terça-feira, 28 de julho de 2015

Ciclomotores de 53 cidades mineiras serão fiscalizados a partir de agosto

Arquivo Hoje em Dia
Ciclomotores de 53 cidades mineiras serão fiscalizados a partir de agosto

Letícia Alves - Hoje em Dia

A partir da primeira quinzena de agosto, 53 municípios mineiros terão ciclomotores licenciados pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran). A categoria inclui veículos de até 50 cilindradas, como bicicletas elétricas e Shinerays. Segundo o órgão, sem uma atuação adequada das prefeituras, os ciclomotores são vendidos como “brinquedos”.

A medida será possibilitada por meio de convênio firmado entre o Detran e os municípios. Nesta sexta-feira, o documento será analisado no Fórum Mineiro de Gerenciados de Transporte e Trânsito. Em seguida, uma portaria será publicada com a medida.

Assim que entrar em vigor, os condutores devem ter seis meses para adequação, prazo estimado pelo órgão. Somente no início de fevereiro de 2016 é que os condutores poderão ser multados e os veículos apreendidos, em caso de irregularidades.

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro determina que as prefeituras façam o registro e licenciamento dos ciclomotores. Como muitas não conseguem assumir essa responsabilidade, os veículos acabam rodando sem placas de identificação, e os condutores, quando flagrados em irregularidades, não podem ser notificados e ninguém é punido.

Quando começar a valer, ciclomotores que circulam nas cidades de abrangência do convênio, entre elas Belo Horizonte, Betim, Contagem, terão que ter toda documentação, assim como é exigido para as motocicletas. Também será necessário pagamento de taxas, como IPVA, licenciamento e seguro obrigatório. Os condutores também deverão apresentar Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) ou carteira de habilitação na categoria A.

“Nós temos ciclomotores no Estado de Minas Gerais que não estão registrados e nem licenciados e isso implica na segurança viária e na segurança pública. A gente passa a não ter o controle desses veículos que estão sendo utilizados tanto para rolezinhos quanto para organizações criminosas”, destaca a diretora do Detran, delegada Andréa Claudia Vancchiano.

Confira as cidades em que a determinação entrará em vigor: Alfenas, Araguari, Araxá, Belo Horizonte, Betim, Bom Despacho, Confins, Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Contagem, Coronel Fabriciano, Diamantina, Divinópolis, Frutal, Governador Valadares, Ipatinga, Itabira, Itabirito, Itajubá, Ituiutaba, João Monlevade, Juiz de Fora, Lagoa Santa, Lavras, Mariana, Martinho Campos, Matozinhos, Montes Claros, Nova Lima, Novo Cruzeiro, Ouro Preto, Passos, Patos de Minas, Patrocínio, Pedro Leopoldo, Poços de Caldas, Ponte Nova, Pouso Alegre, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia, São José da Lapa, São Lourenço, Sete Lagoas, Teófilo Otoni, Timóteo, Três Corações, Três Pontas, Uberaba, Uberlândia, Varginha, Vespasiano, Viçosa.

http://www.hojeemdia.com.br/horizontes/ciclomotores-de-53-cidades-mineiras-ser-o-fiscalizados-a-partir-de-agosto-1.335668

Tramontina lança panela com wifi que avisa quando discursos de Dilma estão na internet


Após a presidente Dilma Rousseff desistir do tradicional pronunciamento do dia 1º de maio na televisão, muitos fabricantes de panelas se manifestaram negativamente, citando uma queda nas vendas – uma vez que os panelaços não podem acontecer de forma sincronizada no caso de um vídeo de internet.
Para não perder as vendas, a fabricante Tramontina inovou: lançou a primeira panela com wifi do mundo: o modelo TP-3238 conecta-se à internet automaticamente e checa o momento exato em que o vídeo é colocado na rede e quando as pessoas na vizinhança o estão assistindo e sincroniza todas as panelas da região. Só o preço é um pouco salgado: R$ 400 por cada, mas quem fizer o aluguel anual de uma fritadeira de coxinha leva a panela de graça.
Rsrsrsrs
http://sensacionalista.uol.com.br/2015/05/01/tramontina-lanca-panela-com-wifi-que-avisa-quando-discursos-de-dilma-estiverem-na-internet/

ANDRÉA E CEL AUGUSTO PEREZ NO SHOW DE CAETANO E GIL EM TEL AVIV







Caixa bancou 'pedaladas' durante 21 meses para financiar benefícios sociais


Ao todo, o saldo negativo do governo Dilma com a Caixa alcançou R$ 34,2 bilhões em recursos obrigatórios para pagar programas como Bolsa Família, seguro-desemprego e abono salarial, entre o início de 2011 e o mês de abril deste ano.

