sexta-feira, 23 de abril de 2021

Brigada de Montanha arrecada três toneladas de alimentos para instituições de JF

 

Foto: Cb De Paula

Após pouco mais de duas semanas de arrecadação de alimentos, a 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha) entregou, nesta sexta-feira (23), três toneladas de alimentos para a Sopa dos Pobres e o Apostolado Santa Edwiges. A finalização da campanha solidária marca o encerramento da Semana do Exército, tradicional pelas ações filantrópicas em todo o território brasileiro. 

De acordo com o tenente-coronel Marcelo Ferreira, que atuou na coordenação da campanha, foram arrecadados 3.258 quilos de alimentos entre os dias 6 e 22 de abril. “(Durante a semana comemorativa) o Exército, em todo o país, realiza diversas ações dessa natureza. Aqui em Juiz de Fora, da mesma forma, planejamos essa atividade estendendo a ‘mão amiga’ do Exército à sociedade juiz-forana”, afirma o militar.

Segundo Ferreira, o cenário de pandemia da Covid-19, que fragiliza ainda mais a parcela vulnerável da população, também ajuda a sensibilizar e atrair mais doações. “Aproveitando o espírito solidário da população de Juiz de Fora, abrimos a campanha para a sociedade como um todo”, explica.

A Sopa dos Pobres e o Apostolado Santa Edwiges são entidades parceiras da 4ª Brigada de Infantaria Leve, de acordo com o tenente-coronel, mas o Exército mantém as portas abertas para apoiar outras instituições da mesma natureza. “Em outras campanhas, é certo que podemos fechar essa parceria com outras instituições, tendo em vista o belo papel que todas elas desempenham”, aponta.

https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/23-04-2021/exercito-arrecada-tres-toneladas-de-alimentos-para-instituicoes-de-jf.html

Eu me recuso - Por Otávio Santana do Rêgo Barros


“Não há nada tão desesperador como não ter uma nova esperança.”

 (Nicolau Maquiavel)


“Eu me recuso a ficar trabalhando com este cenário [...]. Não é possível que o Brasil não consiga sair dessa armadilha populista. Populismo de esquerda, populismo de direita. [...] repetindo os erros do passado.” 

Essa foi a resposta da economista Elena Landau a uma instigadora pergunta sobre as circunstâncias políticas na qual estamos imersos. O questionamento foi promovido pelos apresentadores do programa Manhattam Connection da TV Cultura, exibido em 14 de abril de 2021 (https://youtu.be/ni2NWUQq2TM).

Quem viveu os desacertos da esquerda, com suas paixões arrebatadoras fixadas em um espelho retrovisor que refletia uma história já acabada, entende o desabafo da entrevistada. 

Quem vive os sobressaltos da direita, colimada em posturas que não se amoldam ao espírito apaziguador do brasileiro contemporâneo, sofre do mesmo desalento da economista.

Os dois principais contendores, monopolizados pelo escantilhão dos analistas políticos, e seus partidários continuarão dicotômicos. 

O que lidera a esquerda aponta o dedo para as elites como responsáveis pelo burburinho social - às vezes provocado por ela mesma -, em discurso aglutinador para suas bases eleitorais. 

O que se qualifica como direita vislumbra os adversários como encarniçados inimigos renascidos das sombras, em discurso monossilábico para energizar seus psilitos ideológicos.

A aura envolvente do poder os enfeitiçou desde o primeiro dia dos seus mandatos. Olhar fixo e obcecado em um ponto de luz quatro anos adiante, imaginando o que fazer para lograr êxito na conquista do futuro pleito eleitoral.

Ainda que cada pessoa seja única em sua personalidade, o governante deve regular sua postura com base em atributos como sobriedade, humildade, respeito às instituições, resiliência, defesa da coisa pública e servidão incondicional ao povo.

Deve afastar-se dos histrionismos inconvenientes. Na ribalta do poder seu público é a sociedade, toda ela, a que lhe concedeu o votou e a que não lhe concedeu.

Um bom exemplo de atitude a ser absorvida pelos gestores políticos vem das palavras de Abraham Lincoln ao abordar a governabilidade: “com sentimento público, nada pode fracassar, sem ele, nada pode ter sucesso.”  

Um chefe de poder não deve abstrair-se da realidade diária e entrar em um mundo paralelo para ficar brincando de mocinho e bandido, de pega ladrão, de pique-esconde. Nem sempre será visto como o mocinho, muitas vezes incorporará o papel de vilão. 

