segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ARMAS EM FUNERAL - Morre o último piloto veterano da Segunda Guerra, Major-Brigadeiro Miranda Corrêa


Major-Brigadeiro José Carlos de Miranda Corrêa faleceu 93 anosMorreu no último domingo (15/09), no Rio de Janeiro, o Major-Brigadeiro José Carlos de Miranda Corrêa. Ele faleceu às 13h13min, aos 93 anos, no Hospital Central da Aeronáutica (HCA), onde estava internado. 

O Major-Brigadeiro Miranda Corrêa integrou o 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, como Piloto de Combate e Oficial de Informações. Entre 13 de novembro de 1944 e 03 de janeiro de 1945, ele cumpriu 8 missões de guerra. Atualmente, ele era o último dos pilotos veteranos da Segundo Guerra vivo. Antes de combater na Itália, o então Tenente Aviador Miranda Corrêa realizou seu treinamento como Piloto de Combate nos Estados Unidos e no Panamá. 

Após regressar ao Brasil, permaneceu no 1º GAVCA, sediado na Base Aérea de Santa Cruz (BASC). Posteriormente, realizou o curso de Engenheiro Aeronáutico e atuou como Diretor de Engenharia na Diretoria do Material e na Diretoria de Rotas. Morando no Canadá, atuou na Internacional Civil Aviation Organization (ICAO), na cidade de Montreal. 

Entre as condecorações com as quais foi agraciado ao longo de sua carreira, destacam-se: Cruz de Aviação - Fita A, Campanha da Itália, Campanha Atlântico Sul, Ordem do Mérito Aeronáutico, Medalha Mérito Santos Dumont, Distinguished Flying Cross (por ter afundado um submarino Alemão na costas do Rio de Janeiro), Presidential Unit Citation e Bronze Star, sendo as três últimas concedidas pelo Governo Americano. 

O Major-Brigadeiro Miranda Corrêa deixa a viúva Maria Eliane Pires Chaves e dois filhos. 

ENCONTRO DE AMIGOS DA AMAC/PJF - REVER AMIGOS, MATAR SAUDADES.

No último dia 14 de setembro, sábado, este editor recebeu em sua residência seus amigos do tempo em que trabalhou como assessor de Promoções e Eventos na AMAC - Associação Municipal de Apoio Comunitário, órgão da administração indireta da Prefeitura de Juiz de Fora.

Foi uma tarde de muita alegria e descontração. Muitas passagens foram recordadas por todos os presentes, tudo regado a um laudo churrasco e cervejas geladas.

Estiveram presentes: José Sóter de Figueirôa Neto, ex-superintendente da AMAC e atual secretário de Governo do prefeito Bruno Siqueira; Ana Paula Brandão Costa, ex-diretora de Assistência Social; José Anísio "Pitico" da Silva, ex-diretor da 3ª Idade; Rose Guimarães, atual coordenadora do Promad; Roney Pereira, atualmente no departamento de Recurso Humanos, acompanhado de Mara; Edison Cláudio Peixoto, Curumim Olavo Costa; Cláudia Matos, minha mãe Manoelina da Silva e o colunista Caca Salermo.

Por motivo de saúde na família não puderam estar presentes Antônia Amaral e Ana Paula Novelino.

Ficou agendado de se realizar uma nova reunião em dezembro para confraternização de final de ano, desta vez com a inclusão de novos amigos.

As fotos registram os agradáveis momentos.




