segunda-feira, 10 de março de 2014

31 de março de 1964 - 'Encontros sigilosos à luz de velas'

09 de Março de 2014 - 06:00

Ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, José Maria Nicodemos, sabia do clima interno dentro do Exército e temia pelas consequências do movimento

Por HÉLIO ROCHA

Antes que as tropas da 4ª Região Militar de Juiz de Fora partissem para o Rio de Janeiro e abrissem um novo capítulo da História do Brasil, com o Golpe Militar de 1964, lideranças militares e civis já arquitetavam o movimento na cidade. A Tribuna entrevistou duas testemunhas desses encontros, que narram sob óticas diferentes momentos que antecederam o 31 de março de 1964. As histórias são contadas por Celma Nicodemos, então vizinha do general Olympio Mourão Filho, comandante da 4ª Região Militar, e por Darcy Albuquerque de Mendonça, 72, filha do veterano da Revolução de 1930 Nelson Cavalcanti, que recebeu várias visitas do general Antônio Carlos de Andrada Serpa, outro importante articulador do golpe dentro do Exército. Os relatos têm em comum a impressão do sigilo em relação ao que era conversado nas reuniões, que, à época, deixaram famílias e vizinhos intrigados, até que tudo fosse revelado nos meses seguintes ao abril de 1964.
Celma lembra dos vários encontros que ocorreram na casa do general Mourão, na Rua Barão de Cataguases, Centro. Um dos mais assíduos era o então governador de Minas Gerais pela União Democrática Nacional (UDN), Magalhães Pinto (1961-1966). "Foi feito tudo debaixo de muito sigilo. Acho que eles conversavam até sob a luz de velas. Ninguém conseguiu antecipar nada. Foi um negócio de mineiro, mesmo. Mineiro com todas as letras. Nem os vizinhos sabiam de nada. Absolutamente nada." Os encontros, segundo a dona de casa, não chamavam a atenção da maior parte das pessoas. Periodicamente, sem alarde, sem carros de segurança, sem esquema especial, Magalhães comparecia à mansão, dias em que mesmo a movimentação dos empregados permanecia praticamente inalterada. Celma o identificava apenas porque ela e o pai eram ávidos leitores do jornal do também udenista Carlos Lacerda, a "Tribuna da Imprensa".
A dona de casa já vivia onde reside até hoje, na Rua Paula Lima, Centro. Dos fundos de sua casa, era possível avistar toda a movimentação da residência onde vivia o comandante da 4ª Região. A mulher presenciou as constantes visitas do governador de Minas, que hoje é considerado um dos principais articuladores civis do Golpe Militar. As lembranças sobre os dias de convulsão trazem à tona um país em estado de alerta, em que as informações eram escassas e confusas, ao passo que o discurso das lideranças políticas enfatizava o embate entre comunismo e capitalismo, dos tempos da Guerra Fria. Ela estava em São Paulo nos dias em que o general partiu para o Rio.
"Não se sabia o que estava acontecendo. Não tinha comunicação para lugar nenhum, porque as linhas estavam bloqueadas. A televisão era a única forma de informação." Celma conta que, durante o dia 31 de março, o então governador de São Paulo pelo Partido Social Progressista (PSP), Adhemar de Barros (1963-1966), fez pronunciamentos na televisão, em apoio à iniciativa dos militares e à deposição do presidente João Goulart (Jango, 1961-1964), do antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Entretanto, as pessoas demoraram a perceber o que estava acontecendo. "Chegamos a pensar que Minas Gerais estava se separando do Brasil. A notícia no rádio dizia que todo o armamento da 4ª Região estava na Rua Marechal Deodoro, em frente aos correios", relata.
Medo de guerra civil
A marcha de Olympio Mourão Filho, que deixou Juiz de Fora no dia 31 de março de 1964, chegou ao seu destino no dia 1º de abril. Ela desencadeou outras iniciativas, como a liderada pelo general Antônio Carlos da Silva Muricy, que saiu de São Paulo em direção ao Rio. Por outro lado, o general Armando de Moraes Âncora, legalista, estava ao lado de João Goulart e tentou evitar a chegada dos militares vindos de São Paulo pela Via Dutra (Avenida Presidente Dutra, BR-116). O confronto não aconteceu apenas porque Âncora foi interrompido em Resende pelo recrudescimento das tropas da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Os militares da Aman eram comandados pelo general Emílio Garrastazu Médici, que anos mais tarde seria presidente da República (1969-1974). Embora a ação militar de Mourão seja hoje lembrada como uma iniciativa praticamente sem vítimas, à época, segundo testemunhas, o país viveu clima de instabilidade e medo de guerra civil. 
Este temor, nos dias em que foi deflagrada a ação militar, mobilizou a família de Celma. O irmão da aposentada, José Maria Nicodemos, 92, fora militar e combatera nos campos de batalha da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Por isso, tinha a dimensão do que poderia acontecer no Brasil, caso se mantivesse o cenário de divisão e insubordinação no Exército. Preocupado com a irmã, José Maria, que naquele tempo trabalhava como taxista, pediu a um de seus colegas para encontrá-la em São Paulo. Ele conta que, antes de os generais se dividirem quanto à deposição de João Goulart, houvera um movimento de indisciplina dentro das Forças Armadas. "Esse movimento, que incluía principalmente um grande número de sargentos, pesou definitivamente na decisão daqueles que assumiram a responsabilidade pela revolução." Um dos principais líderes da onda de insubordinação dentro das Forças Armadas foi o cabo José Anselmo dos Santos, que liderou um protesto de mais de dois mil marinheiros no Sindicato dos Metalúrgicos, no Rio de Janeiro.

