terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Paulo Barros não é mais carnavalesco da Mocidade

Por: Ramiro Costa em 
Paulo Barros se encontrou na tarde desta terça-feira com o patrono da Mocidade, Rogério Andrade, e comunicou sua saída da escola, após amargar a sétima colocação e não voltar ao Desfile das Campeãs. A Verde e branco de Padre Miguel confirmou o desligamento do carnavalesco.

Um dos grandes nomes do carnaval carioca, Paulo Barros estreou este ano na Mocidade e desenvolveu o enredo “Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria se só te restasse um dia?”, baseado na música "Último dia" de Paulinho Moska. O carnavalesco foi tricampeão pela Unidos da Tijuca (2010, 2012 e 2014).

Morre Carlos Adolpho Pereira, vice-presidente da Santa Casa

Morreu na noite desta segunda-feira (23), por volta das 23h, Carlos Adolpho de Carvalho Pereira, vice-presidente da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, ele foi vítima de insuficiência cardíaca. O médico, de 77 anos, estava internado desde a noite da última quinta-feira (19). Na sexta (20), passou por procedimento cirúrgico e no sábado (21) foi para o CTI.
O corpo está sendo velado na Capela 1 do Cemitério Parque da Saudade, até as 13h30 desta terça, e depois será levado para o Rio de Janeiro, para o cemitério do Caju, onde o corpo será cremado.
Graduado em medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e doutor em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Adolpho fez parte do corpo clínico da Santa Casa por 52 anos, tendo sido chefe dos ambulatórios do hospital durante 10 anos e membro da Irmandade Nosso Senhor dos Passos, mantenedora da Santa Casa, por 37 anos. Ele ocupava o cargo de vice-presidente do hospital desde 2010, e foi também um dos fundadores e presidente da Unimed Juiz de Fora.
Amante da literatura e das artes plásticas, era membro da Academia Jurídica de Letras de Juiz de Fora,e publicou dois títulos: a autobiografia “Um tempo que nem passou” (2013),  e “Folhas de Figo” (2014), um livro de crônicas.
http://www.tribunademinas.com.br/morre-carlos-adolpho-pereira-vice-presidente-da-santa-casa/

VÍDEO SOBRE A 1ª EDIÇÃO DO BAILE ENSAIO GERAL DO CARNAVAL


Obrigado amigo Paulo Roberto!

Ligação de telefone fixo para celular fica mais barata a partir de hoje

As ligações telefônicas locais e interurbanas de telefone fixo para celular vão ficar mais baratas a partir desta terça-feira (24). A redução do preço vale para ligações locais ou de longa distância, originadas nas redes das concessionárias da telefonia fixa (Oi, Telefônica, CTBC, Embratel e Sercomtel) e destinadas às operadoras móveis.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) informou que, com as mudanças, o valor das ligações feitas de telefone fixo para móvel em que os DDDs são iguais vai recuar 22%, em média.
Nesse tipo de chamada, a tarifa homologada para a Oi, no Rio de Janeiro, por exemplo, cairá de R$ 0,36 por minuto para R$ 0,28. Em São Paulo, também no caso de chamadas fixo-móvel com o mesmo DDD, o valor da tarifa da Telefônica cairá de R$ 0,35 por minuto para R$ 0,27 por minuto.
Por outro lado, as chamadas de fixo para móvel em que os DDDs dos telefones de origem e de destino da ligação têm apenas o primeiro dígito igual — por exemplo os DDDs 61 e 62 — haverá queda de 14%, em média. Por exemplo, o valor homologado da Oi da tarifa de conexão para esse tipo de chamada cairá de R$ 0,80 por minuto para R$ 0,69 por minuto.
Por fim, quando os primeiros dígitos dos DDDs do telefone fixo e do telefone móvel são diferentes — como 11 e 21 — a diminuição do preço será de 12%, em média. Nesse caso, o valor homologado dessa tarifa no caso da Vivo/Telefônica, por exemplo, cairá dos atuais R$ 0,93 por minuto para R$ 0,82 por minuto.
http://noticias.r7.com/economia/ligacao-de-telefone-fixo-para-celular-fica-mais-barata-a-partir-de-hoje-24022015

Ex-governador pede aposentadoria por problemas de saúde, Juiz nega e manda procurar o SUS

A decisão que merece aplausos a nível nacional foi do juiz de segunda instancia, o desembargador José Zuquim Nogueira.

O pedido de aposentadoria foi do ex-governador de Mato Grosso, Frederico Campos (PTB), a alegação de Frederico é que estaria muito doente e sem outra fonte de renda para sobreviver. Zuquim foi claro e incisivo na fundamentação de sua decisão:  “Acaso não tenha o agravante condições de custear seu tratamento, o meio lícito para reivindicar é perante o Estado, pelo SistemaÚnico de Saúde”.

O desembargador disse ainda, não acreditar que ex-governadores não tenham condições de se sustentar depois de tantos anos na política. “Não é crível admitir que ao longo dos anos de vida política, não tenha ele acumulado um patrimônio que lhe permita o sustento e a aquisição de possíveis medicamentos; que não tenha a ajuda financeira da família ou bens que possam ser transformados em pecúnia, para subsidiar o custeio de alimentos e medicamentos”, disse o magistrado. 

As informações são do portal Congresso em Foco

http://www.revoltabrasil.com.br/politica/5729-ex-governador-pede-aposentadoria-alegando-problemas-de-saude-juiz-nega-e-manda-procurar-o-sus.html?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=Postcron.com

NOTA DE FALECIMENTO - DR. CARLOS ADOLPHO PEREIRA

Faleceu ontem às 23h15, na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, nosso amigo Dr. Carlos Adolpho Carvalho Pereira.


