quarta-feira, 23 de abril de 2014

Juiz de Fora já tem 60 homicídios este ano

23 de Abril de 2014 - 21:40


Os dois últimos assassinatos foram registrados na noite desta quarta-feira

Por Tribuna

Mais dois homicídios foram registrados na noite desta quarta-feira (23), na Zona Leste da cidade. Com estes casos, já chega a 60 o total de mortes violentas este ano no município. Em todo o ano passado, foram 139 homicídios, de acordo com levantamento feito pela Tribuna. Um dos assassinatos desta quarta aconteceu no Bairro Nossa Senhora Aparecida. De acordo com informações da Polícia Militar, um homem foi baleado na Rua Orlando Riani próximo ao número 57. A vítima foi alvejada por diversos disparos de arma de fogo. Os autores fugiram em uma moto. Até o fechamento desta edição, policiais faziam rastreamento na área em busca do suspeito e a perícia fazia os levantamentos de praxe.
O outro caso violento foi registrado no Bairro Linhares. Segundo informações da PM, um jovem de 20 anos foi esfaqueado no terreno de uma residência na Rua José Sobreira. A vítima Jonas Xavier Fonseca sofreu diversas perfurações de faca pelo corpo, entre elas na cabeça e na barriga. Durante rastreamento realizado por militares da 70ª Cia da PM, o suspeito do crime de 19 anos foi preso em sua residência. De acordo com a PM, os dois jovens iniciaram uma briga, quando a vítima tentou desarmar o suspeito, mas não conseguiu. Durante o confronto, o suspeito de matar Jonas também ficou ferido no joelho e nos dedos da mão direita, sendo atendido no Hospital de Pronto Socorro (HPS). A faca usada no crime foi jogada no córrego do Linhares.
Baleado
Um homem de 27 anos ficou gravemente ferido em uma tentativa de homicídio, na noite de terça-feira, no Bairro Jardim Natal, Zona Norte. Segundo informações da Polícia Militar, ele foi alvejado na cabeça, por volta das 21h30, quando estava na Rua Pedro Moreira Cavalcanti. As primeiras informações recebidas pela PM davam conta de que a vítima de disparos estava caída em via pública aguardando socorro. Quando policiais chegaram, souberam que o homem havia sido atingido por dois tiros na cabeça e socorrido pelo Samu, sendo encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte.
Ainda conforme o registro policial, a vítima sofreu traumatismo cranioencefálico grave e precisou ser transferida para o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, onde seria submetida a cirurgia. De acordo com a assessoria de comunicação da unidade, nesta quarta o paciente permanecia em estado grave no Centro de Tratamento Intensivo (CTI), porém estável.
Militares mobilizados na ocorrência não conseguiram identificar suspeitos, mas tiveram informações de que um Fiat Siena havia passado cerca de cinco vezes próximo ao local do crime, momentos antes da tentativa de assassinato. Os policiais também fizeram contato com familiares do homem, os quais revelaram que ele havia se envolvido em uma briga há cerca de dez dias com um morador do Jóquei Clube, na mesma região. O caso seguiu para investigação na Polícia Civil.
Em Benfica
Tiros disparados em via pública também mobilizaram a PM, na noite de terça, no Bairro Benfica, Zona Norte. De acordo com informações do boletim de ocorrência, denúncias recebidas pelo telefone 190 de que estariam ocorrendo disparos nas imediações de um clube levaram militares a seguir para a Rua Guararapes em várias viaturas. Apesar da violência, não houve registro de feridos. Os policiais encontraram uma grande aglomeração de pessoas, muitas delas exaltadas, e efetuaram abordagens, mas ninguém foi preso. Dois suspeitos, de 17 e 24 anos, chegaram a ser revistados, mas nenhum deles portava materiais ilícitos, sendo os mesmos liberados. A motivação do tiroteio não foi esclarecida.
http://www.tribunademinas.com.br/cidade/cidade-ja-tem-60-homicidios-este-ano-1.1451344

ACIDENTE GRAVE HOJE A TARDE EM JUIZ DE FORA

    23 de Abril de 2014 - 16:18

Caminhão invadiu a pista contrária e atingiu uma Mitsubitshi L200 e um Fiat Uno

Por Tribuna

                          

Um acidente envolvendo uma carreta e dois veículos de passeio deixou um morto e dois feridos, na tarde desta quarta-feira (23), no km771 da BR-040, próximo à entrada para Dias Tavares.

O caminhão para transporte de combustível estava sem carga e trafegava no sentido Belo Horizonte-Juiz de Fora quando a traseira do veículo invadiu a pista contrária, formando um "L" e atingindo uma Mitsubitshi L200 e um Fiat Uno, ambos com placa de Juiz de Fora, que vinham em sentido contrário. 

Os dois homens que estavam na caminhonete foram socorridos com ferimentos leves e levados para o HPS. 

Após a batida o Uno caiu em uma ribanceira. O motorista, 52 anos, morreu no local.

A pista sentido Juiz de Fora-Belo Horizonte foi interditada, mas o trânsito flui normalmente.

Chovia na hora do acidente.

http://www.tribunademinas.com.br/cidade/acidente-envolvendo-carreta-deixa-um-morto-na-br-040-1.1451167

terça-feira, 22 de abril de 2014

Justiça nega inclusão de serviço militar em fator previdenciário

Autor da ação defendia inclusão do tempo em que foi aluno do Centro de Preparação do Oficial da Reserva, em Recife.

A Justiça Federal acolheu argumentos da Advocacia-Geral da União (AGU) e determinou que o serviço militar obrigatório não pode ser incluído na conta do tempo de contribuição para aposentadoria. Os advogados da União defenderam que o período só poderia ser considerado em casos em que o preparatório tiver sido concluído com aproveitamento à formação militar.