Não é sequer engraçado. Afronta a liturgia e a nobreza do cargo.

Como sociedade em constante evolução, precisamos encontrar uma maneira de aliviar o maniqueísmo dos preconceitos ideológicos, da obliteração emocional e do antolho intelectual. 

Exaurem cada cidadão sugando a seiva da bem-aventurança. Potencializam as agruras da caminhada diária do indivíduo em busca de suplantar os obstáculos da sobrevivência. 

A existência insalubre, economicamente deficitária, socialmente dependente e agora infelizmente violentada de forma dantesca pela incontrolável pandemia do coronavírus são fatores desencorajadores.

Como asseverado por William Young, “crescer significa mudar e mudar envolve riscos”. Precisamos crescer a fim de libertar-se das mazelas seculares que nos acompanham. 

Logo, vamos ter que nos arriscar! Nos arriscar na procura de uma opção que nos encha novamente de esperanças. As que se apresentam, para muitos, perderam o brilho. Ouço muitas pessoas afirmando que não existe tal opção. Eu tenho esperança.

É mandatório encontrar um líder inspirador – ele já está por aí - que se apresente e consiga infundir um senso de propósito e significado de vida às pessoas.

Paz e Bem!

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão

NOTA DE FALECIMENTO - ANTONIO CARLOS ESTEVÃO


Triste notícia nesta noite. Faleceu Antônio Carlos Estevão, o querido Toninho, incansável presidente do Abrigo Santa Helena e do Ceprom.

Solidariedade à família.

Colunista Cesar Romero



quinta-feira, 22 de abril de 2021

COMANDO DO EXÉRCITO - NOTA DE ESCLARECIMENTO

 


Acerca do conteúdo da nota publicada e, posteriormente, atualizada no endereço eletrônico https://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/ex-comandante-edson-pujol-diz-que-eduardo-pazuello-ferrou-o-exercito.html, sob o título  “Ex-comandante, Edson Pujol diz que Eduardo Pazuello ferrou o Exército”,  o Centro de Comunicação Social do Exército esclarece que o Gen Ex EDSON LEAL PUJOL não teve nenhum diálogo com o Gen PAZUELLO nem jamais fez qualquer tipo de comentário, juízo de valor, crítica ou sugestão sobre o tema vacinas, nem sobre outros aspectos do trabalho do General PAZUELLO  à frente do Ministério da Saúde. 

A conduta do Gen LEAL PUJOL esteve sempre pautada pela ética, discrição e transparência durante os mais de dois anos em que exerceu o cargo de Comandante do Exército Brasileiro. A nota descreve diálogo e comportamento que não existiram, absolutamente inverossímeis e incompatíveis com o perfil e as atitudes do Gen LEAL PUJOL  durante seus cinquenta anos de serviço dedicados à Força e ao Brasil.


Centro de Comunicação Social do Exército

O Professor Destino - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

- Majestade, disse o conselheiro, fazendo uma genuflexão exagerada, meus cumprimentos! Brilhante o discurso hoje de manhã para a plebe ignara. 

- Concordo inteiramente com o senhor. A massa só estará imune à doença após o vírus circular. Esse negócio de isolamento é coisa dos bárbaros encarnados.

- Se me permitir majestade, relembrarei aos demais conselheiros um exemplo histórico: a “peste escura”. Como consequência do elevado número de vidas ceifadas, a “velha região” se tornou mais rica e poderosa. Ótima referência para o nosso reino.

 - Sob sua liderança cintilante, defenderei nos fóruns internacionais a inexorabilidade da morte.

O diálogo fictício (plausível de ter ocorrido...) foi adaptado aos desafios de gestão no enfrentamento à pandemia da COVID-19. Perdeu-se o senso de realidade. Bebeu-se do cálice envenenado da subserviência. A vaidade consumiu os gestores. A população está incapaz de aquilatar o perigo ao descuidar-se da autoproteção. 

É a demência social

O diálogo enriqueceria um roteiro do gênero distópico. O livro entraria na lista dos mais vendidos, rivalizando-se com Fahrenheit 451 (Ray Bradbury) ou Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley).

De volta à realidade. 

Na semana que se findou, perplexos, fomos impactados pelas notícias sobre decisões judiciais egressas da mais alta corte, envolvendo o Senado Federal.  Por discussões na formação da comissão para investigar a COVID (a gestão ordinária do governo central). Pela discussão se os entes estaduais e municipais deveriam ser parte do escopo da CPI (por que não?).

