sábado, 18 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
19 de agosto: XIX Caminhada Ecológica dos Fortes
No final de semana da 33ª Convenção Estadual, será realizado também outro importante evento em Niterói. No dia 19 de agosto, na semana de comemoração ao dia do Soldado (25/08), dia do nascimento do Patrono do Exército, o Marechal Luiz Alves de Lima e Silva – Duque de Caxias, acontecerá a XIX Caminhada Ecológica dos Fortes de Niterói.
A caminhada terá inicio às 7h30min percorrendo um caminho do Forte Barão do Rio Branco, localizado na Alameda Marechal Pessoa Leal, n0. 265, Jurujuba, terminando na Fortaleza de Santa Cruz da Barra, passando pelo Forte São Luiz e Forte do Pico.
Vista do Forte do Pico, um dos locais por onde passará a Caminhada dos Fortes.
O percurso de aproximadamente 4 Km, vai passar também pelo Forte São Luís e depois descendo por uma trilha, na escarpa rochosa, construída pelos Portugueses, onde todos os participantes, acompanhados por guias, percorrem o roteiro turístico daquela fortificação.
Caminhada já reuniu mais de 8.000 participantes em edições anteriores.
O evento é gratuito e aberto à comunidade em geral. A entrada se dará mediante a doação de 1Kg de alimento não perecível e durante a concentração dos participantes haverá distribuição de brindes, aquecimento com apresentação de recreadores, quiosques com atividades de saúde, reciclagem, além de cobertura do evento pela mídia local, entre outros.
Informações: (21) 3611-1207 / (21) 2711-0366
21º GAC - Caminhada dos Fortes
21º GAC realiza evento neste domingo
O 21º Grupo de Artilharia de Campanha (21º GAC) realiza neste domingo (19), às 09h, a tradicional Caminhada Ecológica dos Fortes de Niterói. O evento faz parte das comemorações do Dia do Soldado, celebrado no dia 25 de agosto, e são realizadas atividades cívico-militares em todo o país.
A entrada para o evento será às 07h30 (abertura dos portões) e o início da caminhada se dará no Forte Barão do Rio Branco, localizado em Jurujuba. O ponto de chegada é na Fortaleza de Santa Cruz da Barra, passando pelo Forte São Luiz e o Forte do Pico. O evento é gratuito e aberto à comunidade em geral.
14º Grupo de Artilharia de Campanha – Acampamento do Curso de Formação de Cabos
Pouso Alegre (MG)
No período de 13 a 16 de agosto, os alunos do Curso de Formação de Cabos do 14º Grupo de Artilharia de Campanha realizaram Exercício no Campo de Instrução de Pouso Alegre, onde participaram de instruções como Rapel, Tiro Tático, Lançamento de Granada de Mão e Defesa Química, Biológica e Nuclear.
Foto: Sgt Thaís e Cb Ederson Carlos
www.exercito.gov.br
Hospital Universitário vai ganhar nova unidade em JF
| Friday, 17 August 2012 14:42 | |
O reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Henrique Duque, assinou hoje (17) o contrato para a construção de um novo Hospital Universitário (HU). A área total a ser construída é de cerca de 44 mil metros quadrados, que vai ser instalada juntamente com o prédio do HU Unidade Dom Bosco. A obra está orçada em R$ 159 milhões, sendo R$ 19 milhões fornecidos pelo governo do estado. O restante é proveniente do Governo federal, através do Ministério da Educação e do REHUF, Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais. O reitor Henrique Duque destaca a importância acadêmica do novo HU.
Vão ser construídos nove blocos de prédios, com um total de 192 leitos de internação, 11 de transplante, seis para queimados e um Centro Cirúrgico com dez salas. Outro destaque é o setor de Maternidade, com oito leitos, três salas de parto cesáreo e uma sala de curetagem, além de dez leitos para berçários intensivos e dez para intermediários. O diretor geral do HU/UFJF, Dimas Augusto Carvalho de Araújo, explica como vai ser o acesso da população ao novo hospital, que é 100% SUS.
