A presidente, Dilma Rousseff: 63% querem impeachment, diz pesquisa(Bruno Domingos/Reuters)
Um relatório divulgado pela consultoria Eurasia no início desta semana passou despercebido - apesar de conter um dado importante. O texto repercutia a última pesquisa CNT/MDA, em que 63% dos entrevistados disseram querer a saída da presidente, e afirmava que o risco de impeachment havia avançado para 30% - o que é considerado alto pelos analistas. O dado curioso revelado pela consultoria é que o comportamento dos investidores com a divulgação desses números foi atípico: em vez de a confusão política assustar, tanto no mercado de dívida quanto o de ações e câmbio reagiram positivamente. "Os dados da pesquisa não eram surpresa, mas o comportamento dos preços de ativos foi revelador: houve uma retomada na Bovespa", escreveram os analistas da Eurasia. "Esse episódio revela uma premissa entre alguns investidores de que um cenário de impeachment seria positivo para o mercado". (Da redação)
Não passou despercebido pra este blog, uma postagem no Facebook do publicitário Nelson Jr sobre o Tupi, onde um cidadão em forma de comentários derramou acusações sobre supostos desvios de investimentos no time. Não demorou muito para que o advogado Ricardo Fortuna entrasse na conversa prometendo apurar as denúncias. Veja trecho da discussão:
Roberto NunesE Amigo Rodrigo GAMONAL ,bons tempos que trabalhávamos no Tupi,por AMOR AO CLUBE.Eu aliás ,ESTOU TRABALHANDO ATÉ HOJE,por ter trabalhado 2 anos sem carteira assinada na gestão Maurício Batista de Oliveira,já era para EU ter me aposentado,,,qto. Ao DINHEIRO ,a GRANA que APARECER em Santa Terezinha IRÁ SUMIR....SÓ LADRÃO .... Ricardo FortunaRoberto Nunes, esta denúncia é grave, como Conselheiro do Tupi quero apurar, poderia nominar aqui qualquer um "LADRÃO" que vai fazer "SUMIR" a "GRANA" em "Santa Terezinha "? Roberto NunesVocê ta de brincadeira companheiro,nenhum empresário sério investe um tostão no TUPI,porque sabe que o Dinheiro desaparece..... Ricardo FortunaIsso tem que ser apurado, nos ajude dando os nomes de quem "desaparece" com o dinheiro Ricardo FortunaE existem sim vários empresários sérios colaborando com o Tupi Roberto NunesVocê como CONSELHEIRO do clube,é que tem que apurar,você está lá para isso mesmo. Ricardo FortunaEu desconhecia até aqui esta denúncia, mas vou apurar mesmo a começar por hoje, com o seu testemunho já fotografado.
Macas com estofamento rasgado e falta de pias nos consultórios são alguns dos problemas estruturais da Regional Leste
Pacientes têm esperado mais de cinco horas para se consultar na Regional Leste. Apenas um médico tem realizado os atendimentos de porta, já que dos sete profissionais que deveriam cobrir os plantões, apenas cinco estão atuando, dois deles são pediatras e os outros dois ficam responsáveis pelos pacientes em observação. “Os médicos têm ficado sobrecarregados, chegando a atender 60 pacientes por dia. É desumano”, desabafou um funcionário. Conforme o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), José Nalon, a recomendação é que um profissional atenda em uma hora entre três e quatro pacientes. “Se um médico trabalhar 12 horas ininterruptamente, sem parar para almoço ou sem uma emergência que exija mais dele, ele irá atender 48 pacientes. Atender mais que isso é humanamente impossível e irá acarretar em atendimentos ineficazes e pacientes queixosos.”
Na última terça-feira, a Tribuna foi verificar de perto a situação e conversou com pacientes e funcionários. Ao chegar à Regional Leste, às 14h30, a reportagem encontrou um homem de 72 anos queixando-se de dor na coluna. Ele também deu entrada na unidade às 14h30, mas só foi chamado para a triagem às 16h. “Aqui, idoso não tem preferência”, reclamou o aposentado. Até às 17h30, quando a reportagem deixou o local, ele ainda não havia sido atendido.
Outro usuário, um servente, 23, aguardava por atendimento desde às 11h. Ele se queixava de problemas no estômago. Na recepção, foi informado que só havia um médico atendendo. “A impressão que se tem é que você nunca vai ser atendido”, afirmou o jovem, que só foi chamado às 16h50. O exame clínico durou cerca de dez minutos. Dos três medicamentos receitados (ranitidina, Digeplus e paracetamol), só havia o ranitidina na unidade.
