quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Novo site reúne reclamações de consumidores insatisfeitos

Após a reclamação, a empresa tem até dez dias para responder.
Mais de 54 mil consumidores já estão inscritos.


A partir de agora, os consumidores têm mais uma maneira de reclamar de um serviço ruim ou de um produto com problemas. O Governo Federal acaba de lançar o site consumidor.gov, onde o consumidor reclama e a empresa tem até dez dias para dar uma resposta.
Os depoimentos dos consumidores ficam registrados na rede para todo mundo ver. Em um deles, por exemplo, uma consumidora de Mato Grosso reclama que a máquina de lavar roupas parou de funcionar. Ela pede a solução do problema ou o dinheiro de volta. A empresa respondeu um dia depois e, segundo a consumidora, ela vai ganhar uma máquina nova.
O site é um meio de resolução de problemas  fácil e simples. O consumidor se cadastra, reclama e aguarda a resposta da empresa, sem precisar procurar o Procon. Para isso, a empresa também precisa estar cadastrada. Mais de 54 mil consumidores já estão inscritos.
O maior número de reclamações é dos serviços de telecomunicações, com 46% dos registros. Em segundo lugar estão os bancos, com 20%. Depois, defeitos com equipamentos de telefonia e informática (16%), os eletrodomésticos (9%) e as outras reclamações em geral (9%).
Além de reclamar, o consumidor ainda faz uma avaliação. No caso do setor de telecomunicações, o índice de solução dos problemas, por exemplo, foi de 81%. O tempo médio para uma solução foi de sete dias. A nota dada pelos consumidores ao site foi 3,5, em uma escala que vai de um a cinco.
O objetivo do serviço é diminuir o número de casos que vão parar na Justiça. Para se ter uma ideia, 70% dos processos que estão hoje nos juizados especiais são de problemas do consumidor. Cada um deles custa, em média, R$ 1.700 para o Governo.
De acordo com a Secretária Nacional do Consumidor, Juliana Pereira, o programa deu mais poder aos consumidores: “Os meios de comunicação, a internet e a disponibilidade encoraja muito mais o cidadão e o consumidor de se manifestar. Então eu tenho dito para o mercado, que se preparem, porque a era do grito do consumidor chegou, seja o grito do consumidor nos Procons, no juizado, nas plataformas, nas redes sociais. Ele não vai mais arcar com problema e nem com prejuízo”.
http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/02/novo-site-reune-reclamacoes-de-consumidores-insatisfeitos.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=jh

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - TEN DIEGO DIAS MONTENEGRO




Uma hora de músicas. As 30 melhores "Marchinhas de Carnaval" bons tempos..


NOTA DE ESCLARECIMENTO.


Hoje recebi um e-mail do presidente da diretoria Executiva do Esporte Clube São Carlos com todo o esclarecimento sobre a venda de uma parte do terreno do clube, que fica aos fundos do salão social e de pouca serventia, já que fica em uma área ingrime. Dei-me por satisfeito e fiquei agradecido, pois foi pura gentileza e amizade, já que não me deve nenhuma satisfação, mas mesmo assim o fez. Obrigado presidente.

De hoje em diante não farei mais quaisquer referências, positivas ou negativas, sobre o clube alvianil, do qual fiz parte por 17 anos e neste período ajudei a construir uma parte de sua história, deixando como marca a construção da primeira parte do salão social, em verba conseguida junto a ex-deputado estadual José Maria Barros, pois não desejo perder minha amizade com o atual presidente e alguns membro de sua diretoria.

Desejo do fundo do coração todo o sucesso para a Esporte Clube São Carlos, seus diretores e simpatizantes.

Presidente conte com minha a amizade, se o magoei peço desculpas e digo-lhe que não darei mais motivos para ficar chateado comigo.

Com o meu cordial abraço, amizade e consideração.

