segunda-feira, 13 de julho de 2015

ARMAS EM FUNERAL - CEL CAV CARLOS AUGUSTO ALBERNAZ CORRÊA

Homenagem a um Amigo



O Cel Cav Carlos Augusto Albernaz Corrêa adormeceu na Paz de Cristo. Era filho do Gen Ex Antonio Jorge Corrêa, um ícone dos cavalarianos de minha geração. Gilda e eu, desde os idos de 1966, em Ponta Porã, quando servíamos no 11º RC, o tratávamos por Dadusto, carinhoso apelido de família. Lá vivemos inesquecíveis episódios de nossas vidas. 


Foi grande amigo meu, dos maiores. Dizem que não devemos julgar atos dos grandes amigos nem dos grandes inimigos, pois não haveria como ser justos e isentos. Mas do Corrêa posso apontar sem medo de errar algumas qualidades que são incontestáveis: foi um homem autêntico, amigo dos amigos, leal e franco ao extremo dos extremos. Manifestava suas emoções com intensidade, para ele as coisas eram boas ou más, sem meios termos. 

Quando gostava do ambiente e das pessoas que nele estivessem mostrava-se feliz, alegre e descontraído. Caso contrário, tornava-se mal humorado, fechava-se em si mesmo, impacientava-se e não resistia por muito tempo. E se ia. 

Porque muito o queria me consola a certeza de que Deus, que sabe das coisas, vai perdoar seus eventuais pecados, dar-lhe uma chance e abrir para ele as portas do Céu. 

Descanse em Paz ao lado dos amigos que aí já estão. 

Abração.

Gen Div Gilberto Pimentel

domingo, 12 de julho de 2015

O empresário Jonas Suassuna brigou feio com Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha

