montanhismo. Um efetivo de 30 alunos participa do curso, dentre oficiais e sargentos de todas as unidades da Brigada de Montanha, da Brigada Paraquedista, da Academia Militar das Agulhas Negras e da Escola de Sargentos das Armas, além de três militares da Marinha do Brasil e dois do Exército dos Estados Unidos da América.


Como primeiro evento, o Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha (4ª Bda Inf L Mth), General de Brigada João Felipe Dias Alves, ministrou a aula inaugural, quando destacou a visão de futuro da Brigada de Montanha e a importância do militar montanhista nesse contexto.

No dia 1º de março, foram iniciadas as atividades curriculares com o cerimonial de entrada no curso, momento em que foram observadas as condições de aprestamento do material e do armamento individual. Em seguida, o turno de alunos foi formalmente apresentado ao Regimento Tiradentes durante a formatura matinal da organização militar.

O curso tem duração de seis semanas, sendo a fase de orientação a primeira etapa. Seu objetivo é formar o militar “Guia de Cordada”, que conduz equipes de escaladores por vias de difícil acesso e de elevado grau de dificuldade, além de equipar as vias para o escalador militar ultrapassá-las. O 11º BI Mth dedica-se ao montanhismo militar há 41 anos e é a única grande unidade vocacionada a atuar no ambiente operacional de montanha.

Fonte: 11º BI Mth

Fotos: Sd Bernardino

4º GAC L MTH APRESENTA ESTANDARTE HISTÓRICO A SEUS NOVOS INTEGRANTES

 


No dia 10 de março, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, realizou a formatura de apresentação de seu Estandarte Histórico aos alunos do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR) e aos soldados incorporados no ano de 2021.


O Estandarte Histórico do 4º GAC L Mth, aprovado em 25 de junho de 1998, referencia em seu escudo o brasão nobiliárquico do Marquês de Barbacena, o antigo distintivo de Artilharia Motorizada e as “montanhas alterosas” de Minas Gerais.

Fonte: 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha

Fotos: Sd Marinho

SALVE 16 DE MARÇO DE 2021, ANTONELLE FAZ 30 ANOS


"Um momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós, capacidade de recomeçar a cada ano.


Desejo a você um ano cheio de amor e de alegrias.


Afinal, fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.


Sorrir novos motivos e chorar outros, porque amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes.


Fazer aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.


É ser grato, reconhecido, forte, destemido.


É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo;


Parabéns a você nesse dia tão grandioso."



“Remédio para doido é outro doido batendo à sua porta!” - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Um terremoto se abateu sobre o ambiente político do país. As decisões da Suprema Corte envolvendo o ex-presidente Lula alteram, sobremaneira, o equilíbrio de forças para a corrida eleitoral no próximo ano.

Não pondero os atos exarados pelos ministros, embora avalie a conduta pessoal dos magistrados e do ex-presidente em ambiente reservado da minha consciência.

O presidente Bolsonaro nadava de braçada na disputa pela “faixa presidencial”, com clara vantagem diante de concorrentes.

Poucos estavam dispostos a imolar-se ao identificar-se como seus adversários. Tinham muito a perder. Aguardavam o melhor momento para ocuparem o bloco de partida. 

Os nomes são citados pela imprensa e por analistas políticos, e já ensaiavam o texto para subir à ribalta eleitoral. Entretanto, a peça ainda estava em produção.

O ambiente mudou. Agora é a hora! Baixem as cortinas. “Em política, quanto mais impossível melhor” (Aldous Huxley).

Sem adversários, o presidente não demonstrava preocupação em oferecer ações para atender ao todo. Mantinha-se adstrito aos seguidores, suficientes para que ele avançasse ao segundo turno com vantagem.

Um passe de mágica e tudo mudou. A presença de um adversário de peso, disposto a enfrentá-lo, alterou o comportamento do grupo no poder.

No discurso de lançamento da campanha, o ex-presidente, manhoso como sempre, ajustou as peças de artilharia, colimando os pontos mais frágeis do governo Bolsonaro: economia cambaleante, desemprego em alta e, sobretudo, débil combate a pandemia.

