O fogo assustou pessoas que estavam em outros prédios Foto: Foto via WhatsApp
Antero Gomes
Um
incêndio de grandes proporções atingiu dois imóveis no Centro do Rio. O
fogo começou no segundo andar de um sobrado de três andares na esquina
da Rua do Rosário com a Rua da Quitanda, onde funciona uma farmácia.
Havia funcionários na hora, por volta de 19h30m. Eles saíram correndo.
O
prédio inteiro foi tomado pelo fogo. Em seguida, o incêndio se espalhou
para a cobertura de um edifício que fica atrás. Muitas pessoas que
trabalham nas proximidades esperaram um pouco mais para sair dos seus
trabalhos, com medo das fagulhas.
Cerca de 30 bombeiros dos
quartéis de bombeiros Central, de Santa Teresa e de São Cristóvão, ainda
estão no local combatendo as chamas. Não há feridos.
As informações
chegaram via WhatsApp do EXTRA (21 998099952)
Sismógrafo mede intensidade de terremoto: tremor de magnitude 8,0 atingiu o norte do Chile Santiago .
A Marinha do Chile afirmou que um tsunami já atingiu algumas áreas no norte do país após um forte terremoto no litoral.
O terremoto,
de magnitude 8,0, atingiu a costa do Chile nesta terça-feira,
provocando um alerta de tsunami para toda a costa do Pacífico do Sul e
da América Central, informou o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico.
O prefeito Bruno Siqueira aprovou o
valor de R$ 2,25 para a passagem de ônibus, conforme decreto publicado
nesta terça-feira (1º). No texto, ele justifica o reajuste de 9,7% como
"único meio capaz de assegurar a continuidade, boa qualidade dos
serviços públicos prestados aos usuários e o equilíbrio
econômico-financeiro do sistema." Ele explica que o aumento corrige a
defasagem da tarifa, que há 20 meses não é reajustada. O novo valor
entra em vigor no próximo sábado, 5 de abril.
O último reajuste da passagem de ônibus de Juiz de Fora ocorreu em
julho de 2012, quando a tarifa subiu de R$ 1,95 para os atuais R$ 2,05.
Em 2013, a medida do Governo Federal de zerar o imposto PIS/Confins para
as tarifas de transporte coletivo garantiu que o valor ficasse
inalterado. Para o cálculo deste ano, pela primeira vez, a secretaria de
Transporte e Trânsito (Settra) considerou o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), fixado em 10,44%, no período entre julho de
2012 e março de 2014.
O uso do IPCA foi consenso entre Settra e Ministério Público. O órgão
questionava a antiga metodologia utilizada pela secretaria. Se fosse
considerado o sistema de cálculo anterior, a passagem de ônibus
aumentaria para R$ 2,31. Melhorias
Durante audiência pública realizada na Câmara Municipal
para apresentação do reajuste, o titular da Settra, Rodrigo
Tortoriello, apresentou ações de melhorias para o sistema de transporte.
Dentre estas, a criação de um centro de controle operacional (CCO) que
irá monitorar as linhas em tempo real, em maio, e a inserção de painéis
eletrônicos nos pontos de ônibus, no segundo semestre.
Um rapaz de 24 anos foi morto na porta
de um bar e mercearia no Bairro Vila Esperança II, na Zona Norte de Juiz
de Fora, na tarde desta terça-feira (1º). A vítima, Samuel Marques da
Silva, estava no estabelecimento, na esquina das ruas José Ribeiro
Sobrinho com Maria Soares da Silva, comprando ovos para a mãe, pouco
antes das 15h.
De acordo com a Polícia Militar, dois homens em uma moto
pararam em frente à mercearia, quando o carona desceu do veículo e
disparou três tiros em direção a Samuel. Somente um tiro teria acertado o
rapaz. Ainda conforme a polícia, o projétil entrou pela nuca e saiu
pela boca, quebrando dois dentes de Samuel, que morreu no local. O Samu
constatou o óbito, e a perícia da Polícia Civil realizou os trabalhos de
praxe.
