sábado, 15 de agosto de 2015

Cerveró revela que assinou contrato superfaturado para pagar dívidas da campanha de Lula

O ex-diretor da Petrobras está prestes a assinar acordo de delação premiada, no qual conta que os contratos foram direcionados à construtora Schahin com o propósito de saldar dívidas da campanha presidencial petista em 2006.


Por Robson Bonin

Nestor Cerveró: o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli o incumbiu pessoalmente de cuidar dos problemas de caixa que o PT enfrentava depois da eleição de Lula para o segundo mandato
Nestor Cerveró: o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli o incumbiu pessoalmente de cuidar dos problemas de caixa que o PT enfrentava depois da eleição de Lula para o segundo mandato(Cristiano Mariz/VEJA)
No início de 2007, a Petrobras experimentava uma inédita onda de prosperidade estimulada pelas reservas recém-descobertas do pré-sal. O segundo mandato de Lula estava no começo. Com a economia aquecida e o consumo em alta, a ordem era investir. A área internacional da companhia, sob o comando do diretor Nestor Cerveró, aportou bilhões de dólares na compra de navios-sonda que preparariam a Petrobras para a busca do ouro negro em águas profundas. Em março daquele ano, uma operação chamou atenção pela ousadia. Sem discussão prévia com os técnicos e sem licitação, a estatal comprou uma sonda sul-coreana por 616 milhões de dólares. E, ainda mais suspeito, escolheu a desconhecida construtora Schahin para operá-la, pagando mais 1,6 bilhão de dólares pelo serviço. Um negócio espetacular - apenas para a empresa que vendeu a sonda e para a construtora, que tinha escassa expertise no ramo. A Lava-Jato descobriu que, como todos os contratos, esse também não ficou imune ao pagamento de propina a diretores e políticos. O escândalo, entretanto, vai muito mais além.
Em delação premiada, o operador Julio Camargo, que representava a Samsung na transação do navio-sonda Vitória 10 000, confessou ter pago 25 milhões de dólares em propinas a diretores e intermediários, incluindo aí o próprio Cerveró. Com o esquema em torno da sonda revelado, faltava descobrir o papel da Schahin na operação. E é exatamente Nestor Cerveró, preso em Curitiba e agora negociando a sua delação premiada, quem revela a parte até aqui desconhecida da história. Em um dos capítulos do acordo que está prestes a assinar com o Ministério Público, o ex-diretor da área internacional conta que os contratos de compra e operação da sonda Vitória 10 000 foram direcionados à construtora Schahin com o propósito de saldar dívidas da campanha presidencial de Lula, em 2006. E, por envolver o caixa direto da reeleição do petista, a jogada foi coordenada diretamente pela alta cúpula da Petrobras.
Nos primeiros relatos em busca do acordo, Cerveró contou que o PT terminou 2006 com uma dívida de campanha de 60 milhões de reais com o Banco Schahin, pertencente ao mesmo grupo que administrava a construtora. Sem condições de quitar o débito pelas vias tradicionais, o partido usou os contratos da diretoria internacional para pagar a dívida da campanha. Então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli incumbiu pessoalmente Cerveró do caso. O ex-diretor recebeu ordens claras para direcionar o contrato bilionário da sonda à Schahin. Uma vez contratada pela Petrobras, a empreiteira descontou a dívida do PT da propina devida aos corruptos do petrolão. Para garantir o silêncio sobre o arranjo, a Schahin também pagou propina aos dirigentes da Petrobras envolvidos na transação. Os repasses foram acertados pelo executivo Fernando Schahin, filho do fundador do grupo, Milton Schahin, e um dos dirigentes da Schahin Petróleo e Gás. Fernando usou uma conta no banco suíço Julius Baer para transferir a propina destinada aos dirigentes da estatal para o banco Cramer, também na Suíça. O dinheiro chegou a Cerveró e aos gerentes da área Internacional Eduardo Musa e Carlos Roberto Martins, igualmente citados como beneficiários dos subornos.
Além de amortizar as dívidas da campanha de 2006, o contrato da sonda Vitória 10 000 serviu para encerrar outro assunto nebuloso envolvendo empréstimos do Banco Schahin e o PT. A história remonta ao assassinato do prefeito petista Celso Daniel, em Santo André, em 2002. Durante o julgamento do mensalão, ao pressentir que seria condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal, Marcos Valério, o operador do esquema, tentou fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público. Em depoimento na Procuradoria-Geral da República, ele narrou a história que agora pode se confirmar no petrolão. Segundo Valério, o PT usou a Petrobras para pagar suborno a um empresário que ameaçava envolver Lula, Gilberto Carvalho e o mensaleiro preso José Dirceu na trama que resultou no assassinato de Celso Daniel.
Valério contou aos procuradores que se recusou a fazer a operação e que coube ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal de Lula, socorrer a cúpula petista. Segundo ele, Bumlai contraiu um empréstimo de 6 milhões de reais no Banco Schahin para comprar o silêncio do chantagista. Depois, usou sua influência na Petrobras para conseguir os contratos da sonda para a construtora. O próprio Milton Schahin admitiu ter emprestado 12 milhões de reais ao amigo de Lula. "O Bumlai pegou, sim, um empréstimo, como tantas outras pessoas. Mas eu não sou obrigado a saber para que o dinheiro foi usado", disse recentemente à revista Piauí.
Eivada de irregularidades, a contratação da Schahin tornou-se alvo de investigação da própria Petrobras. A auditoria da estatal concluiu que a escolha da Schahin se deu sem "processo competitivo" e ocorreu a partir de índices operacionais de desempenho artificialmente inflados para justificar a contratação. Os prejuízos causados pela transação em torno da Vitória 10 000 foram classificados pelos técnicos como "problemas políticos", que deveriam ser resolvidos pela cúpula da estatal. Não fosse pela Lava-Jato, a trama que envolve a campanha de Lula e os contratos na Petrobras permaneceria oculta nos orçamentos cifrados da estatal. A Schahin, que vira seu faturamento saltar de 133 milhões de dólares para 395 milhões de dólares durante os oito anos de governo Lula, seguiria faturando sem ser importunada.
O cerco, porém, está se fechando. Os números das contas usadas no pagamento de propinas no exterior e até detalhes das viagens de Fernando Schahin à Suíça já foram entregues pelos ex-dirigentes da Petrobras aos procuradores. Apesar dos claros sinais de fraude no processo, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli defendeu a compra da sonda ao depor como testemunha de defesa de Cerveró na Justiça. Procurados, os advogados de Cerveró disseram que não poderiam se pronunciar sobre o andamento do acordo de delação com o Ministério Público. Os demais citados negaram envolvimento no caso. Ao falar da ordem para beneficiar a Schahin, Cerveró reproduziu a frase que teria ouvido de Gabrielli: "Veio um pedido do homem lá de cima. A sonda tem de ficar com a Schahin". E assim foi feito. Cerveró ainda não revelou quem era o tal "homem".
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/cervero-revela-que-assinou-contrato-superfaturado-para-pagar-dividas-da-campanha-de-lula