O autor da ação contra o Comando do Exército defendia que fosse assegurada a retificação de contagem de tempo de serviço, visando o reconhecimento do período integral em que o militar cursista esteve à disposição do Exército Brasileiro, como aluno do Centro de Preparação do Oficial da Reserva (CPOR/Recife), de fevereiro a dezembro de 1990.

Contestando o pedido, a Procuradoria-Regional da União da 5ª Região (PRU5) destacou que o pedido, além de ser indevido, já teria prescrito, pois foi ajuizado quase 24 anos após o fato. Segundo os advogados, o autor também não apontou quais foram as supostas irregularidades cometidas pela Administração.

A Seção Judiciária de Pernambuco concordou com argumentos da AGU e julgou improcedente o pedido. A decisão destacou que "o tratamento diferenciado se justifica pelo fato de que o regime do CPOR possui regulamentação específica, que destoa do serviço militar obrigatório regular, tendo em vista que o seu objetivo é a formação de oficiais da reserva, com atribuições e funções que exigem elevado padrão de aperfeiçoamento profissional".

http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2014/04/justica-nega-inclusao-de-servico-militar-em-fator-previdenciario

22 DE ABRIL - ANIVERSÁRIO DO CNOR


Parabenizamos o Conselho Nacional de Oficiais da Reserva do Exército R/2 pela passagem de mais um aniversário de criação.

Ten Sérgio Monteiro transmita os nossos parabéns a toda sua diretoria.

São 17 anos trabalhando em prol da oficialidade R/2 de nosso Exército.


Homem é assassinado com cinco tiros na Vila Olavo Costa

22/04/2014 10:32 | Atualizado em 22/04/2014 10:40
Um homem de 31 anos foi morto a tiros, ontem à noite, no bairro Vila Olavo Costa, em Juiz de Fora. Segundo a Polícia Militar os suspeitos são filhos da namorada da vítima. Isaias Aparecido Matos andava por uma rua do bairro quando foi atingido por cinco tiros. Os suspeitos fugiram e ainda não foram encontrados.

A matéria completa no Alterosa em Alerta. 

http://www.alterosa.com.br/app/juiz-de-fora/noticia/jornalismo/alterosa-em-alerta-jf/2014/04/22/noticia-alterosa-em-alerta-jf,111907/homem-e-assassinado-com-cinco-tiros-na-vila-olavo-costa.shtml

Em MG, rapaz suspeito de furto é amarrado ao poste e apanha com fios

Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte

  • Jornal Diário do Aço
    Acusado de furtos, jovem que foi amarrado e apanhou com fios de energia; ele teria dito à polícia que deve dinheiro a traficantes
    Acusado de furtos, jovem que foi amarrado e apanhou com fios de energia; ele teria dito à polícia que deve dinheiro a traficantes
Um rapaz acusado de furtos foi amarrado de cueca a um poste e açoitado por populares que usaram fios de energia elétrica na agressão, que ocorreu na cidade de Ipatinga (217 km de Belo Horizonte) na última quinta-feira (17).
Segundo a Polícia Militar, o jovem de 18 anos foi dominado por moradores do Morro do Sossego, no bairro Veneza, que o acusaram de ser autor de uma série de furtos na região.  O rapaz, que não teve o nome revelado, teria afirmado à polícia ter dívida com traficantes da comunidade.
Com a chegada de policiais, que foram acionados por meio de uma denúncia anônima, o rapaz foi desamarrado e levado a um pronto-atendimento de hospital da cidade com várias marcas do açoite sofrido pelo corpo.
Conforme a polícia, ele foi examinado, medicado e liberado em seguida.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vitima da surra teria dito à polícia que não saberia identificar os agressores e "mesmo se soubesse, não diria". A PM informou que ninguém foi localizado como sendo autor das agressões.
Em um vídeo exibido por uma emissora de televisão local, o rapaz aparece amarrado a um poste com pedaços de pano e sendo açoitado. Gritando muito enquanto recebia as agressões, ele repetia ordem dada pelo agressor.
Na fala, a vítima grita: "nunca mais vou roubar no morro".
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/04/22/em-mg-rapaz-suspeito-de-furto-e-amarrado-ao-poste-e-apanha-com-fios.htm

22 DE ABRIL - DESCOBRIMENTO DO BRASIL



14º Grupo de Artilharia de Campanha – Novos porta-bandeira e porta-estandarte


Pouso Alegre (MG)

No dia 11 de abril, o 14º Grupo de Artilharia de Campanha realizou a passagem da Bandeira Nacional e do Estandarte Histórico do Grupo para os novos porta-bandeira e porta-estandarte da Unidade.

Foto: 14º Grupo de Artilharia de Campanha
www.exercito.mil.br

GEN RÊGO BARROS ASSUME A CHEFIA DO CCOMSEx

Passagem do cargo de Chefe do CCOMSEx
Brasília – No dia 15 de abril, ocorreu a solenidade de passagem do cargo de Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEx), do General de Divisão Carlos Alberto Neiva Barcellos para o General de Brigada Otávio Santana do Rêgo Barros.
Pouco antes da cerimônia, procedeu-se, no Gabinete do Chefe do CCOMSEx, à inauguração do retrato do Chefe Sucedido, na galeria de ex-comandantes. Na sequência, realizou-se a solenidade de passagem de cargo de Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, cerimônia presidida pelo Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri.
Na cerimônia, o General Barcellos fez seu discurso de despedida e de agradecimento a todos os que o apoiaram durante o período em que ocupou o cargo de Chefe do CCOMSEx
Prestigiaram o evento Oficiais-Generais do Alto Comando do Exército; o Secretário-Geral do Ministério da Defesa, Sr Ari Matos; autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; Oficiais-Generais, autoridades civis e militares e convidados.
www.exercito.mil.br

