quinta-feira, 12 de setembro de 2013

JORNAL DIÁRIO REGIONAL - 12.09.13


VAGAS DE EMPREGO EM JUIZ DE FORA - 12.09.13







Contrata-se Funcionaria para trabalhar em material de construção
na zona norte. 
Para Maiores informação entre em contato pelo tel 32-3221-6695
Fala com David Laurindo ou pelo 3217-4659 fala com Juliane Almeida



GREVE: Funcionários dos Correios de 8 Estados param hoje

Funcionários dos Correios de oito Estados decidiram cruzar os braços nesta quinta-feira (12), após assembleias realizadas na noite de quarta-feira (11) aprovarem greve por tempo indeterminado. De acordo com o Sintect SP (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios e Similares de São Paulo), os serviços devem ser interrompidos no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Tocantins, Rio Grande do Norte, Rondônia, Pernambuco e Paraíba.
Já a  empresa afirmou que vai adotar "uma série de ações preventivas para garantir a prestação de serviços à população", o que inclui "a realização de horas extras, mutirões para entrega nos fins de semana, deslocamento de empregados entre as unidades e contratações temporárias."

RELEMBRE A GREVE DE 2012

Em setembro de 2012, a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) declarou greve.

A proposta inicial do sindicato era de 43,7% de reajuste salarial, aumento linear de R$ 200, tíquete-alimentação de R$ 35 e a contratação de 30 mil trabalhadores, entre outras reivindicações.

Alguns sindicatos chegaram a romper com a Fentect e negociaram diretamente com a empresa. A paralisação durou seis dias, e foi encerrada após o TST determinar o fim da greve.
De acordo com Edilson Pereira, diretor do Sintect SP, outros Estados realizarão assembleias hoje e podem aderir à paralisação. Segundo ele, ainda não foi marcada nova reunião entre os sindicatos e os Correios para discutir as reivindicações --o último encontro foi dia 10.
A categoria quer a reposição da inflação, o reajuste do piso salarial em 10%, aumento real de 6%, vale-alimentação de R$ 35 e vale cesta de R$ 342, além de auxílio creche de R$ 500 e auxílio para dependentes de cuidados especiais de no mínimo R$ 850.
Em nota, os Correios informam que foi oferecido um reajuste de 5,27% sobre salários e benefícios. De acordo com a assessoria de imprensa da entidade, atender às reivindicações sindicais custaria R$ 31,4 bilhões para a empresa, o equivalente a "quase o dobro da previsão de receita dos Correios para este ano ou o equivalente a 50 folhas mensais de pagamento".
Até as 9h45 os Correios não tinham um balanço do total de agências e centros de distribuição afetados pela greve. O Sintect SP estima que "entre 45% e 50% dos funcionários aderiram à paralisação no primeiro dia da greve" na região da capital, Grande São Paulo e Sorocaba. 

Passeata na Paulista

O Sintect SP anunciou que vai realizar uma passeata para dar visibilidade à greve, com concentração às 14h no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista, região central da capital.
A manifestação vai se dirigir até a agência central dos Correios, na praça Ramos  de Azevedo, também no centro.

ANÁLISE DE NELSON MOTTA SOBRE O MENSALÃO

Nelson Motta
O Estado de S.Paulo

Se o mensalão não tivesse existido, ou se não fosse descoberto, ou se Roberto Jefferson não o denunciasse, muito provavelmente não seria Dilma, mas Zé Dirceu o ocupante do Palácio da Alvorada, de onde certamente nunca mais sairia.  

Roberto Jefferson tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heroico:  "Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu".
Em 2005, Dirceu dominava o governo e o PT, tinha Lula na mão, era o candidato natural à sua sucessão. 

E passaria como um trator sobre quem ousasse se opor à sua missão histórica. 

Sua companheira de armas Dilma Rousseff poderia ser, no máximo, sua chefe da Casa Civil, ou presidente da Petrobrás.

Com uma campanha milionária comandada por João Santana, bancada por montanhas de recursos não contabilizados arrecadados pelo nosso Delúbio, e Lula com 85% de popularidade animando os palanques, massacraria Serra no primeiro turno e subiria a rampa do Planalto nos braços do povo, com o grito de guerra ecoando na esplanada:  "Dirceu guerreiro/do povo brasileiro".  Ufa!

