segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Indígenas isolados avisam militares sobre guerrilheiros e crimes na selva

Alerta sobre o Sendero Luminoso provocou mobilização de tropas em 2012.
Exército estimula entrada de indígenas nas tropas que protegem fronteiras.

Tahiane StocheroDo G1, em Amazonas e Roraima

620x30 especial g1 (Foto: arte g1)
Professor de comunidade indígena em Querari, fronteira com a Colômbia, diz que militares impedem avanço de guerrilha na área, mas que ainda falta progresso ao povo  (Foto: Tahiane Stochero/G1)Professor de comunidade indígena em Querari, na fronteira com a Colômbia, afirma que militares impedem o avanço de guerrilha em território brasileiro, mas diz que falta progresso ao povo (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Em dezembro de 2012, informes enviados por tribos indígenas na região de Santa Rosa do Purus, na divisa do Acre com o Peru, alarmaram a cúpula do Exército brasileiro em Manaus. As mensagens, segundo o general Guilherme Theópilo, responsável pela logística militar na Amazônia, diziam que caminhonetes com suspeitos de integrar o Sendero Luminoso haviam entrado no Brasil.
"Havia informações da presença de pessoas uniformizadas e fardadas entrando e circulando na região, com suspeita de serem do Sendero Luminoso. Montamos uma grande operação, com deslocamento de tropas para lá, mas nada foi confirmado oficialmente", disse o general Eduardo Villas Boas, comandante militar na Amazônia.
Considerada uma das organizações terroristas de maior atuação na América Latina até 1990, quando seus principais líderes foram presos ou mortos, a guerrilha do Sendero Luminoso ressurgiu no Peru em 2012, envolvida com a produção de cocaína. Em agosto, o Exército do Peru matou dois chefes militares do grupo armado.
Indígenas em pelotão de fronteira do Exército (Foto: Tahiane Stochero/G1)Indígenas em pelotão de fronteira do Exército, na 
divisa com a Venezuela (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Nunca desperdiçamos a informação de um indígena, eles confiam na gente, são nossos olhos onde não estamos. Sempre que nos derem uma informação, iremos lá conferir"
Sergio Luiz Goulart Duarte, general comandante de pelotões especiais de fronteira no Amazonas
Cabo da etnia yanomami serve como tradutor para tribo e guia na selva (Foto: Tahiane Stochero/G1)Cabo da etnia yanomami serve como tradutor para
tribo e guia na selva (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Eu gosto do quartel e estou morando aqui onde é minha casa. Como yanomami, é bom saber atirar. Nós somos amigos, temos que defender nossa terra. Yanomami não deixa minerador e nem madeireiro em nossa terra"
Xaporita Yanomami,
cabo indígena do Exército brasileiro
Soldado indígena já atuou em três pelotões de fronteira (Foto: Tahiane Stochero/G1)Soldado indígena já atuou em três pelotões de
fronteira do Exército (Foto: Tahiane Stochero/G1)
A grande maioria do nosso soldado tem origem indígena e isso é diretriz do comando da Amazônia: ter parte do povo local trabalhando conosco.
Marco Machado, comandante do 8º Batalhão
de Infantaria da Selva, na região de Tabatinga
Em outro episódio, ocorrido há três anos, uma aldeia indígena na Cabeça do Cachorro, área próxima a São Gabriel da Cachoeira, na tríplice fronteira de Amazonas com a Colômbia e a Venezuela, enviou um alerta a militares com a suspeita de que 500 integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs) estavam no Brasil. Segundo o general Sergio Luiz Goulart Duarte, comandante de seis pelotões especiais de fronteira (PEF) no estado, foram enviados às pressas para a região carros blindados, aeronaves de combate e dezenas de soldados.

"Fizemos uma verdadeira operação de guerra para levar o efetivo para lá, mas nada foi encontrado. Eram apenas suspeitas. Nunca desperdiçamos a informação de um indígena, eles confiam na gente, são nossos olhos onde não estamos. Sempre que nos derem uma informação, iremos lá conferir. Eles precisam saber que sempre estaremos presentes quando precisarem, que podem contar conosco",  disse Duarte.
Aldeias informantes
Aldeias da região amazônica possuem rádios e enviam alertas e informes para a Fundação Nacional do Índio (Funai) e para os militares. Agentes da Funai fazem contatos direitos com os oficiais, repassando dados relevantes. Alguns dos 24 pelotões de fronteira estão em área indígena, como é o caso de Surucucu, localizado em terras da etnia yanomami na divisa de Roraima com a Venezuela, onde há, inclusive, indígenas incorporados como soldados.

Em março, a Hutukara Associação Yanomami na Amazônia, que reúne mais de 20 mil índios, anunciou a expansão do sistema de radiofonia nas aldeias para acelerar a comunicação em terras homologadas. "Recebemos muitas denúncias de garimpeiros que circulam ilegalmente em nossas terras", afirmou na ocasião o diretor da associação, Dário Vitório Kopenawa Yanomami, para quem o rádio possibilita o envio de dados aos órgãos públicos e também o pedido de ajuda em casos de problemas de saúde.
"Eu gosto do quartel e estou morando aqui onde é minha casa. Como yanomami, é bom saber atirar. Nós somos amigos, temos que defender nossa terra. Yanomami não deixa minerador e nem madeireiro em nossa terra", diz o cabo Xaporita Yanomami, que incorporou no Exército em 2009 e serve como tradutor e guia na selva em Surucucu.