General da Maré revela que usará Inteligência para pegar bandidos

Roberto Escoto: 'Vamos fazer operações de precisão cirúrgica'

ANGÉLICA FERNANDES E VANIA CUNHA

Rio - Diante de uma ocupação atípica, com episódios de ataques às tropas militares e confrontos diários no Complexo da Maré, o general de brigada Roberto Escoto, comandante da Força de Pacificação, planeja mudanças estratégicas para enfrentar os criminosos. Os próximos passos serão baseados em um levantamento do serviço de inteligência, em conjunto com as polícias Militar, Civil e Federal. A iniciativa mapeia locais que possam estar traficantes, armamentos e drogas. Em entrevista exclusiva ao DIA, o general garante que a tecnologia é sua grande aliada para concluir a missão de pacificação da Maré. As operações já contam com um ‘drone’ e um helicóptero águia, que transmitem imagens em tempo real para o Centro de Comando e Controle da Força. E, nas ruas, os soldados usam óculos de visão noturna e miras holográficas acopladas nas armas, que garantem precisão nos tiros.

O DIA: Desde o início da pacificação, as tropas estão sofrendo ataques constantes de bandidos. Como a Força de Pacificação tem encarado estes conflitos?
ESCOTO: O ataque é resultado da postura proativa da nossa tropa. Nós fazemos um patrulhamento ostensivo de saturação: são 24 horas por dia e sete vezes por semana. Isso causa um sufocamento das facções criminosas que acabam se sentindo acuadas e reagem. Nós estamos tirando a liberdade de ação que eles tinham no passado e nosso objetivo é suprimir completamente esta liberdade.

Haverá alguma mudança de estratégia no policiamento?
Temos uma central de Inteligência muito bem constituída com articulações conjuntas entre as polícias Militar, Civil e Federal. É um trabalho progressivo e nós já temos dados que certamente vão nos levar a realização de operações maiores, em relação às operações que já conduzimos. Com o levantamento mais detalhado da Inteligência, vamos fazer operações pontuais, de precisão cirúrgica em um determinado local onde a gente tenha dados fortes de que ali estão escondidos traficantes, drogas e muito armamento pesado.

Duas mortes já foram registradas na comunidade em menos de duas semanas. Como as tropas estão sendo orientadas a agir?
A primeira morte, do Jefferson Rodrigues, já foi amplamente divulgado que ele e mais um outro dispararam contra nossa tropa. De acordo com a nossa regra de engajamento, que vem do Ministério da Defesa, quando há um ato hostil utilizando armamento letal contra a tropa, nós temos liberdade de ação para também fazer disparos com arma de fogo para proteger a tropa ou até mesmo terceiros. Quero deixar claro que nós não atiramos para matar. Nossa missão é prender traficantes, apreender drogas e armamentos. Agora, num confronto desses é inevitável que muitas vezes o disparo acabe causando óbito. A morte da Terezinha Justino, na última segunda, também já foi levantada pela nossa Inteligência. Não houve incidente com a nossa tropa, exceto aquelas viaturas da PM que circularam na área onde ocorreram os disparos. A investigação está sendo feita.

Como é a convivência com os moradores?
Logo que chegamos foi um choque para eles, mas um choque positivo. Eu entendo que a população sofre uma mudança radical de um ambiente que era totalmente dominado pelo tráfico e agora passa a ser dominado pelas Forças de Segurança. Mas já notamos uma mudança de atitude dos moradores em relação à tropa. Com o disque-pacificação, lançado na quarta-feira, eles têm uma aproximação maior conosco.

Quantas denúncias já foram recebidas pelo disque e o que está sendo feito com as informações?
Até sexta-feira foram 26 denúncias contundentes. O disque é uma ferramenta poderosa operada diretamente por nós. Tudo é aproveitado pela Inteligência. Contamos com apoio dos moradores para as denúncias de todos os tipos e garantimos o anonimato deles.

Os militares já conseguiram identificar de onde está partindo a ordem para a resistência dos traficantes?
Já temos levantamento de lideranças de diversos níveis e sabemos que ainda há líderes presentes na comunidade. É óbvio que eles não vão abandonar completamente a área porque é um negócio que gera muito dinheiro. Se eles abandonarem, outra facção vai assumir. Existe essa rivalidade e isso é uma complexidade de lá. Mas essa briga entre eles está sendo muito mais difícil porque estamos na área.

O que difere a pacificação no Complexo do Alemão, em 2010, da Maré?
O Alemão era comandado por uma única facção e, a Maré, tem três atuações: o Comando Vermelho, Terceiro Comando e a milícia. E também cada facção criminosa tem uma conduta diferente. Às vezes, o chefe do tráfico adota uma postura de baixo perfil e prefere não incomodar a tropa apostando que ela será menos agressiva com eles. Aqui tem sido diferente porque eles estão se sentindo muito acuados. Eles até tentam hostilizar a tropa, na esperança que tomemos uma postura reativa, mas é exatamente o que nós não faremos.

O que foi aproveitado da pacificação do Alemão que está sendo usado na Maré?
Estamos aprimorando a tecnologia. Já utilizávamos algumas coisas no Alemão, mas para a Maré estamos investindo mesmo. Temos um helicóptero águia, que filma em visão termal. Ele identifica o movimento de pessoas dentro de veículos pelo calor do corpo. Também utilizamos um ‘drone’, que no céu se confunde com um pássaro. Os militares usam um óculos de visão noturna, que permite enxergar à noite como se fosse dia, e também utilizam miras holográficas nas armas, que facilitam a pontaria e evitam disparos errados.

