quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PMDB decide adotar independência do Planalto

Além das críticas sobre falta de diálogo com Dilma, os líderes da sigla agem motivados pelo sentimento de que a Presidência tem colocado em prática uma estratégia para "destruir" o partido

AE
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Principal partido da base aliada, o PMDB decidiu que terá uma agenda autônoma e independente do governo neste segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Além das críticas da falta de diálogo com a petista, os líderes da sigla agem motivados pelo sentimento de que o Palácio do Planalto tem colocado em prática uma estratégia para "destruir" o partido. Em contrapartida, buscam uma independência informal do governo.
Os peemedebistas afirmam que a relação com o PT chegou ao seu pior momento. Além disso, acreditam que o modelo político petista está em xeque e caminha para a derrota nas eleições de 2018. A gota d'água foi a intervenção do governo na disputa pela presidência da Câmara, o que deixou sequelas.
 
Também complicou a relação o fato de o governo apoiar a criação do Partido Liberal, conduzido pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab. A ideia de Kassab era fundir o partido com o PSD para ampliar a base governista no Congresso. Na visão dos peemedebistas, essa é mais uma manobra para enfraquecer a legenda - o que já está sendo combatido com o apoio a um projeto do DEM que dificulta a fusão de siglas.
 
A resposta será dada na política e na economia. Em um jantar na noite da última segunda-feira, do qual participaram o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os peemedebistas afinaram o discurso e um plano de voo solo. A ideia é ter uma agenda política e econômica própria, ou seja, que não necessariamente reflita os interesses do governo. "O PMDB chegou à fase da maioridade: teremos autonomia com responsabilidade", diz o senador Romero Jucá (PMDB-RR).
 
Dentre os projetos que serão encampados na seara econômica, estarão, por exemplo, aquele que atenua os efeitos da Lei de Falências, para evitar que empresas fechem as portas em decorrência de investigações, e o de redução de entraves ambientais. A autonomia também se dará em relação a projetos prioritários para o governo. O PMDB não pretende se esforçar para aprovar as medidas de ajuste fiscal. Na terça-feira, 10, após encontro com sindicalistas, Renan avisou que vai buscar alternativas para que o "trabalhador não seja duramente sacrificado".
 
Em outra frente, os presidentes das duas Casas atuarão em dobradinha para derrubar o veto da presidente à correção de 6,5% na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. A votação foi marcada para o próximo dia 24. Mas é no campo político que a autonomia será mais enfática e uma demonstração dela foi dada na terça-feira, 10. O PMDB começou a patrocinar a aprovação de uma reforma política com a cara do partido, e não do PT.
 
Convite
 
Cunha também anunciou que irá aprovar um convite global para que todos os ministros compareçam à Câmara para debates e, caso eles neguem, poderão ser aprovadas suas convocações. A estratégia do PMDB também inclui a ampliação da influência sobre deputados e senadores da base aliada, em uma estratégia para afastá-los da esfera de influência do PT e do governo.
 
O partido, em especial Eduardo Cunha, não considera mais o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) como interlocutor. Além disso, peemedebistas rejeitam liderar o governo no Senado e já impõem dificuldades para aprovar o próximo nomeado por Dilma para o Supremo Tribunal Federal. Afirmam que, se o indicado for o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, seu nome não passará na sabatina.
 
Em geral, o partido já mira dois eventos políticos nesta legislatura que deverão levar à cisão completa da aliança: as eleições municipais de 2016 e a sucessão da Mesa Diretora da Câmara, em janeiro de 2017. Nas eleições municipais, embora algumas alianças entre ambos estejam já em curso, como em São Paulo, a avaliação é que a guerra se dará nas pequena e médias cidades.
 
Já a sucessão de Eduardo Cunha, logo após a eleição municipal, também iria colaborar para a separação, tendo em vista que o grupo que elegeu o peemedebista tentará se manter no poder à revelia do PT.
 
Essa nova fase do PMDB inclui até mesmo mudanças internas. Está em curso uma articulação para tirar Michel Temer da presidência do partido e colocar alguém mais identificado com o novo perfil da legenda: a independência em relação ao Planalto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.istoe.com.br/reportagens/404291_PMDB+DECIDE+ADOTAR+INDEPENDENCIA+DO+PLANALTO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

CARNAVAL DE JUIZ DE FORA 2015 - PASSARELA DO SAMBA























segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

RESULTADOS DO CARNAVAL DE JUIZ DE FORA 2015



Foto de Ricardo Wagner

POSSE DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

Na posse do novo presidente do Tribunal de Contas de Minas Sebastião Helvécio













Fotos: João Carlos Amaral

Presidente da Autoridade Pública Olímpica pede demissão

POR 
General Fernando Azevedo e Silva, presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO) - Gustavo Stephan / O Globo

BRASÍLIA - O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), general Fernando Azevedo e Silva, pediu demissão nesta sexta-feira em carta entregue no gabinete da presidente Dilma Rousseff. Em nota, a presidente agradeceu “a dedicação e esforços do general pelo desempenho à frente da APO”. Antes de pedir demissão, o general foi recebido pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. A notícia do saída do general foi antecipada pela coluna “Panorama Político”, do GLOBO.