A tribo ainda usa poucas roupas – algumas mulheres e crianças ainda andam peladas ou com pequenos adereços – e não permitem que os brancos tirem fotos, por acreditar que os roubará a alma.

Toda vez que chega um avião da FAB ao local, eles se reúnem ao redor dos visitantes, tentando trocar flechas e cocares por sabonetes e arroz. A pista de Surucucu é uma das mais difíceis, dentre os 24 pelotões de fronteira, para os militares pousarem: fica em uma subida e possui um declive acentuado.

"A terra é dos índios yanomâmis. Militares só ajudam a gente a defender", afirma Xaporita, que diz que aprendeu a atirar e a fazer guerra durante o treinamento militar.

Em março e setembro, as Forças armadas fizeram operações, com apoio da Funai e da Polícia Federal, para prender mineradores e madeireiros que atuavam irregulares e também para destruir pistas de pouso ilegais usadas por garimpeiros na calha do rio Unaricoera, no município de Amajarí. Uma delas era usada desde 2003 e só foi descoberta com apoio de indígenas.
"A grande maioria do nosso soldado tem origem indígena e isso é diretriz do comando da Amazônia: ter parte do povo local trabalhando conosco. Eles recebem conceitos, são treinados e ficam até sete anos conosco, em condições de voltarem para as comunidades depois e trabalharem como multiplicadores de valores", diz o coronel Marco Machado, comandante do 8º Batalhão de Infantaria da Selva, responsável pela região de Tabatinga.

Pedido de 'progresso'
Na comunidade indígena de Querari, que tem cerca de 400 moradores e fica localizada a 15 minutos de voo de São Gabriel da Cachoeira, na divisa com a Colômbia, o professor Maurici Thales de Luna, de 42 anos, diz que o povo da etnia Kubeu aceita bem a presença militar na área, mas pede maior "progresso".
Hospital fantasma em Yauretê deveria atender indígenas da calha de três rios (Foto: Tahiane Stochero/G1)Hospital em Yauretê deveria atender indígenas das
aldeias amazônicas (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Temos macas, cadeiras para dentista, material cirúrgico, mas nada podemos fazer aqui. Nunca tivemos médicos nem enfermeiros. Tudo tem que ser levado para os militares ou organizações missionárias que apoiam a região
Rosetti Borges Brandão,
administradora do hospital "fantasma"
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Administradora diz que hospital de comunidade indígena nunca teve médicos (Foto: Tahiane Stochero/G1)Administradora diz que hospital de área indígena
nunca teve médicos (Foto: Tahiane Stochero/G1)
"Temos luz apenas algumas horas por dia, pegamos do gerador do quartel. A internet também usamos dos militares, e no fim de semana não dá, porque é proibido entrar lá. A escola está abandonada, porque falta apoio para recuperar. Precisamos de muita coisa aqui", afirma.

"Não queremos que os militares vão embora, não. Eles defendem nossas fronteiras e não temos mais notícias de guerrilheiros na região. Mas falta progresso para nós", completa o professor.
Já em Yauretê, tríplice fronteira do Brasil com Colômbia e Venezuela, a reclamação da população indígena de cerca de 7 mil pessoas é um hospital "fantasma". O prédio foi construído em 2002 e equipado, mas nunca recebeu médico, segundo Rosetti Borges Brandão, que administra a unidade.

"Temos macas, cadeiras para dentista, material cirúrgico, mas nada podemos fazer aqui. Nunca tivemos médicos nem enfermeiros. Tudo tem que ser levado para os militares ou organizações missionárias que apoiam a região", diz ela.

Os moradores pegam dias de viagem pelos rios até São Gabriel da Cachoeira, para serem atendidos no único hospital público da região, que é administrado pelo Exército desde 2013, segundo o coronel Roberto Albuquerque.
"Tivemos que assumir a unidade devido ao clamor popular. 75% dos atendimentos que fazemos aqui de emergência, como partos e cirurgias, é da população indígena. Tem grávida que vem de Yauretê de barco e chega aqui depois de três para morrer na nossa porta, enquanto já poderiam ter recebido um atendimento lá na região", afirma.

Problemas de relação
Mas nem sempre a convivência entre índios e soldados é pacífica. Neste ano, representantes da aldeia yanomami em Santa Isabel do Rio Negro, próximo a São Gabriel da Cachoeira, na tríplice fronteira com Colômbia e Venezuela, chegaram a ameaçar a tropa do pelotão de Maturacá, responsável pela área, caso não recebessem energia elétrica.
A base militar conta com uma pequena usina, que não está operando devido ao alto custo de manutenção, segundo o general Guilherme Theophilo, responsável pela logística das unidades de fronteira na Amazônia.
"Os índios derrubaram postes de iluminação que colocamos ao longo da região reivindicando para eles também. Ainda bem que nosso capitão que conversou com eles era alto", brinca o general, mostrando um vídeo em que os indígenas dizem que, se não tiverem luz, ninguém mais terá. "Quem tem que se preocupar com isso é o Estado, não sou eu. Índio também quer progresso", aponta o general.