Luiz Eduardo Schmitz


NOTA DO DIRETOR DE COMUNICAÇÃO DO EC SÃO CARLOS

Esporte Clube São Carlos:
Informação presta
O Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva da Esporte Clube São Carlos, decidiram vender uma parte do patrimônio (terreno) que fica atrás do Salão de Festas do clube. Um corretor esteve no local e avaliou o mesmo, conforme o mercado. Apareceu um comprador ou mais e a venda foi concretizada. A parte compradora irá arcar com todas as despesas imobiliárias, o E.C. São Carlos, vai receber o total acordado entre as partes conforme um pré-contrato já assinado.

O presidente José Maria Veloso, tem o estatuto pra respeitar e cumprir e a venda do terreno, boa parte será destinada para pagar as dívidas como já postei que vem ao longo dos anos e realizar algumas melhorias nas dependências.

Portanto, tudo foi feito dentro das conformidades da lei, o aviso da venda do terreno, colocado nas dependências do clube e locais de encontro de associados, conselheiros, diretores e simpatizantes do clube.

Outras informações sobre o assunto com a diretoria do clube, ou diretamente com o presidente José Maria Veloso..
Fernando Luiz Baldioti - Diretor de Comunicação do E.C. São Carlos

Primeiro mandato de Dilma bate recorde de gastos com festividades e homenagens

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
O carnaval está quase no final, mas o ritmo de festividades e homenagens do governo federal acontece durante o ano inteiro. O primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff rendeu o recorde de “mais festeiro”. Em quatro anos, os gastos cresceram 87,3% em relação ao desembolsado no segundo mandato do governo Lula.

Em valores constantes (atualizados pelo IGP-DI, da FGV), enquanto o ex-presidente desembolsou R$ 161,6 milhões entre 2007 e 2010, a atual presidente utilizou R$ 302,7 milhões com os eventos e os materiais para produzi-los.

O governo Dilma também bateu os valores gastos pelo primeiro mandato de Lula e o segundo de Fernando Henrique Cardoso. De acordo com levantamento do site Contas Abertas, os quatro últimos anos de FHC somaram R$ 65,2 milhões. Já o primeiro governo do presidente Lula somou R$ 53,1 milhões, o montante mais baixo do período pesquisado.
A média anual de gastos por mandato também subiu significativamente. FHC gastou em média R$ 16,3 milhões. Os primeiros quatro anos do governo Lula tiveram média de R$ 13,3 milhões.

A elevação da média ficou por conta do segundo mandato do petista, quando R$ 40,4 milhões foram gastos por ano. A presidente Dilma apresenta média de R$ 75,7 milhões gastos anualmente.

É festa!
Só em 2014, os gastos com festividades e homenagens somaram R$ 77,3 milhões. O valor é o terceiro maior para um exercício. O montante perde apenas para 2013 e 2012, quando R$ 78,2 milhões e R$ 83 milhões foram desembolsados.

O Ministério da Defesa foi o “campeão” de gastos nesse quesito. O órgão desembolsou R$ 19,3 milhões para festividades e homenagens. Na lista de comemorações, estão serviços de buffet para passagens de comando, aniversário de corporações, despedidas, confraternizações, incluindo as de final de ano, e até alguns serviços para funeral.

Já o Ministério da Educação é o segundo órgão mais festeiro da Esplanada: R$ 18,8 milhões foram gastos com festividades e homenagens. Entre os eventos, estão a apresentação teatral na Semana Nacional do Livro e da Biblioteca da Universidade Federal Rural do Semi-Árido e serviços gráficos, de locação, fornecimento de refeição e contratação de empresa para apresentação no 5º Festival de Música da Universidade Federal de Alagoas.

O Ministério da Cultura, por sua vez, destinou R$ 18,1 milhões a esse tipo de atividade. Os recursos foram empregados, por exemplo, no concerto anual da Banda Heitor Villa Lobos na Casa do Patrimônio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Pernambuco. Outra utilização da verba foi em serviços de decoração do pátio interno do Museu da Inconfidência para comemorar os 70 anos da instituição.