A Jefferson também devemos a criação do termo "mensalão".  Ele sabia que os pagamentos não eram mensais, mas a periodicidade era irrelevante.  O importante era o dinheirão.  Foi o seu instinto marqueteiro que o levou a cunhar o histórico apelido que popularizou a Ação Penal 470 e gerou a aviltante condição de "mensaleiro", que perseguirá para sempre até os eventuais absolvidos.

O que poderia expressar melhor a ideia de uma conspiração para controlar o Estado com uma base parlamentar comprada com dinheiro público e sujo?  Nem Nizan Guanaes, Duda Mendonça e Washington Olivetto, juntos, criariam uma marca mais forte e eficiente.

Mas, antes de qualquer motivação política, a explosão do maior escândalo do Brasil moderno é fruto de um confronto pessoal, movido pelos instintos mais primitivos, entre Jefferson e Dirceu.  Como Nina e Carminha da política, é a história de uma vingança suicida, uma metáfora da luta do mal contra o mal, num choque de titãs em que se confundem o épico e o patético, o trágico e o cômico, a coragem e a vilania.  Feitos um para o outro.

O "chefe" sempre foi José Dirceu.  Combativo, inteligente, universitário - não sei se completou o curso - fala vários idiomas, treinado em Cuba e na Antiga União Soviética, entre outras coisas.  E com uma fé cega em implantar a Ditadura do Proletariado a "La Cuba”.

Para isso usou e abusou de várias pessoas e, a mais importante - pelos resultados alcançados - era Lula.  Ignorante, iletrado, desonesto, sem ideais, mas um grande manipulador de pessoas, era o joguete ideal para o inspirado José Dirceu.

Lula não tinha caráter nem ética, e até contava, entre risos, que sua família só comia carne quando seu irmão "roubava" mortadela no mercado onde trabalhava.  Ou seja, o padrão ético era frágil.  E ele, o Dirceu, que fizera tudo direitinho, estava na hora de colher os frutos e implantar seu sonho no país.

Aí surgiu Roberto Jefferson...e deu no que deu.

A análise de Nelson Motta está perfeita.


II SEMINÁRIO SOBRE A 2ª GUERRA MUNDIAL


ENCONTRO DE FEBIANOS


EXÉRCITO BRASILEIRO - SEMPRE PRESENTE


Quatro ministros aceitam recursos que reabrem julgamento; Fux e Barbosa rejeitam

Guilherme Balza e Débora Melo
Do UOL, em Brasília e em São Paulo

A sessão do julgamento dos recursos do mensalão desta quarta-feira (11) foi encerrada no STF (Supremo Tribunal Federal) por volta das 18h20 com um placar favorável à admissão dos chamados embargos infringentes: 4 contra 2. Se aceito, esse tipo de recurso poderá reabrir o julgamento de 12 réus condenados pelo Supremo.
O julgamento continua nesta quinta-feira (12), com o voto dos outros cinco ministros da Corte.
Os ministros Dias Toffoli, Rosa Weber, Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso votaram pelo acolhimento dos recursos. Já os ministros Luiz Fux e Joaquim Barbosa, que é relator do processo e presidente do Supremo, votaram contra.
A discussão em pauta se refere à validade ou não do artigo 333 do regimento interno do STF, que prevê os embargos infringentes, recursos que favorecem réus condenados, mas que tiveram placar apertado (ao menos quatro votos favoráveis) na condenação. Enquanto os favoráveis a esse tipo de recurso dizem que o regimento tem força de lei, os contrários afirmam que a Lei 8.038, de 1990, tornou nulo o regimento da Corte.
Até agora, apresentaram embargos infringentes Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, e Cristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério. Também terão direito ao recurso, caso a Corte o aceite, José DirceuJosé GenoinoJoão Paulo CunhaMarcos ValérioRamon HollerbachKátia RabelloJosé Roberto SalgadoJoão Cláudio Genú,  Breno Fischberg Simone Vasconcelos (cuja pena pelo crime em que deve pedir o embargo já está prescrita).

Ministros contra

Para Luiz Fux, o artigo 333 perdeu a validade com a aprovação da lei de 1990. "Com o advento de leis ordinárias, o Supremo Tribunal Federal entendeu que o regimento foi revogado", afirmou.
Fux disse também que um novo julgamento do mensalão desqualificaria o primeiro. "O rejulgamento da matéria seria como se sua primeira manifestação tivesse sido um ensaio para um pretenso posterior julgamento definitivo", afirmou. "O segundo julgamento é melhor?", questionou. Segundo ele, "o Brasil padece de uma moléstia gravíssima que é a prodigalidade recursal."