O governo do Estado do Amazonas informou que "as regiões de fronteiras são controladas pelo governo federal, sendo que, no caso de áreas fronteiriças com presença de populações indígenas, o controle também é feito pelo governo federal, via Funai". Segundo o governo do Amazonas, apesar disso, o Estado, por meio da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind), "realiza diversas ações de saúde e cidadania que beneficiam as comunidades indígenas do Alto Rio Negro". A Secretaria de Saúde do Estado e também a empresa Eletrobras Amazonas Energia não se pronunciaram até a publicação desta reportagem.

Gastos do Brasil com missão no Haiti passam de R$ 2 bi

Wilson Tosta 

Os gastos do Brasil com a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), iniciada em 2004, ultrapassavam, em setembro, R$ 1,9 bilhão em números históricos, segundo resposta do Ministério da Defesa a requerimento apresentado pelo jornal O Estado de S. Paulo sob a Lei de Acesso à Informação (LAI). Corrigido pelo IPCA, o valor ultrapassa R$ 2,3 bilhões, dos quais pouco mais de um terço (US$ 325.672.182,55, o equivalente a R$ 800,7 milhões em reais deflacionados pelo mesmo índice) foram reembolsados pela ONU.
A entidade, segundo o Ministério da Defesa, pagou tudo o que devia ao País pelas operações no país caribenho até o fim do terceiro trimestre de 2013. Eventuais atrasos, diz o documento, devem-se a processos bancários, mas "não comprometem" o recebimento dos reembolsos.
De acordo com o levantamento fornecido pela Defesa, o ápice dos gastos da missão ocorreu em 2010. Naquele ano, o valor histórico (sem correção) dos desembolsos foi de R$ 673.855.411,25 - ou R$ 793.334.221,00 no valor corrigido pela inflação (até setembro de 2013).
O aumento nas despesas, de mais de 400% em relação a 2009, deveu-se a ajuda humanitária por causa do terremoto que atingiu o Haiti em 12 de janeiro de 2010; e à instalação do 2º Batalhão de Infantaria (Brabat 2). O Brasil tem o comando das tropas da Minustah, instituída pela Resolução 1542 do Conselho de Segurança da ONU, de 30 de abril de 2004. Seu objetivo é restaurar a ordem após um período de insurgência e tumulto que se seguiu à queda do presidente Jean-Bertrand Aristide. Para cumpri-lo, as tropas enfrentaram grupos armados.
O governo brasileiro avalia que, sob o ponto de vista da garantia da segurança, a Minustah tem sido bem sucedida, com o desmantelamento de gangues que antes agiam livremente na capital, Porto Príncipe. Em sua ação para retomada das áreas dominadas por esses grupos, os militares acumularam know how depois utilizado em favelas do Rio de Janeiro.
Há ainda ações de pequeno porte, mas de grande repercussão local, como obras e organização de serviços públicos. E iniciativas do governo local, como a criação de subsídios para que as crianças pobres possam ir às escolas (que no Haiti são privadas), cujos resultados só aparecerão em anos.
O histórico de missões da ONU no Haiti não dá muita esperança de encerramento próximo para a Minustah. Desde 1993, já houve outras quatro, sem sucesso. Para a pesquisadora Renata Giannini, doutora em Estudos Internacionais pela Old Dominium University (EUA), uma hipótese para explicar esses problemas é a conturbada história do país, o segundo das Américas a obter a sua independência (o primeiro foi os EUA), mas que teve vários ditadores que se declararam líderes vitalícios e presidentes assassinados. Há ainda a crônica pobreza da população. Ela lembra que o terremoto no Chile foi pior do que o do Haiti, mas o número de mortes entre os haitianos foi muito maior, pela carência local.
"Uma das coisas que o Brasil procura fazer para aumentar seu papel internacional é participar mais das ações da ONU, porque pleiteia um lugar permanente no Conselho de Segurança", explica a pesquisadora. Ela lembra que a atuação brasileira não é só com tropas. "Há militares fazendo assistência humanitária e trabalhos de engenharia, nos chamados projetos de rápido impacto."
Uma fonte do governo brasileiro disse ao Estado que o Brasil já está reduzindo seu contingente no Haiti, mas o ritmo e a magnitude da retirada obedecem a determinações e calendário ditados pelo Conselho de Segurança da ONU. No país caribenho, não há mais exército, e a Polícia Nacional Haitiana ainda está sendo constituída. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil espalha adidos militares para ampliar influência