O empresário Jonas Suassuna brigou feio com Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Ele ficou irritadíssimo ao ver seu nome no noticiário policial da Operação Lava Jato e teme que acabe sendo arrastado para dentro da investigação. Dono de um poderoso grupo de mídia e TI, o executivo virou sócio de Lulinha na Gamecorp, hospeda o filho do ex-presidente num luxuoso apartamento em Moema e até emprestou seu nome na escritura do sítio de Atibaia usado por Lula e que teria sido reformado pela OAS, uma das empreiteiras investigadas pelo juiz Sérgio Moro. Suassuna diz a amigos que “não suporta mais carregar Fábio nas costas”.
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Intuição feminina
Fábio atribui o iminente rompimento de Jonas Suassuna a pressões de sua mulher, Claudia Bueri Suassuna. A bela empresária carioca com quem o empresário casou em 2013 sempre criticou a relação do marido com o clã lulista. Ela também foi contra a inclusão da filha de Jonas, Bianca, no contrato social da Gamecorp.
Lulas e as laranjas
Kalil Bittar também é sócio, ao lado de Suassuna, do sítio usado por Lula em Atibaia. Mas quem o conhece diz que leva, assim como seu irmão Fernando, uma vida bastante simples, sem ostentação, sugerindo que os filhos de Jacob não desfrutam de seus próprios bens.
Sócio do barulho
No réveillon de 2010, a PM de Atibaia prendeu em via pública o empresário Rogério Machado. Ele portava uma escopeta 12, uma pistola 38, uma touca ninja e um radiotransmissor na frequência da PM. Até 2013, era sócio de Nilza Fiuza, chefe do gabinete da Presidência em São Paulo.
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Leo, o apocalipse 
Apesar do nervosismo com a delação de Ricardo Pessoa, da UTC, Lula teme mesmo a eventual colaboração de Leo Pinheiro, da OAS. Ele cuidava das despesas pessoais do presidente, de familiares e amigos. Metódico, Pinheiro tinha o hábito de registrar toda e qualquer ajuda concedida.
OAS e os fundos
O MPF quer que Leo fale também dos negócios da Invepar, consórcio criado pela OAS com Previ, Petros e Funcef – cada um com 25%. A Invepar ganhou concessões pagando os maiores ágios do mercado. Suspeita-se que o dinheiro foi usado para financiar campanhas do PT.
Nem tudo são flores
Suassuna alega que até hoje não obteve retorno da parceria com Fabio, que lhe foi apresentado por Kalil Bittar, filho de Jacob, amigo de Lula. Em troca de investimento inicial na Gamecorp, Kalil teria lhe prometido acesso aos cofres públicos e intermediou até um encontro com o então presidente da Previ, Ricardo Flores, a quem se referia como “Garden”.
Encontros de Vaccari
A força-tarefa já tem detalhes de encontros do tesoureiro João Vaccari Neto com dirigentes dos fundos de pensão. As reuniões aconteciam em hotéis e restaurantes de Rio e São Paulo, e residências de grandes empresários. Um deles gostava de convidá-los para passeios de iate.
Quem será o dono?
Falando em iate, o polêmico empresário Daniel Birmann alega à Justiça que o megaiate de R$ 60 milhões arrestado na marina de Salvador não é seu. Consta da ação que a embarcação seria da offshore Tango Bravo ou do investidor americano Evon Zartman Vogt III. Controlador da Zartman Services, ele foi sócio de Birmann na produção de biodiesel a partir da mamona, iniciativa apoiada publicamente por Lula, que garantiu a compra da produção pela Petrobras. Condenado pela CVM à multa de R$ 280 milhões, Birmann foi cliente da consultoria de Zé Dirceu.
Auditoria collorida
A KPMG, que de 2008 a 2012 validou balanços da Petrobras que incluíam gastos com projetos superfaturados por diretores em conluio com o clube do bilhão, tem como sócio Claudio Roberto Leoni Ramos, irmão de Pedro Paulo Leoni, acusado na Lava-Jato de intermediar propina para Fernando Collor, de quem foi ministro. Claudio e PP são sócios na Globalbank.
Toma lá dá cá
ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO, LUIS INACIO ADAMS
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ISTOÉ – A resposta aos questionamentos do TCU pode reverter a tendência de desaprovação das contas do governo?
Adams – 
O TCU compreendeu que é necessário o contraditório para chegar a uma decisão equilibrada. Por enquanto, não há um convencimento formado, então achamos que é possível a aprovação das contas.
ISTOÉ – Qual a linha de defesa do governo?
Adams –
 Estamos demonstrando que essa prática foi entendida como regular no passado. Em 2001, 2000, 2002 e assim por diante... Mas o TCU avalia mudar esse entendimento. É natural que se estabeleça uma nova jurisprudência, mas não pode ser retroativa.
ISTOÉ – A presidenta Dilma precisa de mais prazo?
Adams – 
Não vemos necessidade de pedir mais prazo. Os elementos que nós temos estão bem sistematizados. Todas as áreas do governo envolvidas estão trabalhando com dedicação. Vamos entregar as respostas no dia 22.
Rápidas
* Jovem, bonita, articulada e líder da juventude tucana, a deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO) foi eleita vice-presidente da legenda. É a primeira vez que uma mulher assume o cargo de cúpula e há quem já cogite seu nome ao lado de Aécio Neves numa eleição pós-impeachment.
* O juiz Sérgio Moro está disposto a fornecer um roteiro de temas para serem abordados nas acareações que a CPI da Petrobras começa a promover. A sugestão pode ajudar a sistematizar as perguntas dos parlamentares, que às vezes se perdem em meio a tantas denúncias.
* Na busca pelo ressarcimento de ex-clientes do Banco Schahin, o advogado Oswaldo Fabris oficiou ao Banco Central a respeito do calote de títulos emitidos pela offshore S&S Finance, citada na Lava-Jato. Até agora, o BC silenciou.
* A médium Adelaide Scritori, da Fundação Cacique Cobra Coral, desembarcou em Toronto para garantir céu limpo na abertura dos Jogos Panamericanos. Depois foi chamada para garantir chuvas e trovoadas na região do Cinturão da Soja nos EUA. Agora, vai para a Europa.
Retrato falado
Na opinião do presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antonio Augusto Rodrigues, a Operação Lava Jato tem servido para mudar velhos hábitos da capital federal. Segundo ele, em pouco mais de um ano a movimentação de dinheiro em espécie caiu pela metade em Brasília, para desespero de doleiros, políticos e empresários.
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Uma guinada no PP
O deputado Guilherme Mussi destronou de vez Paulo Maluf da presidência do PP em São Paulo. Maluf não aceitara a derrota em dezembro e recorreu à Justiça, mas perdeu. De olho em 2016, Mussi começa a oxigenar a legenda, aliando-se ao governo Alckmin e atraindo bons quadros políticos que haviam se afastado por divergências com o velho comando.
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A benção meu padim
A advogada Juliana de Ávila Carreiro, filha do ministro do TCU Raimundo Carreiro, foi promovida a coordenadora da assessoria jurídica da presidência do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. A boa notícia chegou dias após ela tirar a carteirinha da OAB. Para quem não lembra, Juliana foi citada no escândalo dos atos secretos do Senado, onde conseguira uma boquinha por indicação de José Sarney, padrinho de Carreiro. Ela perdeu o posto, mas foi acomodada no TJDFT. Agora é chefe.
Fotos: Ruy Baron/Valor/Ag. O Globo; Raquel Cunha/Folhapress
Colaborou Josie Jerônimo 
http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/colunista/57_BRASIL+CONFIDENCIAL