PENAS DO MENSALÃO

  • Arte/UOL
    Clique na imagem para ver quais os crimes e as punições aplicadas aos réus
Um dos argumentos daqueles que defendem a admissão dos embargos infringentes é que os condenados pelo STF têm direito a outro julgamento, o chamado segundo grau de jurisdição.
Segundo Fux, porém, o argumento não cabe ao caso em questão porque o Supremo é a mais alta Corte do país. "Não se pode alçar um segundo grau de jurisdição a um patamar em que ele não é lícito", afirmou Fux.
Com o voto, Fux acompanhou o ministro Joaquim Barbosa, que afirmou, na sessão da última quinta-feira (5), que "admitir embargos infringentes seria apenas um forma de eternizar o feito [o processo do mensalão]".

Ministros favoráveis

Os quatro ministros que votaram pela admissão dos embargos infringentes argumentaram que a nova lei não revogou o regimento interno e, ainda, que deve ser garantida a possibilidade de uma nova análise pela Corte.
"Os embargos infringentes têm finalidade de permitir uma segunda análise da matéria pelo órgão julgador", afirmou a ministra Rosa Weber.
Luís Roberto Barroso argumentou que não houve revogação do artigo 333 do regimento interno do Supremo. "Há manifestação de inúmeros integrantes da Corte de que não houve esta revogação", afirmou o magistrado.
"Não é certo afirmar que a Lei 8.038 regulou a matéria de recursos. O que nela se constata é a inteira omissão a respeito", completou Teori Zavascki.
Para Dias Toffoli, ao não revogar o artigo 333 do regimento interno, a Lei 8.038 confirmou sua validade.

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - TEN SÉRGIO MORAIS







JORNAL TRIBUNA DE MINAS - 12.09.13


VENDA DE ÓCULOS FALSOS EM JUIZ DE FORA

10 de Setembro de 2013 - 20:59

Por Tribuna


Um casal proprietário de três lojas que vendiam óculos falsificados da grife Lupalupa foi indiciado por estelionato e crime contra a economia popular. De acordo com o delegado Rodolfo do Rolli, da 3ª Delegacia, o inquérito foi concluído nesta terça-feira (10) e será remetido à Justiça ainda essa semana. Ele afirma que o homem, 55 anos, e a mulher, 43, respondem ao processo em liberdade, mas, se forem condenados, podem pegar até 15 anos de prisão.
Em agosto de 2012, a Polícia Civil apreendeu 2.268 óculos e 270 capas que usavam a logomarca da Lupalupa de forma irregular. A perícia constatou que se tratava de produto falsificado. O crime foi descoberto depois que um representante da empresa Lupalupa, sediada no Rio de Janeiro, denunciou que produtos que usavam o nome da marca estavam sendo comercializados irregularmente em Juiz de Fora. A mercadoria falsificada foi localizada em duas lojas de shoppings e em um terceiro estabelecimento no Terminal Rodoviário Miguel Mansur, no Bairro São Dimas. Na época, a Polícia Civil descobriu que eram emitidas notas fiscais com garantia das peças adulteradas.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Cerveja até 15% mais cara em bares e restaurantes

11 de Setembro de 2013 - 07:00


Alta de impostos e insumos importados teria impulsionado reajuste; setores temem queda de vendas

