terça-feira, 16 de agosto de 2016

Elke Maravilha morre aos 71 anos, no Rio

Laís Gomes e Gabriel Castelo BrancoDo EGO, no Rio

Elke Maravilha morreu aos 71 anos na madrugada desta terça-feira, 16, no Rio. A notícia foi confirmada através de uma mensagem postada no perfil da artista no Facebook. “Avisamos que nossa Elke já não está por aqui conosco. Como ela mesma dizia, foi brincar de outra coisa. Que todos os deuses que ela tanto amava estejam com ela nessa viagem. Eros anikate mahan (O amor é invencível nas batalhas). (Crianças, conviver é o grande barato da vida, aproveitem e convivam)”, diz o texto.
Elke estava internada há quase um mês na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro, após uma cirurgia para tratar uma úlcera. De acordo com o irmão de Elke, Frederico Grunnupp, a artista sofreu uma falência múltipla dos órgãos. “Depois da cirurgia para tratar uma úlcera e como ela tinha diabetes, acabou não respondendo à medicação. Ela morreu antes de 1h”, contou Frederico ao EGO antes de afirmar que ainda não sabe onde e quando será o velório e o sepultamento. “Tenho que avisar muitas pessoas. Ainda não tenho data e nem local de nada.”

Frederico falou ainda sobre o carinho que Elke Maravilha tinha pelo Brasil. “O Brasil foi o melhor lugar para ela. Minha irmã tinha muito respeito por todos aqui. O Brasil foi a tábua de salvação dela e da nossa família. O país abraçou a Elke, o povo sempre foi muito generoso com ela”, contou ele.
Antes de ser internada, Elke rodava o país com "Elke canta e conta" - no qual era responsável pelo texto e pela voz. No espetáculo, a atriz falava de passagens de sua vida desde a infância na Rússia, dos casamentos e da vida como modelo e apresentadora.
A vida de Elke
Nascida na Rússia, a modelo e atriz Elke Georgievna Grunnupp, mais conhecida como Elke Maravilha, alcançou fama ao participar como jurada de programas de calouros de Chacrinha e Silvio Santos.
O "painho" Cachrinha
A relação com Chacrinha, a quem chamava de "painho", era muito íntima. Em entrevista ao programa "Altas Horas", em 2014, Elke falou sobre o apresentador, de quem se tornou grande amigo e confidente (em vídeo ao lado). "Painho era extremamente afetivo. Ficava horas com ele dentro do camarim. Era muito gostoso".
 Ainda no "Altas horas", em 2015, ela dividiu o palco com o ator Stepan Nercessian - que interpretou o Velho Guerreiro no teatro, em "Chacrinha, o musical", ela voltou a falar do apresentador e disse que sua idetificação com o "painho" foi imediata. "O painho era uma entidade", disse ela.
Tornou-se amiga também de Zuzu Angel. A história da estilista foi contada nos cinemas em 2006. No longa, Elke foi interpretada pela atriz Luana Piovani e fez uma participação especial. Elke enfrentou a tortura da ditadura e chegou a ficar presa por seis dias. Conseguiu ser libertada por intermédio de Zuzu, que enviou um delegado para tirá-la da prisão.
Elke Maravilha (foto de arquivo) (Foto: Reprodução)Elke Maravilha (foto de arquivo) (Foto: Reprodução)
Aborto e oito casamentos
Em maio, no programa de Raul Gil, no SBT, Elke Maravilha revelou o motivo de não ter sido mãe. A atriz contou que não saberia educar uma criança. "Fiz um aborto pois não saberia educar uma criança. Nunca pensei, só agi. Eu ia fazer um monstro", declarou. Ela disse ainda que "ser bonzinho" com criança era o pior caminho.
Na ocasião, a atriz relembrou ainda a época em que trabalhou com Chacrinha. “Painho era a melhor pessoa do mundo. Era um gênio. Era uma pessoa boníssima, libertaria e libertadora. Ele não tinha preconceito com nada", disse.
Elke falou também sobre seus casamentos. "Fui casada oito vezes. O homem não é uma propriedade minha. Não é uma coisa, é um ser humano". Sobre arrependimentos, ela brincou: "Deveria ter matado algumas pessoas e não tive coragem".
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Elke Maravilha (foto de arquivo) (Foto: Facebook/ Reprodução)Elke Maravilha (foto de arquivo) (Foto: Facebook/ Reprodução)
Elke Maravilha no espetáculo Elke canta e conta (foto de arquivo) (Foto: Facebook/ Reprodução)Elke Maravilha no espetáculo "Elke canta e conta" (foto de arquivo)
Elke Maravilha no espetáculo Elke canta e conta (foto de arquivo) (Foto: Facebook/ Reprodução)Elke Maravilha no espetáculo "Elke canta e conta" (foto de arquivo)
Elke Maravilha no espetáculo Elke canta e conta (foto de arquivo) (Foto: Facebook/ Reprodução)Elke Maravilha no espetáculo "Elke canta e conta" (foto de arquivo)
Rita Cadillac e Elke Maravilha (Foto: Celso Tavares / EGO)Rita Cadillac e Elke Maravilha (foto de arquivo) (Foto: Celso Tavares / EGO)
Elke Maravilha no Minas Trend (Foto: Joshua Bryan/Agnewsa)Elke Maravilha no Minas Trend (foto de arquivo) (Foto: Joshua Bryan/Agnewsa)
Elke Maravilha na quadra da Mangueira (Foto: Marcello Sá Barreto/AG News)Elke Maravilha na quadra da Mangueira (foto de arquivo) (Foto: Marcello Sá Barreto/AG News)
Russo ganha selinho de Elke Maravilha em estreia de teatro no Rio (Foto: Léo Martinez/EGO)Elke Maravilha e Russo em estreia de teatro no Rio (foto de arquivo) (Foto: Léo Martinez/EGO)
Elke Maravilha e Regina Duarte (Foto: Iwi Onodera / EGO)Elke Maravilha e Regina Duarte (foto de arquivo) (Foto: Iwi Onodera / EGO)
Elke Maravilha em prêmio no Rio (Foto: Felipe Panfili/ Ag. News)Elke Maravilha em prêmio no Rio (foto de arquivo) (Foto: Felipe Panfili/ Ag. News)
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Elke Maravilha em evento em São Paulo (Foto: Cláudio Augusto/ Foto Rio News)Elke Maravilha em evento em São Paulo (foto de arquivo) (Foto: Cláudio Augusto/ Foto Rio News)

