segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Gen Ex Villas Bôas: Apenas o Comandante pode falar sobre questões institucionais

Nota DefesaNet
Entrevista como publicada no Portal Estadão, que é mais abrangente que a da versão impressa de OESP.

O Editor
Tânia Monteiro
Estado São Paulo


 

 O Comandante do Exército General-de-Exército Eduardo Villas Bôas tendo ao fundo a sua marca registrada como ex-Comandante do Comando Militar da Amazônia Foto - OESP
BRASÍLIA Dois dias depois de se ver obrigado a demitir o Comandante Militar do Sul, general quatro estrelas Antonio Hamilton Martins Mourão, e transferi-lo para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília, por conta de declarações de cunho político nas quais pregou o “despertar de uma luta patriótica” e disse também que "a vantagem da mudança (da presidente da República) seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção", o Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, concedeu entrevista ao Estado na qual avisou que quem fala pela Força é ele. Mas defendeu que “militar pode falar” e “tem de falar”, ressalvando, no entanto que “cada um na sua esfera de atribuição”. O general advertiu que “em questões institucionais, quem se manifesta é o comandante”.
O general Villas Bôas reconheceu que “há uma crise ética no País” embora ressalve que a chegada do PT ao poder “não tem responsabilidade nisso”. Disse também que “a corrupção está instalada no Brasil”, mas ressaltou que todas as instituições estão em pleno funcionamento e que “não há chance” de intervenção politica dos militares. Ao falar da crise econômica citou que ela teve forte impacto na Força, que “temos problemas nas fronteiras”, que está faltando munição e a substituição dos 226 mil fuzis FAL, da década de 60, pode demorar 226 anos porque atualmente só há recursos para se comprar mil fuzis por ano.
A seguir, os principais pontos da entrevista concedida pelo general, no último sábado, em seu gabinete, no Quartel General do Exército, quando comemorou, com chimarrão na mão, pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que aponta as Forças Armadas como as instituições com mais credibilidade no País, nove pontos acima da Igreja, que está em segundo lugar. Gaúcho de 63 anos, o general Villas Bôas comanda os 217 mil homens do Exército, desde fevereiro passado.
A demissão do general Mourão foi uma punição exemplar?
Trata-se de um oficial reconhecido na Força, que tem todo o respeito do comandante. Mas esta questão não pode ser abordada de maneira simplista. Em momento conturbado, não é desejável nada que produza instabilidade ou insegurança. A nossa preocupação é de cooperar para manutenção da estabilidade para que as instituições possam cumprir seus papéis e caminhar em direção à solução da crise em nome da sociedade.
Foi isso que nos moveu, para que nenhum movimento venha gerar insegurança ou instabilidade. Essa movimentação (do general Mourão) teve o sentido de mostrar que toda e qualquer manifestação do Exército tem de ser institucional.
O sr. teme que este episódio possa levar a solidariedade ou indisciplina na Força?
Dentro do Exército, não, absolutamente. No Exército, isso não é mérito meu, recebi assim. O Exército nunca esteve tão disciplinado e tão coeso. Não há preocupação neste sentido. Todo e qualquer pronunciamento desta natureza, neste momento tem de ser institucional, por intermédio do seu comandante. Isso que aconteceu, se não se tomasse nenhuma providência, poderia ser um precedente e poderia voltar a acontecer, inclusive com manifestações em outro sentido. A intenção é essa. Fazer um sinal de que este procedimento não pode ser aceito.
Se outros militares da ativa fizerem declarações como essa podem sofrer punições semelhantes?
Não há como estabelecer um parâmetro rígido de comportamento porque tudo depende do contexto, do teor, da conjuntura. Mas, de uma maneira geral, sim. Manifestações tanto em um sentido, quanto em outro, não são desejáveis. Institucionalmente quem se manifesta em nome do Exército é o comandante.
Militar não deve falar?
Militar tem de falar, pode falar. É lógico que, cada um na sua esfera de atribuição e nas questões institucionais, quem se manifesta é o comandante. A sociedade brasileira se desacostumou a ouvir os militares e sempre que os militares se manifestam isso causa alguma reação, repercussão, e não deve ser assim. O segmento militar faz parte da sociedade e do Estado e tem um papel muito importante.