Como mostrado pela Tribuna em reportagens anteriores, a falta de medicamento é problema crônico no pronto atendimento, principalmente de antibióticos e remédios cardíacos.
A assessoria da Secretaria de Saúde admitiu que há déficit de dois clínicos. No entanto, ressaltou que está agilizando a contratação de médicos para atuar nos plantões.
Exames
Após esperar horas pelo atendimento, muitos pacientes ainda precisam aguardar mais tempo ainda por resultados de exames. “São exames que deveriam ficar prontos em 30 minutos. É algo que poderia ser ágil e liberar rapidamente o paciente. Eles ficam sentados nas cadeiras do consultório, desconfortavelmente, por horas, aguardando resultado de exame”, conta um profissional. “Há umas semanas, uma senhora caiu descendo de um ônibus e teve uma fratura no braço. Ela ficou das 11h às 17h esperando a Regional conseguir um traumatologista em alguma unidade para poder encaminhá-la”, completa.
A Secretaria de Saúde afirmou que não há demora na realização dos exames, uma vez que eles são exclusivos para pacientes em observação ou aguardando vaga em hospitais. Ainda conforme a assessoria da pasta, os resultados demoram cerca de três horas para retornar do Laboratório Central. A unidade não possui laboratório próprio.
O sucateamento da unidade também é motivo de reclamação de pacientes e funcionários. “Falta pia, papel toalha. Os profissionais não têm como lavar as mãos.”
Outro ponto crítico é a falta de recursos. São macas e cadeiras com estofamento rasgados e armação enferrujada. Janelas com vidros quebrados. O conforto é mínimo para o paciente. Em relação aos problemas estruturais, a Secretaria de Saúde informou que são questões pontuais e que novos mobiliários já estão sendo providenciados, assim como a instalação de pias para a higienização de profissionais.
Washington DC (EUA) – No dia 2 de julho, foi realizada a cerimônia militar em que o General de Divisão Luiz Cláudio Cyrillo transmitiu o cargo de Adido do Exército junto às Embaixadas do Brasil nos Estados Unidos da América e no Canadá ao General de Brigada João Batista Bezerra Leonel Filho.
A solenidade, que foi presidida pelo Cônsul Geral do Brasil na capital americana, Embaixador Antonino Lisboa Mena Gonçalves, contou com a presença de autoridades civis e militares brasileiras e estrangeiras.
Brasília (DF) – O Comandante do Exército, General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, presidiu a passagem da Chefia do Gabinete do Comandante do Exército em tradicional cerimônia no Salão de Honra da organização militar no dia 14 de julho.
O Chefe Substituído, General de Divisão Mauro Cesar Lourena Cid, no cargo desde 2011, foi promovido a General de Exército e será o novo Comandante Militar do Sudeste, em São Paulo (SP). O novo Chefe de Gabinete é o General de Divisão Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, que comandava a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ).
Em suas palavras, o Gen Villas Bôas agradeceu o assessoramento leal do Gen Cid e apresentou seu novo Chefe de Gabinete, o Gen Tomás.
“São Paulo merece o Gen Cid e sua esposa e, o Gen Cid merece São Paulo. Como Chefe de Gabinete, ele fez as ligações e coordenações com o Ministério da Defesa, com o Alto-Comando do Exército, com as Forças Singulares, com órgãos governamentais das três esferas e com entidades e autoridades civis, de maneira com que a nossa Instituição alcançasse seus objetivos conjunturais”, ressaltou o Comandante do Exército em seu discurso.
“O Gen Tómaz é um profissional de alto gabarito e logo os senhores irão perceber sua inteligência, seu preparo profissional e sua maneira reta de construir um bom ambiente de trabalho”, afirmou o Gen Villas Bôas.
Ao despedir-se, o Gen Cid agradeceu a sua equipe e enumerou características dos militares com os quais trabalhou: a prontidão, a dedicação, a lealdade e a arraigada noção de cumprimento do dever na assistência direta e imediata ao Comandante do Exército.
Destacou e agradeceu, ainda, a participação de diversas instituições durante a sua chefia. Para ele, o Gabinete é parte de um sistema vivo que, para funcionar da melhor maneira possível, necessita de apoio. E enfatizou alguns dos órgãos e autoridades que proveram esse apoio de modo particular: Estado-Maior do Exército; Comandos Militares de Área; Centro de Inteligência do Exército; Centro de Comunicação Social do Exército; Secretaria Geral do Exército; autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; e POUPEX.
