domingo, 7 de março de 2021
Prefeita decreta lockdown em Juiz de Fora
O decreto passa a valer a partir de zero hora desta segunda e terá validade de uma semana. Está autorizado o funcionamento apenas de supermercados, mercearias, padarias, farmácias e implementos veterinários. O sistema bancário deverá funcionar em horário estendido e sem filas nas portas das agências. A frota de ônibus terá de circular com 100% dos carros e será proibido que passageiros trafeguem de pé. Todos os serviços da Prefeitura continuarão funcionando presencialmente.
“Estamos decretando uma semana de luto pelas 842 mortes até o momento registradas pela Covid-19.” Assim abriu a entrevista coletiva, convocada às pressas na manhã deste domingo, a prefeita Margarida Salomão (PT). “A situação se agravou tanto e de forma tão rápida nas últimas horas. Cem por cento dos nossos leitos de UTI estão ocupados, e estão exaustos também os recursos de saúde da região”, afirmou a chefe do Executivo, alertando para a exaustão até mesmo do sistema funerário da cidade. Margarida confirmou que pacientes estão sendo enviados a outros municípios, sem no entanto dar números. Na sexta-feira, a prefeita já havia editado dois decretos restringindo atividades.
Segundo Margarida, Juiz de Fora passa por um momento de “dificuldade crítica”, com risco inclusive de esgotamento de recursos sanitários, como remédios e outros insumos utilizados no enfrentamento à pandemia. A prefeita garantiu, todavia, que o programa de vacinação continuará como está, e que o Município seguirá trabalhando para abrir mais leitos de UTI. O decreto, afirmou Margarida, busca “restrição máxima de circulação e voltar ao isolamento social mais extremo”, no que considerou um momento de “rigor, de dor e de luto”.
https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/07-03-2021/juiz-de-fora-passa-a-faixa-roxa-de-restricao-mais-rigorosa-no-combate-a-covid.html
sábado, 6 de março de 2021
ENVELHECER - PARA REFLETIR
ARMAS EM FUNERAL - CAP QAO WILTON PEREIRA
No dia de ontem um excelente amigo nos deixou, nosso querido Cap Wilton.
Quem teve a honra e a oportunidade de conviver com ele na caserna, em especial no 4º GAC L Mth, sabe do que estou me referindo. Eu tive esta honra e agradeço a Deus por isso.
Pessoa do bem, sempre pronto para ajudar e servir a todos.
Uma pessoa diferenciada.
Vá em paz meu amigo, missão cumprida.
Velório no cemitério Parque da Saudade, capela 4, e sepultamento hoje às 16h.
Nossos sentimentos aos familiares e amigos.
sexta-feira, 5 de março de 2021
quinta-feira, 4 de março de 2021
NOVOS SOLDADOS DO EFETIVO VARIÁVEL INICIAM O SERVIÇO MILITAR NO 10º BIL MTH
No dia 2 de março do corrente ano, o 10º Batalhão de Infantaria Leve de Montanha (10º BIL Mth), realizou a formatura de incorporação dos 125 jovens soldados do efetivo variável, dos quais 121 pertencentes ao Batalhão 4 do 4º Centro de Gestão, Contabilidade e Finanças do Exército (4º CGCFEx), para o cumprimento do serviço militar.
O "Décimo de Montanha" recebeu para a seleção complementar, jovens da cidade de Juiz de Fora e região. No período de 18 de janeiro a 26 de fevereiro, foram realizadas diversas atividades tais como: revisão médica e odontológica, entrevistas, verificação de aptidão física e testes de habilidades. O efetivo incorporado colabora com as atividades e missões da Unidade, bem como executa missões de apoio administrativo e de segurança.
A abertura do Portão das Armas, realizada pelo jovem João Pedro Mendes do Carmo, o mais novo dentre os incorporados, marcou o início da solenidade, que culminou com a participação dos novos soldados na formatura presidida pelo Comandante do Batalhão.
Crédito fotos: Sd Wendell
4º GAC L MTH REALIZA AULA INAUGURAL DO NÚCLEO DE PREPARAÇÃO DE OFICIAIS DA RESERVA
No dia 2 de março, foi realizada a aula inaugural para os novos alunos do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR) do 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”.