sexta-feira, 10 de julho de 2015

UMA HOMENAGEM AO MEU SAUDOSO AVÔ RUY SCHMITZ

Meu avô Ruy, sempre impecável

Se Deus já não o tivesse levado para seu lado, em novembro de 1987, meu querido e saudoso avô Ruy Schmitz estaria completando na data de hoje 105 anos. Mas nos deixou aos 77 anos sem alarde e sem traumas, simplesmente partiu.

Paulo e Esther Schmitz

Mineiro de Juiz de Fora, filho de Paulo Schmitz e Esther Fazzi Schmitz e irmão de Wanda, Paulo, Walter e Osvaldo Schmitz.

Eu e meu avô Ruy, festa junina do Instituto Santos Anjos

Meu avô foi meu alicerce e meu norte durante toda a sua existência. Exemplo de vida, caráter e honestidade. Um homem que viveu para a família e pela família.

Começou a trabalhar muito jovem na gráfica de seu pai Paulo Schmitz, Tipografia Schmitz, na Rua São Geraldo, bairro Botanágua, hoje bairro Costa Carvalho. Mais tarde assumiu a frente da gráfica quando a vendeu nos anos 90.



Aos 19 anos casou-se com minha avó, Hilda Mello Schmitz, e conceberam meu pai Hélio Mello Schmitz um ano depois, em 1930. Que, também, muito jovem casou-se com minha querida mãe Manoelina da Silva Schmitz.

Minha avó, Hilda Mello Schmitz

Minha mãe Manoelina e meu pai Hélio Schmitz, em frente a casa de meus avós.

Por onde ia me carregava, viagens, campos de futebol, restaurantes, churrascarias... Era um homem trabalhador, mas, também, era um homem que gostava e sabia de viver a vida.

Viagem a São Paulo


Em seu carrão, na Rua São Geraldo

Na churrascaria José Weiss, no bairro Fábrica

Seus finais de semana era dedicado ao lazer e família. 

Meus avós na praia

Gostava tanto de futebol que fundou o AROB - Associação Recreativa Olga Burnier. Só não entrava em campo, mas no restante era o responsável por tudo. Todos os domingos, sem exceção, estávamos, desde as primeiras horas do dia, no campo onde o AROB iria jogar, como era bom e divertido.

