sábado, 19 de dezembro de 2020
Martele até quebrar - Por Otávio Santana do Rêgo Barros
Inúmeras são as incertezas no alvorecer do século XXI. “O fim da história” não se concretizou com a queda do Muro de Berlim, contrariando o filósofo Francis Fukuyama.
A essas indefinições, incorpora-se uma sociedade dispersa, imediatista, desinteressada e brutalizada intelectualmente.
Uma das razões deste alheamento é termos a maioria da população, independente de raça, religião ou condição financeira, entorpecida pela tela brilhante do celular.
A vã satisfação pessoal se materializa em números de apreciadores que se curvam aos dotes dos hipnotizadores de falsas serpentes.
Outra razão que nos parece clara, volto a ela mais uma vez – aprecio discuti-la -, é estarmos limitados por redomas comunitárias, uma zona de conforto, que não se interconectam e que nos impedem de crescer como indivíduos, nos tornando egoístas sociais.
Concorro em acreditar que a política foi impactada sobremaneira por esse fenômeno e seus atores, os políticos de carne e osso, em nada diferindo daqueles seres presos na cúpula de vidro translúcido do seu universo paralelo, estão cada dia mais obcecados por se valerem das opiniões confortáveis de seus seguidores, abdicando de confrontar-se com a arte de fazer política. Do diálogo. Do convencimento pelos argumentos.
Histéricos gritos em negrito contra tudo e contra todos que não se alinhem aos pensamentos canhestros disseminados. Xingamentos que ruborizam, ainda hoje, o cidadão de índole mediana. Decisões governamentais de importância capital anunciadas pelo Twitter. Diários Oficiais são peças de museu.
Eureca! Vamos propor a criação genial do TOU (Twitter Oficial da União). Ou do IOU (Instagram Oficial da União). Quem sabe do FOU (Facebook Oficial da União). Todos os atos passíveis de certificação governamental seriam divulgados nessas plataformas.
São apenas alguns exemplos de posturas assumidas por essa nova velha geração de discursante da ágora virtual.
O furo jornalístico que era um troféu buscado pelos profissionais da imprensa, apurado na maioria das vezes em profundidade e com ética, passou a ser perseguido por quaisquer que tenham ânsia de sapatear nas luzes da ribalta do espectro digital. Se for uma inverdade, e daí? A verdade tem larga margem de erro para esses “representantes do povo”. Tem até validade.
“Cogito ergo sum” – penso, logo existo -, célebre frase de Descartes, vira poeira para esses filósofos do século XXI. Pensar com maturidade e profundidade não é mesmo necessário (nem sei se ainda são capazes de pensar, haja vista o nível oligofrênico de algumas discussões nos púlpitos das casas que os acolhem).
A preocupação maior é de insanamente verbalizar tonteiras diárias que aqueçam suas manadas de seguidores. Logo, para que existir? Existir no mundo real é muito penoso. Onde está o local para o clique na mãozinha?
Quando intuímos que uma nova e promissora geração de legisladores estava por assumir as rédeas da nossa carruagem política, realinhando propósito com ação de bem colaborar em prol da sociedade brasileira, o que lastimosamente vimos foram alguns descerebrados extasiados pelo poder, chicoteando os animais tratores – o povo – até a sua exaustão.
Martelem até quebrar a grande pedra da insensatez política que parecia indestrutível. Ao fim, todos os seus golpes, não apenas aquele que a rompeu, foram responsáveis pelo sucesso de vê-la em pequenos pedaços.
“Nunca desista. Nunca. Nunca. Nunca.” (Winston Churchill)
Daqui a dois anos, uma nova corrida eleitoral. Até lá vamos martelando. E com força!
Paz e bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros é general do Exército e ex-porta-voz da presidência da República.
https://veja.abril.com.br/blog/noblat/martele-ate-quebrar-por-otavio-santana-do-rego-barros/
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Você entendeu?
Há um ano atrás, quando estávamos planejando as festas de final de ano, fizemos muitos planos para o futuro de 2020.
