domingo, 10 de abril de 2016
10 DE ABRIL - DIA DA ARMA DE ENGENHARIA
Há 150 anos o tenente coronel Villagran Cabrita, patrono da arma de Engenharia, conquistava com seus comandados a Ilha da Redenção, durante a Guerra da Tríplice Aliança.
Médico deixa bilhete para paciente e surpreende família
Atendimento aconteceu no PA municipal na madrugada de hoje
Um bilhetinho lindo emocionou os pais da pequena Rafinha na madrugada de hoje no Pronto Atendimento de Canoinhas. O médico Marcelo Lufiego, além de atender a criança com todo carinho, escreveu uma cartinha para ela: “Rafaeli, melhoras. Um beijo do Dr. Bonzinho”.
A mãe, Veri Trindade, publicou a foto do bilhete no Facebook e, junto com ele, o depoimento a seguir:
“Sério, eu nem sei por onde começar. Eu, preocupadíssima que a minha Rafinha com febre durante a noite passando e voltando. Agora a noite saiu umas feridinhas e achamos melhor levar ela no PA. Eu já com vários pés atrás que nem vem ao caso! Mais hoje eu fui surpreendida por que eles realmente existem. Eu to emocionada! Meu coração de mãe tá cheinho de felicidade, uma mistura de alívio. E vim falando pro Xandi: ‘amor, eles existem, eu não acredito’. Esse baita profissional, além de atender com toda dedicação, examinar a Rafinha com toda paciência do mundo inteiro! Ela não chorou. Ela simplesmente assim como eu ficou admirada! Não tenho palavras: Canoinhas tem um baita anjo profissional. Obrigada Dr. Marcelo! Nossa família hoje vai dormir em paz! Porque sim, eles existem! Depois que ele fez a receitinha, ele fez uma cartinha pra Rafa, uma pra mamãe e uma pra Rafaeli! Eu vou lembrar disso pro resto da minha vida com certeza”.
http://www.jornalcorreiodonorte.com.br/2.1135/2.1136/m%C3%A9dico-deixa-bilhete-para-paciente-e-surpreende-fam%C3%ADlia-em-canoinhas-1.1892899#.VwjhFGyb7vA.facebook
sábado, 9 de abril de 2016
COLUNA CACA SALERMO - EDIÇÃO 10 DE ABRIL DE 2016
DESTAQUES
Coluna Social
Juiz de Fora, 10 de abril de 2016-Domingo
Repercutiu positivamente a nota dada na coluna anterior sobre a Sopa dos Pobres. Vários leitores se comoveram e fizeram doações de alimentos. Doações essas que ainda podem e devem ser feitas...
O tenente Luiz Eduardo Schmitz (também aniversariando) em tarde de comemoração com o casal Mônica e o tenente-coronel Maurício Barros Guimarães, comandante do 4º GAC L .
Também na tarde a mãe do aniversariante Manoelina Silva e Marcelo Macedo...
17º BATALHÃO LOGÍSTICO LEVE - LEILÃO 2016
Juiz de Fora (MG) - Em 5 de abril, o 17º Batalhão Logístico Leve realizou um leilão público para alienação de viaturas e bens inservíveis. No total, foram arrematados pelos participantes de todo o Brasil, 51 (cinquenta e um) lotes diversos.
Dentre os arrematantes, destaca-se a presença maciça de colecionadores, apreciadores e admiradores de viaturas e material de emprego militar.
APOIAR SEMPRE E CADA VEZ MELHOR. MONTANHA!!!
Fotos: 17º B Log L
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Promoção de Oficiais-Generais
Saudação do Chefe do Estado-Maior do Exército aos novos Oficiais-Generais
Senhoras e senhores, bom dia.
Bem-vindos ao Quartel-General do Exército!
Suas presenças emprestam um valor muito especial a este momento particularmente significativo
na vida dos cinco oficiais perfilados diante de nós.
Senhores Generais de Brigada recém-promovidos!