Levantamento
O levantamento do Contas Abertas levou em consideração as despesas executadas, isto é, referentes ao segundo estágio das fases orçamentárias, quando já há o reconhecimento pela prestação do serviço ou pela entrega do produto. Foram utilizadas as naturezas de despesas “33903015”, “33903923”, “33913015” e “44903015”, que são denominadas “Festividades e Homenagens” e “Materiais para festividades e homenagens”.

http://www.itatiaia.com.br/noticia/primeiro-mandato-de-dilma-bate-recorde-de-gastos-com-festividades-e-homenagens

Governo faz esforço concentrado para manter veto ao reajuste da tabela do IR

Preocupado com o impacto nas contas públicas que o índice vai acarretar em um ano de ajuste fiscal, o Palácio do Planalto trabalha para evitar a anulação do veto em troca de uma correção menor, de 4,5%

AE
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Com a popularidade em baixa e diante da conflagração de sua base de sustentação no Legislativo, a presidente Dilma Rousseff retorna nesta quarta-feira, 18, da Base Naval de Aratu, na Bahia - onde passou o feriado de carnaval -, em busca de uma estratégia para tentar reverter a agenda negativa que ameaça ser agravada com novas derrotas políticas nos próximos dias.
O primeiro embate do Palácio do Planalto deve ocorrer na próxima terça-feira, 24, quando deputados e senadores se reúnem em sessão do Congresso. Na pauta, está prevista a análise de vetos presidenciais e a votação do Orçamento de 2015. Dos vetos, o que de fato acende o alerta no governo é o que reajusta em 6,5% a tabela do Imposto de Renda para a pessoa física. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou na semana passada, após reunião com sindicalistas, que esse veto seria apreciado nessa sessão.
 
O índice foi aprovado por deputados e referendado por senadores em dezembro, menos de dois meses após Dilma conquistar a reeleição, derrotando o candidato do PSDB, Aécio Neves, no 2 º turno da eleição presidencial. A aprovação do reajuste da tabela do imposto foi um sinal de descontentamento da base aliada com os rumos que a montagem da equipe do segundo mandato tomava.
 
Preocupado com o impacto nas contas públicas que o índice vai acarretar em um ano de ajuste fiscal, o Palácio do Planalto trabalha para evitar a anulação do veto em troca de uma correção menor, de 4,5%. Mas mesmo os aliados da petista são céticos em relação à possibilidade de sucesso.
 
Até lá, há duas estratégias em curso. A primeira é que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre de fato em campo em Brasília para liderar a rearticulação da base aliada. Na agenda, encontros com integrantes do PT e do PMDB. Sua ida a Brasília estava prevista para a quinta-feira, 19, mas ainda não estava confirmada.
 
Uma segunda estratégia é apostar no adiamento da sessão, contando, para tanto, com o apoio da própria base. Isso porque o relator do Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), deu prazo até segunda-feira, 23, para que novos parlamentares apresentassem suas emendas individuais. O prazo pode inviabilizar no dia seguinte a votação da lei orçamentária, o que demandaria o adiamento da sessão.
 
Em outra frente, a presidente precisa acelerar as negociações com o Congresso para evitar o "afrouxamento" do pacote da equipe econômica que endureceu o acesso a benefícios trabalhistas, como o seguro-desemprego e o abono salarial. Aliados, inclusive do PT, apresentaram centenas de emendas às duas medidas provisórias que tratam do tema propondo alterações menos duras.
 
Também na terça, os líderes da base na Câmara se reúnem em almoço com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), Manoel Dias (Trabalho) e Carlos Gabas (Previdência). No encontro, eles argumentarão que a essência do pacote é corrigir distorções e preservar benefícios sociais, mas internamente o governo já admite ceder em alguns pontos, como o tempo de carência exigido para o pagamento do seguro-desemprego.
 
Diálogo
 
Diante da crise política que se instalou em Brasília, com a base "rachada" e o PT isolado de postos estratégicos na Câmara, Dilma quer sinalizar mais uma vez que está disposta ao diálogo. O líder do governo na Casa, deputado José Guimarães (PT-CE), procurou as lideranças partidárias nos últimos dias para comunicar que a presidente pretende realizar encontros mensais com eles.
 