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Após veto e protesto, árbitros decidem paralisar atividades por 30 dias


Publicado em 13/08/2015, 22:37 /Atualizado em 14/08/2015, 00:47
Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, os árbitros decidiram decretar um "estado de paralisação por 30 dias" de suas atividades, apuraram os canais ESPN.
Na próxima semana, eles devem protocolar ação na Justiça proibindo a veiculação de suas imagens na TV. O advogado que os representa já tem procuração assinada por 74 juízes.
A categoria se manifestou contrária ao veto da presidente Dilma Rousseff ao item da Medida Provisória (MP) 671 que assegurava 0,5% do valor dos direitos de transmissão dos jogos à arbitragem.

Nos jogos da última quarta e nesta quinta, a categoria organizou um protesto simbólico. Eles fizeram um minuto de silêncio, entraram em campo com faixas pretas em um dos braços e levantaram placas com "0 5" e "671" em alusão a porcentagem pedida e o número da MP, respectivamente.

O protesto, aliás, pode acabar em punição aos árbitros. Isto porque o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) vai avaliar o ato e pode, se entender que o mesmo infringiu algum artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), decidir por alguma sanção aos envolvidos.
http://espn.uol.com.br/noticia/535506_apos-veto-e-protesto-arbitros-decidem-paralisar-atividades-por-30-dias

Simone Mathiasi é a nova diretora-geral do HPS


A assistente social Simone Mathiasi de Oliveira foi nomeada diretora-geral do Hospital de Pronto Socorro (HPS). Ela foi escolhida depois do pedido de exoneração do médico Gil Dayrell Siqueira, que deixou o cargo no final de julho. 

A Prefeitura divulgou a nomeação da assistente social no Atos do Governo desta sexta-feira (14). Ela anteriormente atuava justamente como assistente social na unidade.