Aos familiares e amigos o nosso pesar por tão grande perda.

O velório será no cemitério Parque da Saudade. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Governador Pimentel do PT dá carteiraço no Rio.

SEGUNDA-FEIRA, 23 DE FEVEREIRO DE 2015


A imprensa mineira esconde o carteiraço do seu governador em pleno carnaval carioca... Coisa feia, provinciana  e autoritária. 

(O Globo) Dois sedãs pretos pararam o trânsito da Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema, sem a menor cerimônia, na noite da segunda-feira de carnaval. No meio de um buzinaço dos outros motoristas, eis que sai de um dos carrões uma mulher de cabelos castanhos, sozinha, escoltada por quatro seguranças armados. Logo em seguida encosta uma van.

Segue a história...

O grupo é liderado pelo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e pelo ex-deputado federal Virgílio Guimarães, ambos do PT. Os seguranças os escoltam nos dois metros que separam o meio-fio da porta do Gero. O governador entra no restaurante com a mão direita sobre a cintura da mulher que havia chegado um pouco antes — e os carros da comitiva são estacionados em cima da calçada, com motores ligados, poluindo o ar e irritando os pedestres.

Aliás e a propósito...

Depois de um jantar de horas, Pimentel e sua comitiva partem em direção à Sapucaí. Chegaram a tempo de assistir ao desfile da Beija-Flor.

http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2015/02/pimentel-do-pt-da-carteiraco-no-rio.html?spref=fb

100 ANOS DE CRIAÇÃO DO 17º B LOG L - CONVITE


Universidades federais têm um terço dos recursos bloqueados pelo MEC

As universidades federais começaram o ano com um corte de 30% no orçamento, e está faltando dinheiro para pagar serviços terceirizados e para programas para os estudantes.
O Bom Dia Brasil tem mostrado que a falta de recursos atinge a educação de várias formas. Agora as instituições vão cobrar uma resposta do governo esta semana. Isso porque a educação foi apontada como prioridade do governo.
A explicação do Ministério da Educação é que o orçamento de 2015 ainda não foi aprovado pelo Congresso e, por isso, o governo tem que segurar os gastos.
Esta semana, reitores se preparam para ir a Brasília e cobrar providências do MEC. O principal argumento de reitores é que a educação é um serviço essencial para os brasileiros. Portanto, não deve receber cortes de verbas.
Mais um ano letivo, um novo orçamento - só que desfalcado - e alunos preocupados. “Se começar assim sem verba é complicado”, afirma um estudante.
“Tem prejuízo, claro que tem”, diz outro estudante.
Não é só na Universidade de Brasília, mas todas as universidades federais receberam neste início de ano 30% a menos do que estava previsto. “Já tem afetado várias universidades. Os serviços terceirizados, muitos não estão sendo pagos, assistência estudantil, problema de bolsa que começam a afetar academicamente as universidades”, afirma o presidente do Andes, Paulo Rizzo.
Na Federal da Paraíba, estudantes fizeram protesto, como mostram imagens de celular, em frente a reitoria para pedir o pagamento do auxílio alimentação.
Na Universidade de Campina Grande, também na Paraíba, não estão em dia água, luz, telefone, e falta dinheiro para pagar os alunos bolsistas. “Se nós estamos devendo bolsa de janeiro, isso nos preocupa. Significa dizer que nós podemos encerrar o segundo mês do ano sem pagar o primeiro”, afirma o reitor, José Edilson Amorim.
A Universidade Federal de São Paulo divulgou nota dizendo que com a redução dos repasses do governo, ‘a situação financeira das universidades federais, que em 2014 foi sofrida, passa a ser ainda mais difícil’. Afirma ainda que: ‘a reitoria e diretorias acadêmicas estão trabalhando para a manutenção dos serviços essenciais enquanto a política de contingenciamento vigorar. Mas não sabem ainda quais impactos isso produzirá sobre as atividades de ensino, pesquisa e extensão, incluindo também o hospital universitário’.
Algumas já vinham com contas atrasadas desde o ano passado. Caso da UFRJ: o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, administrado pela universidade, chegou a fechar por alguns dias porque as empresas que fazem serviço de limpeza e conservação estavam sem receber há três meses.
Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, o Andifes, os reitores já estão refazendo o planejamento. “Estamos estudando cuidadosamente nosso orçamento para ver onde que seria possível ter algum corte”, afirma o presidente da associação, Targino de Araújo.
Ninguém do Ministério da Educação quis gravar entrevista. A assessoria informou que o MEC está em diálogo constante com as universidades e que a redução de 30% nos repasses é uma das medidas de ajuste fiscal. Segundo o governo, o corte será mantido até a aprovação do orçamento da União, que depende do Congresso.
Reitores têm uma reunião esta semana para discutir o problema e organizar uma vinda a Brasília. “A primeira iniciativa será solicitar, pela segunda vez, uma reunião com o novo ministro. Nossa ideia principal é que saúde e educação não pode entrar no contingenciamento orçamentário do Governo Federal, porque são atividades essenciais”, ressalta o reitor da UFPB.
O MEC afirmou que a previsão de investimentos na educação neste ano será maior que no ano passado, um aumento de R$ 900 milhões.
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/02/universidades-federais-tem-um-terco-dos-recursos-bloqueados-pelo-mec.html

4ª BRIGADA DE INFANTARIA LEVE COMEMORA 100 ANOS DE CRIAÇÃO


A 4ª Brigada de Infantaria Leve (Mth) - (4ª Bda Inf L Mth), conhecida como Brigada 31 de Março, é uma das Brigadas Militares de Área do Brasil e foi criada em 23 de fevereiro de 1915.