O aceno, no entanto, é visto com ressalvas no Congresso, já que a petista prometeu estabelecer um calendário regular de encontros com os parlamentares em ocasiões anteriores, mas abandonou a ideia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.istoe.com.br/reportagens/405206_GOVERNO+FAZ+ESFORCO+CONCENTRADO+PARA+MANTER+VETO+AO+REAJUSTE+DA+TABELA+DO+IR?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

Como eganar a população - Dilma faz pronunciamento sobre redução nas tarifas de energia elétrica

18/02/2015
 Às 04:53

"Taca-le pau, Dilma!" - Energia Elétrica do Pará Indústria sobe ATÉ 53% em março!

Parabéns, presidente Dilma Rousseff! A Conta de Energia Elétrica da Indústria PODE Aumentar ATÉ 53% em março. Além da Elevação do Preço em si, como Indústrias do Sudeste Terao de Pagar R $ 79 POR megawatt-hora, informa o Estadão, parágrafo "subsidiar Programas Sociais, despesas Pagar do Setor e custear o FUNCIONAMENTO das termelétricas", Que estao Operando ininterruptamente Pará poupar Água dos reservatórios do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No FIM de 2012, Como VOCÊS se Lembram, Por decisão da Soberaníssima Sapientíssima, uma tarifa Teve Uma Redução de 20%. O Preço Já está Acima do Patamar anterior Ao da Queda.
No dia 6 de setembro de 2012, em pronunciamento (vídeo Abaixo, com a íntegra), Disse uma governanta: "Na Próxima terça-feira (...) vou ter o Prazer de anunciar a Mais forte Redução de Que se TEM notícia, país Neste , NAS de Tarifas de Energia Elétrica d como Indústrias e dos Consumidores Domésticos. A Medida vai ENTRAR em vigor no Inicio de 2013. À partir dai de Todos os Consumidores Terao SUA tarifa de Energia Elétrica reduzida, SEJA OU, Sua Conta de luz vai Ficar Mais barata. Os Consumidores Residenciais Terao Uma Redução Média de 16,2%. Um vai Redução Pará o Setor Produtivo Chegar a 28%, Porque da Neste custódio Setor Os de Distribuição São Menores, JA Que ópera na Alta Tensão. This Qaeda não Custo da Energia Elétrica tornará o Setor Produtivo AINDA Mais Competitivo. Os ganhos, sem Dúvida, Serao Usados ​​tanto Pará Redução de Preços Para O Consumidor Brasileiro Como parágrafo OS Produtos de Exportação, O Que vai abrir Mais Mercados, Dentro e fóruns do país. A Redução da Tarifa de Energia Elétrica Ajudar also vai, de forma especial, como Dificuldades Indústrias Que estejam EM, evitando como demissões de empregados ".
 
Entao tá. Devemos entendre Que, ágora, Dilma pretende provocar Uma Elevação dos Preços, Diminuir às Exportações, OS fechar Mercados, prejudicar a Indústria e causar-desemprego. E isso aí. Pau "Taca-le", Dilma! Ensina OS brasileiros a votar!
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/taca-le-pau-dilma-energia-eletrica-para-industria-sobe-ate-53-em-marco/

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

CARNAVAL DE JUIZ DE FORA 2015 - BLOCO TÔ NO VERMELHO











ENQUANTO ISSO EM MINAS GERAIS....