Assistindo a um vídeo sobre a AMAC





Este editor e churrasqueiro do dia

Mara e Roney Pereira

Edinho Peixoto e José Sóter Figueirôa

Este editor com Edinho e Figueirôa

Este editor e sua mãe Manoelina da Silva





Os flamenguistas

José Sóter Figueirôa e Rose Guimarães, vascaínos

José Sóter Figueirôa e Ana Paula Brandão Costa

Manoelina da Silva e José Sóter de Figueirôa

José Anísio "Pitico" da Silva e Rose Guimarães


Grupo de amigos tendo ao fundo o colunista Caca Salermo

SARGENTO FONSECA, HOJE CAPITÃO FONSECA - SAUDADES DO AMIGO



Sgt Fonseca e Sgt Helder

Time de Sargentos do 4º GAC

Seção de Comunicação da Bia Cmdo do 4º GAC


SECRETARIA DE ATIVIDADES URBANAS DA PJF LANÇA O "SAU ATENDE"

Visando prestar um serviço diferenciado ao cidadão de Juiz de Fora, a Secretaria de Atividades Urbanas de Juiz de Fora inova oferecendo mais um canal de comunicação.

Foi criado a "SAU Atende", onde o cidadão poderá enviar suas sugestões, queixas, denúncias e solicitar informações.

É só envia um e-mail para: sauatende@pjf.mg.gov.br e aí se fala diretamente com a SAU.

Secretaria de Atividades Urbanas, inovando para melhor servir o cidadão.


17º Batalhão Logístico – Compromisso ao Primeiro Posto


Juiz de Fora (MG)
No dia 11 de setembro, os aspirantes a oficial do 17º Batalhão Logístico recém-promovidos realizaram o compromisso ao primeiro posto em formatura, da qual participaram familiares e amigos.

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17º Batalhão Logístico – Solenidade


Juiz de Fora (MG)
No dia 11 de setembro, o 17º Batalhão Logístico realizou formatura de promoção de 12 soldados do Núcleo Base à graduação de cabo. 
A Atividade contou com a presença de familiares e amigos dos promovidos.
Foto: ST Brandi
Foto: ST Brandi

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4° Grupo de Artilharia de Campanha – Visita da AD/1


Juiz de Fora (MG)
No dia 12 de setembro, o 4° Grupo de Artilharia de Campanha recebeu visita de orientação técnica do Comandante da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército (AD/1), General Antônio Carlos Machado Faillace
A atividade constou de recepção pela guarda de honra, palestra do Comandante da AD/1 aos integrantes da Organização Militar e visita às instalações.
Foto: 4° Grupo de Artilharia de Campanha
Foto: 4° Grupo de Artilharia de Campanha

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JORNAL DIÁRIO REGIONAL - 16.09.13


QUATRO ANOS SEM O AMIGO E IRMÃO TENENTE ENÉIAS



DIA 15 DE SETEMBRO FARIA MAIS UM ANIVERSÁRIO, SE NÃO NOS TIVESSE DEIXADO TÃO PREMATURAMENTE, NOSSO AMIGO, COMPANHEIRO E IRMÃO DE FARDA TEN ENEÍAS CORNÉLIO DOS SANTOS FILHO.


TEN ENEÍAS FOI NOSSO DIRETOR QUANDO CRIAMOS E FUNDAMOS A ASSOCIAÇÃO JUIZFORANA DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO, NOSSA AMADA AJOREx, HOJE AORE/JF.


SEMPRE PRESTATIVO E AMIGO, APOIANDO, AJUDANDO, TOMANDO PARA SI AFAZERES QUE NEM ERAM DE SUA PASTA, TUDO COM A INTENÇÃO DE ENGRANDECER NOSSA ASSOCIAÇÃO.


MAS DEUS ACHOU QUE ELE SERIA MAIS ÚTIL A SEU LADO E O LEVOU DE NOSSO CONVÍVIO HÁ QUATRO ANOS. QUANTA FALTA NOS FAZ.

A NOSSA TRANQUILIDADE E RESIGNAÇÃO É QUE ELE ESTÁ OLHANDO POR TODOS NÓS AO LADO DE DEUS, CUIDANDO DE NOSSOS CAMINHOS E DE NOSSAS ALMAS.


MUITAS SAUDADES DE VOCÊ AMIGO TEN ENÉIAS.