A expectativa é de que o novo complexo do HU atenda uma média de 40 a 50 mil pessoas por mês. O hospital vai ser o primeiro de Juiz de Fora a contar com uma Estação de Tratamento de Efluentes, pelo qual 60% da água usada vai ser reaproveitada e o restante vai ser lançado em um córrego, após comprovada a qualidade do material. A construção da unidade é de responsabilidade da empresa Tratenge Engenharia. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em dois anos.
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Sou bandido, com muito orgulho.
Mesmo tendo perdido a inocência faz um século ou mais, não consigo conter meu espanto com o fato de que "bandidos" se orgulhem publicamente de sua delinquência, ainda por cima no plenário da que era antanho chamada de "augusta corte".
Explico: a moda do caso mensalão é os advogados confessarem que seus clientes praticaram o disseminado esporte do caixa 2. Dinheiro "ilícito", chegou a dizer um deles.
Meu espanto não vem precisamente desse fato, porque não é novidade. O grande e indiscutido líder do partido que maior número de réus forneceu ao caso, Luiz Inácio Lula da Silva, já havia dito, logo que o escândalo estourou, que seu partido fizera o que todo o mundo fazia, o tal caixa 2.
O que me espanta é a banalização desse crime. Não é trivial, ao contrário do que pretendem fazer crer os réus e seus advogados. Caixa 2 "é coisa de bandido", já decretou, faz tempo, o "deus" dos advogados, Márcio Thomaz Bastos, quando usava a veste de chefe da Polícia Federal, como ministro da Justiça, e não a toga com a qual se apresenta no STF, agora como advogado defensor de um dos envolvidos no caso dos "bandidos".
Caixa 2, além de coisa de bandidos, implica necessariamente sonegação fiscal. Sonegação fiscal é crime grave em qualquer circunstância, mas muito mais ainda quando praticada por funcionários públicos, como o são ou foram os réus, na sua grande maioria.
Se o Brasil fosse sério, seria ridículo debater se houve ou não uso de dinheiro público no caso. Houve -- e confessado. Quando funcionários públicos praticam sonegação, estão desviando dinheiro público que poderia ser usado para um hospital, uma escola, uma ponte, o diabo, em vez de adubar contas particulares.
Da mesma forma, seria ridículo, se o Brasil fosse sério, discutir se houve ou não um mensalão. Afinal, está confessada por alguns dos réus a compra de parlamentares. Se em suaves prestações mensais ou não, a forma é o que menos importa. Importa a compra, igualmente confessada. Os acusados alegam é que o dinheiro não foi para comprar votos, mas para pagar dívidas de campanha. Não importa o destino final do dinheiro, até porque ele não vem carimbado com uma fitinha dizendo "este suborno destina-se exclusivamente a pagar dívidas de campanha".
A confissão acaba sendo pior do que a acusação: comprou-se não um dado voto, mas o parlamentar inteiro, o que é infinitamente mais grave.
Repito: não se trata de denúncia da oposição, do procurador-geral da República, da mídia dita "golpista", mas de afirmações de ilustres membros do esquemão.
Confessam orgulhosamente a pratica de bandidagem, para usar a palavra do mais ilustre dos advogados envolvidos no caso, na expectativa de, ao confessarem um crime supostamente menor e supostamente prescrito, se livrarem de penas maiores.
Ou, posto de outra forma: aceitam ser chamados de "bandidos", mas não querem ser "quadrilheiros".
Vê-se que, no Brasil, Al Capone não iria preso porque o único crime pelo qual foi apanhado --sonegação fiscal-- por aqui não dá cadeia, dá orgulho.
Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno "Mundo". É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo". Escreve às terças, quintas e domingos na versão impressa do caderno "Mundo" e às sextas no site.