Ainda conforme o texto, ela já estaria ocupando o cargo desde o dia 5 de agosto.

http://www.tribunademinas.com.br/simone-mathiasi-e-a-nova-diretora-feral-do-hps/

Luciana Genro é desmascarada ao reclamar de Dilma

13/08/2015
 às 19:29 \ BrasilCultura


A candidata derrotada à presidência Luciana Genro (PSOL-RS) foi desmascarada no Twitter ao reclamar do bloqueio das contas do Rio Grande do Sul pelo desgoverno de Dilma Rousseff. Quem mandou a socialista desafiar o internauta?
Captura de Tela 2015-08-13 às 17.35.28
http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2015/08/13/luciana-genro-e-desmascarada-ao-reclamar-de-dilma/

ACIDENTE COM VÍTIMA FATAL NO BAIRRO DE LOURDES EM JUIZ DE FORA

POR SANDRA ZANELLA

Atualizada às 14h58
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Bombeiros retiraram o corpo, que ficou preso sob o veículo ( Olavo Prazeres/14-08-15)
Um servidor da Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanização (Empav) morreu em acidente, no final da manhã desta sexta-feira (14) , após o caminhão em que ele estava, com outros cinco funcionários, apresentar possível falha mecânica, sair da pista e tombar. O acidente aconteceu na Rua Nossa Senhora de Lourdes, no bairro homônimo, região Sudeste. Iran da Silva, 42 anos, seguia em um caminhão Mercedes-Benz da empresa de pavimentação, que conduzia a equipe de capina para o ponto base na Praça Doutor Antônio Carlos, após trabalho no Retiro. Segundo a Polícia Militar, o motorista relatou que seguia no sentido Bairro Santo Antônio/Centro, e, ao descer o trecho íngreme, o freio do veículo não respondeu. Para evitar provocar uma tragédia, ele jogou o caminhão em terreno baldio às margens da pista, na altura da Rua Doutor Dilermando Cruz.
No entanto, o Mercedes tombou para o lado em que a vítima estava sentada, no compartimento fechado atrás da cabine. O servidor não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. O óbito foi confirmado pelo Samu. Outros dois funcionários, de idades não informadas, foram socorridos e encaminhados para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), aparentemente sem ferimentos graves. O motorista do veículo, 53, e outros dois ocupantes da cabine, de 58 e 60 anos, não sofreram lesões.
O corpo da vítima ficou embaixo do caminhão, sendo necessário o desencarceramento por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Segundo o sargento da corporação que esteve à frente da ocorrência, Carlos Alberto de Campos, quando a equipe chegou ao local, as outras vítimas também estavam caídas, e o servidor que morreu estava preso às ferragens. Peritos da Polícia Civil realizaram os levantamentos iniciais, e o caminhão seria removido para ser periciado a fim de identificar as causas do acidente.
A via precisou ser parcialmente interditada, e muitos curiosos se aglomeraram no entorno. Familiares de Iran também estiveram presentes e ficaram muito abalados. Um parente contou que ele trabalhava na Empav há mais de dez anos, morava no Bairro Nova Era, Zona Norte, e deixou uma filha, com cerca de 20 anos. Iran iria completar 43 anos no próximo dia 19.
Sucateamento da frota
O acidente fatal envolvendo um caminhão Mercedes-Benz da Empav aconteceu após uma série de denúncias do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Juiz de Fora (Sinserpu) sobre o sucateamento da frota de veículos municipais, inclusive os da empresa de pavimentação. A situação foi mostrada em várias reportagens da Tribuna. No dia 8 de julho, o presidente do Sinserpu, Amarildo Romanazzi, visitou a sede da Empav e divulgou que vários veículos estavam sem funcionar por falta de combustível e más condições.
O sindicalista esteve presente no local da tragédia envolvendo o servidor Iran da Silva e demonstrou indignação. “Viemos denunciando o sucateamento da frota da Prefeitura, não só da Empav, tanto é que esse caminhão estava indo para a garagem trocar pastilha de freio. Mas ainda não podemos afirmar que a causa do acidente é a falta de manutenção, porque ainda vai passar por perícia”, ponderou Amarildo.
O diretor-técnico da Empav, René Vieira Filho, confirmou que o Mercedes-Benz 710, que teria sido fabricado em 2002, segundo ele, estava com manutenção agendada para a próxima semana. “Havia revisão programada solicitada pelo próprio motorista. Verificamos, em uma primeira inspeção aqui no local, que o cilindro mestre do freio estourou.”
Para o diretor-presidente da Empav, José Eduardo Araújo, que também esteve presente, a possível falha mecânica teria sido um incidente e, não, causada por falta de manutenção. “Foi uma fatalidade. Pode acontecer até com carro de passeio. Como estourou o burrinho mestre, o motorista perdeu o freio. Sorte o caminhão não ter entrado em uma casa.” Segundo José Eduardo, Iran e outros dois servidores estavam no compartimento fechado atrás da cabine, enquanto o condutor e dois funcionários seguiam à frente.
O diretor financeiro e administrativo da Empav, Teodoro Pires de Mendonça, reforçou que os caminhões da empresa recebem manutenção no próprio departamento de mecânica. 
Amarildo avaliou que as autoridades devem ficar alertas com a situação. “Estão lidando com vidas, por isso, vamos continuar denunciando, para que tomem providências e não aconteça com outras pessoas. O ideal seria a renovação da frota, mas a própria manutenção não é bem feita.”
O diretor-presidente da Empav afirmou que a substituição da frota não é possível no momento: “Não temos como trocar caminhões, porque a situação financeira da Prefeitura não comporta.” Ele garantiu que a empresa está prestando apoio à família da vítima.
http://www.tribunademinas.com.br/servidor-da-empav-morre-em-acidente-no-nossa-senhora-de-lourdes/