Diante desta crise toda que vivemos no País, qual é o papel dos militares?
Eu acho estranho que declarações do general Mourão estejam sendo interpretadas como tendência de atuação do Exército, Eu tenho sido bastante enfático, em várias ocasiões, dizendo que o papel do Exército é preservação, manutenção da estabilidade e toda e qualquer atuação do Exército será absolutamente institucional e constitucional. Não há nenhum risco de que o Exército venha atuar fora destes limites.
Então não há chance de os militares tentarem alguma aventura?
Não há chance disso. O Brasil é um país com instituições sólidas e amadurecidas, que estão cumprindo seus papéis. O Brasil é um país sofisticado, com sistema de pesos e contrapesos, ou seja, não há necessidade de a sociedade ser tutelada. Nosso papel é essencialmente institucional, legal e focado na manutenção da estabilidade para permitir que as instituições cumpram suas funções.
O sr. falou do risco de uma crise política atual se transformar em crise social e isso sim dizia respeito às Forças Armadas...
O Exército passou 14 meses como força de pacificação na Favela da Maré porque havia risco de crise social e o Exército foi chamado a intervir. Não há alarmismo nisso. É uma situação prevista na Constituição. Tanto é que fomos empregados, na Maré, no Alemão, em terra indígena em Mato Grosso. E nos preocupa sim porque se a crise econômica prossegue, o desemprego, a falta de perspectiva, é natural que isso acabe se transformando em um problema social e problema social se se agrava, se transforma em violência, e se se transforma em violência, passa a nos dizer respeito diretamente. Este é o papel constitucional do Exército e isso não manifesta nenhuma intenção de quebra de institucionalidade. Nosso papel é manter a estabilidade e nos preocupa qualquer coisa que venha eventualmente a quebrar esta estabilidade
Isto não tem nada a ver com intervenção política?
Absolutamente. Isso não tem nada a ver. É bom que fique claro isso.
O governo tem baixíssima credibilidade, pesquisas ruins, e sob acusação de corrupção, problemas éticos, econômicos. A presidente tem condição de enfrentar e superar este momento?
Cabe às instituições solucionarem. Temos o Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União, a Polícia Federal, todas as institucionais do Executivo, Legislativo e Judiciário, estão funcionando.
A gente sente que há uma incerteza. São tantos atores, as variáveis que se movimentam que é difícil dizer qual será o desfecho disso. Mas eu acredito que o desfecho vai ser institucional. Esta situação vai se solucionar sem quebra da normalidade institucional do País.
O presidente da CUT convocou a população a pegar em armas e ocupar trincheiras para defender o mandato da presidente...
Este tipo de manifestação nos preocupa porque se trata de incitamento à violência. Ela não contribui para a estabilidade do País e a normalidade do funcionamento das instituições. Mas é algo que diz respeito à segurança publica diretamente. Então nos preocupa mas, de maneira nenhuma, vai provocar nossa atuação.
O sr. teme que, caso o Congresso decida pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff haja uma convulsão social e o Exército tenha de entrar?
O Exército deve estar preparado para qualquer emprego previsto na Constituição.
Um presidente da Câmara dos Deputados acusado de vários crimes é um problema?
Esse é um problema que toca diretamente e deve ser solucionado no ambiente do Legislativo. Não faz parte das atribuições do Exército.
Há uma crise ética no País?
Há uma crise ética no País. Inclusive, eu acho interessante que está muito comum, muito mais do que se pensa, as pessoas nos demandarem, exigir que o Exército tome providências para solucionar a crise. Mas as pessoas estão demandando, na verdade, são os valores que as Forças Armadas encarnam e representam e que a sociedade está carente. E há a percepção que sem a restauração destes valores é difícil que o Brasil recupere trajetória de evolução, do progresso e do desenvolvimento.
A chegada do PT ao poder tem responsabilidade nisso?
Não, absolutamente. Essa crise ética da sociedade brasileira é um processo que não se instaura de um momento para o outro. Isso já vem de algum tempo. Nem mesmo a autoridade da professora na sala de aula está sendo mais reconhecida. A questão ética se agravou, mas paralelamente as instituições tem cumprido com muito mais eficiência e visibilidade os seus papéis.
O sr. concorda com a ideia de que a corrupção está instalada no Brasil ou não?
Concordo. Mas eu diria que este é um estado de coisas que nós vivemos. Durante a Operação Pipa, no Nordeste, 60% dos 6800 caminhoneiros que trabalham na distribuição de água tentaram algum tipo de fraude. Não se trata de estigmatizar o caminhoneiros. Não é isso. Os caminhoneiros fazem parte da sociedade brasileira. São práticas que se tornaram comuns na sociedade e isso é a base de uma pirâmide . A medida que vai subindo, vai se potencializando.
O Exército foi muito atingido pelos cortes?
O corte de 40% no orçamento provocou redução do ritmo de implantação dos projetos. Reduzimos ao mínimo que não produzisse descontinuamento dos projetos. Mas, se a situação perdurar no próximo ano, causará perdas irreparáveis. Não é só que não vamos fabricar tal equipamento. São concepções, tecnologias, capacitação de pessoal, estruturação física de fabricação que se perde, além de capital intelectual. Este é um aspecto muito preocupante. O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, está empenhado em buscar soluções para que se produza regularidade, continuidade e previsibilidade nos recursos para os projetos de defesa.
E no custeio, o corte afetou?
Conseguimos chegar ao final do ano sem precisar recorrer a medidas tomadas anteriormente que foram extremamente negativas para a força como o licenciamento mais cedo ou adotar meio expediente. São medidas que, se prolongadas, causam até desprofissionalização. Nos preocupa nos próximos anos que o custeio também se agrave e as consequências serão graves. Não podemos cortar efetivo. No Nordeste, por exemplo, onde executamos tarefas de distribuição de água, eu tenho gente passando sede. É importante que se tenha essa compreensão que o nosso custeio não pode sofrer mais corte porque quem vai sofrer consequências será a própria sociedade.
Os cortes vão trazer problemas para as fronteiras?
Hoje nós já temos problemas nas fronteiras. Apesar de todo o esforço, todo o sacrifício de nosso pessoal, nós temos dificuldades para cumprir nossas missões.
O Sisfron (sistema de vigilância das fronteiras) está ameaçado?
Está ameaçado. A previsão original era de instalação em dez anos, de 2012 a 2022. Com o ritmo orçamentário que se estabeleceu, essa conclusão já foi adiada para 2035 e agora, com a crise, se estima que não ficará pronto antes de 2065. Ou seja, todas as as tecnologias desenvolvidas agora já estarão obsoletas. E este é um projeto fundamental, importantíssimo, talvez o mais urgente para o dia a dia da sociedade brasileira, que está ameaçado.
Os equipamentos do Exército estão obsoletos?
Em equipamentos básicos, de comunicações, não. Um soldado brasileiro equipado tem a mesma configuração de um soldado de país desenvolvido, mas sistemas mais complexos que estávamos em desenvolvimento serão prejudicados. O desenvolvimento de mísseis e foguetes sofrerá atrasos. O sistema de artilharia anti aérea também. A produção do blindado guarani, está sofrendo atraso tanto no ritmo de aquisições, como no desenvolvimento de outros mais modernos para o futuro. O prejuízo é qualitativo e quantitativo.
E os fuzis estão obsoletos?
Nós usamos ainda o fuzil FAL da década de 60, que já está se tornando obsoleto. A Imbel (Indústria de Material Bélico) desenvolveu o fuzil IA2, que já está sendo usado pelas tropas brasileiras no Haiti. Este fuzil está sendo produzido, mas num ritmo muito menor do que seria necessário. Precisamos substituir os 226 mil fuzis. Mas só estamos comprando mil deles por ano. Nós também continuamos carentes de munição. Está faltando munição e isto deixa o adestramento prejudicado. Não está sistematizada a produção de munição num ritmo suficiente para atender nossa demanda.
Isso quer dizer que caso precise haver emprego da Força, nós poderemos ter problemas?
Poderemos.
Há preocupação com este emprego muito constante das Forças Armadas?
Há preocupação porque este emprego deve ser episódico. Nossa tropa não é preparada para ações policiais. Neste tipo de emprego, a solução para o problema local vem de os outros setores da sociedade. As Forças Armadas entram para dar estabilidade, para que outros órgãos possam chegar para trabalhar e prover o atendimento da população, inclusive a polícia.
As Forças Armadas estão sendo chamadas para exercer o papel que as Polícias Militares não conseguem?
Tenho profundo respeito pela Polícia Militar. É uma profissão que é exercida em uma sociedade com total perda de disciplina social, com cultura do ilícito e é uma profissão que o chefe de família, a cada manhã, se despede da família, sem saber se volta pra casa. Os policiais são extremamente corajosos. E é uma instituição estigmatizada junto à sociedade. Eles têm um valor enorme. Ainda há restrições que sofrem em razão da legislação da área penal, mais ainda a questão dos direitos humanos, que protege muito mais quem pratica o crime, do que o próprio policial. Por tudo isso tenho profundo respeito pela polícia.
O País está preparado para as olimpíadas?
Os recursos estão sendo alocados e a participação do Exército não se resumem só à segurança.
Um dos maiores complexos esportivos está sendo construído na região da Vila Militar, em Deodoro (RJ) e temos participação no desenvolvimento dos jogos, vários setores da organização e segurança.
Há algum risco?
Há algum risco na organização do evento e esta é uma preocupação natural que temos. Daí a importância da promulgação lei antiterrorismo pelo Congresso, recentemente. O Brasil não tem tradição de terrorismo, mas os jogos olímpicos o tem.
http://www.defesanet.com.br/terrestre/noticia/20704/Gen-Ex-Villas-Boas--Apenas-o-Comandante-pode-falar-sobre-questoes-institucionais/

Gen Ex Bini Pereira – Alertar é Preciso!