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O governo Dilma Rousseff atrasou por 21 meses, desde que assumiu a Presidência, repasses do Tesouro Nacional para a Caixa realizar o pagamento do seguro-desemprego, deixando o saldo do programa no vermelho. Essa manobra, chamada de "pedalada fiscal", foi intensificada no ano de 2013 e só interrompida em outubro de 2014, às vésperas de a reeleição ser definida.

O período com saldo negativo é superior ao dos dois presidentes que a antecederam. Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) tiveram, inclusive, mais tempo de mandato do que Dilma até aqui.

Nos oito anos de gestão de Lula, as pedaladas com o seguro-desemprego ocorreram em 7 meses. Já nos dois governos do tucano FHC, o saldo do seguro-desemprego ficou negativo na Caixa em seis meses.

Ao todo, o saldo negativo do governo Dilma com a Caixa alcançou R$ 34,2 bilhões em recursos obrigatórios para pagar programas sociais, como Bolsa Família, seguro-desemprego e abono salarial, entre o início de 2011 e o mês de abril deste ano. Esses atrasos foram cobertos pelo banco, que precisou usar recursos próprios.

As "pedaladas fiscais" estão hoje no centro de um cabo de guerra entre Dilma e o Tribunal de Contas da União (TCU), que avaliará se as irregularidades são motivo para a reprovação das contas de 2014 da presidente. A oposição espera um parecer da corte pela rejeição para embasar um pedido de impeachment de Dilma.

Requerimento

Os dados sobre os saldos dos programas federais foram repassados pela Caixa e pelo Banco Central ao deputado federal Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara, por meio de um requerimento de informação.

Segundo o líder, o governo praticou "uma clara pedalada eleitoral" por causa da intensificação da medida às vésperas da disputa presidencial do ano passado. "As pedaladas tinham duas motivações: manipular as contas e facilitar a reeleição da Dilma", disse o líder do DEM na Câmara.

De acordo com a documentação de 138 páginas, os saldos negativos nas contas de programas sociais da Caixa, que são abastecidas pelo Tesouro, começaram em 2013, entre o mês de agosto (para seguro-desemprego e abono) e outubro (para Bolsa Família). Somente voltaram a ficar positivos um ano mais tarde, em outubro de 2014, data da eleição.

As pedaladas fiscais são apontadas pelo tribunal como um possível crime fiscal, por terem violado o artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe que um banco público (como a Caixa) financie seu controlador (a União). Segundo entende o Ministério Público de Contas, foi justamente o que ocorreu quando a Caixa usou seu próprio cofre para pagar programas do governo federal.

'Prestação de serviços'

Em sua defesa encaminhada ao TCU, Dilma nega que a relação entre a Caixa e a União seja de operação de crédito, mas sim de prestação de serviços. Neste caso, os atrasos nos repasses de recursos do Tesouro não constituiriam um crime fiscal.

Ao mesmo tempo, o governo apresenta dados mensais de 1994 até 2014 que mostram que atrasos pontuais ocorreram, em maior ou menor medida, em outros governos."Não existe meia gravidez. Se a mulher tem um mês ou nove meses de gravidez, não interessa, ela está grávida. Concordo que o volume e a repetição dos atrasos em 2013 e 2014 permitem um debate sobre uma mudança de sistemática. Mas se o entendimento (do TCU) caminhar para considerar a prática errada, ela é errada sempre que ocorreu, independentemente do tamanho ou da repetição", disse ontem ao Estado o advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams.
http://www.istoe.com.br/reportagens/429487_CAIXA+BANCOU+PEDALADAS+DURANTE+21+MESES+PARA+BANCAR+BENEFICIOS+SOCIAIS?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Romário tem conta milionária na Suíça - e não a declarou ao Fisco

