segunda-feira, 10 de novembro de 2014

“Não serei submisso ao Planalto”, diz Eduardo Cunha

Fernando Rodrigues

Deputado do PMDB é candidato a presidente da Câmara em 2015
Cunha diz querer construir “relação de respeito'' com governo e oposição
Planalto tenta, mas fracassa seguidamente ao tentar frear peemedebista
Eduardo Cunha, em entrevista 15.out.2014 ao "Poder e Política" (foto: Sérgio Lima)
Eduardo Cunha, em entrevista 15.out.2014 ao “Poder e Política'' (foto: Sérgio Lima)
O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) declarou na manhã desta segunda-feira (10.nov.2014) que não pretende ser um candidato a presidente da Câmara submisso ao Palácio do Planalto.
“Não sou candidato de oposição nem quero ser candidato de oposição. Mas também não quero ser um candidato submisso ao governo. Quero apenas construir uma relação de respeito com o governo e com a oposição”, disse Eduardo Cunha ao UOL pouco antes de se encontrar hoje cedo com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que vai ajudá-lo na campanha para presidir a Câmara em 2015.
A Presidência da Câmara é um posto muito disputado por exalar poder político. É o terceiro cargo na República. Quando se ausentam a presidente e o vice, quem assume o Palácio do Planalto é o chefe da Câmara dos Deputados.
Além disso, o regime no Congresso é presidencialista. Os presidentes da Câmara e do Senado controlam orçamentos gigantes (maiores do que os de muitos Estados) e têm o poder absoluto para formular a pauta de votações da Casa.
Se há um pedido de cassação de mandato ou de impeachment presidencial, quem decide em grande parte o rito processual é o presidente da Câmara. Como se sabe, em 2015 deve eclodir, com toda a sua força, o escândalo revelado pela Operação Lava Jato, que identificou crimes de corrupção dentro do Petrobras com possíveis ramificações no Congresso e no Poder Executivo.
Os presidentes da Câmara e do Senado em 2015 serão os senhores do tempo e das atitudes quando uma CPI analisar os casos de corrupção na Petrobras. Inclusive se o cenário evoluir para algum pedido de impeachment da presidente.
O Palácio do Planalto tem reclamado da antecipação do processo de sucessão na Presidência da Câmara. Eduardo Cunha rebateu essa preocupação na sua conversa hoje cedo com o UOL:
“Uma vez terminada a eleição de 2014, não havia como ser de outra forma. Nas outras vezes, em 2006 e 2010, os candidatos do PT a presidente da Câmara começaram da mesma forma suas campanhas logo depois de garantirem seus mandatos nas urnas. Arlindo Chinaglia [PT-SP] e Marco Maia [PT-RS] fizeram isso. Agora, a diferença é que há um candidato do PMDB”.
Na avaliação de Cunha, interessa apenas ao governo e ao PT interromper agora o processo de sucessão na Presidência da Câmara. Imaginam que assim poderiam produzir algum outro candidato mais palatável ao Planalto. Mas ele, Cunha, não pretende interromper sua campanha.
Nesta semana, o peemedebista deve continuar a ser reunir com bancadas partidárias para tentar fechar apoios à sua candidatura.
RESISTÊNCIA NO PMDB
Cunha enfrenta, entretanto, um problema dentro do seu próprio partido. O presidente nacional do PMDB, Michel Temer, que também é o vice-presidente da República, ficou irritado com uma entrevista que Cunha concedeu ao programa “Poder e Política”, em outubro.
Na entrevista de 15.out.2014, Cunha disse que Michel Temer, se perdesse a eleição presidencial na chapa com Dilma Rousseff, “dificilmente” teria “condição política de conduzir uma participação no governo [de Aécio Neves]. Mas também não teria condição dentro do PMDB de levar o PMDB para a oposição se a bancada está dividida, está rachada; se dentro dos Estados os apoios políticos estão rachados”.
Eis o trecho da entrevista em que Cunha fala de Temer:
Michel Temer interpretou a declaração de Cunha como uma tentativa de derrubá-lo da presidência do PMDB. Por essa razão, Temer teria iniciado um processo para tentar dinamitar a pretensão de Cunha de ser presidente da Câmara.
O vice-presidente da República escalou um de seus aliados mais próximos, o ministro Moreira Franco (Aviação Civil), cuja função no governo é quase nenhuma e passa parte dos seus dias telefonando para jornalistas e congressistas fazendo intrigas políticas. Essa já foi uma função ocupada por Moreira Franco no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando tinha uma sala no Palácio do Planalto apenas para “fazer política”.
A dupla Temer-Moreira se desdobra para tentar demonstrar fidelidade ao governo, derrubar Cunha e assim ter mais proeminência no 2º mandato de Dilma.
O Planalto fica espremido em meio a um dilema: avança mais para destruir as pretensões de Cunha (e se arrisca aí a ter um inimigo eterno no caso de vitória do peemedebista) ou tenta fazer algum acordo de procedimentos a partir de já.
Por essa razão, o ministro da Articulação Política, Ricardo Berzoini, foi ao seu perfil no Twitter ontem, domingo (9.nov.2014), para tentar debelar uma informação sobre a carga do Palácio do Planalto contra Eduardo Cunha:
Berzoini negou (de maneira dura, porém protocolar) que tivesse sido escalado por Dilma para fazer um alerta ao PMDB contra Eduardo Cunha. Após escrever essas notas no Twitter, Berzoini falou pelo menos com um cacique do PMDB para tentar minimizar a campanha anti-Cunha que o Planalto faz no momento.
Eis os tuítes do ministro de Dilma:
Bezoini-Twitter-9nov2014
CHANCES DE CUNHAÉ impossível saber hoje quem será eleito presidente da Câmara logo após a posse das novas bancadas, em 1º.fev.2015.
Em tese, o cargo fica com o partido que tem a maior bancada. No caso, o PT. Mas essa regra já foi rompida muitas vezes.
O PT terá 69 deputados. Elegeu 70, só que a Justiça Eleitoral acaba de aceitar o recurso de um político do Paraná, do Solidariedade, e os petistas devem ter 69 cadeiras na Câmara a partir do ano que vem.
O PMDB terá 66 deputados. É uma diferença de apenas 3 cadeiras.
A favor de Eduardo Cunha há, neste momento, um sentimento forte anti-PT dentro do Congresso. Não há também na lembrança dos deputados mais antigos muito afeto pelos petistas que postulam o cargo de presidente da Câmara –Arlindo Chinaglia e Marco Maia. Tanto Chinaglia como Maia não foram presidentes populares da Câmara.
A esta altura, a única chance de o governo e o PT derrotarem Cunha é tentar miná-lo dentro do seu próprio partido, o que tem sido tentado. Mas o deputado peemedebista é diligente –como mostra a sua agenda. Hoje, segunda-feira (10.nov.2014), ele já estava com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, antes da 9h da manhã. Pezão é o governador mais forte do PMDB e um aliado tanto de Cunha como do Planalto.
No final do dia, Cunha já estará em Brasília para continuar sua rodada de conversas com deputados que podem elegê-lo em 2015.
Para complicar, o PMDB deve formalizar um bloco partidário que dará à legenda o comando de um grupo de deputados maior do que o da bancada do PT.
Cunha deve ser um candidato a presidente da Câmara “avulso”, como se diz no jargão do Congresso. Será bancado informalmente pelos votos do seu bloco partidário. Nesse caso, o PMDB não dirá que tem um candidato a presidente da Câmara (vaga que em geral cabe ao partido com maior número de deputados, o PT).
Como não terá candidato formal a presidente da Câmara, caberá ao PMDB fazer a primeira escolha na divisão dos cargos da Mesa Diretora da Casa. Os peemedebistas devem escolher a vaga de primeiro vice-presidente. Isso alijaria o PT do comando no caso de vitória de Cunha.
http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2014/11/10/nao-serei-submisso-ao-planalto-diz-eduardo-cunha/