1º TEN R/2 ART LUIZ EDUARDO DA SILVA SCHMITZ
EX-PRESIDENTE DA AJOREx (AORE/JF)

JORNAL TRIBUNA DE MINAS - 16.09.13


CARONA ORGANIZADA PELA FACEBOOK É ALVO DO DER

Por FABÍOLA COSTA

Motoristas e caroneiros combinam na internet valor pago em viagens, classificadas pelo DER-MG como 'transporte ilegal de passageiros'

A imagem do viajante com mochilão nas escolas, à beira da estrada, em pé e com polegar estendido já não condiz com o caroneiro de hoje. Com perfil nas redes sociais, ele integra grupos virtuais em que é possível oferecer, pedir ou aceitar carona publicamente, embora os detalhes da viagem, como o valor a ser pago, sejam acordados por mensagens "in box". Os usuários não identificam problemas na prática que se prolifera com a promessa de encurtar o tempo e o custo dos deslocamentos. Em Juiz de Fora, via Facebook, há mais de 20 grupos destinados a carona, alguns com mais de três mil integrantes. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), no entanto, classifica a "carona solidária" como transporte clandestino de passageiros. O motivo é a existência de pagamento - chamado de "auxílio combustível", "divisão de despesas" ou "ajuda de custo" -, vedado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Para o DER-MG, existem 800 motoristas, inclusive de vans, em atuação - e em situação irregular - nas estradas da região.
Para oferecer carona na rede vale de tudo: postar a foto do veículo, prometer "viagem tranquila", negociar horário, pegar o passageiro nos pontos de viações regulares e deixá-lo em casa. Os grupos virtuais falam ainda em economia, companhia para a viagem e recorrem até a preocupação ambiental. Diante do cerco à pratica, integrantes começaram a combinar estratégias para não serem pegos, como argumentar que são amigos, não postar valores na página e restringir o acesso aos grupos.
Conforme levantamento feito pela Tribuna, o carona economiza parte do valor que gastaria com ônibus - a diferença entre o valor pago ao motorista e o cobrado nas passagens varia de 30% a 52%. Em contrapartida, o passageiro chega a pagar por três, considerando apenas o rateio do combustível utilizado na viagem de carro (ver quadro). "Os preços apresentados pelos praticantes da carona solidária não são atrativos", avalia o especialista em planejamento em transporte urbano e engenharia de tráfego, Luiz Antônio Costa Moreira. A pedido da Tribuna, o especialista fez uma projeção do valor recebido pelos motoristas em oito destinos cuja oferta de carona é mais comum na internet. Os valores recebidos por km são: R$ 0,47 (São Paulo), R$ 0,51 (Belo Horizonte, Barbacena e Conselheiro Lafaiete), R$ 0,57 (Viçosa), R$ 0,60 (Rio de Janeiro), R$ 0,63 (Ubá) e R$ 0,65 (Ponte Nova). Para o cálculo, foram considerados o valor médio pago por pessoa, multiplicado por quatro caronas e dividido pela distância percorrida.
A constatação do especialista é que as cifras, em todos os casos, são superiores ao custo médio do km rodado em um veículo que seria utilizado especificamente para viagens - como se fosse um concorrente das linhas oficiais: R$ 0,45. Nesta conta, considerou-se a realização de uma viagem por dia (ida e volta) para uma cidade localizada a cerca de 200 quilômetros durante um ano. Estão incluídos não apenas gastos com combustível, mas valor do carro, depreciação, manutenção, consumo de lubrificantes, rodagem, seguro e licenciamento. "Não é eficiente qualquer tipo de comparação entre estes meios de transporte, até porque os serviços ofertados são bastante diferenciados. É preciso tomar muito cuidado na hora de se decidir por uma viagem de carona solidária. "

'Dou carona e vou continuar dando'