"A farda não abafa o cidadão no peito do soldado!”,
General Osório

Vem sendo veiculada com frequência pela mídia a afirmação de que “as instituições de nosso país estão consolidadas e funcionando corretamente”. E está sempre presente em debates de TV, artigos e reportagens porque é dita ou escrita num contexto de temas sobre o grave e vergonhoso momento por que passa o País. Trata-se de verdadeiro paradoxo, pois, se consolidadas e funcionando corretamente, a Nação não estaria convivendo com o que tem sido considerado o pior período da História nacional, em que se nota visível e crescente decadência moral e ética no campo interno e preocupante descrença externa quanto ao futuro do Brasil.
Talvez a afirmativa seja uma advertência para possíveis atitudes extremas e aventureiras, como golpes e intervenções de qualquer natureza. Entretanto, o estudo das instituições quanto ao seu funcionamento e à sua consolidação carece de uma análise de respostas. Para quem e para que funcionam? Estão realmente consolidadas?
No campo militar – razão maior deste artigo –, os chefes militares vêm sendo questionados por líderes políticos, empresariais, religiosos, sociais e outros segmentos da sociedade civil. Querem saber qual a posição das Forças Armadas caso ocorra uma grave crise institucional e que soluções teriam para impedir que ela instale o caos no País. Não são “vivandeiras de quartel”, mas, sim, personalidades que consideram as Forças Armadas um verdadeiro esteio do regime democrático a ser preservado no Brasil
Sem exceção, os chefes militares insistem que a solução deve vir das lideranças civis e estar consoante com os princípios constitucionais. Tal atitude vem sendo adotada desde o início dos governos da Nova República. Nestas mais de três décadas, elas acompanharam a vida política do País sem nenhuma interferência no processo institucional. Cumpriram e cumprem ainda um papel imprescindível.
Em todos estes anos as Forças Armadas ouviram em silêncio críticas, ofensas e inverdades de toda ordem. Ainda hoje, atribuir ao regime militar todos os males que afligem o povo brasileiro é praxe constante. Foi essa atitude crônica e repetitiva das esquerdas brasileiras que contribuiu para que contraíssem uma doença mental diagnosticada como esquerdopatia.
Recentemente os costumeiros esquerdopatas voltaram a se manifestar. Um general de quatro estrelas, integrante do Alto-Comando do Exército, altamente conceituado na Força, de moral e integridade inatacáveis, enumerou e analisou possíveis cenários que poderiam concretizar-se em curto prazo no País. Um estudo de Estado-Maior, oportuno e de veracidade inquestionável, apresentado a jovens militares em ambiente reservado.

Com sua análise o general cumpriu um dos maiores deveres que o chefe militar tem obrigação de cumprir: o de manter seus comandados bem informados, principalmente nestas horas de total escuridão, desacertos, mentiras e degeneração política e moral do País. Em nenhum momento de seu estudo e de sua apresentação foi observada qualquer proposta concreta ou uma simples sugestão com o objetivo de intervenção nos Poderes constituídos.
No último cenário apresentado, o general, com muita propriedade, alertou que o agravamento de uma crise institucional poderia conduzir o País a uma caótica conjuntura; nesse caso as Forças Armadas teriam de ser empenhadas e, por isso, deveriam estar adestradas.
Foi o bastante para que esquerdopatas de plantão, a maioria conhecida por seu ranço ideológico e aversão aos militares, considerassem sua análise como uma real proposta de golpe militar. Deveriam, sim, ler com mais atenção os artigos 136, 137 e 142 da Carta Magna, pois neles estão previstas as atribuições de diversos órgãos públicos caso uma grave instabilidade institucional ocorra.
Não serão nossas frágeis e desacreditadas instituições que atuarão, mas, indubitavelmente, as Forças Armadas, que para tal missão devem estar preparadas. É bom lembrar palavras de Barack Obama em saudação a militares dos EUA: “O que mantém o nosso sistema democrático são as nossas Forças Armadas”. No Brasil, uma declaração desse teor é impossível. Os esquerdopatas considerariam um incentivo à intervenção militar.
O general foi exonerado do comando, por orientação ministerial, por ter feito críticas à incompetência, má gestão e corrupção do Poder Executivo. O ministro da Defesa, de formação comunista e no presente um “democrata”, bem que poderia, com essa evolução de princípios políticos, orientar os integrantes de seu partido (PCdoB). Este, sim, um partido que apoia e defende organizações e falsos movimentos sociais que ainda pregam a derrubada de regimes democráticos “adolescentes”, até se necessário com o uso da força. Tal qual o PT, também segue a cartilha do Foro de São Paulo.

Seus intelectuais gramscistas e ideólogos esquerdopatas sabem que as Forças Armadas brasileiras são a instituição que precisa ser denegrida ou cooptada para a instalação de um regime espúrio e bolivariano no País. Este silêncio agora imposto aos militares da ativa se enquadra nesse propósito. Segundo o Foro, os militares são seres amorfos, sem personalidade, desprovidos de inteligência, alienados e cidadãos de segunda classe, que não poderão manifestar suas inconformidades com o atual estado de calamidade política, econômica e social do País.
Felizmente, existe a esperança de que os estudos de Estado-Maior sobre a realidade brasileira, idênticos ao do general agora exonerado, continuem a ser realizados, como uma sólida armadura contra os que desejam regimes espúrios e esdrúxulos para o Brasil. Que sejam um alerta à sociedade brasileira quanto ao crítico estado de iminente ingovernabilidade do País.
Por outro lado, vê-se com imensa decepção e tristeza a incapacidade de nossas lideranças políticas de gerir os destinos e interesses da brava Nação brasileira. Para elas, os seus interesses – individuais e de seus grupos – são prioritários e estão acima dos anseios do povo. Por isso, alertar é preciso!

Rômulo Bini Pereira
General-de-Exército R/1,
foi chefe do Estado-Maior do Ministério da Defesa

Publicado na seção de Opinião de OESP 08 NOV 2015

http://www.defesanet.com.br/dita/noticia/20772/Gen-Ex-Bini-Pereira---Alertar-e-Preciso-/ 

Se Marieta Severo pode puxar o saco de Dilma, por que Belfort não pode gritar “Fora, governo corrupto!”?

Pois é…

Quando a atriz Marieta Severo puxa o saco de Dilma num programa de TV, logo aparece alguém pra dizer que os artistas têm direito a uma opinião e coisa e tal.

Sim, claro que têm. E creio que isso também valha para os lutadores, não?

Na madrugada de domingo, no Ginásio do Ibirapuera, depois de vencer Dan Henderson de forma fulminante, o lutador Vitor Belfort não economizou:

“Quero agradecer ao povo brasileiro que ficou acordado até de madrugada para me apoiar, no meio desta crise, com esse governo corrupto, que precisa acabar. Fora, governo corrupto! Consciência, Brasil! A consciência de vocês tem que estar bem atenta agora porque é o momento de mudança. Estou aqui para provar isso: você, às vezes, cai, mas cai de cabeça para cima, e a gente se levanta”

Ué… Vai encarar? Rsss… É bom a luta não depender de dinheiro público, né?

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/se-marieta-severo-pode-puxar-o-saco-de-dilma-por-que-belfort-nao-pode-gritar-fora-governo-corrupto/

LBV arrecada doações para Campanha de Natal




Com o objetivo de oferecer um Natal mais digno e feliz a milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social, a Legião da Boa Vontade promove a edição 2015 da Campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia!. A iniciativa visa arrecadar mais de 900 toneladas de alimentos não perecíveis a serem entregues, em cestas, no período de 8 a 24 de dezembro, a 50 mil famílias atendidas pelos programas socioeducacionais da LBV e as apoiadas por organizações parceiras da Instituição em todo o Brasil.