Busca em SP
Muitos militares, segundo o veterano, associavam o quadro de insubordinação à suposta "infiltração comunista" que partia do comando do país e chegava aos mais diversos estratos da sociedade. O temor dos militares, da classe média e das oligarquias rurais, já existentes desde que Jango assumira após voltar de uma viagem à China comunista, intensificara-se após ser outorgado um decreto presidencial desapropriando terras às margens das rodovias brasileiras, a fim de promover a reforma agrária. Em meio a este cenário, José Maria tomou sua decisão. Enquanto os generais ainda se movimentavam pela Via Dutra e decidiam os rumos da democracia brasileira, o ex-combatente da Segunda Guerra encontrou um colega que estava a caminho de São Paulo e pediu que ele buscasse Celma.
A dona de casa conta que, andando preocupada no Bairro do Tatuapé, Zona Norte de São Paulo, avistou um carro com placa de Juiz de Fora e foi pedir informações. O motorista disse que estava ali à procura da irmã de um colega e, estarrecidos, os dois perceberam que se encontraram por acaso, na maior cidade brasileira. Celma sabia que estava segura e poderia voltar a Juiz de Fora. "Foi uma emoção que eu não consigo descrever. Finalmente, soube que estava tudo bem."
Outra testemunha das articulações que precederam aquele 31 de março de 1964 é a dona de casa Darcy Albuquerque de Mendonça. Ela é filha de um ex-combatente da Revolução de 1930, que alçou Getúlio Vargas ao poder. Meses antes do Golpe Militar de 1964, a casa onde morava na Rua Doutor José Cesário, no Bairro Alto dos Passos, Zona Sul, também foi a sede de encontros entre militares para articular a ação do dia 31 de março. O general Antônio Carlos de Andrada Serpa, um dos principais parceiros de Mourão na iniciativa de depor João Goulart, encontrou-se naquele ano com o pai de Darcy para conversar sobre os planos da 4ª Região. O capitão Nelson Cavalcanti Lopes de Albuquerque, à época já reservista, foi visitado várias vezes em sua residência pelo general e, anos mais tarde, relatou à família que já sabia do golpe.
O ex-combatente de 1930 lutara em Recife, cidade com características em comum com o Rio de Janeiro, e deixara o combate como um herói local. À época um sargento que integrava as tropas getulistas lideradas pelo tenente Juarez Távora, Nelson resistira, aquartelado em sua unidade militar junto a poucos companheiros, ao ataque das forças leais ao governador pernambucano Estácio Coimbra, que seria deposto pelos revolucionários. Mais tarde, fora transferido para Juiz de Fora, onde estabelecera família e tornara-se amigo do general Serpa. Naquele início de ano, os encontros entre os dois foram periódicos e sigilosos. "Ele vinha até a nossa casa com todo o aparato de segurança de um general. Quando eles entravam para a sala de visitas, todos tinham de sair", descreve a filha do capitão, Darcy Albuquerque de Mendonça.
Dos encontros entre Serpa e Nelson podem ter saído informações contundentes sobre o que os militares poderiam enfrentar ao ocupar o Rio de Janeiro, embora o capitão e o general jamais tenham mencionado o conteúdo das conversas para a filha. Nelson morreu em 1975 e Serpa, 21 anos mais tarde, em 1996. Anos depois, o general seria, inclusive, um opositor do regime, tendo sido punido com prisão domiciliar de 48 horas durante o governo do general João Baptista de Oliveira Figueiredo (1979-1985), por declarar-se a favor da redemocratização do país. "A única coisa que sabemos é que, depois do golpe, meu pai disse que 'já sabia do que estava para acontecer' no Brasil", conta Darcy.
Um dos incidentes inusitados provocados pelos encontros entre o ex-combatente e o general teve como protagonista o filho mais novo do capitão. Sérgio, com o ele se chamava, era boêmio, passava horas fora de casa e mantinha uma barba farta. Num dos dias em que voltava da rua, quando uma reunião transcorria entre os militares, e o aparato de segurança estava a postos na Rua Doutor José Cesário, o jovem foi impedido de entrar na própria casa. Segundo a filha do capitão, o irmão, em virtude de sua aparência, fora confundido com um comunista. "Ele tentou se identificar, mas os soldados não acreditaram, pensando ser um comunista. Apenas após o meu pai autorizar os soldados, ele pôde entrar."
Cinquenta anos depois, as reminiscências dos acontecimentos das semanas anteriores ao 31 de março de 1964, quando visitas às escondidas e diálogos confidenciais delinearam o futuro da política brasileira, evidenciam o quanto o silencioso modo mineiro de fazer política foi fundamental à concretização do golpe militar. Conforme conclui grande parte dos historiadores, o golpe é essencialmente mineiro.
http://www.tribunademinas.com.br/politica/encontros-sigilosos-a-luz-de-velas-1.1430099