Sua sede localiza-se em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Sua área de influência compreende o estado de Minas Gerais e a cidade de Petrópolis. É subordinada a 1ª Divisão de Exército/Comando Militar do Leste, sediada no Rio de Janeiro. 

Organizações Militares Subordinadas 

Companhia de Comando da 4ª Brigada de Infantaria Motorizada - Juiz de Fora 
10º Batalhão de Infantaria - Juiz de Fora 
11º Batalhão de Infantaria de Montanha - São João Del Rei 
32º Batalhão de Infantaria Motorizado - Petrópolis 
4º Grupo de Artilharia de Campanha - Juiz de Fora 
17º Batalhão Logístico - Juiz de Fora 
4º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado - Santos Dumont 
4ª Companhia de Comunicações - Belo Horizonte 
35º Pelotão de Polícia do Exército - Juiz de Fora 
Campo de Instrução de Juiz de Fora - CEAC 

Atualmente é comandada pelo Gen Bda Francisco Mamede de Brito Filho.

Formulamos ao Gen Brito e demais integrantes os nossos sinceros parabéns pelos 100 anos de relevantes serviços prestados ao Brasil.

Montanha!


ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - 23.02.15



RAFAEL SCHULTZ

LUISA PEREZ

DELEGADO JACI JOÃO DE CASTRO

DESEJAMOS PARABÉNS, FELICIDADES, SAÚDE E PAZ.


ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - CEL CORDEIRO JÚNIOR

COMEMORA MAIS UM ANIVERSÁRIO, NESSA DATA, NOSSO AMIGO CEL ART SÉRGIO MARIANO CORDEIRO JÚNIOR, EX-COMANDANTE DO 4º GRUPO DE ARTILHARIA DE CAMPANHA LEVE, GRUPO MARQUÊS DE BARBACENA.

DESEJAMOS MUITAS FELICIDADES, PAZ, SAÚDE, REALIZAÇÕES E SUCESSOS NA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL.

FRATERNO ABRAÇO.

MONTANHA!


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Deputados da CPI receberam R$ 1,9 mi de empreiteiras investigadas

Deputados escolhidos pelos partidos para apurar na Câmara o esquema de corrupção na Petrobras receberam em 2014 R$ 1,9 milhão em doações eleitorais de empresas citadas na Operação Lava Jato e prováveis alvos da CPI criada para investigar os desvios.
Empreiteiras como Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, UTC, Carioca Engenharia, Galvão Engenharia e empresas do grupo Queiroz Galvão doaram para 10 dos 15 deputados já indicados para a CPI. O levantamento do Estado considerou a prestação de contas dos candidatos disponibilizada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O número de agraciados com doações das empreiteiras alvo da Lava Jato pode aumentar. Faltam ser escolhidos 12 dos 27 membros da CPI, a ser instalada na quinta-feira. Partidos como PT, PMDB e PP ainda não apresentaram seus escolhidos oficialmente, embora já haja nomes cotados.
Favorito para assumir a presidência da comissão, o peemedebista Hugo Motta (PB), de 25 anos, teve cerca de R$ 455 mil (61%) dos R$ 742 mil de sua campanha custeados indiretamente por duas empreiteiras suspeitas. Ele recebeu R$ 255 mil da Andrade Gutierrez via diretórios estadual e nacional do PMDB e por um repasse da campanha do candidato a deputado estadual Nabor Wanderley Nóbrega Filho (PMDB-PB). Outros R$ 200 mil vieram da Odebrecht, repassados a Motta pela direção nacional do PMDB. O deputado disse desconhecer as doações.
A exemplo do que ocorreu com o potencial presidente da CPI, a maioria das doações foi feita de forma indireta. Ou seja, as empresas doaram para partidos e outros candidatos, que repassaram os recursos para os deputados ou custearam peças publicitárias conjuntas. A manobra é legal.
Maior volume. 
Dos deputados já confirmados na CPI, Júlio Delgado (PSB-MG) foi quem recebeu o maior volume de recursos. A direção nacional do PSB repassou R$ 200 mil da Andrade Gutierrez e R$ 100 mil da Queiroz Galvão Alimentos, empresa do grupo homônimo. O diretório estadual repassou R$ 50 mil da Odebrecht, empreiteira que doou mais R$ 30 mil diretamente à campanha de Delgado.
Presidente nacional do Solidariedade, o deputado Paulinho Pereira da Silva (SP) recebeu das empreiteiras cerca de R$ 348 mil, via diretório estadual.
Na lista de deputados contemplados indiretamente aparecem ainda Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Onyx Lorenzoni (DEM-RS), João Carlos Bacelar (PR-BA), Paulo Magalhães (PSD-BA), Bruno Covas (PSDB-SP), Izalci (PSDB-DF), Otávio Leite (PSDB-RJ) e Félix Mendonça Júnior (PDT-BA).
Dentre os cotados para integrar a CPI, mas ainda não oficializados, o petista Vicente Cândido (SP) também recebeu doações indiretas das empreiteiras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/02/22/deputados-da-cpi-receberam-r-19-mi-de-empreiteiras.htm

INFORMEX NR 002 – DE 5 DE FEVEREIRO DE 2015 - NOMEAÇÃO DE NOVOS COMANDANTES DE OM



CMJF - Juiz de Fora – MG -  Cel ART FERNANDO ANTONIO PINTO DE OLIVEIRA 


Gen Bda OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS 
Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército 

CONHEÇA O NOVO COMANDANTE DO EXÉRCITO

GENERAL DE EXÉRCITO EDUARDO DIAS DA COSTA VILLAS BÔAS


É natural de Cruz Alta (RS), onde nasceu em 7 de novembro de 1951. Ingressou nas fileiras do Exército em 1° de março de 1967, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas (SP).