A CASA VAI CAIR - PF diz que Lula estava preocupado com "assuntos do BNDES"

Grampo da Lava Jato pegou conversa entre executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar e ex-presidente Lula na noite de 15 de junho de 2015

AE
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A Polícia Federal citou o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos autos da Operação Lava Jato sobre a empreiteira Odebrecht. 
Em relatório final de interceptação telefônica da Operação Erga Omnes, 14ª fase da Lava Jato, a PF informa ao juiz federal Sérgio Moro que o ex-presidente conversou com o executivo Alexandrino de Salles Ramos Alencar, da empreiteira Odebrecht no dia 15 de junho de 2015. Quatro dias depois do telefonema, Alexandrino Alencar foi preso com o presidente da maior empreiteira do País, Marcelo Bahia Odebrecht.

Segundo o relatório, Lula estaria preocupado com ‘assuntos do BNDES’. A PF não grampeou o ex-presidente. Os investigadores monitoravam os contatos do executivo, por isso a conversa foi gravada.

“Outro contato considerado relevante ocorreu em 15 de junho de 2015 às 20:06, entre Alexandrino Alencar e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nele ambos demonstram preocupação em relação aos assuntos do BNDES referindo-se também a um artigo assinado por Delfim Netto que seria publicado no dia seguinte sobre o tema.
Alexandrino disse também que Emilio (Emilio Odebrecht) teria gostado da nota que o Instituto Lula (... "criado pelo ex-presidente em 2011, depois que ele deixou o governo, para trabalhar pela erradicação da fome no mundo, aprofundar a cooperação com os países africanos e promover a integração latino-americana, entre outros objetivos") teria lançado depois da divulgação do laudo pericial acerca da contabilidade da empresa Camargo Corrêa, que teria doado três milhões de reais ao Instituto entre 2011 e 2013 e efetuado pagamentos a Lils Palestras Eventos e Publicidade LTDA na ordem de R$ 1,5 milhão no mesmo período”, assinalou o delegado federal Eduardo Mauat da Silva, que integra a força-tarefa da Lava Jato.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é alvo de uma CPI no Congresso, que investiga suspeitas de empréstimos contrários ao interesse público feitos durante as gestões de Lula e da presidente Dilma Rousseff – 2003 a 2015.

Outro nome citado no relatório é de Marta Pacheco Kramer, executiva da Odebrecht. Segundo a PF, Alexandrino Alencar disse que Marta seria ligada ao Instituto Lula.

“O investigado também recebeu ligações de Marta Pacheco Kramer na data da deflagração da operação as 06:06 da manhã do dia 19 de junho de 2015. Curiosamente, Marta foi identificada pelo próprio Alexandrino como vinculada ao “Instituto Lula” o que restou consignado junto ao auto de arrecadação lavrado na residência do investigado acerca dos contatos telefônicos feitos pelo mesmo quando da chegada da equipe”, informou o delegado federal Eduardo Mauat da Silva.

COM A PALAVRA, O INSTITUTO LULA

O Instituto Lula disse que não vai comentar a referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no relatório da Polícia Federal. A entidade nega que Marta Pacheco Kramer tenha qualquer vínculo com o Instituto.
http://www.istoe.com.br/reportagens/432128_PF+DIZ+QUE+LULA+ESTAVA+PREOCUPADO+COM+ASSUNTOS+DO+BNDES+?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

Governo está sem caixa para pagar adiantamento do 13º de aposentados

por Gerson Camarotti


Até o momento, o governo não tem recursos para pagar adiantado o 13º dos aposentados. O tema preocupa o Palácio do Planalto e já está sob análise dentro da Casa Civil. O governo ainda tenta encontrar uma solução até o dia 20 de agosto, quando fecha a folha de pagamento.  