Cada cesta é composta de arroz, feijão, óleo, açúcar, leite em pó, macarrão, farinha de mandioca e de trigo, fubá, goiabada, gelatina, massa para bolo, extrato de tomate e sal. As doações para a campanha podem ser feitas pelo site www.lbv.org/natal, pelo telefone 0800 055 50 99 ou em uma das unidades de atendimento da Instituição no Brasil (os endereços podem ser consultados no site da LBV).

Dezenas de artistas também estão apoiando a campanha em uma grande corrente por meio do “#UmDesafioSolidário”. Saiba mais acessando os perfis da Legião da Boa Vontade nas redes sociais: Facebook (LBVBrasil), Twitter (@LBVBrasil) e Instagram (@LBVBrasil).

Natal Permanente da LBV

Movida pelo ideal de Fraternidade que a sustenta, sentimento inspirado nos ensinamentos e exemplos de Jesus, a Legião da Boa Vontade trabalha, desde seus primórdios, para melhorar a qualidade de vida das populações menos favorecidas. Já na década de 1940, iniciou uma campanha diária e ininterrupta contra a fome e a pobreza, instituindo seu Natal Permanente. A partir daí, além do amparo imediato e da constante atuação nos campos da assistência social e da educação, que vêm mudando o destino de milhares de pessoas em todo o país, a LBV tem tradicionalmente mobilizado a população a fim de proporcionar um Natal melhor às famílias em situação de vulnerabilidade social.

Tribuna relembra lugares que marcaram época na cidade ed Juiz de Fora - Parte II

Segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Escola de datilografia Remington

(Foto: Acervo Maria do Resguardo)
(Foto: Acervo Maria do Resguardo)

Se hoje é imprescindível ter conhecimentos básicos de informática para se ter um bom currículo profissional, até meados dos anos 1980 e início dos 1990,  o pré-requisito era saber datilografar. Em Juiz de Fora, quem teve aulas e domina a arte de operar máquinas de escrever pode ter passado por uma das escolas mais procuradas da cidade na época, a Remington, homônima a uma marca das máquinas. Ela ficava na Galeria Ali Halfeld, ao lado do Cine-Theatro Central.

“Trabalhei durante alguns anos dando aulas de datilografia na Remington, que na época era uma das melhores escolas, onde as pessoas se preparavam para obter um emprego, melhorando o currículo ao aprender a datilografar. Ela era situada ao lado do (então) Cinema Central, em uma galeria. De lá, as pessoas saíam com seus diplomas de datilógrafos, prontos para bater a máquina. Não existia o computador de hoje, mas era também muito bom.”

Margarida Regazio

Lanchonete das Lojas Americanas

(Foto: Acervo Maria do Resguardo)
(Foto: Acervo Maria do Resguardo)

Nem todos que passam pelo Calçadão da Rua Halfeld ou pela Rua Marechal Deodoro, pelas duas entradas das Lojas Americanas, lembra-se que o estabelecimento, décadas atrás, entre os anos 1970 e 1990, tinha uma badalada lanchonete, com acesso pela Marechal. Entre as lembranças gastronômicas estão o cachorro-quente, e delícias à base de sorvete, como sundae e banana split, boas pedidas  na parada estratégica para um lanchinho gostoso depois de uma voltinha no Centro.

“Tinha um bolo com sorvete na lanchonete, que delícia!”
Elizabeth Fernandes, via Facebook

“Ai meu Deus! E o sundae? O cachorro quente?”
 Marilia Gaio, via Facebook
 
“O cachorro quente das lojas americanas… que delícia!”
 
Katia Marinho, via Facebook

Drogaria Americana

(Imagens: Acervo Maria do Resguardo)

Nos anos 1970, a Drogaria Americana era ponto de referência em Juiz de Fora, não apenas pelo atendimento como farmácia, mas pelo grande relógio exposto na fachada da loja matriz, que informava a hora a quem passasse pelo Calçadão da Rua Halfeld. Com o fim do estabelecimento, nos anos 1980, o relógio, ponto tradicional do Centro, foi retirado, mas ficou na lembrança de quem já checou as horas por seus ponteiros.

“Viajei no tempo com todas as postagens. Senti falta da quase centenária Drogaria Americana da Rua Halfeld, exibindo sempre o seu famoso relógio, que marcava com orgulho os segundos  de nossas  vidas. Quanta saudade! Tenho ligação afetiva com ela, pois constitui família com um dos seus sócios, sou viúva do saudoso Joaquim de Almeida Pires.”

Eloá de Abreu Pires

http://www.tribunademinas.com.br/juiz-de-fora-gps-afetivo/

O apartamento do cardeal Bertone foi pago com dinheiro doado para um hospital infantil?

Livros recém-lançados na Itália trazem acusações muito graves contra altos membros da cúria romana

Bertone





Enquanto o papa Francisco prega e vive a pobreza a exemplo do santo cujo nome ele adotou, o mesmo nem sempre pode ser dito do restante da cúria romana, coisa que escandaliza os fiéis e os não crentes. Enquanto o papa Francisco compartilha a hospedaria de Santa Marta com outros sacerdotes e pede que as propriedades da Igreja sejam usadas para acolher refugiados e pobres, nem todos na cúria parecem ecoar e praticar o mesmo chamamento.

De acordo com um documento citado pelo jornalista Emiliano Fittipaldi em seu recém-lançado livro “Avarizia” (“Avareza“), existem 26 instituições ligadas de uma forma ou de outra à Santa Sé, valendo juntas um bilhão de euros.

A Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (Aspa) possui 5.000 apartamentos em Roma. E isso não é tudo. Há também “propriedades na Inglaterra no valor de 25,6 milhões de euros; na Suíça, valendo 27,7 milhões; na Itália e na França, valendo ao menos 342 milhões”. Este enorme patrimônio imobiliário está à disposição principalmente dos chamados “príncipes da Igreja”. Conhecido é o caso do cardeal Tarcisio Bertone, ex-secretário de Estado, salesiano, que vive num apartamento de 500m2 com vista para a Praça de São Pedro. Trata-se da fusão de dois apartamentos. De acordo com um documento citado por Fittipaldi, a fundação Bambino Gesù, que recebe as doações feitas ao hospital pediátrico de mesmo nome, direcionou 200 mil euros para a reforma do apartamento (Vatican Insider, 4 de outubro).

O novo Conselho de Administração da Fundação Bambino Gesù se reuniu na semana passada em Roma pela primeira vez. Os membros foram nomeados pelo cardeal Pietro Parolin, o secretário de Estado do Vaticano. Novos conselheiros, novos estatutos, nova missão: transparência, solidariedade e inovação. A diretoria da fundação que controla e procura recursos para manter o hospital da Santa Sé já vinha sendo trocada pelo cardeal Parolin desde janeiro – o que mostra que o “trabalho de limpeza” começou bem antes da publicação dos recentes livros-denúncia e é o resultado de uma política deliberada do papa e dos seus colaboradores mais próximos.