Ao ser escolhido Comandante do Exército Brasileiro, exercia a função de Comandante de Operações Terrestres.

É possuidor dos seguintes cursos: Infantaria, da Academia Militar das Agulhas Negras; Aperfeiçoamento de Oficiais, da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais; Operações na Selva, do Centro de Instrução de Guerra na Selva; Comando e Estado-Maior, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército; e de Altos Estudos de Política e Estratégia, da Escola Superior de Guerra.

Principais funções exercidas:

- Instrutor e Comandante do Curso de Infantaria da Academia Militar das Agulhas Negras;
- Chefe da Assessoria de Atividades Especiais do Comando de Operações Terrestres;
- Comandante do 1° Batalhão de Infantaria de Selva;
- Chefe da Assessoria Parlamentar do Exército;
- Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia;
- Comandante da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais;
- Subchefe de Planejamento Estratégico do Estado-Maior do Exército;
- Chefe da Assessoria Especial de Gestão e Projetos do Estado-Maior do Exército;
- Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército;
- Comandante Militar da Amazônia; e
- Em comissão no exterior, exerceu a função de Adjunto do Adido junto à Embaixada do Brasil na República Popular da China.

Foi promovido a General de Exército em 31 de julho de 2011 e agraciado com 14 condecorações nacionais, dentre as quais se destacam: a Ordem do Mérito Militar, a Ordem do Mérito Naval, a Ordem do Mérito Aeronáutico e a Medalha Militar de Ouro com Passador de Platina.

http://www.eb.mil.br/web/guest/comandante-do-exercito

Jogador é mordido por cachorro da PM no duelo entre Democrata e Tupi

Leonardo Morais/Jornal Hoje em Dia
João Paulo foi mordido por cachorro da Polícia Militar
João Paulo foi mordido por cachorro da Polícia Militar
Mesmo jogando em casa, o Democrata saiu derrotado pelo placar mínimo no confronto contra o Tupi, que foi disputado neste domingo (22), em Governador Valadares. Porém, não foi o gol anotado por Danilo, aos 31 minutos do 1º tempo, o principal acontecimento do duelo. 
 
Já no segundo tempo do duelo, o atacante da Pantera João Paulo foi disputar a bola com o adversário. O lance foi rígido e assustou um cachorro da PM que estava próximo. Quando se aproximou para pegar a pelota, foi mordido pelo animal.
 
João enfaixou seu braço direito, mas, surpreendentemente, voltou para a partida. Porém, apesar de toda a disposição, não conseguiu empatar o embate. Após o apito final, o atacante seguiu para o hospital para tomar uma vacina antirrábica. 
 
Com a vitória, o Tupi chegou aos seis pontos e ocupa o sexto posto na tabela. O Democrata, por sua vez, segue na lanterna do Mineiro. 
 
No próximo sábado (28), o Tupi encara o Cruzeiro, às 16 horas, em Juiz de Fora. A Pantera, por sua vez, recebe a URT, às 19 horas, em Governador Valadares.

http://www.hojeemdia.com.br/esportes/jogador-e-mordido-por-cachorro-da-pm-no-duelo-entre-democrata-e-tupi-1.300732

CARNAVAL DE JUIZ DE FORA 2015 - PASSARELA DO SAMBA 07.02 II













Presidente da Unidos do Ladeira fala dos desafios do Carnaval em Juiz de Fora

Mesmo vencendo cinco dos últimos seis carnavais, Marcus Valério Mendes vê dificuldade na realização da festa na cidade e fala do dia-a-dia da escola vencedora

Lucas Soares
Repórter
13/02/2015
A G.R.A.C.E.S. Unidos do Ladeira, com 39 anos de história, conquistou seu 13º título do Carnaval de Juiz de Fora, na última segunda-feira, 9 de fevereiro, após uma acirrada disputa com a Turunas do Riachuelo e a Real Grandeza, segunda e terceira colocadas, respectivamente, nos desfiles que aconteceram no sábado passado, 7.
Mas ter vencido o Carnaval por quatro anos consecutivos não significa que a vida na escola de samba é fácil. Em entrevista exclusiva, o presidente da Unidos do Ladeira,Marcus Valério Mendesrevelou os planos para o futuro, o planejamento da agremiação e as dificuldades para se fazer a festa em Juiz de Fora. Confira!
Portal ACESSA.com - Qual foi a história da Unidos do Ladeira?
Marcus Valério Mendes - O Ladeira tem 39 anos completados agora em janeiro. Ela surgiu como bloco de Carnaval, depois passou a ser escola. Começamos no Grupo B, subimos ao Grupo A e somos uma das escolas mais jovens da cidade. Temos treze títulos do primeiro grupo, somos a mais vencedora da cidade. Em segundo lugar, vem a Turunas do Riachuelo com dez. Além disso, hoje alcançamos um fato que até então era inédito: o tetracampeonato conquistado nos igualou à Juventude Imperial.
Como você avaliou o desfile da Unidos do Ladeira? Ficou alguma coisa a desejar?
Em muitos quesitos ficou a desejar. Nós trabalhamos para tirar 10 em tudo, mas sabemos que tem quesitos que não tem como, como a Evolução. Nos outros a gente trabalhou. Sempre acontece uma coisa ou outra. Um destaque teve parte de sua fantasia quebrada, devido ao peso, e perdemos décimos na apuração de alegorias. Eu ainda não peguei a pasta dos jurados, mas vi alguns erros que serão trabalhados e consertados para o ano que vem. Nosso objetivo é tirar 10 em tudo, para mostrar à população de Juiz de Fora que o Unidos do Ladeira trabalha o ano inteiro, ininterruptamente, e com isso proporciona para a cidade um belo espetáculo.
Como é o dia a dia da escola durante o ano?
Nós trabalhamos o ano inteiro alugando o salão para eventos. Temos o baile do Fabrício & Gabriel às sextas-feiras e aos sábados e domingos eu tenho shows variados. Todo o dinheiro arrecadado nesses eventos é colocado na escola. Eu peguei a agremiação com quase R$ 300 mil de dívidas e paguei tudo. Hoje o Ladeira tem o nome limpo em todos os setores, não devendo nada a ninguém. Além disso, investimos na escola. Colocamos ar-condicionado, remodelamos o chão, as paredes. Estamos construindo um bar enorme no primeiro andar para lançarmos a Terça na Toca, que terá vários eventos diversos relacionados à samba. Nenhum diretor recebe nada daqui.
Quando começa a preparação para o próximo Carnaval?
Dei uns dias de folga para o pessoal, mas em março nós nos reunimos para decidir o enredo. Temos dois em evidência e vamos abrir para a diretoria e os amigos avaliarem. Através de sistema de votação eliminatória, nós vamos escolher o melhor enredo.
 
