quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Collor recebeu R$ 26 milhões de propina em 5 anos, diz PGR

Procurador afirma que os carros de luxo apreendidos na Casa da Dinda são possivelmente produtos de crime e não devem ser devolvidos

AE
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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que os carros de luxo do senador Fernando Collor (PTB-AL), apreendidos na Operação Lava Jato, não sejam devolvidos ao parlamentar. No documento, o procurador-geral narra que os veículos são possivelmente produto de crime e que as investigações apontam que Collor recebeu R$ 26 milhões em propina, entre os anos de 2010 e 2014, através de um “sofisticado esquema de lavagem de dinheiro”.  

Entre 2011 e 2013, o senador teria recebido cerca de R$ 800 mil em depósitos “fracionados”, o que levantou suspeita do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O relatório das investigações enviado ao STF menciona ainda pagamentos de altos valores em dinheiro vivo feitos ao parlamentar, como depósito de R$ 249 mil feito pela TV Gazeta da Alagoas, da qual o senador é sócio. 

Além da TV, outras duas empresas do senador aparecem nas investigações da PGR: a Água Branca Participações e a Gazeta de Alagoas. Há depósitos feitos em nome de uma empresa em favor de outra, com operação realizada por um assessor de Collor no Senado desde 2007, conforme a investigação.  A suspeita dos investigadores é de que a Água Branca é uma empresa de fachada, por não ter empregados, sede e nem participação em outras empresas. “Mas estranhamente tem a propriedade de três carros de luxo”, escreve o procurador-geral ao STF. 

Os investigadores relatam transferências para pagamento de um dos veículos feitas por empresa que já recebeu mais de R$ 900 mil, no mesmo ano da aquisição do carro, de negócios vinculados ao doleiro Alberto Youssef, delator da Lava Jato. 

Janot sustenta que a maior parte dos veículos – Lamborghini, Ferrari, Bentley e Land Rover – estão registrados em nome da empresa Água Branca Participações. Já o Porsche está em nome da GM Comércio de Combustíveis. Para o procurador-geral, as empresas que deveriam solicitar a devolução e não Collor, a menos que fosse apresentada uma justificativa que apontasse o motivo de o senador se considerar proprietário dos automóveis. Além disso, o procurador-geral afirma que não cabe restituição de produto de crime, pedindo que o STF negue a solicitação do senador.

A compra da Lamborghini, explica Janot, foi feita com entrega de um veículo no valor de R$ 400 mil, mais financiamento de R$ 1,6 milhão, além de pagamento de parcelas em dinheiro no total de R$ 1,2 milhão. Na peça encaminhada ao STF, Janot revela que o financiamento da Lamborghini está “inadimplente”, provavelmente em razão do “fim do fluxo de propina” pela deflagração da Lava Jato. 

Em todo o documento, o procurador-geral aponta indícios de que os veículos foram usados para lavagem de dinheiro. O caso será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF. Devido ao horário, a assessoria de Collor não foi localizada pela reportagem.
http://www.istoe.com.br/reportagens/430701_COLLOR+RECEBEU+R+26+MILHOES+DE+PROPINA+EM+5+ANOS+DIZ+PGR

terça-feira, 4 de agosto de 2015

COM QUEM ESTÁ A VERDADE?



Qualidade da merenda escolar é preocupação constante da Prefeitura

A alimentação oferecida para os alunos matriculados na rede municipal de ensino é tratada com todo o cuidado pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), que tem como parceiras neste importante serviço as secretarias de Educação (SE) e de Agropecuária e Abastecimento (SAA). O cardápio praticado nas 102 escolas e nas 25 creches é baseado no equilíbrio de diversos grupos de nutrientes necessários ao desenvolvimento dos alunos, como carboidratos, proteínas, vitaminas e sais minerais. As refeições são elaboradas por meio de itens como arroz, feijão, macarrão, carne, ovos, legumes, verduras e frutas. A distribuição dos alimentos é responsabilidade da SAA, realizada pelos fornecedores licitados pela Prefeitura (PJF).

Na última semana, entre os dias 27 e 30 de julho, foi realizado o workshop “Boas Práticas na Cozinha Escolar”, evento promovido pela SE, em parceria com a SAA, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o Programa Nacional de Inclusão de Jovens - Projovem Urbano, a empresa Planejar e a Escola Municipal Bom Pastor.