É ouro! Thiago Braz se reinventa no Rio

A voz tranquila podia até disfarçar à primeira vista, mas Thiago Braz travava uma guerra constante contra sua mente. Bem antes desta noite, o medo de fracassar vinha sendo a maior armadilha, na qual ele caiu algumas vezes. Mas quis o destino que a confiança viesse no momento e no local certos, justo diante da maior pressão de toda sua vida. Aquele menino inseguro, abandonado na infância pela mãe, acabou acolhido de forma calorosa pela torcida do Engenhão. Foi mágico ver o jovem de Marília superando o sarrafo como se estivesse respondendo a quem duvidou.  Enterrou todos os fantasmas e se reinventou saltando impressionantes 6,03m para levar a medalha de ouro, com direito a novo recorde olímpico. 
A conquista teve doses extras de emoção. O ouro só viria se o brasileiro passasse de seis metros, algo que nunca havia alcançado. Mas ele conseguiu ser o primeiro atleta do continente a fazê-lo, na segunda tentativa. Viu o até então campeão olímpico e recordista mundial indoor, o francês Renaud Lavillenie, errar duas vezes os 6,03m e uma os 6,08m, já no tudo ou nada. Sucumbiu com cara de espanto, levou a prata com 5,98m e reclamou das vaias da torcida. O bronze ficou com o americano Sam Kendricks, com 5,85m.
- Agradeço muito a Deus por tudo, por esse momento. É uma oportunidade incrível. As pessoas acreditaram em mim, estavam do meu lado me apoiando. Poder completar uma prova com recorde pessoal e recorde olímpico, ganhando medalha de ouro... É inexplicável - comemorou.
Thiago Braz  (Foto: Reuters)Thiago Braz é o novo campeão olímpico do Brasil (Foto: Reuters)

