sábado, 26 de dezembro de 2020
Morre Djalma Bastos de Morais, ex-presidente da Cemig
Ainda não há informações sobre o velório.
Morre Djalma Bastos de Morais, ex-presidente da Cemig, vítima da COVID-19 (msn.com)
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
UM FELIZ NATAL - POR WILSON REZATO
O Natal é um tempo especial. Hora em que renovamos nossa fé e nosso espírito de fraternidade. O ano de 2020 mostrou que precisamos de muita fé, sempre. Fé, apoio mútuo e força. Que nossas famílias sejam a base e o exemplo de união que o mundo precisa, para vencer momentos difíceis, renovar esperanças na humanidade e, principalmente, praticar a empatia e a solidariedade.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
Anedotas que nos fazem chorar - Por Otávio Santana do Rêgo Barros
Palhaços que nos fazem sofrer e chorar não podem receber nosso respeito.
Quando criança, eu adorava o palhaço Carequinha, seu nariz vermelho, suas roupas multicoloridas, sua genuína alegria.
Morava em uma cidade relativamente pequena, onde as principais diversões eram o cinema (aqueles filmes italianos de “cowboy” com o Django), ir à praia, jogar bola na areia, além dos concorridos campeonatos de futebol botão.
Quando o circo Tihany por lá passava era um verdadeiro “Rock in Rio”. A cidade parava.
Comprávamos os bilhetes em concorridas filas no próprio circo. A mulher barbada era a responsável pelo caixa.
As apresentações davam gosto de ver. Os leões e seus domadores. As motocicletas dentro da bola de ferro. Os mágicos e seus coelhos. Os trapezistas e seus saltos triplos. Tudo era alegria.
Mas o palhaço. Ah! o palhaço era a minha atração predileta. Chorávamos de tanto rir. Saíamos do circo de alma lavada. Quem não adorava o palhaço? Ele nos oferecia, sempre, a felicidade simplória.
Os anos se passaram. As trupes circenses foram desaparecendo aos poucos e com elas o romantismo que traziam. Números com animais foram proibidos. Normas dos alcaides inviabilizaram as montagens das grandes lonas em espaços públicos. Os custos elevados impediram definitivamente a magia do circo.
E os palhaços? Os palhaços foram minguando. A arte de nós fazer flutuar no riso já não era mais tão apreciada. As piadas, antes naturais, foram sendo contestadas com base em novos parâmetros.
Desapareceram ou perderam toda graça.
Agora, alguns notáveis na nossa sociedade assumiram ou tentaram assumir, com anedotas de duvidoso gosto, aqueles papéis representados pelos palhaços Piolin, Carequinha, Arrelia e tantos outros de seus discípulos. Divertir a plateia.
Entretanto, eles são tão forçados, debochados e desqualificados para essa bela arte que, ao contrário de nos fazer sorrir, arrancam-nos lágrimas.
Tantas estultices.
Essas piadas só agradam aos apaniguados, aos que entraram no circo com bilhetes de promoções patrocinadas pelo próprio arlequim ou aos que, famélicos e esquecidos, necessitam a todo momento de ajuda para seguir vivendo. Diferente desse público: sei lá, plateia vazia!
O Nobel de literatura Mario Vargas Llosa, em seu clássico A civilização do espetáculo, asseverou: “o que vivemos numa época de grandes representações que dificultam nossa compreensão do mundo real, é algo que me parece uma verdade cristalina”.
Esses palhaços contemporâneos estão representando muito bem, por conseguinte se colocam em condições de toldar a nossa capacidade de estimar o mundo real e a crueldade por eles perpetradas.
Os palhaços de verdade eram nobres em suas simplicidades. Eram inteligentes emocionalmente. Eram a alegria com roupagem natural.
Nós estamos muito próximos de encerrar esses 365 dias de tantas angústias. De tantas perdas. Quando os poucos fogos de artifício anunciarem o nascimento de 2021, sendo você supersticioso ou não, pule com o pé direito, salte as sete ondas, use branco, coma lentilha.