DELAÇÃO PREMIADA DE EMPRESÁRIO CAUSA ESPANTO


Os depoimentos do empresário Júlio Camargo à Justiça Federal, sob delação premiada – garante fonte ligada às investigações – fazem parecer irrelevantes as revelações do ex-diretor Paulo Roberto Costa e do megadoleiro Alberto Youssef sobre o esquema que roubou a Petrobras. Ele não é apenas um executivo da japonesa Toyo Setal, responsável por depósitos no exterior depois convertidos em propina para políticos: “ele é o coração do esquema de corrupção”, diz a fonte.
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O MPF acredita que Júlio Camargo protagonizou a formação de cartel de grandes fornecedores da Petrobras que alimentaram o Petrolão.
Júlio Camargo é mais que um “executivo”, como tem sido chamado. Ele seria, para os investigadores, líder e articulador do esquema corruptor.
Ao propor delação premiada, Júlio Camargo mostrou que a Operação Lava Jato atingiu em cheio o esquema de corrupção na Petrobras.
O grupo japonês que ele representa tem contratos no valor de R$ 4 bilhões com a Petrobras. Segundo outro delator, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, contratos dessa natureza, obtidos com fraude em licitação e cartel, rendiam 3% de seu valor para políticos do PT, e título de propina, e 1% para os demais partidos governistas envolvidos no esquema, como PP e PMDB.
Além de haver assumido o compromisso de contar tudo sobre o esquema de corrupção do Petrolão, Júlio Camargo se comprometeu a pagar multa de R$ 40 milhões. Saiu-lhe barato: milionário apaixonado por cavalos, Júlio Camargo é conhecido por levar seus “puro sangue” para competições em aviões climatizados. Leia na Coluna Cláudio Humberto.
http://www.diariodopoder.com.br/noticias/delacao-premiada-de-empresario-causa-espanto-2/

domingo, 9 de novembro de 2014

Roberto Carlos vai à Justiça contra a JBS, da Friboi

Rompido unilateralmente pela companhia, contrato com o cantor duraria até o próximo ano