 Todos, quase nos olvidamos do mais importante: A VIDA!

Convivemos com a falta de kit de intubação e oxigênio. De vacinas e insumos farmacêuticos ativos (IFA) em atraso. Um número inaceitável de vidas ceifadas. 

A crescente incapacidade de a sociedade indignar-se, não contribui para o firme enfrentamento dos desafios ora presentes na vida de nosso povo. As situações estranhas, antes inconcebíveis, vão se normalizando. Para alguns, as mortes estão se transformando em estatísticas.

Sabe aquela história do passarinho carregando no bico um pouco de água para ajudar a apagar um incêndio na floresta, ambiente de sua sobrevivência? 

Somos incompetentes para colaborar ou vamos entrar em campo, mesmo que sejamos minúsculos para o tamanho da catástrofe? 

O pouco é muito, quando se soma a outros poucos.

Sou oficial general, com experiência em operações de ajuda humanitária (comandei o batalhão de força de paz no Haiti) e em operações de combate ao crime organizado (comandei a força de pacificação nos complexos do Alemão e da Penha). 

Mesmo nas mais perigosas e desafiadoras situações, sempre observei uma atitude de cooperação das pessoas atingidas por fenômenos indomáveis da natureza, como no terremoto em Porto Príncipe, ou pela insanidade social das favelas, sob domínio do crime organizado e das milícias. 

Esqueçamos o egoísmo – às vezes nem percebido - e busquemos o entendimento desarmado de nossa sociedade. “É preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã” (Pais e Filhos - Legião Urbana). Somos do bem!

A falta de educação social e de bancos escolares potencializa o comportamento da nossa gente. A falta de uma liderança inspiradora ajuda a piorar o cenário.

O Brasil está aprisionado no labirinto de sua própria história? Não! Onde está o barbante que nos tirará desse inferno astral? Encontremos!

Há um dever de casa a ser respondido por todos e que será cobrado pelo Professor Destino. Mestre duro e sobre o qual não temos domínio. É o dever de agir como cidadão responsável ao tecer a rede¬ social que nos protegerá, acaso tenhamos que saltar do trapézio da insensatez.

Paz e Bem!

Hoje, 19 de abril, Dia do Exército Brasileiro – Embrião em Guararapes. #ObrigadoSoldado.

Otávio Santana do Rêgo Barros

General de Divisão R1

ARMAS EM FUNERAL - GEN BDA R/1 PAULO CESAR LIMA DE SIQUEIRA


Faleceu na manhã de ontem o Gen Bda Paulo Cesar Lima de Siqueira.

Como Cap, em 1978 , no 4º GAC, oitavo da esquerda para direita.

Como Cel, comandou o 4º GAC L Mth, em Juiz de Fora/MG, entre os anos de 1990 e 1992.


Vá em paz comandante.

Missão cumprida!


sábado, 17 de abril de 2021

GRUPOS DE ARTILHARIA REALIZAM ESTÁGIO DE PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO DE FOGOS

 


No período de 29 de março a 8 de abril, os Grupos de Artilharia de Campanha do Comando Militar do Sudeste e da 5ª Divisão de Exército receberam adestramento no Estágio de Planejamento e Coordenação de Fogos (EPCF). Coordenado pelo Comando da Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5), que tem em seu comando o Gen Bda Luciano Batista de Lima, a atividade empregou cartas topográficas e o sistema informatizado “Comando e Controle em Combate”.

Na primeira etapa do estágio, o Comando da AD/5 empregou a plataforma do Portal do Preparo do Comando de Operações Terrestres para disponibilizar o material didático, nivelar o conhecimento dos participantes e apresentar a documentação que foi utilizada para o planejamento inicial dos Grupos de Artilharia de Campanha.


A segunda fase do EPCF foi caracterizada pela execução do Exercício Salomão da Rocha, no qual os Grupos de Artilharia de Campanha, inseridos em uma situação tática, empregaram seus meios para realizar o apoio de fogo à manobra estabelecida, buscando soluções doutrinárias para os problemas militares simulados que foram formulados pelo Comando da AD/5.

O EPCF adestrou os Grupos de Artilharia de Campanha nos trabalhos de planejamento e coordenação de fogos, empregando meios que permitiram acompanhar a evolução do combate, a fim de desenvolver a doutrina e capacitar as unidades para a transmissão do conhecimento adquirido no âmbito de suas respectivas Grandes Unidades.