Então feche os olhos, ore, e inclua em seus pedidos apagar as luzes deste circo tétrico impedindo que novas apresentações sejam assistidas, remuneradas e comentadas.
Palhaços que nos fazem sofrer e chorar não podem receber nosso respeito. Distinta plateia, respeitável público… Já basta.
Queria ter sido mais ameno, mas…
Feliz Natal. E um Ano Novo com mais esperanças!
Paz e bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros, general do Exército, foi porta-voz da presidência da República.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2020
COLÉGIO MILITAR DE JUIZ DE FORA - ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES ESCOLARES DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO
Juiz de Fora (MG) – No dia 11 de dezembro, o Colégio Militar de Juiz de Fora (CMJF) realizou as solenidades militares de encerramento das atividades escolares dos alunos concludentes do 3º Ano do Ensino Médio, integrantes da turma General Maurice Gamelin.
Cumprindo rigorosamente os protocolos prescritos pelas autoridades sanitárias, foram desencadeadas as atividades do lançamento da cápsula do tempo, a inauguração da placa comemorativa da turma, a inauguração do retrato do Coronel Aluno Gabriel Fona Duarte na Galeria dos Coronéis Alunos do CMJF e a diplomação dos formandos.
A diplomação foi presidida pelo Chefe da Assessoria de Planejamento, Programação e Controle Orçamentário do Comando Logístico (COLOG), General de Brigada André Luiz Santos da Silva, pai de uma das formandas, e contou com a presença do Comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), General de Brigada João Felipe Dias Alves, do General de Brigada R/1 Eduardo Paiva Maurmann, também pai de um dos formandos, além de comandantes das organizações militares da Guarnição e de familiares dos formandos, em um clima de nostalgia, emoção e alegria pela vitória alcançada.
Instituto General Villas Bôas lança coleção de livros para discutir projeto de país
O Instituto General Villas Bôas (IGVB) lança nesta segunda-feira (21/12) a coleção “Os pensadores do Brasil”. Trata-se de uma coletânea de 200 livros selecionados e com edições atualizadas de intelectuais conservadores e centro liberais. O objetivo é discutir um projeto de Brasil, conforme opinião do general que dá nome ao instituto.
Dentre os títulos escolhidos, estão obras do próprio general Villas Bôas. O homem que comandou o Exército entre 2015 e 2019 virou exemplo de superação desde que passou a enfrentar quadro de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa.
O IGBV foi criado para “disseminar informações para o acesso às chamadas tecnologias assistivas, que ajudam a manter ativas as pessoas que têm doenças semelhantes”, explicou o general na época da inauguração.
O instituto que homenageia Villas Bôas tem um conselho editorial constituído por professores e profissionais de renome. Eles fizeram a seleção dos títulos que compõem a coleção. “Após intensas reflexões, decorrentes da minha vivência pessoal e profissional, decidi retribuir, por meio do IGVB, todo o conhecimento e acesso que tive a oportunidade de adquirir em todos esses anos”, registra o General Villas Bôas sobre o projeto.
O objetivo é publicar os 200 livros da coleção até o bicentenário da Independência do Brasil, em 2022. A coletânea será dividida em 10 coleções temáticas. A primeira será denominada “Coleção General Villas Bôas – Fundamentos Teóricos da Estratégia Brasileira”, que trará títulos indicados pelo próprio general. A segunda será a “Coleção Marechal Rondon – Amazônia, do Inferno Verde ao Século XXI”.
O lançamento da coleção acontece às 16h, no Auditório Ipê Amarelo do Ministério do Meio Ambiente, na Esplanada dos Ministérios, Bloco B. Serão expostas as seguintes obras:
- Organização Nacional, de Alberto Torres, com prefácio do professor Carlos Ivan Simonsen
- Geopolítica e Poder, de Golbery do Couto Silva, com prefácio do general Alberto Mendes Cardoso
- A Missão Rondon e a Expedição Roosevelt, com o prefácio do indigenista Mercio Pereira Gomes
- A Amazônia e a Cobiça Internacional, de Arthur Cezar Ferreira Reis, com prefácio do general Villas Bôas
sábado, 19 de dezembro de 2020
Martele até quebrar - Por Otávio Santana do Rêgo Barros
Inúmeras são as incertezas no alvorecer do século XXI. “O fim da história” não se concretizou com a queda do Muro de Berlim, contrariando o filósofo Francis Fukuyama.