Ainda não há informações sobre a motivação do crime, mas acredita-se
que a vítima conhecia o autor, uma vez que Samuel teria corrido assim
que percebeu a presença do atirador. O suspeito fugiu de moto com o
comparsa e ainda não foi localizado. A equipe da Delegacia de Homicídios
esteve no local para iniciar as investigações.
Que Deus te proteja hoje e sempre. Vimos essa mensagem, gostamos e entregamos a você, de coração:
Deus com seu infinito poder está em toda parte, ao seu redor e dentro de você.
Por ser o seu aniversário um dia tão especial, queremos de todo o coração te dizer o quanto os sonhos são importantes.
Jamais perca a sua fé em todas as coisas maravilhosas que podem te acontecer.
Tenha tempo para sonhar e para olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida.
Não tenha certeza das coisas que te rodeiam, pois a alegria está em continuar lutando e conquistando.
Nunca renuncie a um sonho, mesmo que ele te pareça impossível, pois quando os sonhos morrem, eles apodrecem dentro da gente e começam a enfestar tudo o que nos rodeia e de mansinho vão tomando conta dentro de nós o desanimo, a derrota e a sensação de inutilidade.
Plante em seu coração a sementeira do amor, pois assim ampliarás os seus dias de alegria.
Que o Senhor ilumine os seus caminhos levando a tristeza sempre pra longe, bem longe de você, enchendo seu coração com a divina fé e arrancando qualquer sentimento de orgulho, presunção ou egoísmo.
Continue a ser essa pessoa bacana que você é, pois a beleza interior é a que realmente conta diante de nosso Pai Celestial.
O seu coração estará onde estiver a sua alegria de viver.
Parabéns pela data importante que marca a sua entrada no mundo.
Com a presença do Ministro do Superior Tribunal Militar, Gen ExLuis Carlos Gomes Mattos, e do Comandante Militar do Sudeste, Gen Ex Adhemar da Costa Machado Filho, foi realizada no dia 27 de março, no Quartel General do Ibirapuera, a solenidade de passagem do cargo de Comandante da 2ª Divisão de Exército do General de DivisãoFloriano Peixoto Vieira Netoao General de BrigadaCarlos dos Santos Sardinha.
Acusações, tricas e futricas entre os poderosos dão-nos
saudades do Presidente Itamar Franco e de seu Chefe da Casa Civil,
Henrique Hargreaves.
Itamar chegou ao poder por acaso, com a queda de Collor. Era visto
por muitos como insignificante e desastrado. Hargreaves era antigo
funcionário da Câmara, famoso pelo conhecimento de leis fundamentais
para o relacionamento do Executivo com o Congresso. Itamar levou-o para o
Palácio.
Concentremo-nos em algumas atitudes da dupla, quando o Presidente do
Senado encastela-se para defender-se de acusações que pipocam novas a
cada semana e o presidente da República desafia uma subordinada a provar
alguma coisa contra a Ministra Chefe da Casa Civil, como se a esta
faltasse língua ou capacidade.
Autoridades, inclusive o Presidente da República, não satisfeitas com
a dose, repetem o comportamento, com pequenas variações, no caso em que
o Secretário Nacional de Justiça é suspeito de atividades que vão
contra, precisamente, a justiça.
Ao assumir a presidência, Itamar pediu a renúncia de todos os
ministros, direito seu. A versão anedótica (que não é verdadeira, mas
conto-a para ilustrar o fato), foi que, ao incluir os três ministros
militares (Exército, Marinha e Aeronáutica — ainda não havia Ministério
da Defesa) na troca, teria sido procurado por um alarmado Fernando
Henrique, perguntando-lhe se ia mesmo demitir os três ministros
militares (coisa que Itamar fez).
Itamar perguntou a Fernando Henrique:
"Por que, Fernando, você está preocupado com eles?" Ao que este teria
respondido: "Não, Itamar, estou preocupado com você!"
A cena não aconteceu. Conferi com as fontes. Mas a versão viveu na
minha cabeça e ainda vive no imaginário de muitos observadores. Ela é
significativa por expressar o susto do observadores com a "audácia" de
Itamar: pedir a renúncia dos ministros militares. Isso nunca tinha
acontecido. Não foi audácia, foi apenas simplicidade e retidão. O
presidente é dono de todos os cargos de ministros, e pediu-os. Os
ministros militares em nada diferiam de seus colegas, exceto por usarem
farda.
