quarta-feira, 26 de março de 2014

General Augusto Heleno informa que não será candidato a presidente

EXCLUSIVO: General Augusto Heleno informa que não será candidato a presidente nem a outro cargo, que não é filiado a partido político, diz que pregar a volta dos militares é “estupidez” e que o ´”único caminho” para o Brasil é a democracia
General Augusto Heleno: defesa da democracia e da manutenção dos militares fora da política. "A ideia de um Partido Militar é um absurdo", diz (Foto: Agência Brasil)
O general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, primeiro comandante dos mais de 6 mil militares de diferentes países que integraram o contingente inicial da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) e ex-comandante Militar da Amazônia, informou ao blog que não é filiado a nenhum partido, que não pretende se filiar e que não é candidato à Presidência da República ou a outro cargo político qualquer.
“Uma candidatura à Presidência sem uma forte estrutura partidária por trás seria uma aventura”, assinala o general, objeto do interesse de um grande número de brasileiros que cogitam de sua disputa ao Planalto em outubro próximo. “E o país não comporta mais aventuras depois da Presidência de Fernando Collor [1990-1992]“.
Para o general, a opção de filiar-se a um partido de menor projeção e, depois, precisar sair à procura de recursos para financiar uma campanha, “de pires na mão”, significaria “acabar assumindo compromissos que mais tarde precisarão ser pagos, e isto não é comigo”.
Pergunto se não lhe interessaria candidatar-se a senador ou a deputado futuramente (uma vez que, não tendo filiação partidária, não poderia concorrer em outubro próximo):
– Veja bem, isso não levaria a nada. É difícil ter uma participação mais significativa dentro de um quadro político em que as coisas já estão delineadas. Do jeito que a coisa está montada, uma só pessoa que pretenda alterar o atual estado de coisas vai acabar morrendo de desgosto ou, por ingenuidade, ou desconhecimento, ser envolvido em algo negativo.
E acrescenta:
– Não há salvadores da pátria. O problema do país é acertarmos em termos de escolha. É algo de formação das pessoas, de muito longo prazo. Nossa democracia está consolidada, mas me preocupa o fato de que a juventude em geral, o que inclui seus melhores quadros, está muito afastada da participação na política. Há muita gente que tem condições intelectuais e de formação e pode contribuir para o país mas não é cooptada pela política. A estrutura atual é perversa, e precisa ser mudada em profundidade.
Pergunto sobre os supostos 5,6 milhões de votos que determinada pesquisa indicaria que alcançaria caso concorresse ao Planalto:
– Esses supostos 5,6 milhões de votos apareceram em reportagem da revista IstoÉ. Não sei de onde tiraram esse número. Se isto for verdadeiro, é fruto do que pude contribuir com meu trabalho no Exército, é produto, talvez, da generosidade com que meus ex-comandados espalharam minhas eventuais virtudes. De todo modo, embora tudo seja muito desvanecedor para mim, 5,6 milhões de votos não são nada num colégio de 130 milhões de eleitores.
Para o general, “pregar a volta dos militares” ao poder — como alguns têm feito — “é estupidez”:
– Alguém que pense assim e esteja a meu favor quer, na verdade, me empurrar para o buraco. Ter essa postura é afrontar tudo o que foi conquistado em muitos anos. O único caminho para o país — está comprovado — é a democracia. É inimaginável se controlar a liberdade das pessoas. O único caminho de fortalecimento e desenvolvimento para o Brasil é a democracia.
Qual seria sua opinião sobre um certo “Partido Militar Brasileiro”, que está sendo fundado?
– É um absurdo. Quando os militares tiverem vínculo com algum partido político estaremos perdidos. Essa ideia é absurda.
Pretende declarar apoio público a algum candidato a presidente, no primeiro ou no segundo turno?
– Não vou apoiar publicamente nenhum candidato, nenhum me comove. Prefiro ficar como espectador.
O general se diz muito satisfeito com suas tarefas como diretor de Educação Corporativa e de Comunicações do Comitê Olímpico Brasileiro. “Trabalho com algo que sempre me fascinou — a educação, o ensino”. Conta que também tem feito palestrar por vários Estados brasileiros, em geral sobre três temas — liderança, a Amazônia e o problema do Haiti.
– Faço as palestras, mas não tenho coragem de cobrar. Faço de graça.
http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/exclusivo-general-augusto-heleno-informa-que-nao-sera-candidato-a-presidente-nem-a-outro-cargo-que-nao-e-filiado-a-partido-politico-diz-que-pregar-a-volta-dos-militares-e-estupidez-e-que-o/

‘Ocupar a Maré não será difícil’, diz o Gen Sardenberg.