DÊ PRESENTES. MESMO SEM DINHEIRO...
PASSAGEM DE COMANDO DA BATERIA COMANDO DA AD/3
Cruz Alta (RS) – No dia 10 de dezembro, foi realizada a solenidade de passagem de Comando da Bia C AD/3, durante a qual, o major Fabio Inácio Da Cruz Weis, transmitiu a função para o capitão Pablo Giacomini Castilho.
A solenidade foi presidida pelo comandante da Artilharia Divisionária da 3ª Divisão de Exército, general de brigada Sérgio Rezende de Queiroz, e contou somente com a presença de militares e familiares.
Fonte e fotos: Comunicação Social AD/3
segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
FILHAS DO SAUDOSO PRESIDENTE ITAMAR FRANCO AGRADECEM HOMENAGEM AO COMANDO DO 4º GAC L MTH
Em minha última visita ao 4º Grupo de Artilharia da Campanha Leve de Montanha, Grupo Marquês de Barbacena, acompanhei o Cel Roberto, atual comandante, por uma visita à algumas instalações do aquartelamento.
Entre elas, voltei a minha antiga casa, o nosso querido NPOR - Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva onde tudo começou em 1979.
Em uma vista guiada pelo Cap Thiago Mattos, atual instrutor-chefe, ele me mostrou todas as melhorias que estão sendo feitas para um melhor bem estar dos novos alunos, como armários novos, pintura da sala de instrução, alojamento e reformas no banheiro.
Ao lado da escada, no inicio de sua subida, havia a placa abaixo que me deixou muito orgulhoso e emocionado.
Neste momento o Cel Roberto me chamou e disse, tem mais uma que o amigo não conhece.
Ali estava um antigo sonho realizado. Uma justa homenagem ao nosso saudoso e querido amigo presidente Itamar Franco, Oficial R/2 como eu e tantos outros camaradas que por ali passaram e ainda passarão.
Decidi que teria que fazer com que suas filhas tomassem conhecimento da homenagem e como não tenho contato direto com elas pedi a minha amiga e ex-assessora do presidente Itamar, Ruth Hargreaves, que fizesse chegar a elas.
Hoje pela manhã Ruth me enviou a mensagem abaixo e dou minha missa como cumprida.
"Ao Senhor Coronel Alexandre Roberto da Silva,
Eu e minha irmã tomamos conhecimento através do Sr. Schmidt da belíssima homenagem de nomear o Pavilhão Escolar de Pavilhão Presidente Itamar Franco. Estamos muito agradecidas pelo homenagem à memória de nosso pai. Meu pai sempre teve muito orgulho de fazer parte do NPOR!
Sinceramente,
Georgiana e Fabiana"
Nos acompanharam na visita das instalações o Dr Paulo Rossi, Ten Augusto, relações públicas interino e SubTen Alexander, Adjunto do Comando.
Empatia, vamos ao dicionário - Por Otávio Santana do Rêgo Barros
“Nolite te bastardes carborundorum”
Na página 740 do prestigiado Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa aparece essa palavrinha: Empatia [...] capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de aprender do modo como ela aprende etc.
Relutei muito até decidir tratar desse assunto, por acreditar que características inatas ao ser humano - ser ou não ser - somente com muito trabalho se podem modificar.
Empatia é uma delas.
Como alguém se identifica com outras pessoas? Segundo Houaiss é uma das características da empatia.
Pelo olhar, pela conversa que revela uma história de vida, por sentir a alegria ou o sofrimento que invadem as pessoas.
De tantas maneiras.
Vivemos o maior desassossego espiritual que me recordo nos últimos anos, enquanto somos empurrados ao fosso dos agoniados no corredor da morte por comportamento nefastos de parte de nossos gestores políticos.
Não deixe que os bastardos enganem vocês. É uma tradução livre da citação ao início do texto que tomei da obra O CONTO DA AIA, de Margaret Atwood. Mencionando Miguel de Cervantes: “rir sem causa grave denuncia sandice”. Há muitos bastardos rindo sem causa grave e devemos perguntar, de que?