O ouro representa o fim de um peso. A pressão parecia um fantasma a acompanhar o brasileiro nas grandes competições. Quando não havia torcida ou câmeras por perto, ele brilhava. Melhorava as próprias marcas, ampliava o recorde sul-americano. Criava  expectativa em todos e depois se frustrava. No Pan de Toronto, zerou todos os saltos. No Mundial de Pequim, um mês depois, ficou em apenas 19º lugar e não passou à final. No Mundial indoor de Portland, no início deste ano, acertou apenas um salto e deu adeus precocemente. O próprio Lavillenie colocou em xeque sua capacidade de vencer.
No Rio,o cenário trouxe outras tensões. Antes da prova, um forte vento balançou as bandeiras expostas na cobertura do Engenhão. Após 10 minutos do início da competição, uma  pesada chuva tratou de interrompe-la e adiar a final. Como se não bastasse, o equipamento que muda a altura do sarrafo voltou a dar problema, e a prova foi novamente paralisada. Thiago esperou duas horas para dar seu primeiro salto. 
A  PROVA
Apenas o brasileiro e Renaud Lavillenie descartaram a marca 5,50m. O francês ainda foi além, abriu sua participação somente a 5,75m - passando sem sustos. Thiago iniciou a 5,65m e mostrou alívio ao passar de primeira. A partir daí, viu o atual campeão mundial Shawnacy Barber, do Canadá, errar suas três tentativas na marca e dar adeus. Aliás, viu que dali em diante só restavam mais seis competidores. 
Ao tentar passar pelo sarrafo a 5,75m, derrubou na primeira tentativa. Fosse aquele Thiago que sucumbia diante da adversidade, talvez tivesse travado e se despedido. Mas a nova versão do brasileiro tentou o segundo salto pouco depois e, desta vez, passou. 


A 5,85m, mais um show de facilidade para Lavillenie, que esbanjava confiança. Também restavam na disputa o polonês Piotr Lisek, o americano Sam Kendricks e o tcheco Jan Kudlica. Foi então que Thiago, enterrando de vez os medos dos grandes eventos, subiu 5,85m logo de primeira e levantou a torcida.
Thiago Braz  (Foto: Reuters )Thiago Braz superou os medos e foi campeão diante da torcida brasileira (Foto: Reuters )
O francês respondeu passando de cara por 5,93m. Muito incentivado pelo público, Thiago veio na sequência, mas derrubou o sarrafo. Andava de um lado para o outro enquanto esperava sua próxima chance. A pressão finalmente parecia alimentar Thiago de forma positiva. Na segunda chance, igualou a melhor marca de sua carreira. Para melhorar, viu Kendricks, Kudlica e Lisek darem adeus. A prata estava garantida.
Lavillenie sentiu então pela primeira vez a animosidade da torcida. Foi muito vaiado, mas ignorou a pressão a princípio. Passou pelo sarrafo a 5,98m, sem sustos, e quebrou o recorde olímpico. Para ter chance de ouro, Thiago decidiu pular essa altura. Tentaria saltar a 6,03m, o que representaria romper pela primeira vez na carreira a mítica barreira dos seis metros.
Lavillenie foi o primeiro a arriscar-se na altura. Errou a tentativa. Mas Thiago não teve potência para alcançar o sarrafo. Na segunda chance, o francês falhou. E se irritou. Parecia estar prevendo uma derrota amarga. Thiago não desperdiçou a brecha. Foi incrível. Impecável. Passou limpo a 6,03m e levantou o Engenhão. A torcida já comemorava a iminente vitória e vaiou Lavillenie, que reclamou fazendo sinal de negativo. O francês desafiou o brasileiro e quis ir mais alto. Tentou 6,08m, na última esperança. Não adiantou. Errou mais uma vez e teve que engolir. Thiago, a quem ele se referia como inconstante e suscetível à pressão nos grandes eventos, cresceu no maior dos palcos. O título era brasileiro.
http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/atletismo/noticia/2016/08/e-ouro-thiago-braz-se-reinventa-no-rio-e-troca-pressao-por-topo-do-podio.html