O adiantamento, que vem sendo feito desde 2006, geralmente é pago em setembro. Segundo fontes do governo, até dia 20, se não houver um remanejamento de recursos, o 13º não será pago em setembro.

Há uma preocupação no Planalto com o impacto político dessa situação, principalmente porque muitos aposentados já contam com esses recursos para pagar o crédito consignado.

"Esse é o preço do ajuste fiscal", desabafou um auxiliar da presidente Dilma.
Fontes da equipe econômica informaram ao Blog que ainda não foi fechado o acordo entre a Fazenda e a Presidência para a para que seja editado o decretado que autoriza a antecipação do 13º salário aos aposentados.
A avaliação da Fazenda é de que essa medida melhoraria o desempenho fiscal do governo no mês de setembro. No entanto, a iniciativa não irá melhorar o resultado fiscal deste ano, porque o benefício terá de ser pago de qualquer jeito.

Atualizado às 12h45

Pacote anticrise de Renan amplia "racha" dentro do PMDB

Conjunto de medidas proposto ao Planalto estremeceu ainda mais as relações com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

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A intenção do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de agilizar a aprovação da Agenda Brasil, conjunto de propostas feitas por ele ao governo para incentivar a economia, estremeceu ainda mais as relações com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Renan disse ontem que pretende apresentar na próxima segunda-feira um "cronograma detalhado" de votação das propostas, com prioridade para aquelas que são de interesse da Casa e do governo. Já no primeiro item da agenda, o projeto que acaba com a política de desoneração da folha de pagamento, Renan propõe um acordo entre as duas Casas para reincluir, no Senado, quatro categorias e itens da cesta básica que tiveram tratamento diferenciado no texto encaminhado pela Câmara, e aprovar as alterações sem uma nova votação.

A medida agradaria ao Planalto em duas frentes. O governo garantiria economia de R$ 10 bilhões por ano se fosse revogado o tratamento diferenciado aos setores de comunicação social, transportes, call center e calçados, e dos itens da cesta básica. E a aprovação por acordo anteciparia o encerramento da discussão sobre o ajuste fiscal, e ajudaria o governo a "mudar de agenda".

Cunha, porém, refutou o acordo. Segundo ele, se o Senado alterar o texto no seu mérito, o projeto seguirá a tramitação normal, ou seja, passará por uma nova votação em plenário da Câmara. "Quantas emendas eles fizerem, quantas nós vamos analisar, uma a uma, separadamente", disse. Segundo Cunha, a Casa "dificilmente aprovará" do fim do tratamento diferenciado. "A Câmara fez seu consenso quando votou e esse consenso provavelmente vai se repetir se (o projeto) voltar à Casa."

Limitação. Cunha lembrou que, por se tratar de projeto de urgência constitucional, a tramitação começa e termina pela Câmara, tendo o Senado como revisor, com poder limitado à produção de emendas. "Não podemos permitir que uma casa seja subjugada pelo desvirtuamento de outra", disse.

O presidente da Câmara minimizou a intenção dos senadores governistas de dar celeridade à tramitação do projeto lembrando que ele está sendo avaliado pelos senadores há dois meses. "Prometo que serei mais rápido do que o Senado foi nessa votação", ironizou.

Renan chegou a dizer que não vai deixar que "diferenças pessoais" entre eles afetem a relação institucional entre as duas Casas. "O que não pode haver é diferença entre as instituições, conflito entre a Câmara e no Senado", disse Renan. Cunha retrucou afirmando que não tem diferença pessoal com Renan. "Já disse isso antes: nem eu sou a Câmara nem ele é o Senado. Somos apenas os presidentes. Quem decide são as Casas."
http://www.istoe.com.br/reportagens/432025_PACOTE+ANTICRISE+DE+RENAN+AMPLIA+RACHA+DENTRO+DO+PMDB

NOTÍCIAS DA IMBEL - FÁBRICA DE JUIZ DE FORA TEM NOVO CHEFE

A fábrica de Juiz de Fora da IMBEL – Indústria de Material Bélico do Brasil – terá novo chefe a partir desta sexta-feira, dia 14.

 O coronel de Material Bélico, Luiz Jorge Tavares Cruz, assume no lugar do
 coronel Jorge Menelau de Jesus, que ocupava a chefia desde dezembro de 2012.

A solenidade de passagem de chefia foi realizada hoje, às 10h30 min, na sede da
fábrica, no bairro Benfica.

O novo chefe é natural de Fortaleza (CE) e tem 51 anos e iniciou sua carreira no Exército ao ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ)
 em 1981. Foi declarado

Aspirante-a-Oficial do Quadro de  Material Bélico em 15 de dezembro de 1984, sendo classificado no Parque Regional de Manutenção da 10ª Região Militar,
 Fortaleza/CE.