PONTARIA RUIM - MEXE COM QUEM ESTÁ QUIETO


  • Publicado: 16 de fevereiro de 2015
    Pontaria ruimNos anos 40, o deputado Otávio Mangabeira (UDN) foi representar a Câmara em uma demonstração de tiro da Marinha, em alto mar. Não gostou da missão porque detestava exibições militares. Durante o exercício, era visível o seu desinteresse. O comandante resolveu se vingar quando percebeu que o absorto Mangabeira tomou um susto com um dos tiros:
    - Ora, deputado, não vá me dizer que está com medo…
    Mangabeira foi rápido no gatilho:
    - Estou sim, almirante. É que o único lugar seguro, por aqui, é o alvo.
  • http://www.diariodopoder.com.br/poder-sem-pudor/

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - PROCURADOR ANTONIO PEREIRA DUARTE




CARNAVAL DE JUIZ DE FORA 2015 - BANDA DAKI










ARMAS EM FUNERAL - TEN CEL RONALDO OLIVEIRA BRAGA

O Tenente Coronel de Artilharia Ronaldo Oliveira Braga faleceu em acidente automobilístico na BR 116 na noite do dia 14.02, na cidade de Milagres, situada 120 quilômetros ao sul de Feira de Santana/BA.

O oficial havia passado o comando do 8º Grupo de Artilharia Paraquedista (RJ) no dia 16 de janeiro.






"DILMA PRECISA DE UMA GRANDE NEGOCIATA PARA APROVAR QUALQUER COISA"

Senador do DEM diz que a oposição cresce com a perda de credibilidade da presidente, que na eleição prometeu um carro novo, mas entregou uma sucata
por Izabelle Torres
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CRÍTICO FEROZ
Para Caiado, a sociedade entendeu que está sendo
guiada por uma presidente "atabalhoada"

Com discurso eloquente, Ronaldo Caiado (DEM-GO) estreou no Senado lançando luz sobre as manobras do governo para fechar as contas públicas à custa do bolso dos brasileiros. Na semana passada, seu estilo mordaz voltou com tudo. Ele pediu ao STF a dissolução da Mesa Diretora do Senado, incluindo a substituição do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL). A desenvoltura de Caiado no cargo é resultado do espaço conquistado pela oposição desde as eleições presidenciais do ano passado, quando Aécio Neves (PSDB) recebeu 51 milhões de votos – uma diferença de apenas 3 milhões para a presidente Dilma Rousseff. “Você agora tem uma oposição que passa a ser vocalizada por milhões de pessoas que entenderam o que está acontecendo.
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"O Senado está paralisado por problemas pessoais e porque
tem um presidente (Renan Calheiros) enclausurado
e sem capacidade de diálogo"

Aí está a diferença. Antes, éramos vozes isoladas. Agora, fazemos um alerta num discurso e ele é repercutido”, disse o senador. Para Caiado, o contraste entre a retórica fantasiosa da campanha e a prática petista no poder confere legitimidade política para a oposição travar uma batalha no Congresso em nome dos anseios da população que não foram atendidos pela presidente reeleita. “Vamos mostrar que Dilma não está fazendo a lição de casa e cortando as despesas. Ao mesmo tempo quer punir os brasileiros com impostos e decisões que dificultam o acesso aos benefícios trabalhistas”, afirmou. O senador acredita que, no atual cenário, Dilma não consegue mais obter maioria no Parlamento. “Ela precisa fazer uma grande negociata para conseguir qualquer coisa aqui.”
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"A mobilização social é que vai ditar os rumos do debate sobre o impeachment "
ISTOÉ -
 Desde o início do segundo mandato, crescem os movimentos em defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff. O sr. acha que o momento é adequado para a discussão?
 
RONALDO CAIADO -
 Esse assunto está em toda parte do País. Não há uma conversa de grupos ou redes sociais em que não se cogite a saída da presidente. O único lugar em que essa questão ainda não está sendo realmente discutida é no Congresso. Mas a mobilização social é que vai ditar os rumos do debate sobre o impeachment. 
 
ISTOÉ -
 A insatisfação vai crescer ainda mais com o pacote de ajuste fiscal que o governo pretende enviar ao Congresso? Como o sr. acha que a Casa irá se posicionar?
 
RONALDO CAIADO -
 O clima político se deteriorou a uma proporção inimaginável. Acho que, desse pacote de maldades que o governo quer aprovar, pouca coisa vai passar pelo Parlamento. Nós da oposição vamos mostrar que Dilma não está fazendo a lição de casa e cortando as despesas. Ao mesmo tempo quer punir os brasileiros com impostos e decisões que dificultam o acesso aos benefícios trabalhistas. Entendo que a reação do Congresso deve ser intensa. Não vejo nem a base aliada disposta a esse desgaste. 
 
