terça-feira, 22 de abril de 2014

General da Maré revela que usará Inteligência para pegar bandidos

Roberto Escoto: 'Vamos fazer operações de precisão cirúrgica'

ANGÉLICA FERNANDES E VANIA CUNHA

Rio - Diante de uma ocupação atípica, com episódios de ataques às tropas militares e confrontos diários no Complexo da Maré, o general de brigada Roberto Escoto, comandante da Força de Pacificação, planeja mudanças estratégicas para enfrentar os criminosos. Os próximos passos serão baseados em um levantamento do serviço de inteligência, em conjunto com as polícias Militar, Civil e Federal. A iniciativa mapeia locais que possam estar traficantes, armamentos e drogas. Em entrevista exclusiva ao DIA, o general garante que a tecnologia é sua grande aliada para concluir a missão de pacificação da Maré. As operações já contam com um ‘drone’ e um helicóptero águia, que transmitem imagens em tempo real para o Centro de Comando e Controle da Força. E, nas ruas, os soldados usam óculos de visão noturna e miras holográficas acopladas nas armas, que garantem precisão nos tiros.

O DIA: Desde o início da pacificação, as tropas estão sofrendo ataques constantes de bandidos. Como a Força de Pacificação tem encarado estes conflitos?
ESCOTO: O ataque é resultado da postura proativa da nossa tropa. Nós fazemos um patrulhamento ostensivo de saturação: são 24 horas por dia e sete vezes por semana. Isso causa um sufocamento das facções criminosas que acabam se sentindo acuadas e reagem. Nós estamos tirando a liberdade de ação que eles tinham no passado e nosso objetivo é suprimir completamente esta liberdade.

Haverá alguma mudança de estratégia no policiamento?
Temos uma central de Inteligência muito bem constituída com articulações conjuntas entre as polícias Militar, Civil e Federal. É um trabalho progressivo e nós já temos dados que certamente vão nos levar a realização de operações maiores, em relação às operações que já conduzimos. Com o levantamento mais detalhado da Inteligência, vamos fazer operações pontuais, de precisão cirúrgica em um determinado local onde a gente tenha dados fortes de que ali estão escondidos traficantes, drogas e muito armamento pesado.

Duas mortes já foram registradas na comunidade em menos de duas semanas. Como as tropas estão sendo orientadas a agir?
A primeira morte, do Jefferson Rodrigues, já foi amplamente divulgado que ele e mais um outro dispararam contra nossa tropa. De acordo com a nossa regra de engajamento, que vem do Ministério da Defesa, quando há um ato hostil utilizando armamento letal contra a tropa, nós temos liberdade de ação para também fazer disparos com arma de fogo para proteger a tropa ou até mesmo terceiros. Quero deixar claro que nós não atiramos para matar. Nossa missão é prender traficantes, apreender drogas e armamentos. Agora, num confronto desses é inevitável que muitas vezes o disparo acabe causando óbito. A morte da Terezinha Justino, na última segunda, também já foi levantada pela nossa Inteligência. Não houve incidente com a nossa tropa, exceto aquelas viaturas da PM que circularam na área onde ocorreram os disparos. A investigação está sendo feita.

Como é a convivência com os moradores?
Logo que chegamos foi um choque para eles, mas um choque positivo. Eu entendo que a população sofre uma mudança radical de um ambiente que era totalmente dominado pelo tráfico e agora passa a ser dominado pelas Forças de Segurança. Mas já notamos uma mudança de atitude dos moradores em relação à tropa. Com o disque-pacificação, lançado na quarta-feira, eles têm uma aproximação maior conosco.

Quantas denúncias já foram recebidas pelo disque e o que está sendo feito com as informações?
Até sexta-feira foram 26 denúncias contundentes. O disque é uma ferramenta poderosa operada diretamente por nós. Tudo é aproveitado pela Inteligência. Contamos com apoio dos moradores para as denúncias de todos os tipos e garantimos o anonimato deles.

Os militares já conseguiram identificar de onde está partindo a ordem para a resistência dos traficantes?
Já temos levantamento de lideranças de diversos níveis e sabemos que ainda há líderes presentes na comunidade. É óbvio que eles não vão abandonar completamente a área porque é um negócio que gera muito dinheiro. Se eles abandonarem, outra facção vai assumir. Existe essa rivalidade e isso é uma complexidade de lá. Mas essa briga entre eles está sendo muito mais difícil porque estamos na área.

O que difere a pacificação no Complexo do Alemão, em 2010, da Maré?
O Alemão era comandado por uma única facção e, a Maré, tem três atuações: o Comando Vermelho, Terceiro Comando e a milícia. E também cada facção criminosa tem uma conduta diferente. Às vezes, o chefe do tráfico adota uma postura de baixo perfil e prefere não incomodar a tropa apostando que ela será menos agressiva com eles. Aqui tem sido diferente porque eles estão se sentindo muito acuados. Eles até tentam hostilizar a tropa, na esperança que tomemos uma postura reativa, mas é exatamente o que nós não faremos.

O que foi aproveitado da pacificação do Alemão que está sendo usado na Maré?
Estamos aprimorando a tecnologia. Já utilizávamos algumas coisas no Alemão, mas para a Maré estamos investindo mesmo. Temos um helicóptero águia, que filma em visão termal. Ele identifica o movimento de pessoas dentro de veículos pelo calor do corpo. Também utilizamos um ‘drone’, que no céu se confunde com um pássaro. Os militares usam um óculos de visão noturna, que permite enxergar à noite como se fosse dia, e também utilizam miras holográficas nas armas, que facilitam a pontaria e evitam disparos errados.