A aula foi ministrada pelo 1º Tenente R2 Bruno Malvaccini D' Almeida e Mendes, aspirante a oficial de Artilharia pelo NPOR/4º GAC L Mth em 1997, onde também serviu como oficial subalterno no Grupo e Instrutor do NPOR. Dentre os assuntos abordados, explorou a importância do Curso do NPOR para o fortalecimento das virtudes cívicas e morais dos futuros oficiais da reserva do Exército Brasileiro.
Crédito fotos: Sd Santos
4º GAC L MTH REALIZA SOLENIDADE DE INCORPORAÇÃO DOS RECRUTAS DE 2021
No dia 3 de março, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, realizou a solenidade de incorporação do efetivo de 183 soldados selecionados para prestarem o Serviço Militar Inicial no corrente ano. A atividade foi presidida pelo Diretor do Campo de Instrução de Juiz de Fora/Centro de Educação Ambiental e Cultura (CIJF/CEAC), Coronel Ronaldo da Silva Pires.
Os soldados incorporados receberão instruções voltadas para a formação básica militar e para a qualificação dentro das diversas características de uma Unidade de Artilharia. Além disto, todos os militares serão capacitados para serem empregados nas operações em ambiente de montanha, por meio da realização do Estágio Básico do Combatente de Montanha.
Crédito fotos: Sgt Barela, Sd Weverson e Sd Santos
TÁVOLA REDONDA, UM EXEMPLO - POR OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS
Dez horas da manhã, em uma segunda-feira de ressaca, após um clássico do campeonato carioca com a vitória por 1 x 0 do Fluminense diante do Vasco. Dois sujeitos bem humorados se encontram na porta de um boteco, ali no Largo do Machado, famoso reduto da boemia carioca, e transcorre o seguinte diálogo:
- e aí cara, tudo bem?
- tudo bem, e você?
- levando né.
- pois é, tá difícil mesmo.
- e a família?
- tudo bem, e a tua?
- foi todo mundo embora. Não dava mais.
- que pena!
- domingo tem mengão, vamos torcer?
- vamos. Já vou cara, até mais.
Um outro sujeito sentado solitário em uma mesa próxima da entrada, já tendo tomado umas e outras, e para esticar papo, perguntou:
- conhece ele de onde?
- não conheço.
- não conhece?
- foi só para conversar. É assim mesmo gente boa. Ele não prestou atenção em nada do que eu disse, e eu não tenho a menor ideia do que ele me respondeu.
Essa típica conversa de botequim revela o espírito bonachão e irreverente do carioca. Ocorria diversas vezes, com os mais diversos personagens. Hoje não mais. O coronavírus fechou bares, lanchonetes, restaurantes, agora a conversa é por aplicativo. Ainda bem que eles existem e funcionam.
Poderíamos usá-la como paródia da amadora comunicação dos nossos governantes, no contexto de combate à pandemia do coronavírus.
As autoridades se habituaram a falar impensadamente qualquer coisa, com intenção de preencher o espaço narrativo na imprensa e nas mídias sociais. Elas estão na defensiva por total inabilidade na condução desta batalha.
A sociedade, por seu lado, entende qualquer outra coisa, desde que essa outra coisa não a prejudique e não a faça alterar os seus costumes diários. Ela é refém desses desatinos.
Nessa comunicação desestruturada, emitem-se (publicam-se) declarações pela manhã, para logo desfazê-las à tarde. Liga-se o celular em qualquer lugar, até mesmo dentro de carros em movimento, para transmitir um “laive”, justificando a repentina mudança de postura. Quanto mais rápido falar, mais rápido se é replicado pelos asseclas de plantão.
No dia seguinte, diante das manchetes dos jornais e comentários encolerizados no Twiter, Facebook ou WhatsApp com críticas aos desacertos, escala-se um culpado, afirmando, sem ruborizar, que foram distorcidos os comunicados.
Enquanto isso, números assustadores sobre o aumento de casos e de perdas em vidas humanas são expostos diariamente. Não se percebe vontade em alguns responsáveis de inserir-se no problema dos afetados. Chamamos a isso falta de empatia.