Um professor de 33 anos, que prefere manter o nome sob sigilo, viaja de Juiz de Fora para Belo Horizonte uma vez por semana. Há cerca de três meses, passou a integrar os grupos virtuais e oferece carona para o trecho. O "auxílio combustível", como define, é de R$ 30. "O meu gasto estava muito alto, e resolvi dar carona para reduzir as despesas. Não tenho objetivo de ter lucro." Pelas suas contas, gasta em torno de R$ 60 por viagem e nunca anda com o carro cheio. Essa semana, por exemplo, levou três pessoas, trouxe uma e conseguiu custear o combustível de ida e volta. Segundo o professor, os gastos com a manutenção do carro não são cobertos pelo "auxílio" e a ajuda do carona, no seu entendimento, não representa infração legal. "Eu dou carona e vou continuar dando. Tenho direito de levar no meu carro quem eu quiser."
Um analista de sistemas de 32 anos mora no Rio de Janeiro e vem à cidade a cada 15 dias. Há seis meses, quando não oferece, pega carona para baratear e encurtar o tempo de deslocamento. Segundo ele, o custo da viagem de carro (ida e volta) fica em torno de R$ 150. Por isso, ele estipula R$ 25 o valor de cada uma das duas vagas que oferece. "Sempre foi tranquilo, inclusive agora existem pessoas mais fixas que combinam as viagens diretamente comigo, sem intermédio do Facebook." Para ele, a coerção à prática é absurda, já que representa apenas rateio de custos.
É por meio das caronas acordadas na internet que um jornalista de 27 anos, que mora em Belo Horizonte, viaja para Juiz de Fora uma vez ao mês. "O valor que eu pago de ida e volta na carona equivale a uma passagem de ônibus." Conforme pesquisa feita pela Tribuna, o custo médio da carona (JF-BH) varia entre R$ 30 e R$ 40, enquanto a passagem de ônibus oscila de R$ 65,80 a R$ 76,75. Para minimizar riscos, o jornalista costuma avaliar o perfil de quem oferece carona antes de aceitá-la. "No início, tinha um pouco de insegurança. É preciso ter cuidado." Ele comenta que o grupo virtual do qual faz parte criou um método de avaliação dos motoristas a partir da experiência dos usuários que serve de base para a sua escolha. Para ele, diante da falta de concorrência na maioria dos destinos intermunicipal e interestadual e da qualidade questionável dos serviços oferecidos pelas empresas de ônibus, a "carona solidária" surgiu como alternativa aos passageiros. Na sua opinião, o enquadramento como transporte clandestino é "injusto".
No Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o artigo 231, inciso 8, proíbe o transporte remunerado de pessoas sem licenciamento para este fim. O DER-MG destaca, ainda, a Lei estadual 19.445, de 2011. O artigo 2 considera clandestino o transporte realizado por pessoa física ou jurídica, em veículo particular ou de aluguel, sem a devida concessão, permissão ou autorização. No parágrafo único é vetada a cobrança de preço por passageiro. Entre as sanções previstas, estão multa estimada em R$ 1.250, dobrando em caso de reincidência, e apreensão do veículo. Apesar de o órgão identificar conivência entre condutor e conduzido, a penalidade recai apenas sobre o motorista.


DER identifica 'sobrepreço'

Enquanto destacava o caráter irregular da "carona solidária", o diretor de Fiscalização do DER-MG, João Afonso Baeta Costa, na frente do computador, enumerava posts de ofertas com valores estipulados. "O transporte de pessoas em carro particular, havendo cobrança e remuneração para o condutor, é ilegal." Para ele, nestes casos, o "auxílio de custo", normalmente, é muito superior ao custo propriamente dito, existindo sobrepreço. "É, na verdade, uma cobrança indireta de tarifa." O diretor de Fiscalização identifica proliferação da atividade principalmente em regiões que concentram universidades federais, como Juiz de Fora.
Conforme Baeta, está em curso trabalho de identificação de quem oferece carona nas redes sociais e a pratica de forma habitual, para que exista a interceptação nas estradas, além de operações realizadas em parceria com as polícias rodoviárias e blitze rotineiras. "Ficar captando caroneiros é uma pseudosolidariardade. Passa a ser fonte de receita para o infrator." O objetivo do DER é extinguir a "falsa carona solidária". "Temos a obrigação não só de coibir o transporte clandestino, mas exigir qualidade do transporte regular de ônibus, táxis e fretamento", reforça, em resposta às queixas dos usuários sobre os serviços prestados pelas empresas do setor.
No entendimento do comandante do Pelotão de Policiamento de Trânsito de Juiz de Fora, tenente José Lourenço Júnior, a prática configura transporte irregular por existir cobrança para o deslocamento. O tenente alerta sobre os riscos para o carona. Além da segurança pessoal - por não se conhecer o condutor -, o tenente adverte para o fato de o veículo não ser vistoriado e o motorista não estar habilitado para transportar passageiros. "É uma transgressão, um risco à segurança. Vamos acreditar que a pessoa seja repleta de boas intenções, mas não sabemos se ela está habilitada e se o veículo reúne condições para o transporte."
Procurada, a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati) disse desconhecer a prática.