Como é a participação da comunidade do Ladeira na escola?
Nossa comunidade é muito pequena, é feita praticamente de três ruas. Mas ela é muito atuante, com vários diretores e conselheiros, que são dividido entre amigos, fundadores, ex-presidentes e pessoas da comunidade. Temos 31 conselheiros e cada representação tem um número de votos. A comunidade nos ajuda muito, além do apoio em tudo que a gente precisa.
Como é a preparação durante o ano? Isso gera quanto de emprego para a cidade?
Esse ano nós envolvemos cerca de 130 pessoas. A gente terceiriza. Temos um galpão de alegorias no Nova Era, um galpão de fantasias no Vitorino Braga, um galpão de costureiros no Bairu, um galpão de destaques na Avenida Sete e um galpão de bateria em São João del-Rei. Quando não são os diretores que fazem, são pessoas da própria comunidade que nos ajudam. Em abril nós vamos desmanchar as alegorias para preparar as do próximo ano. Enquanto isso, o nosso carnavalesco, Anderson Luiz, vai desenhar o esboço das fantasias para colocar no papel.
Quando a Unidos do Ladeira investiu neste Carnaval?
No ano passado, nós investimos R$ 274 mil. Esse ano as contas ainda não fecharam, mas eu fiz uma redução muito grande. A verba da Prefeitura de Juiz de Fora não aumenta há quatro anos, desde o último ano da administração do Custódio Mattos e mais três anos com o Bruno. Isso vem sufocando muito as escolas de samba, acreditamos que esse valor está em cerca de 40% defasado. Eles repassam R$ 622 mil: entre R$ 600 mil para as escolas, R$ 10 mil para a Corte Real e R$ 12 mil para premiações. Esses R$ 600 mil são divididos em 65% para o Grupo A e 35% para o Grupo B. Cada escola do Grupo A recebe R$ 64 mil. E nós das escolas, além da Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora, damos uma ajuda para a escola de Grupo C, já que a Prefeitura não dá nada. Pelas minhas contas, eu devo ter gastando entre R$ 170 mil a R$ 180 mil.
Existe apoio da iniciativa privada?
Não. Eles nunca nos apoiaram em nada. Inclusive o comércio vem reclamando que está tomando prejuízo no Carnaval, mas uns anos atrás, um outro presidente da Liga foi pedir para que cada comerciante desse, por exemplo, R$ 10 por ano para as escolas e foi rejeitado, pelo que eu fiquei sabendo. Então agora eles não têm porque reclamar da mudança dos dias do Carnaval.
Como você enxerga a parcela da população que acha que o Carnaval de Juiz de Fora é um dinheiro gasto à toa?
Só fala que é um dinheiro gasto à toa quem não gosta de samba e as igrejas evangélicas, o povo que não vem ver mesmo. Se eles viessem, não iriam ter esse pensamento. A mesma pessoa que fala que é um dinheiro gasto à toa senta pra ver o desfile do Rio de Janeiro na televisão e não tem coragem de vir aqui na avenida, ver o que nós fazemos. É um dinheiro gasto à toa? A Prefeitura gasta R$ 2 milhões no Carnaval, isso dá em média R$ 3 por habitante. É um investimento muito ínfimo perto do que é gasto em outras cidades. As pessoas que são contra, são contra tudo. Juiz de Fora é uma cidade sem alma. Tem um Carnaval maravilhoso e as pessoas não dão valor, tem o Miss Gay que acabou porque não deram valor. Tem um time de futebol que não tem público porque não dão valor, um time de vôlei que disputa a Superliga e quase ninguém sabe qual é. A população daqui não valoriza o que nós temos.
Você acha que as escolas daqui gastam muito com o Carnaval?
Não. É um investimento que você faz para o público. O dinheiro que a Prefeitura nos repassa não dá para pagar nem as pessoas que fazem as coisas para o Ladeira. Isso tudo gera uma gama de pessoas que estão trabalhando para a gente, seja o faxineiro, o empurrador de alegoria, quem confecciona fantasias... É um dinheiro gasto para pagar o pessoal que trabalha também, na compra de material.
Como a crise financeira que o país vive atingiu o Carnaval?
Nós entendemos que esse ano e ano passado poderia estar assim. Mas antes não estava. Eu acho que para uma cidade com quase 700 mil habitantes, investir R$ 2 milhões em cultura popular não é um grande investimento. Talvez em outras áreas eles estejam investindo acima do que pode ser investido. Eu não sei quanto que a Prefeitura gasta de propaganda, por exemplo, mas pelo que eu sei, o orçamento total é de R$ 1,4 bilhão pra esse ano. Eu não estou dentro da Prefeitura pra saber, mas é uma verba muito pequena para a cultura popular. Os blocos e as escolas de samba fazem a festa da população por dez dias. Isso dá mais ou menos R$ 0,30 por dia de investimento por pessoa. Quem não vai, não participa, eu não posso cobrar. Não participa e não vai porque não quer. As pessoas cortam um pouco a diversão. Quem vinha nos nossos shows e gastavam pouco, não vem mais. Quem gastava mais, está gastando menos e quem gastava menos, não estão gastando quase nada. O dinheiro arrecadado pra investir no Carnaval teve queda de 40%.
Qual expectativa sobre a antecipação do Carnaval em 2016? Se isso acontecer, o desfile vai acontecer em janeiro.
Ainda vai existir uma reunião com a liga, com a Polícia Militar (PM), a Prefeitura e a Settra. A antecipação pra nós, das escolas de samba, foi muito boa. O Carnaval em janeiro é ruim porque a cidade vai estar mais vazia por causa das férias e o nosso tempo vai ser menor para fazer os ensaios. Apesar da bateria começar a ensaiar em novembro, e os ensaios aberto ao público são a partir de janeiro. Vamos procurar uma solução. Talvez volte para a data oficial e eu dei a sugestão de adiar em uma semana.
ladeiraComo os foliões podem fazer se quiserem desfilar pelo Unidos do Ladeira em 2016?
As fantasias são alugadas, porque se a gente for vender, fica fora da realidade da cidade. Nós confeccionamos, as pessoas nos procuram e alugam, de acordo com a ala que querem sair. Esse ano sobraram onze fantasias sem alugar, que foram doadas para a comunidade desfilar com a gente. São as pessoas mais simples que desfilam conosco. Falam que o Ladeira é uma escola de elite, mas não tem ninguém aqui que é assim. A maioria das pessoas que trabalha aqui são comuns. Criou-se esse dogma porque nós vamos luxuosos, com fantasias bonitas. Quem não quer luxo e riqueza?
Quais são os planos para o futuro?
Quando entrei aqui, há seis anos, a minha perspectiva era reestruturar o Ladeira como escola de samba. Consegui fazer isso, levei a escola à um patamar superior ao que estava antes. Eu fiz seis carnavais, ganhei cinco e ainda tenho mais um. Ano que vem vamos fazer um trabalho sério, melhor do que esse, e tentar o pentacampeonato, uma coisa inédita para o Unidos do Ladeira. Depois disso, nós vamos sentar, ver quem será o próximo presidente e tentar continuar nessa caminhada de sucesso. Farei tudo para ganhar o Carnaval de 2016 e, se alguém fizer melhor, me sentirei honrado porque fiz tudo aquilo que eu podia fazer e darei os parabéns.
http://www.acessa.com/cultura/arquivo/carnaval2015/2015/02/13-presidente-da-unidos-do-ladeira-fala-dos-desafios-do-carnaval-em-juiz-de-fora/