Uma reportagem do DIA na semana retrasada mostrou as condições do alojamento dos militares no Batalhão de Infantaria Blindada, onde faltava parte do telhado e havia infiltrações nas paredes.Alguma melhoria está prevista para eles?
Qualquer primeiro contingente que chega passa por isso, mas é normal em qualquer Exército no mundo. A estrutura logística vai sendo melhorada a cada dia e isso é igual em qualquer tropa, por mais dinheiro que ela tenha. Você não monta uma base com barracas com ar-condicionado e conforto num piscar de olhos. Nossa tropa já está acostumada com essas condições porque ela é empregada em qualquer parte do território brasileiro. Na Amazônia, não tem conforto nenhum. Você fica dormindo numa rede, no molhado, porque chove muito. Aqui houve sim, nos primeiros dias, uma dificuldade, mas agora o quadro já está completamente diferente. O Exército e a Marinha têm feito um esforço enorme para melhorar.Quando o segundo contingente chegar, já teremos bases com barracas climatizadas com ar-condicionado e alguns contêineres.

http://surgiu.com.br/noticia/149185/general-da-mare-revela-que-usara-inteligencia-para-pegar-bandidos.html

Maior área militar da América Latina terá demolições para abrir BRT

Transolímpica derrubará unidade inteira e atingirá edificações em três quartéis na Zona Oeste
O quartel da Polícia do Exército, em Magalhães Bastos: espaço, que tem 500 homens e está orçado em R$ 20 milhões, vai ser demolido para dar lugar a um trecho do BRT  (Foto: José Pedro Monteiro / Agência O Dia)
CHRISTINA NASCIMENTO

Rio - Por causa do corredor de ônibus Transolímpica, a região com a maior concentração de unidades militares da América Latina vai sofrer baixas. A primeira delas já foi definida: o Quartel da Polícia do Exército (PE), em Magalhães Bastos, que tem 500 homens. O espaço, orçado em pelo menos R$ 20 milhões, vai ser demolido para dar lugar a um trecho do BRT. E não será o único.

Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, outros três quartéis vão perder uma parte da sua área para a via expressa, e 24 casas de soldados e cabos vão abaixo e serão reconstruídas na Estrada do Camboatá, em Deodoro.

O secretário, no entanto, faz mistério sobre o valor que a prefeitura vai pagar pelo quartel da PE. A área não pode ser desapropriada, como ocorre com residências e comércio, porque é da União. “Isso (quantia a ser paga) ainda está sendo negociado”, afirmou o secretário, que garantiu que a desocupação do quartel não deverá ser de imediato. A previsão é o final do ano. Segundo ele, a decisão de comprar o espaço impediu que cerca de 300 casas de moradores de Magalhães Bastos fossem demolidas. O BRT vai ligar a Barra a Deodoro.

Na lista dos quartéis que serão cortados pelo corredor estão o 25º Batalhão Logístico, que vai ficar sem a garagem dos carros de combate e a subestação de energia; o Parque Regional de Manutenção; e a Escola de Equitação do Exército. “Nesses casos, estamos desenvolvendo projetos e reconstruindo o que for usado para o BRT. São contrapartidas da prefeitura. Isso só foi possível com muita parcimônia do Exército, que junto a seus oficiais foram conduzindo as negociações para a gente chegar a um denominador comum”, afirmou Pinto.

O prédio do 25º Batalhão do Exército vai perder a garagem de carros de combate e a subestação de energia
(Foto: José Pedro Monteiro / Agência O Dia)
O corredor terá 23 quilômetros e vai passar por Barra, Recreio dos Bandeirantes, Camorim, Curicica, Taquara, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Vila Militar e Deodoro. No início do mês, O DIA mostrou que na região da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, a prefeitura vai extinguir uma área da Mata Atlântica, que equivale a aproximadamente 20 campos de futebol.

Um dos pontos de conflito do BRT é a Igreja de São José, na Rua Salustiano Silva, em Magalhães Bastos. Apesar de o secretário negar que o traçado passará pelo salão paroquial, moradores temem que a demolição acabe ocorrendo durante as obras. “Vamos aguardar para ver se a prefeitura vai cumprir o prometido. O que incomoda é que só somos avisados em cima da hora”, afirmou o presidente da Associação de Moradores de Magalhães Bastos, Rogério Silva, de 47 anos.

Cerca de 600 foram salvas de despejo

A escolha de passar o corredor de ônibus por quartéis teria poupado, desde o projeto executivo da obra, segundo a prefeitura, cerca de 600 moradias de desapropriações. Apenas nove imóveis terão que ser removidos, o que não é um alento para quem foi escolhido para deixar sua casa ou comércio. É caso de Francisco Inácio, de 68 anos, que tem uma farmácia na Rua General Canrobert da Costa, em Magalhães Bastos.

Há 35 anos com ponto no mesmo endereço, ele teve uma proposta da prefeitura no valor de R$ 190 mil. O dinheiro, no entanto, não seria suficiente para arcar com os prejuízos da mudança. “O corredor de ônibus é um benefício para muita gente. Mas sair do local onde se está há tanto tempo mexe muito com o emocional. Fora que aqui a gente tem uma clientela antiga”, afirmou Inácio. O posto do Detran, na Rua Salustiano Silva, também terá que sair em prol do Transolímpica. Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, o terreno é do Exército, que cede o espaço para o estado..