Jogo do AROB
Foi maçom da loja Fidelidade Mineira e proprietário do quinhão nº 02 do Tupinambás Futebol Clube.

Mas sua maior alegria foi quando em 1979 fui declarado aspirante a oficial R/2 do Exército Brasileiro, formado pelo 4º Grupo de Artilharia de Campanha. Participou de tudo que pode em meus tempos de serviço ativo.

Churrasco no 4º GAC, 1984

No 4º GAC, 1984

Valeu Ruy Schmitz. O senhor nos deixou em 1987, mas deixou, também, seu legado que cultuo até  hoje.

Maestro Dornelas, meus avós Ruy e José da Silva


Omar Sharif, de 'Lawrence da Arábia' e 'Doutor Jivago', morre aos 83 anos

O ator egípcio Omar Sharif, que fez filmes como "Lawrence da Arábia", "Doutor Jivago" e "Funny girl – Uma garota genial", morreu nesta sexta-feira (10) aos 83 anos. As informações são do site da BBC.
"Ele sofreu um ataque cardíaco esta tarde em um hospital no Cairo", disse seu empresário, Steve Kenis, à BBC.
Em maio deste ano, o empresário do ator confirmou que ele estava com Alzheimer. "Ele está morando no Egito estes dias e está recebendo cuidados de seu filho Tarek e outros", afirmou, na ocasião.
Sharif, nascido em Alexandria, no Egito, com o nome de Michel Shalhoub, foi uma das maiores estrelas de cinema na década de 1960 e o primeiro ator árabe a ganhar fama internacional, com uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante por seu papel no filme "Lawrence da Arábia", de 1962, com Peter O'Toole. Ele é vencedor de três prêmios do Globo de Ouro.
Com o sucesso de "Lawrence da Arábia", Sharif fez três filmes em 1964, incluindo "A voz do sangue" e "O Rolls-Royce Amarelo", e três em 1965, incluindo o seu primeiro papel principal em uma produção de língua inglesa, com o personagem-título de "Doutor Jivago".
Nos anos 60, ele também estrelou "O Ouro de Mackenna", com Gregory Peck e Telly Savalas, e a trágica história de amor "Mayerling", no qual fez par romântico com Catherine Deneuve.
Na década de 1980, Sharif voltou esporadicamente ao cinema egípcio. Em 2004, ganhou o prêmio Cesar de melhor ator, o equivalente francês ao Oscar, por seu papel no filme francês "Uma amizade sem fronteiras".
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Omar Sharif no filme Doutor Jivago (1965), com Julie Christie; e sozinho (Foto: Divulgação/Warner)Omar Sharif no filme Doutor Jivago (1965), com Julie Christie; e sozinho (Foto: Divulgação/Warner)
Em 2007,Sharif foi condenado a dois anos de prisão, que cumpriu em liberdade condicional, e a fazer 15 sessões de terapia para controlar a raiva, por ter agredido em 2005, num estacionamento de Los Angeles, um manobrista que não aceitou que pagasse com euros.
O ator atacou e insultou com adjetivos racistas Juan Anderson, de origem guatemalteca, chamando-o de "mexicano burro" depois de o manobrista se negar a aceitar uma nota de 20 euros como pagamento.
O ator também estava entre os mais renomados jogadores de bridge do mundo e escreveu diversos livros sobre o jogo de cartas.
Em 2009, ao divulgar o filme "Al mosafer" (O viajante) no Festival de Veneza, o ator disse que teve "muitas aventuras com mulheres", mas apenas um "grande amor" - seu casamento, que terminou em 1974.
"Eu sou o único ator no mundo que não tem um centro em sua vida. Eu morei em hotéis em toda a minha vida e comi em restaurantes - sempre. Tive uma vida feliz, não há por que chorar."
Omar Sharif posa para foto no Cairo, no Egito, em 2011 (Foto: Lefteris Pitarakis/AP)Omar Sharif posa para foto no Cairo, no Egito, em 2011 (Foto: Lefteris Pitarakis/AP)
Veja os principais filmes de Omar Sharif:
"Um Castelo na Itália" (2013)
"Al Mosafer" (2009)
"Mar de Fogo" (2004)
"Uma amizade sem fronteiras" (2003)
"O 13º Guerreiro" (1999)
"O Ladrão do Arco-Íris" (1990)
"Os Possessos" (1988)
"Top Secret! Superconfidencial" (1984)
"Funny Lady" (1975)
"Juggernaut - Inferno em Alto-mar" (1974)
"O Último Refúgio" (1971)
"Funny Girl - A Garota Genial" (1968)
"A Noite dos Generais" (1967)
"Felizes Para Sempre" (1967)
"Doutor Jivago" (1965)
"O Rolls-Royce Amarelo" (1964)
"A Queda do Império Romano" (1964)
"Lawrence da Arábia" (1962)
http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2015/07/omar-sharif-de-lawrence-da-arabia-e-doutor-jivago-morre-aos-83-anos.html