João Havelange, ex-presidente da Fifa, morre aos 100 anos no Rio

O ex-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) João Havelange morreu na manhã desta terça-feira (16), no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio. Ele estava internado para tratamento de uma pneumonia desde julho.
No final do ano passado, Havelange foi internado no mesmo hospital em decorrência de problemas pulmonares. Ele completou 100 anos de idade no último dia 8 de maio.

Em nota, o hospital não informa a causa da morte, diz apenas que "a instituição se solidariza com familiares e amigos do dirigente esportivo."
História
O brasileiro com raízes belgas foi um dos dirigentes mais importantes – e também mais questionados – da história do esporte mundial. Ele foi afastado do esporte em abril de 2013, quando renunciou ao cargo de presidente de honra da Fifa. Dois anos antes, ele já havia deixado de ser membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Filho de um comerciante belga que fez fortuna no Rio de Janeiro, João Havelange chegou a ser atleta olímpico de natação e polo aquático. Mas destacou-se mesmo como dirigente esportivo: primeiro na Confederação Brasileira de Desportos (CBD), depois no COI e por último na Fifa.
Havelange foi eleito para Fifa em 1974, entrando no lugar do inglês Sir Stanley Rous. Ele ficou no cargo até 1998, quando foi substituído pelo suíço Joseph Blatter, que só saiu após a série de denúncias de corrupção na entidade que causou a prisão de dirigentes – inclusive do brasileiro José Maria Marin.

Segundo o próprio site da Fifa, João Havelange comandou a entidade em um “período de profundas mudanças na organização”. Dentre as principais alterações, está o aumento no número de países na Copa do Mundo (de 16 para 32).
Além disso, o brasileiro ajudou a criar novas competições de futebol. Entre elas, estão os Mundiais Sub-17 e Sub-20, no final da década de 80, e a Copa das Confederações e a Copa do Mundo feminina, no início da década de 90. De acordo com informações da página da Fifa, o número de funcionários da entidade aumentou de 12 para 120 na gestão de Havelange.

Durante a era Havelange, a Fifa organizou seis Copas do Mundo. A seleção brasileira ganhou uma delas, em 1994, nos Estados Unidos. Além de ter feito parte dessa entidade por 24 anos, o carioca também presidiu a CBD, de 1956 a 1974.

A presença de João Havelange como dirigente esportivo não foi ocasional. Antes de frequentar escritórios, ele teve vivência assídua em campos, quadras e piscinas. Foi daí que tirou a base para a carreira que viria nos anos seguintes.
João Havelange, presidente de honra da Fifa, durante entrevista em seu escritório no centro do Rio de Janeiro em fevereiro de 2011 (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)João Havelange foi presidente da Fifa e morreu nesta terça (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo)
João Havelange (Foto: Felipe Dana/AP)João Havelange morreu nesta terça-feira, aos 100 anos (Foto: Felipe Dana/AP)http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/08/morre-no-rio-joao-havelange-ex-presidente-da-fifa.html

ESQUADRILHA DA FUMAÇA FAZ VISITA SURPRESA A ASCOMCER

Na manhã de hoje os pacientes e funcionários da ASCOMCER receberam uma visita surpresa muito especial da seção de comunicação social da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira. 

O major José Pimentel, o capitão Eduardo Arantes, o 1º sargento Marco Antônio Ribeiro, o 1º tenente Eduardo Marques, a 1ª tenente Flávia Cocate, o 2º tenente Igor Sotana e o 2º tenente Marcus Lemos vieram conhecer nossos trabalhos e cumprimentaram de leito em leito todos os nossos pacientes, que ficaram encantados com a presença deles! 

A eles e à FAB o nosso muito obrigado!