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-04-22/maior-area-militar-da-america-latina-tera-demolicoes-para-abrir-brt.html

22 de Abril: dia da Aviação de Caça


Medalha da Inconfidência 2014

Sentimento de liberdade marca a entrega da Medalha da Inconfidência em Ouro Preto


Personalidades agraciadas com a comenda falam do orgulho e da importância de receber a honraria, a maior concedida pelo Estado de Minas Gerais
Um sentimento de reafirmação da liberdade tomou conta da Praça Tiradentes, em Ouro Preto, na noite desta segunda-feira (21/04), durante a entrega da Medalha da Inconfidência, comenda que homenageia o mártir Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Além da entrega da honraria, a cerimônia da 63ª edição da Medalha foi marcada também pelas comemorações dos 30 anos do movimento das Diretas Já. Neste ano, 240 personalidades mineiras e brasileiras foram agraciadas com a honraria.
A Medalha da Inconfidência foi criada em 1952, pelo governador Juscelino Kubitsheck, para homenagear pessoas que prestaram relevantes serviços para a promoção de Minas e do Brasil. É a maior comenda concedida pelo Estado de Minas Gerais e entregue anualmente. Tem quatro designações: Grande Colar, Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência.
 Homenagem ao mártir da Inconfidência
Ao chegar à Praça Tiradentes, o governador Alberto Pinto Coelho recebeu as honras militares da Guarda de Honra da Polícia Militar de Minas Gerais e passou em revista à tropa. Em homenagem a Tiradentes, Alberto e o senador Aécio Neves, orador oficial da cerimônia e que recebeu o Grande Colar, depositaram uma coroa de flores no monumento ao mártir da Inconfidência.
No acendimento da pira da liberdade, o cantor e compositor Marcus Viana cantou “Canção do Herói”, de autoria dele e que presta homenagem a Tiradentes. A tocha da liberdade foi trazida de São Lourenço pelos Cavaleiros da Inconfidência. A cavalgada foi iniciada em 23 de março, após a entrega da Comenda Ambiental Estância Hidromineral de São Lourenço. Antes de chegarem a Ouro Preto, os cavaleiros passaram por Caxambu, Baependi, Cruzília, Carrancas, Madre de Deus de Minas, São João del-Rei, Tiradentes, Prados, Carandaí, Cristiano Otoni, Queluzito, Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco.
Um coral formado por cerca de 1.500 vozes de diversas partes de Minas Gerais e regido pelo maestro Lindomar Gomes cantou o Hino Nacional Brasileiro. Acompanhado do coral e do conjunto Cantos de Minas, Marcus Viana cantou a composição “Pátria Minas”, de sua autoria, e emocionou os espectadores e agraciados ao entoar a canção que aborda a cultura mineira, o patrimônio histórico e as riquezas naturais espalhadas por todo o Estado.
Antes da solenidade, o cantor e compositor Marcus Viana falou sobre o papel da cerimônia para homenagear e reafirmar a importância de Tiradentes não só em Minas Gerais, mas em todo o Brasil. “O Brasil é um país carente de heróis e Joaquim José da Silva Xavier, nosso querido Tiradentes, é um dos poucos. Ouso dizer que ele é o maior herói nacional. Ele não negou seu envolvimento na conjuração e encarou tudo até o fim. Se fomos ler a história dele, vamos encontrar uma pessoa de peso, um guerreiro”, ressaltou o artista.
O evento também contou com apresentação comemorativa dos 30 anos das “Diretas Já”.  Composições de integrantes do Clube da Esquina, como Coração Civil, Coração de Estudante, Bailes da Vida, Nenhum Mistério, Quem sabe isso quer dizer amor e Para Lennon e McCartney foram cantadas pelo coral, acompanhadas de projeções de imagens da mobilização de 1984.
Honra para os agraciados
Ao ser condecorada com a Grande Medalha, a presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, Norma Angélica Reis Cavalcanti, também destacou a importância de receber a medalha não só como cidadã, mas principalmente como integrante do Ministério Público. “É uma condecoração que só de trazer em seu nome a Inconfidência Mineira é de suma importância para o Ministério Público brasileiro, que luta e lutará sempre pelo Estado Democrático de Direito. Essa medalha representa a luta pela liberdade, por dias melhores, por um país melhor”, enfatizou.  
O presidente da Academia Mineira de Letras, o mineiro Olavo Celso Romano, também falou sobre o papel da honraria. “A Inconfidência, Tiradentes, Ouro Preto, é a grande síntese de Minas, da liberdade, das grandes lutas e hoje, aqui, me sinto mais honrado ainda em estar recebendo esta medalha”, destacou.  
O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) falou sobre o papel de Minas Gerais e sobre a satisfação em ser homenageado com a Grande Medalha. “Minas Gerais é o berço da independência e da liberdade no Brasil. Estar aqui e merecer esta homenagem é algo que multiplica a minha vontade de trabalhar pelo Brasil. Minas é o berço da história do país, ao longo não só da Inconfidência, mas depois de uma série de momentos históricos também. Nesse momento que o Brasil precisa ainda de um projeto nacional para se afirmar com autossuficiência, a questão da independência está permanentemente colocada”, concluiu o deputado.
http://www.agenciaminas.mg.gov.br/

FEIJOADA CESAR ROMERO 2014 - FALTAM....