Casarão Ribeirão das Rosas - Cercado por histórias

09 de Março de 2014 - 06:00


Objeto de ação ajuizada pelo Ministério Público, Fazenda Ribeirão das Rosas ainda aguarda reformas. Proprietário do imóvel, Exército Brasileiro afirma tentar parceria com a UFJF

Por MARISA LOURES

Mesmo deteriorada, a Fazenda Ribeirão das Rosas, localizada no Bairro Barbosa Lage, segunda construção mais antiga do município, salta aos olhos pelo que representa. Suas paredes de barro exalam histórias. No térreo, de um lado, está o antigo abrigo dos escravos, de outro, um posto de arrecadação de pedágio. No meio, uma antiga estrada, agora, tomada pelo mato, que servia de passagem para quem seguia com o ouro para o Estado do Rio de Janeiro. Em cima, o imponente casarão. Dois séculos depois do episódio envolvendo Dom Pedro I (relatos dão conta de que o imperador tenha pernoitado no local nos idos de 1831), um outro fato passa a fazer parte da nossa memória. Dizem que, em 2010, ao tentarem retirar o piso de madeira para a instalação de escoras no lugar onde funcionava a senzala, várias garrafas de cachaça foram encontradas. Possivelmente, elas foram escondidas por negros escravizados. Motivo que provocou a imediata suspensão da retirada das madeiras. Apesar do valor cultural, o bem apresenta problemas ocasionados pelas ações do tempo.
Para dar fim à questão, o Ministério Público ajuizou, em 2009, uma ação civil pública contra o Governo federal e o Município de Juiz de Fora. No dia 24 de fevereiro de 2013, o juiz da segunda vara federal, Guilherme Fabiano Julien de Rezende, concedeu um prazo de 30 dias para que a União juntasse documentação referente a um possível acordo de cooperação técnica, a ser firmado com a Universidade Federal de Juiz de Fora, com o objetivo de viabilizar a restauração. O prazo passa a valer a partir da data da intimação. Até a última sexta-feira, ela ainda não havia sido feita. Na matéria publicada em 3 de dezembro de 2009, no site do Ministério Público Federal (MPF), consta que peritos do MPF comprovaram o comprometimento da estrutura, deterioração de pilares e vigas, umidade causada por infiltrações e ataque de micro-organismos e insetos. Na época, o prazo para a solução da situação era de 60 dias. Nesta semana, a assessoria do órgão informou à Tribuna que, "como não houve nenhuma resposta da Justiça, é preciso aguardar". O casarão é datado de 1751, sendo todo de pau a pique.
"Nem a União, que é a proprietária do imóvel, nem o Município, que, com o tombamento, assumiu o dever de zelar e cuidar da conservação do bem, tomaram qualquer providência nesse sentido e simplesmente abandonaram a fazenda à própria sorte e à ação do tempo", diz a reportagem do MPF. O bem tem fachada, volumetria e entorno tombados como patrimônio público de Juiz de Fora no ano de 2001. "O município passa a ser responsável pelo acompanhamento, para ver se o proprietário está cuidando do bem. Existe uma jurisprudência com relação a isso, várias súmulas. Pareceres de juristas e desembargadores falam que a responsabilidade do bem tombado, tanto na legislação municipal, estadual ou federal, é do proprietário. Existem várias possibilidades compensatórias para o proprietário. Se ele tiver a possibilidade de construir um prédio onde hoje fica a edificação e não puder fazer isso, ele tem a venda do potencial construtivo. Isso fortalece o princípio de que o bem é de responsabilidade do proprietário e, portanto, a conservação deve ser feita por ele", sentencia Toninho Dutra, superintendente da Funalfa e presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac). "O Comppac faz orientações de não deixar piorar a situação. A casa está escorada, sem risco de queda e protegida. Em uma audiência, as atribuições ficaram divididas. Ficou definido que a Funalfa ficaria responsável por uma pesquisa mais profunda relacionada à questão histórica e arquitetônica. O Exército realizaria um escoramento providencial", afirma o superintendente.
"O processo é demorado porque o saber fazer é diferenciado. O amadeiramento foi feito em Lisboa (Portugal). Tem todo um processo na questão de buscar procedimentos para fazer restauro. Não é um restauro de alvenaria, de tijolo e reboco. Primeiro, houve o convencimento dos responsáveis que deviam fazer a devida recuperação. Isso já ficou assentado, o Exército está tomando as medidas para finalização do projeto. Já vimos partes dele", completa Toninho. 