Wilson Tosta

Mais da metade dos adidos militares do Brasil está em países com pouca ou nenhuma relevância bélica, mostra levantamento do jornal O Estado de S. Paulo. Dos 63 oficiais nesses cargos em 34 nações, 33 ficam em países que gastam por ano menos de US$ 5 bilhões no setor. Os vencimentos (salários e verbas indenizatórias), com o dólar a R$ 2,32, chegaram em agosto a R$ 41 mil médios, muito além do teto salarial do funcionalismo, que é de pouco mais de R$ 28 mil.
A maioria é coronel do Exército, da Aeronáutica ou capitão de mar e guerra - há ainda oficiais generais (nos EUA) e um tenente-coronel. Os dados são do Ministério da Defesa, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, do Portal da Transparência nos Recursos Públicos Federais e da base de dados do Stockholm International Peace Research Institute (Sipri).
"Não é a eventual relevância militar de um país que define a presença ou não de adidos militares brasileiros, mas a importância estratégica que esse país tem para o Brasil, levando-se em conta seu potencial de cooperação na área de defesa", diz o Ministério da Defesa. "Países sul-americanos estão situados no chamado entorno estratégico brasileiro, região para a qual o Brasil tem incentivado mecanismos de fortalecimento de parcerias estratégicas."
Em 2009, o procurador no Tribunal da Contas de União (TCU), Marinus Marsico, pediu investigação sobre despesas com adidos militares. Após examinar o caso, o TCU o arquivou, em junho do ano passado, por não ver irregularidades.
"Não acho que ter adidos seja bobagem, é política de Estado", diz o professor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-RJ Márcio Scalércio. "Atende a determinadas posições diplomáticas. O Brasil tenta ter influência em alguns países. Para isso, é preciso ter bom relacionamento com os militares locais." Ele ainda vê motivação comercial da indústria bélica na ação desses profissionais.
Teoricamente, os adidos militares promovem intercâmbio com Forças Armadas de nações amigas, segundo o Ministério da Defesa trabalhando para "orientar relações de cooperação regionais e colaborando na troca de conhecimentos sobre produtos de defesa". O Brasil, porém, mantém esses dispendiosos postos em países com baixíssimos peso e despesas no setor. São nove adidos, três para cada país, por exemplo, no Paraguai, Uruguai e Bolívia - com despesas militares, em 2012, respectivamente, de US$ 421 milhões, US$ 971 milhões e US$ 396 milhões.
A Marinha mantém adidos navais no Paraguai e Bolívia, apesar de serem países sem saída para o mar. A Fuerza Naval Boliviana é dotada de cerca de 20 barcos pequenos, a maioria de patrulha. Na Armada Paraguaya, são cerca de 50 embarcações, em sua maioria pequenas lanchas de patrulha. As Forças Aéreas dos dois países também são modestas: a Bolívia tem menos de dez caças, e o Paraguai tem o máximo de seu poder aéreo em alguns EMB-312 (Tucanos).
Interesses
"Agora que tem algumas empresas privadas atuando na área de produção de equipamento (militar), isso (ter adidos) tem consonância com esse tipo de interesse. A gente não vai vender para os EUA, mas para a Bolívia, países africanos, tem chance", diz Scalércio.
Um exemplo que Scalércio cita é o da Namíbia, onde o Brasil tem um capitão de mar e guerra. O País, conta, participa de uma corrida pela influência diplomática na África, o que ajudaria a explicar a existência de adidos brasileiros no continente. Além da Namíbia, o Brasil tem oficiais na área diplomática em Angola, Egito, Moçambique e Nigéria. O representante na Angola recebeu, em março, a maior remuneração, perto de R$ 70 mil.
Na outra ponta, o País mantém adidos em países que estão na elite dos gastos no setor militar. Na França, 5.º maior orçamento bélico do mundo (US$ 60 bilhões), o Brasil tem adidos para as três Forças. O País mantém intenso relacionamento com os franceses no setor: comprou quatro submarinos Scorpène e também o casco do futuro submarino a propulsão nuclear e 50 helicópteros.
A França disputa, com os aparelhos Rafale, da Dassault, a escolha para venda de caças ao Brasil. No país com 2.º maior orçamento militar, a China (US$ 142 bilhões anuais em 2011), o Brasil tem três adidos, enquanto na Rússia, o 3.º colocado (US$ 72 bilhões), apenas um. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Soldados que defendem fronteiras da Amazônia vivem na 'idade da pedra'

G1 visitou seis das 24 bases do Exército na divisa da selva com 5 países.
Vigilância militar é diária para reprimir crimes e tráfico de armas e drogas.

Tahiane StocheroDo G1, em Amazonas e Roraima

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fronteira Amazônia (Foto: Tahiane Stochero/G1)Soldado do Exército brasileiro faz guarda em área de fronteira com a Colômbia (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Vinte minutos para abrir uma página na internet. Racionamento de energia elétrica, provida por até 16 horas diárias por um gerador. Sinal de celular, nem pensar. Telefonia fixa? Apenas um orelhão. Água da chuva para beber e água do rio para tomar banho, lavar roupa e louça. Abastecimento de comida e remédio a cada 30 ou 45 dias, dependendo da disponibilidade de um avião.
pelotões de fronteira 300px (Foto: Editoria de Arte/G1)
Amazônia (Foto: Tahiane Stochero/G1)Militares ficam isolados na mata, na cabeceira dos
rios da divisa do país (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Grande parte da Amazônia ainda vive como se estivesse na idade da pedra, pois o poder público não está presente. Quem visita estas unidades volta com um sentimento de indignação"
Guilherme Theophilo de Oliveira, general responsável pela logística em estados do Norte
Esta é a realidade dos militares que vivem em bases isoladas nas fronteiras para defender a Amazônia. São 24 pelotões especiais de fronteira (PEF), com efetivo entre 20 e 80 soldados cada um. Eles começaram a ser criados em 1921 nas divisas do Brasil com Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela e Guiana para reprimir narcotráfico, contrabando de armas, biopirataria, exploração ilegal de madeira e minérios, além de impedir invasões estrangeiras.
"Grande parte da Amazônia ainda vive como se estivesse na idade da pedra, pois o poder público não está presente. Quem visita estas unidades volta com um sentimento de indignação", diz o general Guilherme Theophilo de Oliveira, responsável pela logística nos estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima. "Eu não admito hoje, no século XXI, que um pelotão sobreviva da caça e da pesca, como os índios viviam", afirma.