RESERVAS PELO TELEFONE 3215.3123

VEREADOR JOÃO DO JOANINHO E OS DEMOCRATAS

Em conversas

O DEM é uma incógnita em Juiz de Fora. Desde o início do ano, o vereador João do Joaninho vem conversando com a direção estadual para ampliar a formação do partido na cidade e até mesmo definir apoio ou candidatura nas eleições de outubro. Ele já foi chamado a Belo Horizonte, onde teria obtido a promessa de liderar a legenda na cidade, mas ainda não bateu o martelo sobre a nova executiva, embora todas as fichas sejam colocadas na sua indicação. Prudente, o vereador diz que só vai falar quando estiver tudo definido.
http://www.tribunademinas.com.br/painel/painel-1.1450296

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O BRASIL DO PT: Após parto em calçada, mãe recebe alta e inclui 'Vitória' no nome da filha

Imagens de um cinegrafista amador mostra o momento em que uma mulher dá à luz uma menina em frente ao Hospital Barata Ribeiro, na Mangueira, neste sábado (20), como mostrou o RJTV. Sem conseguir atendimento, Leilane da Silva, 22 anos, contou com ajuda de policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Mangueira para fazer o parto, sobre uma calçada. Na tarde desta segunda (22), mãe e filha tiveram alta do Hospital Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, para onde foram levadas após o nascimento. O bebê, que se chamaria Kémylle, ganhou um segundo nome, em homenagem à superação: Vitória.
“Kémylle. Kémylle Vitória. Porque de tudo que passou e tá bem de saúde graças Deus”, disse a mãe, que tem Nascimento como segundo sobrenome. “[Estou] Feliz que está tudo bem.”
A mãe saiu de casa em trabalho de parto. Não deu tempo de chegar à maternidade. “Ela não aguentou nem pegar ônibus, táxi. Peguei ela no colo, a bolsa estourou e a neném saiu. Eu deitei ela no chão, policial veio dar assistência”, narrou o pai, Carlos da Silva.
Os soldados Lucas Costa e Marcondes de Souza, que ajudaram no parto, buscaram socorro no hospital municipal, referência em ortopedia e cirurgia plástica, mas nenhum profissional apareceu para ajudar. Um dos PMs tirou a camisa para cobrir o bebê. Kémylle nasceu com 2 dois quilos e cem gramas. O nascimento foi registrado por um cinegrafista amador. A blusa do policial vai ficar como recordação, para Leilane contar a história à filha.
Sindicância aberta

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o caso será apurado com rigor. Uma sindicância vai ser aberta e funcionários do Barata Ribeiro que estavam trabalhando na manhã de sábado serão ouvidos. A assessoria disse que ainda é cedo para dar detalhes sobre a suposta omissão de socorro e qual o prazo para a conclusão da investigação interna.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/04/apos-parto-em-calcada-mae-recebe-alta-e-inclui-vitoria-no-nome-da-filha.html

domingo, 20 de abril de 2014

COLUNA CACA SALERMO - EDIÇÃO 21.04.14

DESTAQUES

O general de Brigada Francisco Mamede de Brito Filho, comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), receberá das mãos do governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, a medalha da Inconfidência, no próximo dia 21 de abril em Ouro Preto...

O Esporte Clube São Carlos realizará no próximo dia 9 de maio, às 20h, missa em homenagem ao Dia das Mães. Em seguida, será servido um jantar, por adesão, no salão social do clube. Convidando o presidente José Maria Veloso...

Dia 6 de maio o general de Divisão, Walmir Amada Schneider Filho, natural de Juiz de Fora, que hoje serve do Estado Maior do Exército, em Brasília, receberá o titulo de Cidadão Benemérito de Juiz de Fora, às 19h30, na Câmara Municipal...

A secretaria de Esporte e Lazer, da PJF, realizará no próximo dia 27 de abril, a partir das 9h, uma Rua de Lazer no bairro JK, atrás da praça de esportes do São Carlos. A realização do evento foi uma solicitação do tenente Luiz Eduardo Schmitz para comemorar o Dia do Exército, prontamente atendido pelo secretário da SEL, Francisco Canalli, que estará presente junto com toda a sua equipe.

http://www.cacasalermo.com/coluna-social/juiz-de-fora-21-de-abril-e-2014-segunda-feira

Tropas e blindados do Sul reforçarão a segurança no Complexo da Maré

Publicação: 20/04/2014 09:24 Atualização: 20/04/2014 12:17


Tropas e blindados do Rio Grande do Sul e do Paraná serão deslocadas para o Rio de Janeiro a pretexto de garantir a pacificação do Complexo da Maré, a partir de 31 de maio, e permanecerão na cidade até o fim de julho, ou seja, após a Copa do Mundo, sob responsabilidade do Comando Militar do Sul. O general de brigada Mauro Sinott Lopes, comandante da 6ª Brigada de Infantaria Blindada (Brigada Niederauer), localizada em Santa Maria (RS), assumirá o comando da Força de Pacificação, que terá a estrutura de uma brigada, com 2,1 mil homens.

A operação faz parte da estratégia do Palácio do Planalto para garantir a realização da Copa do Mundo sem maiores transtornos, o que inclui mudanças na legislação penal para punir com maios rigor manifestantes que utilizarem a violência e praticarem atos de vandalismo. O emprego de tropas do Sul dificulta o acesso dos traficantes às informações. Na quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff, durante a 42ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o apelidado “Conselhão”, no Palácio do Planalto, afirmou que não permitirá que a Copa do Mundo de 2014 seja “contaminada” por eventuais episódios de violência e prometeu “segurança pesada” durante o período.

A utilização de tropas do Sul do país para conter distúrbios não é novidade na história do Brasil – vale lembrar que foram os soldados gaúchos que derrotaram e massacraram os jagunços de Antônio Conselheiro na quarta campanha da Guerra de Canudos, sob comando do general Carlos Machado Bittencourt. Estão sendo empregadas com base no novo conceito de “Operações no Amplo Espectro” desenvolvido pelo Exército, que inclui “operações ofensivas, defensivas, de pacificação e apoio a órgãos governamentais ou autoridades civis, no mesmo espaço físico, de forma simultânea ou sucessiva”. Esse conceito foi incorporados à legislação como ações de “Garantia da Lei e da Ordem”, que substitui a velha doutrina de segurança nacional do regime militar, que via manifestações populares como “subversão”, e seus líderes, como “inimigos internos”.