A verba de R$ 1 milhão liberada em 2012, por meio de emenda parlamentar do deputado Júlio Delgado (PSB) para atividades de restauro, foi utilizada para o cercamento da área de 14 quilômetros quadrados e 18 quilômetros lineares do Campo de Instrução e Centro de Educação Ambiental e Cultura, local em que está o casarão. No mesmo ano, o tenente-coronel Sérgio Marrafão havia divulgado que o processo licitatório seria aberto em breve. Hoje, os trabalhos devem chegar a cerca de R$ 7 milhões de reais, mas sua execução depende de captação de verbas. A planilha de custo está sendo refeita pela arquiteta Mônica Olender, que assina o projeto de restauração.
"O recurso tinha que ser aplicado via processo licitatório, mas ele chegou no final de 2012, muito perto do término do exercício financeiro. O projeto que estava em condições de ser licitado era o do cercamento. Se o montante não fosse usado, perderíamos o dinheiro. É importante que chegue uma monta que permita a execução total da obra. Um milhão seria insuficiente para todo o restauro", afirma o tenente-coronel André Aguiar, atual diretor do Campo de Instrução. "Em conversa com especialistas da área, vimos que o restauro é uma caixinha de surpresa. Quando você começa a mexer, o valor aumenta, dobra ou até mesmo triplica", observa o tenente-coronel.
Uma proposta de recuperação da fazenda havia sido aprovada para captação pela Lei Rouanet. Como o Exército possuía oito propostas, em âmbito nacional, ativos no portal do Ministério da Cultura (Minc), e a posterior súmula 14 da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) limitou esse número em cinco, a aprovação não foi publicada. Na ocasião, as obras foram orçadas em R$ 3 milhões. "Não temos como dar uma data para começar os trabalhos. Para realizarmos um processo licitatório, temos que ter a expectativa do crédito", ressalta o militar, sinalizando para uma parceria com a UFJF e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifet) para a recuperação da sede de arquitetura colonial. "Esses órgãos educacionais manifestaram a intenção de reutilização daquela área com fins educativos. Além de campo de instrução, somos um centro de educação ambiental e cultura do Exército. Nesse sentido, buscamos parcerias para realizar seminários, fazer um parque temático retratando um posto de fiscalização da coroa portuguesa, abrigar espaço cultural e loja de venda de produtos históricos." 
Neste período, de acordo com tenente-coronel Aguiar, o sobrado recebeu reforços estruturais e ações preventivas, respeitando as orientações da Funalfa. "Foi feita uma obra de escoramento e proteção da cumeeira do telhado para evitar intempéries. Protegemos as paredes laterais com lonas e conservamos valetas ao redor do imóvel. Elas evitam a infiltração da água pluvial. Semanalmente, fazemos a verificação da estrutura física, principalmente, de pontos de infiltração e mofos. Também realizamos desinsetização e descupinização." O tenente-coronel defende que, com o casarão em uso, é mais fácil preservá-lo. "Se a gente der uma utilidade para o imóvel, naturalmente seremos obrigados a conservá-lo com uma constância maior."
Segundo o militar, antes do restauro e reutilização do espaço, existe a previsão de realização de subprojetos. Além do cercamento já feito, há a expectativa da construção de uma sobrecobertura provisória, avaliada em R$ 272 mil, e de instalar novos escoramentos, orçados em torno de R$ 170 mil. Para finalizar, deve-se efetivar um trabalho de drenagem da água pluvial. O projeto deste último gira em torno de R$ 22 mil. "A sobrecobertura é uma espécie de galpão que protegeria o casarão. A partir daí, começariam os trabalhos de restauro. É uma estrutura metálica que não estaria sustentada no prédio. Isso o protegeria do sol e da chuva. O projeto de drenagem vai potencializar o que nós temos hoje", aponta Aguiar.
Com relação à prática de tiros e explosivos nas imediações do casarão, item citado pelo Ministério Público como desencadeador de abalos na edificação "em decorrência das vibrações transmitidas", André Aguiar garante que tais atividades são realizadas em áreas distantes. "Este local é totalmente seguro.Todas as normas de segurança são observadas e cumpridas."
http://www.tribunademinas.com.br/cultura/cercada-por-historias-1.1430044