O que surpreende o comum dos mortais são as descobertas de Gianluigi Nuzzi, o jornalista autor de “Via Crucis“: o apartamento do cardeal Bertone “não é a exceção, mas a regra”, escreve ele. “Todos os cardeais da Cúria recebem uma residência funcional (…), normalmente nos esplêndidos edifícios situados a poucos passos da Colunata de São Pedro”.

A réplica do cardeal, que já tinha estado no centro das controvérsia em torno a esse apartamento no ano passado, não demorou. Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Bertone respondeu: “É uma injúria, outra das muitas acusações injustas e falsas que eu recebi nos últimos anos”.

Sobre o apartamento, o cardeal declara: “São 296m2 e eu não vivo sozinho. Na reforma, eu usei 300 mil euros das minhas economias. Esses 200 mil pagos pela Fundação Bambino Gesù são coisa que eles dizem, mas eu não autorizei nada disso”. Ele afirma ter pedido que o seu advogado “investigue o que realmente aconteceu. Se for verificado que houve fraudes em meu detrimento, é claro que eu não hesitarei em reagir. Eu quero ver o que foi pago, quanto foi pago e o documento que o comprova”.

http://pt.aleteia.org/2015/11/09/o-apartamento-do-cardeal-bertone-foi-pago-com-dinheiro-doado-para-um-hospital-infantil/

Edital para apoio no carnaval será aberto nesta segunda em Juiz de Fora


 Solicitação deve ser feita até 23 de dezembro
(Foto: Gil Veloso PJF/ divulgação)

O edital de solicitação de apoio e alvará para eventos carnavalescos em Juiz de Fora será aberto nesta segunda-feira (9). O procedimento é gratuito e obrigatório para blocos, entidades e qualquer outra atividade ligada à Folia de Momo.

O prazo para oficializar os pedidos termina no dia 23 de dezembro, e os solicitantes devem se dirigir ao Espaço Cidadão JF, localizado na Avenida Rio Branco, número 2.234, no Parque Halfeld, Centro da cidade, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

As solicitações serão analisadas por uma comissão, que se reunirá semanalmente, entre 18 de novembro de 2015 e 18 de fevereiro de 2016, formada por oito representantes de setores da Prefeitura e instituições relacionadas com os referidos eventos. Todos os pedidos serão avaliados no que diz respeito à liberação de alvará para uso do espaço público, porém, novos blocos, entidades carnavalescas e/ou outras atividades ligadas ao carnaval não poderão solicitar suporte material ou financeiro.

Junto com a documentação prevista no edital, é preciso apresentar o formulário e o requerimento específico, que estarão disponíveis no Departamento de Cultura da Funalfa e no Espaço Cidadão JF. Cópias digitalizadas podem ser solicitadas pelo e-mail funalfaculturapjf@gmail.com.

Os responsáveis que forem contemplados com auxílio financeiro terão que prestar contas da verba recebida até 30 dias após a realização do evento. É de responsabilidade do solicitante providenciar em tempo hábil, no Corpo de Bombeiros Militar, toda a documentação exigida para o evento proposto, obedecendo às orientações técnicas, conforme as características e especificidades de cada evento e/ou atividade.

Também cabe ao solicitante providenciar, com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o pedido de ponto de energia ou ligação de chave provisória de energia, se for o caso. O pagamento do referido serviço correrá por conta da organização do evento e não será considerado nos pedidos de apoio.

A resposta e o possível deferimento dos pedidos serão expedidos semanalmente, a partir de 1º de dezembro, através de correspondência escrita.

http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2015/11/edital-para-apoio-no-carnaval-sera-aberto-nesta-segunda-em-juiz-de-fora.html

ARMAS EM FUNERAL - SUBTEN PM PAULO CEZAR FLORENZANO


domingo, 8 de novembro de 2015

Coluna Cesar Romero - Tradição repaginada

POR JÚLIO BLACK

Seguindo tendência, Cesar Romero comemora as mais de 500 edições dominicais nos últimos 11 anos
Seguindo tendência, Cesar Romero comemora as mais de 500 edições dominicais nos últimos 11 anos
Um dos nomes mais conhecidos do jornalismo juiz-forano das últimas quatro décadas, Cesar Romero sabe que pedra que rola não cria limo. Por isso, a versão dominical de sua coluna na Tribuna ganha novo visual e formato a partir do próximo domingo, numa celebração dos 11 anos e mais de 500 edições do caderno especial e já antecipando as comemorações pelos 40 anos de atividade na imprensa local. O suplemento, publicado no formato standard, passará a sair no formato tablóide e em papel couché, que outrora era reservado apenas para ocasiões especiais, e tem projeto visual desenvolvido pela editora Lena Sperandio.
As mudanças, porém, não são apenas cosméticas. A edição dominical da coluna terá cobertura fotográfica ampliada, acompanhando um maior número de eventos, entre outras ideias que vão se tornar realidade. “Teremos maior interatividade com o leitor, que hoje já é muito ativo a partir de comentários, sugestões, críticas e notas enviadas”, diz ele. Haverá, inclusive, a seção “Fala quem sabe”, em que um leitor convidado vai opinar sobre um assunto escolhido para a semana. “Quem acontece”, por sua vez, vai tratar do que aconteceu ou vai acontecer.
Outras seções tradicionais da coluna vão continuar presentes – caso do editorial “Antenado”. “O ‘Papo de domingo’ terá maior frequência, e o próximo será com uma personalidade de impacto”, adianta Cesar Romero, mas sem entregar todo o ouro. “Vamos acentuar o ‘JF por aí’, com pessoas da cidade que se destacam além das fronteiras de Juiz de Fora nas mais diversas áreas. Seções como ‘Voo livre’, ‘Toque’, ‘Flashback’ (com fotos publicadas pela coluna anos atrás), ‘Na memória’ (relembrando eventos acompanhados pelo colunista) também continuam.”
Para Cesar Romero, as mudanças que poderão ser observadas na próxima semana são resultado natural da necessidade de se modernizar e atualizar. “A receptividade das edições especiais (aniversários da cidade e do próprio caderno, Natal etc.) sempre foi a melhor possível, e me cobravam que deveria ser assim sempre. O formato tablóide, com o papel couché dá ideia de se estar lendo uma revista”, destaca o colunista. “Quando apresentei a ideia para Suzana e Márcia Neves (diretoras da Tribuna), elas apoiaram de imediato. É um passo além que o jornal está dando.”
Ligado nos novos tempos
A paixão pela palavra impressa fez com que Cesar Romero criasse, em 1970, o seu próprio jornal, a “Gazeta Jovem”, feito com máquina de escrever e mimeógrafo, e ainda tivesse sua primeira reportagem, ainda adolescente, publicada na categoria de “jornalista mirim” no extinto “Diário Mercantil” – mesmo jornal em que teve sua primeira coluna social publicada, em 1976, e onde permaneceu até 1983 – quando, assim como outros colegas, ficou sabendo de sua demissão por meio de nota publicada na primeira página da última edição do jornal. Cesar passou, então, pelo “Correio da Mata” e “Estado de Minas” até ser contratado pela “Tribuna da Tarde” (atual “Tribuna de Minas”) em 1986. “O convite do Dr. Juracy Neves teve um significado imenso de valorização profissional para mim”, salienta.
O tempo atuando no colunismo social é suficiente para Cesar olhar para trás e se lembrar não apenas das histórias vividas e publicadas, mas também comentar o quanto o gênero mudou com o passar dos anos. “Antes havia mais destaque para os eventos sociais, mas passamos a seguir a tendência de diversificar os assuntos, até parecer um ‘minijornal dentro do jornal’”, analisa. “O leitor também mudou, é preciso dar informação para um público cada dia mais diversificado.”
http://www.tribunademinas.com.br/tradicao-repaginada/