O Exército pretende deslocar 800 homens de Santa Maria (grupo de comando, um batalhão de pacificação e destacamento logístico); e tanques de Santa Rosa (um esquadrão de cavalaria mecanizada), no Rio Grande do Sul; e blindados sobre rodas de Cascavel (dois pelotões de infantaria mecanizada), no Paraná; além de dois batalhões da Brigada de Paraquedistas e um batalhão de fuzileiros navais do Rio de Janeiro, que já estão na Maré. Pela primeira vez, serão utilizados os 13 veículos blindados de transporte de tropas sobre rodas Guarani recém entregues ao Batalhão de Infantaria Mecanizada de Cascavel, que são considerado um meio ideal para operações de pacificação. O governo encomendou a fabricação de 2.044 blindados dessa série para reaparelhar o Exército.

Haiti é aqui Desde 30 de março, 2,5 mil homens do Exército, Marinha e Polícia Militar, com o apoio de 20 blindados, já ocupam o conjunto de favelas do Complexo da Maré, onde vivem 130 mil pessoas, às margens das Linhas Vermelha e Amarela e da Avenida Brasil, principais vias de acesso ao Rio de Janeiro. A experiência adquirida em missões de paz no Haiti já foi usada antes nos Complexos do Alemão e da Penha e nas favelas da Rocinha e do Vidigal.

Mais da metade dos soldados e oficiais que participam dessa operação já estiveram no Haiti e foram treinados no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), criado em 2005, na Vila Militar, em Deodoro, no Rio de Janeiro. Centro de referência internacional para esse tipo de operação, no local há um simulador para treinar patrulhas e uma equipe realiza estudos sobre os chamados “transtornos de estresse pós-traumáticos” – perturbações psíquicas causadas pela ansiedade – , que atingem entre 8% e 10 % dos soldados nesses tipo de operações e são a principal causa de incidentes graves entre eles e civis.

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2014/04/20/interna_brasil,499989/tropas-e-blindados-do-sul-reforcarao-a-seguranca-no-complexo-da-mare.shtml

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - 20.04.14

Ten Cel PM Justino

Ten Mauro Eduardo Barbosa


Exército tem pistas de armas desviadas

20 de Abril de 2014 - 06:00

Alguns armamentos foram localizados no Rio de Janeiro, Ipatinga e em Juiz de Fora

Por MICHELE MEIRELES Repórter

Um ano e cinco meses após o 4º Depósito de Suprimentos (4ºDSup) do Exército abrir inquérito para apurar desvio de armas ocorrido na unidade, a instituição ainda não chegou a um número total de materiais subtraídos. O que se tem de concreto é que, das 728 armas apreendidas em ações policiais e periciadas na cidade entre outubro de 2012 e o dia 17 de março deste ano, 14 são provenientes do desvio. Desta, uma havia sido entregue pelo seu proprietário na Campanha do Desarmamento. Outras três armas que deveriam ter sido destruídas no quartel de Juiz de Fora foram localizadas em outros municípios, sendo duas no Rio de Janeiro e uma terceira em Ipatinga. No caso desta última, o revólver foi usado na prática de um homicídio naquela cidade. O Exército admite a dificuldade para chegar ao total do material desviado. Por enquanto, apenas estão sendo identificadas as armas apreendidas em flagrantes de crimes. Portanto, as que não foram pegas não entram no quantitativo de material subtraído. O fato confirma o descontrole no processo de destruição adotado na época.
Mesmo não estando à frente do comando da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha) quando ocorreu o desvio, o atual comandante da organização militar, general Francisco Mamede de Brito Filho, concedeu entrevista à Tribuna. Ele enfatizou que a instituição considera o fato como "muito grave e será levado até as últimas consequências". Segundo ele, "todo processo, por mais rigoroso, repousa em última análise sobre pessoas, que estão suscetíveis a erros. Ainda não posso precisar, em unidades, quantas armas saíram. Em termos documentais, todas as armas foram destruídas".
Uma das respostas que busca o inquérito policial militar (IPM) é apontar de que forma os militares conseguiam retirar os armamentos da unidade militar. O atual comandante do 4º Depósito de Suprimentos (4º DSup) do Exército, que também não estava no local na época da subtração dos armamentos, coronel Ricardo Medrado, afirmou que, possivelmente, algumas armas saíram pela porta da frente do quartel. "Pelo que apuramos, possivelmente, em momento oportuno, os soldados escondiam a arma, em outro, colocavam na mochila. Com a facilitação de outro colega, que estava na revista em determinado dia, saíam com o material", afirmou, destacando que o fato ocorreu de forma pontual.
Segundo a juíza à frente do caso Maria do Socorro Leal, da Justiça Militar, outra possibilidade investigada é a de que os militares dispensavam as armas pelo caminho até a siderúrgica onde são destruídas. "Ainda não está fechada a investigação, mas armas eram conferidas quando saíam do quartel, mas não no momento da destruição. É provável que nem os envolvidos saibam dizer quantos armamentos saíram", disse a juíza, afirmando que não acredita que grande montante tenha retornado às rua.
Conforme o comandante do 4º DSup, diversas mudanças no procedimento de destruição foram implementadas. Entre elas, a pré-destruição, por prensa, imediata do armamento. "Também limitamos o número de armas recebidas. Os momentos da entrega, da destruição e da saída são fotografados e filmados. Hoje em dia, o derretimento das armas é feito na semana do recebimento, evitando acumular armamentos", disse Medrado.