Não tem sido uma semana fácil na luta contra a Covid-19. Atingimos, sim somos todos nós com nossas responsabilidades e atitudes, a dolorosa marca de cento e oitenta mil vidas ceifadas pela pandemia. Seis milhões e oitocentos mil casos de infectados.
Amigos que se foram. Amigos ainda entubados. Amigos ainda lutando em hospitais. Amigos ainda em quarentena. Amigos ...
Minha dor é igualzinha à dor de outras famílias. Aquelas afetadas ou aquelas que ainda virão a ser. O cerco está se fechando. Não permita o que não é costumeiro se tornar, pela repetição, trajeiro.
Não é mais admissível tanta desorganização e amadorismo para encontrar-se um meio de humanizar mitigar esse flagelo da pandemia. Diminutivos não vencerão o vírus!
Basta!
Cabe ao governo federal se pôr em marcha para o combate, já que o inimigo ainda nos levará muitas vidas.
Cabe ao governo federal comprar qualquer vacina que seja segura e eficaz.
Cabe ao governo federal adequada a logística desta complexa operação de vacinação.
Cabe ao governo federal promover uma campanha de informação profissional.
O governo federal é o único responsável por este chafurdeiro? NÃO, em letras garrafais.
Cabe aos governos estaduais aceitarem a liderança do ministério da saúde, com acertos e erros, para juntos enfrentarem o problema que é de todos.
Cabe aos governos estaduais entenderem que a nossa federação tem toques latinos e o poder central é quem dita fortemente uma agenda.
Cabe aos governos estaduais evitarem competir entre si ou mesmo com o governo federal pela primazia de oferecer por primeiro o maná da vacina.
Os governos estaduais são os responsáveis pelo chafurdeiro? NÃO, em letras garrafais.
De quem então é uma responsabilidade? De todos NÓS, em letras garrafais.
Senhores governantes parem de se digladiar. Mantenham o foco. Se houver um vencedor neste embate egoísta, ele terá uma vitória de Pirro. Os custos em vida e em recursos financeiros serão exorbitantes, inviabilizando enfrentar em curto prazo os reflexos desta maldita pandemia: o caos econômico, social e político.
Fica claro, até aos mais parvos, que essa fricção entre diversas lideranças políticas são preparações para futuros embates eleitorais. A população, e daí? Fica o alerta! A persistir a intolerância e o egoísmo, nós temos o poder do voto.
Paz e bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros
General da reserva do Exército e ex-porta-voz da Presidência da República
domingo, 13 de dezembro de 2020
PASSAGEM DE COMANDO DA 17ª BDA INF SL
Porto Velho (RO) – No dia 11 de dezembro de 2020, no Quartel-General da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Bda Inf Sl), ocorreu a solenidade de Passagem de Comando da Brigada Príncipe da Beira do General de Brigada Luciano Batista de Lima, Comandante sucedido, ao General de Brigada Jorge Augusto Ribeiro Cacho, Comandante sucessor.
A cerimônia foi presidida pelo Comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), General de Exército Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, acompanhado do General de Divisão Edson Skora Rosty, Comandante da 12ª Região Militar (12ª RM) e do General de Divisão Omar Zendim, Chefe do Centro de Coordenação de Operações do CMA.
No evento estiveram presentes ainda, o Estado-Maior e Comandantes das Organizações Militares Diretamente Subordinadas (OMDS) e Vinculadas da 17ª Bda Inf Sl.