Romário no Senado: da tribuna, o ex-craque dispara lições de ética e denuncia falcatruas. Conta não declarada à Receita pode tisnar esse discurso(Pedro Ladeira/Folhapress)
Por: Thiago Prado e Leslie Leitão

Quem o vê na tribuna do Senado, fustigando os cartolas do futebol com acusações de irregularidades e à frente de uma CPI sobre falcatruas na Confederação Brasileira de Futebol, se impressiona: Romário de Souza Faria, 49 anos, ídolo da seleção, firma-se cada vez mais na política com um vigoroso discurso em defesa da ética e da lisura. A postura, apimentada por seus comentários afiados, é tão bem-sucedida entre os eleitores que o levou a ganhar com folga a disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, na eleição do ano passado, e o coloca agora no topo das pesquisas sobre os mais cotados para a prefeitura do Rio em 2016. Tamanha popularidade acaba por deixar na sombra uma flagrante incongruência entre o Romário senador e o Romário cidadão: na vida pessoal, o ex-jogador é notório por suas pendências financeiras. Uma delas está nas mãos do Ministério Público Federal: um extrato de uma conta bancária em nome de Romário no banco suíço BSI, com sede em Lugano, no valor de 2,1 milhões de francos suíços, o equivalente a 7,5 milhões de reais. A pequena fortuna não aparece na declaração oficial de bens encaminhada por Romário à Justiça Eleitoral em 2014. Romário disse a VEJA que nunca ouviu falar da conta: "Até agradeço por me informarem. Se for dinheiro meu, vou buscar".
No extrato consta um crédito de rendimentos em aplicações no período de um ano a partir de 31 de dezembro de 2013, o que fez elevar o saldo aos mais de 7 milhões de reais atuais. A data do documento é 30 de junho de 2015. Ter dinheiro no exterior não é proibido. No caso de Romário, isso não necessariamente levanta suspeitas sobre sua origem, pois ele jogou em grandes clubes europeus, recebendo em moeda forte. "Abri contas na Holanda e na Espanha e, para ser sincero, não sei se fechei. Mas nunca mais movimentei", diz Romário. Brasileiros com conta em bancos estrangeiros e saldo acima do equivalente a 100 000 dólares devem informar à Receita Federal, que cobrará o imposto devido. Em 1997, quando jogava no Valencia, da Espanha, Romário foi autuado pelo Fisco por ter aberto empresas nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal, e para lá transferido aplicações e propriedades. O objetivo era escapar dos impostos. Só o valor que consta no extrato do BSI em nome de Romário supera em quase seis vezes o patrimônio total declarado por ele à Receita Federal, como é exigido de candidatos a cargos eletivos. Romário informou à Receita que seu patrimônio total era de 1,3 milhão de reais, entre imóveis, terrenos, cotas de empresas e aplicações financeiras.
A conta não declarada na Suíça passa a ocupar o topo da lista de enroscos financeiros de Romário em tempos recentes. Quando se examina o comportamento dele nessa área, não naquela em que reinou, fica evidente que o Baixinho é mau pagador. A lista de faturas em aberto no Rio de Janeiro vai de condomínios a pensão de filhos, passando pelo Fisco e pelo INSS. Só em impostos federais, Romário acumula pendências em torno de 2 milhões de reais. O senador já foi citado em 28 processos por dívidas e chegou a ser condenado em várias instâncias por sonegação fiscal. Parte dos processos subiu ao Supremo Tribunal Federal. O craque estava a um passo de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e só escapou por ter, finalmente, desembolsado 1,4 milhão de reais, renegociando o restante.
Extrato do Romário
Extrato do Romário(Reprodução/VEJA)
Um apartamento de Romário, avaliado em 4 milhões de reais, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste carioca, quase foi a leilão há poucos meses por falta de pagamento de 600 000 reais em taxas de condomínio. Na última hora houve acordo, e a dívida está sendo renegociada. Se Romário o perdesse, seria reincidência: em 2009, ele foi obrigado a entregar uma cobertura de 8 milhões de reais no luxuoso condomínio Golden Green, também na Barra. O imóvel foi leiloado por falta de pagamento de taxas. Quando o empresário Edson Bueno, então dono da Amil e comprador do imóvel, pegou as chaves, ficou impressionado com o estado de depredação. Romário diz que arrancou um aparelho de ar condicionado. Outras duas propriedades dele foram tomadas pela Justiça para quitar dívidas.
Romário não leva uma vida modesta. Ele circula pelo Rio de Janeiro em uma Ferrari vermelha, que, por via das dúvidas, registrou no nome de uma ex-­mulher. Seus bens são condizentes com os ganhos de quem já foi o jogador mais bem pago do Brasil - no Flamengo, recebia 320 000 reais por mês, em valores atuais. Da experiência, aprendeu que ganhar dinheiro é bom; gastar, nem tanto. Vitorioso na política - na qual entrou como deputado federal e, na eleição seguinte, já se transferiu para o Senado com votação recorde -, em 2013 amea­çou deixar seu partido, o PSB, e viu-se alvo de intensa disputa por seu passe. Quatro caciques de diferentes siglas envolvidos nas negociações disseram a VEJA que Romário é pragmático e a medida do seu interesse passava sempre por alguma recompensa. Acabou ficando no PSB. Expoentes de seu círculo contam que a recompensa nesse caso seria o pagamento do aluguel da mansão de 10 milhões de reais onde ele mora em Brasília. Tanto o partido como o senador negam o arranjo. Saldar o que deve, tudo indica, ele pode. Calcula-se que Romário tenha rendimentos anuais de 5 milhões de reais, entre campanhas publicitárias e pagamentos atrasados. Só do Flamengo, ele ainda recebe 159 000 reais por mês. O salário de senador é de 33 700 reais. Quando se esclarecerem as circunstâncias de sua conta no BSI, o Baixinho vai ter mais alguns milhões de razões para driblar seus credores.