A capacitação foi voltada para as profissionais que atuam na preparação dos alimentos para os alunos das 54 escolas da rede municipal que oferecem algum tipo de atendimento em tempo integral, sendo responsável por beneficiar cerca de 4.200 estudantes, já que os ensinamentos transmitidos às cozinheiras refletirão positivamente no dia a dia dos alunos.

A parte teórica, ministrada pelas nutricionistas do Senac, Marcela Melquíades e Carolina Micarello, abordou as boas práticas de higiene e manipulação dos alimentos, com dicas sobre asseio pessoal, congelamento e armazenamento de alimentos. A aula prática rendeu o almoço e o lanche das participantes, que degustaram as receitas feitas durante o encontro.

O professor do arco de alimentos (uma das opções de qualificação profissional do ProJovem Urbano), Flávio Abreu, explicou sobre a oficina de aproveitamento integral dos alimentos: “Ensinamos como aproveitar talos, cascas, fazer receitas mais nutritivas e evitar o desperdício. Com isto, geramos menos lixo e contribuímos para a saúde dos alunos”. Durante a semana, várias receitas foram elaboradas e degustadas, como bolo salgado, com talos e cascas; falso molho de tomate, com beterraba e casca de abóbora; e arroz nutritivo, com talos de espinafre, couve, salsa e casca de abóbora.

Vistoria

Técnicos da Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA) foram deslocados na tarde desta terça-feira, 4, para verificar o estoque de merenda em duas escolas municipais. Foi constatado que não há falta de alimentos em nenhuma das instituições visitadas. As aulas foram retomadas na segunda-feira, 3.

No caso da Escola Municipal Nilo Camilo Ayupe, no Paineiras, já havia fontes de proteína desde o reinício das aulas, que aconteceu ontem, e, na manhã desta terça, foi feito um repasse de carnes, como ocorre semanalmente neste dia da semana. No local foi observada grande quantidade de leite que não vinha sendo servida aos estudantes. A direção da unidade foi orientada para que o problema não se repita.

Já na Escola Municipal Cosette de Alencar, no Santa Catarina, havia disponibilidade de todos os alimentos e, segundo a direção, os alunos foram servidos normalmente nestes dois dias de aula. A vice-diretora, Luciana Rossi, explicou que o contato com os departamentos responsáveis pela merenda escolar é constante, o que garante o abastecimento necessário para todos os dias letivos, conforme a demanda da instituição. “Toda semana recebemos os alimentos em quantidade suficiente para nossos alunos e não há, de forma alguma, falta de alimentos. A quantidade que recebemos de frutas, por exemplo, é tão boa que no final das aulas entregamos o que restou para que os alunos levem para casa e não estraguem nas nossas despensas”.

* Informações com a Secretaria de Comunicação Social pelo telefone 3690-8597.

Cunha e aliados decidem excluir PT de comando das CPIs

Comissão destinada a investigar o BNDES será presidida pelo PMDB, fundos de pensão ficará sob comando do DEM; tucanos comandarão CPI dos crimes cibernéticos e PSD ficará com a de maus-tratos a animais.

AE
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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reuniu aliados de partidos da oposição e legendas da base governista na noite de segunda-feira, 3, para definir que o PT ficará de fora do comando de todas as quatro CPIs que serão instaladas nesta e na próxima semana.

A CPI do BNDES será presidida pelo PMDB e relatada pelo PR. A dos fundos de pensão ficará sob comando do DEM e será relatada pelo PMDB. O PSDB comandará a CPI dos crimes cibernéticos e o PSD ficará com a de maus-tratos a animais. As relatorias destas duas últimas ainda não foram definidas.

A divisão foi anunciada pelo líder do DEM na Casa, Mendonça Filho (PE) após reunião de líderes da oposição na manhã desta terça-feira, 4. Participaram líderes de DEM, PSDB e PPS. Em tese, o comando das CPIs fica a cargo dos partidos que integram os maiores blocos da Câmara. A votação acaba sendo simbólica e a escolha, é política.

“Esta é uma decisão da maioria da Casa. Se o PT pleitear a presidência, é legítimo. Mas ele vai ter que construir maioria, o que me parece improvável neste momento”, afirmou o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), líder da Minoria na Câmara.