Custódio Mattos – agenda e compromissos
Em 16 de agosto de 2012
À medida em que a campanha eleitoral avança, a cada dia a candidatura de Custódio Mattos recebe mais apoios. Hoje está disponibilizado no site da coligação Juiz de Fora no Rumo Certo um vídeo com apoios do Presidente do Tupi e de importantes nomes da história do clube (www.custodio45.com.br).
O presidente do clube, Áureo Fortuna declarou que, para avaliar a capacidade e a competência de Custódio Mattos, basta ver a situação em que ele assumiu a Prefeitura, 3 anos e meio atrás. “Ele enfrentou o desafio com muita coragem e a cidade hoje novamente respira novos ares, uma auto-estima maravilhosa”, conclui.
Já Geraldo Magela Tavares, técnico da emblemática equipe que na década de 60 ficou conhecida como “Fantasma do Mineirão”, disse que Custódio traz a competência e a experiência de administrações anteriores: “ele é um homem íntegro e eu acho que Juiz de Fora tem que continuar com uma administração que está dando certo”.
João Pires, craque do mesmo time que fez história nos anos 60, disse que o futebol de Juiz de Fora acredita muito no Custódio. “Custódio, desde o início, está ajudando o Tupi e nós acreditamos que essa continuidade é boa para o Tupi e para Juiz de Fora”, declarou.
Agenda Custódio Mattos
Sexta-feira, 17/08/2012
Manhã: agenda oficial de atividades administrativas como Prefeito
Tarde: visita a obras da Prefeitura
À medida em que a campanha eleitoral avança, a cada dia a candidatura de Custódio Mattos recebe mais apoios. Hoje está disponibilizado no site da coligação Juiz de Fora no Rumo Certo um vídeo com apoios do Presidente do Tupi e de importantes nomes da história do clube (www.custodio45.com.br).
Já Geraldo Magela Tavares, técnico da emblemática equipe que na década de 60 ficou conhecida como “Fantasma do Mineirão”, disse que Custódio traz a competência e a experiência de administrações anteriores: “ele é um homem íntegro e eu acho que Juiz de Fora tem que continuar com uma administração que está dando certo”.
João Pires, craque do mesmo time que fez história nos anos 60, disse que o futebol de Juiz de Fora acredita muito no Custódio. “Custódio, desde o início, está ajudando o Tupi e nós acreditamos que essa continuidade é boa para o Tupi e para Juiz de Fora”, declarou.
Agenda Custódio Mattos
Sexta-feira, 17/08/2012
Manhã: agenda oficial de atividades administrativas como Prefeito
Tarde: visita a obras da Prefeitura
Gisele Cid
Assessoria de Imprensa
Santos (SP): Greve nacional de um dia em defesa dos aposentados
Vespasiano Rocha
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A proposta é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial de Santos e região (Sintracomos), Macaé Marcos Braz de Oliveira.
Ela foi feita em reunião de 26 sindicatos da central Força Sindical (FS), na manhã da quinta-feira (16), em Santos. O dirigente proporá o movimento à direção nacional da central, nos próximos dias.
O sindicalista pretende que a FS debata a iniciativa com as demais centrais e que a paralisação atinja os setores produtivos e de serviços.
"Será uma paralisação de solidariedade aos aposentados e de prevenção dos trabalhadores da ativa", pondera Macaé. "Os empregados de hoje serão os aposentados de amanhã".
A reunião desta quinta-feira, convocada pelo coordenador regional da FS, Herbert Passos Filho, debateu prolongadamente a situação dos aposentados.
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Química e Farmacêutica de Cubatão, Baixada e Litoral, Herbert Passos apoiou a ideia de Macaé.
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Química e Farmacêutica de Cubatão, Baixada e Litoral, Herbert Passos apoiou a ideia de Macaé.