Empreiteiras envolvidas agiam em sintonia com o Instituto Lula.


O sobrado de dois andares que aparece nas páginas que abrem esta reportagem nem de longe lembra um palácio. As aparências, como sempre, enganam. Nele funciona desde 2011 o Instituto Lula, entidade concebida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para servir de plataforma à sua atuação política após deixar o Palácio do Planalto. Pelo menos no papel, os planos de Lula para seu instituto eram o mais ambiciosos e altruístas possível. A entidade foi concebida para funcionar como um centro de integração da América Latina, um pilar para fortalecer a democracia nos países em desenvolvimento e ajudar a acabar com a fome na África. Tudo muito nobre, se por trás dos objetivos messiânicos não estivessem os empreiteiros envolvidos no escândalo da Petrobras. As investigações da Polícia Federal já revelaram que o dinheiro desviado da estatal financiou o funcionamento do instituto. Além disso, fica cada vez mais evidente que o ex-­presidente Lula acabou usando sua influência no Brasil e no exterior para fomentar os negócios de criminosos - e ganhou muito dinheiro com isso.
A favor do ex-presidente há o fato de que ele pode ter agido com as melhores intenções - enganado pelos seus contratantes, sem saber a origem do dinheiro que foi doado pelos empresários ao seu instituto. Ao fazer lobby para as empreiteiras no exterior, estaria pensando exclusivamente no bem do Brasil e nos milhares de empregos que poderiam ajudar a aplacar a miséria do Terceiro Mundo. Se isso for verdade, ele era o único bom samaritano da história. Na semana passada, os procuradores que investigam o petrolão denunciaram as cúpulas das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht. Esta última, a maior do país e uma das maiores do mundo, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Os dados que sustentam a acusação são estarrecedores. A empreiteira movimentou mais de 1 bilhão de reais em contas secretas no exterior. Parte desse dinheiro, descobriu-se, foi usada para subornar diretores da Petrobras.
No ano passado, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, contou em sua delação premiada ter recebido 23 milhões de dólares em propina paga pela Ode­brecht. Era sua parte, a menor, na ampla rede de distribuição de subornos em troca dos milionários contratos da Petrobras. A empreiteira negava. Seguindo o dinheiro, os investigadores descobriram que a companhia abriu uma série de empresas de fachada no exterior para esconder os pagamentos de propina. Na sexta-feira, o juiz Sergio Moro decretou pela segunda vez a prisão preventiva de Marcelo Odebrecht, Alexandrino Alencar e outros executivos da companhia. A nova ordem de prisão teve por base informações bancárias remetidas ao Brasil pelas autoridades suíças que não deixam dúvidas de que a maior construtora brasileira está envolvida até o pescoço no escândalo de corrupção da Petrobras.
Na semana passada, a Polícia Federal também anexou ao processo anotações encontradas nos telefones apreendidos com Marcelo Odebrecht e documentos apreendidos com os diretores da empreiteira. As notas mostram que o empreiteiro, diferentemente do que vinha sustentando, não só tinha conhecimento como exercia controle sobre as atividades paralelas da empreiteira no petrolão, incluindo a estratégia para tentar melar a investigação. Nas anotações constam cifras, nomes de figuras importantes associadas a cifras, obras associadas a cifras, contas na Suíça - provavelmente as mesmas agora descobertas pelos investigadores. Em uma das anotações, Marcelo insinua que as contas suíças abasteceram campanhas políticas, entre elas a da presidente Dilma Rousseff. Muito ainda precisa ser investigado.