XXVIII CORRIDA DUQUE DE CAXIAS 2015 - CARTAZ E CAMISA OFICIAL



quinta-feira, 9 de julho de 2015

SENADO APROVA MP DO SALÁRIO MINIMO E ESTENDE REAJUSTES AOS APOSENTADOS

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8) Medida Provisória 672/2015, que mantém as atuais regras de reajuste do salário mínimo para o período de 2016 a 2019. O reajuste é calculado pela soma da variação da inflação (INPC) e do Produto Interno Bruto (PIB). Durante a tramitação, senadores, com o apoio do governo, tentaram aprovar uma emenda que faria com que o texto voltasse à Câmara, mas a mudança foi rejeitada. Agora, a matéria segue para sanção presidencial.

A novidade no texto aprovado no Congresso em relação ao texto original feito pelo Executivo é a extensão dos reajustes aos benefícios de valor superior a um salário mínimo pagos pela Previdência Social (aposentadorias e pensões). Essa mudança foi feita na Câmara, depois de a comissão mista que analisou o texto ter rejeitado várias emendas com esse objetivo. O governo é contra esse reajuste.

Um dos maiores defensores da mudança feita na Câmara, o senador Paulo Paim (PT-RS) questionou se era justo deixar de ter uma política para reajustar os benefícios de quem ganha acima de um salário mínimo. Muitos aposentados de hoje, segundo o senador, contribuíram sobre um valor bem maior e veem, a cada ano, seus benefícios diminuírem.

– Se não houver uma política salarial que garanta que o benefício do aposentado cresça, no mínimo, o correspondente ao salário mínimo, com certeza absoluta, ligeirinho, ligeirinho, todos os aposentados do Regime Geral ganharão somente um salário mínimo, não importando se pagaram sobre dez, sobre cinco, sobre oito ou sobre três – disse Paim.

Manobra

Durante a tramitação no Senado, não se discutiu essa mudança, a mais polêmica do texto. O parecer do relator, senador José Pimentel (PT-CE) foi pela aprovação de outra emenda apresentada por Cristovam Buarque (PDT-DF) para adotar como índice para a correção do mínimo o IPC-C1, IPC relativo às famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos.

Segundo Cristovam, o índice é mais apropriado do que o INPC para corrigir valores associadas às famílias de renda mais baixa, que gastam parcelas maiores dos seus gastos com alimentação, por exemplo.

O líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), no entanto, alertou para o risco de perder a mudança já conquistada. Apesar de considerar a emenda meritória, Cunha Lima lembrou que sua aprovação faria com que o texto voltasse para a Câmara. O efeito disso poderia ser a falta de tempo para a aprovação. Assim, a extensão dos reajustes aos benefícios acima do mínimo não entraria em vigor, como era a vontade do governo.