A solenidade de Passagem de Comando e transmissão do cargo de Comandante da 17ª Bda Inf Sl, ocorrida no pátio interno do Quartel-General, iniciou com a imposição da Medalha do Serviço Amazônico com passador de Bronze, imposta pelo Gen Ex Theophilo ao Gen Lima. Em seguida, ocorreu o descerramento do retrato do Gen Lima, que comporá a Galeria de Retratos dos Comandantes da 17ª Bda Inf Sl. Na ocasião, o Gen Lima recebeu do seu Adjunto de Comando, Subtenente Douglas, a Bandeira-insígnia de Comandante da 17ª Bda Inf Sl, a qual foi hasteada durante o todo seu comando a frente do Quartel-General da Brigada Príncipe da Beira.
Seguindo a cerimônia, o Gen Lima apresentou suas despedidas, seguida da leitura da Referência Elogiosa consignada pelo Comandante do Comando Militar da Amazônia, da leitura do Curriculum Vitae do Gen Jorge e culminando com a transmissão do cargo de Comandante da 17ª Bda Inf Sl. Ao final, os Oficiais do Estado-Maior e comandantes das OMDS e Vinculadas perfilaram na saída do Corpo da Guarda a fim de prestarem sua última homenagem ao Gen Lima.
A solenidade foi extremamente restritiva, abrangendo apenas os militares diretamente envolvidos na cerimônia, sem a presença de convidados e da imprensa local. A atividade seguiu as Diretrizes do Comandante do Exército, dos Órgãos de Direção Setorial e Comando de Operações Terrestre (COTER), para a prevenção e combate à pandemia atual e manutenção do nível de prontidão e operacionalidade da Força Terrestre, norteada pela objetividade, concisão e simplicidade e obedecendo aos critérios de precaução ao contágio da COVID-19. Com isso, a cerimônia de
Passagem de Comando foi transmitida ao vivo no link https://linktr.ee/17BRIGADA, inclusive estando disponível na página do Youtube da 17ª Brigada de Infantaria de Selva.
Foi bom você ter vindo! Selva!
Fonte: Comunicação Social / 17ª Bda Inf Sl
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
Em Shangri-lá há esperança - Por Otávio Santana do Rêgo Barros
Há cerca de nove meses, escutávamos o então ministro de Estado da Saúde oferecer ao Brasil um relato dos desafios que iríamos enfrentar no combate à pandemia da covid-19. A praga chegara ao país no mês de fevereiro e já se tornava claro aos profissionais de saúde que não se tratava de uma gripe normal a ser combatida apenas com vitamina C, analgésico e cama.
Exigiria sangue frio, persistência, humildade, articulação e muitos ajustes ao longo do caminho. Parece que suas predições estão a confirmar-se e são corroboradas por números alarmantes. São 170 mil vidas que nos foram tiradas. Números de infectados com tendência de alta. E a doença, lastimosamente, ainda sem controle!
A humanidade, devedora por sempre da ciência, já respira aliviada diante das vacinas que se mostram segura e eficazes. Que cheguem logo à Terra de Santa Cruz.
Em uma de suas entrevistas, o ex-ministro citou O mito da caverna, do filósofo Platão. Foi um contraponto às declarações de grupos que, habitando na escuridão de uma caverna, apenas enxergavam os reflexos das sombras sobre a parede pedregosa. A alusão à atmosfera lúgubre da gruta úmida, permite-nos refletir sobre os atuais ambientes atomizados das redomas sociais.
Nesses, os seres das profundezas (sou da época do Nacional Kid) encontram segurança psicológica exclusivamente entre aqueles com quem convivem nas mesmas regras distópicas. Os temas evocados por esses grupos arrepiam os que vivem fora da caverna e que podem enxergar o mundo a partir de uma visão mais iluminada.
A terra é plana.
As vacinas fazem mal.
Se não é meu amigo, é meu inimigo.
Queimem-se os livros.
Aliás, foi grande o impacto sobre as pessoas normais ao se depararem com um vídeo postado há algumas semanas na internet no qual se viam arder em chamas, aos gritos alucinados dos incendiários, livros do escritor Paulo Coelho. “Onde se lançam livros às chamas, acaba-se por queimar também os homens.” (Heinrich Heine)
No início da década de 1930 do século passado, os nazistas queimaram livros de intelectuais como Albert Einstein e Sigmund Freud, com uma retórica semelhante a essa que vimos naquele vídeo. Freud, não compreendendo a dimensão do que estaria por vir, declarou a um amigo: “Que progresso que estamos fazendo. Na idade média, teriam queimado a mim; hoje em dia, eles se contentam em queimar meus livros.”