Tampouco se identifica a busca por soluções de consenso, discutidas em uma távola redonda, onde seriam depositadas as espadas da discórdia políticas, e se buscaria imediata ação pelo troca de opiniões e experiências pregressas.
Seria pedir-se demais?
A areia da ampulheta do tempo quase preencheu o bojo inferior. Hipnotizados, todos a olham fixamente. A ansiedade tomou corpo no corpo da sociedade.
Infelizmente, o trono de “alguns” encontra-se virado de costas para o desafio hercúleo que se faz presente. E o detentor, da janela de seu castelo, só tem olhos para a estrada que conduz à arena dos embates eleitorais futuros.
Repiquem os sinos, toquem os clarins, batam tambores, despertem todos deste pesadelo. O caminho está ficando intransitável com os corpos de vítimas da pandemia. Breve as palavras irrefletidas de nada servirão em defesa dos que as evocam.
Os caminhantes, mesmo os mais humildes, se negarão a trilhar a vereda, exigindo mais segurança, serenidade e estabilidade emocional dos gestores.
E se eles permanecerem insensíveis? Justiça neles (civil, penal, eleitoral, política)! É preciso fazê-los revelar-se fora de suas zonas de conforto.
Paz e Bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros
General de Divisão R1
quarta-feira, 3 de março de 2021
TEN FERREIRA, CAPELÃO MILITAR, SE DESPEDE DA 4ª BRIGADA DE MONTANHA
Hoje, de modo restrito, foi a cerimônia de agradecimento pelos serviços prestados à 4ª Brigada de Montanha e despedida do nosso capelão Ten Ferreira.
Ele era Oficial Técnico Temporário e agora será oficial da ativa.
Está indo cursar a Escola de Formação Complementar do Exército, na cidade de Salvador/Bahia.
Deus o abençoe e o fortaleça nesta nova missão.
Obrigado Ten Ferreira por me acolher e me amparar na fé de Cristo na hora da maior dor de minha vida que foi o dia da perda de minha querida mãe. O senhor estará sempre em minhas orações e no meu coração.
Para frente e para o alto.
Montanha!
segunda-feira, 1 de março de 2021
CEL MALBATAN LEAL SE DESPEDE NO COMANDO DA 4ª BRIGADA DE MONTANHA
Por muitos anos tive a grata satisfação de conviver com o chefe e amigo Cel Malbatan Leal em diversas oportunidades e atividades no nosso querido Exército Brasileiro.Convive com ele quando foi o diretor do Campo de Instrução de Juiz de Fora, como chefe da Comunicação Social da 4ª Brigada de Montanha e na Força de Pacificação Arcanjo V.
Antes de ser o diretor do CIJF ele serviu no 10º Batalhão de Infantaria de Montanha, como capitão, tendo desempenhado as funções de comandante da 1ª Companhia de Fuzileiros e chefe da 3ª Seção, de 1992 a 1994.
Em agosto de 2013 se despediu do Serviço Ativo do Exército, onde prestou seus serviços por mais de 34 anos.
Juiz de Fora reconheceu o seu valor lhe concedendo o titulo de Cidadão Honorário por iniciativa do então vereador José Sóter Figueirôa, em 25 de abril de 2012.
Prezado Cel Malbatan, alguns amigos têm algo para falar para você nesse momento de despedida.
NOSSO GRITO DE GUERRA É MONTANHA!
Gen Bda JOÃO FELIPE DIAS ALVES
Cmt 4ª Bda Inf L Mth
Missão cumprida amigo Malbatan.
Muitas lembranças , a maioria de alegria, algumas de frustração, no entanto o balanço é de ganhos. Ganhos principalmente em amigos. Ao finalizar seu tempo na nossa brigada de montanha, não poderia deixar de cumprimentá-lo e agradecer seu apoio incondicional no momento em que eu estive à frente da nossa brigada. Momentos de elevado profissionalismo dos quais guardo especiais lembranças. Siga agora novos caminhos.
Seja sempre abençoado.
Do amigo
Gen Rêgo Barros, ex-comandante da 4ª Brigada de Montanha.