Uma reportagem do DIA na semana retrasada mostrou as condições do alojamento dos militares no Batalhão de Infantaria Blindada, onde faltava parte do telhado e havia infiltrações nas paredes.Alguma melhoria está prevista para eles?
Qualquer primeiro contingente que chega passa por isso, mas é normal em qualquer Exército no mundo. A estrutura logística vai sendo melhorada a cada dia e isso é igual em qualquer tropa, por mais dinheiro que ela tenha. Você não monta uma base com barracas com ar-condicionado e conforto num piscar de olhos. Nossa tropa já está acostumada com essas condições porque ela é empregada em qualquer parte do território brasileiro. Na Amazônia, não tem conforto nenhum. Você fica dormindo numa rede, no molhado, porque chove muito. Aqui houve sim, nos primeiros dias, uma dificuldade, mas agora o quadro já está completamente diferente. O Exército e a Marinha têm feito um esforço enorme para melhorar.Quando o segundo contingente chegar, já teremos bases com barracas climatizadas com ar-condicionado e alguns contêineres.

http://surgiu.com.br/noticia/149185/general-da-mare-revela-que-usara-inteligencia-para-pegar-bandidos.html

Maior área militar da América Latina terá demolições para abrir BRT

Transolímpica derrubará unidade inteira e atingirá edificações em três quartéis na Zona Oeste
O quartel da Polícia do Exército, em Magalhães Bastos: espaço, que tem 500 homens e está orçado em R$ 20 milhões, vai ser demolido para dar lugar a um trecho do BRT  (Foto: José Pedro Monteiro / Agência O Dia)
CHRISTINA NASCIMENTO

Rio - Por causa do corredor de ônibus Transolímpica, a região com a maior concentração de unidades militares da América Latina vai sofrer baixas. A primeira delas já foi definida: o Quartel da Polícia do Exército (PE), em Magalhães Bastos, que tem 500 homens. O espaço, orçado em pelo menos R$ 20 milhões, vai ser demolido para dar lugar a um trecho do BRT. E não será o único.

Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, outros três quartéis vão perder uma parte da sua área para a via expressa, e 24 casas de soldados e cabos vão abaixo e serão reconstruídas na Estrada do Camboatá, em Deodoro.

O secretário, no entanto, faz mistério sobre o valor que a prefeitura vai pagar pelo quartel da PE. A área não pode ser desapropriada, como ocorre com residências e comércio, porque é da União. “Isso (quantia a ser paga) ainda está sendo negociado”, afirmou o secretário, que garantiu que a desocupação do quartel não deverá ser de imediato. A previsão é o final do ano. Segundo ele, a decisão de comprar o espaço impediu que cerca de 300 casas de moradores de Magalhães Bastos fossem demolidas. O BRT vai ligar a Barra a Deodoro.

Na lista dos quartéis que serão cortados pelo corredor estão o 25º Batalhão Logístico, que vai ficar sem a garagem dos carros de combate e a subestação de energia; o Parque Regional de Manutenção; e a Escola de Equitação do Exército. “Nesses casos, estamos desenvolvendo projetos e reconstruindo o que for usado para o BRT. São contrapartidas da prefeitura. Isso só foi possível com muita parcimônia do Exército, que junto a seus oficiais foram conduzindo as negociações para a gente chegar a um denominador comum”, afirmou Pinto.

O prédio do 25º Batalhão do Exército vai perder a garagem de carros de combate e a subestação de energia
(Foto: José Pedro Monteiro / Agência O Dia)
O corredor terá 23 quilômetros e vai passar por Barra, Recreio dos Bandeirantes, Camorim, Curicica, Taquara, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Vila Militar e Deodoro. No início do mês, O DIA mostrou que na região da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, a prefeitura vai extinguir uma área da Mata Atlântica, que equivale a aproximadamente 20 campos de futebol.

Um dos pontos de conflito do BRT é a Igreja de São José, na Rua Salustiano Silva, em Magalhães Bastos. Apesar de o secretário negar que o traçado passará pelo salão paroquial, moradores temem que a demolição acabe ocorrendo durante as obras. “Vamos aguardar para ver se a prefeitura vai cumprir o prometido. O que incomoda é que só somos avisados em cima da hora”, afirmou o presidente da Associação de Moradores de Magalhães Bastos, Rogério Silva, de 47 anos.

Cerca de 600 foram salvas de despejo

A escolha de passar o corredor de ônibus por quartéis teria poupado, desde o projeto executivo da obra, segundo a prefeitura, cerca de 600 moradias de desapropriações. Apenas nove imóveis terão que ser removidos, o que não é um alento para quem foi escolhido para deixar sua casa ou comércio. É caso de Francisco Inácio, de 68 anos, que tem uma farmácia na Rua General Canrobert da Costa, em Magalhães Bastos.

Há 35 anos com ponto no mesmo endereço, ele teve uma proposta da prefeitura no valor de R$ 190 mil. O dinheiro, no entanto, não seria suficiente para arcar com os prejuízos da mudança. “O corredor de ônibus é um benefício para muita gente. Mas sair do local onde se está há tanto tempo mexe muito com o emocional. Fora que aqui a gente tem uma clientela antiga”, afirmou Inácio. O posto do Detran, na Rua Salustiano Silva, também terá que sair em prol do Transolímpica. Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, o terreno é do Exército, que cede o espaço para o estado..