Ciente do acordo feito na noite anterior, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), reuniu-se com Cunha na manhã desta terça-feira. “Primeiro que não tem essa de excluir ninguém. Era só o que faltava, a segunda maior bancada ficar fora da CPI. Baixa o tom. Isso não é aconselhável aqui dentro. Quem decide é a base. Nem presidente nem oposição decidem quem vai ser presidente ou relator. Esse discurso não é real. É um desejo vão da oposição. A oposição não é porta-voz nem do PR, nem do PT, nem de nenhum partido da base”, disse Guimarães.
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Cúpula do PT decide que não defenderá Dirceu

Avaliação reservada é de que medida poderia agravar ainda mais a crise que atinge o partido e o governo Dilma

AE
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A cúpula do PT não vai defender o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, preso pela Polícia Federal na 17.ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco. Em reunião da Executiva Nacional do PT, nesta terça-feira, 4, em Brasília, dirigentes mudaram o tom adotado em relação à prisão anterior do ex-ministro, em 2013, após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal, no escândalo do mensalão, e preferiram não ficar ao lado de Dirceu. A avaliação reservada é de que defender Dirceu, neste momento, pode agravar ainda mais a crise que atinge o partido e o governo Dilma, porque ninguém sabe o que está por vir.

Nos bastidores, o argumento de muitos integrantes do comando petista é o de que o ex-ministro da Casa Civil - que presidiu o PT de 1995 a 2002 e foi o homem forte do governo Lula - pode ter montado um esquema para benefício próprio na Petrobras.

Dirigentes da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), grupo de Dirceu e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se dividiram sobre a defesa do ex-ministro. Ao final, porém, chegaram à conclusão de que se associar agora a Dirceu poderia representar um abraço de "afogados". Muitos alegaram, ainda, que ele não agiu em nome do partido. Houve observações de que o caso de Dirceu era diferente do de João Vaccari Neto, que era tesoureiro do PT e estava no cargo quando surgiram as denúncias.

http://www.istoe.com.br/reportagens/430304_CUPULA+DO+PT+DECIDE+QUE+NAO+DEFENDERA+DIRCEU?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

Cunha e aliados discutem manobra para votar impeachment de Dilma

Acordo determinaria que, após parecer do TCU sobre as contas do governo, o presidente da Câmara rejeitaria o pedido de abertura de afastamento da presidente, mas a oposição apresentaria recurso a ser votado e aprovado.

AE
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Em reunião com aliados de PSDB, DEM e Solidariedade na noite de segunda-feira, 3, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), discutiu uma manobra para pautar pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff sem se comprometer diretamente.

Duas fontes que participaram da reunião disseram ao Estado que ficou acordada a possibilidade de que, após o Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhar seu parecer a respeito das contas de governo de Dilma, Cunha rejeitaria o pedido de abertura de processo de impeachment, mas a oposição apresentaria um recurso, que seria votado e aprovado, garantindo a votação do impedimento da petista.

O TCU deve decidir se o governo fez as chamadas "pedaladas fiscais", irregularidade ao atrasar propositalmente o repasse de dinheiro a bancos e autarquias em 2014 e, com isso, teria omitido ao mercado financeiro e aos especialistas a real situação do saldo de suas contas. A análise das contas do governo Dilma estão sob análise da Corte. Após o julgamento, o relatório será encaminhado ao Congresso, que toma a decisão final. Caso as contas do primeiro mandato sejam rejeitadas poderiam embasar eventual abertura de impeachment contra a presidente por crime de responsabilidade fiscal.

Eduardo Cunha ainda não se manifestou sobre a reunião de ontem. Ele realizaria um almoço na tarde desta terça-feira, 4, com líderes partidários, mas cancelou o compromisso, uma vez que já realizou a conversa que pretendia. Partidos da base como PSD, PR e PP também participaram do encontro, mas negaram ter discutido o assunto.

http://www.istoe.com.br/reportagens/430303_CUNHA+E+ALIADOS+DISCUTEM+MANOBRA+PARA+VOTAR+IMPEACHMENT+DE+DILMA

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - MAURÍCIO BRAGA



A turma de Dilma no eletrolão

Investigação do esquema de propinas chega às elétricas e se aproxima personagens muito próximos da presidente, como o ministro Aloizio Mercadante, a antiga auxiliar Erenice Guerra e o diretor da Eletrobras, Valter Cardeal