Há outra evidência importante que eclode dessa parte da investigação: a parceria que havia entre a Odebrecht e o Instituto Lula. Uma troca de mensagens interceptada pela Polícia Federal e juntada na semana passada ao processo da Lava-Jato ilustra bem a relação entre a entidade beneficente do ex-presidente e a empreiteira que corrompeu metade da diretoria da Petrobras nomeada por ele. Na origem da troca de mensagens está uma lista de perguntas enviadas por VEJA à companhia sobre os pagamentos feitos ao ex-­presidente e a seu instituto. A Lava-Jato tinha acabado de revelar que a Camargo Corrêa, outra empreiteira flagrada no petrolão, havia repassado 4,5 milhões de reais a Lula. Uma parte do valor, 1,5 milhão, foi paga diretamente à LILS, empresa de palestras e eventos aberta pelo petista. E a outra parcela, de 3 milhões, seguiu para contas do Instituto Lula. Curiosamente, um dos depósitos foi anotado na contabilidade da Camargo sob a rubrica "bônus eleitorais". Como já se sabia que a Odebrecht também havia dado dinheiro a Lula, VEJA perguntou à companhia os valores e a justificativa para tais pagamentos.
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(VEJA.com/VEJA)
Ao encaminhar as perguntas à diretoria, um assessor da Odebrecht primeiro explica: "Caros, a Veja nos procurou hoje para falar das nossas relações com o Instituto Lula. Deixaram claro que o gancho deles é a divulgação, no contexto da Lava-Jato, da 'doação' da Camargo para o instituto". Depois, sem saber que a mensagem pararia nas mãos da Polícia Federal, ele comete uma inconfidência: "Alex, vou alinhar com o Instituto Lula, no paralelo". Alex, no caso, é Alexandrino Alencar, então diretor de relações institucionais da Odebrecht, atualmente preso em Curitiba junto com Marcelo Odebrecht. Era a Alexandrino que cabia operacionalizar a relação com Lula e seu instituto e, nas horas vagas, providenciar pagamentos de propinas no exterior.
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(VEJA.com/VEJA)
"Alinhar com o Instituto Lula, no paralelo" é um eufemismo para definir o que ocorreria nos instantes seguintes: a resposta da Odebrecht à revista seria cuidadosamente combinada com o staff do ex-presidente. Como era de esperar, a companhia respondeu às perguntas de VEJA sem responder. Não informou, por exemplo, quanto pagou nem os motivos do pagamento. "A Odebrecht fez contribuições pontuais ao Instituto Lula, dentro do seu programa de apoio às iniciativas que ajudam a fortalecer as democracias", escreveu a Odebrecht na resposta.
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(VEJA.com/VEJA)
Não é a primeira vez que o Instituto Lula aparece ligado ao petrolão e aos seus personagens. Antes de serem presos, executivos da empreiteira UTC, também envolvida no escândalo, visitaram Lula na sede do instituto para pedir ajuda. O mesmo aconteceu com representantes de outras construtoras acusadas, incluindo a OAS de Léo Pinheiro. Apostavam - alguns ainda apostam - que o ex-presidente tinha condições de usar seu prestígio nos tribunais de Brasília para livrá-los da cadeia e até anular os processos conduzidos em Curitiba pelo juiz Sergio Moro. Muitos dos empreiteiros-amigos não fizeram nem questão de esconder o pedido de socorro. O próprio Alexandrino, o Alex, ao ser preso pela Polícia Federal, pediu para dar três telefonemas. Um deles, para o Instituto Lula.
O escritório central - recorte 4
(VEJA.com/VEJA)
Nota a VEJA: Em resposta a esta reportagem, o diretor de comunicação da Odebrecht S.A., Sérgio Bourroul, afirma que a construtora Norberto Odebrecht "tem sido questionada pela imprensa, com frequência, nos últimos meses, sobre a contratação de palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como sobre doações ao Instituto Lula. Muitos dos questionamentos são sobre questões contratuais, por isso é natural que sejam alinhadas entre as partes. Vale notar, porém, que embora seja natural este tipo de conversa prévia sobre demandas de imprensa que envolvem duas partes, as respostas enviadas por Odebrecht e Instituto Lula sempre foram absolutamente independentes - cada qual tratando de suas responsabilidades".
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-escritorio-central