O coronel Luiz Jorge Cruz é Mestre em Defesa, Segurança Integral e Integração pelo Instituto de Altos Estudos da Defesa Nacional, da República Bolivariana
da Venezuela, onde defendeu a tese intitulada “Alinhamentos Estratégicos para
a Defesa da Biodiversidade Amazônica: perspectiva Venezuela-Brasil”, trabalho
orientado no campo da Geopolítica que foi aprovado pelo Instituto e selecionado
 para o Prêmio Presidente da República.

A solenidade marcou a posse do 21º Chefe da Unidade, desde a fundação em 1934, em Juiz de Fora.

CHURRASCO SOLIDÁRIO DO QUINTAL MÁGICO - VAMOS PARTICIPAR


Ministro do TSE corrige Dilma: Ela só tem a “presunção da legitimidade do voto

13/08/2015
 às 18:50 \ BrasilCultura


Noronha Dilma montagemSeis dias atrás, Dilma Rousseff disse:
“Voto é a fonte da minha legitimidade e ninguém vai tirar essa legitimidade que o voto me deu. Podem ter certeza que, além de respeitar, eu honrarei o voto que me deram.”
Hoje, o ministro João Otávio de Noronha, do Tribunal Superior Eleitoral, corrigiu a petista:
“A presidente diz: ‘eu tenho a legitimidade do voto’. Não, ela tem a presunção da legitimidade do voto, que pode ser destruída por uma ação de investigação eleitoral ou impugnação”.
Perfeito. Voto não garante impunidade.
Noronha afirmou que a legitimidade de Dilma “não cai só nas pesquisas”, mas pode cair também “no mundo jurídico”.
O ministro acompanhou Gilmar Mendes no voto a favor do prosseguimento da ação pela impugnação do mandato presidencial da petista, durante o julgamento de um recurso apresentado pelo PSDB contra a decisão da também petista, quer dizer, ministra-relatora Maria Thereza de Assis Moura pelo arquivamento.
Como o ministro Luiz Fux pediu vista, o julgamento foi suspenso com o placar de 2 a 1 a favor do Brasil (e o ministro Henrique Neves sinalizou que o terceiro gol será dele).
“É notório que houve desvio (de dinheiro). Se repercutiu ou não nas eleições de 2014, é o que tem que ser apurado. Até pouco tempo dizia-se que não, mas de repente um dos empreiteiros contratados em delação premiada ‘sigilosa’ – todo mundo sabia, menos os juízes aqui – disse que ele foi contabilizado porque a forma de doar era ilegítima”, ressaltou Noronha.
Como resumiu Gilmar Mendes: “A Justiça Eleitoral não pode ficar indiferente a esse tipo de exame ou liminarmente indeferir um pedido de busca esclarecer. Não se trata de cassar mandato aqui, mas de ver o que ocorreu”.
Ao citar os desvios de 3% dos contratos da Petrobras, Mendes disse que “não é difícil adivinhar que parte desses recursos pode ter vindo para a campanha”.
Os tucanos contam com um placar de 4 a 3 no tribunal a favor da ação.
É hora de acabar com a presunção de Dilma Rousseff.
Captura de Tela 2015-08-13 às 18.49.33
* Relembre aqui.
http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2015/08/13/ministro-do-tse-corrige-dilma-ela-so-tem-a-presuncao-da-legitimidade-do-voto/

NOTÍCIAS DO CARNAVAL DE JUIZ DE FORA

Por Mauro Morais
Toninho Dutra suspende Bienal da Dança, que aconteceria esse ano, e espera melhoras só para 2017
Toninho Dutra suspende Bienal da Dança, que aconteceria esse ano, e espera melhoras só para 2017
Tribuna – Nos últimos meses, a grande discussão tem sido sobre o carnaval de 2016. Qual a posição da Funalfa hoje?
Toninho Dutra – O grande problema do carnaval hoje é que, independentemente do valor, a Liga (Liga Independente das Escolas de Samba de Juiz de Fora – Liesjuf) não tem condição de receber recursos da Prefeitura, porque ainda não prestou contas para a Funalfa. Eles tinham até 15 de maio, mas até hoje não fizeram isso. São três meses de atraso na prestação de contas. Já pedimos e, até, fizemos comunicação extra-judicial. 
Em relação à proposta que fizemos, a resposta que tenho da Liga, oficialmente, é: “Ou é a mesma verba recebida em 2015 ou não temos condição de desfilar”. Esse não é um corte para sempre. Porém, nesse cenário diferenciado, pensamos que precisamos ter, em 2016, um carnaval diferenciado. Fomos muito prudentes ao apresentar, em junho, uma proposta dessa natureza. Indicamos que eles não fizessem carta de crédito, o que é uma posição muito responsável. 
A Prefeitura não está blefando quando fala em fazer um carnaval com R$ 500 mil. Queremos manter esse carnaval vivo, principalmente no ano em que sabemos simbólico, por comemorar 50 anos dos desfiles oficiais das escolas de samba. Ninguém queria enfrentar essa crise, mas temos que enfrentar. Não adianta sinalizar diferente e, na última hora, dizer que está cancelado. 
Nessa sexta-feira, 14, expira o prazo para que as agremiações se manifestem dizendo quais vão desfilar. A partir daí, não teremos condição de fazer licitações para um novo modelo de avenida. A estrutura de montagem da Passarela que custa R$ 500 mil, precisa custar R$ 240 mil. 
Não é uma dificuldade só para as escolas, mas para todos.
http://www.tribunademinas.com.br/a-gente-faz-com-menos-mas-nao-ha-ganhos/