Cumpro, mais uma vez, por delegação do nosso Comandante, a honrosa tarefa de saudá-los em nome do Exército Brasileiro.
Esta cerimônia, carregada de simbolismos e de emoção, finaliza mais um ciclo de promoções no qual os senhores, mercê de suas reconhecidas qualidades, foram escolhidos dentre tantos outros, igualmente valorosos companheiros, numa competição em que, com absoluta honestidade de propósitos, busca-se o resultado que melhor convier à Força Terrestre.
A espada que recebem hoje dos ilustres Chefes que escolheram como seus paraninfos é símbolo farto em significados.
Este gládio invicto sintetiza a autoridade que lhes é conferida, as responsabilidades que dela decorrem e a liderança que se espera dos senhores.
Ela lhes impõe, por outro lado, renovadas servidões: a coragem, a renúncia, o exemplo, a justiça e, hoje mais do que em qualquer outro momento de suas carreiras, a motivação de seus subordinados.
Os senhores assumirão seus novos e elevados encargos em momento nacional particularmente complexo.
Internamente, encontrarão a família militar duramente atingida pela penosa situação dos seus vencimentos, frustrada ao ver prematuramente consumido pelo retorno da inflação o plano quadrienal de reajuste.
Em suas novas Organizações Militares, encontrarão uma redução orçamentária que nos remete a valores do início do século, pondo em risco a continuidade dos nossos projetos estratégicos.
No campo político, posições antagônicas de surpreendente radicalismo ameaçam transbordar do campo civilizado do embate de ideias, trazendo à cena política nacional, pela primeira vez, intolerável truculência moral e física como instrumento de pressão.
Cabe-nos, como chefes militares, acompanhar a evolução desse cenário tão complexo, sempre atentos às diretrizes do nosso Comandante.
Zelem para que a resultante de todas as nossas ações aponte invariavelmente para a preservação do necessário ambiente de estabilidade no país.
Estejam permanentemente vigilantes para que não nos afastemos, sequer minimamente, dos limites legais no cumprimento de nossas missões.
Assegurem-se sempre de que suas decisões estejam firmemente assentadas no princípio da legitimidade.
Mantenham seus subordinados permanentemente informados. Mostrem-lhes que o Brasil é um país de instituições sólidas e maduras, e que o funcionamento harmônico de cada uma no cumprimento de seus respectivos papéis constitucionais indicará o caminho para a solução da crise atual.
Ensinem-lhes que uma democracia saudável só supera obstáculos com instituições consolidadas, jamais com soluções personalistas.
Conduzam suas ações de comando segundo as prioridades definidas para estes tempos de dificuldades: assegurar a capacidade operacional necessária e envidar todos os esforços para garantir, em patamares adequados, o apoio à família militar e, no limite de nossas possibilidades, as atividades do Sistema de Educação e Cultura.
Temos pela frente, como se pode depreender, um desafio à altura dos atributos profissionais que os trouxeram até a esta cerimônia.
Não percam de vista que os senhores não são generais de ou para uma crise, mas aqueles julgados capazes de conduzir a Força Terrestre em meio às dificuldades conjunturais que experimentamos, preservando-a e preparando-a para fazê-la ainda maior quando retornarmos à bonança.
Vivemos o tempo de reajustar dispositivos e de revisar estudos. Administrem olhando o horizonte do médio prazo, visando à inevitável retomada de nossos investimentos.
Os homens e mulheres que terão como seus subordinados são profissionais provados no patriotismo e no espírito de sacrifício, eles entenderão suas mensagens se os senhores as realçarem com a força do exemplo pessoal.
Por fim, façam junto com eles a profissão de fé diária do culto dos valores militares, da probidade e do respeito à coisa pública.
O encerramento desta cerimônia marcará o início da dispersão dos senhores em direção aos longínquos rincões que lhes tocaram.
Renovar-se-á a rotina de toda uma vida, filhos que ficam, amigos queridos que deixam para trás, a bagagem carregada de saudades, boas lembranças e novos projetos.