Tribuna relembra lugares que marcaram época na cidade de Juiz de Fora

Bem disse Ziraldo, no clássico infantil “O Menino Maluquinho” que a única coisa que não se pode segurar é o tempo. Com a passagem dele, perdemos de vista lugares, pessoas e referências que marcaram épocas, e com a cidade de Juiz de Fora não é diferente. Com a ajuda de leitores, a Tribuna listou lembranças da cidade, lugares que foram “points” de outras gerações, o canto certo para lanches que até hoje persistem na memória, o lazer de crianças que hoje são adultos saudosos, ou a grande novidade da terrinha em outros tempos.
Como uma espécie de GPS afetivo, a matéria conduz por lugares que já não habitam o mapa atual de Juiz de Fora, mas seguem intactos onde nem o tempo conseguirá apagá-los: nas memórias.
Este é só o começo desta viagem no tempo. Ao longo da semana, a Tribuna relembrará outros locais caros aos juiz-foranos e que não mais existem. E mais importante, convida você, leitor, a participar do processo, dividindo suas histórias e sugerindo mais locais inesquecíveis da cidade. Sempre que recebermos seu texto, foto ou até mesmo vídeo de sua lembrança querida, vamos postar aqui, fazendo desta matéria, um mergulho nas lembranças dos juiz-foranos.
Embarque conosco! Envie seu  material para internet@tribunademinas.com.br, pelo Facebook no jornal ou entre em conosco pelo whatsApp da Tribuna 99975-2627 e esta página será atualizada diariamente com novos fragmentos de memória afetiva, criando o que certamente será uma rolagem infinita de boas recordações e nostalgia.

Del Center

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(Fotos: Arquivo TM)
Fundado em meados dos anos 1980, o Del Center era uma grande loja de departamentos com roupas, brinquedos, eletrônicos e artigos diversos, situado bem no coração da cidade: A Avenida Rio Branco, perto do Parque Halfeld.
Lembro com carinho do Del Center com o elevador panorâmico que permitia observar todos os departamentos (um por andar). Uma imensa variedade de produtos que enchia os olhos de todos que passavam por lá. “
Gilson Salomão Pessôa, 37 anos, funcionário público

Sorveteria Polar

(Foto: Arquivo TM)
(Foto: Arquivo TM)
Também na Avenida Rio Branco, perto da esquina com a Rua Braz Bernardino (apenas um dos endereços que a casa teve, na foto, em 1982), quem não se lembra da sorveteria Polar? O lugar tinha sorvetes deliciosos e também salgados famosos, como o folheado de queijo.
“Eu nunca tinha tomado sundae na minha vida! Minha irmã resolveu fazer a alegria da caçulinha da casa. As duas seguiram para o lugar sensação do momento: a sorveteria Polar. O balcão tinha um “andar” de baixo onde as pessoas apoiavam as bolsas. E foi lá, no lugar destinado aos adultos, que deixei meu sorvete e curti cada colher daquela delícia. Até hoje comentamos isso. A felicidade que tive ao tomar sundae e ainda me sentir acolhida como uma criança jurando ser adulta – nem que fosse durante as colheradas do sorvete! Deu saudade lembrar do sabor!”
Renata Vargas, 43 anos, professora universitária

Front


front
Imagens: Arquivo TM/ César Romero
A geração que se aproxima ou já está na casa dos 30 anos certamente se lembra dos agitos no Front, que ficava na Rua São Mateus, no bairro homônimo. Além de festas como o banho de espuma, a casa também promovia shows locais e nacionais, inclusive de bandas que viriam a ser famosas em todo país nos anos subsequentes, como Pato Fu e Skank.
“O Front ficava na Rua São Mateus e era o local mais badalado da cidade. Ponto de encontro dos jovens juiz-foranos. Mas eu tinha menos de 18 anos e tinha que esperar o domingo para entrar lá. Era o dia da matinê, com direito a funk melody – aquele que hoje a gente chama de funk das antigas – e banho de espuma! Era muito legal!”
Mônica Cury, 33 anos, jornalista

Oásis

(Imagens: Arquivo TM/ César Romero)
(Imagens: Arquivo TM/ César Romero)
Na pesquisa dos lugares mais queridos pelos juiz-foranos em sua memória, foi unanimidade algo que não era exatamente um lugar: o cigarrete do Oásis lanchonete e sorveteria, também no Centro, bem pertinho do Del Center. Quem não terminou várias tardes de passeio ou de compras pelas lojas do Centro ali?
Juiz de Fora é um paraíso das guloseimas e dos lanches vespertinos. Qual juiz-forano não fala com entusiasmo sobre a arte de comer um cigarrete? Brincadeiras a parte, é impossível falar em salgado e não lembrar da Oásis. A lanchonete, com aspecto muitas vezes duvidoso, era garantia de uma tarde maravilhosa. Lembro-me de que no início da adolescência, adorava ir ao centro da cidade, fazer pequenas tarefas para meu pai ou minha mãe, e claro, fazia uma parada estratégica por lá. Curtia meu lanche como um trabalhador aprecia um chopp depois de um longo dia de trabalho. Sem dúvida, é um lugar que está na minha memória emocional, e claro, no paladar.”
Juan Salomão, 27 anos, pesquisador

Murilândia

(Imagens: Arquivo TM/ César Romero)
(Imagens: Arquivo TM/ César Romero)
A Murilândia ainda habita a memória de boa parte das crianças e adolescentes juiz-foranos dos anos 1980, com games, parquinhos e o programa cool da daquele tempo: jogar boliche, em uma época em que as pistas eram novidade por aqui. Nos anos em que reinava o “bolinho-com-guaraná” em casa, a Murilândia era precursora das festinhas de aniversário em salões, hoje moda nas comemorações infantis.
“A Murilândia parecia aquelas lanchonetes de filme americano, tinha parquinho e um lago com peixinhos onde as pessoas jogavam moedas! Era genial!”
Thiago Salomão, 31 anos, músico

Billbox


( Imagens: Arquivo TM)
( Imagens: Arquivo TM)
Point certo para quem curtia música nos anos 1980, a Billbox ficava em um dos endereços mais tradicionais da cidade, a Galeria Pio X. Além da decoração descolada, com o clássico globo de espelhos e paredes pretas, a loja era endereço certo para ouvir um som “vênas” antes de escolher qual bolachão levar para casa.
“De todas as antigas lojas de Juiz de fora que já não existem mais, a loja de discos Billbox é a que me desperta mais saudade – com certeza devido à minha eterna paixão por música. O aspecto mais marcante da loja na minha memória é o seu visual, com o revestimento preto das paredes, uma belíssima vitrine com os lançamentos expostos e, naturalmente, o som que rolava lá dentro durante todo o tempo. Juiz de Fora, nessa época, tinha inúmeras lojas de discos, e a Billbox era das mais centrais e descoladas. Eram tempos mais simples em que se dava mais importância à obra do artista, aos movimentos culturais e até à arte da capa, coisa que a era do CD enterrou e, hoje, o MP3 colocou a última pá de cal. Era uma época em que as músicas, artistas e discos eram bem mais relevantes, todos conheciam e compartilhavam entre si. Não tendo vergonha de ser saudosista e romântico, acho que cada tempo tem sua magia e importância, e que a tecnologia nos trouxe inúmeras vantagens, mas também matou muitas tradições que nenhuma modernidade substitui.”
Vinícius Paiva, 37 anos, professor