Claudio Dantas Sequeira (claudiodantas@istoe.com.br)
Em julho de 2007, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, reuniu alguns ministros num comitê que tinha como missão fixar novas metas para o programa nuclear brasileiro. Aficionada às questões do setor elétrico, Dilma puxou para si o papel de coordenadora do grupo. O trabalho resultou num plano que previa, dentre tantas metas ambiciosas, a conclusão das obras da usina nuclear de Angra 3, paralisadas nos anos 80. No comando operacional da empreitada estava o presidente da Eletronuclear, almirante Othon Pinheiro da Silva, que se tornou na semana passada o principal alvo da 16ª fase da Operação Lava Jato. Othon, que estava licenciado do cargo desde abril, quando surgiram os primeiros indícios de irregularidades, foi preso pela Polícia Federal sob acusação de receber R$ 4,5 milhões em propinas pagas por empreiteiras integrantes do consórcio responsável pela obra. Embora o militar tenha surgido como a face mais visível do esquema, a PF tem elementos que podem fazer com que as investigações atinja outras personagens muito próximos da presidente Dilma. “É possível que a gente chegue aos políticos”, disse o delegado Igor Romario de Paula.
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NA ANTE-SALA DO PLANALTO 
Aloizio Mercadante, Erenice Guerra e Valter Cardeal (da esq. para dir.)
deverão estar entre os investigados no Eletrolão
Chegar aos políticos é quase um eufemismo. Ao mergulhar no setor elétrico, a PF vai bater na porta do Palácio do Planalto. Não há um só projeto no setor elétrico que Dilma não tenha acompanhado de perto. Se como presidente do Conselho da Petrobras a presidente alega que não tinha informações completas sobre o que acontecia na estatal, dificilmente poderá dizer que desconhecia os rolos em Angra 3 ou na usina de Belo Monte, os dois maiores investimentos do governo em geração de energia. Em ambos os casos, os investigadores já têm indícios de envolvimento de gente de confiança da petista. Há informações, por exemplo, de que boa parte dos contratos de equipamentos da mega hidrelétrica que está sendo construída na bacia do rio Xingu era antes negociada num escritório de advocacia – ou lobby – abrigado num imponente edifício de linhas modernistas e fachada de concreto na quadra 8 do Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
O imóvel está situado a apenas uma quadra do escritório de advocacia de Erenice Guerra. E não é mero acaso. Além da ex-ministra de Dilma, segundo investigadores, também frequenta o local o advogado Joaquim Guilherme Pessoa e o empresário Marco Antonio Puig, ligado à empresa LWS envolvida numa investigação de fraudes em contratos de informática nos Correios. Puig teria relação com o diretor da Eletrobras Valter Cardeal, outro apadrinhado de Dilma.
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O consórcio construtor de Belo Monte é liderado pela Andrade Gutierrez em parceria com Odebrecht, Camargo Correa, Queiroz Galvão e OAS, as mesmas do clube do bilhão, além de outras cinco menores. A PF sabe que no mesmo local também eram negociados projetos para captação de investimento de fundos de pensão e acertos para a anulação de multas fiscais no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), que já é alvo de outra operação. Erenice, dizem os investigadores, também atuou na comercialização de energia. Ela chegou a se associar informalmente ao ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau e ao lobista Alexandre Paes dos Santos no Instituto de Desenvolvimento de Estudos e Projetos Econômicos.
O caso da usina de Belo Monte, orçada em R$ 30 bilhões, segundo um procurador da Lava Jato, se relaciona diretamente com o de Angra 3. A força-tarefa obteve os primeiros indícios de que o esquema do Petrolão se alastrara para o setor elétrico quando apreendeu com o doleiro Alberto Youssef a planilha de 750 obras federais. Mais recentemente, em delação premiada, o ex-presidente da Camargo Corrêa Dalton Avancini revelou detalhes sobre o superfaturamento das obras e pagamento de R$ 20 milhões em propinas a políticos, por meio de empresas de fachada. Avancini citou como um dos beneficiários do esquema o diretor da Eletronorte Adhemar Palocci, irmão do ex-ministro Antonio Palocci, que já é investigado em outro procedimento da Lava Lato e foi um dos coordenadores da campanha de Dilma em 2010 – além de ministro da Casa Civil. Adhemar era considerado intocável. Seu nome surgiu em 2009 na Operação Castelo de Areia. 