Partam todos com a certeza da adaptação, da expectativa de novos amigos e de que estão profissionalmente maduros para a nova jornada.
Nos corações, o sentimento de solidariedade que só conhece aquele cuja vida errante lhe presenteia com novos irmãos em cada nova guarnição.
A sustentar sozinha a integridade emocional desse processo tantas vezes repetido, está a brava e doce mulher de soldado, esse ser especial no qual o Criador aliou, com sensibilidade única, amor e fortaleza, suavidade e determinação, renúncia e adaptação, emoção e autocontrole.
Às senhoras a homenagem do Exército Brasileiro e o reconhecimento de todos nós pela incansável construção do harmonioso ambiente familiar que nos permite melhor cumprir nossas missões.
A todos, nosso desejo de muito sucesso nas novas e elevadas responsabilidades.
Que Deus os proteja e inspire.
Sejam muito felizes!
Gen Ex SERGIO WESTPHALEN ETCHEGOYEN
Chefe do Estado-Maior do Exército
A Presidente da República promoveu ao posto de General de Exército, a contar de 31 de março de 2016, o General de Divisão Geraldo Antonio Miotto.
A Presidente da República promoveu ao posto de General de Divisão, a contar de 31 de março de 2016, os Generais de Brigada,Ricardo Marques Figueiredo, Bráulio de Paula Machado, Eduardo Castanheira Garrido Alves, Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira e Carlos Alberto Maciel Teixeira.
A Presidente da República promoveu ao posto de General de Brigada, a contar de 31 de março de 2016, os Coronéis, João Denison Maia Correia, Pedro Paulo Levi Mateus Canazio, Aléssio Oliveira da Silva, Lourenço William da Silva Ribeiro Pinho e Luis Fernando Estorilho Baganha.
Fonte: 
Publicado:07/04/16 10:59
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Tudo por uma estrela!
Tudo por uma estrela! Dilma esculacha PILOTOS e outros oficiais. Mourão permanece de pé.
No cenário atual a Aeronáutica tem servido como uma espécie de serviço de taxi aéreo para personalidades do governo. Têm direito a esse “serviço” a Presidente da República, os chefes das casas legislativas e alguns outros privilegiados. Para servir às autoridades as aeronaves contam com um abastecimento especial de iguarias como salgados de camarão, canapés de caviar, bebidas importadas e talheres e taças especiais. Mas, talvez o mais intrigante no serviço prestado seja perceber como os militares, conhecidos como homens de temperamento forte, se dobram aos chiliques das autoridade políticas que usam e abusam das aeronaves pagas com dinheiro público e que deveriam, pelo menos em tese, servir à segurança nacional.
Homens preparados para enfrentar atentados terroristas, acidentes aéreos e outras situações de grande tensão, vez por outra se percebem sem qualquer capacidade de reação diante de uma mulher estressada e que explode com extrema facilidade.
No início de 2015, na distribuição de cargos no “novo” governo Dilma, dizem que o ex-piloto do “Força Aérea 1 Brasileiro” quase foi o escolhido para o cargo de Comandante da Aeronáutica. Para Dilma seu atributo mais desejável seria a submissão e capacidade de suportar os chiliques. No site do Montedo podemos ler o seguinte trecho em um artigo:
“Ouvir desaforos da presidente pode ter suas compensações. Que o diga o Tenente-Brigadeiro Joseli Camelo Parente, comandante do avião presidencial durante doze anos, desde o primeiro mandato de Lula. Em 2003, quando assumiu a função, Camelo era coronel aviador. Sem exercer nenhum cargo privativo de oficial general, chegou sem sustos a quarta estrela.”
A revista Isto É dessa semana fala sobre os chiliques de Dilma Roussef, que aparentemente têm aumentado ante a iminência da Poderosa perder o cargo.
O mesmo site citado acima, essa semana descreve um episódio ocorrido recentemente, quando Dilma invadiu a cabine do avião e mandou o piloto se FUDE#@&. Sim, é isso mesmo, a presidente da República usa esses termos ao tratar com subordinados.