Com a experiência de quem ajudou a planejar a ocupação do Alemão, o general da reserva Fernando José Sardenberg diz que agora o Exército já tem expertise em favelas

General Fernando Sardemberg comandou a Força de Paz no Complexo do Alemão Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo (9-12-2010)
General Fernando Sardemberg comandou a Força de Paz no Complexo do Alemão Gabriel de Paiva / Agência O Globo (9-12-2010)
O que os militares do Exército podem fazer durante a vigência das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO)?

A GLO é constitucional e nos garante o trabalho de polícia. Para atuar numa comunidade, é importante grupamento de força, um efetivo grande, uma companhia, uma batalhão. Nós fazemos treinamentos regularmente. Temos capacidade de manter a ação o tempo que for preciso, ficar por lá. Pela GLO, podemos patrulhar, fazer revistas e efetuar prisões. Na época do Alemão, conseguimos um mandado de busca coletivo, o que permitiu que entrássemos em qualquer casa. Isso dificilmente é concedido, porém é fundamental, pois o bandido pode constranger as famílias na tentativa de se esconder das forças de pacificação. Mas o mais importante foi que as pessoas, ao verem a seriedade do trabalho, permitiam que revistássemos. É preciso criar uma relação de confiança.
Como estabelecer esta confiança?

Criamos um Disque-Denúncia próprio e estávamos sempre reunidos com moradores, igreja e a sociedade civil. Fazíamos patrulhas dia e noite, todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados. Só o Exército tem esta capacidade. Tínhamos também uma equipe de controle de danos. Se, por exemplo, uma das nossas viaturas encostasse no muro de uma casa, mandávamos consertar na hora. A população precisa ter confiança para que haja continuidade no trabalho. A colaboração é algo que tem que ser conquistada pelas forças de pacificação.

É mais difícil ocupar a Maré do que o Alemão?

Difícil não é. A complexidade maior vem da ausência do estado durante anos nas comunidades. Todos os comandantes da Força de Pacificação que passaram pelo Alemão produziram um trabalho que deu origem a um relatório de 600 páginas. Então, já temos a expertise. O Alemão tinha uma topografia que dificultava o patrulhamento. Já a Maré é plana e já tem locais de apoio, como o 24º Batalhão de Infantaria e o quartel do Bope.

Como deverá ser o planejamento da operação na Maré?

A primeira coisa que tem que ser regulado é o que o governo quer de nós. No início das ações do Alemão, o pedido foi o cerco. Depois evoluiu para a ocupação e pacificação. Tem que entrar com um efetivo grande, de 3 a 4 mil homens. Antes de ocupar, é preciso fazer um trabalho de planejamento e inteligência, com fotos aéreas da região e informações de lá de dentro. Depois é dividir a região por áreas de comando. Quando planejamos o policiamento nos complexos do Alemão e da Penha, criamos cinco bases em cada uma destas regiões. Depois disso, é patrulhar todos os becos e vielas. Na minha época, não ficou um metro quadrado sem ser revistado.


http://oglobo.globo.com/rio/ocupar-mare-nao-sera-dificil-11974073

FEIJOADA CESAR ROMERO 2014 - CONTAGEM REGRESSIVA PARA O DIA 07 DE JUNHO


terça-feira, 25 de março de 2014

ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - 25.03.14

Sheik Ibrahim El Khoury

Maria Giovanini Corrêa


6º BIS auxília na retirada de famílias desabrigadas


Assessoria 6º BIS (texto e imagens)
 
Guajará Mirim (RO) - O Comando de Fronteira Rondônia / 6º Batalhão de Infantaria de Selva – “Batalhão Forte Príncipe da Beira” desde o dia 13 de fevereiro do corrente ano encontra-se em apoio a Defesa Civil na retirada às famílias e pertences atingidos pelas águas da enchente do Rio Mamoré.
 
Em Araras, Distrito de Nova Mamoré, foram atendidas 76 (setenta e seis) pessoas e em Guajará Mirim, nos bairros do Triângulo, Cristo Rei, São José e Santo Antônio 32 (trinta e duas) famílias.Foi criado o Centro de Operações (COp) no 6º BIS intensificado no dia 17 de março para monitoramento e atendimento às demandas da Defesa Civil no emprego de meios para remoção das famílias atingidas pelos alagamentos.
 
 
Atualmente na operação estão sendo empregados 20 (vinte) militares, 03 (três) viaturas e 02 (duas)
embarcações com a missão de deslocar as famílias para local seguro.

http://aperoladomamore.net/index.php?option=com_content&view=article&id=5352:6o-bis-auxilia-na-retirada-de-familias-desabrigadas&catid=4:noticias-militares&Itemid=2