09/11/2014 | 21h07
Roberto Carlos vai à Justiça contra a JBS, da Friboi Reprodução/Reprodução
Comercial de carne estrelado por cantor que seria vegetariano casou polêmicaFoto: Reprodução / Reprodução
Polêmico por conta das especulações do cachê pago ao cantor e do suposto vegetarianismo de Roberto Carlos, o comercial do “Rei” para a Friboi foi parar na Justiça. O compositor processou a indústria por rescindir o contrato sem pagar a multa prevista. Na defesa, a JBS argumenta que o cantor não é bom vendedor.
Uma das informações do processo é sobre o valor dos contratos: um de R$ 22,5 milhões, que seria quitado no Brasil, e outros US$ 9,3 milhões pagos no Exterior. A JBS diz ter encomendado pesquisa para medir a percepção do público sobre a imagem de Roberto Carlos e avaliar o retorno do investimento. Teria ficado surpresa com o resultado: as pessoas disseram não confiar no Rei. Um dos rumores sobre o comercial foi o de que o cantor não teria sequer dado uma garfada no bife. A JBS, então, teria decidido cancelar o contrato, previsto para durar até 2015.
As informações do processo dão conta de que as partes teriam chegando a um acordo sobre o rompimento antes mesmo de partirem para a briga. Mas o caso acabou chegando à Justiça com a acusação de calote. Pelos contratos, os pagamentos seriam feitos de forma parcelada, em cinco vezes. Mas apenas a primeira das parcelas teria sido paga.
Na Justiça, os advogados das empresas Natureza, Amigo Produções, Atlântico Promoções, RDC Eventos e DC Set Shows, ligadas a Roberto Carlos, escolheram cobrar só o contrato que seria pago no Brasil. A rescisão unilateral implicaria multa de R$ 7,2 milhões. 

A JBS alegava que não devia esse valor e que pagaria R$ 3,1 milhões. Mas isso agora pouco importa. Os advogados das empresas de Roberto Carlos, do escritório Trigueiro Fontes, informaram que as partes chegaram a um acordo. A JBS preferiu não se manifestar.
Segundo o processo, o pagamento no Exterior envolvia a Chaterella Investors Limited, que tem contrato com a JBS USA Holdings nos moldes do patrocínio firmado com a JBS SA pelas empresas ligadas ao cantor. É a mesma companhia que, registrada no Reino Unido, foi investigada em Portugal por questões de sonegação fiscal.
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/11/roberto-carlos-vai-a-justica-contra-a-jbs-da-friboi-4639294.html?utm_source=Redes%20Sociais&utm_medium=Hootsuite&utm_campaign=Hootsuite

DIA DO OFICIAL R/2 É COMEMORADO NO 4º GAC




"Rei da Cachaça" é solto após 85 dias preso acusado de estupro

Reprodução/Facebook Cachaça Seleta e Boazinha
rei da cachaça
"Rei da Cachaça" foi preso suspeito de tentativa de crimes sexuais e homicídio
O “Rei da Cachaça”, como ficou conhecido o empresário Antonio Eustáquio Rodrigues, de 66 anos, foi solto na manhã deste sábado (8). Ele estava preso há 85 dias, no presídio de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, acusado de crimes sexuais e tentativa de homicídios contra adolescentes.
 
Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o empresário foi beneficiado por um alvará de soltura expedido na noite desta sexta-feira (7), pela juíza da Comarca de Salinas, Aline Martins Stoianov de Campos, após tumultuadas audiências na cidade, para oitivas de Antonio e de testemunhas.
 
Crime
 
O empresário Antônio Eustáquio Rodrigues foi preso em Salinas suspeito de tentativa de homicídio e crimes sexuais. Ele é conhecido como "Rei da Cachaça" por ser dono das empresas de aguardente Seleta, Saliboa e Boazinha.
 
A prisão ocorreu no dia 12 de agosto, durante operação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas (MPE). As investigações que culminaram na detenção do suspeito duraram cerca de 5 meses. Conforme o delegado José Eduardo Gonçalves, o inquérito segue em segredo de Justiça e, por isso, não repassou detalhes sobre o caso.

http://www.hojeemdia.com.br/horizontes/rei-da-cachaca-e-solto-apos-85-dias-preso-acusado-de-estupro-1.280792