Perfil do novo Chefe do Gabinete do Comando do Exército
Nascido em 29 de setembro de 1960, em São Paulo (SP), o Gen Tomás é filho de Clibas Ribeiro Paiva e de Maria da Conceição Miné Ribeiro Paiva. Incorporou-se às fileiras do Exército em 3 de março de 1975 e foi declarado aspirante a oficial da Arma de Infantaria em 12 de dezembro de 1981.
Possui os cursos da carreira de oficial-general do Exército e outros específicos, como Básico Paraquedista, Mestre de Salto, Estágio Básico e Avançado de Salto Livre, Precursor Paraquedista e de Estado-Maior no Exército do Equador.
Durante sua vida militar passou por importantes cargos e funções. Ao ser designado para o cargo de Chefe do Gabinete do Comando do Exército, ocupava o cargo de Comandante da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ).
Brasília (DF) – No dia 13 de julho, o Comandante do Exército, General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, realizou, em seu gabinete, a cerimônia de apresentação e abertura das atividades do Grupo de Trabalho Produtos Controlados, que tem a tarefa de estudar e propor ações para a melhoria da gestão dos processos que se referem a esse sistema, no âmbito do Exército.
O grupo é composto por 20 oficiais superiores, chefiados pelo Subcomandante Logístico, General de Divisão Carlos César Araújo Lima, e apresentará, no prazo de 45 dias úteis, propostas que abrangerão as áreas de Pessoal, Estruturas, Normas e Processos, Tecnologia da Informação, Inteligência, Comunicação Social e Recursos Humanos.
Brasília - A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff caiu para apenas 7,7 por cento, mostrou pesquisaCNT/MDA divulgada nesta terça-feira, enquanto 70,9 por cento avaliam negativamente o governo da petista.
No levantamento anterior realizado em março, 10,8 por cento consideravam o governo Dilma ótimo ou bom, enquanto 64,8 por cento tinham avaliação ruim ou péssima.
De acordo com o levantamento divulgado nesta terça-feira, 20,5 por cento consideram o governo regular, contra 23,6 por cento em março.
Na pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte, o instituto MDA ouviu 2.002 pessoas entre os dias 12 e 16 de julho. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
Luiz Paulo Conde, então prefeito do Rio, na Lagoa Rodrigo de Freitas Foto: O Globo / Gustavo Stephan (22/12/2000)
RIO - Morreu na madrugada desta terça-feira, aos 81 anos, o ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde. Ele estava internado há um ano no Hospital Samaritano, em Botafogo, para tratamento de um câncer na próstata. Segundo amigos, Conde morreu por volta das 3h desta terça. Há sete anos, o ex-prefeito lutava contra a doença. Ele era casado com Rizza Conde, que conheceu durante o curso de Arquitetura, e deixa três filhos.
Com uma carreira consolidada e premiada na Arquitetura, Luiz Paulo Conde entrou tarde na política. Aos 60 anos, assumiu a Secretaria municipal de Urbanismo no primeiro governo de Cesar Maia (1993-1997) e recebeu a missão de estar à frente do ousado projeto do Rio Cidade, que consistiu em diversas intervenções urbanas nas vias mais importantes dos principais bairros cariocas. Ex-simpatizante do PCB, Conde filiou-se ao PFL para suceder Cesar Maia. Foi eleito prefeito no segundo turno, derrotando Sergio Cabral Filho, candidato do PSDB.
Em nota, o prefeito Cesar Maia lamentou a morte de Conde:
“O Rio deve muito ao urbanista, professor e prefeito Luiz Paulo Conde. Especialmente a maior reforma urbana complexa que iniciou e comandou, no asfalto, o Rio-Cidade, e nas comunidades o Favela-Bairro. Um reconhecimento que todos nós cariocas - e o urbanismo - devemos a ele."
Conde foi lançado candidato à prefeitura e, mesmo tido como um azarão, foi eleito (1997-2001) e concluiu o Rio Cidade, a Linha Amarela e também o Favela-Bairro. Entre suas obras mais importantes, duplicou um trecho de sete quilômetros da Avenida das Américas e remodelou a Praça Quinze. Na época, convidou arquitetos espanhóis para fazer o projeto do mergulhão. Durante o governo Cesar Maia, foi uma espécie de super secretário, encarregado de comandar todas as obras da cidade.