Por Gracielle Nocelli

Os juiz-foranos estão pagando até 15% mais caro na hora de tomar cerveja. A alta de impostos e insumos importados teria aumentado os custos das cervejarias e impulsionado o reajuste de preços que, primeiramente, foi repassado aos estabelecimentos e, agora, está pesando o bolso do consumidor. Diante do encarecimento, a preocupação dos setores é a queda do consumo. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) da Zona da Mata, a venda de cerveja corresponde até 40% do faturamento de empresários do setor.
O diretor executivo da entidade, Marcos Henrique Miranda, diz que a percepção dos juiz-foranos com relação ao encarecimento da cerveja aconteceu há duas semanas. "Os frequentadores dos bares do bairro Alto dos Passos foram os primeiros a reclamarem a diferença." Segundo ele, o preço médio praticado pelos estabelecimentos subiu de R$ 6,50 para R$ 7,50, a garrafa de 600 ml. "Os estabelecimentos que têm menor área de estoque, como é o caso destes bares e restaurantes, irão aumentar os valores primeiro. Mas a realidade é nacional e atinge também os supermercados."
A Associação Mineira de Supermercados (Amis) informou que não possui dados sobre o preço da cerveja no estado. Mas estabelecimentos com representação em Juiz de Fora e outros municípios mineiros afirmam que a alta chegou até 10%. "Já compramos o produto com nova tabela. A alta foi puxada pela Ambev e seguida por outras companhias de bebidas", disse o gerente de linhas de produtos do Mart Minas, Thiago Vaz. Apesar do supermercado trabalhar com maior estoque,o reajuste também já foi repassado ao consumidor. "O giro do produto é muito rápido, por isso, o repasse já foi feito."
O gerente de marketing do Bahamas, Nelson Júnior, afirma que o setor "tem travado uma queda de braços" com as indústrias para garantir os preços mais baixos. "Se há aumento, tentamos trabalhar com a oferta de algumas marcas. Nossa preocupação é que o encarecimento atrapalhe o volume de vendas." A Abrasel também teme a queda do consumo no setor de bares e restaurantes. "Para evitar isto, a entidade trabalha nacionalmente para conseguir a desoneração da folha de pagamento e a redução do ICMS", esclarece Miranda.
Procurada pela Tribuna, a assessoria de imprensa da Ambev, responsável por 70% do mercado brasileiro, não falou sobre o assunto. Já a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) afirmou que não comenta os preços praticados pelo mercado por se tratarem de "decisões estratégicas das empresas."

Alimentação fora do lar
As refeições fora de casa também ficaram mais caras para os juiz-foranos, conforme a Abrasel. Mesmo com a ausência de dados locais, o diretor executivo da entidade, Marcos Henrique Miranda, comenta que a inflação dos alimentos comprados de produtores e mercados contribuiu para o encarecimento. "A alta é a mesma para o empresário e o consumidor final. Com os produtos mais caros no supermercado, os preços sobem nos bares e restaurantes." Em agosto, o IPCA teve alta de 0,24%, conforme dados do IBGE. A inflação foi alavancada, principalmente, pelos alimentos, bebidas e vestuários.
Mesmo assim, o segmento de alimentação fora do lar não teme retração. Com o crescimento de 16,2% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2012, a expectativa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentação (ABIA) é que as vendas de 2013 superem em 17% as do ano passado.

JORNAL O GLOBO - EQUÍVOCO, UMA OVA! - Por Gen Div Clóvis Purper Bandeira


            Numa mudança de posição drástica, o jornal O Globo acaba de denunciar seu apoio histórico à Revolução de 1964. Alega, como justificativa para renegar sua posição de décadas, que se tratou de um “equívoco redacional”.

            Dos grandes jornais existentes à época, o único sobrevivente carioca como mídia diária impressa é O Globo. Depositário de artigos que relatam a história da cidade, do país e do mundo por mais de oitenta anos, acaba de lançar um portal na Internet com todas as edições digitalizadas, o que facilita sobremaneira a pesquisa de sua visão da história. 

            Pouca gente tinha paciência e tempo para buscar nas coleções das bibliotecas, muitas vezes incompletas, os artigos do passado. Agora, porém, com a facilidade de poder pesquisar em casa ou no trabalho, por meio do portal eletrônico, muitos puderam ler o que foi publicado na década de 60 pelo jornalão, e por certo ficaram surpresos pelo apoio irrestrito e entusiasta que o mesmo prestou à derrubada do governo Goulart e aos governos dos militares. Nisso, aliás, era acompanhado pela grande maioria da população e dos órgãos de imprensa.

Pressionado pelo poder político e econômico do governo, sob a constante ameaça do “controle social da mídia” – no jargão politicamente correto que encobre as diversas tentativas petistas de censurar a imprensa – o periódico sucumbiu e renega, hoje, o que defendeu ardorosamente ontem.

Alega, assim, que sua posição naqueles dias difíceis foi resultado de um equívoco da redação, talvez desorientada pela rapidez dos acontecimentos e pela variedade de versões que corriam sobre a situação do país.
Dupla mentira: em primeiro lugar, o apoio ao Movimento de 64 ocorreu antes, durante e por muito tempo depois da deposição de Jango; em segundo lugar, não se trata de posição equivocada “da redação”, mas de posicionamento político firmemente defendido por seu proprietário, diretor e redator chefe, Roberto Marinho, como comprovam as edições da época; em segundo lugar, não foi, também, como fica insinuado, uma posição passageira revista depois de curto período de engano, pois dez anos depois da revolução, na edição de 31 de março de 1974, em editorial de primeira página, o jornal publica derramados elogios ao Movimento; e em 7 de abril de 1984, vinte anos passados, Roberto Marinho publicou editorial assinado, na primeira página, intitulado “Julgamento da Revolução”, cuja leitura não deixa dúvida sobre a adesão e firme participação do jornal nos acontecimentos de 1964 e nas décadas seguintes.