9º JANTAR DANÇANTE FARTURA NO NATAL


Disputa eleitoral em Juiz de Fora custa quase R$ 10 milhões

POR RENATO SALLES REPÓRTER

A ambição de ocupar uma cadeira parlamentar tem seu preço. Somados, os 43 nomes com domicílio eleitoral em Juiz de Fora que tentaram um mandato na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) gastaram com suas campanhas R$ 9,5 milhões, o que dá uma média de quase R$ 300 mil por candidatura. Juntos, os concorrentes da cidade conquistaram 870.170 votos, o que, na prática, significa que cada voto teve um custo de cerca de R$ 10. Dos valores investidos pelos postulantes locais durante os meses que antecederam o pleito de 5 de outubro, mais de um quarto custeou a reeleição do deputado federal Marcus Pestana (PSDB), que arrecadou pouco mais de R$ 2,5 milhões, mesmo montante destinado a suas despesas. Com a confiança de 131.687 eleitores, o “investimento” feito por Pestana foi de R$ 19 por voto.
Apesar de Pestana ter declarado à Justiça Eleitoral a mais cara das campanhas dos candidatos de Juiz de Fora, outros dois candidatos derrotados nas urnas tiveram uma relação entre o número de eleitores e despesas mais dispendiosa. Sem conseguir se eleger para a Câmara dos Deputados mas com uma votação consistente, Giovane Gávio (PSDB) apresentou gastos superiores a R$ 1 milhão. Com uma votação de pouco mais de 36 mil eleitores, cada voto para o ex-jogador da Seleção Brasileira de vôlei custou R$ 28,35. O custo/voto do tucano só foi inferior ao de Cristina Freitas (PTC) que apresentou despesas bem mais modestas, de quase R$ 11 mil. Entretanto, a candidata foi lembrada nas urnas por apenas 376 pessoas, o que significa um gasto de quase R$ 29 por voto.
Levando-se em consideração apenas os deputados federais eleitos – na verdade, reeleitos -, o voto mais caro foi o de Júlio Delgado (PSB). Para garantir seu quinto mandato com 86.245 votos, o parlamentar gastou R$ 1,7 milhão. Assim, na relação entre despesas e voto, Júlio investiu pouco mais de R$ 20 por eleitor. A quantia é cinco vezes maior que a despendida para Margarida Salomão, que também conquistou nas urnas o direito a mais um mandato. De acordo com a declaração entregue a TSE, a petista teve despesas de quase R$ 311 mil e conquistou 78.973 eleitores. Na prática, o custo do voto da deputada federal foi inferior a R$ 4, um dos mais baratos deste pleito.
Entre os 20 concorrentes ao Congresso por Juiz de Fora, além de Júlio e Pestana, outros sete nomes tiveram a relação custo/voto superior à de Margarida: Cristina Freitas, Giovane Gávio, Ângela Fia (PTC), Wadson Ribeiro (PCdoB), Felipe Fonseca (PSTU), Evanilda Gomes (PMN) e André Nogueira (PSTU). À exceção de Giovane e Wadson, todos eles tiveram um desempenho abaixo de 800 votos, o que acabou representando um maior valor do quociente resultante da divisão entre despesas e votação.
R$ 6,3 milhões
Ao todo, todos os candidatos a deputado federal da cidade gastaram quase R$ 6,3 milhões e receberam 420.204 votos, um custo de aproximadamente R$ 15 por votos. As menores relações custo/voto foram obtidas por Vanderlei Tomaz (PSC, que teve 6.110 votos), Detinho (PMN, 2.054 votos), Lilian Pinho (PV, 1.330 votos) e Kelma Costa (PTdoB, 4.222 votos), todos com despesas inferiores a R$ 2 por eleitor conquistado.

Missionário tem melhor relação custo/voto

Com 23 nomes com domicílio eleitoral em Juiz de Fora, a disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) significou investimentos menores por parte dos candidatos locais, que, juntos, gastaram R$ 3,2 milhões. Assim como na corrida pela Câmara, a maior relação custo/voto foi de um candidato com baixa votação. Com o apoio de 261 eleitores e gastos de campanha acima de R$ 6 mil, Chico Anísio (PHS) investiu R$ 24,37 por eleitor. Entre os desempenhos mais consistentes, todavia, o maior gasto foi de Charlles Evangelista (PROS), que obteve quase seis mil eleitores, ao custo de pouco mais de R$ 13 cada.
Dos eleitos, Antônio Jorge (PPS) foi quem apresentou os maiores gastos de campanha e a maior relação custo/voto. O ex-secretário de Estado de Saúde arrecadou e despendeu mais de R$ 1,1 milhão para garantir o apoio de 93.034 eleitores. Em uma divisão simples, cada voto do deputado estadual eleito custou cerca de R$ 12.
Só R$ 1
Vitorioso nas urnas, Márcio Santiago (PTB) teve o custo/voto mais barato entre todos os candidatos da cidade à ALMG que apresentaram prestação de contas ao TRE. Missionário e sobrinho do líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, o apóstolo Valdemiro Santiago, o deputado eleito recebeu a confiança de mais de 76 mil eleitores. Com despesas de campanha declarada de quase R$ 82 mil, Santiago investiu pouco mais de R$ 1 para garantir cada um dos votos obtidos em 830 das 853 cidades mineiras, reafirmando o potencial do eleitorado evangélico nas contendas parlamentares.

Dinheiro é indicador de sucesso

O recorte local reforça a importância do dinheiro no atual processo eleitoral brasileiro, principalmente no que diz respeito às disputas parlamentares da Câmara dos Deputados e das assembleias legislativas, onde as eleições são proporcionais. Em um universo em que 43 concorrentes gastaram juntos quase 9,5 milhões, três quartos deste total – R$ 7,1 milhões – correspondem aos gastos dos oito deputados eleitos pela cidade. Marcus Pestana (PSDB), por exemplo, gastou 40% dos R$ 6,3 milhões despendidos por todos os 20 postulantes ao Congresso na cidade. Juntos, Júlio Delgado (PSB) e Margarida Salomão (PT) gastaram 33% desse total.
A mesma característica pode ser observada na disputa pela Assembleia Legislativa. Deputado estadual eleito, Antônio Jorge (PSB) foi responsável por 37% do total de pouco mais de R$ 3 milhões gastos pelos 23 concorrentes ao Legislativo mineiro com domicílio eleitoral em Juiz de Fora. Somados, as despesas de outros quatro candidatos vitoriosos – Noraldino Júnior (PSC), Isauro Calais (PMN), Márcio Santiago (PTB) e Lafayette Andrada (PSDB) – respondem por outros 46 % desse montante.
Não constam
Os percentuais, entretanto, poderiam ser menores já que o sistema do TRE não disponibilizava até o fechamento desse reportagem a prestação de contas de 11 candidatos – três à Câmara dos Deputados e oito à ALMG. Entre os nomes cujas informações não constam no sistema da Justiça Eleitoral até sexta-feira à noite estavam os dos vereadores Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC) e Wanderson Castelar (PT), que tentaram sem sucesso uma cadeira no Legislativo estadual.
http://www.tribunademinas.com.br/disputa-custa-quase-r-10-milhoes/