– O governo tantas e tantas vezes pediu para que não mudássemos determinadas medidas para que elas não retornassem à Câmara por questões de prazo. Agora, o governo esquece esse discurso e abraça uma proposta que é meritória, mas que tem um efeito concreto: derruba uma conquista alcançada na Câmara com muito suor, com muita dificuldade – alertou

A emenda chegou a ser aprovada de maneira simbólica, mas senadores pediram a verificação de quórum. A emenda acabou rejeitada por 34 votos a 25, com muitas manifestações nas galerias. Por causa das vaias à tentativa de aprovar a emenda, senadores saíram em defesa de Cristovam Buarque, cuja intenção, disseram, era legítima.

Regras

O salário mínimo atual é de R$ 788. O reajuste anual será baseado na variação do INPC acumulado no ano anterior, acrescido da taxa de crescimento real do PIB apurada dois anos antes.

Dessa forma, para 2016, 2017, 2018 e 2019, serão acrescidos ao INPC do ano anterior as taxas de crescimento real do PIB de 2014, 2015, 2016 e 2017, respectivamente. Os índices de aumento serão publicados por decreto do Executivo anualmente.

Esta é a mesma regra que vem sendo usada para reajustar o salário mínimo desde 2012, como determina a Lei 12.382/11. A norma estabeleceu que uma outra lei definiria a regra de correção para o período de 2016 a 2019. O governo, porém, decidiu manter a sistemática em vigor. Este modelo de reajuste foi negociado no governo Lula com as centrais sindicais.

A MP 672 determina que, até o final de 2019, o governo enviará ao Congresso Nacional projeto definindo o modelo de reajuste para o período 2020-2023.

O salário mínimo é usado como referência para os benefícios assistenciais e previdenciários, como o abono salarial, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e as aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo, os gastos previdenciários e assistenciais sobem R$ 293,6 milhões.

Com informações da Câmara dos Deputados

http://aposentadosolteoverbo.org/#sthash.o0lxmh6b.dpuf

Caminhões da Empav parados por falta de combustíveis

Os caminhões da Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanização (Empav) estão parados por falta de combustíveis. A informação foi repassada à reportagem pelo presidente do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Juiz de Fora (Sinserpu), Amarildo Romanazzi, que visitou a sede da Empav na manhã de ontem. “Vários trabalhadores chegam para trabalhar, batem o ponto e são dispensados, pois os veículos estão sem condições de funcionamento. Falta combustível, além do sucateamento e más condições dos veículos”, afirmou o sindicalista.
Em nota, a Empav admitiu a situação. “Os caminhões pararam hoje por falta de diesel.” Segundo o diretor administrativo-financeiro da empresa, Teodoro Mendonça, “houve um atraso no carregamento do diesel pela distribuidora, e a previsão é de que a situação seja totalmente regularizada nos próximos dias”. Por outro lado, a empresa negou que o motivo para a inatividade dos veículos fosse o sucateamento da frota, como denuncia o Sinserpu.
Para fomentar a reclamação, o sindicato registrou fotos dos caminhões parados. Em uma das imagens, um dos veículos apresenta o pneu dianteiro esquerdo desgastado. “Não procede a informação de que os caminhões estão parados por falta de manutenção”, afirma a Empav.
FGTS
Outra irregularidade apontada pelo Sinserpu é o atraso no pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por parte da empresa pública. “O FGTS dos funcionários está sendo descontado na folha, mas não está sendo repassado para a Caixa Econômica Federal. O atraso já chega a cinco meses. Os servidores convivem com o constrangimento de receber carta e comunicados sobre os débitos”, reclamou Amarildo. Mais uma vez, a Empav reconheceu o problema e sinalizou que a situação já está sendo equacionada. “A Empav informa que já está regularizando a situação junto à Caixa Econômica e esclarece que trata-se de uma obrigação exclusiva da empresa, sem qualquer desconto para o trabalhador.”
A despeito das sinalizações do órgão, que afirma que a falta de combustíveis é um problema pontual e que a situação do FGTS dos servidores já está sendo regularizada, o presidente do Sinserpu pretende recorrer à Câmara para solicitar a realização de uma audiência pública para tratar de temas de interesse dos funcionários que prestam serviço à Empav.
http://www.tribunademinas.com.br/caminhoes-da-empav-parados/

JUIZ DE FORA PODE NÃO TER DESFILE DAS ESCOLAS NO CARNAVAL 2016

Prefeitura propõe cortar mais da metade da verba para o carnaval 2016

Para Liga das Escolas de Samba, desfile na avenida, antecipado para a última semana de janeiro, seria inviável.