Família lamenta morte de rapaz que injetou silicone nos braços

Tia diz que rapaz não teve dificuldades em comprar produto industrializado.
Após 12 dias em UTI, ele não resistiu e morreu; cirurgião alerta para riscos.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

Marcos Paulo morreu após injetar silicone industrial nos braços (Foto: Reprodução/Facebook)Marcos Paulo morreu após injetar silicone industrial
nos braços (Foto: Arquivo pessoal)
A família do analista de laboratório Marcos Paulo Batista dos Santos, 34 anos, que morreu no sábado (8) após aplicar silicone industrial nos braços, faz um alerta sobre os riscos do uso desse produto. “Meu sobrinho não teve dificuldade em adquirir o silicone. Ele era lindo e não precisava disso, mas acabou morrendo por uma bobagem. As pessoas devem ficar atentas”, disse a tia do rapaz, a técnica em radiologia Amélia Batista dos Santos.
O companheiro de Marcos Paulo, que não quis se identificar, contou que foi a própria vítima quem aplicou o silicone nos braços. “Ele chegou em casa com o produto no último dia 22. Após a aplicação, começou a passar mal e corremos para o Cais [Centro de Assistência Integral à Saúde] Vila Nova, mas não tinha médico. Aí seguimos para o Cais Guanabara”, relatou.
Após ser atendido, o analista de laboratório foi encaminhado ao Hospital de Urgências de Goiânia(Hugo), no dia 23. “Lá, nos disseram que iriam aplicar morfina para a dor e nos mandaram para casa. Mas as dores continuaram e tive que voltar com ele para o médico. No dia seguinte, fomos ao Cais Vila Nova e mais uma vez ele foi medicado e liberado”, contou o companheiro da vítima.
Marcos Paulo continuou sentindo dores e procurou atendimento no mesmo dia no Cais Campinas. “Lá, finalmente, um cirurgião o avaliou e disse que era caso de cirurgia. Aí nos mandou para o Hugo, onde ele foi internado e aguardava pelo procedimento”, disse. O analista de laboratório passou 12 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu.
Ao G1, o Hugo informou que o paciente foi atendido no local no último dia 23, com quadro de formigamento e vermelhidão nos braços. Após ser medicado, ele foi liberado. No dia seguinte, os sintomas permaneceram e ele retornou ao Hugo, onde foi internado na UTI. O hospital diz que as causas da morte ainda serão constatadas pelo Instituto Médico Legal (IML).
Para a tia da vítima, se o sobrinho tivesse sido atendido rapidamente, o desfecho do caso poderia ser outro. “Eles deveriam ter aberto o braço dele logo no primeiro dia, pois aí o produto não teria se espalhado. Desde o começo, os médicos sabiam que se tratava de silicone industrial e não deram a devida atenção”, lamentou Amélia.
Procurada pelo G1, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que, desde o primeiro dia de procura, Marcos Paulo foi atendido e referenciado para uma unidade de saúde de alta complexidade, no caso o Hugo. A SMS ressaltou, ainda, que as unidades da rede municipal, com exceção das maternidades, fazem apenas os atendimentos denominados como secundário de atenção ambulatorial e pequenos procedimentos cirúrgicos.
Perigos
De acordo com a Polícia Civil, o material injetado nos braços pelo rapaz é normalmente usado na limpeza de carros e na impermeabilização de azulejos, sendo assim, impróprio para o uso em humanos. Familiares disseram à polícia que Marcos Paulo já tinha aplicado silicone nas pernas há cerca de dois anos.
O cirurgião plástico Pedro Tormin alerta para os riscos da aplicação do silicone industrial(veja vídeo acima). “Essa substância não é pura, não é um silicone usado para fins médicos, e isso gera riscos de infecções e até mesmo de embolização”, disse. Segundo o especialista, o produto pode entupir as veias. “Ele pode migrar para os vasos sanguíneos e obstruí-los. Com isso, causa necrose das extremidades e até do pulmão”, explicou.
Tormin disse que o silicone industrial é proibido para uso médico. “No entanto, esse produto é muito usado para usos domésticos, como vedação e fabricação de adesivos, e as pessoas acabam adquirindo e usando de forma irregular”, afirmou.
O médico alerta que a aplicação de silicone só deve ser feita por um profissional. “Os materiais usados para fins de estética são avaliados e aprovados pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e os cirurgiões passam por especializações para fazer o manuseio com segurança”, ressaltou Tormin.
http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/03/familia-lamenta-morte-de-rapaz-que-injetou-silicone-nos-bracos-era-lindo.html

Incorporação 2014.