Câmara de Juiz de Fora - Muitas leis, pouca aplicabilidade

POR RENATO SALLES REPÓRTER


“Essa lei entre em vigor na data de sua publicação.” Na maioria dos casos, esta frase finaliza os projetos aprovados pela Câmara Municipal e está presente em boa parte das normas ordinárias promulgadas em Juiz de Fora no ano passado. Muitas vezes, no entanto, o texto funciona como nota de rodapé. Várias das regras do inumerável emaranhado que forma a legislação do município, após 164 anos de funcionamento do Palácio Barbosa Lima, já caíram em desuso ou sequer foram colocadas efetivamente em prática. É o caso da lei que restringe o uso de água tratada a atividades consideradas essenciais em períodos de estiagem, cenário observado na cidade recentemente. De autoria do vereador Antônio Aguiar (PMDB), o dispositivo tem por objetivo conter abusos como a lavação de calçada com mangueiras, prevendo, inclusive, sanções financeiras aos infratores. Apesar de a sintonia com a atual crise hídrica que assola a Região Sudeste, a lei permanece no papel desde sua publicação nos “Atos do Legislativo”, em novembro passado. Conforme matéria publicada pela Tribuna no último dia 6, Aguiar afirma que cabe à Cesama a execução da regra. De outro, o Município diz que o texto possui pontos inaplicáveis. Este é apenas mais um dos casos em que o abismo entre a teoria do Legislativo e a prática do Executivo se evidencia.
Só no ano passado, 173 leis ordinárias aprovadas pela Câmara foram publicadas e oficializadas como legislação municipal. Metade dos textos, entretanto, pouco ou nada diz respeito ao cidadão comum, tratando-se de homenagens e reconhecimentos a pessoas, entidades ou segmentos sociais distintos. Em 2014, foram promulgadas 37 normas relacionadas à denominação de espaços públicos, 37 que concedem títulos honoríficos e outras 13 que destacam datas específicas no calendário oficial do município. Da outra metade, 50 são referentes a proposições do Executivo. A maioria diz respeito a ações de caráter da gestão municipal, como peças orçamentárias e reajustes salariais do funcionalismo. Do restante, ainda é possível excluir duas regras direcionadas à organização administrativa do Legislativo, restando 34 peças de autoria dos vereadores que poderiam ter efeito visível no cotidiano dos juiz-foranos. A maioria, entretanto, mostra-se refém de si mesma, travadas no limbo da inaplicabilidade por falta de regulação por parte do Poder Executivo ou pela falta de uma efetiva fiscalização.
Sem efeito prático
Das 34 leis originárias de autoria do Legislativo publicadas no ano passado, pelo menos 14 são passíveis de regulamentação por parte da Prefeitura para que possam ter efeito efetivo ou sua aplicação facilitada. Entretanto, uma rápida pesquisa no diário de publicações dos atos do Executivo mostra que, até aqui, nenhuma delas foi alvo de decreto regulamentador, o que também acontece com inúmeras regras aprovadas em anos anteriores.
Em 2014, segundo ano da gestão Bruno Siqueira (PMDB) à frente do Município, foram publicados 19 decretos editados para regulamentar – ou revisar regulamentações anteriores – leis aprovadas pela Câmara de 1994 para cá. O único caso que diz respeito a uma legislação publicada no ano passado não trata de um projeto oriundo do Legislativo, mas de mensagem do Executivo que autoriza o Município a conceder bolsas para profissionais do programa “Mais médicos”.
Entre os projetos que carecem de regulamentação do Executivo estão os que tratam da instituição de políticas públicas para a terceira idade; da instalação de interfone e luzes de emergência em elevadores de prédios público; da obrigatoriedade de mesas e cadeiras para uso exclusivo de gestantes, idosos e deficientes nas praças de alimentação de shopping centers; da proibição da utilização de máscaras e capuzes em manifestações realizados em prédios públicos; e da proteção e bem-estar de animais em estabelecimentos comerciais.
Como nenhuma destas legislações estipulam prazo para a regulamentação por parte do Prefeitura, a aplicabilidade da lei fica comprometida. Na maioria dos casos, nos três entes federativos que compõem a União, a necessidade de regulamentação ocorre pois, apesar da intenção do parlamentar em legislar a favor da coletividade, o mesmo reconhece a dificuldade na execução da norma e transfere ao Executivo a responsabilidade de detalhar os diversos aspectos práticos pertinentes à aplicação da norma. Assim, o acúmulo de leis não regulamentadas se tornou realidade em cidades, estados e na União.