G1 visitou seis pelotões, alguns localizados nas tríplices fronteiras, onde os militares vivem em condições piores do que as enfrentadas pelos colegas que vão para a missão de paz no Haiti. Em 2012, em uma série de reportagens sobre a situação de sucateamento do Exército,G1 mostrou que o país possui munição para se defender por apenas uma hora de guerra e que a Amazônia é preocupação número 1 dos militares.
"Na Amazônia, a logística é uma dificuldade natural, pois os meios de transporte são precários. Não há rodovias e o sistema hidroviário não é equipado para usarmos. Além disso, em grande parte do ano, os rios não são navegáveis. Mas essas dificuldades não nos atrapalham na defesa das fronteiras", garante o comandante da Amazônia, General Eduardo Villas Boas.

Em 16 de novembro, os geradores de dois pelotões pararam ao mesmo tempo, devido ao uso de combustível adulterado. O general Theophilo teve que pedir ajuda à FAB que, apesar das restrições de horas de voo, ajudou, em caráter de urgência, a repô-los. A tropa ficou mais de 24 horas sem energia e a carne congelada foi mantida sob gelo. Outros dois pelotões estão com pistas de pouso ruins e curtas demais, sem condições para grandes aeronaves. Por isso, ao invés de 60 homens,  apenas 17 são mantidos no local. Familiares que viviam com eles foram retirados.

Nos últimos 10 anos, a percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) investido em defesa gira em torno de 1,5%, segundo números do Ministério da Defesa. Em 2013, o orçamento aprovado foi de R$ 64,9 bilhões - sendo R$ 46.332 bilhões para pessoal e encargos sociais e outros R$ 18.635 bilhões para custeio e investimento. Contudo, houve contingenciamento de recursos. Desde 2010, este bloqueio vem atingindo altos patamares, chegando a até 22% do total.

Para 2014, o Projeto de Lei Orçamentária prevê a destinação de R$ 72,8 bilhões, sendo 68,6% para despesas com pessoal e R$ 16,2 bilhões para custeio e investimento. Os comandantes das Forças Armadas reclamam, porém, que a verba é insuficiente e seria necessário quase o dobro – R$ 29,8 bilhões para atender às ideias da Estratégia Nacional de Defesa, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1998 e ajustada ano a ano.
A Estratégia Nacional de Defesa, que ainda caminha devagar e pouco saiu do papel, prevê o Brasil com capacidade para controlar todo o espaço aéreo, marítimo e os 17 mil kms de divisas terrestres com 10 países até 2030, em busca de um assento no Conselho de Segurança da ONU. Um dos projetos do documento é o "Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron)", que pretende vigiar com radares e sensores os 17 mil quilômetros de divisas com 10 países ao custo de R$ 12 bilhões até 2030. A iniciativa começou a ser implantada no Centro-Oeste em 2013 e chegará em 2014 ao Acre e a Rondônia.

Dinheiro, pra quê?
Devido a restrições orçamentárias, a Aeronáutica faz só uma viagem por mês a cada unidade. Quem precisa sair de férias ou precisa de algo da cidade, como medicamento, tem que esperar o próximo avião chegar. Por estarem na fronteira, os soldados recebem um adicional de 20% no salário, que é guardado ou serve para ajudar a família. De 24 pelotões, apenas 13 possuem terminais do Banco do Brasil, mas em só 1 ele está ativo. O dinheiro fica na carteira. Até porque não há nenhum bar, farmácia ou loja por perto na selva.

Em Boa Vista, o avião que apoia 6 pelotões de Roraima teve um problema e permaneceu parado para manutenção por mais de uma semana. "Reduzi o efetivo e tirei os familiares de pelotões onde a pista está com problema, pois não temos condições de mandar comida para todos. Ao invés de pousar um avião capaz de levar 6 ou 7 toneladas, a FAB só pode operar com aeronaves menores, que levam até 600 quilos", avalia o general Theopilo.
Pelotão de fronteira Amazônia (Foto: Tahiane Stochero/G1)Garrafas de refrigerante e de cachaça servem para
guardar vinagre em base (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Pelotão de fronteira Amazônia (Foto: Tahiane Stochero/G1)Em Pari-Cachoeira, na divisa com Colômbia, militares
reclamam de alojamentos (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Pelotão de fronteira Amazônia (Foto: Tahiane Stochero/G1)Cantis usados na selva são guardados em base
militar de Vila Bittencourt (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Só neste ano o Exército conseguiu fazer um levantamento da infraestrutura disponível em cada um dos 24 pelotões da Amazônia: no total, há 38 geradores, mas menos da metade (16) está disponível para uso. Eles são de 13 marcas diferentes, o que dificulta a manutenção.

Uma empresa colocou sistemas de internet em 23 deles – mas em apenas 7 está operando. Há 20 anos, 6 pequenas centrais hidrelétricas foram instaladas em 6 pelotões, mas, distantes das bases, foram inutilizados devido às dificuldades de apoio e o alto custo de manutenção. A ideia do general Theophilo é repassá-las agora para concessionárias estaduais.