“Em recente viagem a bordo do avião presidencial, um Airbus A319, tripulantes e passageiros ficaram estupefatos com outro surto de Dilma. Depois de uma forte turbulência, a presidente invadiu a cabine do piloto aos berros: “Você está maluco? Vai se fu..!”
Nas forças armadas há poucos que não ouviram falar dos ataques de stress de Dilma, desde que ocupava a Casa Civil a ex-terrorista aterroriza os militares mais “frágeis”, ou mais resistentes, dependendo do ponto de vista. Todos lembram da dificuldade que foi para arranjar “voluntárias” para ocupar o cargo de ajudante de ordens da presidente, ou das humilhações feitas contra o general Elito.
A presidente, mesmo “alimentada” com RIVOTRIL, parece ter a “habilidade” de, ao invés de apaziguar, tornar as relações cada vez mais tensas. Os ambientes frequentados por DILMA são lotados de militares. Há algum tempo uma Capitão de Fragata com bastante personalidade se recusou a continuar a trabalhar com a presidente, se não a substituíssem pediria baixa, ameaçou.
“Em junho de 2011, E.H., capitã de fragata, oficial brilhante, cansou dos esculachos, jogou tudo para o alto, literalmente, e ameaçou se demitir da Marinha, caso não a retirassem da Ajudância. Quando assumiu o mandato Dilma exigiu que seus auxiliares diretos fossem mulheres, incluindo o ajudante de ordens. Seguindo a gramática presidencial, o cargo seria então de AjudantA de ordens.”
Contudo, há alguns mais resistentes e pouco propensos a aturar os “shows da DILMA”, como se diz nos recônditos das copas e cozinhas dos palácios.
Parece que o atual Secretário de Economia e Finanças do Exército, o general Hamilton Mourão, é um desses. O general há poucos meses não hesitou em criticar DILMA ROUSSEFF, associando-a a incompetência e, depois disso, mesmo sendo atacado por um exército de esquerdistas, entre eles o senador Aloysio Nunes e até pela própria Dilma, permanece de pé. Alguns atribuem essa resistência ao seu grande status diante da tropa e sociedade.
Mourão chegou a ser homenageado em algumas grandes manifestações na Explanada dos Ministérios
Diante de uma iminente troca de chefe do Executivo já surgem especulações acerca de um novo Comandante do Exército. Alguns militares comentavam essa semana nos corredores do Ministério da Defesa que se Michel TEMER assumir, o General Hamilton Martins Mourão teria grande chance de vir a ser o novo Comandante do Exército. Alguns discordaram, citando a “cara feia” que isso poderia gerar em setores da esquerda, que criticaram muito as falas de Mourão, então Comandante Militar do Sul. Estes dizem que a escolha poderia recair sobre o General de Exército Etchegoyen, Chefe do Estado Maior do Exército, outro militar que parece não se intimidar com cara feia de políticos.
Etchegoyen, “por coincidência”, esteve reunido com Temer ha algum tempo.

Em dezembro passado, Etchegoyen, ainda em meio aos ecos das polêmicas palestras do General Mourão, fez um discurso duro. O Chefe do Estado Maior do Exército deixou claro que a espada do Exército está vigilante e atenta contra quem se aventurar a tentar jogar o país no caos.
“A espada, senhores generais, tem estado e vigilante… oferecendo-lhes proteção contra aventuras, aventureiros ou radicalizações descabidas que tentem conduzir-nos a rupturas sociais”
Revista Sociedade Militar
http://www.sociedademilitar.com.br/wp/2016/04/tudo-por-uma-estrela-dilma-esculacha-pilotos-e-outros-oficiais-mourao-permanece-de-pe.html
TRÊS BOTAFOGUENSES FAMOSOS SE ENCONTRAM EM JUIZ DE FORA
Jairzinho, Furacão da Copa, Fernando Luiz "Baleia" Baldioti, jornalista e repórter feliz, e Roberto Miranda três botafoguenses no Estádio Municipal de Juiz de Fora.