Perícia minuciosa após descoberta do esquema

O delito veio à tona em meados de 2012, quando a Polícia Civil investigava um suspeito de tráfico de drogas e descobriu que ele era a ponte entre os militares e os receptadores das armas. Por meio de escuta telefônica, a polícia detectou possíveis negociações de armamentos feitas pelo homem de 28 anos. "O inquérito não foi concluído por nós, por se tratar de crime militar. Não chegamos a um número, mas muitas armas eram negociadas, inclusive em favelas do Rio de Janeiro", afirmou a delegada regional, Sheila Oliveira, na época à frente destas investigações
O fato foi comunicado ao Exército, que abriu sindicância. Cerca de 20 dias após a comunicação da polícia, foi cumprido mandado de busca e apreensão por equipes do Exército e da Polícia Civil na casa de um dos soldados suspeitos, porém, nada foi encontrado. A partir daí, foi aberto, no dia 26 de novembro de 2012, um inquérito policial militar (IPM). Até agora, ficou apurado que o crime era cometido por quatro soldados, lotados na 2ª Companhia do 4º DSup, sediada no Bairro Barbosa Lage, Zona Norte. Os militares já foram desligados. Além deles, oito civis flagrados em ações militares com armas que deveriam ter sido destruídas foram indiciados. Outros dois adolescentes também são suspeitos.
Desde que o desvio de armas foi constatado, todo o material apreendido em operações policias na cidade passou a ser periciado de forma detalhada pela Polícia Civil. O objetivo é tentar recuperar numerações danificadas. Só a partir deste exame metalográfico foi possível localizar algumas armas subtraídas. Porém, a ação não é capaz de identificar todos os armamentos. "É um trabalho minucioso, mas que não tem 100% de eficácia. Em alguns casos, dependendo do tipo de raspagem, por exemplo, não é possível recuperar o número", destacou a delegada regional.
Para se encontrar armas em outras cidades, segundo o comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), general Francisco Mamede de Brito Filho, é preciso que haja vontade das polícias. "Todos os órgãos do país sabem que houve o problema. Estão disponíveis, em um sistema eletrônico, todas as armas que deveriam ter sido destruídas. Qualquer polícia do Brasil pode entrar e checar."
Como as armas desviadas podem ser encontradas ao longo de anos, o promotor que cuida do caso, Ulysses da Silva Costa Filho, afirmou que irá determinar a instauração de novos inquéritos cada vez que for recolhido um armamento que deveria ter sido destruído. "Volta e meia, elas podem aparecer. Se fosse juntar a este processo cada nova arma encontrada, teria que auditar a denúncia, e o processo nunca teria fim", explicou. Segundo ele, o inquérito está em fase final, e os indiciados deverão ser denunciados.
A juíza à frente do caso, Maria do Socorro Leal, da Justiça Militar, afirmou que, além dos envolvidos diretamente no esquema, os responsáveis pela extinção dos materiais podem responder pelo fato. "Mesmo não estando envolvidas no desvio, as armas estavam sob escolta do Exército. É preciso que se apure as responsabilidades, mesmo que de forma culposa. A apuração é muito rigorosa, não estamos aqui para proteger instituição nenhuma, mas para fazer cumprir a lei."

Desvio ocorreu durante cerca de dez meses

O 4º Depósito de Suprimentos do Exército (4º Dsup) é o único quartel mineiro com competência para realizar destruição de armas no estado de Minas. Todos os armamentos recolhidos na Campanha do Desarmamento, apreendidos em ações policiais e inservíveis aos órgãos de segurança pública, são destinados à unidade de Juiz de Fora. O comandante da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), general Francisco Mamede de Brito Filho, afirmou que o quartel recebeu cerca de13 mil armas na época do desvio. "Metade das armas recebidas é artesanal e não tem apelo para atividade criminosa. Com esta quantidade, eu não poderia facilmente chegar à casa dos milhares de armas subtraídas. O processo estabelecido tinha falhas que permitiam que um pequeno número de armas saísse. É impossível que o processo admitisse que um caminhão inteiro de armas fosse desviado."
Segundo ele, um dos pontos positivos do procedimento adotado na época era o rodízio de pessoas envolvidas. "Havia uma comissão mista que acompanhava o recebimento e destruição, e estes membros eram trocados. Com isso, havia um cerceamento desta possibilidade do desvio, e os envolvidos se sentiam inibidos." O Exército acredita que o desvio ocorreu durante cerca de dez meses, no ano de 2012. "A data em que os militares entraram no Exército e tiveram acesso ao processo pode ser um bom limite temporal. Investigamos o que ocorreu com estes atores. Se houve com outras pessoas envolvidas em tempos remotos, até agora não veio à tona", comentou Brito.

Explosão da violência
A cidade vive hoje uma explosão nas mortes violentas. Segundo levantamento feito pela Tribuna, com base nos Registros de Eventos de Defesa Social (Reds), 55 pessoas foram assassinadas neste ano. No ano passado, as armas de fogo estavam presentes em 77% dos 139 homicídios. Autoridades policiais e estudiosos da área de segurança pública relacionam a explosão violenta às armas que saíram do aquartelamento e caíram nas mãos da criminalidade. Porém, a relação é contestada pelo comandante da 4ª Brigada, general Francisco Mamede de Brito Filho, que é enfático ao afirmar que as armas desviadas "dificilmente chegarão à casa das centenas. Se confrontarmos o número de apreensões com o de armas detectadas, as últimas não representam 2% do total. Não se pode, com base no que está sendo levantado, relacionar o aumento da criminalidade com a disponibilização destas armas", finalizou. De acordo com o general, nenhuma das armas foi usada em crimes de homicídio em Juiz de Fora.
http://www.tribunademinas.com.br/cidade/exercito-tem-pistas-de-armas-desviadas-1.1450095