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Para senadores independentes, Dilma avisa que vai cortar ministérios

por Gerson Camarotti


Em longa conversa com um grupo de senadores independentes, a presidente Dilma Rousseff disse que sua intenção é de reduzir o número de ministérios. Ela garantiu isso quando os senadores encaminharam essa proposta como forma de dar uma resposta a sociedade.
Durante duas horas, Dilma mais ouviu do que falou. Sorridente e bem disposta, a presidente surpreendeu os senadores. “Ela não estava com cara de crise”, comentou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que estava ao lado dos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), João Alberto Capiberibe (PSB-AP), Lídice da Mata (PSB-BA) e Lasier Martins (PDT-RS).
No encontro, os senadores independentes sugeriram que Dilma adotasse um governo de unidade nacional, como fez o ex-presidente Itamar Franco assim que assumiu o Planalto com o impeachment de Fernando Collor, em 1992.
“Falamos que Dilma tinha que deixar claro que esse não era um governo do PT, ou do PDT, ou do PMDB. E que ela tinha que falar que o partido do governo era o Brasil”, disse Randolfe. “Gostei dessa sugestão. Isso é importante”, respondeu Dilma segundo esse relato.
O grupo também sugeriu que Dilma adotasse um tom de humildade e reconhecesse os erros na política e na economia durante o primeiro mandato. E que ela fosse ao Congresso debater esse momento de crise. “Mas eu não quero tirar o protagonismo do Senado, que tem cumprido um papel fundamental nessa crise: o de poder moderador”, respondeu Dilma.

Nem todos os senadores do grupo dos independentes participaram do encontro. “Todos nós cobramos diálogo do governo. Por isso, no momento em que Dilma chama para uma conversa, acho importante participar”, disse Randolfe.
http://g1.globo.com/politica/blog/blog-do-camarotti/post/para-senadores-independentes-dilma-avisa-que-vai-cortar-ministerios.html

JUIZ DE FORA É OURO EM TORONTO


MAIS UMA BOMBA NA FAMÍLIA BEJANI

quinta-feira, 13 de agosto de 2015




Antes de irem as ruas pedirem votos à população, os irmãos Carla e Carlos querem saber pra qual deles será o apoio do pai, o ex-prefeito Alberto Bejani

O caso vem intrigando até aos mais sábios cientistas políticos, que revelam nunca terem visto tal situação na ex-pacata Juiz de Fora.

Este blog fez uma breve apuração da situação, e sem querer entrar num verdadeiro CASOS DE FAMÍLIA, averiguou que a jovem advogada anda bem mais animada que o cantor sertanejo, que adotou recentemente um visual mais rebelde. 

Ela fez hoje o anúncio de sua filiação partidária, enquanto ele no momento prefere cantar o hit TÔ NEM AÍ, TÔ NEM AÍ.....

http://leopeixotoinforma.blogspot.com.br/

PF mira em escritório de advocacia ligado ao PT na Pixuleco 2

Novo esquema gira em torno de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a partir do acesso de dados relativos a mais de 2 milhões de servidores públicos federais.

AE
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A Polícia Federal fez buscas na manhã desta quinta-feira, 13, no escritório de advocacia Guilherme Gonçalves & Sacha Reck, sediado no centro de Curitiba, que teria recebido R$ 4,64 milhões entre setembro de 2010 e janeiro de 2013 da Consist Software, R$ 1,2 milhão entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014 da SWR Informática, e R$ 423,2 mil entre janeiro de 2012 e abril de 2012 da Consist Business, em todos os casos, a título de 'honorários advocatícios'.