"A presidenta (da República) Dilma (Rousseff) teve amplo apoio do sindicalismo e dos trabalhadores para sua eleição. Mas, infelizmente, não vem cumprindo seus compromissos", diz Passos.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e região, Valdir de Souza Pestana, também presente, concorda com a paralisação.
"As centrais sindicais condicionaram o apoio a Dilma a diversos compromissos, entre eles a revisão do fator previdenciário e a recomposição das perdas dos aposentados e pensionistas."
Pestana defende que, além do apoio dos trabalhadores da ativa, os aposentados também lutem por seus direitos, nos departamentos sindicais e associações específicas do segmento.
SANGUE VERDE OLIVA - EM MEMÓRIA DOS NÁUFRAGOS DO BAEPENDY E ITAGIBA
http://www.sangueverdeoliva.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=133:em-memoria-dos-naufragos-do-baependy-e-itagiba&catid=13:exercito&Itemid=105&lang=en
Numa manhã ensolarada de 15 de agosto, chegamos cedo ao sitio histórico e arqueológico do Forte Barão do Rio Branco, onde hoje está sediado o 21º Grupo de Artilharia de Campanha, o também histórico Grupo Monte Bastione, famoso na Segunda Guerra Mundial por ter feito o primeiro disparo de Artilharia.
Seu Comandante, o Tenente Coronel Luciano Batista de Lima andava de um lado para o outro como Chefe dedicado a olhar se tudo estava em ordem, se os soldados estavam treinando, dando as últimas passadas da sua Ordem do Dia com o Tenente Mestre ad Banda da AD/1 e por aí vai.
Uma hora depois começaram a chegar os convidados ilustres, o primeiro deles, o Tenente Dálvaro, sobrevivente duas vezes do naufrágio do BAEPENDY, foi recolhido pelo vapor ARARÁ que também foi torpedeado pelo mesmo submarino alemão que se encontrava nas redondezas.
A história completa e emocionante, leia mais adiante na Ordem do Dia do Comandante que transcrevi na íntegra.
Chegou um ônibus com o General Nery e vários Artilheiros da Ordem dos Velhos Artilheiros. O mais antigo dos Chefes presentes, foi o General Jonas.
Chegou o General de Exército Paulo Cesar de Castro, antigo Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército e ex-Comandante desta Organização Militar e, após as honras militares, a Banda da AD/1 saudou o velho Artilheiro com seu hino preferido: o do Fluminense.
Logo chegou o General de Exército Rui Alves Catão antigo Comandante Militar do Leste e Oeste.
Da ativa o mais antigo presente foi o General de Brigada Eduardo Arnaud Cypriano, Comandante da Base de Apoio Logístico de Exército.
Presente também o Chefe da Unidade Enquadrante, o General de Brigada Antônio Carlos Machado Faillace, Comandante da Artilharia Divisionária da 1 DE.
Antes de nos dirigirmos ao pátio de formatura, paramos diante do PC para inaugurarmos o busto do Marechal Mallet, patrono da Artilharia, que viera do antigo 8º GACosM sediado no Leblon onde hoje há um Batalhão da PM.
Muitas autoridades presentes no palanque como o Desembargador Egas Moniz de Aragão Dáquer, o Deputado Vitor Paulo dos Santos e o Tenente R/2 Sergio Pinto Monteiro, Presidente do Conselho Nacional de Oficiais da Reserva, acompanhado do Ten R/2 Art Paulo Coimbra Sauwen, ex-Presidente da AORE/RJ, Associação dos Oficiais da Reserva do Exército.