A essas indefinições, incorpora-se uma sociedade dispersa, imediatista, desinteressada e brutalizada intelectualmente.
Uma das razões deste alheamento é termos a maioria da população, independente de raça, religião ou condição financeira, entorpecida pela tela brilhante do celular.
A vã satisfação pessoal se materializa em números de apreciadores que se curvam aos dotes dos hipnotizadores de falsas serpentes.
Outra razão que nos parece clara, volto a ela mais uma vez – aprecio discuti-la -, é estarmos limitados por redomas comunitárias, uma zona de conforto, que não se interconectam e que nos impedem de crescer como indivíduos, nos tornando egoístas sociais.
Concorro em acreditar que a política foi impactada sobremaneira por esse fenômeno e seus atores, os políticos de carne e osso, em nada diferindo daqueles seres presos na cúpula de vidro translúcido do seu universo paralelo, estão cada dia mais obcecados por se valerem das opiniões confortáveis de seus seguidores, abdicando de confrontar-se com a arte de fazer política. Do diálogo. Do convencimento pelos argumentos.
Histéricos gritos em negrito contra tudo e contra todos que não se alinhem aos pensamentos canhestros disseminados. Xingamentos que ruborizam, ainda hoje, o cidadão de índole mediana. Decisões governamentais de importância capital anunciadas pelo Twitter. Diários Oficiais são peças de museu.
Eureca! Vamos propor a criação genial do TOU (Twitter Oficial da União). Ou do IOU (Instagram Oficial da União). Quem sabe do FOU (Facebook Oficial da União). Todos os atos passíveis de certificação governamental seriam divulgados nessas plataformas.
São apenas alguns exemplos de posturas assumidas por essa nova velha geração de discursante da ágora virtual.
O furo jornalístico que era um troféu buscado pelos profissionais da imprensa, apurado na maioria das vezes em profundidade e com ética, passou a ser perseguido por quaisquer que tenham ânsia de sapatear nas luzes da ribalta do espectro digital. Se for uma inverdade, e daí? A verdade tem larga margem de erro para esses “representantes do povo”. Tem até validade.
“Cogito ergo sum” – penso, logo existo -, célebre frase de Descartes, vira poeira para esses filósofos do século XXI. Pensar com maturidade e profundidade não é mesmo necessário (nem sei se ainda são capazes de pensar, haja vista o nível oligofrênico de algumas discussões nos púlpitos das casas que os acolhem).
A preocupação maior é de insanamente verbalizar tonteiras diárias que aqueçam suas manadas de seguidores. Logo, para que existir? Existir no mundo real é muito penoso. Onde está o local para o clique na mãozinha?
Quando intuímos que uma nova e promissora geração de legisladores estava por assumir as rédeas da nossa carruagem política, realinhando propósito com ação de bem colaborar em prol da sociedade brasileira, o que lastimosamente vimos foram alguns descerebrados extasiados pelo poder, chicoteando os animais tratores – o povo – até a sua exaustão.
Martelem até quebrar a grande pedra da insensatez política que parecia indestrutível. Ao fim, todos os seus golpes, não apenas aquele que a rompeu, foram responsáveis pelo sucesso de vê-la em pequenos pedaços.
“Nunca desista. Nunca. Nunca. Nunca.” (Winston Churchill)
Daqui a dois anos, uma nova corrida eleitoral. Até lá vamos martelando. E com força!
Paz e bem!
Otávio Santana do Rêgo Barros é general do Exército e ex-porta-voz da presidência da República.
https://veja.abril.com.br/blog/noblat/martele-ate-quebrar-por-otavio-santana-do-rego-barros/
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Você entendeu?
Há um ano atrás, quando estávamos planejando as festas de final de ano, fizemos muitos planos para o futuro de 2020.



