Avancini também envolveu o nome de Flávio David Barra, presidente global da Andrade Gutierrez Energia, que era seu interlocutor nas obras de Belo Monte. Barra foi preso com Othon na semana passada. A PF cumpriu ainda 30 mandados de busca e apreensão na sede da Eletronuclear e outros imóveis residenciais e comerciais em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri. As prisões se basearam em movimentações bancárias de empresas envolvidas no esquema e no depoimento de Avancini, que revelou a existência de um acerto para pagamento de propinas ao PMDB e a funcionários da Eletronuclear em relação às obras de Angra 3. Ele contou detalhes de uma reunião feita em agosto de 2014 e apontou Flávio Barra como “o representante da Andrade Gutierrez que discutia valores a respeito da propina de Angra 3”, segundo o procurador Athayde Ribeiro Costa.
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As obras civis de Angra 3 começaram em 1984, mas ficaram paralisadas por 25 anos. Foram retomadas em 2009 com previsão de aportes de R$ 7 bilhões. Nessa época, o presidente da Eletronuclear – que segundo a Lava Jato já recebia propinas – defendia a retomada do contrato com a Andrade Gutierrez, mas o projeto antigo não considerava uma série de parâmetros de segurança adotados mundialmente após o acidente nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia (EUA), em 1979. As falhas de projeto foram denunciadas por ISTOÉ e levaram os órgãos de controle a pressionarem o governo por uma reformulação do projeto.
Em última análise, foi necessário o lançamento de uma nova licitação. A concorrência foi vista pelas empreiteiras do clube do bilhão como uma oportunidade para acertarem um novo negócio, elevando o custo da obra de R$ 7 bilhões para R$ 15 bilhões. Segundo o MPF, a propina alcançaria o valor de 1% dos contratos. No despacho que determinou as prisões, o juiz Sérgio Moro ressaltou que Othon Pinheiro da Silva era ao mesmo tempo presidente da Eletronuclear e proprietário da Aratec Consultoria e Representações, configurando um conflito de interesses.
Outro provável foco de irregularidades na área sob controle de Othon é o projeto do submarino nuclear, o Prosub. Coube ao presidente da Eletronuclear a elaboração do projeto de aquisição de submarinos franceses. O pacote orçado em R$ 28 bilhões inclui a compra de quatro Scorpéne de propulsão a diesel e o desenvolvimento conjunto com a estatal DCNS de um modelo de propulsão nuclear, que será montado num estaleiro em Itaguaí, no Rio. A Odebrecht foi escolhida pela Marinha para construir o estaleiro, mas não houve licitação. Esse negócio foi conduzido por outro militar, o coronel Oswaldo Oliva Neto, irmão do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
A investigação do MPF reúne indícios de que Oliva Neto possa ter atuado como operador de Mercadante, que ao assumir a pasta de Ciência e Tecnologia pressionou para a realização de uma nova licitação para Angra 3. Coronel reformado, Oliva Neto ocupou até 2007 o cargo de chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência. Desde então, ele reativou a Penta Prospectiva Estratégica e passou a prestar consultoria em todos os grandes projetos do governo do PT na área de defesa, não só na compra dos submarinos, mas dos helicópteros franceses EC-725 e em projetos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Em 2010, Penta se uniu à Odebrecht Defesa e Tecnologia, criando a Copa Gestão em Defesa. Depois foi adquirida a Mectron, que igualmente firmou sem concorrência contrato com a Amazul Tecnologias de Defesa, estatal de projetos criada por Dilma para atuar no Prosub. A Lava Jato puxará agora o fio desse novelo que pode levar a identificar possível tráfico de influência de Mercadante e eventual uso da empresa de consultoria de seu irmão para recebimento de propina.
Foto: Regina Santos/Norte Energia 
http://www.istoe.com.br/reportagens/430024_A%20TURMA%20DE%20DILMA%20NO%20ELETROLAO