A história, nós já a conhecemos. E como foi dolorosa.
O mundo não nasceu e cresceu nessa caverna de trevas intelectual. Ao revés, seus espeleólogos foram ludibriados e impelidos a descerem na escorregadia trilha guiados por um frágil barbante ligado ao mundo externo. Ele se rompeu.
Pobres de espírito!
As encruzilhadas da vida se apresentam a todos nós. É destino. Regeneram a nossa existência. São momentos que nos permitem refazer ou corrigir nossos rumos. Na Bíblia, é o livre arbítrio.
Quando elas se transformam em entroncamentos multimodais, cheios de semáforos multicoloridos, de placas de neon indicadoras de inúmeros destinos, a decisão por qual modal e por qual caminho seguirmos definirá a nossa existência como humanidade.
Chegamos na adolescência do século 21 diante de uma encruzilhada como aquela e teremos de decidir. Qual a escolha de Sofia: viver nas profundezas da gruta ou aquecer-se à luz do sol?
As nossas posturas individuais podem assegurar uma peregrinação pacífica pela trilha que nos leve a Shangri-Lá (cidade ficcional da obra Horizonte Perdido, escrita por James Hilton, em 1933), um mundo utópico é verdade, mas instigador de harmonia e esperança. E lá o sol brilha intensamente!
Esse mundo entre montanhas existe em cada um de nós. Niccolo Machiavelli descreveu: “Não há nada tão desesperador como não ter uma nova razão para ter esperança.”
E nós temos!
Paz e bem!
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2020/12/4893799-em-shangri-la-ha-esperanca.html
CERIMÔNIA DE DECLARAÇÃO DE ASPIRANTES DO NPOR/4º GAC L MTH
O 4° Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth) realizou, em 5 de dezembro, a solenidade de declaração dos novos aspirantes a oficial da reserva da arma de Artilharia, da turma "75 anos da vitória da Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra Mundial".
A solenidade foi presidida pelo comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha, general de brigada João Felipe Dias Alves, e contou com número restrito de familiares, que participou da entrega das espadas, em vista das restrições sanitárias vigentes.
O primeiro colocado do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva/4º GAC L Mth, aspirante Arthur Guarçoni Limonge, foi agraciado com a medalha “Correia Lima”, entregue pelo coronel Alexandre Roberto da Silva, comandante do 4º GAC L Mth, e recebeu sua espada das mãos do comandante da 4ª Bda Inf L Mth.
Encerrando a solenidade, os novos aspirantes realizaram a tradicional passagem pelo Portão das Armas, despedindo-se do Grupo Marquês de Barbacena.
MENSAGEM DE WILSON REZATO
Um ano de muitos desafios para toda a humanidade está chegando ao fim. A pandemia nos trouxe uma dura realidade. O futebol do fim de semana, a conversa na esquina e os encontros com a família e os amigos foram riscados do nosso dia a dia. Este convívio humano, tão simples e essencial, fez muita falta.
4ª REGIÃO MILITAR REALIZA A ENTREGA DO PRÊMIO "REGIÃO DAS MINAS DO OURO"
Belo Horizonte (MG) – Na manhã de 8 de dezembro, o Comando da 4ª Região Militar realizou a entrega do prêmio “Região das Minas do Ouro” para as organizações militares (OM) de Minas Gerais, exceto o Triângulo Mineiro, que se destacaram no ano de 2020 pelos altos níveis de desempenho profissional e administrativo em diversas áreas.
O General de Exército Rômulo Bini Pereira, antigo membro do Alto Comando do Exército, prestigiou a solenidade com o Comandante da 4ª Região Militar e o Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha.