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-04-22/maior-area-militar-da-america-latina-tera-demolicoes-para-abrir-brt.html

22 de Abril: dia da Aviação de Caça


Medalha da Inconfidência 2014

Sentimento de liberdade marca a entrega da Medalha da Inconfidência em Ouro Preto


Personalidades agraciadas com a comenda falam do orgulho e da importância de receber a honraria, a maior concedida pelo Estado de Minas Gerais
Um sentimento de reafirmação da liberdade tomou conta da Praça Tiradentes, em Ouro Preto, na noite desta segunda-feira (21/04), durante a entrega da Medalha da Inconfidência, comenda que homenageia o mártir Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Além da entrega da honraria, a cerimônia da 63ª edição da Medalha foi marcada também pelas comemorações dos 30 anos do movimento das Diretas Já. Neste ano, 240 personalidades mineiras e brasileiras foram agraciadas com a honraria.
A Medalha da Inconfidência foi criada em 1952, pelo governador Juscelino Kubitsheck, para homenagear pessoas que prestaram relevantes serviços para a promoção de Minas e do Brasil. É a maior comenda concedida pelo Estado de Minas Gerais e entregue anualmente. Tem quatro designações: Grande Colar, Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência.
 Homenagem ao mártir da Inconfidência
Ao chegar à Praça Tiradentes, o governador Alberto Pinto Coelho recebeu as honras militares da Guarda de Honra da Polícia Militar de Minas Gerais e passou em revista à tropa. Em homenagem a Tiradentes, Alberto e o senador Aécio Neves, orador oficial da cerimônia e que recebeu o Grande Colar, depositaram uma coroa de flores no monumento ao mártir da Inconfidência.
No acendimento da pira da liberdade, o cantor e compositor Marcus Viana cantou “Canção do Herói”, de autoria dele e que presta homenagem a Tiradentes. A tocha da liberdade foi trazida de São Lourenço pelos Cavaleiros da Inconfidência. A cavalgada foi iniciada em 23 de março, após a entrega da Comenda Ambiental Estância Hidromineral de São Lourenço. Antes de chegarem a Ouro Preto, os cavaleiros passaram por Caxambu, Baependi, Cruzília, Carrancas, Madre de Deus de Minas, São João del-Rei, Tiradentes, Prados, Carandaí, Cristiano Otoni, Queluzito, Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco.
Um coral formado por cerca de 1.500 vozes de diversas partes de Minas Gerais e regido pelo maestro Lindomar Gomes cantou o Hino Nacional Brasileiro. Acompanhado do coral e do conjunto Cantos de Minas, Marcus Viana cantou a composição “Pátria Minas”, de sua autoria, e emocionou os espectadores e agraciados ao entoar a canção que aborda a cultura mineira, o patrimônio histórico e as riquezas naturais espalhadas por todo o Estado.
Antes da solenidade, o cantor e compositor Marcus Viana falou sobre o papel da cerimônia para homenagear e reafirmar a importância de Tiradentes não só em Minas Gerais, mas em todo o Brasil. “O Brasil é um país carente de heróis e Joaquim José da Silva Xavier, nosso querido Tiradentes, é um dos poucos. Ouso dizer que ele é o maior herói nacional. Ele não negou seu envolvimento na conjuração e encarou tudo até o fim. Se fomos ler a história dele, vamos encontrar uma pessoa de peso, um guerreiro”, ressaltou o artista.
O evento também contou com apresentação comemorativa dos 30 anos das “Diretas Já”.  Composições de integrantes do Clube da Esquina, como Coração Civil, Coração de Estudante, Bailes da Vida, Nenhum Mistério, Quem sabe isso quer dizer amor e Para Lennon e McCartney foram cantadas pelo coral, acompanhadas de projeções de imagens da mobilização de 1984.
Honra para os agraciados
Ao ser condecorada com a Grande Medalha, a presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, Norma Angélica Reis Cavalcanti, também destacou a importância de receber a medalha não só como cidadã, mas principalmente como integrante do Ministério Público. “É uma condecoração que só de trazer em seu nome a Inconfidência Mineira é de suma importância para o Ministério Público brasileiro, que luta e lutará sempre pelo Estado Democrático de Direito. Essa medalha representa a luta pela liberdade, por dias melhores, por um país melhor”, enfatizou.  
O presidente da Academia Mineira de Letras, o mineiro Olavo Celso Romano, também falou sobre o papel da honraria. “A Inconfidência, Tiradentes, Ouro Preto, é a grande síntese de Minas, da liberdade, das grandes lutas e hoje, aqui, me sinto mais honrado ainda em estar recebendo esta medalha”, destacou.  
O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) falou sobre o papel de Minas Gerais e sobre a satisfação em ser homenageado com a Grande Medalha. “Minas Gerais é o berço da independência e da liberdade no Brasil. Estar aqui e merecer esta homenagem é algo que multiplica a minha vontade de trabalhar pelo Brasil. Minas é o berço da história do país, ao longo não só da Inconfidência, mas depois de uma série de momentos históricos também. Nesse momento que o Brasil precisa ainda de um projeto nacional para se afirmar com autossuficiência, a questão da independência está permanentemente colocada”, concluiu o deputado.
http://www.agenciaminas.mg.gov.br/

FEIJOADA CESAR ROMERO 2014 - FALTAM....