Homem sai de carro, é atingido por tiros no rosto e tórax, e morre no HPS

Um homem de 29 anos morreu na madrugada deste domingo (26) após ser alvejado por vários disparos no rosto e tórax ao desembarcar de um carro, na noite de sábado (25), no Bairro Vila Olavo Costa, Zona Sudeste de Juiz de Fora. De acordo com informações da Polícia Militar, Nilmar Bazaga Reis conduzia um Volkswagen Polo pela Rua Hortogamini dos Reis, com a namorada, 28, no carona, quando um homem que estava na via pública solicitou que ele parasse o veículo. Ao sair do carro e caminhar na direção da pessoa, o motorista foi surpreendido pelos tiros. Assustada, a mulher procurou abrigo em uma residência próxima.
A vítima foi socorrida no próprio veículo por um conhecido dela, não identificado pela PM, que a conduziu até o Hospital de Pronto Socorro (HPS). O paciente deu entrada na sala de cirurgia em estado grave. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde, ele não resistiu aos ferimentos, e o óbito foi constatado às 2h30 de domingo. O corpo foi encaminhado para necropsia no Instituto Médico Legal (IML).
Após prestar socorro à vítima, o homem abandonou o Polo na Rua Tabajaras, no Guaruá, Zona Sul. O veículo foi periciado e removido por um guincho. O atirador fugiu e não foi identificado. A motivação do crime também não foi esclarecida. O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios.
http://www.tribunademinas.com.br/homem-sai-de-carro-e-atingido-por-tiros-no-rosto-e-torax-e-morre-no-hps/