Balcão Drinks

(Foto: Arquivo pessoal João Carlos de Souza Lima Figueiredo)
(Foto: Arquivo pessoal João Carlos de Souza Lima Figueiredo)
Situado no início da Rua São Mateus, perto da esquina com a Oswaldo Aranha, o Balcão Drinks era o ponto de encontro para uma cervejinha gelada, um bom papo e, de tempos em tempos, uma viola descompromissada, além do local certo para ver o movimento e, quem sabe, encontrar um possível paquera- que hoje a juventude chama de crush. O bar lotava o trecho do bairro, com pessoas nas ruas e calçadas batendo papo fora do bar, algo bem parecido com o que acontece hoje no mesmo local, com bares como o São Bartolomeu.
“O Balcão se tornou um mito da década de 80. Em 1983, iniciou suas atividades naquela casa azul e branco e durou até o ano de 1991, em dois endereços. O primeiro endereço foi na Rua São Matheus, onde hoje funciona atualmente o  Bendito.  O segundo foi na Moraes e Castro, numa casa mais moderna , onde funcionou por dois anos. Os proprietários Ivan Godoy  e sua irmã Maria Godoy, assim como sua filha Bianca Godoy, conseguiam controlar uma turma enorme de jovens e que mantinham até contas mensais, porque frequentavam todos os dias e passaram a fazer parte de uma grande família, junto com os garçons Bilac e Tadeu, dentre outros.  O bar mantinha até jornal, feito pelo Knorr, que juntamente com outros amigos, coletavam dados e relatavam sobre o que acontecia lá. Era o local de encontro de jovens universitários, professores, políticos, escritores,  músicos, poetas, artistas e de violeiros que revezavam-se no violão. Havia um que ficava lá no próprio bar, rodando de mão em mão e que ainda existe e está bem guardado.  Uma relíquia que guarda a alma do local.  O bar abrigava, no fundo, apresentações de Pedro Bis e TQ, entre outros. As ruas ficavam lotadas de gente, o que dificultava muito o trânsito de carros naquele pedaço entre a Rua Oswaldo Aranha até a Rua Carlos Chagas: era muita gente, literalmente na rua, tomando cerveja em copos de plástico e o famoso meladinho ( pinga com  mel ). Muitos artistas e músicos nacionais passaram pelo bar e acabavam se enturmando com as galeras de todos os locais da cidade. Lugar de harmonia e música. Local de conversas e de amizade e que dá muita saudade.”
João Carlos de Souza Lima Figueiredo, 53 anos, advogado

Supermercado Disco Gigante

(Foto: Arquivo Maria do Resguardo)
(Foto: Arquivo Maria do Resguardo)
O Disco chegou a ser a maior rede de supermercados do Rio de Janeiro na década de 1980, possuindo também lojas no estado de Minas Gerais, inclusive a de Juiz de Fora. Além de alimentos, a loja seguia o formato de hipermercado,com eletrodomésticos, artigos de vestuário, livraria e papelaria,  tornando cada visita um atrativo em potencial para as crianças da época.  Os pontos em Minas Gerais foram vendidos para o grupo Bretas, e no local onde funcionava o Disco, há hoje o Hiper Bretas, na Rua Roberto de Barros, no Centro.
“Tenho uma única lembrança que marca como era a inflação da época: certo dia fui lá e vi um bonequinho – me lembro, era um ninja branco daqueles meio de borracha grande. Isso devia ser uma sexta, e meus pais pois só puderam me levar lá na segunda pra comprar, depois de um final de semana comigo enchendo o saco deles. Quando cheguei lá na segunda de manhã, a loja que ficava dentro do supermercado estava fechada pra balanço dos preços. Foi a primeira vez que o sistema me derrotou. Fiquei sem o boneco.”
Tiago Sarmento, 31 anos, publicitário

Cine Festival

(Imagens: Arquivo TM)
(Imagens: Arquivo TM)
O Cine Festival foi fundado nos anos 1960, era anexo ao Cine-Theatro Central (que também já funcionou como cinema) e conhecido pela exibição de obras fora do circuito comercial durante alguns anos das décadas de 1980 e 1990. Entre 1983 e 1985, o cinema ficou fechado para reformas, e houve o receio de que ele não fosse reaberto. No entanto, a sala voltou a funcionar em 1985 indo até meados da década de 1990, quando o Central foi reformulado. Ainda assim, em seus anos de existência, o Festival contribuiu em grande parte para as memórias afetivas e cinematográficas de diferentes gerações.
“O Cine Festival era um cinema ‘menor’. Não apenas em tamanho mas em qualidade de projeção e programação também. Se pensarmos que na época as referências eram o Cine Central, Cine Veneza, Cine Excelsior e até o Cine Star, ele acabava ficando de escanteio. Hoje seria uma linda sala de cinema independente com um belo café no foyer (risos). O Cine Festival era, na verdade, uma parte do Cine-Theatro Central. Especificamente, a região que hoje é a bilheteria e balcão nobre, no lado direito do prédio. Eram poucos lugares, que frequentemente se esgotavam e a programação de filmes era cheia de reprises e um último fôlego para filmes que já deram o que tinham que dar nas salas maiores. Lembro-me de ter visto lá vários clássicos da Disney e outra pérola, “Super Xuxa Contra o Baixo Astral”. Saindo de lá, era obrigatória uma parada na Oásis, uma lanchonete/rotisserie que ficava na Avenida Rio Branco onde hoje fica uma filial das Casas Bahia pra tomar um sorvete de manga, o último da grande vitrine de doces.”
Teo Pasquini, 30 anos, ator

Shows no Tupynambás


(Imagens: Arquivo TM)
Os shows no campo ou no ginásio do Tupynambás certamente marcaram época para quem viveu os anos 1980 e 1990 na cidade e também na região. Muitos dos adolescentes da época viram o seu primeiro grande show no gramado do estádio, que trouxe grandes atrações nacionais e internacionais, de Padre Zezinho a Steel Pulse; de Os Trapalhões a Mamonas Assassinas , passando por apresentações históricas do Rei Roberto Carlos e de Chico Science.
“Pra mim o mais marcante de todos os shows do Tupynambás foi o do Steel Pulse. Eu já estava São Paulo com o Mumaba fazendo sucesso, e vim de lá só para ir no show deles. Vi no gargarejo, ali bem perto do David Hinds (vocalista)! Jamais esqueci.”
Eminho Dias Caetano, 43 anos, músico

Trenzinho da Alegria (do Parque Halfeld)