Participaram do Estágio de Planejamento e Coordenação de Fogos os seguintes Grupos de Artilharia de Campanha da 5ª Divisão de Exército e do Comando Militar do Sudeste: 5º GAC AP (Curitiba-PR); 15º GAC AP (Lapa-PR); 26º GAC (Guarapuava-PR); 28º GAC (Criciúma-SC); 2º GAC L (Itu-SP); 12º GAC (Jundiaí-SP) e 20º GAC L (Barueri-SP).

Fonte/fotos: Comando da AD/5

10º BATALHÃO DE MONTANHA - FUTUROS SARGENTOS INICIAM FORMAÇÃO

 No dia 9 de abril, foi iniciado o Curso de Formação e Graduação de Sargentos  (CFGS) no 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (10º BIL Mth), que está entre as 13 Unidades Escolares Tecnológicas do Exército onde o primeiro ano da formação ocorre. A solenidade contou com 82 alunos, 51 dos quais do sexo feminino, de diversas regiões do país. 


A formatura foi presidida pelo comandante do 10º BIL Mth e diretor de ensino do CFGS, Tenente-Coronel Luis Felipe Moraes Daltro Campos.


A cerimônia militar iniciou com a abertura simbólica dos portões do quartel, realizada pela aluna Lívia Pfaff Moraes, de 18 anos, a mais jovem da turma, acompanhada pelo adjunto de comando do 10º BIL Mth, Subtenente Resende


Na sequência, os alunos adentraram o Pátio Tudo pela Pátria marchando ao som da canção "Avante Camaradas” e, em seguida, receberam do Comandante, dos instrutores e dos monitores do curso as boinas de cor azul-ferrete.


Primeiro ano

O primeiro ano de formação no CFGS, realizado no 10º BIL Mth ou em outra Unidade Escolar Tecnológica do Exército, abrange a formação individual do combatente militar, bem como o aprendizado técnico e prático das funções do sargento. Após o primeiro ano, as alunas podem optar por seguir para Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), no Rio de Janeiro, ou para o Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), em Taubaté (SP). Para os homens, há uma terceira opção, a Escola de Sargentos das Armas (ESA), em Três Corações (MG).

Segundo ano

Na Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), são formados os sargentos de Manutenção de Comunicações; Intendência; Material Bélico – Manutenção de Viatura Auto, Manutenção de Armamento e Mecânico Operador; Topografia; Saúde e Música. No Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), são formados os sargentos de Aviação – Manutenção e Apoio. E na Escola de Sargentos das Armas (ESA), são formados os militares de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações.

Após o segundo ano, os alunos têm o Estágio Profissional Supervisionado.

Fonte: 10º BIL Mth -Fotos: Sd Wendell

quinta-feira, 15 de abril de 2021

CABO JOSÉ MARIA NICODEMOS VENCEU MAIS UMA BATALHA

 


No dia 15 de abril de 2021, o ex-combatente JOSÉ MARIA DA SILVA NICODEMOS, de 98 anos, que integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB), recebeu alta do Hospital Geral de Juiz de Fora após recuperar-se da COVID-19. 

O nosso herói da FEB foi internado no dia 19 de março do corrente ano e permaneceu por 28 dias na “Ala COVID” do hospital. 


O ex-pracinha José Maria participou da tomada de Montese, há 76 anos, no Teatro de Operações da Itália durante a II Guerra Mundial e hoje venceu mais uma batalha, agora contra o novo coronavírus.


terça-feira, 13 de abril de 2021

Audácia da esperança - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


“Esperança! Esperança diante das dificuldades. Esperança diante das incertezas. A audácia da esperança!” São excertos do discurso de Barack Obama que eletrizou a convenção democrata de 2004. É isso: esperança. Conquistá-la é um esforço individual custoso se estamos mergulhados na caverna.

Este fim de semana, na ânsia de construir esperança, reli o sociólogo Manuel Castells, em sua obra O Poder da Comunicação. Buscava compreensão para os desafios que a sociedade brasileira enfrenta, tais como a avassaladora pandemia, a inepta falta de gestão dos poderes e o descaso dos indivíduos. Combinação dantesca.

A obra trata das relações de poder, base organizadora da sociedade. Segundo Castells, elas são construídas na mentalidade das pessoas por meio de processos de comunicação. Deseja influenciar, transforme a mente das pessoas. Construa boas mensagens. Atento: “a mensagem só é eficaz se o receptor está pronto para ela e se o mensageiro é identificável e confiável.”