RESERVAS PELO TELEFONE 3215.3123

VEREADOR JOÃO DO JOANINHO E OS DEMOCRATAS

Em conversas

O DEM é uma incógnita em Juiz de Fora. Desde o início do ano, o vereador João do Joaninho vem conversando com a direção estadual para ampliar a formação do partido na cidade e até mesmo definir apoio ou candidatura nas eleições de outubro. Ele já foi chamado a Belo Horizonte, onde teria obtido a promessa de liderar a legenda na cidade, mas ainda não bateu o martelo sobre a nova executiva, embora todas as fichas sejam colocadas na sua indicação. Prudente, o vereador diz que só vai falar quando estiver tudo definido.
http://www.tribunademinas.com.br/painel/painel-1.1450296

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O BRASIL DO PT: Após parto em calçada, mãe recebe alta e inclui 'Vitória' no nome da filha

Imagens de um cinegrafista amador mostra o momento em que uma mulher dá à luz uma menina em frente ao Hospital Barata Ribeiro, na Mangueira, neste sábado (20), como mostrou o RJTV. Sem conseguir atendimento, Leilane da Silva, 22 anos, contou com ajuda de policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Mangueira para fazer o parto, sobre uma calçada. Na tarde desta segunda (22), mãe e filha tiveram alta do Hospital Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, para onde foram levadas após o nascimento. O bebê, que se chamaria Kémylle, ganhou um segundo nome, em homenagem à superação: Vitória.
“Kémylle. Kémylle Vitória. Porque de tudo que passou e tá bem de saúde graças Deus”, disse a mãe, que tem Nascimento como segundo sobrenome. “[Estou] Feliz que está tudo bem.”
A mãe saiu de casa em trabalho de parto. Não deu tempo de chegar à maternidade. “Ela não aguentou nem pegar ônibus, táxi. Peguei ela no colo, a bolsa estourou e a neném saiu. Eu deitei ela no chão, policial veio dar assistência”, narrou o pai, Carlos da Silva.
Os soldados Lucas Costa e Marcondes de Souza, que ajudaram no parto, buscaram socorro no hospital municipal, referência em ortopedia e cirurgia plástica, mas nenhum profissional apareceu para ajudar. Um dos PMs tirou a camisa para cobrir o bebê. Kémylle nasceu com 2 dois quilos e cem gramas. O nascimento foi registrado por um cinegrafista amador. A blusa do policial vai ficar como recordação, para Leilane contar a história à filha.
Sindicância aberta

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o caso será apurado com rigor. Uma sindicância vai ser aberta e funcionários do Barata Ribeiro que estavam trabalhando na manhã de sábado serão ouvidos. A assessoria disse que ainda é cedo para dar detalhes sobre a suposta omissão de socorro e qual o prazo para a conclusão da investigação interna.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/04/apos-parto-em-calcada-mae-recebe-alta-e-inclui-vitoria-no-nome-da-filha.html

domingo, 20 de abril de 2014

COLUNA CACA SALERMO - EDIÇÃO 21.04.14

DESTAQUES

O general de Brigada Francisco Mamede de Brito Filho, comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), receberá das mãos do governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, a medalha da Inconfidência, no próximo dia 21 de abril em Ouro Preto...

O Esporte Clube São Carlos realizará no próximo dia 9 de maio, às 20h, missa em homenagem ao Dia das Mães. Em seguida, será servido um jantar, por adesão, no salão social do clube. Convidando o presidente José Maria Veloso...

Dia 6 de maio o general de Divisão, Walmir Amada Schneider Filho, natural de Juiz de Fora, que hoje serve do Estado Maior do Exército, em Brasília, receberá o titulo de Cidadão Benemérito de Juiz de Fora, às 19h30, na Câmara Municipal...

A secretaria de Esporte e Lazer, da PJF, realizará no próximo dia 27 de abril, a partir das 9h, uma Rua de Lazer no bairro JK, atrás da praça de esportes do São Carlos. A realização do evento foi uma solicitação do tenente Luiz Eduardo Schmitz para comemorar o Dia do Exército, prontamente atendido pelo secretário da SEL, Francisco Canalli, que estará presente junto com toda a sua equipe.

http://www.cacasalermo.com/coluna-social/juiz-de-fora-21-de-abril-e-2014-segunda-feira

Tropas e blindados do Sul reforçarão a segurança no Complexo da Maré

Publicação: 20/04/2014 09:24 Atualização: 20/04/2014 12:17


Tropas e blindados do Rio Grande do Sul e do Paraná serão deslocadas para o Rio de Janeiro a pretexto de garantir a pacificação do Complexo da Maré, a partir de 31 de maio, e permanecerão na cidade até o fim de julho, ou seja, após a Copa do Mundo, sob responsabilidade do Comando Militar do Sul. O general de brigada Mauro Sinott Lopes, comandante da 6ª Brigada de Infantaria Blindada (Brigada Niederauer), localizada em Santa Maria (RS), assumirá o comando da Força de Pacificação, que terá a estrutura de uma brigada, com 2,1 mil homens.

A operação faz parte da estratégia do Palácio do Planalto para garantir a realização da Copa do Mundo sem maiores transtornos, o que inclui mudanças na legislação penal para punir com maios rigor manifestantes que utilizarem a violência e praticarem atos de vandalismo. O emprego de tropas do Sul dificulta o acesso dos traficantes às informações. Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff, durante a 42ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o apelidado “Conselhão”, no Palácio do Planalto, afirmou que não permitirá que a Copa do Mundo de 2014 seja “contaminada” por eventuais episódios de violência e prometeu “segurança pesada” durante o período.

A utilização de tropas do Sul do país para conter distúrbios não é novidade na história do Brasil – vale lembrar que foram os soldados gaúchos que derrotaram e massacraram os jagunços de Antônio Conselheiro na quarta campanha da Guerra de Canudos, sob comando do general Carlos Machado Bittencourt. Estão sendo empregadas com base no novo conceito de “Operações no Amplo Espectro” desenvolvido pelo Exército, que inclui “operações ofensivas, defensivas, de pacificação e apoio a órgãos governamentais ou autoridades civis, no mesmo espaço físico, de forma simultânea ou sucessiva”. Esse conceito foi incorporados à legislação como ações de “Garantia da Lei e da Ordem”, que substitui a velha doutrina de segurança nacional do regime militar, que via manifestações populares como “subversão”, e seus líderes, como “inimigos internos”.