ISTOÉ -
O que mudou na relação entre governo e Congresso?

RONALDO CAIADO -
 Dilma não tem mais maioria. Precisa fazer uma grande negociata para conseguir qualquer coisa aqui. Isso está evidente para a população. Ao mesmo tempo, você tem uma população indignada porque não recebeu o que foi prometido e ainda precisa encarar um remédio mais amargo do que as piores previsões. Isso desqualifica a presidente.  Ela colocou um banqueiro no Ministério da Fazenda, aumentou os juros, precisou admitir que a pobreza aumentou e reajustou a conta de luz, que prometeu baixar. Ou seja, ela fraudou os números e os dados para se eleger e a população já percebeu isso. 
 
ISTOÉ -
 A oposição gostou da indicação de Joaquim Levy para a Fazenda? As ideias dele não são mais afinadas com as de vocês?
 
RONALDO CAIADO -
 Sim, mas o problema é que quando você me vende um carro novo, não pode entregar uma sucata. Não é correto. Ninguém pode usar de artifícios em uma eleição. Mentir, enganar e depois fazer justamente o que disse que os outros fariam. O PT criticou o FMI a vida inteira e agora escolheu gente que representa justamente o sistema financeiro. Se eu sou cirurgião, omito de um paciente os exames prévios e, depois, ele tem um problema, eu responderia por isso. Eu poderia ser preso, perder meu registro.  O mesmo deveria acontecer com a presidente Dilma. Uma pessoa não pode fraudar os dados, se beneficiar dessa fraude e assumir o cargo de presidente da República normalmente.
 
ISTOÉ -
 Deveria ser responsabilizada?
 
RONALDO CAIADO -
 Ela não ganhou a eleição pelo simples fato de ser candidata. Ela ganhou porque vendeu um cenário, porque ameaçou que outros candidatos fariam tarifaços, tirariam a comida da mesa dos brasileiros e aumentariam o desemprego. Por vários momentos ela disse que a miséria estava em zero. O discurso era ufanista. Uma grande parte da sociedade que já foi base de sustentação das teses do governo populista do PT hoje percebe que está sendo guiada por uma presidente atabalhoada. 
 
ISTOÉ -
 Nesse cenário, o sr. vê alguma chance de o ex-presidente Lula voltar em 2018? 
 
RONALDO CAIADO -
 Por mais que eu seja otimista, não consigo ultrapassar a linha do otimismo para o ilusório, uma situação totalmente fictícia e virtual, como é a chance de ela fazer um bom trabalho nesse segundo mandato. Afinal, se você puxar para os dados reais do País percebe que é impossível. A ferramenta principal para você reestruturar a situação de um país é a credibilidade do governante. Esse é o principal predicado que um presidente precisa ter nesse contexto. E esse governo carece justamente de credibilidade. Isso faz com que ela não tenha nem apoio popular nem apoio político. Isso reflete nele também. 
 
ISTOÉ -
 O caso Petrobras pode enterrar de vez essa possibilidade?
 
RONALDO CAIADO -
 Esse caso se alastra para todos os órgãos do governo, conforme já foi dito pelos delatores. Então, isso é um modus operandi: uma forma de administrar baseada na usurpação do bem público em beneficio de uma campanha ou de um partido. Isso parece uma provocação à sociedade. 
 
ISTOÉ -
 Que sinais a saída de Graça Foster e da diretoria deu para a oposição?
 
RONALDO CAIADO -
 Foi um atestado de grave comprometimento da presidente Dilma com as práticas de corrupção que existiram na estatal. Graça foi mantida para apagar as digitais da presidente e saiu de forma tardia do cargo. No estatuto da Petrobras está dito que os membros do conselho diretor possuem responsabilidade sobre as decisões. Isso leva Dilma ao contexto e acho que tanto o Ministério Público como a Polícia Federal já possuem mais dados sobre isso. Além disso, a investigação oficial não exclui a responsabilidade do Legislativo com essa nova CPI.   
 