Segundo a PF, a banca 'é ligada ao PT, presta serviços ao PT'. O escritório teria 'relações próximas' com a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo (Comunicações/Governo Dilma Rousseff) e atuou na campanha de Gleisi.

O novo esquema gira em torno de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a partir do acesso de dados relativos a mais de 2 milhões de servidores públicos federais. A organização comandada pelo operador de propinas Alexandre Romano, preso nesta quinta, 13, 'auferia remuneração decorrente desses serviços'.

A PF informou que são quatro os escritórios de advocacia alvo da Pixuleco II, a 18ª fase da Lava Jato, dois deles situado em Curitiba, supostamente envolvidos no novo esquema descoberto pelas investigações - fraudes com valores de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, do qual Paulo Bernardo foi titular entre março de 2005 e janeiro de 2011 (governo Lula).

A PF não atribui a Gleisi e a Paulo Bernardo envolvimento na Pixuleco II. Gleisi é alvo de investigação da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República porque, segundo delatores, teria recebido R$ 1 milhão na campanha de 2010.

O esquema descoberto pela Pixuleco II teria sido montado em 2010 e predominou até julho de 2015, segundo rastreamento de pagamentos de propinas inclusive para a viúva do ex-secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento.

O esquema beneficiava o ex-secretário de Recursos Humanos do Planejamento, na gestão de Paulo Bernardo, Duvanier Paiva Ferreira, morto em 2013.

O escritório 'ligado ao PT' atua na área administrativa, bancária e financeira, consumidor e contratos comerciais, além de empresarial penal, fusões societário e telecomunicações.

Segundo a PF, recentemente houve desmembramento da sociedade de advogados, mas os escritórios desmembrados continuaram a funcionar no mesmo prédio. Um dos desmembrados, o escritório de advocacia Gonçalves, Razuk, Lemos & Gabardo Advogados ainda teria recebido R$ 957,2 mil entre maio de 2014 a março de 2015 da Consist Business Software a título de 'honorários advocatícios'.

Sobre os pagamentos efetuados aos escritórios de advocacia, a PF afirma que, 'em pesquisa em fontes abertas, não logrou encontrar causas das empresas' que os contrataram.

O escritório Guilherme Gonçalves não retornou contato da reportagem.

Pixuleco II identifica 'núcleo duro' da corrupção e 'miríade de fraudes'

O Ministério Público Federal acredita ter identificado um novo modelo de corrupção dentro do universo Lava Jato - a super investigação que, inicialmente, mirava em doleiros, chegou a diretorias estratégicas da Petrobrás, depois, sucessivamente, em agências de publicidade contratadas por órgãos federais, passou para a Eletronuclear e, agora, bate no Ministério do Planejamento e Gestão.

"Estamos diante de um novo modelo (de corrupção)", declarou o procurador da República Roberson Henrique Pozzobon, que integra a força-tarefa da Lava Jato, ora em seu 18º capítulo, que identificou um desvio de cerca de R$ 52 milhões a partir de operações de empréstimos de consignados.

"(Na Lava Jato) Tivemos empresas de consultoria, desvios através de empresas de publicidade, propinas por empresas de fachada e, agora, aparecem aqui escritórios de advocacia. É uma frente a ser explorada", disse o procurador, referindo-se às quatro bancas de advocacia alvo da Pixuleco II.

Um dos escritórios, estabelecido em Curitiba, mantém ligações com o PT. Indagado se os grupos criminosos estão se reinventando, o procurador foi taxativo. "O núcleo duro das fraudes gira em torno de meios e subterfúgios para justificar formalmente o trânsito dos valores das empresas (que distribuem propinas)."

Roberson Pozzobon faz um paralelo com as organizações do narcotráfico. "Ao contrário dos traficantes de drogas, estamos diante de uma criminalidade empresarial. Ela é organizada por empresas que têm aparência de licitude e aí se encaixam diversas formas de lavagem de dinheiro, como por meio de contratos de consultoria ideologicamente falsos, na contratação de escritórios de advocacia sem causa, remessas de valores para o exterior em operações de câmbio sem o devido respaldo, transferências de valores a partir de supostas importações e exportações que, efetivamente, não ocorreram."

O procurador apontou para a 'miríade de fraudes' e a importância de o País apoiar o Ministério Público Federal para implantar o pacote de dez medidas contra a corrupção propostas por sua instituição - os procuradores da Lava Jato buscam 1,5 milhão de assinaturas para ingressar com o projeto no Congresso, a exemplo do que ocorreu na Lei da Ficha Limpa. "A criminalidade organizada busca o aperfeiçoamento dos seus meios. Por isso, é importante a adoção de medidas concretas (de combate aos malfeitos)."
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