Os investimentos nos pelotões são feitos pelo programa Calha Norte do governo federal, que busca habitar áreas remotas do Norte do país para garantir soberania. Em 2012, o programa recebeu R$ 72 milhões para pequenos investimentos e resolver problemas pontuais, como goteiras e remendos. Contudo, até dezembro, apenas 80% dos recursos havia sido liberado. E a estimativa é que seria necessário ao menos R$ 150 milhões anuais só para manter o que existe.
Atualmente, o Exército possui 12 helicópteros em Manaus, como o Black Hawk e o Cougar, mas eles são usados apenas em operações e não para logística (como distribuição de comida), devido ao alto custo da hora de voo, que chega a US$ 4.500 (R$ 10.620). Segundo o general Villas Boas, a partir de 2014 chegarão a Amazonas 8 novos helicópteros franceses de maior capacidade e também balsas, que serão usadas para apoiar as tropas isoladas. Em 2013, duas lanchas blindadas foram compradas da Colômbia, mas nem começaram a ser usadas nas fronteiras.

Histórico de confrontos 
Apesar das dificuldades, as histórias de confrontos com guerrilheiros, traficantes ou criminosos na Amazônia rodam de boca em boca entre os soldados. O temor de reações às tropas, que param todas as embarcações que passam pelos rios nas divisas, é real.

O maior confronto ocorreu em 1991, quando integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) atacaram o pelotão Traíra, matando três militares brasileiros, ferindo outros 29 e roubando armas e munições. Na ocasião, o então presidente Fernando Collor autorizou uma retaliação, e os militares fizeram uma operação na Colômbia para tentar recuperar o material levado.
Depois disso, outros dois incidentes ocorreram, ambos em pelotões visitados pelo G1: em 2002, o Exército matou guerrilheiros que navegavam pelo Rio Japurá, perto do pelotão de Vila Bittencourt, onde 49 soldados guardam a divisa com a Colômbia.

Com cerca de 200 moradores e localizada a cerca de 1.498 km de Manaus, o único acesso à comunidade é por avião: leva-se uma hora de voo a partir de Tabatinga, cidade amazonense que faz fronteira com a colombiana Letícia. Lá, o único orelhão não funciona e a população usa a internet da base militar com banda de 64 Kbps (kilobits por segundo). Para se ter uma ideia, é considerada banda larga web com velocidade de transmissão de dados ao menos quatro vezes superior, de 256 Kbps.

"Temos só dois caixas eletrônicos aqui, do Banco do Brasil, que foram instalados em 2009. Nenhum deles têm dinheiro para sacar. Só é possível fazer transferência em um deles, porque o tenente deu um jeito nisso", afirma a professora Maria do Socorro, de 50 anos. Os caixas ficam dentro da academia dos soldados.
Pelotão de fronteira Amazônia (Foto: Tahiane Stochero/G1)Dos 24 pelotões de fronteira, 13 tem caixa eletrônico.
Desses, um funciona, mas nele não é possível sacar
dinheiro (Foto: Tahiane Stochero/G1)
Pelotão de fronteira Amazônia (Foto: Tahiane Stochero/G1)Em Cucuí, tríplice fronteira com Venezuela e Colômbia,
avião da FAB pousa em clareira de 800 metros
(Foto: Tahiane Stochero/G1)
Pelotão de fronteira Amazônia (Foto: Tahiane Stochero/G1)Araras andam soltas e brincam com militares em 
Yauretê, comunidade na Cabeça do Cachorro, divisa
com a Colômbia (Foto: Tahiane Stochero/G1)
O tenente Éricson Maciel, comandante do pelotão do Exército, é a única autoridade no local. "A maior dificuldade aqui é logística. Estamos distantes de tudo, a 50 minutos de voo de Tabatinga ou 8 horas de rio da primeira cidade. O rio é cheio de pedras, com cachoeiras, é complicado navegar. Só recebemos comida para a tropa, mas por vezes precisamos apoiar a população. Água para a comunidade somos nós que fornecemos, porque tiramos do rio e não existe tratamento. Para beber, é da chuva (tratada com hipoclorito de sódio). A própria natureza já toma conta disso", afirma o tenente.
Outro confronto lembrado pelas tropas brasileiras na Amazônia ocorreu em 2006, segundo o tenente David Dias, que comanda o pelotão de Cucuí, à beira do Rio Negro, e na tríplice fronteira do Brasil com a Venezuela e Colômbia. Na época, o oficial que comandava a base militar no local teve a iniciativa de atacar uma embarcação com criminosos que estavam trazendo droga para o Brasil, matando alguns suspeitos.