Os meios de difusão são velhos conhecidos. A credibilidade ainda reside nos tradicionais, mas a idílica imprensa, sem inclinações políticas, está em extinção. No conflito entre cognição e emoção, as pessoas tendem a escolher a informação alinhada à decisão que estão propensas a tomar. O cérebro político é emocional. Indivíduos são “avarentos cognitivos” (Popkin, 1991).

Tudo isso serviu como pano de fundo para analisar a futura campanha eleitoral. São três agrupamentos. Um ligado ao ex-presidente Lula, um ligado ao atual presidente e um terceiro que aglutinaria atores mais ao centro, críticos das extremidades ideológicas.

Como a sociedade decidirá entre esses ajuntamentos? As pessoas votam no candidato que provoca os bons sentimentos e não naquele que apresenta os bons argumentos, portanto, a resposta à pergunta: com o emocional.

O novel agrupamento precisa martelar na opinião pública uma narrativa propositiva que reúna um número maior de ideias virtuosas. Nas palavras de Lakoff, “a batalha política é uma batalha de enquadramento”. É preciso ser ágil diante dela.

Seria utópico incentivar mudança de comportamento dos contendores da próxima ronda eleitoral? Obrigá-los ao debate aberto sobre políticas públicas. A mostrar sua visão de como tratarão os problemas e as soluções acordadas. Nada de histrionismos!

No processo decisório dos governos atual e anteriores, é fácil encontrar desvios comportamentais e de gestão. Esses ainda precisarão ficar às claras. É outra boa temática na púbere política que se almeja. As campanhas são momentos decisivos do processo de escolha. Mas a construção de uma candidatura é labor de informação e difusão de emoções.

As imagens relevantes moldam a mente do público, sendo difícil de alterar. O mais importante é o caráter, como o candidato se apresenta e como é realmente (sem os marqueteiros). A menos que algum evento realmente dramático ocorra próximo do momento da tomada de decisão, é isso que prevalece.

Uma pesquisa antiga relata que as pessoas destacam como as mais importantes características esperadas em candidatos: honestidade, inteligência e independência. Uma campanha que valorize a capacidade do candidato sob esses três pontos e que, ao mesmo tempo, ilumine ações contrárias em seus rivais, favorecerá aquele que seja portador mais claro desses predicados.

A grama do estádio foi trocada. A tática é conhecida. O novo deixou de ser novo. Será preciso que o velho super-herói vista uma nova capa. A antiga esgarçou. A kriptonita do poder está perdendo energia.

A imprensa há de ficar atenta. Seu trabalho na cobertura das autoridades detentoras do poder, por vezes, serve de palco para as ideias que reforcem as características dos personagens políticos. A ironia é que, à medida que a instituição da mídia desempenha seu papel na propagação de fatos desabonadores, ela enfrenta o risco de perder a legitimidade ante parte de seu público.

Por fim, se partidos levados ao poder pelo “voto de protesto” reproduzem a mesma negligência pela decência pública, acrescenta-se cinismo a uma cidadania já estafada. Parafraseando Obama, há um vento favorável a nos guiar nesta encruzilhada da história brasileira. Podemos fazer escolhas certas e enfrentar os desafios juntos. É mister praticar o pensamento crítico. Não se deixar levar pela baixa rasância das mídias sociais. Exercitar a mente e fugir do mundo culturalmente poluído.

Paz e Bem!

General da Reserva do Exército

BRIGADA DE MONTANHA FAZ CAMPANHA DE DOAÇÃO DE ALIMENTOS

 

Os produtos arrecadados serão destinados a Sopa dos Pobres e ao Apostolado Santa Edwiges.

Seja solidário aos que foram atingidos pela pandemia e precisam de ajuda. Se cada um doar um pouco, muito serão os atendidos.


segunda-feira, 12 de abril de 2021

29º GAC AP SE DESPEDE DO COMANDANTE DA AD/3

 


No dia 7 de abril, o 29º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (29º GAC AP) apresentou as despedidas ao Comandante da Artilharia Divisionária da 3ª Divisão de Exército (AD/3), General de Brigada Sérgio Rezende de Queiroz, em virtude de sua nomeação para o Ministério da Defesa.


Foi realizada uma formatura no Pátio de Formaturas Marechal Floriano Peixoto, em seguida foi realizada, no auditório, uma conversa com os oficiais, Subtenentes e sargentos do Grupo, coroando sua última visita como Comandante da AD/3 a esta tradicional Unidade de Artilharia do Exército Brasileiro.