Foi o ato mais importante para restabelecer a primazia do poder civil no Brasil pós-regime militar.
O outro episódio tem mais a ver com a situação de hoje. Hargreaves,
Chefe da Casa Civil, foi acusado de algum ato ilícito e pediu para sair
do cargo, para não embaraçar seu chefe, o presidente.
Com a mesma singeleza com que pediu e recebeu os cargos dos ministros
militares, Itamar anunciou publicamente as acusações a Hargreaves e
informou que ele seria afastado enquanto durassem as investigações.
Concluídas as investigações, com a mesma singeleza, Itamar anunciou que,
como nada havia sido encontrado de ilegal ou desabonador no
comportamento de Hargreaves, ele voltava à Chefia da Casa Civil.
As lições que ficam:
Negar repetidamente acusações que aparecem de todos os lados, numa
democraria, não transforma mentiras em verdades de tanto repeti-las.
Goebbels só conseguiu fazer isso porque o nazismo era uma ditadura.
Na democracia, mais importante do que defender-se ou a amigos com
retórica é usar a luz do sol como o melhor desinfetante. Nixon e Clinton
foram penalizados porque mentiram. John Dean, advogado da Casa Branca
no período de Nixon, conta em seu livro Blind Ambition como a
teia de trapalhadas e mentiras vai ficando cada vez mais espessa. Acabou
na cadeia junto com outros colegas de alto coturno. John Mitchell,
Ministro da Justiça de Nixon, foi condenado, preso e algemado e assim
saiu de seu escritório, rumo à prisão.
Precisamos de alguma regra, a se estabelecer não sei se por costume
ou por lei, que defina a Presidência da República e o Supremo Tribunal
Federal como cargos terminais. Depois deles, voltar à política
partidária ou à banca privada não pode ser aceitável. Evita-se o
espetáculo de um ex-presidente da república batendo boca no Senado,
ainda que em sua defesa.
Presidentes não batem boca com subordinados, desafiando-os a provar
isso ou aquilo, seja em defesa própria, seja em defesa dos aliados. Esta
atitude não combina com a tal "liturgia do cargo," abusivamente citada.
Quanto mais crescem as crises, menos "litúrgicas" ficam as atitudes de
gregos, troianos, maranhenses, pernambucanos e paulistas.
Ex-presidentes e ex-ministros do STF precisam ter uma pensão decente
para não terem desculpa para precisar voltar à política ou à banca.
Até hoje não sei se Itamar foi embaixador na Itália, OEA e em
Portugal porque precisava do salário ou se porque Fernando Henrique o
queria longe.
Ex-presidentes não ficam falando mal de seus sucessores. Eduardo
VII, filho da Rainha Vitória e Rei da Inglaterra por pouco tempo,
recebeu um pedido de clemência para um regicida, ao que respondeu: "Não
posso perdoar as pessoas que matam os membros da minha profissão." De
ex-presidentes, espera-se bons exemplos e excelentes comportamentos.
Quando Hillary Clinton foi eleita senadora, um repórter perguntou ao
ex-presidente Clinton se ele iria morar em Washington, ao que ele
respondeu: "Depende de vocês [repórteres]. Se vocês ficarem me fazendo
perguntas a toda hora sobre o atual governo, vou embora daqui." (Não
precisou esclarecer que não faz parte do comportamento de ex-presidentes
ficar criticando os membros de sua profissão, nem dividindo as
sociedades e politéias.)
Finalmente, cinco e meia da manhã, inverno em Washington, um dia
qualquer, muito frio, saída de passageiros internacionais do Aeroporto
Dulles, na Virginia, vi, acompanhado de uma ou duas de suas filhas, de
roupa esporte, o ex-presidente Itamar Franco, em pé, perdido entre as
pessoas comuns que esperam amigos que chegam. Hargreaves estava no vôo.
Tive o impulso de dizer a Itamar: "Bom dia, Presidente, o doutor
Hargreaves está na alfândega, mas deve sair já." Mas minha timidez me
impediu.
Então digo hoje: Bom dia, presidente. O senhor, o doutor Hargreaves e seus exemplos deixaram saudades.