O pelotão de Cucuí é o mais vigiado de todas as visitadas pela reportagem: canhões de luz ficam postados nas margens e seis soldados e um sargento ficam de prontidão 24 horas fortemente armados. Um deles leva uma submetralhadora.
"Aqui, nossa missão é difícil, combatemos transporte de ilícitos, como contrabando de animais silvestres, armas e drogas. Toda embarcação é obrigada a parar para ser revistada. Quem descumprir a ordem, vamos atrás ou avisamos as tropas localizadas em bases mais à frente para tentar para-los", explica o tenente Dias.
O isolamento em Cucuí é enorme e é preciso uma verdadeira maratona para chegar na base militar: de São Gabriel da Cachoeira,  cidade de 36 mil habitantes localizada na tríplice fronteira, são mais 30 minutos de voo. Avista-se, aberta em uma clareira no meio da selva, uma pista de asfalto ruim, esburacada, não sinalizada e curta - cerca de 800 metros - onde só aviões da Aeronáutica conseguem pousar. De lá, mais um quilômetro de caminhada na mata fechada para, enfim, chegar à beira do rio e embarcar em uma voadeira - um pequeno barco de madeira movido a motor a diesel.
Militares defendem tríplice fronteira com Colômbia e Venezuela (Foto: Tahiane Stochero/G1)Soldados defendem divisa com Colômbia e
Venezuela em Cucuí, onde Exército afundou barco
com drogas em 2006 (Foto: Tahiane Stochero/G1)
São mais 30 minutos de voadeira até chegar ao monte Cucuí, que abriga o pelotão. Do outro lado do Negro, a Venezuela. À frente, a Colômbia.

Uma antiga ponte, que ligava uma estrada de chão à comunidade, foi incendiada pelos índios em 2010, após a morte de um deles acidente ao cair da ponte. Desde então, a área, que chegou a ter até 5 mil moradores, viu a população diminuindo aos poucos: hoje menos de 800 pessoas. A única rodovia que permitiria o acesso a Cucuí, a BR-307, foi planejada durante o regime militar e ficou pela metade, por incluir áreas indígenas e de conservação ambiental.
Em julho, um homem foi preso e outro morto após troca de tiros com agentes da Polícia Federal no rio Solimões. Com eles, havia drogas, armas e munição. A mesma lancha havia escapado de uma abordagem em maio, após tiroteio. Histórias semelhantes são ouvidas nos quartéis, mas ninguém confirma datas ou suspeitos mortos.
Em Vila Bittencourt, o soldado Valdecir Curico de Souza, de 26 anos, tem a missão de "dar o primeiro tiro" caso alguma embarcação suspeita não pare ao ser abordada na entrada do Brasil. Ele diz, porém, que o maior perigo não é o criminoso, mas os insetos.

"Aqui neste pelotão é tranquilo o trabalho. Em algumas outras bases, os insetos atacam o dia inteiro", diz. "O que precisa melhorar aqui? Muita coisa... o colchão que eu durmo veio há mais de 20 anos  e está um buraco só. E a farda já está amarelada, como a senhor pode ver".

domingo, 8 de dezembro de 2013

UM DIA MUITO ESPECIAL - A FORMATURA DE NOSSO "MENINO" VINÍCIUS

Mamãe Dalila de Freitas(minha amiga de fé), Aspirante Vinícius e Gen Mauro Cupertino

Parabéns Vinicius, você é e sempre será o nosso maior orgulho.

Montanha!

AOS AMIGOS LEITORES DO BLOG UM FELIZ NATAL


AOS AMIGOS DE JUIZ DE FORA UM FELIZ NATAL - CEL AUGUSTO PEREZ E ANDRÉA


Novo Diretor da Escola Politécnica da UFRJ é Oficial R/2 do 10º BI de Juiz de Fora - MG

Prof Dr João Carlos dos Santos Basílio, natural de Juiz de Fora – MG, Engenheiro Elétrico da turma de 1986 da UFJF, com mestrado e doutorado no IME e Oxford e pós-doutorado em Michigan, ocupará o cargo de diretor da Escola Politécnica da UFRJ  no quadriênio 2014 – 2017, com posse prevista para princípios de 2014.
Em 1981 concluiu o Curso de Infantaria do NPOR/10º. BI de Juiz de Fora, recebendo a Medalha Correia Lima. Iniciou a carreira como Professor Assistente no Departamento de Engenharia Elétrica da EE/UFRJ, sendo atualmente Professor Associado IV da Escola, Professor Titular C da COPPE e chefe do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica. 
O novo Diretor visitou a  A3P - ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DA POLITÉCNICA, no prédio  do Largo de São Francisco onde se instalou a Academia Real Militar, com a promulgação em 04 dez 1810 da Carta Régia instituindo aquela que foi uma das antecessoras da nossa Escola Politécnica/UFRJ, antes Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil e Escola de Engenharia da UFRJ – e de onde provem também a AMAN.
Na ocasião, o novo Diretor disse da importância de fortalecer o relacionamento entre alunos – escola e
A3P, reforçando o elo, de modo que o aluno se sinta para sempre ligado à instituição, como uma
marca de orgulho, a exemplo do que ocorre por exemplo em Oxford,  onde esses laços são muito fortes.
O Prof Basílio foi recebido pelo Presidente da A3P, Prof. Heloi Moreira, Diretor Técnico Cultural Prof Israel Blajberg,
Presidente do Conselho Diretor Prof Aimone Camarella, os quais pertencem também a AHIMTB – Academia de
Historia Militar Terrestre do Brasil, sendo os 2 últimos ex-alunos do CPOR/RJ (ART-1965 e ENG-1945), presente ainda
o Conselheiro Eng Jose Caetano dos Prazeres, ex-aluno do NPOR/4º GAC de JF, turma de 1961.
Após as palavras do novo Diretor ocorreu um coquetel de confraternização, marcando o encerramento do ano sócio-cultural da A3P.
Texto e fotos
Prof Israel Blajberg
Diretor Tecnico-Cultural – A3P
07 dez 2013