Poucas horas após o evento petista, o Palácio do Planalto inseriu intempestivamente uma cerimônia na agenda. Nela, as autoridades do governo participaram – uma novidade - usando máscaras de proteção contra a COVID. 

Aliás, postura louvável e esperada como exemplo. No discurso, o presidente defendeu a vacinação e adequou as declarações para demonstrar serenidade. 

Talvez com o susto do tiro de partida antecipado, o mandatário resolva enfrentar seus reais desafios e parar de duelar contra o imaterial, sob pena de perder a vantagem obtida no fato de que qualquer governo tem a caneta das verbas, das nomeações e das ações.

Viva a disputa de ideias. Diante do embate de forças, ambos os lados, e quem mais se arriscar, procurarão oferecer o melhor de seus projetos para convencer a sociedade de suas potencialidades. Restará ao vencedor cumpri-los.

Paz e bem! 

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão R1

JOSÉ MARIA VELOSO SE DESPEDE DA DIREÇÃO DO EC SÃO CARLOS

 


Desde o último 26 de janeiro de 2021 que o Esporte Clube São Carlos tem nova direção, pois assumiram a presidência executiva o advogado e ex-atleta do clube, Rafael Teles David, e na vice-presidência o comerciante e ex-diretor do clube, Ronaldo Ferreira, eleitos pelos membros do Conselho Deliberativo.

O ex-presidente José Maria Veloso fez questão de expressar seus agradecimento a todos, que de forma direta ou indireta, o ajudaram na condução do EC São Carlos de 1997 até 2021, em especial destacou os amigos João Dias Ferreira (já falecido), Francisco Julio de Souza, Jorge Aleixo, Adãozinho, Fernando Luiz "Baleia" Baldioti, os ex-prefeitos Tarcisio Delgado (que no seu governo doou o terreno onde se encontra a praça de esportes do clube), Custódio Mattos e o ex-vereador Rodrigo Mattos  (responsáveis pela iluminação do campo e ampliação do salão de festas), ao ex-deputado e atual prefeito de Recreio, José Maria Barros ( que conseguiu a verba para a construção do salão de festas), Sidney Vieira (Bar do Futrica), Paulo Durães,  Ricardo Wagner, Paulo Gutierrez, Júlio David Júnior, a toda diretoria feminina, Dormevilly Nobrega e Dormevilly Nobrega Junior, Ely Silveira, o colunista Caca Salermo (que sempre divulgou as atividades do clube) senhor Joaquim, Padre José Custódio, Liga de Futebol de JF, Sindiclubes, Prefeitura e Câmara de JF, a imprensa local, aos ex-vereadores Geraldo Pereira, João do Joaninho, Júlio Gasparette e José Sóter de Figueirôa, o empresários Wilson Rezato (responsável pelas obras de melhorias da praça de esportes), ao deputado federal Júlio Delgado, aos moradores do Conjunto JK e Bairro de Lourdes.

Outros agradecimentos.

Aos familiares do Dr Carlos Adolfo Pereira e do Tazinho, aos familiares do Sr João Costa Nunes, sua esposa, sua filha Maria do Carmo e as filhas da Maria do Carmo as irmãs e irmãos dela, Batista, José Paulo e o Padre Expedito, ao Marcos Pega Nada a Sra Inês, viúva do Sr Chico e os responsáveis da Capela São Vicente de Paula onde por várias vêzes foram rezadas missas nos aniversário do São Carlos e nos dias do São Carlos Borromeu, os familiares do  Alcino Augusto Tavares fundador do São Carlos,seu irmão Carlinhos, familiares do Nonô e do seu irmão Vela e o Carlinhos Matilda e seus familiares, os familiares do Rubens Mendes (Piruca), Luiz Gonzaga Inham (Luizinho Caroço) e os familiares do Luizinho, sobrinho do Piruca, que trabalha no João Leite, primo do Neno.



Um agradecimento especial a minha esposa Marlene e meus filhos por estarem sempre presentes durante todos estes anos de luta e prol do EC São Carlos e sua comunidade.


sexta-feira, 12 de março de 2021

Água na canela - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Nunca tive receio das checagens realizadas pelas equipes de migração, qualquer que fosse o país. A única vez que precisei aguardar um pouco mais para aprofundar as minhas repostas foi por um motivo pitoresco. 