Sou suspeito para falar do Cel Malbatan, pois o considero um grande amigo. Serei breve, entretanto, terei que ser justo. O meu amigo Malba é o profissional que todo chefe quer ter em sua equipe. Ele equilibra, como poucos, a capacidade de assessorar com a capacidade de manter um ambiente de trabalho harmônico. Muito generoso com seus subordinados, ele é muito leal e honesto com seus chefes.
Foi um privilégio ter o Cel Malbatan em minha equipe; e foi uma honra desfrutar de sua amizade!
Desejo-lhe muita saúde e paz nesta nova etapa de sua vida!
Nosso grito de guerra é Montanha!
Gen Álcio Costa, ex-comandante da 4ª Brigada de Montanha.
Falar de um amigo é sempre um prazer, especialmente se ele é o grande Malbatan. Fomos contemporâneos na AMAN, tivemos experiências semelhantes de carreira, seja nos Batalhões de Infantaria, seja fora da força na Presidência da República. Admiro este profissional de escol por toda competência, dedicação e engajamento nas diversas missões que executou em prol do nosso EB. Sua fidalguia, modo afável e relacionamento fácil desenvolvidos durante a carreira, fizeram do Malba um vetor de comunicação social especial na vida das OM que serviu. Agradeço-lhe a amizade e lealdade com que me brindou nestes anos de convívio fraterno.
Montanha!
Gen Eduardo Paiva Maurmann, ex-comandante da 4ª Brigada de Montanha.
Acompanho a carreira do Cel Malbatan desde seus tempos de Cadete, no Curso de Infantaria da AMAN. Já ali se prenunciava sua sociabilidade, descortino, dedicação e capacidade profissional.
Já na Reserva, tive a satisfação de reencontrá-lo em Juiz de Fora, onde pude acompanhar seu empenho e operosidade no exercício do comando e nas atividades de assessoramento.
Cumprimento o prezado amigo pelo desempenho de sua desafiadora tarefa na Comunicação Social da nossa Brigada e formulo votos de muita felicidade. Abraço forte, Malbatan.
Cel Arthur Guerra, ex-comandante do 10º Batalhão de Montanha.
Cel Henrique, ex-chefe do Estado Maior da 4ª Brigada de Montanha.
Ao amigo Cel Malbatan, oficial a quem tenho a honra de conhecer desde minha formação, meu agradecimento pela forma sempre gentil com que sempre me tratou e pela amizade dispensada a mim e a minha família, em especial nesses últimos três anos em que tivemos a oportunidade de voltarmos a nos encontrar. Assim, desejo votos de muito sucesso em seus novos projetos pessoais e profissionais.
Cel Augusto Perez, ex-comandante do 4º Grupo de Artilharia de Montanha.
Empresário Marcos Saçço, proprietário dos Fogos Nicolino
domingo, 28 de fevereiro de 2021
VENCER A CORRENTEZA - POR OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS
As últimas semanas foram recheadas de acontecimentos que afrontaram o desejado equilíbrio entre os Poderes. Nada bom para o País.
Uma marcante característica da nossa República é a hegemonia do poder Executivo, detentor de muitas ferramentas de indução, até de pressão, para fazer valer seus objetivos políticos.
O mais claro desses alvos é a busca e a manutenção do poder. Aceito como natural esse apetite pelo mando (sucesso). Não há originalidade a quem demonstre essa tendência. Ressalto, entretanto, que os sinais dessa postura não devem se inclinar para o benefício de poucos, mas, ao revés, apontar para o amparo de todos.
A anomia moral que prevalece nesta Terra de Santa Cruz vem impactando o “andar da carruagem”, cujo passageiro é a sociedade tão sofrida.
Os cocheiros mostram-se imprudentes e negligentes ao escolherem o caminho mais acidentado e pouco iluminado que nos impede de discernir um futuro de estabilidade política com paz social.
Há poucos dias, um interlocutor, diante de minha aflição, me arguiu: quando se está no mar e somos tomados por uma forte correnteza, que opções podem ser adotadas? Camarada, ele adiantou: enfrentar a correnteza ou deixar-se levar.
Na primeira opção, as forças podem ser sugadas pelo esforço físico do embate e você perece sem alcançar a praia.