Enfim chegou a hora!

Parabéns aos Jovens selecionados para cumprir o Serviço Militar Obrigatório.

Nossas Organizações Militares espalhadas por todo o País os recebem com o braços abertos e as mãos amigas. 

Estejam sempre dispostos ao aprendizado e ao crescimento como cidadãos e soldados. 

Sejam felizes!

Ministro da Saúde viajou com mulher em jato da FAB no carnaval


RIO - O ministro da Saúde Arthur Chioro, nomeado há um mês ao cargo, levou sua mulher Roseli Regis dos Reis em viagens que fez a três capitais, no carnaval, em avião da Força Aérea Brasileira. O fato foi revelado hoje pelo jornal “Folha de S.Paulo”.
O decreto 4.224/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados por “motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamento para o local de residência permanente”. O decreto não determina quem pode ou não acompanhar as autoridades. Ainda assim, na agenda do ministro, sua mulher não apareceu entre os integrantes da comitiva. Chioro viajou de São Paulo para Recife, Rio de Janeiro e Salvador para promover o uso de camisinhas, através de ações do ministério. Em Salvador, o ministro foi ao camarote do governador Jaques Wagner (PT) e ao Expresso 2222, do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, onde, alega, houve distribuição de preservativos. No Rio de Janeiro, compareceu ao bloco Sargento Pimenta, onde o ministério promoveu ação de prevenção à Aids.
Procurado pelo jornal “Folha de S.Paulo”, Chioro afirmou ter “absoluta convicção” de que agiu “dentro da lei, inclusive com aval da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde”. Segundo a assessoria do ministério, sua esposa o acompanhou “nos compromissos oficiais sem qualquer custo adicional aos cofres públicos”. Chioro recebeu R$ 2.541,88 em diárias pelo período.
http://oglobo.globo.com/pais/ministro-da-saude-viajou-com-mulher-em-jato-da-fab-no-carnaval-11826166

CHURRASCO PARA OFICIAIS R/2 DE JUIZ DE FORA E REGIÃO 2014

Caros amigos oficiais R/2 de Juiz de Fora e região.

Em 27 de maio de 2012 fizemos um churrasco de confraternização da oficialidade R/2 de Juiz de Fora e região nas dependências do 4º Grupo de Artilharia de Campanha, Grupo Marquês de Barbacena, único Órgão de Formação da Reserva existente em nossa região da Zona da Mata e Vertentes.

O evento foi um sucesso. Contou com as presenças destaques: presidente do CNOR - Conselho Nacional de Oficiais da Reserva R/2, Ten Sérgio Monteiro; Maj Ruy Fonseca (Of R/2 e R/1), já falecido; ex-secretário da Saúde de MG, Antonio Jorge Marquês ( Of R/2 Med); presidente da Agência de Desenvolvimento de Juiz de Fora e Região, Jorge Montessi; amigo vereador João do Joaninho; ex-vice-prefeito de Juiz de Fora, João Carlos Arantes; amiga Ivete Gomes; colunista Caca Salermo; empresários, Oficiais R/2 de diversas turmas, Oficiais R/1 da ativa e da reserva, amigos e familiares.

Foi uma tarde de muita descontração e amizade, que contou com o integral apoio do comando do 4º GAC, nas pessoas de seu comandante Cel Augusto Perez e de seu SCmt Ten Cel Pedro Mandarino.

Depois deste grande evento nos reunimos em grupos menores algumas vezes, mas ficou nisso.

Estamos com a vontade de fazer um novo grande encontro, nas dependências do Esporte Clube São Carlos, no próximo dia 25 de maio, das 12h às 17h.

Mas para que o nosso evento tenha sucesso temos que contar com o total apoio dos amigos Oficiais R/2 de Juiz de Fora e região, já que será um evento de realização pessoal, tendo a direção da AORE/JF apenas como convida e não coordenadora.

Vamos passar e-mails, postar no Facebook e informar a todos, onde esperamos um retorno positivo para podermos dar continuidade no mesmo.

Nosso e-mail para contato é leduardo45@uol.com.br

Posto a matéria abaixo para relembramos do último grande evento.