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Morre José Renato Barbosa, filho de Chacrinha

José Renato Barbosa de Medeiros, filho de Chacrinha, morreu na manhã desta quinta-feira, 6. A informação foi confirmada pelo Hospital Barra D'Or, onde Nanato Barbosa, como era conhecido pelos amigos, estava internado há dois meses. Ele ficou paraplégico em 1971, após um acidente de carro, e morava com a mãe, Florinda Barbosa, de 94 anos, no Rio.
"O Sr. José Renato Barbosa Medeiros, 63 anos, estava internado no Hospital Barra D’Or desde o dia 1º de setembro de 2014 em Unidade de Terapia intensiva, tendo apresentado complicações respiratórias e cardiológicas, evoluindo para óbito às 6h15. do dia 06 de novembro de 2014"
EGO NAS REDES SOCIAIS

O velório de Nanato Barbosa está marcado para as 17h no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Ele era irmão gêmeo de Leleco Barbosa, produtor e apresentador de televisão.
Pelo Instagram, Ana Paula Barbosa, sobrinha e afilhada de Nanato, falou sobre a morte do tio, que ela definiu como "uma pessoa maravilhosa, alegre e humana".
"Não sei nem como começar a escrever. Essa noite não dormi nem direito, e acabo de receber essa notícia de que meu tio e padrinho Nanato Barbosa acabou de falecer, depois de dois meses de CTI, várias operações. Ele estava forte, só que a cada dia alguma coisa se agravava. Estou muito triste e sofrendo, pois já estamos nessa batalha há dois meses. Uma pena uma pessoa maravilhosa, alegre e humana. Fique em paz! (...) Obrigada a todos que oraram conosco e nos apoiaram", escreveu Ana Paula.
José Renato Barbosa de Medeiros, filho de Chacrinha (Foto: Reprodução / Facebook)Wanderleia e Nanato em foto antiga postada pela
cantora (Foto: Reprodução / Facebook)
Ex-mulher Wanderléa faz homenagem
No Facebook, Wanderléa, que foi casada com Nanato Barbosa durante 9 anos, prestou sua última homenagem. "Tchau, meu herói, meu amor, descanse em paz. Obrigada por tantos momentos felizes que vivemos juntos e por tudo que contigo aprendi. Nossas lembranças estarão sempre guardadas em meu coracão", disse a cantora, que também postou diversas fotos antigas ao lado de Nanato.
http://ego.globo.com/famosos/noticia/2014/11/morre-jose-renato-barbosa-de-medeiros-filho-de-chacrinha.html
José Renato Barbosa de Medeiros, filho de Chacrinha (Foto: Reprodução / Facebook)José Renato Barbosa de Medeiros, Chacrinha e Wanderléa em foto antiga (Foto: Reprodução / Facebook)

4ª BDA INF L (MTH) - ALMOÇO DA RESERVA ATIVA - CONVITE


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Pancada de chuvas provoca estragos em Juiz de Fora


Uma tempestade atingiu vários bairros de Juiz de Fora no início da noite desta quarta-feira (5). Na Estrada União e Indústria, altura do Bairro Granjas Primavera, uma árvore de grande porte caiu e interditou a via em ambos os sentidos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e, por volta das 20h, três homens ainda trabalhavam no corte do tronco para desobstruir o traçado. Eles tiveram o apoio de quatro voluntários, moradores da região.
No momento da queda, ventava e chovia muito. A Cemig também foi chamada, já que houve interrupção no fornecimento de energia no entorno. Com o  tráfego impedido, um engarrafamento de aproximadamente um quilômetro podia ser observado em ambos os sentidos. De acordo com a Defesa Civil, até as 20h10, duas ocorrências foram registradas na cidade, sendo uma no Bairro São Benedito, onde houve pequena erosão em uma rua, e outra na Vila Ideal, devido ao rompimento de uma rede de esgoto.
Conforme os pluviômetros do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), espalhados por toda a cidade, os bairros mais atingidos pela precipitação foram Graminha e Santa Efigênia, na região Sul, Floresta, e Lourdes, na Sudeste, e Aeroporto e São Pedro, na Cidade Alta. Antes da tempestade, no fim da tarde, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia emitido aviso meteorológico informando que a instabilidade permanecerá nesta quinta-feira (6) na Zona da Mata em razão da passagem de uma frente fria sobre o Sudeste do Brasil. Em Juiz de Fora deverá ter pancadas de chuvas e trovoadas a qualquer hora do dia.
http://www.tribunademinas.com.br/pancada-de-chuvas-provoca-estragos/