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - 27 DE JULHO

Vice-prefeito Sérgio Rodrigues

 Vinicius Gomes


O temporal que atingiu Juiz de Fora no último domingo

O temporal que atingiu Juiz de Fora no último domingo (26) causou estragos em vários pontos da cidade, como destelhamento de imóveis, queda de árvores e de energia. Em algumas localidades, chegou a chover grande quantidade de granizo, encobrindo ruas de bairros da Zona Norte, como o Industrial, Milho Branco e Fontesville, além do Grama, na Zona Nordeste. Moradores ficaram assustados com o temporal inesperado. A Defesa Civil chegou a fazer dez chamados e, em resposta a Tribuna, afirmou que está fazendo um levantamento das ocorrências registradas no município, assim como o Corpo de Bombeiros e a Cemig.
De acordo com dados do 5º Distrito de Meteorologia de Belo Horizonte, choveu 15 mm entre 15h e 16h de ontem. “É uma quantidade muito significativa, sobretudo para o inverno, período em que normalmente não chove”, observa o meteorologista Cleber Souza. Segundo o especialista, já havia previsão de precipitação, mas a passagem de uma frente fria somada altas temperaturas registradas da manhã ao início da tarde tornou o temporal mais intenso. “O aquecimento favorece a chuva e, neste caso, criou uma corrente de ar que a fez ficar mais intensa e provocou a ocorrência de granizo em algumas localidades”, explica o meteorologista.
Segundo Cleber Souza, a tendência é de que o tempo melhore a partir de hoje, ficando parcialmente nublado durante toda a semana, com chuvas isoladas, caso ocorram. “A frente fria já seguiu em direção ao oceano e não há previsão de passagem de outras no momento. Teremos dias quentes e noites frias, com nevoeiro pelas manhãs ao longo de toda a semana.”
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros não devem passar de 24°C nesta segunda-feira,, que tem mínima prevista de 10°C. Amanhã, as temperaturas devem oscilar entre 17°C e 26°C.

Vários bairros sem luz
Embora a Cemig ainda não tenha divulgado o balanço das ocorrências, alguns leitores da Tribuna informaram que seus bairros estão, até o momento, sem energia. No Bairro Nova Era, na Zona Norte, moradores da Rua Raimundo Corrêa ficaram sem energia das 15h30  às 23h. No Grama, a luz também acabou por volta de 15h30, e no Granjas Bethânia, a queda de energia ocorreu às 16h. Nestas regiões, os moradores continuam sem fornecimento. A Cemig informou, por meio de sua assessoria, que está fazendo o levantamento das regiões afetadas e atendendo às demandas a partir destes dados.
http://www.tribunademinas.com.br/frente-fria-e-altas-temperaturas-provocam-temporal-de-granizo-e-assustam-juizforanos/

MISSA DE SÉTIMO DIA - DORMEVILLY NÓBREGA JÚNIOR


Será celebrada hoje, dia 27, segunda-feira, 19h, na igreja São José, na Avenida Sete de Setembro, a missa de 7º dia de falecimento de Dormevilly Nóbrega Júnior, advogado e tenente da reserva R/2.

UTILIDADE PÚBLICA - Carreta continua tombada próximo portão sul da UFJF

Pista de descida interditada. A pista de subida está funcionando em mão dupla.


https://www.facebook.com/transitojuizdefora/photos/a.669920826392218.1073741829.633843256666642/973431669374464/?type=1&theater

E O ASFALTO SE TORNOU UM RIO ONTEM EM JUIZ DE FORA

Por VANDERLEI TOMAZ.

Hoje à tarde, devido às fortes chuvas que caíram sobre a cidade, a Avenida JK ficou desta forma (a foto é do Maurício Lima e foi postada aqui mais cedo), entre os bairros Jóquei Clube e Barbosa Lage. O surpreendente é que não há surpresa nenhuma nisso. Qualquer chuva um pouco mais forte provoca esta situação ali. O trânsito para por um bom tempo. 

Me recordo que quando era criança ali não se acumulava água de chuva. Havia uma valeta margeando a ferrovia em todo o seu traçado na cidade. Ela ficava entre a Avenida JK e a linha férrea, junto à cerca. A água que vinha do asfalto quando não ia para as bocas de lobo seguiam para a valeta e, assim, era como um córrego levando para outros em Benfica, Nova Era, Jóquei II, Bairro Industrial ou Cerâmica. Acontece que a tal valeta foi assoreada, as redes de drenagem não dão conta e o asfalto vira mar sempre que chove um pouco mais.


Ficaria muito barato para a Prefeitura se - em conjunto com a MRS - recuperasse a antiga valeta e retirasse alguns meio-fios abrindo saídas da água da avenida em sua direção. Do contrário, vai ser necessário abrir canais com grandes tubulações, cortando ruas asfaltadas e o Acesso Norte, pra levar este aguaceiro todo para o Rio Paraibuna. 