CHURRASCO DA AORE DE JUIZ DE FORA - UMA TARDE INESQUECÍVEL


FOI REALIZADO ONTEM, 26.05, NA ÁREA DE PISCINAS DO 4º GRUPO DE ARTILHARIA DE CAMPANHA, GRUPO MARQUÊS DE BARBACENA, O 1º ENCONTRO FESTIVO DA ASSOCIAÇÃO DE OFICIAIS DA RESERVA R/2 DE JUIZ DE FORA EM 2012.





UMA TARDE MUITO AGRADÁVEL E CONCORRIDA. PRESENÇA DE OFICIAIS, SUBTENENTES, SARGENTOS, CABOS E SOLDADOS DA ATIVA E DA RESERVA, AMIGOS E FAMILIARES, EM QUASE 100 PESSOAS.

DESTACAMOS AS PRESENÇAS E AGRADECEMOS PELO GENTIL COMPARECIMENTO:


ANTONIO JORGE MARQUES - SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE DE MINAS GERAIS

JORGE MONTESSI - PRESIDENTE DA AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE JUIZ DE FORA E REGIÃO


TEN SÉRGIO MONTEIRO - PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE OFICIAIS DA RESERVA


VEREADOR JOÃO DO JOANINHO

MAJ RUY FONSECA, FEBIANO, QUE NO ALTO DOS SEUS 97 ANOS CONTAVA, AOS PRESENTES, HISTÓRIAS DE SUA PARTICIPAÇÃO NA 2ª GUERRA MUNDIAL, AOS 22 ANOS DE IDADE COMO 2º TEN R/2 DE INFANTARIA.


AMIGAS DO LIONS CLUBE CAMÉLIA BRANCA


EX-VICE-PREFEITO DE JUIZ DE FORA, JOÃO CARLOS ARANTES


COLUNISTA CACA SALERMO

CAP LUIZ EUGÊNIO SERRA COM FABIANA


A SEMPRE PRESENTE, AMIGA IVETE GOMES

CAP EDUARDO OLIVEIRA E TEN JORGE LUIZ, QUE VIERAM DO RIO.


UM AGRADECIMENTO SUPER ESPECIAL AO TEN CEL ART AUGUSTO PEREZ, COMANDANTE DO 4º GAC, QUE NÃO MEDIU ESFORÇOS PARA APOIAR O EVENTO DESDE O PRIMEIRO MOMENTO. 


AOS AMIGOS DO RANCHO O NOSSO MUITO OBRIGADO, SOB A BATUTA DO SGT JAIR SEMPRE ALEGRE E CORTÊS.





DURANTE O EVENTO O TEN MONTEIRO, PRESIDENTE DO CNOR,  FEZ USO DA PALAVRA PARA AGRADECER O CONVITE, ENALTECER O COOPERATIVISMO ENTRE OS OFICIAIS DA ATIVA E DA RESERVA E ENTREGAR AO TEN CEL PEREZ UM EXEMPLAR DO LIVRO "HISTÓRIA ORAL DA RESERVA DO EXÉRCITO BRASILEIRO". O TEN MONTEIRO AINDA ENTREGOU O DISTINTIVO DE PRESIDENTE DE ASSOCIAÇÃO AO TEN MAURO LÚCIO QUE EM BREVE ESTARÁ DEIXANDO A PRESIDÊNCIA DA AORE/JF. AGRACIOU OS TENENTES CORONÉIS MANDARINO E CARLOS COM UM DISTINTIVO DO CNOR.


O TEN MAURO LÚCIO, PRESIDENTE DA AORE/JF, AGRADECEU  PELA MACIÇA PRESENÇA E, TAMBÉM, REFORÇOU A IDÉIA DO COOPERATIVISMO. DISSE QUE EM BREVE ESTARÁ CONVOCANDO ELEIÇÕES PARA ESCOLHA DA NOVA DIRETORIA, CITANDO O NOME DO TEN SCHMITZ PARA QUE VOLTE A SER O PRESIDENTE TENDO ELE NA VICE-PRESIDÊNCIA.

O TEN CEL PEREZ DURANTE SUAS BREVES PALAVRAS DISSE QUE O 4º GAC É A CASA DO OFICIAL R/2, POIS ALI ESTÁ O NPOR - NÚCLEO DE PREPARAÇÃO DE OFICIAIS DA RESERVA. REFORÇOU O SEU APOIO A AORE/JF NO QUE VIER A PRECISAR. AGRADECEU AO TEN MONTEIRO PELO LIVRO RECEBIDO E SAUDOU A TODOS OS PRESENTES.