O cargo deverá ser usado para acomodar aliados do Palácio do Planalto. O nome mais forte para assumir o posto é o do tesoureiro da campanha da reeleição de Dilma, o petista Edinho Silva. Também são cotados os presidentes da Caixa, Jorge Hereda, e do BNDES, Luciano Coutinho. O general, que presidia a APO desde outubro de 2013, é cotado, agora, para comandar a segurança dos Jogos Olímpicos.

A APO é um consórcio público formado pelos governos federal e estadual, além da prefeitura do Rio, para cuidar das Olimpíadas de 2016. A criação do órgão foi uma das garantias oferecidas pelo Brasil ao Comitê Olímpico Internacional (COI), durante a candidatura do Rio. A Autoridade Olímpica é responsável por monitorar as obras e pelo serviços necessários à realização dos jogos.

O primeiro presidente da APO foi o ex-ministro das Cidades Márcio Fortes, que, no entanto, deixou o cargo em meio a indefinições sobre a divisão de responsabilidades dos governos em relação à organização do evento. Ele tinha sido escolhido para o posto após o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles não se interessar pelo cargo.

O general Azevedo ingressou na APO com o apoio do ex-ministro do Esporte, Aldo Rebelo, pela experiência acumulada na área esportiva. Antes da APO, ele presidiu a Comissão de Desporto Militar do Exército, responsável pela preparação das equipes que disputaram os Jogos Mundiais Militares em 2011, também no Rio de Janeiro. O nome do futuro indicado terá de ser aprovado numa sabatina pelo Senado.

Decreto presidencial atualiza o número de oficiais-generais para 2015

Brasília, 05/02/2015 – As Forças Armadas brasileiras contam com um efetivo de 303 oficiais-generais. O quadro com a composição consta de decretos assinados pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, publicados na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União. Os números de integrantes da ativa da Marinha, Exército e da Aeronáutica estão atualizados para o ano de 2015.
Novos comandantes das Forças Armadas
Novos comandantes das Forças Armadas
Tradicionalmente, divulga-se o número do efetivo de militares com a denominação em “tempos de paz” porque este sofreria alterações, caso o país entrasse em situação de conflito.
Na Marinha, são 67 oficiais-generais, divididos entre Almirante-de-Esquadra (07), Vice-Almirante (20) e Contra-Almirante (40).
Já o Exército, tem 151 oficiais, entre eles, general-de-exército (15), general-de-divisão (45) e general-de-brigada (91).
E a Força Aérea possui um efetivo de 85 oficiais-generais, entre tenente-brigadeiro (08), major-brigadeiro (25) e brigadeiro (52).
Os decretos trazem ainda o efetivo geral de todas as patentes por Força e o quantitativo de vagas para obrigatórias.
Conforme prevê a legislação vigente, também foi oficializada nesta quinta-feira, por meio de decreto, a transferência para a reserva remunerada dos três novos comandantes das Forças Armadas: o almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, o general-de-Exército Eduardo Dias da Costa Villas Boas, e o tenente-brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato.
O brigadeiro Rossato assumiu o Comando da Aeronáutica na última sexta-feira. Hoje, o general Villas Bôas receberá o Comando do Exército. Amanhã, será a vez da passagem de comando para o almirante Leal Ferreira. Todas as cerimônias acontecem em Brasília.
Foto: Arquivo Ascom/MD
http://folhamilitaronline.com.br/decreto-presidencial-atualiza-o-numero-de-oficiais-generais-para-2015/

Posse do Comitê Gestor do Processo de Racionalização Administrativa do Exército Brasileiro

Brasilia – No dia 4 de fevereiro, o Chefe do Estado-Maior do Exército, General de Exército Adhemar da Costa Machado Filho, deu posse ao Comitê Gestor do Processo de Racionalização Administrativa do Exército Brasileiro.
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Dentre os principais objetivos do Comitê está o estabelecimento da sistemática de racionalização administrativa no Exército, para atender às demandas de cargos do Processo de Transformação.
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O evento contou com a participação do Chefe do Departamento-Geral do Pessoal, General de Exército Sérgio Westphalen Etchegoyen e de oficiais-generais dos Órgãos de Direção Setorial e do Estado-Maior do Exército.
(CCOMSEX/ FM)
http://folhamilitaronline.com.br/posse-do-comite-gestor-do-processo-de-racionalizacao-administrativa-do-exercito-brasileiro/