Estava chegando com minha família no aeroporto em Nova Iorque. Levava dois vidrinhos de azeite de dendê. Um pedido de amigos carentes deste ingrediente tão específico da culinária baiana. 

Ao ser questionado pelo agente de migração se levava algum produto que pudesse infringir as normas sanitárias daquele país, tendo dúvidas, informei que levava azeite de dendê.

Eis o problema, como se fala dendê em inglês? Expliquei do que se tratava, o agente foi ao Google e fez-se a luz. Chegou a ser engraçado. Em seguida, fui liberado.

Hoje, com a deterioração da imagem que o nosso País carrega no exterior, estamos praticamente impedidos de retomar esses eventos em família. O meu passaporte será alvo de um alerta nas telas dos computadores por ter sido emitido pelo governo brasileiro?

Como somos vistos lá fora? Potenciais vetores da perigosa variante P1 da Covid-19? Um dos países que pior se comportou no embate contra a pandemia? 

A resposta será sim a todas essas perguntas. 

Fomos inseridos, por diversos governos estrangeiros, nas listas restritivas de viajantes que devem submeter-se a rigorosa quarentena antes serem liberados para o trânsito normal. 

Lá fora, aqueles que sempre nos olharam com admiração como o berço do carnaval, do futebol arte, da bossa-nova, da alegria estão apavorados com o que se passa por aqui.

Os jornais de todo o mundo circulam mostrando as festas clandestinas. Não importa se na comunidade ou na zona nobre das grandes cidades. 

Comentam em primeira página a falta de liderança para executar um plano minimamente capaz de prover nossa população das vacinas salvadoras. Ou, as afrontas a provas científicas corroboradas em grande universidades e centros de pesquisas.

As análises dos nossos governantes não ultrapassam o nível da água na canela (jargão militar para indicar pouco aprofundamento no estudo das condicionantes que levem à decisão).

As portas do mundo se fecharão a todos nós, tanto mais, quanto mais formos inconsequentes no enfrentamento da pandemia.

Imagino que nos identificam como os anjos da destruição, portadores da estrovenga que ceifará suas vidas. 

Domingo (07 de março), uma comitiva brasileira com status diplomático, em visita ao Estado de Israel, foi admoestada para adequar-se às normas sanitárias deveras rigorosa daquele País. Uso obrigatório de máscara, exame PCR com 72 horas de antecedência, impedimento de circular livremente, distanciamento, cumprimento com cotovelo.

Quando o medo nos domina, nos fechamos em copas. É compreensível a conduta protetiva de tantos governos para impedir novas ondas de infectados e em consequência de mortos pelo SARS-Cov-2, da COVID 19. 

O que não pode ser admitido é o nosso modo de agir em sociedade. Não somos membros de uma seita (lembrei-me do episódio com o fanático reverendo Jim Jones), na qual um líder nos convence da grandeza do suicídio (metafórico ou real) e aceitamos seguir em fila indiana para o abate.

Se a importante questão sanitária não é compreendida na devida dimensão por nossos governantes, que meditem sobre o texto do Jornalista Demétrio Magnoli: “a balança geopolítica tenderá a se inclinar para o lado das sociedades imunizadas, que poderão reabrir, com segurança, as suas economias e as suas fronteiras.”

Uma nova Era aflorará pós-pandemia. Os conceitos políticos, econômicos, militares, psicossociais e diplomáticos se ajustarão drasticamente aos novos tempos. 

Na segunda Guerra Púnica, o General cartaginês Aníbal exortou seus subordinados, na (im)possível travessia dos Pirineus e dos Alpes com elefantes de combate: “ou acharemos o caminho, ou então o construiremos.” 

Será preciso reunir tal determinação para achar ou construir nosso caminho. E, sobretudo, decidir, em momento tão adverso, que os elefantes velhos e viciados não farão a travessia. Não temos opção. Não podemos ser mais párias do que já aceitamos ser.

Paz e Bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão R1