Declarar agora que se tratou de um “equívoco da redação” é mentira deslavada.

Equívoco, uma ova! 

Trata-se de revisionismo, adesismo e covardia do último grande jornal carioca.

Nossos pêsames aos leitores.

                       Gen Div Clóvis Purper Bandeira

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Jornalista é processada por dizer que cubanas 'têm cara de doméstica'

A presidente do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo, Eliana Gomes de Menezes, entrou na Justiça de São Paulo para exigir que a jornalista potiguar Micheline Borges pague indenização por danos morais de R$ 27,1 mil à categoria. A reportagem do G1 entrou em contato com a jornalista, que atendeu ao telefonema, mas disse que não gostaria de se manifestar.
Em um post no Facebook, Micheline comparou os médicos cubanos trazidos ao Brasil por meio do programa federal Mais Médicos a empregadas domésticas.  A ação foi protocolada no último dia 6 de setembro na 1ª Vara do Juizado Especial Cível da capital paulista.  O objetivo da ação, segundo o sindicato, é obrigar a jornalista a pedir desculpas públicas pela ofensa às empregadas domésticas.

Em entrevista ao
 G1 no final de agosto, logo após a repercussão do caso, a jornalista pediu desculpas a quem se sentiu ofendido e disse que foi mal interpretada.  "Foi um comentário infeliz, só gostaria de pedir desculpas, fiquei muito angustiada. Ganhou uma proporção muito grande nas redes sociais, onde as pessoas interpretam do jeito que querem. Não tenho preconceito com ninguém, não quis atingir ninguém, nem ferir a imagem nem a profissão de ninguém", declarou.O sindicato afirma que as empregadas domésticas sentiram-se ofendidas com o estereótipo descrito por Micheline, citando os termos “descabelada, de chinelos e sem lavar a cara.”  A Federação das Empregadas e Trabalhadores Domésticos de São Paulo já havia manifestado a intenção de obter retratação formal da jornalista.

Felipe Massa anuncia que não seguirá na Ferrari na temporada 2014

No GP da Itália do último domingo, Felipe Massa completou 132 GPs pela Ferrari alcançou o terceiro lugar na lista dos pilotos com mais corridas por uma mesma equipe, igualando a marca de Jacques Laffite (Ligier, de 1976 a 86), atrás apenas de Michael Schumacher (180 pela Ferrari entre 1996 e 2006) e David Coulthard (150 pela McLaren entre 1996 e 2004). Dois dias depois, a notícia: sua história com a escuderia de Maranello tem data para terminar, dia 24 de novembro, diante de sua torcida, no GP do Brasil, que encerra a temporada 2013. Através de suas redes sociais, o brasileiro anunciou nesta terça-feira que não seguirá na equipe em 2014. A Ferrari ainda não anunciou oficialmente, mas ao que tudo indica, ela escolherá Kimi Raikkonen, atualmente na Lotus, para fazer dupla com o espanhol Fernando Alonso.
- Não vou mais correr pela Ferrari a partir de 2014! Gostaria de agradecer pela amizade, vitórias e um lindo momento com a Ferrari. A ajuda da minha esposa, da minha família e de todos os meus fãs. Toda a ajuda dos meus patrocinadores! Vou com tudo para as últimas sete corridas como piloto da Ferrari. A partir de agora quero achar uma equipe que me dê um carro competitivo para conseguir mais vitórias e vencer um campeonato que é o meu sonho!! Um beijo a todos! - divulgou o piloto em suas redes sociais.
Felipe Massa postou foto de uma vitória no Brasil ao dar notícia de saída da Ferrari através de suas redes sociais (Foto: Reprodução)Felipe Massa postou foto de uma vitória no Brasil ao dar notícia de saída da Ferrari através de suas redes sociais (Foto: Reprodução)
Em sua mensagem, Massa agradeceu a equipe e reforçou que não desistiu do sonho de ser campeão mundial, título que teve nas mãos por alguns segundos em 2008, mas que acabou ficando com Lewis Hamilton, na época na McLaren, em uma épica corrida em Interlagos.
Para continuar perseguindo seu sonho, o brasileiro terá agora que buscar um novo lar. Uma das opções é a própria Lotus, que precisará de um piloto experiente para comandar o time, em caso da saída do finlandês. Outra possibilidade seria a Sauber, que tem parceria técnica com a Ferrari no fornecimento de motor, e enfrenta dificuldades financeiras. Caso só encontre vagas em times menores, o brasileiro não descarta deixar a categoria.
E caso seus compatriotas Felipe Nasr e Luiz Razia não consigam vaga no próximo ano, o país começará uma temporada sem representantes pela primeira vez desde 1970, quando Emerson Fittipaldi interrompeu um jejum de 11 anos sem brasileiros, estreando com o campeonato em andamento.