PASSAGEM DE COMANDO DA 8ª REGIÃO MILITAR

O governador em exercício, Helenilson Pontes participou, na manhã deste sábado, 7, da cerimônia de passagem de Comando da 8ª Região Militar do Exército. A 8ª Região Militar, que até então era comandada pelo General de Divisão Ivan Carlos Weber Rosas, passou a ser comandada pelo General de Divisão, José Luiz Jaborandy Junior.
A cerimonia aconteceu no 8º Depósito de Suprimento (8º DSup) e contou com a participação da presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Luzia Nadja Guimarães Nascimento, do Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Daniel Dantas, e do titular do Comando Militar da Amazônia, Eduardo Dias da Costa Villas Bôas.
Com a passagem de comando, o general Rosas irá exercer a chefia do Departamento de Ensino do Ministério da Defesa. Em seu discurso de despedida, ele ressaltou que foi muito bem recebido na capital paraense durante o sua gestão, inclusive pelas autoridades, como o governador Simão Jatene, "que sempre manteve as portas abertas para este comando mesmo com a extensa agenda que precisa cumprir" comentou.
Em sua gestão, o 8ª região Militar executou missões juntos aos países vizinhos, como Guiana Francesa e Suriname; recebeu reconhecimento por parte da Nações Unidas e ganhou medalha da Legião concedida pelos Estados Unidos da América. O general que assume o comando, José Luiz Jaborandy Junior, exercia o cargo de Chefe de Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia.
O Comando da 8ª Região Militar foi instalado no dia 27 de março de 1909, em conseqüência da Lei nº 1860, de 4 de janeiro de 1908, com a denominação de Quartel General. A Região que abrangia Pará e Aricary (Amapá) tinha a denominação de 2ª Região de Inspeção Permanente e funcionou, provisoriamente, no quartel do extinto 34º Batalhão de Caçadores, no bairro de Nazaré.
O atual Quartel General foi construído na então Praça Saldanha Marinho, hoje Praça da Bandeira, no terreno do antigo quartel do 4º Batalhão de Artilharia. Desde 1995, possui responsabilidade territorial nos estados do Pará e Amapá, no município de Imperatriz (MA) e em parte do estado do Tocantins.

Texto:
Márcio Flexa
Fone: (91) 3201-3631  / (91) 88957714
Email: marcioflexa@agenciapara.com.br
Vice Governadoria

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - MARIA TEREZA LIMA






JORNAL DIÁRIO REGIONAL - 08.12.13


CUSTOU, MAS...: Polícia age contra flanelinhas por determinação do MP

07 de Dezembro de 2013 - 17:47


Ação aconteceu nos bairros São Mateus e Alto dos Passos, onde oito pessoas foram detidas

Por Michele Meireles

As polícias Militar e Civil deflagraram, na noite dessa sexta-feira (6), uma operação para combater a atividade dos flanelinhas nos bairros São Mateus e Alto dos Passos, na Zona Sul da cidade. Em cerca de duas horas, oito pessoas foram detidas abordando motoristas que estacionavam seus carros para cobrar pela vigilância dos veículos. De acordo com o comandante da 32ª Companhia da PM, capitão Ricardo Schaffer, a ação aconteceu depois de uma determinação do Ministério Público (MP). Agentes da 1ª Delegacia Distrital da Polícia Civil apoiaram os trabalhos. "Um ofício, assinado por todos os promotores da cidade, foi encaminhado para nós, pedindo providências em relação ao exercício ilegal da atividade de flanelinha."
Segundo ele, a ação teve início por volta das 20h e terminou à 1h. Seis policiais foram empenhados em três viaturas. Quatro flagrantes foram feitos entre 20h40 e 22h40. O primeiro aconteceu na Rua Manoel Bernardino, no São Mateus, quando dois jovens, de 25 e 19 anos, foram pegos abordando um condutor. Com eles, os policiais apreenderam um cigarro de maconha e R$12. Uma hora mais tarde, outros dois homens, 25 e 29 anos, foram flagrados tentando cobrar para vigiar carros na esquina das ruas Coronel Pacheco e São Mateus. De acordo com a PM, eles estavam com um cachimbo para uso de crack e R$ 2,75.
Já no Alto dos Passos, na Rua Machado Sobrinho, às 22h41, três homens, 22, 23 e 43 anos, foram presos depois de abordarem populares e cobrarem deles para estacionarem na via pública. Cerca de cinco minutos depois, um jovem, 25, também foi detido desempenhando a função de flanelinha na Rua Dona Zely Alves. Ele estava com um cachimbo para possível uso de crack. Todos os suspeitos foram levados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil, no Bairro São Mateus, onde assinaram termo circunstanciado de ocorrência (TCO) e foram liberados.
O comandante da 32ª Companhia da PM afirmou que o saldo da ação foi positivo e que manobras como esta continuarão a acontecer na cidade, principalmente nas áreas onde há concentração de bares e casas noturnas. Em setembro deste ano, a Tribuna já havia denunciado a situação dos flanelinhas. A reportagem apurou que eles chegam a arranhar carros de pessoas que se recusam a pagar e estariam cobrando preços fixos.

10º GAC DE SELVA - CARTÃO DE NATAL


JORNAL TRIBUNA DE MINAS - 08.12.13