RIO - O melhor uísque do mundo vem de uma destilaria da Tasmânia.
Sullivans Cove recebeu a referida classificação pelo World Whiskies
Awards, da publicação britânica "Whisky Magazine". Um dos jurados
definiu o sabor da bebida produzida na ilha australiana como "mel,
baunilha e feno".
Desde que a premiação foi instituída, em
2007, os vencedores eram produtores da Escócia ou do Japão. Da Escócia,
os single malts agraciados foram os das destilarias de Ardbeg (duas
vezes), Talisker e Highland Park. Do Japão, Yamazaki (duas vezes) e
Yoichi.
Após desbancar cerca de 300 competidores, o diretor da
empresa produtora da bebida, Patrick Maguire, comemorou o resultado:
“Este é, provavelmente, o maior prêmio do mundo destinado a uísques.”
Segundo ele, a o produto já vinha arrebatando troféus há alguns anos,
mas nenhum tão importante quanto este.
Maguire destacou o caráter
artesanal da produção da bebida, que, até agora, teve apenas 516
garrafas fabricadas. "Somos produtores muito pequenos e temos o luxo de
poder ajustar as coisas pessoalmente. Não usamos sistemas automáticos.
Então, produzimos a partir do coração."
Cabo do Exército filmou patrulha, contato com crianças e dia a dia na base. G1 Campinas fez série sobre relações da cidade com o país caribenho.
Lana Torres *Do G1 Campinas e Região, em Porto Príncipe
Em Cité Soleil, ou Cidade do Sol, crianças e porcos disputam espaço na
mesma montanha de lixo. O cenário, da miséria em seu nível extremo,
compõe a realidade do local de trabalho de militares de Campinas (SP),
que foram incumbidos de fazer a segurança na região mais crítica do Haiti, segundo a Missão das Nações Unidas no país (Minustah).
A pedido do G1,
um dos 700 soldados que viajaram da cidade paulista para o país
caribenho registrou e narrou com uma câmera o dia a dia do pelotão,
desde os momentos de descontração na base até a ligação que eles
estabelecem com o local e a população nativa.
O resultado (veja acima)
é a primeira reportagem de uma série sobre as relações entre Campinas e
o Haiti, que será publicada a partir desta segunda-feira (31).
Com 200 mil habitantes, Cité Soleil é uma espécie de cidade-satélite,
ou distrito, da capital Porto Príncipe. Pelas ruelas daquela região, é
possível conhecer a pobreza em escala ainda não experimentada pelas
populações mais miseráveis do Brasil, por exemplo.
“Existem situações, particularmente na capital, que são de miséria, mas
não só isso. É uma situação de precariedade, muito superior à de
qualquer outro país da América Latina.
Em alguns bairros da capital,
isso fica muito claro. É uma população que há anos está entregue a uma
noção de ‘degaje nou’, que quer dizer ‘a gente se vira’. E isso é muito
precário”, afirma Omar Ribeiro Thomaz, sociólogo da Unicamp, que estuda
há 16 anos o Haiti.
Dia a dia na região onde os militares de Campinas atuam na Missão de Paz do Haiti (Foto: Lana Torres / G1)
O brasileiro Manoel Felix da Cruz Neto conheceu e tem vivido de perto esta realidade ( veja o vídeo acima).
Com o codinome “Cabo Félix”, ele escuta há 4 meses, enquanto percorre
as ruas de Cité Soleil, os chamados das crianças haitianas, apelidadas
por ele e pelos colegas de “petit”.
"É uma população que há anos está entregue à noção de ‘degaje nou’, que quer dizer ‘a gente se vira’. E isso é muito precário"
Omar Ribeiro Thomaz, sociólogo da Unicamp
“Hey, you! Chocolat! Hey, you! Chocolat!”, gritam repetidas vezes
durante o patrulhamento dos militares, na esperança de ganharem um doce,
como lhes ensinaram os soldados estadunidenses. Acabam por se contentar
com um colo, um afago ou o cumprimento de batidas de mãos, já que os
brasileiros são proibidos de alimentar a população fora das atividades
sociais específicas para este fim.