O mesmo poderia acontecer em trechos do Acesso Norte, abrindo canais no passeio (passeio?) que 
margeia o Paraibuna levando a água para o rio. Vejam como acumula água em alguns lugares do Acesso Norte, com o rio logo ao lado. 

Não justifica.

https://www.facebook.com/JFDepressao/photos/a.273110346133694.59192.273107066134022/754647014646689/?type=1&theater

domingo, 26 de julho de 2015

CHUVA DE HOJE A TARDE EM JUIZ DE FORA, UM HORROR.

Bairro Industrial

Bairro Francisco Bernardino Rua Carlos Herculano Couto

Bairro Bandeirantes

Bairro Francisco Bernardino.

Bairro Fontesville

Bairro Francisco Bernadino.

Bairro Francisco Bernadino.

Bairro Francisco Bernadino.

 Bairro Encosta do Sol..
Rua João Leite de Oliveira.. 

Bairro Grama

Bairro Amazonas

Jardim Natal

 Bairro Industrial 

Fotos Internet

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - TEN CEL PEDRO MANDARINO, 25 DE JULHO




Dois homens baleados na madrugada em Juiz de Fora

Duas pessoas foram baleadas em duas tentativas de homicídio registradas pela Polícia Militar, na madrugada deste sábado (25). Um dos casos aconteceu em plena Avenida Brasil, na altura do Bairro Mariano Procópio, Zona Nordeste. Por volta das 3h, um homem de 41 anos estava em frente a uma casa noturna, quando foi surpreendido por um atirador, que fez dois disparos em sua direção.
A vítima foi socorrida por populares em um táxi e encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde deu entrada consciente, com duas perfurações no peito. Várias viaturas foram empenhadas no rastreamento na tentativa de localizar o suspeito, que seria morador da Zona Leste, mas ele não foi encontrado.
Tiro no rosto
Já por volta das 4h30, um jovem, 22, foi baleado perto de casa na Rua Clóvis Serroa da Mota, no Bairro São Geraldo, Zona Sul. Segundo a PM, a vítima passava em frente à porta de sua residência, quando foi surpreendida por disparos. Atingido por um tiro no rosto e outros dois nas costas, o rapaz foi socorrido pelo Samu e levado para o HPS. A PM fez buscas na região, mas ninguém foi preso.
http://www.tribunademinas.com.br/dois-homens-baleados-na-madrugada/

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - ASP RENAN MARQUES



Quem irá aos protestos em 16 de Agosto?

24/07/2015
 às 19:39 \ Protestos



Mais de 100 cidades confirmaram protestos contra o governo Dilma Rousseff para 16 de agosto. É possível que sejam as maiores manifestações populares desde 2013, quando milhões de pessoas tomaram as ruas de São Paulo, Rio de Janeiro e outros lugares para protestar contra prefeitos, governadores e presidente.
Diversos políticos enxergam o 16 de agosto como termômetro para o impeachment da presidente. Caso o comparecimento seja gigantesco, os parlamentares anti-Dilma serão encorajados a iniciar o processo de impeachment. Se pouca gente for às ruas, os 62% que querem a presidente fora do cargo ficarão desanimados – a oportunidade política para o impeachment se dissolverá.
Quem serão os participantes? Analisar o perfil de quem foi aos protestos de 2013 pode nos dar uma pista. É isso que fizeram os cientistas políticos Matthew Winters e Rebecca Weitz-Shapiro
Em estudo publicado ano passado pelo Journal of Politics in Latin America, revelaram três achados.
Os dois primeiros não surpreendem. Os protestos levaram cidadãos a se identificarem menos com partidos políticos, especialmente com o PT. O incrível é que, ao contrário do senso comum, a queda de popularidade do PT não levou à participação de grupos de direita nos protestos, muito menos de militantes do DEM e o PP. Na verdade, simpatizantes do Partido Verde (PV) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) eram mais numerosos.
Difícil dizer se essa composição se repetirá em 16 de agosto. Os protestos serão concentrados contra o governo de Dilma Rousseff e o PT. Mas o sentimento “contra tudo que está aí” continua. Isso pode ser ruim para o PMDB e o PSDB, se o impeachment prosperar.

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