O prêmio “Região das Minas do Ouro” foi criado no ano de 2020, no âmbito da 4ª Região Militar, para incentivar e ressaltar as boas práticas nos diversos setores e serviços ofertados pelas OM. Ele serve como um incentivo aos esforços despendidos pelos comandantes e integrantes das OM, além de disseminar experiências e compartilhar ensinamentos colhidos. A premiação está disposta em onze categorias distintas.
Neste ano, as OM que se destacaram, por categoria, foram:
Assistência Social: 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha
Atenção aos Inativos e Pensionistas: Forte de Inativos e Pensionistas
Controle de Pessoal: 14º Grupo de Artilharia de Campanha
Controle Territorial: 4º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado
Excelência Contábil: 4º Batalhão de Engenharia de Combate
Fiscalização de Produtos Controlados: Comando da 4ª Brigada de Infantaria Leve de Montanha
Logística: 4º Grupo de Artilharia Antiaérea
Operações em Montanha: 12º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha
Programa Forças no Esporte (PROFESP): 12º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha, 14º Grupo de Artilharia de Campanha, 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha, 55º Batalhão de Infantaria e Escola de Sargentos das Armas
Projeto Soldado Cidadão: 4º Grupo de Artilharia de Campanha de Montanha
Saúde Regional: 4º Depósito de Suprimento e 14º Grupo de Artilharia de Campanha
AUGUSTA ORDEM DE SANTA BÁRBARA HOMENAGEIA A PADROEIRA DA ARMA DE ARTILHARIA DO EXÉRCITO BRASILEIRO
Formosa (GO) – No dia 4 de dezembro, foi realizada no Comando de Artilharia do Exército uma cerimônia religiosa alusiva ao Dia de Santa Bárbara, Padroeira da Arma de Artilharia do Exército Brasileiro. A solenidade foi presidida pelo General de Exército Marcos Antônio Amaro dos Santos, Chefe do Estado-Maior do Exército (EME) e Comandante da Augusta Ordem de Santa Bárbara (AOSB).
O evento contou com a participação do General de Exército Laerte de Souza Santos, Comandante Logístico; do General de Exército Júlio Cesar de Arruda, Chefe do Departamento de Engenharia e Construção; do General de Exército Renato Joaquim Ferrarezi, antigo Comandante Logístico; do General de Divisão Guido Amin Naves, Comandante de Defesa Cibernética; do General de Divisão Rui Yutaka Matsuda, Comandante Militar do Planalto; do General de Divisão Flavio Marcus Lancia Barbosa, Vice-Chefe do EME; do General de Divisão Fernando José Soares da Cunha Mattos, antigo Comandante da 10º Região Militar; e demais autoridades civis e militares.
O General Brigada Valério Luiz Lange, Comandante de Artilharia do Exército, realizou a abertura do evento. Posteriormente, foi realizada a celebração em homenagem ao Dia de Santa Bárbara e a benção aos Artilheiros, pelo Dom Fernando José Monteiro Guimarães, Arcebispo da Arquidiocese Militar do Brasil, acompanhado por Dom Adair José Guimarães, Bispo da Diocese de Formosa.
Na oportunidade, foi realizada, pelo General Amaro a inauguração da Pedra Fundamental, onde será erguida a Capela de Santa Bárbara. Por fim, foi entregue aos participantes do ato religioso uma moeda em homenagem ao evento por parte do Comandante da AOSB.
A Augusta Ordem de Santa Bárbara tem por finalidade congregar oficiais de Artilharia, da ativa e da reserva, que residem em Brasília e em Formosa. A Ordem empenha as suas ações na manutenção das tradições e dos valores morais e materiais inerentes à Arma de Artilharia do Exército Brasileiro e se faz presente através de atividades de cunho cívico-patrióticas, profissionais, culturais, sociais e desportivas.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
Nos falta projeto de Nação - Por Otávio Santana do Rêgo Barros
Era isso o que desejávamos?