OADI promove almoço de despedidas e agradecimento ao General Enzo

Brasília – Os Órgãos de Assistência Direta e Imediata do Comandante do Exército (OADI) promoveram, no dia 3 de fevereiro, um almoço para apresentar os agradecimentos ao General Enzo Martins Peri pelo incondicional apoio recebido durante os seus oito anos de Comando.
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O evento contou com a presença do Chefe de Gabinete do Comandante do Exército, General de Divisão Mauro Cesar Lourena Cid; do Chefe do Centro de Inteligência do Exército, General de Divisão Cesar Leme Justo; do Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, General de Brigada Otávio Santana do Rêgo Barros; do Secretário-Geral do Exército, General de Brigada Luiz Carlos Pereira Gomes; do representante do Chefe do Centro de Controle Interno do Exército, Coronel Danilo Cezar Aguiar de Souza; e representantes de todos os OADI.
(CCOMSEX/ FM)
http://folhamilitaronline.com.br/oadi-promove-almoco-de-despedidas-e-agradecimento-ao-general-enzo/

Alberto Bejani é condenado a 7 anos e 9 meses em regime fechado


POR RENATO SALLES

Foto: Fernando Priamo/Arquivo Tribuna

O ex-prefeito Carlos Alberto Bejani sofreu uma nova derrota na Justiça e foi condenado em segunda instância a sete anos, nove meses e dez dias de prisão por corrupção passiva. Em acórdão publicado no último dia 2, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais julgou procedente “em parte” a apelação criminal impetrada pelo Ministério Público de Minas Gerais e apenou o ex-chefe do Executivo juiz-forano setenciando-o ao regime fechado e 155 dias-multa, na mínima fração legal, o que corresponde a pouco mais de cinco salários mínimos. À Tribuna, Bejani afirmou que discorda da decisão e que irá recorrer à corte superior. Até o novo julgamento, o réu permanece em liberdade. “Discordo totalmente, e vamos recorrer. O Supremo já analisou uma causa muito semelhante, onde saímos vitoriosos”, comentou o ex-prefeito, mostrando confiança na reversão do cenário. A condenação diz respeito ao entendimento da Justiça de que Bejani recebeu vantagens indevidas por beneficiar uma construtora, a Pequiá, em licitações durante seu primeiro mandato à frente da Prefeitura, entre 1989 e 1992.
De acordo com a denúncia original do MP, em junho de 1990,  José Manoel Raposo, então proprietário da Construtora Pequiá Ltda, já falecido, vendeu a Bejani um terreno no loteamento Parque Imperial por Cr$ 1 milhão, montante que seria 80% do valor venal do imóvel localizado em condomínio da Cidade Alta. Um mês depois, a construtora teria depositado pouco mais de Cr$ 1,1 milhão na conta do então prefeito juiz-forano, que teria beneficiado a empresa “com inúmeras obras na cidade, muitas delas em total afronta aos normais procedimentos licitatórios”. Três parcerias entre o Município e a construtora são classificadas como irregulares pela denúncia. A primeira, referente à execução de serviços de captação de águas. A segunda e terceira dizem respeito à construção das Escolas Municipais Santa Cecília e São Geraldo. Pelas três obras, a Pequiá recebeu do Município pouco mais de Cr$ 30 milhões.
http://www.tribunademinas.com.br/bejani-e-condenado-a-7-anos-e-9-meses-em-regime-fechado/

Ladeira conquista o tetra no Carnaval de Juiz de Fora


A Unidos do Ladeira é a grande campeã do carnaval de Juiz de Fora, conquistando seu quarto título consecutivo. A escola obteve 108,8 pontos, seguida de Turunas do Riachuelo (108,7) e Real Grandeza (108,2). A apuração dos três grupos das escolas de samba começou pouco depois das 15h, no Anfiteatro João Carriço, na sede da Funalfa. Cada uma das 13 escolas de samba que participam dos desfiles deste fim de semana puderam enviar até três representantes para assistir a apuração de notas. Os demais interessados acompanharam no Parque Halfeld, por meio do sistema de som montado no local. Pelo Grupo B, venceu a Mocidade Alegre. Pelo C, a única escola a desfilar, a União das Cores, conseguiu nota para desfilar pelo Grupo B no próximo ano.

Na Passarela do Samba, a Unidos do Ladeira discutiu a imaginação, com o enredo “O Ladeira abre os portões da imaginação e viaja com você nesse mundo encantado”. A azul, amarelo e branco do Bairro Ladeira e adjacências foi a terceira escola a desfilar no sábado. A escola levou para a avenida 720 componentes, sendo 112 da bateria, além de quatro alegorias, 12 alas e 12 destaques.