Rotina
A base militar da Cidade do Sol, composta em sua maioria por militares de Campinas,
possui quatro pelotões, que se revezam nas atividades internas e no
patrulhamento. De acordo com o comandante da companhia, o capitão Márcio
Rodrigo Ribas, a patrulha pelas ruas é feita aproximadamente seis vezes
por dias, cada uma com duração de duas a quatro horas.
“Sem dúvida nenhuma, no Haiti como um todo, esta é a área com maior
criminalidade. A gente observa por aqui confrontos entre gangues e
sempre com política envolvida. Isso porque, se um político dominar certa
região, ele tem voto para ele. Então, ele financia o chefe da gangue e
eles tentam conquistar votos e poder naquela região, por meio do uso da
força.”, afirma.
'Petit' brinca próximo a rio que foi tomado pelo lixo
no Haiti (Foto: Lana Torres/G1)
Segundo o próprio Exército brasileiro, os três últimos incidentes
criminosos de maior proporção registrados naquela região até a visita da
reportagem, há um mês, ocorreram em agosto, janeiro e fevereiro, ou
seja, três em um intervalo de sete meses.
Sem perspectiva do início da retirada das tropas antes de 2015, cabo
Félix e seus colegas seguem na rotina de carregar mais de 20 quilos de
equipamentos, entre colete, capacete e armamento, enquanto vigiam Cité
Soleil. “A patrulha dura três horas e, nesse período, a gente roda o
bairro de diferentes maneiras. É muito calor, o sol sempre está forte, o
equipamento também é muito quente e pesado”, conta.
Os haitianos
O comportamento da população durante a passagem dos fardados pelas ruas
e vielas varia entre a indiferença, a desconfiança, o apoio e a euforia
– esta última, sobretudo dos “petit”, que nascidos há menos de 10 anos,
ou seja, depois que a Minustah foi criada, cresceram acostumados à
presença de fuzis e roupa camuflada.
"A nossa ideia é buscar a maior aproximação possível. Eu acredito que
esta proximidade não tira o respeito. Na hora que eu tiver que impor a
ordem, tiver que fazer uma ação mais dura, eu vou fazer"
Coronel Anísio David de Oliveira Junior, comandande das tropas brasileiras no Haiti
Neste dia, no entanto, uma “arma” diferente arrancou sorrisos e
gritaria durante a patrulha dos campineiros pelas ruas de Cité Soleil.
Os pequenos pareciam não acreditar no que viam no visor do celular
empunhado por Félix: eles próprios. Com a câmera voltada para eles, a
patrulha virou, para aquelas crianças, uma festa.
Para o comandante do atual contingente brasileiro no Haiti, o coronel
Anísio David de Oliveira Junior, a proximidade do contingente com a
população é positiva, embora ele admita a dificuldade em estabelecer um
limite entre este envolvimento e o distanciamento necessário para o
cumprimento de algumas atividades.
“A nossa ideia é buscar a maior aproximação possível. Eu dei uma
determinação que cada comandante de companhia traga pelo menos três
líderes comunitários para almoçar comigo e conhecer a base. Nosso
objetivo é realmente conhecer muito o pessoal. Eu realmente não consegui
visualizar qual o limite que eu tenho que ter. Porque eu acredito que
esta proximidade não tira o respeito. Na hora que eu tiver que impor a
ordem, que eu tenho que fazer uma ação mais dura, eu vou fazer”,
defendeu.
Equipe de Campinas faz patrulhamento em porto
de Cité Soleil (Foto: Lana Torres / G1)
O que se vê lá fora
No percurso feito pelos militares, além do trânsito caótico, onde a
buzina é o único componente de “sinalização” disponível, é possível
observar também a indistinção da população, por força das
circunstâncias, entre o público e o privado. Com o calor forte e a falta
de infraestrutura nas casas, é comum, por exemplo, flagrar o banho
improvisado, a soneca e até a lição “de casa” sendo executados pelos
estudantes ali mesmo nas calçadas.
Comida, roupa, carvão e livros, tudo é vendido informalmente em
barracas, ou mesmo no chão, que é transformado em uma caótica vitrine de
"um pouco de tudo". Para os haitianos, o preço é em gourde, moeda
local. Para os estrangeiros, a venda é feita em dólar, dinheiro que foi
incorporado a comércio haitiano. A cotação chega a até quarenta gourdes
por dólar.