sábado, 2 de abril de 2016
Uma presidente fora de si
Bastidores do Planalto nos últimos dias mostram que a iminência do afastamento fez com que Dilma perdesse o equilíbrio e as condições emocionais para conduzir o país
Sérgio Pardellas e Débora Bergamasco
Os últimos dias no Planalto têm sido marcados por momentos de extrema tensão e absoluta desordem com uma presidente da República dominada por sucessivas explosões nervosas, quando, além de destempero, exibe total desconexão com a realidade do País. Não bastassem as crises moral, política e econômica, Dilma Rousseff perdeu também as condições emocionais para conduzir o governo. Assessores palacianos, mesmo os já acostumados com a descompostura presidencial, andam aturdidos com o seu comportamento às vésperas da votação do impeachment pelo Congresso. Segundo relatos, a mandatária está irascível, fora de si e mais agressiva do que nunca. Lembra o Lula dos grampos em seus impropérios. Na última semana, a presidente mandou eliminar jornais e revistas do seu gabinete. Agora, contenta-se com o clipping resumido por um de seus subordinados. Mesmo assim, dispara palavrões aos borbotões a cada nova e frequente má notícia recebida.
Por isso, os mais próximos da presidente têm evitado tecer comentários sobre a evolução do processo de impeachment. Nem com Lula as conversas têm sido amenas. Num de seus acessos recentes, Dilma reclamou dos que classificou de “traidores” e prometeu “vingança”.
Numa conversa com um assessor, na semana passada, a presidente investiu pesado contra o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. “Quem esse menino pensa que é? Um dia ele ainda vai pagar pelo quem vem fazendo”, disse.
Há duas semanas, ao receber a informação da chamada “delação definitiva” em negociação por executivos da Odebrecht, Dilma teria, segundo o testemunho de um integrante do primeiro escalão do governo, avariado um móvel de seu gabinete, depois de emitir uma série de xingamentos. Para tentar aplacar as crises, cada vez mais recorrentes, a presidente tem sido medicada com dois remédios ministrados a ela desde a eclosão do seu processo de afastamento: rivotril e olanzapina, este último usado para esquizofrenia, mas com efeito calmante. A medicação nem sempre apresenta eficácia, como é possível notar.
DESCONTROLE
A presidente se entope de calmantes desde a eclosão da crise. Os medicamentos
nem sempre surtem efeito, atestam seus auxiliares
Em recente viagem a bordo do avião presidencial, um Airbus A319, tripulantes e passageiros ficaram estupefatos com outro surto de Dilma. Depois de uma forte turbulência, a presidente invadiu a cabine do piloto aos berros: “Você está maluco? Vai se f...! É a presidente que está aqui. O que está acontecendo?”, vociferou. Não seria a primeira vez que Dilma perdia o equilíbrio durante um vôo oficial. No final de janeiro, o avião da presidente despencou 100 metros, enquanto passava pela região entre a floresta Amazônica e o Acre. O piloto preparava-se para pousar em Quito, no Equador. Devido ao tranco mais brusco, Marco Aurélio Garcia, assessor especial, acabou banhado de vinho e uma ajudante de ordens bateu levemente com a cabeça no teto da aeronave. Copos e pratos foram ao chão, mas ninguém se machucou. A presidente saiu de si. Na sequência do incidente, tratou de cobrar satisfações do piloto. Aos gritos. “Não te falei para não pegar esse trajeto? Quer que eu morra de susto, cace...?”.
Os desvarios de Dilma durante os vôos já lhe renderam uma reclamação formal. Em carta, a Aeronáutica pediu para que a presidente não formulasse tantas perguntas sobre trajetos e condições climáticas nem adentrasse repentinamente às cabines para não tirar a concentração dos pilotos. A presidente não demonstra paciência nem mesmo para esperar o avião presidencial seguir o procedimento usual de taxiamento. Um de seus assessores lembra que, certa feita, Dilma chegou a determinar à Aeronáutica que reservasse uma pista exclusiva para a decolagem de sua aeronave. Com isso, outros aviões na dianteira tiveram de esperar na fila por horas.