O Exército pretende deslocar 800 homens de Santa Maria (grupo de comando, um batalhão de pacificação e destacamento logístico); e tanques de Santa Rosa (um esquadrão de cavalaria mecanizada), no Rio Grande do Sul; e blindados sobre rodas de Cascavel (dois pelotões de infantaria mecanizada), no Paraná; além de dois batalhões da Brigada de Paraquedistas e um batalhão de fuzileiros navais do Rio de Janeiro, que já estão na Maré. Pela primeira vez, serão utilizados os 13 veículos blindados de transporte de tropas sobre rodas Guarani recém entregues ao Batalhão de Infantaria Mecanizada de Cascavel, que são considerado um meio ideal para operações de pacificação. O governo encomendou a fabricação de 2.044 blindados dessa série para reaparelhar o Exército.

Haiti é aqui Desde 30 de março, 2,5 mil homens do Exército, Marinha e Polícia Militar, com o apoio de 20 blindados, já ocupam o conjunto de favelas do Complexo da Maré, onde vivem 130 mil pessoas, às margens das Linhas Vermelha e Amarela e da Avenida Brasil, principais vias de acesso ao Rio de Janeiro. A experiência adquirida em missões de paz no Haiti já foi usada antes nos Complexos do Alemão e da Penha e nas favelas da Rocinha e do Vidigal.

Mais da metade dos soldados e oficiais que participam dessa operação já estiveram no Haiti e foram treinados no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), criado em 2005, na Vila Militar, em Deodoro, no Rio de Janeiro. Centro de referência internacional para esse tipo de operação, no local há um simulador para treinar patrulhas e uma equipe realiza estudos sobre os chamados “transtornos de estresse pós-traumáticos” – perturbações psíquicas causadas pela ansiedade – , que atingem entre 8% e 10 % dos soldados nesses tipo de operações e são a principal causa de incidentes graves entre eles e civis.

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2014/04/20/interna_brasil,499989/tropas-e-blindados-do-sul-reforcarao-a-seguranca-no-complexo-da-mare.shtml

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - 20.04.14

Ten Cel PM Justino

Ten Mauro Eduardo Barbosa


Exército tem pistas de armas desviadas

20 de Abril de 2014 - 06:00

Alguns armamentos foram localizados no Rio de Janeiro, Ipatinga e em Juiz de Fora

Por MICHELE MEIRELES Repórter

Um ano e cinco meses após o 4º Depósito de Suprimentos (4ºDSup) do Exército abrir inquérito para apurar desvio de armas ocorrido na unidade, a instituição ainda não chegou a um número total de materiais subtraídos. O que se tem de concreto é que, das 728 armas apreendidas em ações policiais e periciadas na cidade entre outubro de 2012 e o dia 17 de março deste ano, 14 são provenientes do desvio. Desta, uma havia sido entregue pelo seu proprietário na Campanha do Desarmamento. Outras três armas que deveriam ter sido destruídas no quartel de Juiz de Fora foram localizadas em outros municípios, sendo duas no Rio de Janeiro e uma terceira em Ipatinga. No caso desta última, o revólver foi usado na prática de um homicídio naquela cidade. O Exército admite a dificuldade para chegar ao total do material desviado. Por enquanto, apenas estão sendo identificadas as armas apreendidas em flagrantes de crimes. Portanto, as que não foram pegas não entram no quantitativo de material subtraído. O fato confirma o descontrole no processo de destruição adotado na época.
Mesmo não estando à frente do comando da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha) quando ocorreu o desvio, o atual comandante da organização militar, general Francisco Mamede de Brito Filho, concedeu entrevista à Tribuna. Ele enfatizou que a instituição considera o fato como "muito grave e será levado até as últimas consequências". Segundo ele, "todo processo, por mais rigoroso, repousa em última análise sobre pessoas, que estão suscetíveis a erros. Ainda não posso precisar, em unidades, quantas armas saíram. Em termos documentais, todas as armas foram destruídas".
Uma das respostas que busca o inquérito policial militar (IPM) é apontar de que forma os militares conseguiam retirar os armamentos da unidade militar. O atual comandante do 4º Depósito de Suprimentos (4º DSup) do Exército, que também não estava no local na época da subtração dos armamentos, coronel Ricardo Medrado, afirmou que, possivelmente, algumas armas saíram pela porta da frente do quartel. "Pelo que apuramos, possivelmente, em momento oportuno, os soldados escondiam a arma, em outro, colocavam na mochila. Com a facilitação de outro colega, que estava na revista em determinado dia, saíam com o material", afirmou, destacando que o fato ocorreu de forma pontual.
Segundo a juíza à frente do caso Maria do Socorro Leal, da Justiça Militar, outra possibilidade investigada é a de que os militares dispensavam as armas pelo caminho até a siderúrgica onde são destruídas. "Ainda não está fechada a investigação, mas armas eram conferidas quando saíam do quartel, mas não no momento da destruição. É provável que nem os envolvidos saibam dizer quantos armamentos saíram", disse a juíza, afirmando que não acredita que grande montante tenha retornado às rua.
Conforme o comandante do 4º DSup, diversas mudanças no procedimento de destruição foram implementadas. Entre elas, a pré-destruição, por prensa, imediata do armamento. "Também limitamos o número de armas recebidas. Os momentos da entrega, da destruição e da saída são fotografados e filmados. Hoje em dia, o derretimento das armas é feito na semana do recebimento, evitando acumular armamentos", disse Medrado.