Empresário de JF é alvo na operação ‘Lava jato’

Localizada na Avenida Erasmo Braga, no Centro do Rio de Janeiro, a empresa Multitek Engenharia Ltda., que já teve sede em Juiz de Fora, foi um dos 24 locais onde policiais federais cumpriram ações de busca e apreensão cumpridos ontem, durante a Operação “Pixuleco”, 17º etapa da “Lava Jato”. Conforme publicado no blog do repórter Fausto Macedo, no site do jornal “O Estado de São Paulo”, o empresário Luis Alfeu Alves de Mendonça, ligado à Multitek, foi alvo de mandado de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento, mantendo-se o direito ao silêncio dos investigados. Luis Alfeu é natural de Juiz de Fora, tendo, sido, inclusive, agraciado com o título de cidadão benemérito em 2004.

POR RENATO SALLES
Segundo o despacho, em que é pedida a prisão do ex-ministro José Dirceu, publicado na edição on-line do jornal “Estado de Minas”, o lobista Milton Pascowitch insinua que a Multitek teria acordado pagamento de propina a Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, que também é alvo de investigações da “Lava Jato” e está preso desde março. O depoimento de Pascowitch aponta Luis Alfeu como responsável pela empresa de engenharia, que possuía contrato com a estatal para execução de obras no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj). Ainda segundo o documento judicial, Pascowitch apresentou “contratos simulados de consultoria” celebrados entre a Multitek e JAMP Engenheiros, com repasses mensais entre fevereiro de 2011 e abril de 2012, totalizando de R$ 3,4 milhões.
Em depoimento, Pascowitch afirma que manteve contatos com Luis Alfeu na sede da empresa. Na ocasião, o lobista diz que ficou acertado entre a Multitek e um consórcio – que ele acredita ser liderado pela Multitek – três contratos fictícios com a JAMP, que totalizariam R$ 5.688.518,50. Deles, teriam sido executados apenas os valores indicados nas faturas apresentadas (R$ 3,4 milhões). Os contratos teriam sido interrompidos em razão da dificuldade financeira das empresas, bem como em razão da não obtenção de aditivos que eram almejados pela Multitek. Segundo ele, “os contratos fictícios, sem qualquer prestação de serviços” se destinavam exclusivamente a embasar o recebimento dos “créditos” de Renato Duque.
Agora investigada por suposto esquema de propinas, a Multitek já esteve envolvida em uma briga judicial com a gigante estatal em agosto de 2013, quando a empresa de engenharia reivindicava o pagamento de cerca de R$ 245 milhões a título de custos extras por parte da estatal, relacionados às obras do Comperj. À época, o pleito não foi atendido e resultou em uma rescisão de contrato entre as partes. Na ocasião, a Petrobras considerou que os pagamentos estavam em dia e o rompimento havia sido unilateral por parte da Multitek, que já havia demitido 1.700 funcionários.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

COLUNA CACA SALERMO, EDIÇÃO 04 DE AGOSTO - DESTAQUES

O amigo general Otávio Santana do Rêgo Barros, ex-comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve, completou no último dia 31 de julho quatro anos no generalato do Exército Brasileiro. Cumprimentos da coluna...

No próximo dia 13 de agosto o general Eduardo Paiva Maurmann, comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve, recebe integrantes da Reserva Ativa da Guarnição de Juiz de Fora, com coquetel no 10º Batalhão de Infantaria de Montanha, às 20h...

A XXVIII edição da Corrida Duque de Caxias será realizada no próximo dia 23 de agosto, com largada no campus da UFJF às 8 horas da manhã...

O coronel Paulo Jorge Napolis, Embaixador do Brasil em Israel, Henrique da Silveira Sardinha Pinto, e coronel Augusto Perez tomando posse na aditância do Exército em Israel...

PORTAS FECHADAS
As prefeituras das cidades de Minas Gerais devem fechar as portas no próximo dia 24 deste mês, como forma de protesto contra o arrocho financeiro vivido pelos municípios, que não tem recebido o respaldo dos governos federal e estadual. Objetivo do protesto é fazer com que a sociedade saiba as dificuldades enfrentadas pelo executivo municipal. Com isso, no dia 24 serão interrompidos todos os serviços públicos, exceto os de urgência e emergência na saúde. Além da paralisação, os prefeitos decidiram fazer o bloqueio das rodovias que cortam o estado.

 Talita Magnolo ( vice- presidente) com  Marco Saçço e Polyana ( casal presidente do Conselho Jovem ) na II edição do Happy Hours que movimentou o Independência Trade Hotel...

http://www.cacasalermo.com/coluna-social/juiz-de-fora-4-de-agosto-de-2015-terca-feira

Tal qual Fernando Collor

Ricardo Noblat
Pouco antes do início do recesso do Congresso, em conversa com um colega em Brasília, o senador Fernando Collor comparou a situação que viveu antes do seu impeachment em 1992 com a situação que vive hoje a presidente Dioma Rousseff.
"A situação é muito parecida", observou Collor. "Eu não tinha o controle do Congresso. Dilma também não tem. Eu só acordei para isso muito tarde. Ela também."
Collor contou que telefonou um dia para Orestes Quércia, que mandava no PMDB de São Paulo. E pediu o apoio dele. Resposta:
- Presidente, se o senhor tivesse telefonado há 15 dias eu teria como dar um jeito. Agora, não posso mais.
No dia em que deixou de vez o Palácio do Planalto, Collor tomou um helicóptero com destino à Casa da Dinda, sua residência particular. Pediu ao piloto que sobrevoasse um centro educacional construído por seu governo na cidade-satélite de São Sebastião. Era caminho.
O piloto respondeu que o combustível não seria suficiente para isso. É claro que seria.
"Foi nessa ocasião que me dei conta de que havia perdido o poder", lembrou Collor.
Fernando Collor ao lado da mulher, Rosane, após assinar o documento de seu afastamento da Presidência da República, na saída do Palácio do Planalto (Foto: Roberto Stuckert Filho / Agência O Globo / VEJA)Fernando Collor ao lado da mulher, Rosane, após assinar o documento de seu afastamento da Presidência da República, na saída do Palácio do Planalto (Foto: Roberto Stuckert Filho / Agência O Globo / VEJA)http://noblat.oglobo.globo.com/meus-textos/noticia/2015/08/tal-qual-fernando-collor.html