O modelo consagrado pela renomada psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross descreve cinco estágios pelo qual as pessoas atravessam ao lidar com a perda ou a proximidade dela. São eles a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação. Por ora, Dilma oscila entre os dois primeiros estágios. Além dos surtos de raiva, a presidente, segundo relatos de seus auxiliares, apresenta uma espécie de negação da realidade.
Na semana passada, um presidente de uma instituição estatal foi chamado por Dilma para despachar assuntos de sua pasta. Chegou ao Palácio do Planalto, subiu ao terceiro andar e falaram longamente acerca da saúde da empresa e especialmente sobre a economia do Brasil e o contexto internacional. Ao final da conversa, observando o visível abatimento do executivo, Dilma quis saber: “Por que você está cabisbaixo?”. Franco, ele revelou sua preocupação com o cenário de impeachment que se desenhava, especialmente com o então iminente rompimento do PMDB. Ao ouvir a angústia do seu subordinado, que não está há muito tempo à frente da empresa, Dilma teve uma reação que tem se repetido sistematicamente: descartou totalmente a hipótese do seu impedimento. Ela exclamou: “Imagine, nada disso vai acontecer. Já temos garantidos 250 votos na Câmara”. O executivo tentou argumentar, mas foi novamente interrompido. A petista avaliou ser “até melhor” o rompimento com o PMDB, assim teriam a chance de “refundar” o governo. O presidente da instituição deixou a conversa completamente atônito. Considerou inacreditável a avaliação da chefe do Executivo.
Outro interlocutor freqüente diz que a desaprovação recorde junto aos eleitores é vista como mero detalhe pela presidente. “Que falta faz um João Santana”, disse referindo-se ao marqueteiro preso e, principalmente, conselheiro para todas as horas.
Aos integrantes do núcleo político, Dilma deixa transparecer que não lhe importa mais a opinião pública. Seu objetivo é seguir no posto a todo e qualquer custo e, se lograr êxito, punir aqueles que considera hoje seus mais ferozes inimigos. Especialmente os do Congresso. Na tática do desespero oferece cargos e verbas para angariar apoios à sua causa, não se importando com o estouro do orçamento e muito menos com o processo sobre suas contas abertos nos órgãos de fiscalização e controle, como o TCU.
Na quarta-feira 30, chegou ao cúmulo de sugerir uma audiência com Valdemar Costa Neto, do PR, para oferecer-lhe a indicação do ministério de Minas e Energia. Ocorre que, hoje, Costa Neto apresenta dificuldades e limites de locomoção devido ao uso de uma tornozeleira. Depois da gafe, o jeito foi recorrer a emissários.
É bem verdade que Dilma nunca se caracterizou por ser uma pessoa lhana no trato com os subordinados. Mas não precisa ser psicanalista para perceber que, nas últimas semanas, a presidente desmantelou-se emocionalmente.
Um governante, ou mesmo um líder, é colocado à prova exatamente nas crises. E, hoje, ela não é nem uma coisa nem outra. A autoridade se esvai quando seu exercício exige exacerbar no tom, com gritos, berros e ofensas.
Helmuth von Moltke, chefe do Estado-Maior do Exército prussiano, depois de aposentado, concedeu uma entrevista que deveria servir de exemplo para governantes que se pretendam grandes líderes. Perguntado como se sentia como um general invicto e o mais bem-sucedido militar da segunda metade do século XIX, Moltke respondeu de pronto: “Não se pode dizer que sou o mais bem-sucedido. Só se pode dizer isso de um grande general, quando ele foi testado na derrota e na retirada. Aí se mostram os grandes generais, os grandes líderes e os grandes estadistas”. Na retirada, Dilma sucumbiu ao teste a que Moltke se refere. Os surtos, os seguidos destemperos e a negação da realidade revelam uma presidente completamente fora do eixo e incapaz de gerir o País.