Carros com placas oficiais cometem infrações de trânsito impunemente

Qualquer cidadão comum está sujeito a receber uma multa ao cometer uma infração de trânsito. Mas a história é diferente para carros com placa oficial.
Foi o que o Fantástico constatou acompanhando por três meses esses veículos especiais, destinados a autoridades. Confira na reportagem de Bruno Tavares e Maurício Ferraz.
Ultrapassagem em local proibido e perigoso. Carro estacionado onde só é permitido parar por 5 minutos.
“Tava dirigindo para uma autoridade”, diz o motorista.
Político usando carro público para compromissos pessoais.
Estas são apenas algumas das muitas irregularidades encontradas pelo Fantástico envolvendo carros com placas oficiais.
Durante três meses, nossa reportagem acompanhou esses veículos em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Flagramos vários abusos de quem tem e de quem não tem autorização para usar essas placas. E descobrimos que muitos desses carros são invisíveis à fiscalização!
As placas oficiais só podem ser usadas por algumas autoridades municipais, estaduais ou federais.
“Prefeitos, governadores, secretários estaduais, municipais, ministros, presidentes dos tribunais ou chefe do Ministério Publico e oficiais generais das Forças Armadas”, afirma o capitão Julyver Modesto de Araújo, do comando de policiamento de trânsito da PM de SP.
A placa indica que um carro pertence a um senador da República. O motorista dele estaciona em um local proibido, no aeroporto de Brasília.
Com uma câmera escondida, registramos mais irregularidades na capital federal. O motorista do carro de um ministro do Poder Judiciário ignorou a sinalização e parou sobre a vaga para deficientes. Outro veículo da Procuradoria da República foi estacionado em local proibido. Foram 31 minutos e 25 segundos. O produtor do Fantástico tentou parar no mesmo local.
Fantástico: Quanto tempo posso deixar parado?
Policial: Na verdade o senhor não pode ficar parado, porque é só o momento de embarque e desembarque. Isso é pra todo mundo.
Durante vários dias seguidos, flagramos carros com placas oficiais parando em fila dupla no aeroporto. Mesmo tendo espaço suficiente para fazer a coisa certa. Um carro foi praticamente abandonado pelo motorista.
Em outro lugar, as placas indicam que é proibido parar e estacionar em uma área. Mas os veículos, os motoristas, param normalmente.
Fantástico: opa, aqui está indicando que é proibido parar e estacionar.
Motorista: Sim, eu só estou aguardando. Só estou aguardando.
Fantástico: Mas a placa é bem clara, é proibido parar e estacionar.
Motorista: Eu só parei aqui agora pra atender o telefone...
Não vimos nenhum motorista desses carros oficiais ser multado!
Todos os veículos que estavam estacionados na mesma rua, onde estavam parados irregularmente os carros oficiais, foram multados.
“Toda a autoridade ela deve obedecer exatamente as mesmas regras de segurança que qualquer outro cidadão”, afirma o conselheiro do Contran, Rone Evaldo Barbosa.
Mal chegamos ao Rio de Janeiro e encontramos, no Aeroporto Santos Dumont, um carro de um desembargador federal estacionado sem ninguém, num local onde a placa indica que a vaga é para veículos oficiais e só permite parar por 5 minutos.
Do outro lado da rua, quem deveria fiscalizar não faz nada. Ao nosso produtor, ele revela:
Fantástico: Vocês conseguem multar com essa placa?
Policial: Aquela ali, não, mas ele não vai fazer infração de trânsito. Está dirigindo pra uma autoridade.
Fantástico: Mas vocês conseguem ou não?