Léo Pinheiro é ameaçado; advogada de delatores sai “fugida” do país

25/07/2015
 às 17:20 \ BrasilCultura

Fantasma de Celso Daniel assusta!

O fantasma de Celso Daniel ronda a Lava Jato.
Trechos de duas reportagens de VEJA desta semana contêm relatos de ameaças a duas figuras fundamentais das investigações: o presidente da OAS, Léo Pinheiro, e a advogada que negociou a delação premiada de nove dos dezoito réus confessos da operação, Beatriz Catta Preta.
alx_jose-aldemario-pinheiro-net-leo-oas-89-jpg_original1) Em abril, VEJA revelou que Léo Pinheiro, quando estava preso, anotava em pedaço de papel histórias que poderiam ser contadas sobre suas relações com Lula e o poder.
Dias depois, revela a revista agora, “Pinheiro foi procurado por um carcereiro em sua cela no Complexo Médico-Penal do Paraná. Enquanto recebia a bandeja com a comida, Léo Pinheiro entendeu que o agente disse que seria melhor ele passar a dormir de olhos abertos. Conselho ou ameaça, o que se sabe é que a frase do carcereiro assustou bastante o preso.
Libertado da prisão preventiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Léo Pinheiro contou esse episódio a familiares durante uma discussão sobre a conveniência de fechar o acordo de delação premiada. A família o estimulou a fazê-lo. Os fatos também. Defendido por três renomadas bancas de advogados em Brasília, São Paulo e Curitiba, Pinheiro viu naufragar todas as estratégias jurídicas empregadas por seus defensores”.
Beatriz2) Há duas semanas, Beatriz Catta Preta “dispensou recepcionistas e secretária e parou de atender o celular. Na segunda-feira 20, enviou um e-mail a todos os seus clientes anunciando que não mais faria a defesa deles. Ato contínuo, deixou o Brasil”.
“Algo de muito grave fez com que Catta Preta decidisse sair de cena – e há indícios de que ela estava apavorada quando o fez. Em maio, por razões desconhecidas, deixou de mandar o filho à escola e pediu à direção o trancamento da matrícula. Em junho, foi a vez de tirar também a menina mais nova da escolinha que frequentava. Um advogado próximo de Catta Preta afirmou a VEJA que ouviu de um amigo em comum aos dois que ela vinha recebendo ameaças e que, por isso, teria saído ‘fugida’ do país.”
A chapa está quente na República petista. Coincidentemente, quanto mais perto se chega de Lula, mais o fantasma de Celso Daniel grita “Buuuuuuu!”.

http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2015/07/25/leo-pinheiro-e-ameacado-advogada-de-delatores-sai-fugida-do-pais-fantasma-de-celso-daniel-assusta/

Colégio Militar de Juiz de Fora – Comemoração



Juiz de Fora (MG) – De 20 a 24 de julho, ocorreu a comemoração dos 22 anos do Colégio Militar de Juiz de Fora, que contou com a presença de autoridades e da comunidade juizforana. No dia 24, foram entregues Diplomas de Pioneiros e Amigos do Colégio e Certificados às personalidades que se destacaram em suas atividades em prol do estabelecimento de ensino.


O General Okamura presidiu o evento. 


Uma comitiva de alunos do Colégio Militar de Portugal prestigiou a celebração e desfilou em posição de destaque. A formatura contou também com a presença de Cadetes da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante, de alunos do Colégio Naval e de ex-alunos.