O PLACAR DO AFASTAMENTO
Em frente ao Congresso, integrantes de movimentos pró-impeachment estampam
os rostos dos parlamentares contra e a favor da saída de Dilma
A maneira temperamental de lidar com as situações não é nova, embora tenha se agravado nas últimas semanas. Desde o primeiro mandato de Dilma, um importante assessor palaciano dedicou-se a registrar num livro de capa preta as reprimendas aplicadas por Dilma em seus subordinados. Ele deixou o governo recentemente por não aturar mais os insultos da presidente. A maioria injustificável, em sua visão. No caderno, anotou mais de 80 casos ocorridos entre 2010 e 2016. Entre eles, há o de um motorista que largou o automóvel presidencial no meio da Esplanada dos Ministérios depois de ser ofendido compulsivamente pela presidente e ameaçado de demissão por causa de um atraso. “Você não percebeu que não posso atrasar, seu m...Ande logo com isso senão está no olho da rua”, atacou Dilma.
Consta também das anotações os três pedidos de demissão de Anderson Dornelles, que deixou o Planalto no último mês sob fortes suspeitas de ser sócio oculto de um bar localizado no estádio Beira-Rio de propriedade da Andrade Gutierrez. Nas vezes em que ameaçou deixar o governo, alegou cansaço dos destratos da presidente. “Menino, você não faz nada direito!”, afirmou ela numa das brigas.
O ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, também já experimentou a fúria da presidente. A irritação, neste caso, derivou das revelações feitas pelo empresário Ricardo Pessoa, da UTC, sobre as doações a sua campanha à reeleição em 2014. Participaram dessa reunião convocada pela presidente, além de Cardozo, os ministros Aloizio Mercadante, Edinho Silva e o assessor especial Giles Azevedo. Na frente de todos, Dilma cobrou Cardozo por não ter evitado que as revelações de Ricardo Pessoa se tornassem públicas dias antes de sua visita oficial aos Estados Unidos, quando buscava notícias positivas para reagir à crise. “Você não poderia ter pedido ao Teori (Zavascki) para aguardar quatro ou cinco dias para homologar a delação?”, perguntou Dilma referindo-se ao ministro que conduz os processos da Lava Jato no STF. “Cardozo, você fodeu a minha viagem”, bradou a presidente.
O episódio envolvendo Cardozo, no entanto, pode ser considerado até brando se comparado às situações enfrentadas por duas ex-ministras do governo, Maria do Rosário e Ideli Salvatti. Em 2011, ao debater com Rosário o andamento dos trabalhos da Comissão da Verdade, àquela altura prestes a ser criada pelo Congresso para esclarecer casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar, Dilma perdeu as estribeiras: “Cale sua boca. Você não entende disso. Só fala besteira”.
Já Ideli conheceu o despautério da presidente logo no dia seguinte à sua nomeação para as Relações Institucionais. Quando ainda devorava jornais, Dilma leu uma reportagem em que a titular da pasta fazia considerações sobre os desafios do novo trabalho. Não gostou e deixou clara sua insatisfação: “Ideli, se na primeira coletiva você já disse bobagens, imagine nas próximas”.
Publicamente, a presidente tenta disfarçar seu estado de ânimo atual. Mas nem sempre é possível deixar transparecer serenidade quando, por dentro, os nervos estão à flor da pele. Seus últimos discursos refletem a tensão reinante nos corredores do Palácio do Planalto.
Na quarta-feira 30, Dilma converteu o evento de entrega de moradias da terceira fase do Minha Casa Minha Vida em um palanque contra o impeachment. Na cerimônia, estiveram presentes integrantes de movimentos sociais, como o MST. Os representantes, —muitos deles chamados de última hora já que nenhum governador se dignou a ir e, dos 300 prefeitos convocados, só oito compareceram —, foram acomodados em lugares destinados a convidados, onde entoaram gritos de guerra pró-governo mesmo antes de o evento começar. Os presentes chamaram o juiz Sérgio Moro, o vice Michel Temer e a OAB de “golpistas” e bradaram o já tradicional “não vai ter golpe”. Detalhe: o coro foi puxado pela militante travestida de presidente da República.
Durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff pagou para seus marqueteiros desenvolverem e disseminarem o nocivo “discurso do medo”. Espalhou o pavor entre os brasileiros mais carentes dizendo que, se seus concorrentes Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (na época no PSB) ganhassem a eleição, os programas sociais estariam em risco. Funcionou. Hoje, cara a cara com o impeachment, ela coloca sua tropa de choque novamente para atemorizar a população. Disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), na última segunda-feira: “Programas sociais como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fies e tantos outros que beneficiam os mais pobres correm sério risco de sofrer corte caso a presidente Dilma seja impedida de continuar seu governo”.
Não bastasse a repetição da retórica cretina da campanha eleitoral, a presidente disse nos últimos dias que o que está se vendo o País é um verdadeiro “nazismo”, sem lembrar que o discurso do “nós contra eles” foi gestado e cultivado por sua equipe. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, foi na mesma toada ao tentar reverter a posição do governo de incitador de ódio para pacificador: “Nós vamos baixar o tom ou esperar o primeiro cadáver?”. Sem mencionar, é claro, provocações até do presidente do PT, Rui Falcão, que no twitter escreveu recentemente: “Queremos a paz, mas não tememos a guerra”. Ou as palavras de Guilherme Boulos, coordenador do MTST, que disse que se o impeachment for efetivado ou Lula for preso, o Brasil seria “incendiado por greves, ocupações e mobilizações” e que “Não haverá um dia de paz do Brasil”.
As diabruras de “Maria, a Louca”
Não é exclusividade de nosso tempo e nem de nossas cercanias que, na iminência de perder o poder, governantes ajam de maneira ensandecida e passem a negar a realidade. No século 18, o renomado psiquiatra britânico Francis Willis se especializou no acompanhamento de imperadores e mandatários que perderam o controle mental em momentos de crise política e chegou a desenvolver um método terapêutico composto por “remédios evacuantes” para tratar desses casos. Sua fórmula, no entanto, pouco resultado obteve com a paciente Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança, que a história registra como “Maria I, a Louca”. Foi a primeira mulher a sentar-se no trono de Portugal e, por decorrência geopolítica, a primeira rainha do Brasil. O psiquiatra observou que os sintomas de sandice e de negação da realidade manifestados por Maria I se agravaram na medida em que ela era colocada sob forte pressão. “Maria I, a Louca”, por exemplo, dizia ver o “corpo” de seu “pai ardendo feito carvão”, quando adversários políticos da Casa de Bragança tentavam alijá-la do poder. Nesses momentos, seus atos de governo denotavam desatino, como relatou doutor Willis: “proibir a produção de vinho do Porto na cidade do Porto”. Diante desse quadro, era preciso que ocorresse o seu “impedimento na Coroa”. Quanto mais pressão, mais a sua consciência se obnubilava, até que finalmente foi “impedida de qualquer ato na Corte”. Já com o filho Dom João VI no comando de Portugal, “Maria I, a Louca” veio às pressas para o Rio de Janeiro com a Família Real diante da invasão de Portugal. Aqui, ela tinha por hábito usar longos vestidos pretos e passava horas correndo pelos corredores palacianos gritando palavrões desconexos. Costumava acordar na madrugada e “berrava para seres imaginários descerem do Pão de Açúcar” porque nele “morava o diabo”. A sua derradeira frase em território lusitano pode ser interpretada como faísca de lucidez na loucura: “Não corram tanto, vão pensar que estamos sendo tocados ou que estamos fugindo”.
Antonio Carlos Prado
Antonio Carlos Prado
Fotos: Adriano Machado, Claudio Belli/Valor; Adriano Machado/Ag. Istoé; CELSO JUNIOR/AE; EPITACIO PESSOA/AE, Marcelo Camargo/Agência Brasil, Givaldo Barbosa/Agência O Globo
http://www.istoe.com.br/reportagens/450027_UMA+PRESIDENTE+FORA+DE+SI
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