MAIS UMA ROUBALHEIRA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Deputado manda fotos com placa de locadora no local onde ele jamais funcionou, conforme depoimentos de vizinhos e da proprietária do imóvel. Imagem da TV Globo deixa clara a tentativa de manipulação

Divulgação/Assessoria Assis Carvalho
Imagem, enviada pela assessoria de Assis Carvalho após a publicação da matéria, mostra a placa da locadora onde antes não havia nada
Fundada em janeiro de 2013, a empresa Fontes Locadora – escolhida pelo deputado Assis Carvalho (PT-PI) para alugar dois veículos com verba da cota parlamentar custeada pela Câmara – nunca funcionou no endereço em que está registrada na Receita Federal e em outros órgãos de fiscalização. No local, apenas uma padaria e uma residência ocupam o pequeno prédio de cor salmão localizado em Teresina, no Piauí, como mostraram na semana passada o programa Fantástico, da TV Globo, e o Congresso em Foco (confira aqui).
Vizinhos e mesmo a filha da proprietária do imóvel confirmaram para este site que jamais viram no local qualquer indício do funcionamento da locadora no endereço onde oficialmente fica sua sede. A dona de casa Ingrid Oliveira informou que sua mãe comprou o prédio há cinco anos e desde então a família mora lá, dividindo o espaço com inquilinos que variaram ao longo do tempo. “Aqui já funcionou uma loja de roupa, uma lan house e, agora, uma padaria e um restaurante. Locadora, não”, disse Ingrid.
Na mesma reportagem, o Congresso em Foco mostrou que a situação se repetia com outro fornecedor pago por Assis com o dinheiro da Câmara. O escritório de advocacia que lhe atende, e ao qual já repassou R$ 126 mil com a verba da cota parlamentar (o chamado cotão) apresenta como sede um endereço onde funciona uma loja de cosméticos.
Após a veiculação da reportagem, este site – que durante semanas tentou em vão entrevistar os responsáveis pelo escritório de advocacia e pela locadora – recebeu da assessoria do deputado petista uma mensagem por e-mail com imagens que provariam a absoluta regularidade da locadora: fotos de uma pequena placa, afixada no endereço onde até dias antes não havia nada, com o nome da empresa, o telefone celular (86) 9511-9919 e o slogan “Alugue um carro e encontre seu caminho”.
Na mensagem, a assessoria afirma que existem quatro salas no mesmo prédio, todas com portas voltadas para a rua e nenhuma virada para os fundos do imóvel. Funcionariam no local uma padaria, uma sorveteria, a locadora de veículos e a casa da proprietária do prédio. “A produção do Fantástico não visitou o local no endereço certo. Há uma padaria na parte frontal do prédio, mas na lateral funciona a locadora de veículos”, escreveu a assessoria de Assis Carvalho.
No entanto, como se não bastassem os depoimentos colhidos pela nossa reportagem, as imagens veiculadas pelo programa da TV Globo comprovam que não havia qualquer identificação no local há duas semanas. Com a nova versão do deputado Assis Carvalho, o Congresso em Focofalou com a proprietária do imóvel, Alice Oliveira, ontem (segunda-feira, 9). Ela assegurou que ali nunca funcionou uma locadora de veículos, e não soube explicar como a placa apareceu no local.
Constatada a farsa, a reportagem procurou novamente Assis e sua assessoria. Esta afirmou que o deputado “não tem responsabilidade sobre a colocação de placa ou não” e disse que não cabe a ele fiscalizar onde a empresa funciona. Procurado insistentemente pela reportagem, o deputado não foi localizado para prestar esclarecimentos.
Divulgação
Imagem exibida no Fantástico, mostrando que não havia placa nenhuma indicando a existência da locadora contratada por Assis Carvalho
Em apenas cinco meses, Assis gastou R$ 50 mil para alugar dois carros da empresa. Foram alugados dois veículos, por R$ 5 mil mensais cada um. Uma caminhonete Hillux é usada em Brasília e, na capital piauiense, o deputado roda com um Fiat Doblô, segundo informações confirmadas pelo próprio gabinete do parlamentar. No ano passado, o deputado alugou carros somente em três ocasiões, acumulando gastos que totalizaram R$ 15 mil ao longo de todo o ano de 2012.
Após ser procurado pelo site, Assis Carvalho informou, por intermédio da sua assessoria, que o contrato seria imediatamente encerrado porque estava perto de atingir o prazo máximo de contratação permitido pela Câmara (seis meses). Assis declarou à TV Globo que conhece o dono da locadora, mas que não fiscaliza os locais de funcionamento da empresa. Os documentos apresentados pelo parlamentar indicam que os carros estão em nome de pessoas físicas e não da locadora.
Congresso em Foco tentou por diversas vezes falar com a responsável pela locadora no telefone informado pela assessoria de imprensa do deputado. No entanto, ninguém atendeu. Também não houve resposta no contato informado na placa. A reportagem pediu aos assessores do parlamentar outros telefones da locadora e a data em que as fotografias foram tiradas. Nenhum dos dois pedidos foi atendido.
Mudanças
Acionada pelo deputado Chico Alencar (Psol-RJ) em função de uma série de matérias produzidas por este site desde 11 de agosto sobre o uso no mínimo discutível da cota parlamentar, a Mesa Diretora da Câmara estuda restrições ao aluguel de veículos – fonte de pagamentos bastante curiosos feitos pela Casa a pedido dos deputados – e a adoção de mecanismos que permitam controlar com mais eficiência os gastos realizados através da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, que atende oficialmente pela sigla Ceap, mas é mais conhecida pelo nome de cotão. Por ano, são gastos mais de R$ 203 milhões com a cota.
Em ofício (veja aqui a íntegra) ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Chico Alencar propõe que: haja limite para o “valor a ser gasto com o aluguel de veículos, assim como foi estabelecido para o ressarcimento com despesas de combustíveis e lubrificantes”; seja criado um “cadastro de locadoras de veículos”, para reduzir custos e impedir abusos; se proíba o uso do cotão para alugar “veículos de luxo, o que contraria os princípios constitucionais da administração pública, entre eles o da moralidade e eficiência”; e sejam apurados os fatos relatados pelo Congresso em Foco.
Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) examina denúncia, por utilização irregular da cota, contra 20 parlamentares federais. Eles foram denunciados por um pequeno comerciante de Brasília, Lúcio Batista, um ativista de movimentos contra a corrupção que prefere ser chamado de Lúcio Big.