Em 1995, ele publicou um livro cujo o título poderia ser o de sua carreira. “Luiz Paulo Conde, um arquiteto carioca” fazia parte de uma coleção produzida pela Universidade de Los Andes, na Colômbia, e tinha o objetivo de divulgar na América Latina e na Europa as obras de profissionais latino-americanos. Conde foi o escolhido para representar o Brasil. Participou do movimento estudantil nos anos 50. Foi presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, em 1974, reeleito dois anos depois, e diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (1990-1992). Conde foi presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), professor titular da UFRJ e foi um dos criadores do projeto do da Uerj.
Uma das maiores polêmicas de sua carreira política aconteceu em 1996, antes mesmo de assumir seu primeiro mandato como prefeito. Já eleito, ele foi expulso sob fortes vaias e insultos do Circo Voador, durante uma apresentação da banda punk Ratos de Porão. Na ocasião, ele teria tentado comemorar a vitória junto com cabos eleitorais no local, mas acabou indo embora após a reação dos frequentadores do local. Três dias após a confusão, o então prefeito Cesar Maia cassou o alvará de funcionamento do Circo Voador.
Já como prefeito, Conde sonhava tornar o Rio sede dos Jogos Olímpicos de 2004, o que não se concretizou. Em 1999 já dava sinais de rompimento com o seu mentor. Na luta por uma vaga de candidato à reeleição, o prefeito declarou ter tirado “o Governo de Cesar da mediocridade”. Na disputa, Cesar Maia também retrucou e disse que: “Conde é coadjuvante”
Como no primeiro governo de Cesar Maia ainda não havia a possibilidade de reeleição, Conde foi escolhido pelo próprio Cesar como sucessor, sendo apontado por ele como o idealizador dos grandes projetos de seu governo. No entanto, Conde rompe depois com o seu mentor politico, que saiu do PFL e foi para o PTB para se candidatar a prefeito já que Conde era candidato a reeleição pelo PFL.
Em 2000, Conde se lança candidato e lidera a disputa contra Cesar Maia durante todo o processo eleitoral e venceu o primeiro turno. No segundo turno, a briga ficou acirrada e depois algumas declarações como a que "mentia menos que Cesar Maia" e que "o Metrô da Pavuna foi um erro", perdeu as eleições. Cesar Maia foi eleito prefeito com 51% do votos, derrotando Conde que teve 49%.
Depois da derrota e o rompimento com seu mentor, Conde aderiu ao grupo político de Anthony Garotinho filiando-se ao PSB e elegeu-se vice-governador na chapa encabeçada por Rosinha Matheus nas eleições de 2002. No ano seguinte, acompanhou a decisão de Garotinho de trocar o PSB pelo PMDB, partido pelo qual se candidatou mais uma vez a prefeito, mas foi novamente derrotado, terminando em terceiro lugar, atrás de César Maia e Marcelo Crivella. No governo estadual, conseguiu levar adiante alguns projetos que já tinha iniciado no município. O projeto do plano inclinado do Morro Dona Marta foi iniciado por Conde. Em 2008, o então governador Sérgio Cabral concluiu as obras.
Conde era um admirador da música clássica, o que parece ter herdado da mãe, a cantora lírica e musicista Amália Lorenzo Fernandez. Quarto filho de Jose Ramon Conde Rivas , empresário e industrial espanhol, Conde estudou na juventude nos Colégios Lafayette e Mello e Souza . Graduou-se em 1959, pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil (atual UFRJ) e trabalhou no desenvolvimento do projeto do Museu de Arte Moderna do Rio (MAM).
Tenentes Clara Luz e Jackson Machado, do Instituto Militar de Engenharia, superaram cadetes norte-americanos de West Point.
Raphael Gomide
Jackson e Clara foram os primeiros colocados em West Point, academia militar dos EUA
Os tenentes do Exército Clara Luz e Jackson Machado, alunos do IME (Instituto Militar de Engenharia), no Rio, foram os primeiros colocados na classificação geral em todas as matérias aplicadas à Engenharia que cursaram em West Point, a Academia Militar dos Estados Unidos.
Arquivo pessoal
Clara a caminho da aula, em West Point, no inverno norte-americano
Os dois foram os alunos brasileiros pioneiros no intercâmbio na escola de formação de oficiais dos EUA, onde passaram seis meses, no segundo semestre de 2011. Eles tiveram o melhor desempenho em suas turmas em West Point nas matérias técnicas, de Engenharia.
A petropolitana Clara, 24 anos, é aluna de Engenharia de Materiais no IME; Jackson, 23, mineiro de Juiz de Fora, cursa Engenharia Química. O destaque no exterior, na academia militar do mais poderoso exército do mundo, não chega a ser novidade para a dupla. Atualmente no quinto e último ano, eles foram selecionados para o programa por merecimento, justamente por serem os primeiros da turma também no IME.