Antes da apuração, foram sorteados os critérios de desempate para cada grupo. Para o Grupo A, os critérios foram, na ordem: fantasia, comissão de frente, mestre sala e porta-bandeira, harmonia, enredo, alegorias e adereços, evolução, conjunto, bateria, cronometragem, samba-enredo.

As três primeiras colocadas dos grupos A e B e a representante do Grupo C recebem o Troféu Júlio Guedes, uma homenagem ao ex-Rei Momo de Juiz de Fora, falecido em dezembro passado.
Grupo B
A Mocidade Alegre venceu entre as seis agremiações que disputaram o Grupo B. Com o enredo “A família Mariano Procópio cai no samba e se encanta com sua própria história”, a escola de São Mateus, Mundo Novo, Santa Cecília, Dom Bosco, Bela Aurora e Teixeira venceu apertado, com 108,3 pontos. A mesma pontuação foi obtida pela Acadêmicos do Manoel Honório. Porém, no quesito comissão de frente, primeiro critério de desempate sorteado antes da apuração, a agremiação da Zona Sul venceu, com nota 10, ante os 9,9 obtidos pela escola do Manoel Honório. A Partido Alto ficou em terceiro lugar.
A Vale do Paraibuna, dos bairros Santo Antônio, Tiguera e Lourdes, desceu para o Grupo C. A agremiação levou para a Passarela do Samba o enredo “A caravana do circo chegou”.
Grupo C
A União das Cores, única a desfilar pelo Grupo C, com o enredo “É carnaval”, conseguiu seu acesso ao Grupo B após receber nota 85,9 na avenida. A preto e branco do Milho Branco e Amazônia investiu em 300 integrantes, sendo 50 na bateria, 12 destaques e três alegorias. Neste ano, a União das Cores falou sobre o próprio carnaval, levando para a Passarela do Samba máscaras coloridas.
http://www.tribunademinas.com.br/ladeira-conquista-o-tetra-no-carnaval-de-juiz-de-fora/

Cunha promete barrar projetos sobre legalização do aborto e regulação da mídia

"Esses assuntos só serão votados sobre o meu cadáver", disse presidente da Câmara dos Deputados

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Eleito presidente da Câmara em primeiro turno, depois de uma tensa disputa com o petista Arlindo Chinaglia (PT-SP), o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teve uma reunião com a presidente Dilma Rousseff na tarde da última quinta-feira, 5, para "quebrar o gelo", segundo definiu a correligionários. Considerado um parlamentar incômodo e pouco confiável, por causa dos episódios em que liderou rebeliões na base aliada, Cunha diz que não tem problemas no trato com Dilma, mas não alivia o PT e os ministros responsáveis pela articulação política, em especial Pepe Vargas, da Secretaria de Relações Institucionais. "Ele é inábil no trato, errado na forma e no conteúdo", critica. Também reclama do presidente do PT, Rui Falcão: "Só o atendo quando ele me pedir desculpas por ter dito que faço chantagem".
O deputado chegou ao Rio na noite de quinta-feira e foi homenageado em um jantar na casa do prefeito Eduardo Paes, com a presença dos principais líderes do PMDB fluminense, como o governador Luiz Fernando Pezão, o ex-governador Sérgio Cabral e o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani. No início da tarde de sexta, 6, recebeu o blog Estadão Rio em seu escritório, no centro. Passou o fim de semana com a família, na Barra da Tijuca (zona oeste), onde mora.
 
Na primeira semana como presidente, Cunha avançou na discussão de uma proposta de reforma política que garante o financiamento de campanhas por empresas privadas, condenado pela maioria dos petistas. Também instalou a CPI da Petrobrás, que voltará a investigar o esquema de corrupção na estatal.
 
O deputado está decidido sobre o que quer votar e também sobre os temas que não aceita levar ao plenário, como a legalização do aborto, a união civil de pessoas do mesmo sexo e a regulação da mídia. "Aborto e regulação da mídia só serão votados passando por cima do meu cadáver", disse, irredutível, o deputado evangélico de 56 anos, fiel da Igreja Sara Nossa Terra. Diante da reação negativa de militantes de movimentos em defesa dos direitos dos homossexuais à sua eleição, Cunha não faz concessões. "Não tenho que ser bonzinho. Eles querem que esta seja a agenda do País, mas não é".
 
No fim do ano passado, o deputado teve o nome citado pelo doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, que investiga o esquema de pagamento de propina e desvio de dinheiro na Petrobrás. Youssef depois enviou esclarecimento à Justiça dizendo não ter relação com Cunha. O presidente da Câmara reitera não ter ligação com a rede de corrupção da estatal e diz estar tranquilo para qualquer investigação.

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