Para Liga das Escolas de Samba, desfile na avenida seria inviável; agremiações do Grupo A receberiam 65% menos do que em 2015 (Gil Velloso/Divulgação/PJF)

A redução significativa da verba que a Prefeitura repassa às escolas de samba de Juiz de Fora pode inviabilizar o desfile das agremiações no carnaval de 2016. A proposta do Executivo é reduzir de R$ 63 mil para R$ 22 mil o valor repassado a cada escola do Grupo A, o que representa 65% menos. Para a maioria das agremiações, o repasse do dinheiro público representa a maior parte do montante usado para a confecção das fantasias e alegorias. Para o Grupo B, a redução seria de R$ 34 mil para R$ 14 mil. Já a única escola do Grupo C continuaria recebendo R$ 7 mil. A proposta foi apresentada na terça-feira (7), durante reunião entre secretários municipais e representantes da Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora (Liesjuf) e das agremiações. Não só os desfiles seriam afetados pelo corte no orçamento, bem como todas as outras festividades carnavalescas apoiadas pela Funalfa, incluindo apoio a blocos de rua, atividades tradicionais, bailes, carnavais de bairros, comunidades e zona rural, além do Corredor da Folia. A proposta designa R$ 900 mil para todas as atividades, 55% a menos que no último carnaval. Este ano, os recursos empreendidos foram em torno de R$ 2 milhões.
O vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora (Liesjuf), Marcos Tadeu Soares, considera “absurda” a redução. “É impossível fazer o desfile com uma verba dessa. Oitenta por cento das escolas já decidiram que não vão desfilar”, disse. Na próxima segunda-feira, uma reunião entre os presidentes das agremiações vai discutir uma contraproposta. Caso não consigam aumentar o valor repassado pela Prefeitura, uma das propostas da Liga é que o dinheiro seja usado para eventos dentro de cada comunidade, cancelando o desfile na Passarela do Samba, montada na Avenida Brasil.
Em nota, a Funalfa justifica a redução ao “cenário econômico nacional” e à “essencial economia de recursos e ajustes orçamentários”. Do valor total proposto para 2016, R$ 500 mil serão direcionados ao desfile das escolas de samba. A divisão proposta destina R$ 245 mil à Liesjuf e R$ 255 mil à estrutura e ao suporte necessários à montagem da Passarela do Samba. “A ideia é que o desfile seja totalmente remodelado, atendendo à atual realidade econômica do município”, diz a nota.
Conforme a PJF, a partir da apresentação da proposta, as escolas de samba têm até 15 de agosto para confirmar a participação e apresentar um plano para o desfile com os recursos indicados. “O desfile só será efetivado se houver adesão de pelo menos 60% das agremiações. Ficou proposto, ainda, que se a escola de samba confirmar participação e não efetivá-la, a agremiação ficará impedida de receber recursos da Prefeitura nos próximos dois anos.”
A Prefeitura vai apresentar ainda, por meio da Comissão de Carnaval, a configuração de uma nova estrutura para a Passarela do Samba, que permanecerá na Avenida Brasil, entre as pontes do Manoel Honório e Santa Terezinha, no Bairro Mariano Procópio. A antecipação do desfile será mantida para uma semana antes do carnaval nacional.