Policial: Aquela numeração ali? Só fazendo um relatório. Não tem como você autuar ela.
Marcamos o tempo que o carro ficou na vaga.
O desembargador e o motorista deixam o aeroporto depois de 27 minutos, quase meia hora estacionado.
Consultado, o Tribunal Regional Federal confirmou que o carro não foi multado. Mas se for notificado, vai apurar responsabilidades.
Na Assembleia Legislativa do Rio, 35 deputados têm carros com placas de bronze e são todos invisíveis à fiscalização eletrônica!
O próprio Detran do Rio confirma que não existe um cadastro das placas e que os radares não conseguem identificá-las.
“Eu não sabia disso, não, se são identificadas ou não”, diz o deputado Iranildo Campos, do PSD-RJ.
O que mais se vê em São Paulo são placas oficiais completamente fora do padrão estipulado pela lei de trânsito. Ela deve ter fundo preto, o brasão do município, do estado, ou da república, o nome da cidade, o número escolhido pela instituição e o cargo da autoridade.
Fantástico: O senhor sabia que essa placa estava totalmente irregular ou não?
Francisco Antonio Momesso, Prefeito de Mirandópolis (SP): Não sabia! Fiquei surpreso em saber. Nós iremos colocar a placa adequada.
Fantástico: O senhor concorda que o radar não tem como identificar?
Mário Yamashita, prefeito de Lavínia (SP): É, não tem como, sabe que é um carro oficial mas não sabe de onde que é, né?
“Hoje, quando o veiculo está em movimento, não é possível saber exatamente aquela placa à qual órgão ela pertence. Isso realmente dificulta a verificação de qual é a autoridade”, explica o capitão Julyver Modesto.
Na Assembleia Legislativa de São Paulo, entramos na garagem. Todos os carros de deputados encontrados pela nossa equipe estavam com placas irregulares.
Em nota, a Assembleia diz que as informações são suficientes. Mas que vai incluir o cargo de deputado nas placas oficiais.
Do lado de fora, flagramos motoristas dos deputados cometendo infrações.
Fantástico: Quando é carro oficial não precisa usar cinto de segurança?
Motorista: Não, precisa! É que eu sai aqui agora. Estou começando agora.
Fantástico: Usando celular, dirigindo. É carro oficial, não é multado, não é?
Motorista: Não, não é isso não!
E não para por aí. Gravamos carros com placas oficiais parados em vagas para deficientes, idosos e até onde não é permitido coisa alguma.
Fantástico: Aqui é proibido parar e estacionar e o senhor parou bem embaixo da placa.
Autoridade: Eu só vim protocolar um documento.
Fantástico: Faz um tempão que o senhor está estacionado em lugar totalmente irregular. Tudo bem?
Fantástico: Não, tudo bem, não está. Mas é uma dificuldade tremenda a gente tentar parar aqui, carros de funcionários o dia todo aqui que ocupam as vagas que a gente deveria ocupar com mais rapidez e não tem.
Os maus exemplos cercam até o Tribunal de Justiça de São Paulo no centro da cidade. Vários carros com placas oficiais são estacionados numa praça, em cima da calcada. Estacionar em local proibido, só autoridade mesmo, como mostra nosso produtor.
Fantástico: Quanto tempo pode deixar o carro parado aqui?
Policial: Ô amigão, veículo particular não é autorizado não, viu, grande...
Fantástico: Mas está cheio de carro parado aqui.
Policial: Só os autorizados pelo tribunal.
A Companhia de Engenharia de Tráfego, que fiscaliza o trânsito em São Paulo, diz que não existem vagas na praça.
O Tribunal de Justiça diz que usa a praça por falara de lugar pra estacionar!