“Cursamos matérias aplicadas à Engenharia. Nesses cursos, tivemos as melhores notas da turma. A base conceitual do IME é muito diferenciada e foi primordial para o nosso desempenho lá. Em West Point, o estudo é mais aplicado; aqui é mais conceitual”, afirmou Jackson. “A participação dos cadetes nas aulas é muito grande e eles mesmos se cobram muito. O sistema de avaliação é diferente do brasileiro”, explicou Clara, segundo quem, por vezes, o estudo lá era mais intenso que no Brasil, por conta do idioma.
Os dois militares brasileiros em noite de gala em 7 de setembro, com cadetes dos EUA
West Point fica em Nova York e não é apenas uma academia militar. Seus 4.400 cadetes se formam como tenentes e ao mesmo tempo em um dos mais de 40 cursos de nível superior. Foi eleita a melhor faculdade dos EUA em 2009, pela revista Forbes; em 2011, foi avaliada pelo U.S. News & World Report como a melhor faculdade e o melhor programa de Engenharia – em ambos os casos, pelo terceiro ano consecutivo. Lá, as turmas são pequenas, com no máximo 18 alunos. Estudantes de Letras precisam fazer aulas de cálculo, e os de Física também cursam filosofia, por exemplo.
O material didático usado é semelhante ao do IME, mas uma das diferenças na parte metodológica é que na academia norte-americana há maior quantidade de aulas práticas que no IME. “Aqui temos menos aulas de laboratório, porém são mais aprofundadas”, explicou Jackson.
Nos EUA, veteranos de guerra entre os cadetes
Foram outros aspectos da experiência, no entanto, que mais surpreenderam Clara e Jackson. “Como é um país sempre em conflito, há cadetes do primeiro ano que já são veteranos de guerra, onde estiveram como soldados”, contou Clara.
Raphael Gomide
Para Jackson e Clara Luz, dimensões de West Point impressionam
Nos EUA, os brasileiros não eram os únicos estrangeiros: havia alunos da Alemanha, França e Chile, entre outros. “Tínhamos a responsabilidade de representar o IME, o Exército e o Brasil”, disse a futura engenheira, que prestou vestibular como civil – a seleção do IME abre vagas para militares e civis –, mas ao fim do primeiro ano optou por seguir a carreira no Exército. “Eu me adaptei rapidamente”, lembra.
Também chamou a atenção dos dois militares a grandiosidade da estrutura de West Point, a escala da logística e a tecnologia disponíveis.
“Nos exercícios militares, mil cadetes faziam deslocamentos de helicópteros, com óculos de visão noturna, atirávamos com os armamentos modernos, havia 30 caminhões enfileirados para transportar o pessoal... As proporções são impressionantes”, disse Jackson.
Embora quatro cadetes de West Point já viessem para o IME por ano desde 2007, é a primeira vez que brasileiros foram para a academia americana.
Kathy Eastwood (Pointer View)
Clara em evento do Dia da Diversidade, em West Point
Os americanos, porém, não são alunos de Engenharia e vêm ao Brasil com o objetivo de se aperfeiçoar em português e aprender sobre o País. Cursam aulas como Ciências do Ambiente, Gerenciamento de Projetos, Geografia do Brasil e História Militar, alguns montados especialmente para eles e para alunos visitantes, principalmente de academias de países vizinhos e da África.
Com o sucesso da experiência de Jackson e Clara, no segundo semestre de 2013 mais dois alunos do IME irão a West Point e, em 2014, passarão a ser mandados quatro por ano. Uma das preocupações é fazer com que os enviados não sejam prejudicados ao voltar ao IME. A contrapartida pelo prêmio é que os dois acrescentarão ao currículo de 2012 as cadeiras que não fizeram no IME enquanto estavam nos EUA. “Vale a pena”, disse Clara.
Ao fim do primeiro ano, optou por ser militar e pretende trabalhar no CTEx (Centro de Tecnologia do Exército) , após se formar. Ela participa de pesquisa sobre detectores infravermelho. Jackson também tem o CTEx e a Imbel como primeira opção.
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/alunos-do-ime-sao-primeiros-colocados-em-west-point-academia-mil/n1597624191860.html NOTA DO EDITOR: APESAR DE SER UMA NOTÍCIA DE 2012, VALE A PENA DIVULGAR, POIS FOI UM GRANDE FEITO E COM POUCA DIVULGAÇÃO NA ÉPOCA DO OCORRIDO.