II CORRIDA ENTRE FORTE - RIO DE JANEIRO - 29 DE SETRMBRO


Para melhores informações acesse:




STJD suspende rodada das quartas de final da Série D

10 de Setembro de 2013 - 14:54


Decisão aconteceu após vitória polêmica da Aparecidense-GO com participação do massagista do time

Por Tribuna

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspendeu no início da tarde desta terça-feira (10) a rodada da chave na qual o Tupi está colocado nas etapas eliminatórias da Série D do Campeonato Brasileiro. Assim, o primeiro jogo das quartas de final previsto para acontecer este fim de semana e que seria entre Aparecidense-GO e Mixto-MT não acontecerá.
Segundo informações da assessoria de imprensa do STJD, a chave fica suspensa até a definição do caso da invasão do massagista da Aparecidense, Romildo Fonseca da Silva, conhecido como Esquerdinha. No último sábado, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, o integrante da comissão técnica goiana invadiu o campo e impediu o gol que daria a vitória e a classificação ao Tupi para as quartas de final da Série D.
O julgamento em primeira instância da questão está agendado para a próxima segunda-feira (16), com início previsto para as 16h, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. O departamento jurídico do Carijó encaminhou ao Tribunal pedido de anulação da partida e de eliminação da Aparecidense da Quarta Divisão do Brasileiro, com consequente classificação do time de Juiz de Fora para as quartas de final ao Superior Tribunal .