IMBEL COMEMORA 80 ANOS EM JUIZ DE FORA

80 ANOS EM JF

Responsável em boa parte pelo desenvolvimento da Zona Norte, a Imbel abriu a temporada de comemorações de seus 80 anos, completados em agosto.
A tradicional fábrica de material bélico está implantando um centro cultural e de memória para guardar e divulgar toda a sua história.
http://www.tribunademinas.com.br/cesar-romero/cesarromero-1.1450086

GEN BRITO RECEBE MEDALHA EM OURO PRETO

EM OURO PRETO

O comandante da 4ª Brigada, general Francisco Mamede Filho, o vice-presidente do Tribunal de Contas, Sebastião Helvécio Ramos de Castro e o reitor Henrique Duque estão entre os agraciados de Juiz de Fora com a Medalha da Inconfidência que será entregue no feriado de segunda-feira.
A solenidade em Ouro Preto coincide com os 30 anos do movimento das Diretas Já e os 25 anos da Constituição de Minas.
http://www.tribunademinas.com.br/cesar-romero/cesarromero-1.1450086

Gabrielli: Dilma não pode fugir à responsabilidade

Presidente da Petrobrás à época da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006, José Sergio Gabrielli admitiu em entrevista ao Estado sua parcela de responsabilidade no polêmico negócio, mas dividiu o ônus com a presidente Dilma Rousseff.
Segundo ele, o relatório entregue ao Conselho de Administração da estatal foi "omisso" ao esconder duas cláusulas que constavam do contrato, mas Dilma, que era ministra da Casa Civil e presidia o conselho, "não pode fugir da responsabilidade dela".
Gabrielli defende a compra da refinaria conforme as circunstâncias da época e alfineta sua sucessora, Graça Foster, ao afirmar que a Petrobrás não foi construída nos dois anos de gestão da atual presidente da estatal. De acordo com ele, a queda do preço das ações da estatal não se deve a Pasadena, mas à conjuntura externa, afetada pela crise financeira global de 2008, e à política do governo de manutenção artificial dos preços da gasolina no Brasil abaixo do mercado internacional. Política que, segundo Gabrielli, está contaminada pela disputa eleitoral.
O senhor se considera responsável pelo relatório entregue ao conselho administrativo da Petrobrás antes da compra da refinaria de Pasadena?
Eu sou responsável. Eu era o presidente da empresa. Não posso fugir da minha responsabilidade, do mesmo jeito que a presidente Dilma não pode fugir da responsabilidade dela, que era presidente do conselho. Nós somos responsáveis pelas nossas decisões. Mas é legítimo que ela tenha dúvidas.
O relatório é falho e omisso como disse a presidente Dilma?
Acho que não (foi falho). Ele foi omisso. Sem dúvida nenhuma foi omisso porque as duas cláusulas mencionadas (Put Option, que obrigou a Petrobrás a comprar a outra metade da refinaria, e Marlim, que compensaria a então sócia Astra por possíveis prejuízos) não constavam da apresentação feita aos conselheiros.
O conselho teve acesso à totalidade dos documentos antes de aprovar a compra da refinaria?
Não teve acesso a essas cláusulas. Mas isso não é relevante, a meu ver, para a decisão do conselho. O que é relevante é se o projeto é aderente tecnologicamente e estrategicamente ao que você faz e ter dado rentabilidade com os pressupostos daquele momento. Essas três condições fariam a decisão do negócio.
Se o Conselho de Administração da estatal soubesse dessas cláusulas no primeiro momento teria aprovado a compra da refinaria?
Eu acho que teria aprovado porque o objetivo naquele primeiro momento era a possibilidade de ter um negócio nos Estados Unidos em uma refinaria que tinha preços adequados ao mercado. E poderia ser uma entrada forte nossa nos Estados Unidos, o mercado que mais crescia no mundo na época. Continuo achando que foi um bom negócio para a conjuntura de 2006, um mau negócio para a conjuntura de 2008 a 2011 e voltou a ser bom em 2013 e 2014.
O que mudou na Petrobrás de Lula para Dilma?
Não acho que houve mudança. É bom lembrar que saí em fevereiro de 2012 e o acordo de Pasadena é de junho de 2012. Enquanto estive lá, a partir de 2008, só fiz disputar judicialmente com a Astra. Não fiz nenhum acordo com a Astra.
Então a mudança foi de Gabrielli para Graça Foster?
Eu não disse isso. A gestão da presidente Graça deu continuidade aos planos estratégicos desenvolvidos pela diretoria anterior. Não vejo ruptura entre mim e Graça. É uma presidência de continuidade.
Pelo menos em um ponto importante vocês divergem. Graça diz que a compra de Pasadena foi um negócio ruim e o senhor diz que foi bom.
Nós não divergimos. Graça disse de forma explícita que hoje ela não faria o negócio mas que na época foi um bom negócio. Portanto nós não temos divergência. Na época eu faria a mesma coisa. O negócio depois ficou ruim e hoje está melhor outra vez.
Existe uma tentativa de responsabilizar a sua gestão por um negócio que não deu o resultado esperado?
Cheguei na Petrobrás e a empresa valia US$ 15 bilhões. Comigo a Petrobrás foi a US$ 350 bilhões e quando eu saí ela estava valendo US$ 180 bilhões. Essa é a realidade no mercado. A empresa vinha num processo de esvaziamento, de quebra da unidade operacional, sendo fatiada. Havia várias iniciativas para vender as refinarias em pedaços. Saímos da situação de uma empresa acuada na área de gás e energia para nos transformarmos no principal ator produzindo hoje um volume superior talvez à energia de Itaipu. Isso não se fez nos últimos dois anos.
As dúvidas sobre negócio de Pasadena são uma mácula à sua gestão?
Não posso aceitar isso. Posso falar da minha gestão em termos de resultados. Posso falar de uma empresa que saiu de ter duas sondas de perfuração para ter 69, que saiu de 33 mil pessoas trabalhando para 85 mil, que foi nesse período que se descobriu o pré-sal e se atingiu a autossuficiência. Na minha gestão a companhia teve os maiores lucros da história e realizou a maior capitalização da história do mundo em termos de venda de ações no mercado. Não posso dizer que foi uma gestão equivocada. Desafio quem quiser discutir sem xingamento a dizer que foi uma má gestão.
Qual sua opinião sobre a declaração da presidente Dilma de que estariam tentando atingir a Petrobrás?
A oposição faz uma campanha irresponsável contra a Petrobrás. A Petrobrás é um patrimônio nacional extremamente bem gerido, com uma competência instalada extraordinária. O ataque só pode ser entendido por interesses eleitoreiros combinados com alguns interesses muito mais complicados.
Quais?
Interesses na área financeira de redução dos valores da Petrobrás para poder viabilizar operações no mercado de ações e ameaçar o papel histórico da empresa de desenvolver o pré-sal brasileiro. Quando nós mudamos o marco regulatório do pré-sal em 2010 com a introdução da partilha de produção que altera as formas de apropriar o futuro e com isso vai viabilizar mais recursos para a educação brasileira, isso teve uma oposição muito grande. É quem hoje está atacando a Petrobrás. Quem hoje ataca a Petrobrás também ataca o modelo da partilha e o conceito de que a companhia deve ser a operadora do pré-sal.
Como o senhor explica a grande desvalorização da empresa apesar da descoberta do pré-sal?
Em dezembro de 2002 uma ação da Petrobrás em Nova York custava US$ 3,67. No dia 1.º de agosto de 2008 chegou a US$ 55,31 e hoje está a US$ 13,50. Esse período pós 2008 deve ser explicado por dois fenômenos. Primeiro, pela crise financeira mundial que reduziu a demanda de petróleo dos EUA. Segundo, pela queda do preço de petróleo e do mercado de ações. No Brasil tem um componente importante que está penalizando as ações da Petrobrás que é o ajuste dos preços da gasolina e diesel no mercado nacional abaixo dos preços praticados no exterior.
O preço da gasolina no Brasil deve aumentar?
Deve aumentar. Não precisa ser instantaneamente mas tem que haver um aumento gradual para permitir uma mínima aproximação do preço doméstico com o preço internacional. Não há como a Petrobrás manter permanentemente uma diferença entre o preço doméstico e o internacional. Tem que ter um processo de convergência e no dia que acontecer isso as ações da Petrobrás voltam a crescer.
A política sobre os preços da gasolina também está contaminada pelo debate eleitoral?
Claro. Acaba sendo afetada, influenciada.
Houve US$ 530 milhões de baixas contábeis da Petrobrás por causa de Pasadena. Existe possibilidade de a companhia recuperar esses valores?
Não sei os números de hoje, mas a presidente Graça diz que o lucro é de US$ 58 milhões em janeiro e fevereiro de 2014. Se multiplicar US$ 58 milhões em 10 meses ela recupera os US$ 530 milhões. É uma conta linear.
Existe algum conflito ético na indicação do seu primo José Orlando para o cargo de presidente da Petrobrás América?
O Zé Orlando entrou na Petrobrás em 1978. Quando cheguei, em 2003, era conhecido como primo de Zé Orlando. Não ele (conhecido como) meu primo. Quando a indicação para presidência da Petrobrás América chegou, eu tinha as seguintes opções: veto porque é meu primo ou aceito porque é a pessoa mais correta. Aí resolvi comunicar à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) porque não é justo vetá-lo por ser meu primo. Enquanto ele esteve lá nós só fizemos disputa judicial. Não teve nenhum pagamento à Astra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://atarde.uol.com.br/politica/noticias/1585444-gabrielli-dilma-nao-pode-fugir-a-responsabilidade