Militar deve ponderar muito se desejar se envolver em política. Por natural, é mister estar amparado na legislação. Mas, como qualquer cidadão, tem o direito e o dever de pensar grande o País.
Em nossa carreira, confiamos nos relacionamentos construídos nos cadinhos das escolas de formação e que são aprofundados na dura vivência da caserna.
Lealdade e respeito não têm margem de erro. Se eu digo sim, é sim. Se eu digo não, é não. E falamos olhando nos olhos, não desviamos a mirada!
Poderemos, aqueles menos vigilantes, sermos ardilosamente tomados como marionetes de um número de teatro mambembe, onde o manipulador dos cordões não se interessa pelo sorriso ou choro da plateia, apenas com o benefício auferido na bilheteria política ou pessoal.
Representamos, como soldados profissionais, o papel delineado na peça social do nosso País. Somos uma instituição de Estado, perseguidora dos princípios constitucionais, que se qualifica como a mais conceituada aos olhos da população.
Não tem coloração na política, tem o matiz verde e amarelo da sociedade brasileira.
Desde cedo, aprendemos a avaliar em conjunto os problemas que nos são postos sobre as mesas dos jogos de guerra. Aos que decidem é bom ouvir outras opiniões. Onisciente, onipotente e onipresente, apenas Deus.
No Brasil dos últimos anos, os temas de relevância nacional não são estudados em todos os aspectos, deixando falhas insuperáveis aos muitos projetos.
Por vezes não são ponderados, ficando a decisão solitária àqueles que se arvoram peritos em tudo, embora possuam uma bagagem analítica na profundidade de um palmo de água.
A sociedade brasileira sofre a afogar-se onde basta ficar de pé para sobreviver a essas decisões impensadas.
“Estamos padecendo de projeto de Nação”. Essa frase vem sendo repetida como ladainha pelo General Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército Brasileiro.
São diretivas que poderão vencer as barreiras do tempo eleitoral e perdurar como eixo de conduta a nos indicar a senda do desenvolvimento, ainda que nos tome um pouco mais de tempo.
Vivemos voos de galinha que nem são altos, nem são longos.
Associo-me ao ex-comandante e a outros brasileiros que igualmente se interessam em discutir e cooperar com os seus esforços para o bem da nossa sociedade. O que se semeia desses estudos, pode ser colhido pelos políticos que tenham espírito de estadista.
Tomo de empréstimo de George Orwell, consagrado escritor inglês, a sua obra “A Revolução dos Bichos” e a comparo com o viver de nossos dias.
Na “Granja dos Bichos”, os mandamentos afixados no celeiro grande (os planejamentos, as diretrizes ou os acordos políticos) vêm sendo modificados a cada dia e adaptados pelos Napoleões, Bolas de Neve e Gargantas contemporâneos.
Na obra, quando os bichos se revoltaram e expulsaram o Senhor Jones, antigo proprietário, eles tinham em mente uma nova proposta de convívio político e social.
Entretanto, passados os anos, se perguntaram: era isso que desejávamos? “Quitéria ficou com os olhos cheios d’água. […] aquilo não era bem o que pretendiam ao se lançarem, anos atrás, ao trabalho de depor o gênero humano.” A égua refletia o sentimento de abandono diante dos ideais que não se concretizaram.
Hoje, os Napoleões, Bolas de Neve e Gargantas voltaram a reunir-se com os granjeiros, aqueles outrora supostos desafetos. Nossa esperança é que estejam tratando de melhor pensar e agir, para oferecerem resultados promissores ao nosso País. E não são poucos os desafios!
Se assim não for, coisa boa daí não sai para os bichos em geral! Mais uma frustração. Coitada das Quitérias.
Paz e bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros é general do Exército e foi porta-voz da presidência da República.
https://veja.abril.com.br/blog/noblat/nos-falta-projeto-de-nacao-por-otavio-santana-do-rego-barros/





