Juiz de Fora contra as drogas - 100kg de drogas apreendidos após perseguição policial


Após uma perseguição policial pela Zona Norte, que acabou em uma acidente de trânsito, a Polícia Civil encontrou, na tarde desta quarta-feira (5), cerca de 100kg de maconha e 3kg de pasta base escondidos em um Fiat Strada. Um homem, 32 anos, que conduzia o veículo foi preso. Segundo a titular da Delegacia Especializada Antidrogas, Mariana Veiga, os entorpecentes vinham de Ribeirão Preto (SP) e seriam redistribuídos em Juiz de Fora. A equipe chegou ao homem após mapear rotas de entrada de entorpecentes na cidade.
Conforme a delegada, os policiais flagraram o veículo entrando no perímetro urbano pela BR-040 e começaram a segui-lo. Quando o suspeito acessava o trevo da BR-267, para acessar a Avenida Juscelino Kubitschek, percebeu que estava sendo monitorado e fugiu em alta velocidade. A delegada conta que, alguns metros à frente, o condutor perdeu o controle da direção e bateu em um poste. “Após a colisão, ele ainda fugiu correndo a pé, mas foi alcançado por nossa equipe e preso.”
O carro ficou com a lateral destruída. No momento da colisão, uma mulher passava pelo local, perto de um ponto de ônibus, e quase foi atingida. Durante buscas no veículo, a Polícia Civil localizou tabletes de maconha e pasta base escondidos em todo o foro da carroceria e também nas laterais das portas. Parte dos tóxicos estava atrás dos bancos, dentro de sacos e mochilas. “As investigações continuam para apontar os locais em que esta droga seria distribuída aqui em Juiz de Fora”, afirmou Mariana da Veiga. O homem foi preso em flagrante e encaminhado para o Ceresp. O carro que transportava a droga foi guinchado até a delegacia, onde ficou apreendido.
http://www.tribunademinas.com.br/100kg-de-drogas-apreendidos-apos-perseguicao-policial/

Juiz que processou agente que disse que ‘ele não é Deus’ já foi multado por ‘dirigir sob influência de álcool’

Por Ana Carolina Pinto e Breno Boechat

O episódio que virou ação na justiça não foi o único envolvendo o juiz João Carlos de Souza e o descumprimento a regras de trânsito. Em 2013, dois anos após o caso, o magistrado foi multado ao parar em uma blitz por dirigir sob influência de álcool. A infração aconteceu na madrugada de 14 de março do ano passado, quando ele foi parado por agentes da Lei Seca, em Copacabana. Na ocasião, segundo a Secretaria estadual de Governo, João Carlos se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve a carteira apreendida. O veículo foi liberado após a apresentação de outro condutor.

Na última sexta-feira, uma decisão tomada pelo desembargador José Carlos Paes, da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, na sexta-feira, confirmou sentença de primeira instância, que condenou a agente do Detran-RJ Luciana Silva Tamburini a indenizar João Carlos em R$ 5 mil, por ironizar uma autoridade pública”. O caso ocorreu em 2011, quando João Carlos foi parado pela fiscal por dirigir um carro sem placa e estava sem a carteira de motorista. Ele chegou a dar voz de prisão à agente por desacato.

Ao todo, no nome do juiz, estão registradas sete multas de trânsito, que, juntas, somam 28 pontos na carteira de habilitação do magistrado. Seis dessas autuações estão vencidas e não foram pagas. Somadas, as multas resultam num valor de R$ 2.330,39. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o motorista que acumular 20 pontos na carteira no período de um ano tem o direito de dirigir suspenso.
Agente foi condenada a pagar R$ 5 mil em indenizações ao juiz
Agente foi condenada a pagar R$ 5 mil em indenizações ao juiz Foto: Marcelo Theobald / Extra
Agente diz que vai recorrer

O processo, originalmente, foi movido pela agente contra o magistrado. Ela exigia indenização, alegando que ele tentou receber tratamento diferenciado por ser juiz. Em primeira instância, no entanto, a Justiça entendeu que Luciana perdeu a razão ao ironizar uma autoridade e reverteu a ação, condenando a agente. Ela vai recorrer para o Superior Tribunal de Justiça.

— Vou até o final, porque sei que agi corretamente. Não me arrependo de nada, faria a mesma coisa de novo — afirma.

O juiz João Carlos de Souza Correa e o desembargador José Carlos Paes informaram, por meio da assessoria de comunicação do TJ, que não vão se manifestar.
Na internet, um grupo de pessoas que soube do caso e se indignou iniciou uma campanha para arrecadar recursos para ajudar Luciana a pagar a indenização à qual foi condenada.
Luciana Silva Tamburini vai recorrer da decisão da Justiça
Luciana Silva Tamburini vai recorrer da decisão da Justiça Foto: Marcelo Theobald / Extra


http://extra.globo.com/noticias/rio/juiz-que-processou-agente-que-disse-que-ele-nao-deus-ja-foi-multado-por-dirigir-sob-influencia-de-alcool-14465457.html#ixzz3IENCOmiN