“O TJ procura causar o mínimo de transtorno possível aos cidadãos paulistanos, usando o mínimo possível de espaço. O uso desse espaço se dá para o fim exclusivamente público, para serviços públicos inadiáveis e essenciais. Nunca para fins eminentemente particulares”, justifica o assessor da presidência do TJ-SP, Régis de Castilho Filho.
A impunidade e a falta de fiscalização geram outro tipo de abuso. O uso indevido dos carros com placas oficiais.
Na BR-153, no interior de São Paulo, acompanhamos um veiculo, da prefeitura de Paranapuã, por mais de 100 quilômetros.
Ele ultrapassa em local proibido, totalmente irregular. Depois ultrapassa pelo acostamento. Seguimos o veículo até a cidade de São Jose do Rio Preto. O carro deveria ser usado somente pelo prefeito.
Motorista: É assessor do prefeito.
Fantástico: Teria que ser usado em missão oficial...
Motorista: Está em missão oficial. Só vim buscar umas peças para o carro e estou voltando.
Mas descobrimos que o motivo da viagem era outro. O assessor tinha ido comprar um carro para ele mesmo.
Em nota, o prefeito de Paranapuã informou que o funcionário flagrado por nossa equipe é assessor de gabinete. E que desconhece qualquer infração ou presença dele em uma concessionária.
Também no interior paulista, encontramos um vereador de Pindamonhangaba, utilizando um carro de uso exclusivo da presidência da Câmara para compromissos pessoais. E com uma regalia: um motorista.
Em junho deste ano, o vereador, a mulher e a filha foram ao hospital Albert Einstein, em São Paulo. Nesse dia, o veículo quebrou. O vereador e o motorista precisaram aguardar socorro.
Outra viagem particular à capital foi em agosto. O vereador teria ido à reunião no Conselho Nacional de Engenharia e Arquitetura, o Crea.
Encontramos o carro que o vereador usou para ir para São Paulo. Assim que marcamos a entrevista na Câmara Municipal de Pindamonhangaba, as placas foram trocadas pelas originais.
Procuramos o vereador.
Fantástico: O senhor tava usando irregularmente?
Martim Cesar (DEM-SP), vice-presidente da Câmara Municipal de Pindamonhangaba (SP): Eu acho que sim! Mas sem saber!
Fantástico: É uso particular isso. Com motorista, dinheiro público.
Martim Cesar: Tudo bem! Eu não acho justo. Mas eu fiz isso um dia.
Fantástico: Reconhece que está errado?
Martim Cesar: Reconheço!
“Se atuam dessa maneira, o fazem porque não há nenhum controle de qualquer órgão de trânsito em identificar quem é o responsável pelo veiculo com placa oficial ou preta. Lamentavelmente não há nenhum controle no estado de São Paulo a respeito dessa situação”, diz o promotor de Justiça, Cassio Conserino.
Em nota, o Detran de São Paulo diz que já identificou a falta de uma regulamentação mais rígida sobre a solicitação e a confecção das placas oficiais. E que estuda sugestões para propor ao Contran, Conselho Nacional de Transito.
Mas o Contran diz que a legislação atual já obriga os Detrans a terem esse controle através do Renavam - o Registro Nacional de Veículos.
“Todos os veículos, inclusive os de autoridades, eles deverão ser registrados no Renavam. E quem faz os registros são os Detrans. Se ele tem o registro, ele tem plenas condições de emitir uma autuação. Se o próprio Detran de São Paulo não tem o controle disso aí, dessa situação, então a gente vê que ela seria bem mais preocupante do que se possa imaginar”, explica um conselheiro do Contran.
O policial, que também é conselheiro estadual de trânsito de São Paulo, defende o uso mais restrito desse tipo de placa.
“Nada impediria que o Código de Transito limitasse essas placas. Hoje a existência das placas de representação tem apenas o significado de status para a sociedade”, conclui Julyver Modesto de Araújo.