ISTOÉ -
 A possibilidade de mais de 50 parlamentares estarem envolvidos na Operação Lava Jato está trazendo quais efeitos aos trabalhos do Legislativo?
 
RONALDO CAIADO -
 Muitos e nenhum benéfico. Mas agora é hora de esperar a lista oficial com as denúncias dos envolvidos. A partir daí, analisar o rumo dos trabalhos. Será difícil, desgastante, e acho que deve haver uma paralisia dos trabalhos do Legislativo para dar atenção a esse caso. 
 
ISTOÉ -
 Na semana passada, o sr. apresentou um mandado de segurança pedindo a dissolução da Mesa Diretora do Senado. Há uma insatisfação na Casa que vai além da distribuição dos cargos da Mesa?
 
RONALDO CAIADO -
 Pedimos que o Supremo se pronuncie porque o presidente Renan Calheiros fez uma composição de acordo com o apoio que recebeu, desrespeitando as minorias. Já houve decisões do STF sobre esse tipo de conduta. Em todas elas os direitos e a proporcionalidade foram estabelecidos. A eleição de Renan desestabilizou o Senado e paralisou a Casa. Tanto que não votamos nada relevante, enquanto na Câmara eles avançam em propostas importantes. O Senado está paralisado por problemas pessoais e porque tem um presidente (Renan Calheiros) enclausurado e sem capacidade de diálogo.
 
ISTOÉ -
 Desde que o PT chegou ao poder, a oposição sempre atuou de forma acanhada. Os próximos anos serão diferentes? 
 
RONALDO CAIADO -
 Quando existe uma alternância de poder, o novo eleito chega com condições e credibilidade. Mas quando a população começa a sentir o resultado do atual governo, a sociedade começa a reagir. Você agora tem uma oposição que passa a ser vocalizada por milhões de pessoas que entenderam o que está acontecendo. Aí está a diferença. Antes, éramos vozes isoladas. Agora, fazemos um alerta em um discurso e ele é repercutido. Isso dissemina as ideias.
 
ISTOÉ -
 Quais os efeitos do fatiamento de ministérios para abrigar os partidos políticos aliados?
 
RONALDO CAIADO -
 O governo personalista leva o Estado a óbito. Os brasileiros deveriam saber o nome dos 39 ministros. Mas não é isso que acontece. São pessoas desconhecidas. Se uma delas tiver uma crise de hipotonia e cair pelos corredores, vai demorar dois dias para ser identificada. Ninguém sabe quem são. Essas pastas servem apenas para abrigar alguém do partido, para garantir uma bancada e para ser também a fonte financiadora. Onde está o interesse da sociedade nisso? 
 
ISTOÉ -
 Como fazer esse cenário negativo sobre a realidade do governo chegar aos apoiadores de Dilma Rousseff nas regiões mais pobres do país e dependentes dos programas sociais? Não seria essa a grande dificuldade da oposição?
 
RONALDO CAIADO -
 Tenho uma longa trajetória na oposição. O que noto hoje é que antes, quando uma pessoa fazia uma critica forte ao Lula, podia ser vaiada ou, se fosse muito respeitada pela plateia, um silêncio se instalava. Hoje, o cenário é muito diferente. As pessoas são capazes de reconhecer que foram anestesiadas esses anos todos. O cidadão que comprou o carro, que fez o crédito consignado, que contraiu dívidas, agora está ansioso porque percebeu que há instabilidade. Percebeu que, enquanto os créditos eram distribuídos, o PT quebrava fundos de pensão, se apropriava de estatais. Isso vai ser corrigido como? Á custa do bolso do cidadão. Não tem outra saída. 
http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/404545_DILMA+PRECISA+DE+UMA+GRANDE+NEGOCIATA+PARA+APROVAR+QUALQUER+COISA+