Na segunda, a correnteza pode levá-lo a tão longe que você perderá a referência, ficando incapaz de distinguir o contorno da praia.
A meu ver, nenhuma das alternativas deve ser adotada pelos que desejam sinceramente o bem do País.
Sozinhos não temos força para enfrentar o antagonismo da corrente. E se não tivermos força para enfrentá-la, ficaremos à deriva.
É necessário compreender o que se passa. Aliás, “compreender significa, em suma, encarar a realidade, espontânea e atentamente, e resistir a ela – qualquer que seja, venha a ser ou possa ter sido” (Hannah Arendt).
Resta-nos, como sociedade consciente de nossos anseios, assoprarmos os apitos de sobrevivência (lembram-se do filme Titanic) para que o som chegue a outros impactados do mesmo espírito de preservação.
Os gritos facilitarão a reunião. Juntos, reforçaremos o emocional. Traçaremos estratégias factíveis. Escoimaremos o pânico. Nos manteremos flutuando para enfrentarmos a astuciosa correnteza que teima em nos afastar de nossos anseios.
Ainda temos força e esperança. A praia está longe, mas à vista. E, sobretudo, percebe-se senso de urgência para a ação.
Paz e Bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros
General de Divisão R1
sábado, 27 de fevereiro de 2021
ADEUS AMIGO ZÉ KODAK... "AINDA OUÇO A ÚLTIMA BATIDA DO SURDÃO..."
Nos deixou prematuramente nessa madrugada o querido amigo José Carlos Passos, nosso estimado Zé Kodak.
Juiz de Fora amanhece mais triste nesse nublado sábado de fevereiro, mês que ele tanto amava, pois nele nos levava felicidade com a sua Banda Daki.
Nascido na cidade de Bicas veio cedo, na década de 60, para Juiz de Fora e daqui não saiu mais, onde se estabeleceu como comerciante com a Focus Filmes, famosa loja do Zé Kodak, situada na "galeria da escada rolante" e se tornou o mais empolgado e vibrante carnavalesco de todos os tempo e logo depois se transformou nosso General da Banda.
A importância da Banda Daki ("não existe Banda Daki sem Zé Kodak") é tamanha que em dezembro de 2004, no apagar das luzes de sua administração o ex-prefeito Tarcísio Delgado a tornou "Patrimônio Imaterial" de Juiz de Fora.
O samba está de luto, Juiz de Fora está de luto...
Vá em paz meu querido amigo Zé Kodak, em breve nos reencontraremos ao lado de nosso criador e de tantos outros do mundo do samba que já nos deixaram.
Missão cumprida Zé e que Deus conforte a todos nós nesse momento de tamanha perda.
Fica como lembrança sua entrevista em "Encontro com CR".
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
4º GAC L MTH CAPACITA SEUS MILITARES PARA AS ATIVIDADES DO ANO DE INSTRUÇAO
No dia 22 de fevereiro, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, deu início à capacitação técnica e tática do efetivo profissional (CTTEP) no ano de 2021.
O comandante do 4º GAC L Mth, Tenente-Coronel Rodrigo Coutinho Ferreira realizou a abertura da atividade, apresentando as Diretrizes de Comando 2020-2021. Na sequência, o oficial de prevenção de acidentes da instrução do Grupo ministrou a primeira Instrução, versando sobre "Prevenção de Acidentes e Gerenciamento de Risco nas Atividades Militares", marcando o início da CTTEP-2021.
A primeira semana tem por objetivo principal realizar a preparação e a atualização dos militares responsáveis pela formação básica do efetivo a ser incorporado a partir de 1º março do corrente ano.
4º GAC L MTH REALIZA SOLENIDADE DE MATRÍCULA DOS ALUNOS DO NPOR
No dia 22 de fevereiro, o 4º Grupo de Artilharia de Campanha Leve de Montanha (4º GAC L Mth), “Grupo Marquês de Barbacena”, realizou a solenidade de matrícula de 20 novos alunos do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR).
A solenidade teve início com a tradicional abertura do Portão das Armas pelo aluno Lucas Macedo de Castro, mais novo entre os alunos matriculados no corrente ano. Após a entrada, ocorreu, no Pátio General Fassheber, a formatura de matrícula, presidida pelo comandante do 4º GAC L Mth, Tenente-Coronel Rodrigo Coutinho Ferreira.