Por mais fiscalização pelo Executivo

Em conversas reservadas, alguns vereadores reconhecem que, apesar do intuito de equacionar problemas e sanar as necessidades oriundas da sociedade, há dificuldades na aplicação de algumas das leis propostas pelo Legislativo pela falta de capacidade de fiscalização do Executivo. Mesmo conscientes do entrave, os parlamentares defendem a criação dos dispositivos como ferramenta de conscientização. Em alguns casos, os próprios legisladores assumem o papel de fiscais. Por outro lado, o entrave para a aplicação das regras está justamente em seu nascedouro, quando os textos originais não sugerem a necessidade de regulamentação, nem tampouco distinguem quais órgãos serão responsáveis pela inspeção da legislação proposta.
Neste sentido, independentemente da capacidade ou não de fiscalização do Poder Executivo, duas leis do vereador José Márcio (PV), promulgadas no ano passado, parecem ter “colado”, mesmo que ainda careçam de regulamentação por parte do Executivo. Uma delas é a que proíbe a realização de rodeios, touradas ou festas similares que envolvam maus-tratos e crueldade aos animais em Juiz de Fora. Desde a edição da medida, nenhum evento com tais características foi realizado no município, muito pela conscientização e conversas com empresários do ramo. Da mesma forma, a legislação que veda a realização de trotes universitários em áreas públicas, parece ter contribuído, senão pela eliminação, pelo menos para a diminuição da prática nas ruas da cidade.
Conscientização
Apesar de admitir as dificuldades da Prefeitura com relação à fiscalização de todas as leis em vigência no Município, alguns parlamentares afirmam que têm por hábito ir a campo para verificar o cumprimento de normas de suas próprias autorias. Uma vez mais, em tom de conscientização. Por outro lado, de forma geral, é papel dos legisladores, em todas as esferas, acompanhar os trâmites das propostas aprovadas pelos parlamentos após suas promulgações.
Constitucionalmente, além da elaboração das normas, também é de responsabilidade do Legislativo fiscalizar as ações administrativas e a aplicação e o cumprimento da legislação vigente por parte do Executivo. Assim, inclusive, seria importante cobrar a regulamentação das normas jurídicas nos casos em que tal ferramenta seja necessária, já que muitos juristas entendem ser inconstitucional a aplicação de lei não regulamentada.

Entendimento entre poderes facilita execução

Enquanto algumas leis aguardam anos para serem regulamentadas e, efetivamente, colocadas em prática, o entendimento prévio entre os poderes Legislativo e Executivo pode facilitar a aplicabilidade de novas propostas. No ano passado, o então vereador Noraldino Júnior (PSC), hoje deputado estadual, apresentou projeto de lei instituindo a Política Municipal de Utilização Sustentável dos Veículos de Tração Animal (VTA), prevendo a retirada de circulação de carroças das vias públicas da cidade em cinco anos. Por definir prerrogativas pertinentes de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, a peça acabou sendo alvo de veto total por parte do prefeito.
A partir daí, conversas entre o parlamentar e a Prefeitura resultaram na confecção de uma mensagem para tratar do tema e regulamentar a utilização deste tipo de veículo nos próximos cinco anos, apontando alternativas para os profissionais que têm na exploração do modal o sustento de suas famílias. Mais uma vez, o texto foi aprovado pelo Palácio Barbosa Lima, e a lei deve entrar em plena execução em dois meses, já que, a partir do dia 21 de abril, as carroças só poderão circular mediante autorização prévia do Município.
Apesar do sucesso no caso da validação de uma política pública com relação aos veículos de tração animal, o entendimento entre Legislativo e Executivo acerca de propostas feitas por parlamentares é visto com reservas. Para evitar qualquer tipo de ingerência de um poder sobre o outro, muitos parlamentares alega m que consultas prévias prejudicam a independência que deve marcar as relações entre Legislativo e Executivo.
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Outras ideias com Sidney Alves Vieira, bar do Futrica