Fonte: 29° GAC AP

Foto: Cb Alves e Sd Sousa

4º GAC L MTH APOIA FORMAÇÃO DE SARGENTOS TEMPORÁRIOS DO 10º BI L MTH

 


No dia 7 de abril, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, realizou a instrução de observação e condução do tiro de Artilharia para os alunos do Curso de Formação de Sargentos Temporários (CFST) do 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha.


A atividade teve como objetivos capacitar os militares a realizar o pedido de tiro, a observação e a condução do tiro de Artilharia. Foram ministradas instruções de nivelamento onde os militares conheceram os materiais e suas características, necessários para a condução, observação e correção do tiro. No terreno reduzido do Grupo, os alunos do CFST solicitaram, observaram e conduziram, por meio de simulação, o tiro de Artilharia.


Fonte: 4º GAC L Mth

Fotos: 2º Sgt Barela e Sd Santos

Esperança não se esgota - Por Otávio Santana do Rêgo Barros

 


Poeta modernista, pernambucano de boa cepa, paulista e carioca por necessidade familiar, Manuel Bandeira foi o inspirador deste pequeno artigo, no qual me valho de um paralelismo para ilustrar o sombrio (insensato) momento que vivenciamos em nosso País e ainda assim declarar esperanças de um novo amanhecer.

- “Vou-me embora pra Pasárgada; Lá sou amigo do rei; Lá tenho a mulher que eu quero; Na cama que escolherei” [...].

Para contextualizar, a cidade de Pasárgada, alvo dos devaneios literários do poeta, foi erigida no Império Aquemênida, na época de Ciro II, sendo elevada à condição de primeira capital persa. 

Tendo Manuel Bandeira lido acerca de maravilhas daquela urbe, tomou-a como fonte de inspiração para simbolizar, na sua mente em ebulição criativa e constante, ainda que tristonha, um lugar maravilhoso, refúgio ideal para escapar-se a uma realidade cruel.

- “Vou-me embora pra Pasárgada; Aqui não sou feliz; Lá a existência é uma aventura; De tal modo inconsequente” [...]. 

Uma pandemia sem controle, média de morte às 3.000 almas, falta de oxigênio para respirar, gente capaz de debochar, falta de drogas para acalmar e intubados a resfolegar. Vou-me embora...

- Vou-me embora pra Pasárgada; Em Pasárgada tem tudo; É outra civilização; Tem um processo seguro” [...]. 

Aqui imploramos ajoelhados por vacina, orçamento responsável, estabilidade institucional, políticos decorosos, juízes vendados, empresários generosos, gente temente e coerente. Vou-me embora...

- “E quando eu estiver mais triste; Mais triste de não ter jeito; Quando de noite me der; Vontade de me matar” [...]. 

Meus verdadeiros amigos lá estarão, meus princípios prevalecerão, minhas esperanças reviverão, e todos se ajudarão. Vou-me embora...

Lá em Pasárgada, ou seja lá aonde o destino me levar, não precisarei ser amigo do rei, o rei nem mesmo me conhece, ainda assim serei respeitado, e ainda assim respeitarei.

Seria difícil, quiçá uma utopia, viver-se em harmonia? “Deixe está, a vida é isso e o mundo dá tantas voltas” (lembrei-me da música do Dorgival Dantas). E continuará dando.

Se não realizamos, apenas sonhamos. 

Afinal, “a esperança é o bem que mais se consome e aquele que menos se esgota” (Octave Feuillet).

Paz e Bem! 

Otávio Santana do Rêgo Barros 

General de Divisão R1

4º GAC L MTH REALIZA TIRO DE INSTRUÇÃO BÁSICO

 


No dia 6 de abril, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, finalizou o rodízio da instrução preparatória para o tiro (IPT) e do tiro de instrução básico (TIB) para os soldados incorporados no corrente ano.


A atividade teve como finalidade lapidar a formação do combatente básico no que tange ao emprego individual e coletivo de seu armamento, numa situação de combate, bem como o emprego em proveito da Força. Além disso, juntamente com a instrução de guarda do quartel, a execução da IPT e do TIB garantem ao militar habilitação para os serviços internos da Unidade, coroando, assim, o internato e as instruções de armamento, munição e tiro ministradas no período.

Fonte/fotos: 4º GAC L Mth