O NPOR se destina a formar o aspirante a oficial da reserva, habilitando-o a ingressar no corpo de oficiais da reserva do Exército Brasileiro. O NPOR do 4º GAC L Mth iniciou suas atividades em 1948, destacando-se dentre os aspirantes a oficial de Artilharia formados na primeira turma o ex-presidente Itamar Franco, que dá nome ao pavilhão escolar da Unidade.
Crédito fotos: 2º Sgt Barela, Sd Wellyson e Sd Santos
Profissão militar: um sacerdócio - Por Otávio Santana do Rêgo Barros
Nos primórdios da carreira militar essa frase título nos é apresentada e seu significado permanece entranhado em cada um de nós: dedicação incondicional à Pátria, submissão constitucional aos poderes da República e perfeito entendimento de que somos uma Instituição estritamente de Estado.
Passados mais de quarenta e cinco anos do meu primeiro contato com a farda, percebo que esses princípios em nada mudaram.
A manutenção de um padrão de comportamento tão austero exige dos integrantes das Forças Armadas abdicar de envolver-se em “armadilhas” que possam desvirtuar o core da Instituição. Não somos melhores nem piores. Somos distintos, já que carregamos a responsabilidade de agentes da violência em nome do Estado.
Os atributos inatos da profissão servem para sustentar posturas, nem sempre bem compreendidas pela sociedade em geral, que são essenciais para o encaminhamento do sacerdócio.
Nos últimos trinta e cinco anos - período pós governo militar -, o Exército fixou-se em procedimentos ainda mais rígidos de comportamento, com a finalidade de profissionalizar o estamento e, pouco a pouco, alargar a confiança com a qual a sociedade sempre o qualificou.
Estou convicto do êxito dessa empreitada.
A mais importante dessas condutas foi, a bem da verdade, um posicionamento reativo: não introduzir a política partidária dentro dos muros dos quartéis.
A história se renderá ao comportamento de todos os comandantes da Força, cada um ao seu tempo, no objetivo de proteger, particularmente os mais jovens, do contato com os movimentos eleitoreiros que nublam a consciência do jovem soldado, inapto para entender todas as nuanças desse envolvimento.
Os militares participam de cerimônias, próprias de liturgias seculares, que demarcam a ascensão ao longo da carreira, repletas de profundos significados.
Lembro-me do dia (03 de março de 1975) em que entramos pelos portões da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) em Campinas, eu ainda vestindo a farda de aluno de Colégio Militar, para dar início à caminhada de oficial do Exército.
Cerimônia simples, intimista, apenas familiares e membros do corpo permanente daquela organização de ensino militar. Se teve discurso, não me lembro quem o proferiu, tampouco o seu conteúdo, mas seguro estou que nada havia de política.
Naquele mesmo ano, juramos à Bandeira, em admirável formatura no pátio central da Escola. Se teve discurso, não me lembro o conteúdo, tampouco quem o proferiu, mas seguro estou de que nada havia de política.
Após três anos, lá concluímos o ensino médio e nos aprumávamos para a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), o nível universitário na formação dos oficiais do Exército. Bela cerimônia. Se teve discurso, não me lembro quem o proferiu, tampouco o seu conteúdo, mas seguro estou que nada havia de política.
Não preciso ir adiante nessa trajetória. O objetivo deste artigo é alertar, veementemente, para a inadequação, a qualquer tempo, do uso de púlpitos militares, para recados políticos.
Nessas ocasiões, o que os perfilados imóveis e seus convidados extasiados de alegria esperam ouvir são incentivos motivacionais, sustentados em predicados militares, elaborados por autoridades militares ciosas da importância de não misturar água (sacerdócio militar) com azeite (política partidária). Não se mesclam.
Não é justo que a pureza de momentos tão especiais seja turvada por quaisquer pronunciamentos que não estejam alinhados no profissionalismo militar, na servidão de coração e na ética militar.
Paz e Bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros
General de Divisão R1










