Prestadas as honras militares ao General Cypriano, que, elegantemente pediu autorização ao General Jonas, foi cantada a Canção do Expedicionário e ouvimos as palavras do Comandante em sua Ordem do Dia que transcrevemos:
“Alocução de Homenagem aos Náufragos do Baependy e Itagiba
Excelentíssimo Senhor General de Exército Jonas de Morais Correia Neto, em nome de quem eu saúdo as demais autoridades militares; Excelentíssimo Senhor Deputado Federal Vitor Paulo, reservista do Exército Brasileiro que serviu neste aquartelamento, em nome de quem eu cumprimento as autoridades civis que nos honram com as suas presenças; Tenente Dálvaro José de Oliveira , aqui neste pátio, em frente ao Oceano Atlântico, o senhor representa todos os náufragos hoje reverenciados, senhoras e senhores, meus comandados,
Um poeta que escreveu a história do 21º Grupo de Artilharia de Campanha em poesia de cordel, arte literária essencialmente brasileira, descreveu em versos a vibração, a disciplina e a forma singular com que a tropa desta tradicional unidade saúda seu comandante:
“Com a rotina diária
Os soldados não se abalam
Nos exercícios eles cantam
E pela noite se calam
O sol levanta brilhante
Mas – Bom dia Comandante
Até as montanhas falam”
Os soldados não se abalam
Nos exercícios eles cantam
E pela noite se calam
O sol levanta brilhante
Mas – Bom dia Comandante
Até as montanhas falam”
É justamente dessa maneira que vamos saudá-los, caros convidados, pois no Grupo Monte Bastione a vibração da tropa é tanta que o terreno responde com o brado vindo das montanhas.
21 GAC – BOM DIA !
Há exatos 70 anos atrás, no dia 15 de agosto de 1942, jovens como vocês, meus comandados, participavam uma missão nobre: embarcados em navios mercantes seguiam para o nordeste do Brasil, com o pessoal e material necessários para a instalação de uma nova unidade de Artilharia, o 7º Grupo de Artilharia de Dorso, atual 7º GAC, localizado em Olinda – Pernambuco.
Dois dias antes os militares dessa nova unidade deixavam o histórico aquartelamento do 21º GAC em São Cristóvão, na época 1º Grupo de Obuses 105 mm, sem sequer imaginar o que lhes ocorreria.
Naquela época, início da década de 40 do século passado, o mundo estava em plena guerra. Os aliados, defensores das liberdades democráticas, opunham-se aos governos totalitários do Eixo - Alemanha, Itália e Japão. O Nordeste Brasileiro, em particular, o chamado Saliente Nordestino, crescia de importância, como possível plataforma de apoio às operações em curso no norte africano.
A ruptura das relações diplomáticas dos países americanos fez com que os alemães alterassem o esforço de sua campanha submarina para o litoral do continente americano, a fim de bloquear o apoio dos Estados Unidos a seus aliados. Assim a decisão de atacar as linhas de comunicação marítimas certamente atingiria também o Brasil.
O almirante alemão Doenitz achou que aquele era o momento de dar início às operações dos U – Boats nas águas do Atlântico Sul. Para isso, designou um grupo de dez submarinos que passou a operar na costa brasileira.
Vamos reviver, agora, os fatos que reverenciamos nesta solenidade. Voltemos ao dia 15 de agosto de 1942.
Uma parte daquele efetivo do 7º Grupo de Artilharia de Dorso estava embarcado no navio Baependy. Sob a liderança incontestável do Major Landerico de Albuquerque Lima a tropa, a tripulação e os civis a bordo participavam do jantar, ao som da canção “Barril de Chopp”.
Em um ataque covarde e inesperado, o submarino alemão U-507 lançou, às 19:10, dois torpedos, ceifando a vida de muitos militares a bordo, tendo sobrevivido apenas 18 tripulantes e 18 passageiros.
Em poucos minutos o Baependy vai a pique, silenciando para sempre aquelas vidas, inclusive a do Major Landerico, que faleceu junto com a maior parte da sua tropa. Um dos oficiais que se salvou, o Tenente José Castello Branco Verçosa perdeu no naufrágio a esposa e o filho pequeno.