Ação do Exécito em Juiz de Fora - 2.500 espécies nativas plantadas


Cerca de 2.500 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica estão sendo plantadas próximo a duas nascentes na região do Bairro Barbosa Lage, na Zona Norte, entre ontem e hoje. A ação foi realizada pelo Campo de Instrução de Juiz de Fora, unidade do Exército, como parte da II Gincana Ambiental, promovida em comemoração ao aniversário da unidade. O tema escolhido este ano foi “gestão da água”, em virtude da forte seca que vem castigando toda a região.
A ação, que está sendo executada por 50 militares, tem o objetivo de promover uma recarga hídrica ao local. As nascentes próximas do ponto onde está sendo feito o plantio formam córregos que deságuam na Represa João Penido. “Sempre realizamos o trabalho de preservação aqui na região. A ideia é que, quando essas árvores estiverem maior, elas diminuam o impacto da chuva no solo, oferecendo maior tranquilidade para o abastecimento dos lençóis freáticos”, explica a primeiro-tenente Ana Paula Lemos. As mudas foram doadas pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), que também escolheu o local de reflorestamento.
A ideia da gincana, que também conta com o apoio da UFJF, é divulgar boas práticas de preservação ambiental, por meio de atividades como o reflorestamento, limpezas das áreas de instrução, reciclagem, gincana com escolas municipais sobre economia de água, entre outras.
Previsão de chuvas

A partir de hoje, poderá voltar a chover em Juiz de Fora. De acordo com o 5º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a frente fria que atua no Estado de São Paulo deverá causar instabilidade em toda a região Sudeste. Em Minas Gerais, a previsão é de pancadas de chuvas hoje, principalmente na região Sul e Oeste. Em Juiz de Fora, e toda a Zona da Mata, o céu deverá ficar parcialmente nublado, com pancadas e trovoadas em áreas isoladas. Conforme o Departamento de Meteorologia da Cemig, o volume de chuvas poderá chegar aos 12 milímetros hoje e aos 15 milímetros amanhã. Segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), a instabilidade deverá se manter até o domingo. Até esta data, as temperaturas deverão oscilar entre 15 e 26 graus. Na cidade não chove de forma significativa desde o dia 27 de outubro.
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Incêndio atinge mata do 10º Batalhão de Infantaria do Exército

Equipes internas da unidade e homens do Corpo de Bombeiros tentam combater as chamas.


Um incêndio atinge a mata do 10º Batalhão de Infantaria do Exército em Juiz de Fora, no Bairro Fábrica, na Zona Norte. Equipes internas do batalhão e homens do Corpo de Bombeiros tentam apagar o fogo, mas o trabalho é dificultado pelo fato de a área ser de mata fechada e com terreno íngreme. 

Conforme o comandante do batalhão, tenente-coronel Carlos Alberto Rodrigues Pimentel, não há risco de as chamas atingirem alguma instalação física da unidade. Ainda segundo o militar, as equipes trabalham na abertura de um aceiro para evitar que o fogo se alastre. 

Como o tempo seco, a fumaça se espalhou rapidamente, fazendo com que uma nuvem escura encobrisse boa parte da região.

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Indenização é maior que meu salário, diz agente que parou juiz em Lei Seca

Luciana Silva Tamburini foi condenada a pagar R$ 5 mil a magistrado.
Ele foi parado na blitz e deu voz de prisão ao saber que teria carro rebocado.


Luciana Silva Tamburini exibe registro de ocorrência após desentendimento com juiz em Lei Seca no RJ (Foto: Matheus Rodrigues/G1)

Condenada pela 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro a pagar R$ 5 mil ao juiz João Carlos de Souza Correa após um desentendimento numa blitz, a agente da Lei Seca Luciana Silva Tamburini, de 34 anos, disse ao G1 nesta quarta-feira (5) que não teria como pagar a indenização. "Não tenho dinheiro para pagar isso, é mais que meu salário", disse ela.
Ainda na terça, internautas criaram uma "vaquinha virtual" para pagar a indenização. Cerca de três anos e meio depois de receber voz de prisão ao abordar um juiz em uma blitz da Lei Seca na Zona Sul do Rio, a agente da operação foi condenada a indenizar o magistrado por danos morais. Luciana Silva Tamburini processou o juiz João Carlos de Souza Correa, alegando ter sido vítima de situação vexatória. Porém, a Justiça entendeu que a vítima de ofensa foi o juiz e não a agente. Na terça-feira (4), ela disse que a "carteirada" que recebeu do magistrado não foi a única ao longo de três anos que trabalhou na Lei Seca.
"Isso acontece todos os dias e não só comigo. Já recebi até um 'Você sabe com quem está falando?' da mulher de um traficante de um morro de Niterói", contou. 
Luciana acrescenta que vai entrar com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a condenação que sofreu. Segundo ela, a decisão do Tribunal de Justiça do Rio é desmotivante.
"É um absurdo. Porque você bota a pessoa ali para trabalhar, para cumprir a lei. É uma pena a lei ser para poucos, para pessoas que têm o poder maior que o nosso. Imagina se vira rotina?", pergunta.
Ela disse ainda que acredita que esse tipo de decisão não deveria afetar o trabalho que os agentes desempenham no cumprimento da lei.
"O servidor público fica com medo de aplicar a lei. Você não pode trabalhar com medo", explicou.
Sobre o uso da expressão "juiz não é Deus", a servidora disse que houve interpretação errada por parte do magistrado. Segundo ela, na época da abordagem Correa chamou um policial militar e lhe deu voz de prisão.
"O PM já veio na tenda onde eu estava com a algema dizendo que ia me algemar porque ele [o juiz] queria. Eu então disse ao policial que ele queria, mas ele não era Deus. O policial falou isso para o juiz. Não fiz isso com o objetivo de ofender", contou.
Desde 2012 Luciana trabalha na área adminstrativa do Detran. Segundo ela, o motivo não foi a repercussão do caso. Recentemente, ela passou em um concurso para escrivã da Polícia Federal.
"Eu quero continuar trabalhando com segurança pública. Quem está ali é gente boa. Acredito nisso", completou  
A agente comentou ainda sobre a repercussão do caso na imprensa e nas redes sociais:
"É importante como alerta para a sociedade. A lei está aí para ser cumprida, para a gente se unir e ter um futuro melhor para filhos e netos. Não podemos ser coagidos por nada".
Luciana agradece a iniciativa, mas tem esperança de que não vai ser preciso pagar a indenização (Foto: Arquivo Pessoal)Luciana  tem esperança de que não vai ser preciso
pagar a indenização (Foto: Arquivo Pessoal)
Luciana também revelou que soube do movimento "vaquinha virtual" para ajudar a pagar a indenização ao juiz João Carlos de Souza Correa.
"Achei ótimo, mas, se Deus quiser, não vai ser preciso pagar. Vou entrar em contato para ver se é possível fazer uma doação para uma instituição de caridade", disse.
Entenda o caso