O VEREADOR JOÃO DO JOANINHO FALOU EM NOME DO LEGISLATIVO LOCAL SE COMPROMETENDO A SER A VOZ DOS OFICIAIS DO EXÉRCITO NA CÂMARA DE JUIZ DE FORA, AJUDAR E APOIAR AOS EVENTOS DA AORE/JF.


DEIXO AQUI REGISTRADO UM AGRADECIMENTO ESPECIAL A MINHA MÃE MANOELINA DA SILVA PELO COMPARECIMENTO E APOIO.

O GEN OTÁVIO SANTANA DO RÊGO BARROS, COMANDANTE DA 4ª BRIGADA DE INFANTARIA MOTORIZADA, BRIGADA 31 DE MARÇO, NÃO PODE ESTAR PRESENTE POR ESTAR ENVOLVIDO NOS PREPARATIVOS DA CONFERÊNCIA MUNDIAL DAS NAÇÕES UNIDAS, RIO +20, NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, DE 13 A 23 DE JUNHO DE 2012.















O PRÓXIMO EVENTO SERÁ UM BAILE, NO CÍRCULO MILITAR DE JUIZ DE FORA, PARA MARCAR A POSSE NA NOVA DIRETORIA, EM DATA AINDA A SER AGENDADA.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS.

FOTOS IVETE GOMES


ANIVERSÁRIO DE AMIGOS - VEREADOR JOÃO DO JOANINHO


Aniversariou ontem, 09 de março, o amigo e irmão vereador João do Joaninho.

Que Deus te proteja hoje e sempre. 
Deus com seu infinito poder está em toda parte, ao seu redor e dentro de você. 
Por ser o seu aniversário um dia tão especial, queremos de todo o coração te dizer o quanto os sonhos são importantes.

Jamais perca a sua fé em todas as coisas maravilhosas que podem te acontecer. 
Tenha tempo para sonhar e para olhar a vida como uma grande aventura a ser vivida. 
Não tenha certeza das coisas que te rodeiam, pois a alegria está em continuar lutando e conquistando. 
Nunca renuncie a um sonho, mesmo que ele te pareça impossível, pois quando os sonhos morrem, eles apodrecem dentro da gente e começam a enfestar tudo o que nos rodeia e de mansinho vão tomando conta dentro de nós o desanimo, a derrota e a sensação de inutilidade. 

Plante em seu coração a sementeira do amor, pois assim ampliarás os seus dias de alegria. 
Que o Senhor ilumine os seus caminhos levando a tristeza sempre pra longe, bem longe de você, enchendo seu coração com a divina fé e arrancando qualquer sentimento de orgulho, presunção ou egoísmo.
Continue a ser essa pessoa bacana que você é, pois a beleza interior é a que realmente conta diante de nosso Pai Celestial. 

O seu coração estará  onde estiver  a sua alegria de viver. 

Parabéns pela data importante que marca a sua entrada no mundo.

São os sinceros votos de Manoelina e Luiz Eduardo Schmitz, diretoria do Esporte Clube São Carlos e da turma do bar do Maurício.


domingo, 9 de março de 2014

Complexo do Alemão pode ser ocupado de novo, diz Beltrame

RIO — As mortes de três policiais militares de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Complexo do Alemão, este ano, levaram o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a não descartar uma nova ofensiva na área, com o apoio das Forças Armadas e da Polícia Federal. Segundo ele, já há cerca de 600 homens disponíveis, caso haja necessidade de uma nova ocupação. Na última sexta-feira, ele se reuniu com a cúpula das polícias para traçar uma nova estratégia para a região, baseada em informações de órgãos de inteligência e de investigações sobre as quadrilhas que estão atuando dentro e fora das favelas pacificadas, na tentativa de atingir o programa das UPPs.

— Primeiro, queremos uma ação mais racional e menos traumática. Fazer uma reocupação com 500 ou 600 policiais não está descartado. Nos reunimos no Centro Integrado de Comando e Controle da secretaria para decidir sobre qualquer mudança de rumo. Não podem morrer mais policiais da maneira que vem acontecendo. Não que a morte de um policial não seja normal, pois são percalços da profissão. Mas estamos analisando todas as possibilidades friamente. Será que não podemos pôr 500 homens no Alemão ou no Juramento? Temos portas abertas em todas as instituições: Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícia Federal, além do nosso pessoal. Temos que caminhar com o processo de pacificação, e ninguém vai nos impedir. Se entendermos que precisamos de algo mais maciço nas ocupações, iremos adiante — disse o secretário — Acho que ninguém deseja que o tráfico volte a regular o preço da droga e a vida das pessoas como antigamente — acrescentou.


http://oglobo.globo.com/rio/complexo-do-alemao-pode-ser-ocupado-de-novo-diz-beltrame-11827751