Reações
“Não tem lógica fazer o carnaval com a redução dessa forma. Se essa for a proposta da Prefeitura, o Retiro já decidiu que não desfila”, decreta o presidente da Unidos das Vilas do Retiro, José Adriano da Silva. “É muito simples fazer o Corredor da Folia. Mas o desfile tem uma logística, tem um trabalho de preparo de um ano inteiro para chegar à avenida”.
O diretor de carnaval da Mocidade Alegre, Henrique Araújo, lembra que a verba não sofria reajuste há seis anos, enquanto que o custo dos materiais usados nos barracões aumentou. “Já fazíamos o carnaval com bastante dificuldade. Se reduzir para R$ 22 mil, será bem complicado, porque não paga nem 1/4 do custo. Temos que avaliar se vale a pena fazer. Não adianta fazer com verba reduzida e não apresentar bom carnaval, sem qualidade.”. Ele lembra ainda que diversas escolas estão com suas quadras interditadas, o que inviabiliza a realização de eventos para arrecadas fundos.

Blocos e carnaval de rua
Além do desfile das escolas de samba, outras festividades carnavalescas devem sofrer redução de repasse de verbas municipais. Dentro do valor total proposto pela PJF, R$ 400 mil serão destinados a esses eventos. Conforme a Funalfa, todos os pedidos de apoio serão avaliados por uma comissão mista, envolvendo diversos setores da Prefeitura e demais órgãos de segurança que atuam no município, assim como foi feito em 2015. “Os apoios serão reajustados, de acordo com a nova realidade econômica.” A proposta indica, também, que não serão concedidos apoios financeiros a novas iniciativas. No entanto, atividades estreantes poderão ser autorizadas de acordo com a análise da comissão.
http://www.tribunademinas.com.br/prefeitura-propoe-cortar-mais-da-metade-da-verba-para-o-carnaval-2016/

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Soldado morre com tiro enquanto trabalhava no Palácio do Jaburu

Do G1, em Brasília
Policiais federais e do Exército e funcionários da Presidência da República em guarita do Palácio do Jaburu, em Brasília (Foto: Gustavo Schuabb/G1)Policiais federais e do Exército e funcionários da Presidência da República em guarita do Palácio do Jaburu, em Brasília (Foto: Gustavo Schuabb/G1)Um soldado do Exército morreu baleado enquanto trabalhava no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República, em Brasília. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (8) pelo Comando Militar do Planalto.
O soldado fazia parte do Batalhão da Guarda Presidencial. O corpo foi encontrado próximo a uma guarita de segurança a cerca de 300 metros da entrada principal, voltada para o lado de fora do palácio. Em nota, o Comando Militar do Planalto informou que um inquérito policial militar foi aberto para apurar as causas e circunstâncias do disparo.
O nome do soldado não foi revelado. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência e o comando militar afirmam que estão prestando apoio à família.
Por volta das 15h, dois carros da perícia da Polícia Federal chegaram à residência. Um homem que estava no local e se identificou como funcionário da Presidência disse ao G1 que a hipótese é de que os tiros tenham sido disparados às 9h30.
Palácios da Alvorada, residência oficial do presidente da República, e do Jaburu, do vice-presidente, em Brasília (Foto: Google Maps/Reprodução)Palácios da Alvorada, residência oficial do presidente da República, e do Jaburu, do vice-presidente, em Brasília (Foto: Google Maps/Reprodução)
Palácio
O Palácio do Jaburu foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado em 1977, com jardins planejados de Burle Marx. A construção fica às margens do Lago Paranoá, entre os palácios do Planalto e da Alvorada.
O Jaburu é ocupado desde 2011 pelo vice Michel Temer, presidente em exercício nesta quarta. A presidente Dilma Rousseff está na cidade de Ufá, na Rússia, onde participa da VII Cúpula dos Brics.
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/07/soldado-morre-com-tiro-enquanto-trabalhava-no-palacio-do-jaburu.html?utm_source=facebook&utm_medium=sociglo.bo/1DrG5Nsal&utm_campaign=g1