  • Fonte: CMJF
http://www.eb.mil.br/

DILMA - Os fantasmas de agosto

Mês trágico para a política brasileira pode selar o destino da presidente Dilma, que enfrentará a abertura de CPIs no Congresso, o julgamento de suas contas no TCU e uma manifestação recorde em favor do impeachment

Josie Jeronimo (josie@istoe.com.br)
No que dependesse dos políticos brasileiros, o mês de agosto poderia ser eliminado do calendário nacional. Ao longo da história, nos 31 dias do oitavo mês do ano, o País viveu grandes infortúnios na seara política. Em 24 de agosto de 1954, o presidente Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no coração. Sete anos e um dia depois, foi a vez de o presidente Jânio Quadros renunciar ao cargo. Em 1976, o dia 9 de agosto ficou marcado pelo trágico acidente de carro, na rodovia Presidente Dutra, que ceifou a vida do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Os desgostos de agosto não cessaram com redemocratização do País. Em 16 de agosto de 1992, os caras-pintadas foram às ruas pedir o impeachment do presidente Fernando Collor, numa mobilização decisiva para sua saída do poder. E, no dia 13 de agosto do ano passado, o ex-governador de Pernambuco e então presidenciável Eduardo Campos morreu aos 49 anos, vítima de um acidente aéreo em Santos (SP).
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MÊS DO DESGOSTO
Pode estar em jogo, nas próximas semanas, o mandato de Dilma Rousseff
Este ano, o mês do mau agouro pode complicar ainda mais a situação da presidente Dilma Rousseff. Às voltas com uma crise político-econômica interminável, Dilma enfrentará uma quadra decisiva para sua permanência na Presidência. Na próxima semana, ela terá de encarar um Congresso conflagrado. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, sedento de vingança após ter sido alvejado pelas investigações da Lava Jato, marcou para 6 de agosto a instalação da CPI do BNDES e ofereceu amplo apoio à criação da CPI dos Fundos de Pensão. Ambas as investigações tiram o sono do governo. Na volta do recesso, Cunha vai analisar, ainda, 11 pedidos de impeachment que mandou desarquivar. Entre eles, o documento assinado por Carla Zambelli, fundadora e Porta Voz do Movimento Nas Ruas. O pedido de afastamento redigido pelo movimento se apoiará nas irregularidades da prestação de contas do governo, em análise no TCU. As armadilhas contra o governo passam por uma sabotagem ao pacote de ajuste fiscal. Entre os projetos estão a correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e modificações no projeto que reduz as desonerações na folha de pagamento.
Antes da segunda quinzena, o TCU vai julgar as contas do governo de 2014. O tribunal já deu todos os sinais de que pretende rejeitar os argumentos do Planalto sobre as manobras fiscais utilizadas no exercício anterior para maquiar o mau desempenho da economia. Na terça-feira 28, Eduardo Cunha anunciou que vai tirar da frente a lista de projetos pendentes e votar as contas dos governos de 1992, 2002, 2006 e 2008 que ainda não foram analisadas. O objetivo é limpar a pauta para a apreciação das contas de Dilma de 2014. Caso o TCU as reprove, o destino é o Congresso. Para piorar o quadro para Dilma, a análise das contas públicas e a instalação de CPIs coincidirão com a grande manifestação agendada para o dia 16 de agosto cujo mote é o impeachment da presidente, mesma data em que estudantes foram às ruas pedir a saída de Collor em 1992. O protesto promete ser o maior desde a reeleição da petista.
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A previsão de dias turbulentos fez Dilma mobilizar sua tropa de choque. Na segunda-feira 27, ela reuniu 12 ministros e o vice-presidente Michel Temer para discutir estratégia de diálogo direto com o Congresso. A intenção do Planalto é evitar intermediários nas conversas com a base aliada para reduzir a influência de Cunha enquanto o presidente da Câmara estiver em clima de guerra com o governo. “Os parlamentares são capazes de verificar o que pode prejudicar e ajudar o País”, afirmou Michel Temer. Dentro dessa estratégia para amansar o Congresso, Dilma liberou R$ 1 bilhão em emendas e distribuiu mais de 500 cargos nos Estados. Na quinta-feira 30, a presidente reuniu os governadores no Planalto. Era a última cartada de Dilma na tentativa de escapar ilesa pelas próximas semanas. Mas seus objetivos não foram alcançados. Além de não conseguir o apoio dos chefes dos Executivos estaduais para barrar possíveis pedidos de impeachment, Dilma conseguiu desagradá-los ainda mais ao falar o que eles não queriam ouvir. Em seu pronunciamento, disse que a situação vivida pelo País era responsabilidade de todos. Ou seja, tentou associá-los à crise criada e agravada pelo governo de Dilma. O único consenso do encontro foi o apoio do governadores às medidas do ajuste fiscal, que ainda precisam passar pelo Congresso. Muito pouco para o que almejava Dilma.
Fotos: Alan Marques/Folhapress; Agência ISTOÉ; Antonio Lucio/AE