POR MAURO MORAIS

Sidney brinca, cria e trabalha no bar (Foto: Leonardo Costa/27-01-2015)

“Minha vida só lembro a partir do bar”, conta Sidney Alves Vieira, de 64 anos. Suas memórias partem do mesmo ponto em que Juiz de Fora passou a conhecer Futrica e sua família, com uma pequena lanchonete na Galeria João Pedro Hallack. “Meu pai tinha uma cantina no quartel general e resolveu comprar o bar de um grego chamado Anastácio. Ele vendeu o bar com as prateleiras cheias e, quando meu pai começou a abrir as garrafas, da segunda prateleira para cima só tinha água dentro. Foi um presente de grego”, brinca Sidney, sócio do local junto do irmão Ademir, do filho Rondinely e do sobrinho Douglas. Ao assumir o ponto, Futrica, que ganhou esse apelido ainda criança, em Guarani, também comprou a fórmula da famosa pizza grega.
Sentindo os primeiros sintomas de um enfisema pulmonar que o vitimou em 1977, aos 59, o patriarca chamou os filhos para comandar o negócio. Na época, Sidney, saído do exército, havia acabado de passar para o vestibular de filosofia (a primeira opção era engenharia). “Ia ser professor de desenho”, recorda-se ele, falante, com entusiasmo na voz e nos gestos. Começava, então, a vida pública de um homem cheio de dons, que pinta por hobby, trabalha por vontade e necessidade e joga futebol por extremo prazer. Tradicional, o negócio, um misto de boteco e restaurante, ganhou uma loja anexa, com nove mesas, sete delas com nomes dos bisnetos do fundador. O piso, de ladrilho hidráulico, ainda é o mesmo, e a bancada, em branco e laranja, foi trocada há 40 anos.

‘Somos trabalhadores’

O imóvel alugado, que abre as portas, de segunda a sexta, às 8h, e encerra as atividades 12 horas depois (sábado segue até 16h) – Sidney trabalha, uma semana, no primeiro turno, até as 14h, e na outra, no segundo – é um resistente. “Com todos os problemas, todas as mudanças políticas e financeiras, nos mantivemos aqui. Firmes e fortes”, comenta. “Somos pobres, trabalhadores. Todo mundo tem sua vida boa. Eu, meus irmãos e nossos filhos, todos têm casa própria, mas com muito trabalho”, completa ele, que longe dali é um reconhecido jogador de botão. “Essa história começou quando eu era garoto e fazia campeonatos a partir das tabelas do Campeonato Carioca, quando eram só 12 times. Roubava os botões maiores da minha mãe, que costurava, fazia a bola com maço de cigarros, os gols, com caixas de sapato, e as caixas de fósforos eram os goleiros”, recorda-se ele, que começou a brincadeira no mesmo ano em que o bar “nasceu”. Mais uma vez, o Bar do Futrica na raiz das memórias.

Quase craque

“Sempre joguei futebol. Craque eu nunca fui, mas desenvolvia bem”, diz Sidney, com um sorriso no rosto. Em 1967, quando foi disputar o juvenil pelo Tupinambás, resolveu brincar com os colegas do time. “No centro do campo, houve o primeiro jogo de botão realizado pela Associação de Futebol de Mesa. Cada jogador do juvenil representava um time, e o campeão foi o Santos”, lembra, referindo-se ao grupo que hoje tem sede em sua casa, na Vila Ozanan, onde funciona o Clube Futrica e suas seis mesas para partidas. “Hoje temos registrado 460 atletas que já passaram por aqui e todos os jogos que fizemos”, gaba-se ele, que costuma disputar o campeonato brasileiro e atualmente conta com quatro equipes, todas com o “sobrenome” Futrica. Fora do bar, Sidney sempre esteve dentro do campo. Já comandou a escolinha de futebol do Sport e, no início dos anos 2000, candidatou-se a uma vaga para ser instrutor do esporte na Aldeia S.O.S..”Quando cheguei lá, deixei minha carteira de trabalho com os diretores e fui conhecer as casas. Levei uma prancheta, chamei um menino para me apresentar aos outros e fui conhecendo todos eles. No fim, tinha uma criançada atrás de mim. Domingo, quando voltei, comecei a apitar no meio do campo e acabei formando três times”, lembra.

Ilustres clientes

Animado, o marido de Ercília (a quem credita todo o seu ânimo para a vida), também brinca no negócio da família. “Invento coisas para manter os fregueses aqui. Fiz, por dez anos, um jogo de perguntas, e no final do ano o vencedor ganhava diploma. Fiz uma série de selos do Futrica e até hino”, enumera. Também faz, desde 1982, um álbum com os santinhos dos candidatos locais, o que lhe rende uma clientela de políticos. “Quando comecei o álbum, percebi o andar da carruagem. Na última eleição, teve um que me disse que iria desistir. Fiz uma pesquisa e disse para ele: ‘Rapaz, desiste não porque você tem chance’. Acabou ganhando. Todos os vereadores e prefeitos vêm aqui”, orgulha-se. Um dia, ao passear por um supermercado, avistou o ex-presidente Itamar Franco. “Decidi falar com ele. Quando cheguei perto e perguntei se ele estava bem, ele me questionou: ‘Como é que vai o Bar do Futrica?’. Ele me conheceu, cara!”, conta, arrepiado. Homenageado por diversas vezes, o filho do Futrica ganhou notoriedade. “Se eu ganhasse um dinheiro extra, construiria um ginásio só para o futebol de mesa”, diz. Mas, e o bar, Sidney? “Nunca pensei em nada, só penso em morrer aqui.”
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