(Imagens:Arquivo TM)
(Imagens:Arquivo TM)

Quem viveu a infância entre o fim dos anos 1980 e o início dos 1990 certamente já embarcou no Trenzinho da Alegria, que saía aos fins de semana e feriados do Parque Halfeld, com meninos, meninas e animadores fantasiados de personagens marcantes da época, como Mickey, Fofão, Popeye, entre outros. O veículo era uma referência tão importante à cidade que o trenzinho foi personagem de diversas matérias da Tribuna fora das páginas de lazer, como a que questionava o salário dos funcionários que encarnavam os personagens, a que mostrava a insatisfação com o aumento da passagem e a insegurança do vagão e os problemas que o embarque e o desembarque no Parque Halfeld causavam ao trânsito central. Apesar dos transtornos, a memória dos passeios ao som de músicas infantis e ao lado das “estrelas” de desenho da época ainda faz muitos marmanjos e marmanjas sorrirem.
“O trenzinho do Parque Halfeld era pintado com a logo da Coca-Cola, que tinha sempre o Mickey , a Cuca (que eu morria de medo!), e outros personagens ‘animando’ as crianças. Era programa de sábado para as famílias com criança pequena. Eu morava no Bairu, e os pais combinavam de cada semana um levar, ia uma galerona! Eles mudavam os trenzinhos, tinha da Fanta, da Fanta Uva, era massa!”
Liliane Turolla, 30 anos, empresária

Atrás das bananeiras

(Imagens: Arquivo TM)
(Imagens: Arquivo TM)

Mais que um barzinho da moda, o Atrás das bananeiras foi um marco dos anos 1980 por buscar uma programação cultural que ia além da música de barzinho ao vivo, e ajudando a fortalecer a cultura local, sobretudo a música independente. Grandes nomes da cena nacional, como Jorge Mautner, também chegaram a se apresentar na casa, inaugurada em 1983 com sarau de poesia, shows e apresentação do já existente TQ. Em 1984, o bar foi fechado por alegadamente não estar de acordo com o Código de Posturas do município, e entre as razões para tal, estava oficialmente listada a causa “questões relativas à moral e os bons costumes”. O fechamento causou revolta à juventude e à classe artística da cidade, que foi para as ruas protestar pela reabertura do bar, conquistada ainda em 1984.  Mesmo assim, o bar não chegou a ver os anos 1990, mas as memórias (e as amnésias) do que ele representou na cidade e nas vidas de seus frequentadores permanecem vivas.
 “Ele ficava na Itamar Franco, então ainda Avenida independência. Visto pela avenida era somente um muro de placas, mas era um bar alternativo e que marcou época. Ia pra lá usando T-shirt da Company e um Redley amarelo com cinza que não saía do meu pé nunca!”
Alexandre Silva, 42 anos, protético

Dream’s Club

(Imagens: Arquivo TM)
(Imagens: Arquivo TM)
Meio restaurante e meio boate, o Dream’s Club foi uma das primeiras casas noturnas de Juiz de Fora, sendo inaugurada em 1959, na Galeria Bruno Barbosa, no Centro. Em 1965, a casa foi fechada, sendo reaberta em 1975, na Avenida Rio Branco, perto do Alto dos Passos, onde funcionou até o final dos anos 1980.  Grandiosa, como as construções da época, a boate tinha dois andares, espaço para mesas e recebia shows ao vivo, além de ter disc-jockey lançando os embalos da pista de dança. Em todos os seus anos de funcionamento, o Dream’s faz parte das lembranças dançantes de diferentes gerações.
“Eu tinha menos de 18 anos e fui poucas vezes, já que nem sempre podia pagar a conta, mas a minha lembrança marcante era do fervor mesmo, era uma casa onde muitos jovens frequentavam, Minha prima me levava, ela era amiga do porteiro. Lembro-me de chegar na Rio Branco, olhar para cima, e ver aqueles vidros todos iluminados, e subia na direção deles.  Não era exatamente a minha turma, na época, havia muito mais preconceito que hoje, mas eu era abusada, e ia assim mesmo.”
Sandra Portella, 40 anos, cantora
 http://www.tribunademinas.com.br/juiz-de-fora-gps-afetivo/

COLUNA CACA SALERMO - EDIÇÃO 08 DE NOVEMBRO 2015



Heitor José Pereira é o novo administrador da associação dos Cegos...

O general Otávio Santana do Rêgo Barros foi proposto para promoção ao posto de general de divisão. Permanecerá em Brasília na chefia do Centro de Comunicação Social do Exército...

Os tenentes Mário Martins e Luiz Eduardo Schmitz reuniram-se sexta-feira com alguns oficiais e praças da reserva do Exército para os primeiros passos na criação de uma nova associação para militares em Juiz de Fora e região...

Por falar no tenente Luiz Eduardo, ele que durante 18 anos foi diretor da Escola de Samba Real Grandeza, solicitou ao presidente do Conselho Deliberativo da agremiação Eduardo Carlos Pereira, o popular Tazinho, apresentação de um projeto à diretoria executiva de colocar o nome de Klinger Boaventura de Mello, na quadra de ensaios. Tazinho garantiu que levará a proposta adiante...

A queima de fogos dos Jogos Mundiais Indígenas, que foi realizado na cidade de Palmas, no estado do Pará, ficou a cargo a empresa juiz-forana Fogos Nicolino, de propriedade Marcos e Poliana Saçço. Uma grande equipe foi deslocada para o local do evento...

O general Walmir Schneider de Almada Filho, natural de Juiz de Fora, assumirá no dia 17 de dezembro o comando da 4ª Região Militar, Região das Minas do Ouros, com sede em Belo Horizonte...



COM A PALAVRA, OS MORADORES DO BOM PASTOR
Não acrescenta
A Abrasel e a Prefeitura realizam  mais uma edição do Biergarten, festival de cerveja artesanal na praça do Bom Pastor.


Moradores do bairro mais uma vez perplexos. A praça, que é utilizada pela comunidade, agora virou palco de tudo: Festa das Nações, Biergarten e Corrida da Fogueira.


Sem nenhuma consulta prévia a quem lá mora. E é obrigada a abdicar da praça nesses dias e depois ter que conviver com a sujeira e o mau cheiro deixado pelos eventos.


O que o bairro lucra com isso? 


Absolutamente nada!


Cheiro de lixo
Uma semana após o término da Festa das Nações, por exemplo, era insuportável o cheiro vindo dos bueiros da avenida Procópio Teixeira. As barracas jogaram ali todo seu escoamento de gordura.


Nem a residência oficial do prefeito, que fica a metros do local, evitou tal lambança.


Não é mais vantagem

Aliás, a Festa das Nações foi criada pelos pioneiros do bairro, não com a intenção do faturol puro e simples.


A renda era toda para a construção da igreja.
E hoje?


Algum centavo é revertido em prol do bairro?


http://www.cacasalermo.com/coluna-social/juiz-de-fora-8-de-novembro-de-2015-domingo

NOTA DE FALECIMENTO - MARGARIDA CRISTINA ZAMPIERE




O velório está sendo realizado no cemitério Parque da Saudade, capela 1, e o sepultamento será hoje, domingo, às 15h.

Aos familiares e amigos enlutados os nossos sentimentos pela perda.