19 DE ABRIL - DIA DO INDIO


PALAVRAS DO DEPUTADO BOLSONARO


Semana do Exército em Porto Alegre




UMA FELIZ PÁSCOA A TODOS!


Páscoa significa renascimento, renascer. 

Desejo que neste dia, em que nós cristãos, comemoremos o Seu renascimento para a vida eterna, possamos renascer também em nossos corações. 

Que neste momento tão especial de reflexão, possamos lembrar daqueles que estão aflitos e sem esperanças. 

Possamos fazer uma prece por aqueles que já não o fazem mais, porque perderam a fé em um novo recomeçar, pois esqueceram que a vida é um eterno ressurgir. 

Não nos deixe esquecer que mesmo nos momentos mais difíceis do nosso caminho, Tu estas conosco em nossos corações, porque mesmo que já tenhamos esquecido de Ti, Você jamais o faz. 

Pois, padeceste o martírio da cruz em nome do Pai e pela humanidade, que muitas e muitas vezes esquece disso. 

Esquecem de Ti e do Teu sacrifício.

Quando agridem seu irmão. Quando ignoram aqueles que passam fome, Quando ignoram os que sofrem a dor da perda e da separação. Quando usam a força do poder para dominar e maltratar o próximo. Quando não lembram que uma palavra de carinho, um sorriso, um afago, um gesto podem fazer o mundo melhor. 

Jesus... Conceda-me a graça de ser menos egoísta e mais solidário para com aqueles que precisam. 

Que jamais esqueça de Ti e de que sempre estarás comigo não importa quão difícil seja meu caminhar. 

Obrigado Senhor, pelo muito que tenho e pelo pouco que possa vir a ter. 

Por minha vida e por minha alma imortal. 

Obrigado Senhor! 

Amém. 

Feliz Páscoa!