Da casa simples em que vive, com paredes inacabadas e sem energia
elétrica, um morador de pouco mais de 50 anos observa o contingente e
comenta que, desde que a segurança seja garantida à população do bairro,
ele não se importa com a presença dos estrangeiros ali. “Aqui era muito
violento. Se eles nos protegerem, não há problema nenhum”, diz. O
artista, enquanto vende seus quadros na praça, já demonstra mais
entusiasmo: “Quando a Minustah sair, não haverá mais Haiti. Não haverá
Haiti”, repete com veemência.
O que se vê aqui dentro
A companhia militar responsável por Cité Soleil é constituída
exclusivamente por homens. A base, ao contrário daquela que abriga a
maior parte do contingente, em Porto Príncipe, é menor e fica dentro da
área de cinco quilômetros quadrados, que é de responsabilidade do grupo.
“Aqui, a gente sai na porta e já está na área em que trabalhamos”,
explica o comandante Ribas.
Base militar de Cité Soleil, composta na maioria por
soldados de Campinas (Foto: Lana Torres / G1)
É comum a presença de crianças na porta da sede da companhia. Os
“petit” chamam os militares pelo nome e já dominam a língua portuguesa. A
cada entrada e saída de viatura, eles se aproximam e pedem água, comida
ou dinheiro. Na extremidade oposta da base, uma área antes usada como
banheiro a céu aberto pela população, foi transformada em uma quadra de
futebol.
Os soldados, que ficam pelo menos seis meses fora de casa, têm
estrutura para se comunicar com a família por telefone, e, embora as
áreas de lazer sejam limitadas, o grupo tem uma área onde fazem
confraternizações, como churrasco e aniversários, além de academia
disponível 24 horas por dia. Os militares que atuam no Haiti são
voluntários, no sentido que podem escolher ou não participar da
Minustah. Pelo trabalho fora de casa, eles recebem um salário adicional,
pago pela ONU.
* A repórter viajou a convite do Ministério da Defesa. Assista aos vídeos no link abaixo:
Ontem, na área de piscinas do 4º Grupo de Artilharia de Campanha, Grupo Marquês de Barbacena, o então Cel Maurmann, recém promovido ao posto de General de Brigada, fui homenageado por familiares e amigos com um churrasco.
O Gen Maurmman, assume no próximo dia 10 de abril a chefia do Centro de Operações do Comando Militar da Amazônia, na cidade de Manaus.
Foi comemorado, também, o aniversário da amiga Verônica, esposa do atual comandante do 4º GAC, Ten Cel Marcelo Silva Rodrigues.
As fotos registram os agradáveis momentos.
Ten Cel Silva Rodrigues, Cel Estevão e Ten Cel Pimentel
Gen Brito e Cel Paixão
Márcia Mamede de Brito cumprimentado Verônica Rodrigues pelo aniversário
Gen Brito se despedindo do Gen Marmann em nome dos presentes
Palavras de agradecimento do Gen Maurmann, visivelmente emocionado.
Ao amigo de longas e felizes jornadas Gen Maurmann, sua esposa Eulália e filhos desejamos sucessos na cidade de Manaus.
Hoje prestamos uma homenagem ao nosso amigo e irmão de farda Cel Maurmann recém promovido ao posto de General de Brigada.
Tivemos a honra de conhece-lo ainda como Ten Cel comandando o 10º Batalhão de Infantaria. Fomos recebidos com toda cordialidade e amizade. Na época ainda éramos o presidente da AJOREx - Associação Juizforana de Oficiais da Reserva do Exército, hoje AORE/JF.
Desde nosso primeiro contato e até hoje este destacado oficial do nosso Exército em momento algum deixou de ser gentil e cortês.
Caros amigos Gen Maurmann, sua esposa Eulália e filhos, desejamos que tenham uma boa estada na cidade de Manaus.
Montanha!
Câmara Municipal de Juiz de Fora
Churrasco no 4º GAC
Nos bons tempos da AJOREx
Nosso primeiro contato com o então Ten Cel Maurmann - Cmt do 10º BI