A decisão, publicada na sexta-feira (31), foi tomada pelo desembargador José Carlos Paes, da 36ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Ele entendeu que Luciana “agiu com abuso de poder, ofendendo o réu, mesmo ciente da função pública desempenhada por ele”.
A blitz da Lei Seca ocorreu na Rua Bartolomeu Mitre, no Leblon, em fevereiro de 2011. O juiz João Carlos de Souza Correa conduzia um Land Rover sem placas e não tinha carteira de habilitação. Luciana, na condição de agente de trânsito, informou que o veículo teria de ser apreendido e levado a um pátio. O juiz, por sua vez, exigiu que o carro fosse levado para uma delegacia. Ambos acabaram sendo levados para a 14ª DP (Leblon), onde o caso foi registrado.
Conforme o G1 apurou à época, o juiz alegou que a agente Luciana Tamburini foi debochada. Já a agente da Lei Seca disse que o magistrado agiu com abuso de autoridade.
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Isso acontece todos os dias e não só comigo. Já recebi até um 'você sabe com quem está falando?' da mulher de um traficante de um morro de Niterói"
Luciana   Tamburini
Luciana acionou a Justiça alegando ter sido ofendida durante exercício de sua função. Ao analisar o recurso, o desembargador José Carlos Paes alegou que “nada mais natural que, ao se identificar, o réu tenha informado à agente de trânsito de que era um juiz de Direito”, considerando assim que o juiz não agiu com a chamada “carteirada”, conforme alegou Luciana.
Para o desembargador, “em defesa da própria função pública que desempenha, nada mais restou ao magistrado, a não ser determinar a prisão da recorrente, que desafiou a própria magistratura e tudo o que ela representa”.
Ao fundamentar sua decisão, o desembargador estabeleceu o valor de R$ 5 mil a ser pago por Luciana ao juiz a título de indenização por danos morais. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o juiz não vai se manifestar sobre o caso.
Esclarecimento 

A Operação Lei Seca divulgou nota onde esclarece que a Corregedoria do Detran abriu um processo disciplinar para apurar a conduta dos agentes da operação na ocorrência envolvendo o juiz João Carlos de Souza Correa e não constatou qualquer irregularidade. Além disso, o registro de ocorrência realizado pelo crime de desacato na 14ª DP (Leblon) foi formalizado como fato atípico pela falta de provas.

De acordo com a nota divulgada pela Operação nesta terça-feira (4) o juiz fez o teste do bafômetro, mas não portava a Carteira Nacional de Habilitação e conduzia um veículo sem placa. Ao ser informado que o carro seria removido para o depósito, o motorista acusou um dos agentes de desacato. O veículo foi rebocado e ele recebeu duas multas, uma por não licenciar o veículo e outra por não portar a CNH.

Segundo a Operação Lei Seca, todos os motoristas abordados nas blitzes são submetidos aos mesmos procedimentos e a atuação dos agentes está de acordo com a Lei.
A Operação Lei Seca é uma campanha educativa e de fiscalização, de caráter permanente, lançada em março de 2009, pela Secretaria de Estado de Governo do Rio de Janeiro. Desde então, até a madrugada desta terça, quase dois milhões de motoristas foram abordados, 328.065 foram multados, 67.901 veículos foram rebocados e 121.106 motoristas tiveram a CNH recolhida.
Foram 128.660 condutores com sanções administrativas, sendo que 4.263 deles também sofreram sanções criminais. Os agentes também  realizaram 1.467.548 testes com o etilômetro.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/11/indenizacao-e-maior-que-meu-salario-diz-agente-que-parou-juiz-em-lei-seca.html