Perícia minuciosa após descoberta do esquema

O delito veio à tona em meados de 2012, quando a Polícia Civil investigava um suspeito de tráfico de drogas e descobriu que ele era a ponte entre os militares e os receptadores das armas. Por meio de escuta telefônica, a polícia detectou possíveis negociações de armamentos feitas pelo homem de 28 anos. "O inquérito não foi concluído por nós, por se tratar de crime militar. Não chegamos a um número, mas muitas armas eram negociadas, inclusive em favelas do Rio de Janeiro", afirmou a delegada regional, Sheila Oliveira, na época à frente destas investigações
O fato foi comunicado ao Exército, que abriu sindicância. Cerca de 20 dias após a comunicação da polícia, foi cumprido mandado de busca e apreensão por equipes do Exército e da Polícia Civil na casa de um dos soldados suspeitos, porém, nada foi encontrado. A partir daí, foi aberto, no dia 26 de novembro de 2012, um inquérito policial militar (IPM). Até agora, ficou apurado que o crime era cometido por quatro soldados, lotados na 2ª Companhia do 4º DSup, sediada no Bairro Barbosa Lage, Zona Norte. Os militares já foram desligados. Além deles, oito civis flagrados em ações militares com armas que deveriam ter sido destruídas foram indiciados. Outros dois adolescentes também são suspeitos.
Desde que o desvio de armas foi constatado, todo o material apreendido em operações policias na cidade passou a ser periciado de forma detalhada pela Polícia Civil. O objetivo é tentar recuperar numerações danificadas. Só a partir deste exame metalográfico foi possível localizar algumas armas subtraídas. Porém, a ação não é capaz de identificar todos os armamentos. "É um trabalho minucioso, mas que não tem 100% de eficácia. Em alguns casos, dependendo do tipo de raspagem, por exemplo, não é possível recuperar o número", destacou a delegada regional.
Para se encontrar armas em outras cidades, segundo o comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), general Francisco Mamede de Brito Filho, é preciso que haja vontade das polícias. "Todos os órgãos do país sabem que houve o problema. Estão disponíveis, em um sistema eletrônico, todas as armas que deveriam ter sido destruídas. Qualquer polícia do Brasil pode entrar e checar."
Como as armas desviadas podem ser encontradas ao longo de anos, o promotor que cuida do caso, Ulysses da Silva Costa Filho, afirmou que irá determinar a instauração de novos inquéritos cada vez que for recolhido um armamento que deveria ter sido destruído. "Volta e meia, elas podem aparecer. Se fosse juntar a este processo cada nova arma encontrada, teria que auditar a denúncia, e o processo nunca teria fim", explicou. Segundo ele, o inquérito está em fase final, e os indiciados deverão ser denunciados.
A juíza à frente do caso, Maria do Socorro Leal, da Justiça Militar, afirmou que, além dos envolvidos diretamente no esquema, os responsáveis pela extinção dos materiais podem responder pelo fato. "Mesmo não estando envolvidas no desvio, as armas estavam sob escolta do Exército. É preciso que se apure as responsabilidades, mesmo que de forma culposa. A apuração é muito rigorosa, não estamos aqui para proteger instituição nenhuma, mas para fazer cumprir a lei."

Desvio ocorreu durante cerca de dez meses

O 4º Depósito de Suprimentos do Exército (4º Dsup) é o único quartel mineiro com competência para realizar destruição de armas no estado de Minas. Todos os armamentos recolhidos na Campanha do Desarmamento, apreendidos em ações policiais e inservíveis aos órgãos de segurança pública, são destinados à unidade de Juiz de Fora. O comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), general Francisco Mamede de Brito Filho, afirmou que o quartel recebeu cerca de13 mil armas na época do desvio. "Metade das armas recebidas é artesanal e não tem apelo para atividade criminosa. Com esta quantidade, eu não poderia facilmente chegar à casa dos milhares de armas subtraídas. O processo estabelecido tinha falhas que permitiam que um pequeno número de armas saísse. É impossível que o processo admitisse que um caminhão inteiro de armas fosse desviado."
Segundo ele, um dos pontos positivos do procedimento adotado na época era o rodízio de pessoas envolvidas. "Havia uma comissão mista que acompanhava o recebimento e destruição, e estes membros eram trocados. Com isso, havia um cerceamento desta possibilidade do desvio, e os envolvidos se sentiam inibidos." O Exército acredita que o desvio ocorreu durante cerca de dez meses, no ano de 2012. "A data em que os militares entraram no Exército e tiveram acesso ao processo pode ser um bom limite temporal. Investigamos o que ocorreu com estes atores. Se houve com outras pessoas envolvidas em tempos remotos, até agora não veio à tona", comentou Brito.

Explosão da violência
A cidade vive hoje uma explosão nas mortes violentas. Segundo levantamento feito pela Tribuna, com base nos Registros de Eventos de Defesa Social (Reds), 55 pessoas foram assassinadas neste ano. No ano passado, as armas de fogo estavam presentes em 77% dos 139 homicídios. Autoridades policiais e estudiosos da área de segurança pública relacionam a explosão violenta às armas que saíram do aquartelamento e caíram nas mãos da criminalidade. Porém, a relação é contestada pelo comandante da 4ª Brigada, general Francisco Mamede de Brito Filho, que é enfático ao afirmar que as armas desviadas "dificilmente chegarão à casa das centenas. Se confrontarmos o número de apreensões com o de armas detectadas, as últimas não representam 2% do total. Não se pode, com base no que está sendo levantado, relacionar o aumento da criminalidade com a disponibilização destas armas", finalizou. De acordo com o general, nenhuma das armas foi usada em crimes de homicídio em Juiz de Fora.
http://www.tribunademinas.com.br/cidade/exercito-tem-pistas-de-armas-desviadas-1.1450095