Dois dias depois a crueldade nazista continuou. Desta vez o alvo foi o navio Itagiba, no dia 17 de agosto, que durante o almoço também foi bombardeado, estando ao sul de Salvador. Nele estava o restante da tropa do grupo, sob o comando do Capitão José do Tito Canto.
Um dos feitos heróicos daquela data foi a atitude do 1º Tenente Alípio Napoleão de Andrada Serpa, que cedeu o seu próprio salva-vidas para um soldado, salvando assim a vida do subordinado. Seu ato heróico hoje é lembrado em uma placa de bronze neste aquartelamento, dando o nome do Ten Serpa ao estádio esportivo da nossa unidade.
Pouco depois do torpedeamento do Itagiba o navio Arará conseguiu realizar o salvamento de vários náufragos, entre eles o Ten Serpa e o então soldado Dálvaro. Entretanto, pouco depois, aproximadamente às 14 horas, novo ataque do “U-507” e o “Arará” submerge, levando ao fundo do mar o Ten Serpa e muitos companheiros de infortúnio que tinham escapado da morte, pouco antes, no afundamento do “Itagiba”. O Tenente Dálvaro, hoje aqui presente, sobreviveu também ao naufrágio do Arará e, mesmo dispensado das obrigações militares por ser náufrago, apresentou-se como voluntário para integrar a Força Expedicionária Brasileira, como soldado da nossa Bateria de Comando da Artilharia Divisionária.
A morte de brasileiros inocentes nas águas do oceano atlântico também foi lembrada pelo poeta:
“Só depois de atacarem
O nosso país aqui
Afundando nossos barcos
Itagiba e Baependy
É que o Brasil foi à guerra
Pra defender nossa terra
E entrou para decidir.”
Meus comandados,
Além dos navios Baependy e Itagiba que transportavam o 7º Grupo de Artilharia de Dorso, outros navios mercantes brasileiros também foram torpedeados pelos submarinos alemães. Hoje, ao homenagearmos os heróis do Baependy e do Itagiba, prestamos também nossa continência aos demais brasileiros que tiveram suas vidas ceifadas e hoje repousam no oceano atlântico.
Sabemos que o sacrifício desses heróis não foi em vão. O Brasil respondeu às agressões enviando seu povo à guerra, alinhando-se com as maiores potências do século XX na derrota de ideologias contrárias à liberdade e à democracia. Este sacrifício é aqui lembrado na presença de sobreviventes daquelas tragédias, de familiares e dos soldados que, em forma, continuam a escrever a história de glórias do Grupo Monte Bastione.
Bastione ! Artilharia ! Brasil !”
Após suas palavras o Comandante convidou o Gen Jonas, Gen Cypriano, Cel Odyn, filho do Major Landerico, Comandante do destacamento do 7º Grupo de Artilharia de Dorso, que faleceu no naufrágio do navio Bapendy, a Sra Ivony Tramontin, esposa do Cap Tramontin, sobrevivente do navio Itagiba e o Tem Dálvaro, sobrevivente dos naufrágios dos navios Baependy e Arará para realizarem a colocação da corbelia de flores no Monumento aos Náufragos.
O Monumento é composto de uma base de concreto com uma placa descritiva.
Em sua parte superior, duas placas de mármore negro, desalinhadas, representando as duas metades dos cascos dos navios Baependy e Itagiba, por terem sido torpedeados respectivamente em 15 e 17 de agosto de 1942.
Informações gravadas no mármore em uma placa de bronze com os dados mais marcantes de cada navio.
Em sua parte inferior um grande pedra de mármore branco representando as águas do Oceano Atlântico onde repousam os corpos dos militares desaparecidos.
Além do Monumento encontram-se dois banners com os nomes dos militares desaparecidos nos naufrágios e a peça Monte Bastione com sua guarnição envergando o mesmo uniforme utilizado durante a II Guerra Mundial.
O General Falillace, Comandante da AD/1 fez uso da palavra e em seguida a tropa desfilou em continência ao General Cypriano encerrando a solenidade.
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